terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Hugo Chavez e Obama na Manjedoura de Cristo

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Meu Deus, tenha piedade de nós. Quanta estupidez!! Tanto Hugo Chavez como Obama se colocam na manjedoura de Cristo. Hugo Chavez é mais explícito, e Obama mais sutil, mas é a mesma estupidez.

Chavez resolveu se colocar junto de Cristo na manjedoura. Acima foto de parte do presépio exposto em Caracas no qual Hugo Chavez se coloca entre os ornamentos de Natal que refletem o nascimento de Cristo. Abaixo a cena geral.


 

Obama, por sua vez,  inaugurou a árvore de Natal oficial em frente a Casa Branca. Não há nenhuma menção ao nascimento de Cristo ou ao Natal. Mas há uma homenagem ao próprio Obama. Um ornamento embaixo da árvore que diz: "I love Presidente Obama". Vejam abaixo a foto da árvore e do ornamento.






Hugo Chavez costuma dizer que "Cristo era comunista". Obama costuma eliminar qualquer menção a Cristo, em favor do politicamente correto, e costuma sair pelo mundo pedindo desculpas a muçulmanos. Os dois se deixam ser exaltados como se fossem Messias.

Chesterton, certa vez, discutiu aquela frase de Karl Marx, de que a religião é o ópio do povo. Chesterton disse (traduzo em azul):

"The truth is that irreligion is the opium of the people. Wherever the people do not believe in something beyond the world, they will worship the world. But above all, they will worship the strongest thing in the world. And, by the very nature of the Bolshevist and many other modern systems, as well as by the pratical working of almost any system, the State will be the strongest thing in the world. The whole tendency of men is to treat the solidary State as the solitary standard.That men may protest against law, it is necessary that they should leave injustice; that they may believe in justice beyond law, it is necessary that they should believe in a justice system beyond the land of the living men. You can impose the rule of the Bolshevist as you can impose the rule of the Bourbons; but it is equally an imposition. You can even make its subjects contented, as opium would make them contented".

"A verdade é que a não-religião é que é o ópio do povo. Toda vez que as pessoas não acreditam em algo além deste mundo, elas irão adorar o mundo. Mas acima de tudo, elas irão adorar aquilo que é mais forte no mundo. E, pela natureza do Bolchevismo e muitas outros sistemas políticos modernos, assim como pela prática de qualquer sistema, o Estado será a coisa mais forte no mundo. A tendência geral dos homens é tratar o Estado único como o único padrão. Para que os homens protestem contra a lei, é necessário que abandonem a injustiça; para que eles acreditem na justiça além do que está escrito na lei, é necessário que eles acreditem em um sistema judicial além da terra dos vivos. Você pode impor as regras do Bolchevismo, assim como pode impor as regras dos Bourbons, mas é a mesma imposição. Você pode fazer seus súditos contentes, como o ópio os faz contentes".

Depois do que disse Chesterton, não há nada a acrescentar. Está tudo explicado.


(Agradeço as reportagens sobre Chavez e Obama ao site Weasel Zippers)

4 comentários:

Eduardo R. V. disse...

O ópio do povo é a preguiça e falta de comprometimento com bem da sociedade. Não importa se tem religião ou não.

Observe o seu texto anterior e muitos outros. Os islâmicos parecem muito comprometidos consigo mesmo. Adianta alguma coisa para toda a sociedade (mundo)? Não.

Pedro Erik disse...

Caro Eduardo,

Christopher Hitchens era um ateu. Morreu na semana passada. Ele dizia que o comunismo era uma religião. O que é uma completa idiotice, porque religião exige o contato com um ser supremo, com o desconhecido.

Mas o argumento dele ajuda a comentar o que você disse.

Se o comunismo é uma religião, há religiões que não prestam como tudo na vida. Este também é o caso do Islã.

O que Chesterton disse também leva para este raciocínio. Sem Deus, as pessoas procuram um deus terreno (uma religião errada). As pessoas precisam de Deus.

Eu costumo dizer que a única coisa que une o comunismo com a Escola Austríaca de Economia (escola de economia da extrema-direita) é a eliminação da Religião. As duas correntes detestam religião, assim elas acabam não tratando do ser-humano. O ser-humano é religioso.

Grande abraço,
Pedro Erik

Eduardo R. V. disse...

O errado está nos dois lados, então. Usar de força para impor ou remover os sentimentos religiosos.

Eu observo o mundo e vejo isso de ter uma religião. Conheço casos de não-religiosos e teístas, amigos meus. Méritos a Jeová, tão poderoso que vive nas pessoas que descartam seguir a religião que O sustenta. A religião entra definindo formas de se encontrar com seus seres supremos e se relacionarem quanto comunidade. Isso é válido?

É um bom guia para quem saber usar.

Pedro Erik disse...

Caro Eduardo,

Certa vez eu fui ao um seminário, com muitas pessoas ilustres para discutir terrorismo. Um dos palestrantes, PhD em Pensilvânia, com inúmeros livros publicados, estava falando sobre o terrorismo do País Basco na Espanha.

Lá pelas tantas, ele disse: "A Igreja Católica apóia o terrorismo basco".

Aí, eu não aguentei, levantei o braço e perguntei: "De onde o Sr. tirou isso de que a Igreja apóia o terrorismo?"

Ele respondeu: "Um padre lá no País Basco disse que apóia".

Aí eu repsondi:

"Meu caro professor, desde quando um padre é a Igreja Católica? Um padre, o papa, um coroinha não são a Igreja Católica!. A Igreja Católica é o Corpo de Cristo. A Igreja são todos os devotos da religião católica. Um padre ou bispo pode ser gay ou pedófilo, isso não quer dizer que a Igreja apóie os gays ou a pedofilia".

O professor ficou todo desconcertado e depois, tentando se manter por cima, resolveu dzer que não tinha dito ou que acabou de dizer. E eu vi que ele ficou todo errado, resolvi deixar pra lá.

O que quero dizer é que não se dever analisar uma religião pelos seus seguidores (pode ser até um bispo). Deve-se analisar a religião pelo o que ela é. Toda vez que critico o Islã, baseio meus argumentos no livro mais sagrado da fé islâmica, o Corão, ou no Hadith (tradição da vida de Maomé). Porque eu estudei e continuo estudando o livro deles.

Abraço,
Pedro Erik