domingo, 13 de março de 2011

Qual é a Maior Fraqueza da Humanidade?



O Quadro acima é do grande Albrecht Durer e serve para ilustrar o argumento de dois textos.

Hoje, eu li um artigo do grande Peter Kreeft e acabou que o texto se revelou no mesmo sentido de outro que eu havia lido no início da semana passada no blog do diabo. Eu já lhes falei aqui que o diabo tem blog (é um ótimo blog que mostra a visão diabólica do mundo para que os incautos vejam que o que eles pensam muitas vezes está de acordo com o pensamento das trevas). Leiam qualquer artigo de Kreeft. É sempre sensacional. Os textos do blog do Satan também são ótimos e não pensem que é brincadeira, o escritor dos textos tem muito conhecimento.

Mas, em relação aos dois textos que li, o primeiro, de Peter Kreeft,  trata de qual é a maior ameaça ao cristianismo. O segundo, do Blog Satan, trata da maior fraqueza da humanidade, o que faz ela pecar.

Para Kreeft, a maior ameaça ao cristianismo não são as outras religiões, como o islamismo ou o budismo, mas o "novo paganismo". Que é diferente do velho paganismo, pré-cristianismo. Pois no velho, na antiga Grécia, havia três fatores que não há neste novo paganismo: moderação (senso de que tudo demais está errado), absolutismo moral (o velho paganismo não era relativista moralmente), senso de transcendência (o velho paganismo via mistério na vida humana).

O novo paganismo tirou a mitologia, a divinização de Deus. Deus não seria transcendente, ou supranatural, e sim natural.

Mas o fator que assemelha os textos de Kreeft e Satan é que Kreeft diz que o novo paganismo é a retirada do "medo de Deus" e Satan diz que a maior fraqueza da humanidade são os "grandes mas" (big buts), isto é, as desculpas para pecar.

Os dois citam a mesma passagem do evangelho: Gênesis 3:1, quando a serpente diz para Eva: "Deus realmente disse para você que não podia comer nenhum fruto das árvores?"

Os dois autores ressaltam o início da frase: "Deus realmente disse..". Isto é o pontapé inicial do relativismo moral.

Satan explicou qual é a maior fraqueza da humanidade falando do "big buts":

Down here we call it “the big but”: it’s every human’s tendency to rationalize acting on their own desires against God’s holiness expressed in nature or conscience by asking in their hearts, did God really say?

Kreeft argumenta que a artimanha do novo paganismo não é enfrentar a Igreja mas se infiltrar. Ele diz de forma sensacional:

"The new paganism is winning not by opposing but by infiltrating the Church. It is cleverer than the old. It knows that any opposition from without, even by a vastly superior force, has never worked, for "the blood of the martyrs is the seed of the Church." When China welcomed Western missionaries, there were 2 million conversions in 60 years; when Mao and communism persecuted the Church, there were 20 million conversions in 20 years. The Church in East Germany is immensely stronger than the Church in West Germany for the same reason. The new paganism understands this, so it uses the soft, suggestive strategy of the serpent. It whispers, in the words of Scripture scholars, the very words of the serpent: "Has God really said...?" (Gen. 3:1)."

2 comentários:

André disse...

Este novo paganismo é realmente perigoso porque pode se converter em uma agenda política. Você por acaso já ouviu falar de uma religião chamada Wicca? É uma seita esdrúxula que prega a bruxaria e a crença em "cultivar a deusa interior" ou alguma coisa assim. Pois bem, essa espécie de "religião" já está sendo adotada pelo movimento feminista americano.

Todos esses movimentos pagãos têm em comum uma coisa: a ideia de que o cristianismo é a raiz de todos os males da humanidade. Hitler, por exemplo, achava que a moralidade cristã havia corrompido o povo alemão durante a ocupação romana e, desde então, os alemães haviam se distanciado de sua verdadeira fé (eu não sei exatamente o que Hitler entendia por fé). É por isso que ele era mais favorável às numerosas seitas que floresciam na Alemanha naqueles tempos do que ao cristianismo. Segundo ele, aquelas seitas eram germânicas e, portanto, preferíveis ao cristianismo estrangeiro.

Diversos teoristas da conspiração esquerdistas divulgam a ideia de que o cristianismo corrompeu o pensamento humano. Eu não me surpreendi quando descobri que grande parte dos liberais americanos têm o budismo como preferência (pelo menos o budismo tem algum senso de moral). Além disso, a proporção de ateus entre os liberais também é assustadora. Eu não tenho certeza, mas acho que chega a 30%.

Pedro Erik disse...

André,

Eu já tinha ouvido falar sim nessa Wicca. E acho que o novo paganismo já é agenda política. O pior é que, como Kreeft fala, é às vezes defendido por próprios membros de igrejas cristãs. Pode ser por ignorância da própria religião, mas eles ajudam a disseminar a falta de temor a Deus.

Sobre Hitler, é isso aí que você falou. Certa vez, eu li que Goebbels escreveu Hitler admirava a religião japonesa e desprezava o cristianismo, por achar que era religião de fracos (lembrei da frase que Deus disse a São Paulo: "na fraqueza me aperfeiçoo"). Outra vez, vi uma reportagem no History Channel, que mostrava que Himmler gostava de magia, astrologia e antigas seitas pagãs. Fez várias cerimônias entre os militares.

Sobre liberais e religião, se a gente considerar o meio acadêmico, tenho certeza que por volta de 80% ou é ateu, ou agnóstico, ou budista, ou hinduísta. Ser cristão, para muitos intelectuais imbecis, é ser idiota.

Grande abraço,
Pedro Erik