quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sudão do Sul - Desafios do Novo País

No dia 9 de julho, um outro país vai surgir no mundo, é o Sudão do Sul (bandeira acima e localização geográfica abaixo). O país surge depois de 22 anos de guerra dentro do Sudão, que resultou em aproximadamente 2 milhões de mortes.

Quais são as chances desse país ser um sucesso? Ele não tem classe dirigente, não tem instituições anti-corrupção, há várias tribos rivais e não há religião uniforme entre a população. E ainda tem um país tradicionalmente inimigo bem acima dele, o Sudão, que divide a fronteira onde reside a maior produção de petróleo dos dois países. Já falei dessa fronteira aqui.


O bispo Cesare Mazzolari da cidade de Rumbek, que fica no centro do Sudão do Sul explica a situação do país abaixo no vídeo da Rome Reports. Traduzo, em azul.


video

Depois de 22 anos de guerra e 2 milhões de mortos, o Sudão do Sul está ganhando independência do Norte. No dia 9 de julho, representantes da Igreja Católica e o novo governo se encontrarão em Juba, a capital do novo país, para celebrar este momento histórico. É a chance para olhar para o futuro com confiança mas também com ciência de que há desafios significativos pela frente.

O bispo de Rumbek, que fica no centro do Sudão do Sul, explica que os principais problemas no novo governo são a falta de uma classe dirigente, a falta de transparência governanmental bem como a reconciliação e integração das diversas tribos.

Bispo Cesare Mazzolari - "Nós precisamos de engenheiros, doutores, pessoas preparadas no âmbito político, pessoas que possam se juntar ao resto do mundo com um administração honesta, sem corrupção, uma administração que possa ser respeitada pela sociedade"

Cientes destes desafios, os bispos do país propuseram, 101 dias antes do referendo que proclamou a independência, 101 dias de orações no Sudão e no mundo pelo futuro do novo país.

A Igreja Católica está ajudando por meio da Universidade do Sacrado Coração em Milão que tem lançado um programa de treinamento par os futuros líderes do país, bem como na construção de escolas financiadas pela conferência dos bispos da Itália.

Eles esperam ajudar o novo país onde vivem 9 milhões de pessoas.

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