domingo, 15 de maio de 2011

Catástrofe do Futuro



Os palestinos fazem hoje os ataques de Nakba (catástrofe) contra Israel, pois foi neste dia que Israel nasceu em 1948. Mas, enquanto os palestinos ensinam aos seus filhos isso que a foto acima mostra, Israel:

1) Tem o maior número de engenheiros per capita que qualquer país do mundo;

2) Tem mais empresas de alta tecnologia cotadas na NASDAQ que qualquer país do mundo à exceção dos Estados Unidos;

3) Nos últimos dez anos, teve cinco cientistas que ganharam prêmios Nobel

4) Publica mais artigos em revistas científicas do que todos os países árabes juntos.

5) Ano passado, teve 1917 patentes aprovadas, Brasil teve 219, Arábia Saudita, 58, Turquia, 45, Egito, 20 e Irã, 8,  e Síria, 0.

6) É o primeiro do mundo em patentes médicas.

Vocês têm os links das informações que dei acima, mas não posso deixar de agradecer ao Blog do Ed West que me levou a elas.

Mais Israel em fotos, do blog The Elder Zyon:




4 comentários:

Vânia Cavalcanti disse...

Olá, Pedro Erik!

As contribuições dos judeus para a moderna civilização, creio, é insuperável por qualquer outra coletividade cultural. Mesmo com toda a problemática que cerca Israel, acho que a data da criação do respectivo Estado é um dia de celebração. Assim inspirada e conquanto seja um tanto melancólico, passei parte do dia de ontem lendo Schmuel Yosef Agnon, numa tradução direto do hebraico de Rifka Berezin. Sua prosa quase lírica e tão delicada, mesmo para falar de transcendências não alcançadas, solidão e desespero, nos traz também a possibilidade do reencontro, a de certo modo consolodara impenetrabilidade do mistério do amor, a fé que ressurge como clímax do desamparo ensejando a comunhão com Deus e com a natureza íntima das coisas... é tão bonito, luminoso e contraditório como a história de Israel. Nas quase parábolas de Agnon, o espírito de Israel respira, tem hálito, vive esta vida sem respostas fáceis, uma vida em aberto.
Um abraço

Pedro Erik disse...

Cara Vânia,

Seu comentário é uma prosa delicada. Sublime. Não tenho nada a acrescentar. Vou apenas voltar a lê-lo.

Pena que haja tão poucos como você no Brasil e no mundo. Celebremos a civilização, que Israel também representa.

Abraço,
Pedro Erik

Vânia Cavalcanti disse...

Olá, Pedro Erik!

Você é muito generoso no julgamento do que escrevi, que nada mais é do que a inspiração que Agnon traz e resultado da maravilhosa oportunidade que tive - e procurei aproveitar o máximo que meu incipiente intelecto permitiu e minha incansável, mesmo que às vezes infrutífera, luta contra a minha própria ignorância cobrava - de estudar Literatura Hebraica com a magnífica professsora Berta Waldman. Foi no bacharelado em Linguística da USP, cuja grade exigia apenas um semestre daquela disciplina; mas, seduzida pelo brilhantismo de Berta em transmitir os valores do povo judeu presentes na respectiva literatura produzida em hebraico, fiz o ciclo completo de seis semestres e Agnon, Amós Oz e A.B.Yehoshua foram os autores estudados. Eu já lera autores judeus, mas que não produziam em hebraico. Se você vai ler meu comentário novamente, por favor, onde está "consolodara" leia "consoladora". E, sim, celebremos a civilização, para a qual a criação do Estado de Israel é um pacto com a própria perpetuação. Um grande abraço e obrigada

Pedro Erik disse...

Cara Vânia,

Eu não fui generoso, não. Exatamente porque sou muito chato e exigente nas minhas avaliações. Eu jamais vou conseguir escrever no seu nível. Peço perdão antecipado pelos meus textos no blog.

Minha formação básica foi péssima e resolvi estudar economia, que é um disciplina que alavanca muito pouco profissionalmente, mas é bem árdua, com análise de modelos matemáticos. Por isso, os cursos de economia estão acabando no Brasil. Há pouquíssimas faculdades particulares que oferecem o curso.

Depois do doutorado é que tenho procurado melhorar meu volume de leitura.

Sempre que puder, escreva para o blog. É um prazer ler seus comentários.

Grande abraço,
Pedro Erik