sexta-feira, 20 de maio de 2011

China: Trabalho Forçado, Aborto, Suicídio e Perseguição


A China distribui morte entre dissidentes, cristãos, mulheres e crianças. Eu não preciso dizer nada, vou deixar vocês com dois vídeos da Rome Reports..

O primeiro mostra Harry Wu da Laogai Foundation (símbolo acima). Ele é dissidente político e ficou em trabalho forçado e tortura por 19 anos. Neste vídeo, há também o depoimento de Reggie Littlejohn, presidente da Direitos das Mulheres sem Fronteiras.(símbolo abaixo).


O segundo vídeo mostra o pedido de preces do Papa para os católicos na China. Todos nós precisamos rezar por eles, e respeitar a coragem que eles possuem.

Traduzo os vídeos em azul.


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Ele foi torturado e recebeu pena de trabalho forçado por 19 anos. Agora, Harry Wu, passa seu tempo tentando lutar contra um sistema que o escravizou por quase duas décadas.

Harry Wu (Fundador da Laogai Foundation) diz: "Vivia como um animal. Se eu não trabalhasse, eles tiravam minha comida".

Elas são chamadas Prisões Laogai ou campos para trabalhos forçados. Falar contra o governo chinês é suficiente para ser preso para a vida toda. Quando ele tinha apenas 19, Wu foi considerado contra-revolucionário. Durante uma recente visita a Roma, ele falou sobre seus tempos na solitária.

Harry Wu: "Seis pés de comprimento, três de largura e apenas três pés de altura, feito de cimento. Então eu fui posto dentro, sem lençol, sem comida, sem água. Você tem de confessar. Depois de três dias, se você não confessa, eles não deixam você sair".

Wu sobreviveu e mais tarde foi para Washington. Mas ele diz que é um problema que ainda existe, com aproximadamente mil Prisões Laogai por toda a China.

Harry Wu: "Há de três a cinco milhões de pessoas que fazem trabalho forçado, isto ajuda ao governo"

Ele diz que produtos como partes automotivas, ferramentas e mesmo luzes de Natal são feitas por prisioneiros. Apesar de leis internacionais, que proíbem venda de produtos feitos em campos de trabalho forçado, Wu diz que esses produtos são vendidos nos Estados Unidos.

Outro problema é a liberdade religiosa.

Wu diz: "Todas as igrejas, todos os templos são propriedades do governo. Todos os padres e pastores dissidentes são enviados para trabalhos forçados."

Por anos, Reggie Littlejohn tem denunciado o governo, dizendo que o abuso vai além das paredes das prisões. A lei da China que diz que se pode ter apenas uma criança tem levado centenas de milhares a abortos forçados.

Reggie Littlejohn (Presidente da Direitos das Mulheres sem Fronteiras) diz: "A política de apenas uma criança é feita por meio de abortos e esterilização forçados e infanticídio"

Ela diz que se uma mulher não registra sua gravidez com o governo chinês, eles podem fazer aborto violento, sem considerar o tempo de gravidez.

Reggie diz: "Se você tem uma segunda criança, você pode simplesmente pagar uma taxa. O que eles não dizem aos turistas é que essa taxa pode chegar a 10 vezes o salário anual. Cada dia, aproximadamente 500 mulheres cometem suicídio na China. 

Littlejohn acredita que isto está diretamente relacionado com as leis de planejamento familiar. 

Uma vez que há muito mais homens que mulheres na China, isto tem provocado sérios problemas.

Reggie diz: "Uma vez que há um desequilíbrio na China, e a presença de 37 milhões a mais de homens que mulheres,  muitas mulheres e meninas são trazidas de países vizinhos."

A luta contra esses abusos tem sido por anos. Até eles realizarem mudanças, a luta continuará, dizem os ativistas.

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O papa Bento XVI disse durante a audiência de 18 de maio que "na China, Cristo está vivendo sua paixão", e que embora haja um aumento de pessoas no país que se abrem para Cristo, há muitos outros que o ignoram e o perseguem. O Papa pediu que todos rezassem pela Igreja Católica da China a qual é ainda incapaz de encontrar plena comunhão com Roma.

Papa Bento XVI: "A Igreja toda se junta em oração com a Igreja na China. Lá, como em outros lugares, Cristo está vivendo sua paixão. Enquanto aumenta o número daqueles que aceitam Cristo, muitos outros rejeitam e o perseguem".

O Papa falou da difícil situação que bispos e padres enfrentam na China e conclamou todos a rezarem por eles.

Papa Bento XVI:   "Todos os católicos do mundo têm o dever de rezar pela Igreja na China: esses membros da fé têm o direito de nossas orações, eles precisam delas"

O Papa lembrou que no dia 24 de maio as orações serão especiais para a Igreja na China. É o dia da Virgem Maria, a ajuda dos cristãos, que é venerada com grande devoção em Xangai".

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