quinta-feira, 19 de maio de 2011

O novo Bin Laden e a Irmandade Muçulmana



Michael Sheuer, autor de um dos livros mais indicados para quem quer saber quem foi Bin Laden, ex-agente da CIA, disse ontem, no programa do Bill O´Reilly, que "só um professor de Harvard (Obama) para achar que as revoltas no Egito e no mundo árabe iriam levar os países para democracia". Isso era de uma inocência monstruosa. Bom, ainda bem que estou entre aqueles que sempre disseram que essas revoltas não iam resultar em boa coisa.
 
Ontem, o jornal o Pakistan News anunciou que o novo Bin Laden é o egípcio Saif- Al- Bidel (foto acima), o vice de Bin Laden, antes dele morrer, era também do Egito, Ayman al-Zawahiri.

Então, para ficar apenas na revolta no Egito, depois da queda do regime Mubarak:

1) A Irmandade Muçulmana e os Salafitas (islâmicos sunitas radicais) vão queimando igrejas cristãs e atacando cristãos. Para ver notícias sobre isso, vocês podem clicar aqui, ou aqui ou aqui.

2) No Irã, os egípcios da Irmandade Muçulmana vão prometendo guerra aos Estados Unidos e morte aos judeus e aos cristãos.

3) A juventude egípcia vai gritando morte a Israel;

4) O Egito foi o palco do acordo de cooperação assinado pelo Hamas e o Fatah. E o Irã saudou esse acordo.

Na quarta-feira passada, a Irmandade Muçulmana se registrou para a formação de um partido político, chamado "Freedom and Justice Party". Antes, a Irmandade elegia seus representantes de forma independente e Mubarak controlava suas ações. Dois partidos salafitas também podem surgir.

O site Stratfor discute as possibilidade de vitória política do partido da Irmandade nas próximas eleições de setembro no Egito. 

O Egito é controlado há muito tempo pelo exército, que agora também governa o país, desde a saída de Mubarak. Mas o exército anda prometendo pluralismo político, o que abre as portas para a Irmandade Muçulmana, que se move com precaução para não assustar o exército e provocar mais um golpe. A Irmandade diz que o partido não tem vínculos com ela e que não vai lançar candidato a presidente. E o partido diz que não é um partido muçulmano. Ninguém acredita nisso, nem dentro, nem fora do Egito. Bom talvez o Obama, que hoje volta a elogiar os levantes "democráticos e pacíficos" do mundo árabe.

2 comentários:

Vânia Cavalcanti disse...

Olá, Pedro Erik!

Estou profundamente pessimista quanto aos desdobramentos desses levantes do mundo árabe. Acho que tudo vai continuar muito ruim de um jeito diferente, se não pior. Quando será que esses fanáticos sanguinários travestidos de religiosos (que agora deram para caçar cristãos) vão superar as trevas medievais onde enterraram seus corações e aprisionaram suas almas? Detestei o discurso do Obama: Estado Palestino com as fronteiras de 1967? Que paspalho! Perigosamente paspalho! Como diria minha filha pequena: muito nada a ver! E você, o que acha, tem alguma esperança no futuro próximo?
Um abraço

Pedro Erik disse...

Vânia,

Se pensarmos que o mundo ocidental está em guerra com o Oriente Médio desde 480 antes de Cristo (guerra entre Grécia e Pérsia), passando pelas Cruzadas (mesmo motivo de hoje, ataque às terras cristãs), pelo cerco de Viena, pela Batalha de Poitier, pela Batalha de Lepanto,...até os dias de hoje, realmente há poucas esperança.

Ontem, vi um debate entre dois islâmicos americanos, um meio que defendia os muçulmanos radicais e o outro queria que o mundo ocidental destruísse esses radicais. Foi muito interessante, mas vi que o último é minoria no mundo deles.

A Guerra continuará.

Para mim, com alguma perseverança e crença na nossa cultura, pelo menos podemmos vencer os radicais dentro de nosssas fronteiras.

Abraço,
Pedro Erik