sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Bispo Escreve Carta Aberta ao Papa contra Sinodo da Sinodalidade. Bispo Gabaritou!

 

Bispo Robert Mutsaerts, dos Países Baixos, escreveu uma Carta Aberta ao Pppa denunciando o Sínodo da Sinodalidade. A Carta está realmente excelente. Como se diz de um aluno que acerta todas as questões de uma prova: bispo Mutsaerts gabaritou!

Traduzo abaixo:

Carta Aberta a Sua Santidade o Papa Leão XIV – pelo Bispo Robert Mutsaerts

Muitas vezes publicámos os grandes textos do Bispo Rob Mutsaerts (Auxiliar de ’s-Hertogenbosch / Bois-le-Duc), Países Baixos. Acaba de publicar (em inglês e em neerlandês) uma carta aberta a Sua Santidade o Papa Leão XIV sobre a necessidade de preocupação com a salvação das almas no meio da confusão da sinodalidade e de outras tendências.

Santo Padre,

Com reverência pelo ofício que Vos foi confiado como sucessor de São Pedro, e em comunhão com a Igreja que Cristo edificou sobre os apóstolos, dirijo-Vos esta carta aberta. Não o faço de ânimo leve. O que me leva a pronunciar estas palavras publicamente é uma preocupação que transcende, em última análise, toda e qualquer outra consideração eclesial: a salvação das almas. Salus animarum suprema lex — a salvação das almas é a lei suprema. A minha pergunta é simples e sincera: o processo sinodal ajuda realmente a aproximar as almas de Cristo e da salvação eterna? Essa é, para mim, a questão decisiva.

Santo Padre, tenho plena consciência de que o ofício petrino comporta uma responsabilidade da qual alguém que se encontra fora desse ofício só pode ter uma vaga noção. Precisamente por esta razão, escrevo estas palavras não por falta de reverência para com o ofício papal, mas por amor a esse mesmo ofício. Afinal, Pedro recebeu de Cristo não só a missão de unir os irmãos, mas também de os confirmar na fé: “E tu, quando te convertires, confirma os teus irmãos.” Em última análise, o mundo pouco ganha com uma Igreja que se limita a repetir o que o próprio mundo já pensa. Precisa de uma Igreja que o aponte para Cristo, com amor mas sem medo.

A minha preocupação relativamente ao Sínodo sobre a Sinodalidade deve ser lida nesta luz. E, acima de tudo, pergunto-me o que tudo isto significa para o simples fiel que espera da sua Igreja não um processo permanente, mas clareza sobre o caminho para Deus.

Esta carta não é, portanto, uma acusação contra pessoas. Nem pretendo negar as boas intenções de muitos que se dedicaram sinceramente ao processo sinodal. As boas intenções merecem reconhecimento. Mas as boas intenções não nos dispensam do dever de examinar os frutos. Cristo próprio nos deu um critério simples para isso: “Pelos seus frutos os conhecereis.” Por isso, creio que, após anos de consultas sinodais, reuniões, relatórios e documentos, chegou o momento de perguntar abertamente quais são esses frutos. Não por cinismo, mas por amor à Igreja. Não por nostalgia de um passado idealizado, mas por preocupação com o seu futuro. E não para travar uma batalha político-eclesial, mas porque por detrás de todas as discussões se encontra uma realidade infinitamente mais importante: a salvação eterna das almas que Cristo confiou à sua Igreja. Por essa preocupação, Santo Padre, apresento-Vos a seguinte reflexão.

O Sínodo sobre a Sinodalidade

Quem julgar o Sínodo sobre a Sinodalidade unicamente com base nos seus próprios objectivos pode facilmente escrever uma história positiva. Houve escuta. Houve fala. Milhares de pessoas foram consultadas. Bispos, sacerdotes, religiosos e leigos reuniram-se. Falou-se de comunidade, participação e missão. Até emergiu um novo vocabulário eclesiástico: sinodalidade, escuta, discernimento, participação, conversa no Espírito, pôr processos em movimento. Mas pode-se também ver a mesma história a partir de uma perspectiva completamente diferente. Permitam-me apenas formular a pergunta desconfortável: O que é que tudo isto realmente produziu? Não: quantas reuniões foram organizadas? Não: quantos relatórios foram escritos? Não: quantas pessoas participaram? Mas: a fé tornou-se mais forte? Cristo foi proclamado com mais clareza? A identidade católica aprofundou-se? Mais pessoas se converteram? A Missa dominical é mais frequentada? Há mais vocações sacerdotais? A catequese tornou-se mais poderosa? Surgiu maior reverência pela Eucaristia? O ensinamento moral da Igreja tornou-se mais claro? Aumentou a coragem missionária?

Quando se formulam tais perguntas, é impossível considerar o Sínodo um sucesso. Entretanto, há ainda outra coisa a considerar. O empreendimento sinodal não está verdadeiramente concluído. A fase oficial de implementação continua e, através de reuniões diocesanas, nacionais e continentais, deve culminar numa assembleia eclesial em Roma em Outubro de 2028. Em Maio de 2026, o Vaticano publicou novamente um extenso roteiro para isso. Isso torna a crítica ainda mais pertinente. O que começou como um sínodo de 2021–2024 ameaça tornar-se uma forma permanente de governação.

Um sínodo sobre um sínodo

O primeiro aspecto notável já está no nome: Sínodo sobre a Sinodalidade. Tradicionalmente, um sínodo era convocado porque a Igreja precisava de falar sobre alguma coisa. Sobre evangelização, matrimónio e família, sacerdócio, Eucaristia, Escritura, uma heresia, uma crise pastoral ou um problema concreto. No sínodo sobre a sinodalidade, o próprio processo é tornado o assunto. Poder-se-ia compará-lo a uma reunião que se convoca interminavelmente para discutir como realizar reuniões daqui para a frente.

A Igreja conhece concílios e sínodos desde a Antiguidade. Os apóstolos reuniram-se em Jerusalém. Os bispos deliberavam uns com os outros. Os papas consultavam os bispos. Os grandes concílios ecuménicos são impensáveis sem consulta eclesial conjunta. Mas isso é algo diferente da sinodalidade como paradigma eclesial permanente. O sínodo clássico era um meio. No discurso sinodal contemporâneo, a sinodalidade ameaça tornar-se um fim em si mesmo. E é precisamente aí que começa o problema, numa perspectiva católica tradicional.

A Igreja não é uma conversa, mas uma realidade recebida

Porque a Igreja não começa com o nosso diálogo. Começa com Cristo. Isso parece evidente, mas tem consequências de grande alcance. Cristo não criou um grupo de discussão. Chamou apóstolos. Deu-lhes autoridade. Enviou-os a proclamar, baptizar e ensinar: “Ide, pois, e fazei discípulos de todas as nações.” A direcção é fundamental a este respeito. A fé não nasce porque a Igreja primeiro inventaria o que as pessoas acreditam e depois destila uma convicção comum de todas essas experiências. A fé foi recebida. Paulo usa constantemente palavras como receber, transmitir e preservar para isso. A Igreja possui a Revelação não porque a concebeu, mas porque a recebeu. Isto significa que o cristianismo não pode, na sua essência, ser democrático. Não porque a democracia como forma de governo seja má, mas porque a verdade não nasce de uma votação maioritária. Se amanhã 90 por cento dos católicos deixassem de acreditar na presença real de Cristo na Eucaristia, Cristo não estaria menos verdadeiramente presente. Se 80 por cento rejeitassem uma determinada doutrina moral, essa doutrina não se tornaria automaticamente falsa. A verdade não é produzida por consenso. Isso constitui a primeira grande área de tensão em torno do projecto sinodal.

Escutar: a quem?

Uma palavra-chave ao longo de todo o processo foi a escuta (como se nunca o tivéssemos feito). Em si mesma, não há nada a objectar. Um bispo deve escutar. Um sacerdote deve escutar. Os cristãos devem escutar-se uns aos outros. Um pastor que nunca escuta o seu rebanho não é um bom pastor. Mas a pergunta segue-se imediatamente: A quem deve a Igreja escutar acima de tudo? A resposta tradicional é: a Cristo, à Escritura, à Tradição Apostólica, aos santos, ao testemunho de vinte séculos de cristianismo, ao Magistério. E, evidentemente, também aos fiéis.

Em certos textos sinodais, porém, a ordem parece ser facilmente invertida. Começa-se com as experiências, desejos, frustrações e expectativas do homem contemporâneo e depois pergunta-se como a Igreja deve responder a eles. Isso parece pastoralmente apelativo, mas contém um perigo. Porque o que acontece quando os desejos do homem moderno chocam com o Evangelho? Então não é o Evangelho que deve mudar; é o homem que deve mudar. No cristianismo, isso chama-se conversão. E precisamente essa palavra é ouvida notavelmente pouco em muitas discussões eclesiais modernas.

O grande ausente: a conversão

Aqui reside a fraqueza mais profunda de todo o projecto. A Igreja não existe primordialmente para afirmar as pessoas no que já são. Existe para as conduzir a Cristo. As primeiras palavras da pregação pública de Jesus não são: “Dizei-Me primeiro como vos sentis em relação às actuais estruturas da Igreja.” Mas: “Convertei-vos e acreditai na Boa Nova.” Isso é consideravelmente menos burocrático. E consideravelmente mais radical.

A Igreja dos Mártires não mudou o mundo romano organizando reuniões de escuta sobre a questão de como os romanos poderiam experimentar a comunidade cristã de forma mais inclusiva. Ela proclamou Cristo. Pedro proclamou Cristo. Paulo proclamou Cristo. Francisco proclamou Cristo. Domingos proclamou Cristo. Francisco Xavier proclamou Cristo. João Maria Vianney proclamou Cristo. Madre Teresa proclamou Cristo. João Paulo II proclamou Cristo. Eles escutaram indubitavelmente as pessoas. Mas a escuta nunca foi o ponto final. O ponto final era a conversão a Cristo.

O elefante na sala da assembleia sinodal

Além disso, há uma discrepância curiosa entre os problemas longamente discutidos no processo sinodal e a crise real em que se encontra particularmente a Igreja ocidental. Os problemas fundamentais da Igreja nos Países Baixos, na Bélgica, especialmente na Alemanha, mas também em grande parte da Europa Ocidental, não são difíceis de reconhecer. As igrejas estão a esvaziar-se. As paróquias estão a ser fundidas. Os mosteiros estão a desaparecer. As ordens religiosas estão a envelhecer. O conhecimento da fé católica está a diminuir. A confissão praticamente desapareceu para muitos católicos. O número de vocações sacerdotais permanece baixo em muitos lugares. Muitos baptizados quase já não acreditam em verdades essenciais da fé. Entre vastos grupos de católicos, a vida sacramental enfraqueceu gravemente. Diante disso, esperar-se-ia fundamentalmente que uma operação eclesial global abordasse primordialmente uma questão: Como podemos reconquistar o mundo para Cristo?

Mas muita atenção se concentra em estruturas, participação, processos de decisão, responsabilidade das mulheres, inclusividade, relações de poder e no modo de funcionamento dos órgãos eclesiais. Estes podem ser temas legítimos. Porém, uma casa em chamas tem prioridades diferentes das questões de natureza doméstica.

Uma lei de Parkinson eclesial

As instituições que perdem de vista o seu propósito original começam muitas vezes a falar cada vez mais intensamente da sua própria organização. As empresas falam então interminavelmente de processos. As universidades de governação. Os governos de modelos de participação. E as organizações eclesiais de estruturas. Quanto menos evangelização, mais comissões sobre evangelização. Quanto menos vocações, mais documentos sobre vocações. Quanto menos pessoas vão à igreja, mais longas são as reuniões sobre tornar-se Igreja. Isso soa cínico, mas há um pensamento sério por detrás: a burocracia pode criar a ilusão de actividade enquanto a realidade mostra o contrário. Navega-se sem bússola.

As expectativas que não podem ser satisfeitas

O processo sinodal gerou expectativas. Isso aconteceu sobretudo porque, durante as várias fases de consulta, foram admitidos temas que tocam matérias sobre as quais a Igreja já possui doutrina clara. O diaconado feminino. O sacerdócio. A moral sexual. As relações homossexuais. A relação entre o laicado e o clero. A autoridade eclesial. A descentralização. A posição da mulher. Quando tais assuntos são “discutidos” durante anos, nasce naturalmente a impressão de que também eles podem eventualmente ser alterados. Afinal, caso contrário, não se falaria sobre eles interminavelmente.

Isto cria um paradoxo pastoral. Pede-se às pessoas que expressem as suas expectativas. Subsequentemente, algumas expectativas revelam-se impossíveis de satisfazer sem pôr em risco a continuidade com a doutrina católica. O que acontece então? Desilusão generalizada. A Igreja gerou ela própria expectativas que, em última análise, não pode honrar. Isso não é um ganho pastoral. É uma receita para a frustração.

A protestantização do conceito católico de Igreja

Além disso, numa perspectiva tradicionalista, é visível aqui uma ironia histórica. Um certo número de elementos da cultura sinodal moderna mostram, de facto, semelhanças com desenvolvimentos observáveis nas igrejas protestantes há décadas. Mais ênfase na participação. Mais input administrativo. Mais estruturas consultivas. Mais peso para as comunidades locais. Mais ênfase na experiência individual. Mais discussão sobre a mudança das visões sociais. Menos de dado relativamente à autoridade hierárquica. Em si mesmo, isto não tem de ser tudo errado. Mas a questão histórica é inevitável: Este modelo conduziu a um espectacular reavivamento cristão no mundo protestante? Em grande parte da Europa Ocidental, a resposta é claramente: não. Porque haveria então a Igreja Católica de adoptar precisamente os padrões administrativos e pastorais de confissões que muitas vezes sofreram a mesma secularização ainda mais cedo e de forma mais grave? Um doente raramente recupera tomando o remédio do doente da cama ao lado, que se encontra em estado ainda pior.

A alternativa esquecida: esforçar-se pela santidade

As grandes reformas católicas quase nunca começaram com estruturas. Começaram com santos. Após períodos de corrupção vieram reformadores. Bento, Bernardo, Francisco, Domingos, Catarina de Siena, Inácio de Loyola, Teresa de Ávila, Carlos Borromeu, Francisco de Sales, João Bosco, Teresa de Lisieux, Maximiliano Kolbe, João Paulo II. O seu programa era surpreendentemente simples: tornar-se santo.

Porque um santo possui um poder missionário que nenhum documento de política pode igualar. Uma paróquia com um pastor santo tem um futuro maior do que uma diocese com vinte grupos de trabalho sobre sinodalidade e gestores altamente remunerados. Um convento com dez religiosos fervorosos evangeliza mais do que cem páginas de jargão eclesiástico. Um sacerdote que acredita visivelmente que está diante de Deus no altar pode conduzir mais pessoas à fé do que uma conferência sobre liturgia participativa.

Aqui reside talvez a alternativa que o Sínodo enfatizou insuficientemente: não menos escuta, mas mais santidade. Não menos participação, mas mais conversão. Não menos diálogo, mas mais proclamação.

A Liturgia como teste de fogo

Numa perspectiva tradicional, é além disso notável que a crise da liturgia tenha recebido relativamente pouca atenção central. Porque se se quer verdadeiramente conhecer o estado de uma Igreja, deve-se olhar para o seu culto. Lex orandi, lex credendi. Como se reza, aí se expressa a fé.

Quando os católicos mal compreendem já que a Missa é o sacrifício sacramental presente de Cristo; quando o sentido do sagrado enfraquece; quando o silêncio desaparece; quando os confessionários ficam vazios e a adoração eucarística se torna marginal, então a Igreja não tem um problema de governação. Tem um problema de fé. Uma nova estrutura de participação não pode resolver isso. Nem uma nova assembleia. Uma redescoberta de Deus, talvez o possa.

O paradoxo da participação

O projecto sinodal enfatiza a participação. Mas aqui emerge um paradoxo curioso. As pessoas que participam intensamente nos processos de consulta eclesial não são necessariamente representativas de toda a Igreja. O católico silencioso que vai à Missa todas as manhãs, reza o terço e dá catequese aos netos normalmente não escreve um relatório sinodal. O jovem católico que viaja três horas para assistir a uma liturgia tradicional normalmente não se senta no grupo de trabalho diocesano. A mãe de seis filhos que tenta educar a família como católica pode ter pouco tempo para sessões de escuta. Uma irmã contemplativa não preenche um inquérito. Mas a sua fé pode estar mais profundamente enraizada do que a dos participantes profissionais em assembleias eclesiais. Quem escuta apenas aqueles que se aproximam do microfone pode facilmente esquecer que o Povo de Deus é maior do que o círculo em torno da mesa de reunião.

Sinodalidade ou colegialidade?

Talvez alguma da confusão desaparecesse se se falasse novamente com mais precisão. A tradição católica tem um conceito claro: colegialidade. Os bispos, juntamente com Pedro e sob Pedro, formam o Colégio dos Bispos. Além disso, existem conselhos de presbíteros, conselhos pastorais, sínodos, capítulos, comunidades religiosas e inúmeras outras formas de deliberação. Porque foi necessária uma nova categoria abrangente para isto: a sinodalidade?

Precisamente porque o conceito é tão amplo — é impossível inventar-lhe uma definição — cada um pode entender por ele algo diferente. Para um, significa escuta. Para outro, descentralização. Para um terceiro, democratização. Para um quarto, renovação pastoral. Para um quinto, reforma do ministério. Para um sexto, uma moral sexual diferente. Um conceito que pode significar tudo acaba por não significar nada. Por isso a questão da proporcionalidade é justificada. Quanta energia ainda é preciso investir nisto? Quantas reuniões? Quantas equipas sinodais? Quantos relatórios? Quantas avaliações de avaliações? E, acima de tudo: o que aconteceria se a mesma quantidade de tempo, dinheiro, energia intelectual e atenção episcopal fosse investida na catequese, nos seminários, na educação católica, na liturgia, na confissão, na adoração eucarística, na pastoral do matrimónio e na evangelização directa? Parece-me uma pergunta retórica.

O problema mais profundo: a eclesiologia

Em última análise, portanto, a discussão não é realmente sobre reunir-se. É sobre a questão: O que é a Igreja? É primordialmente uma comunidade que procura colectivamente o que há-de tornar-se? Ou é primordialmente uma realidade divina que recebeu o que há-de ser? A resposta católica só pode ser a última. A Igreja deve converter-se continuamente, mas está edificada sobre os apóstolos. Preserva uma fé que não inventou ela própria. Por isso, toda a sinodalidade deve, em última análise, ser limitada por algo que não está aberto à discussão sinodal: a verdade que Cristo revelou.

O mundo não espera por uma Igreja sinodal

E aqui reside talvez a maior tragédia. O mundo moderno encontra-se numa crise espiritual extraordinária. As pessoas procuram sentido. Os jovens procuram identidade. A solidão aumenta. As famílias desfazem-se. A tecnologia penetra cada vez mais profundamente na existência humana. A pornografia distorce a sexualidade. O materialismo não satisfaz. As alterações climáticas estão a tornar-se uma religião de substituição para muitos. As pessoas têm medo da morte mas já quase não sabem para que vivem. E no meio desse mundo, a Igreja possui algo extraordinário. Possui o Evangelho. Os sacramentos. A Eucaristia. A Confissão. Dois mil anos de sabedoria. A Escritura. Os Padres da Igreja. Tomás de Aquino. Agostinho. Os místicos. Os santos. Uma tradição incomparável de arte, música, filosofia, moral e espiritualidade. E, acima de tudo: Jesus Cristo.

O mundo não espera por mais uma organização que o escute. Já há bastantes dessas. O mundo espera por alguém que lhe diga para que foi criado.

De Emaús a Jerusalém

Talvez o Evangelho dos discípulos de Emaús ofereça, em última análise, o melhor modelo de autêntica sinodalidade católica. Cristo caminha com os discípulos. Escuta, de facto. Pergunta o que os preocupa. Deixa-os falar. A sua desilusão recebe espaço. Até este ponto, todos os manuais sinodais poderiam concordar entusiasticamente. Mas então ocorre o momento decisivo. Cristo não confirma a sua interpretação. Corrige-a. Abre-lhes as Escrituras. Ensina-lhes como compreender os acontecimentos. E finalmente reconhecem-No na fracção do pão. Essa é a sinodalidade católica na sua forma mais pura. E depois, os discípulos não permanecem reunidos interminavelmente em Emaús a avaliar a sua experiência de caminhada. Levantam-se. Regressam a Jerusalém. Saem a pregar. O processo sinodal ficou preso em Emaús, e a questão é se ainda conseguem sair de lá. Estamos tão ocupados a discutir como a Igreja deve caminhar juntos que por vezes esquecemos para onde se dirige.

Em última análise, a Igreja Católica não precisa de um sínodo permanente sobre si mesma. Precisa de santos. Bispos que ensinem. Sacerdotes que rezem. Religiosos que vivam radicalmente para Deus. Pais que transmitam a fé. Jovens que descubram que a verdade é mais do que uma opinião. Liturgia em que Deus está verdadeiramente no centro. Confissões onde os pecadores encontram perdão. Seminários onde se formam homens dispostos a dar a vida a Cristo. Católicos que não perguntam constantemente como a Igreja deve adaptar-se ao mundo, mas que têm a coragem de convidar o mundo a ser transformado por Cristo. Porque, em última análise, Cristo não enviou a sua Igreja ao mundo com as palavras: Ide e organizai processos sinodais por toda a parte. Disse: “Ide por todo o mundo e proclamai o Evangelho a toda a criatura.” Com isso a Igreja começou. E sempre que foi verdadeiramente renovada, começou aí de novo.

Santo Padre,

Permitam-me concluir esta carta com o mesmo pensamento com que a iniciei: a salvação das almas. Espero e rezo para que, sob o Vosso pontificado, se torne novamente visível com grande clareza que a Igreja não é chamada a discutir interminavelmente consigo mesma, mas a proclamar Cristo; não a reflectir o espírito da época, mas a conduzir o mundo para a vida eterna.

Precisamente do sucessor de Pedro, os fiéis podem esperar que, no meio da confusão do nosso tempo, ele confirme os irmãos na fé. Que nos recorde que a verdade proclamada pela Igreja não é uma posse sobre a qual possamos dispor à vontade, mas um tesouro precioso que recebemos e devemos transmitir intacto. Que dê coragem aos sacerdotes que cumprem fielmente a sua vocação, aos religiosos que dedicaram a vida a Deus, aos pais que tentam educar os filhos como católicos contra a corrente, e aos jovens que, precisamente num tempo de relativismo, anseiam por verdade, santidade, beleza e a aventura radical de uma vida com Cristo.

A minha oração a Vós é, portanto, simples: dai-nos clareza. Quando o mundo fala com incerteza, que Pedro fale claramente. Quando a Igreja se cansa de discussões internas, apontai-nos de novo para Cristo. Quando nos perdemos em processos e estruturas, recordai-nos a nossa missão. Quando tememos proclamar o Evangelho na sua plenitude porque isso poderia ofender o homem moderno, recordai-nos as palavras do próprio Pedro: “Senhor, para quem havemos de ir? As vossas palavras são palavras de vida eterna.”

Santo Padre, escrevo tudo isto com sincera reverência pelo Vosso ofício e com amor à Igreja. A minha crítica ao processo sinodal não nasce do desejo de semear discórdia, mas do medo de que estejamos a perder tempo precioso enquanto tantas pessoas já não conhecem Cristo. A messe é grande. Os trabalhadores são poucos. As igrejas do Ocidente estão a esvaziar-se, enquanto ao mesmo tempo novas gerações parecem procurar de novo a verdade e a transcendência. Precisamente agora não precisamos de uma Igreja hesitante, mas de uma Igreja missionária que sabe qual é o seu tesouro e não tem medo de mostrar esse tesouro ao mundo.

Por isso, rezo para que o Vosso pontificado seja caracterizado por uma renovada concentração naquilo que, em última análise, forma o coração de toda a verdadeira reforma eclesial: Cristo, conversão, santidade, Eucaristia, evangelização e a salvação das almas. Porque, uma vez concluídos todos os sínodos, escritos todos os documentos, dissolvidas todas as comissões e esquecidos os nossos próprios nomes, resta apenas a pergunta que verdadeiramente importa: aproximámos as pessoas confiadas aos nossos cuidados de Jesus Cristo?

Que São Pedro interceda por Vós. Que Nossa Senhora, Mater Ecclesiae, Vos conserve sob a sua protecção. E que o Senhor Vos conceda a sabedoria, a coragem e a determinação paternal para conduzir a sua Igreja na verdade e no amor.

Com sentimentos de sincera reverência, unido em oração,

em Cristo,

+Rob Mutsaerts
Bispo Auxiliar da Diocese de ’s-Hertogenbosch


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Igreja da Mudança Climática e Imigração Cria Mães Assassinas

 


A governadora de Massachusetts, Maura Healey, se declara católica, já deu palestras para a Academia Pontífica de Ciências da Igreja em 2024, já se encontrou pessoalmente com o Papa Francisco, mas é "casada com mulher", apoiadora de políticas "contra a mudança climática", do movimento LGBT, do movimento Black Lives Matter e da entrada de imigrantes em massa.





Healey é nada mais do que um furto do "catolicismo" propagado desde o Papa Francisco, que continua com Leão XIV, que defende a imigração em países ocidentais, a ponto de fazer imagens de jangadas de imigrantes e ir subir em pedras próximas ao mar para saudar imigrantes, e a ponto de abençoar gelo. 

Maura Healey é o fruto dessa "igreja" em que uma mulher aprova matança de crianças sob as palmas de outras mulheres.

 

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

80% da Receita da Conferências dos Bispos dos EUA é fruto de Imigração!



Até o Elon Musk disse: "Wow", ao ver que 80% das receitas da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos vêm do governo federal americano para o reassentamento de imigrantes ilegais e refugiados

Três cardeais já foram na televisão atacar Trump por ter cortado a torneira do dinheiro do governo que cai na conta da Conferência dos Bispos dos Estados Unidos por conta do trabalho que fazem em apoio a imigrantes ilegais e refugiados. Vimos no passado o Papa Francisco se intrometendo na disputa eleitoral dos Estados Unidos para dizer que Trump não era cristão por não apoiar a entrada de imigrantes ilegais e vemos agora o Leão XIV subindo em pedras para apoiar a entrada de imigrantes na Europa e também atacar Trump por conta de sua política restritiva de imigração.

Hoje, vemos que mais de 80% da receita da Conferência, sem restrição de doadores, vem desse serviço, com base nos demonstrativos financeiros auditados da ConferÊncia dos Bispos dos Estados Unidos ( USCCB) de 2024, último ano do governo Biden.

Li que isso é consistente com os anos da administração Biden. Em 2023, as doações do governo federal para USCCB foram de quase 130 milhões de dólares e mais de 180 milhões de dólares em 2024.  

Em 2025, sob a administração Trump, os contratos federais com a USCCB para esses programas foram encerrados/não renovados, o que levou a cortes de pessoal e ao fim da parceria de décadas.

Parece que a frase: "follow the money" para ver onde está a ética das pessoas serve para Conferência dos Estados Unidos e mesmo para a hierarquia da Igreja. É triste!



 


sábado, 8 de agosto de 2026

As Neuroses que Financiam Universidades

 


Ótimo vídeo do Pat Condell sobre por que as universidades aceitam pessoas neuróticas, que não têm nada além de traumas internos e ressentimentos para oferecer. Não há espaços em cursos realmente importantes, então por que não pegar o dinheiro desses neuróticos e oferecer cursos sobre racismo, gayzismo, LGBT, gênero, feminismo etc., que não têm empregabilidade? Quando eles se formarem, onde irão trabalhar? Ora, nas próprias universidades, onde vão dar aulas para outros neuróticos ou exigir notas de alunos não neuróticos, ou em ONGs cheias deles mesmos.

Faltou Condell lembrar que existe emprego em alguns governos também, especialmente em ministérios da educação, que selecionam os livros das crianças do país

Eles podem se intitular "professores" e "doutores" e tentarem calar os críticos com seus títulos de "universidades de ponta".

 

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

O Caso Jason Arday na Universidade de Cambridge

 



Eu já morei em Cambridge, fui professor visitante da Universidade de Cambridge. A cidade é maravilhosa. A Universidade representa a elite universitária do Reino Unido, juntamente com a Universidade de Oxford. Mas a universidade é um antro profundo esquedista. 

Meus melhores amigos na universidade, um inglês e um dinamarquês, eram super esquerdistas, do tipo adoradores de Cuba e ambientalistas radicais. Logo percebi que a conversa com eles era só sobre amenidades. Não se podia perguntar nem se gostavam de cerveja "Ale" (tipo que mais gosto). Os professores mais próximos com quem convivi na universidade só me chamaram para uma reunião com cada um deles. Eles perceberam logo que eu não compartilhava da ideologia deles e me afastaram do convívio com seus alunos. Na sala de reunião de professores, não se podia comentar em favor de nada que se aproximasse do que Margaret Thatcher pensava, sob o risco do professor se levantar agressivamente e ir embora, como vi certa vez. Nas janelas da universidade podiam-se ver bandeiras da Palestina. Então, falar contra o Islã ou em defesa de Israel era a morte do convívio universitário.

Isso foi em 2009, há 15 anos.

Hoje, o mundo descobriu o caso de Jason Arday, negro de cabelo dread, filho de ganeses, que conseguiu chegar ao cobiçado cargo de professor de sociologia da educação em Cambridge.

A maior acusação é de plágio generalizado em tudo o que Arday escreveu, mas tem coisas muito absurdas que ele disse que não se pode acreditar que os ilustres professores ou qualquer pessoa com 2 neurônios não vissem ser mentiras absurdas. Isso sem falar que não se sabe onde ele estudou na infância, nem na adolescência.

Claro que Arday não chegou ao seu cargo sozinho, há uma máquina ideológica por trás. Falarei disso em seguida, mas antes vamos ao caso do próprio Arday.

As coisas que li sobre o que ele disse são tão absurdas que pedi a duas inteligências artificiais que as confirmassem. Vejam o que perguntei e o que responderam.

Disse ao Grok e ao Copilot: Confirme: Jason Arday disse: 1. Correu 30 maratonas em 35 dias; 2. Participou de um seriado de TV antes de ele nascer; 3. Foi atacado por um homem mascarado; 4. Seus pais receberam uma cabeça de porco porque ele tinha sido admitido na Universidade de Cambridge. Há outras alegações absurdas dele?

Resposta do Grok confirmada pelo Copilot:

*Sim, as quatro alegações são reais (ele as fez publicamente), e todas foram fortemente contestadas ou desmentidas por falta de evidências.* Jason Arday (professor britânico de sociologia da educação, ex-Cambridge, nascido em 1985) tornou-se alvo de intensa verificação em 2026 após acusações de plágio e exageros biográficos. Ele renunciou ao cargo em Cambridge. Aqui está a confirmação ponto a ponto, com base em reportagens e checagens:

1. *Correu 30 maratonas em 35 dias*  

   Sim, ele afirmou isso repetidamente (incluindo em bios e discursos). Há cobertura contemporânea de 2010 no Richmond & Twickenham Times sobre um desafio self-run (não em provas oficiais com chip/GPS) em rotas de Londres, com elevação de cerca de £6.285 para caridades (Shelter e Shooting Star). Ele alegou lesão (fratura + crise epiléptica) no 21º dia e mesmo assim completar as restantes. Especialistas em ultra-running questionam a proeza (e feats maiores relacionados), e não há registros oficiais robustos.

2. *Participou de um seriado antes de nascer*  

   Sim. Em uma palestra de 2022, ele disse ter participado do documentário Seven Up! (série da BBC/Michael Apted que começou em 1964, seguindo crianças a cada 7 anos). Ele nasceu em 1985 — impossível. A BBC negou qualquer envolvimento. Ele depois tentou reenquadrar como uma “iniciativa comunitária”.

3. *Foi atacado por um homem mascarado*  

   Sim. Ele alegou ter sido abordado (duas vezes) no campus de Cambridge por um homem mascarado, uma delas com faca, em contexto de ameaças racistas. Não há evidências: sem CCTV, sem relatos imediatos a colegas ou polícia corroborados, e a história foi questionada em reportagens (incluindo do Guardian).

4. *Seus pais receberam uma cabeça de porco*  

   Sim. Ele contou (em discursos e entrevistas) que uma cabeça de porco (ou “porcos mutilados”) foi enviada à casa dos pais em Londres, e que a polícia investigou e rastreou até um açougueiro. A Metropolitan Police negou categoricamente qualquer investigação. Açougueiros citados negaram visitas policiais. Ele não apresentou fotos, mensagens ou registros.

### Outras alegações absurdas ou fortemente contestadas

Sim, há várias outras que foram desmentidas, infladas ou sem suporte:

- *Corrida de 600 milhas em 6 dias* (Edimburgo-Londres, nível quase recorde mundial de ultra): depois revisada para 12 dias com descanso; sem registros independentes e questionada por especialistas.

- *Levantou £5–5,5 milhões para caridade* (dezenas de causas): evidências mostram valores muito menores (ex.: ~£6k nas 30 maratonas); ele depois disse que era um “sindicato” de ~100 pessoas sob NDA. Bios e discursos foram editados silenciosamente.

- *Trabalho com WaterAid* instalando pontos de água na América do Sul e África Ocidental: a própria WaterAid afirmou que não envia voluntários para o exterior.

- *Cargos de professor visitante/honorário* em universidades como Glasgow, Ohio State, Nelson Mandela e Durham: várias instituições negaram os títulos reivindicados.

- Outras: semi-profissional de futebol/snooker (sem evidências fortes); livro Being Young, Black and Male... listado como publicado (só houve proposta, nunca saiu); ameaças adicionais (balas, banana, substâncias corrosivas) sem comprovação.

Em resumo: as quatro alegações que você listou são autênticas (ele as fez), mas carecem de evidências sólidas e foram desmentidas ou severamente questionadas por polícia, instituições, imprensa e especialistas. O padrão geral apontado por reportagens (Spectator, Telegraph, Guardian, Free Beacon etc.) é de exageros autobiográficos significativos, além das acusações de plágio no PhD e trabalhos. Arday negou ser mentiroso e atribuiu parte das críticas a motivação racial, mas as checagens factuais permaneceram negativas. 

Depois pedi para detalhar as acusações de plágio.

Resposta: 

*As evidências de plágio nos trabalhos de Jason Arday centram-se principalmente na sua tese de doutorado (PhD) de 2015 e, em menor grau, em artigos posteriores.* Elas foram levantadas publicamente em julho de 2026 por Nathan Cofnas (ex-pesquisador de Cambridge) e reforçadas por análises do The Telegraph, Times Higher Education (em investigação interna), Retraction Watch e acadêmicos independentes. Abaixo está um resumo baseado nos relatos disponíveis.

### Tese de PhD (2015 – Liverpool John Moores University)

Título: “An Exploration of Peer-Mentoring among Student Teachers’ to Inform Reflective Practice within the Context of Action Research” (cerca de 401 páginas).

- *Principal fonte de sobreposição: Tese de 2009 de Paula Zwozdiak-Myers (Brunel University), intitulada *“An analysis of the concept reflective practice and an investigation into the development of student teachers’ reflective practice within the context of action research”. Os temas são muito próximos (prática reflexiva e formação de professores via pesquisa-ação).

- *Extensão das semelhanças*:

  - Análises (Cofnas com software Copyleaks; Telegraph; outros) identificaram *mais de 100 passagens* (relatórios posteriores apontam cerca de *180–188 frases*) idênticas ou quase idênticas.

  - Muitas vezes com edição mínima (às vezes mantendo erros de revisão do original).

  - Zwozdiak-Myers é citada cerca de 17 vezes e aparece na bibliografia, mas várias passagens sobrepostas *não têm aspas nem atribuição clara* do texto específico.

  - Análise estatística citada pelo Telegraph: probabilidade de sobreposição por acaso estimada em *1 em 100 bilhões*.

- Outras fontes também foram flagradas (teses e artigos de pesquisadores dos EUA, Austrália, Emirados Árabes e Reino Unido), incluindo sobreposições com trabalhos como a tese de Christina P. Ligadu (University of Wollongong). Relatórios de Turnitin e comparações lado a lado foram divulgados por críticos.

Acadêmicos como Dave Harris (emérito, Plymouth Marjon), David Sanders (bioquímico da Purdue que revisou dossiês) e John Preston (emérito, Essex) descreveram o padrão como *plágio extensivo* ou parafraseamento próximo/cópia quase literal, além de passagens isoladas.

### Artigos posteriores e outras questões

- Em 2023, a revista Social Sciences exigiu correção de um artigo de Arday (2018) para incluir referências a dois trabalhos que teriam sido usados extensivamente sem citação adequada.

- Alegações de citações de entrevistas (apresentadas como originais) que coincidem com textos de outros estudos.

- Alguns casos de sobreposição com trabalhos anteriores do próprio Arday sem citação clara (autoplágio).

- Retraction Watch destacou que correções publicadas não reconheciam plenamente a extensão das mudanças.

Um jornalista do Times Higher Education (Jack Grove) montou um dossiê de 63–97 páginas de comparações textuais e enviou às universidades; a matéria foi suspensa após carta de advogados de Arday (firma Carter-Ruck).

### Investigações e resposta das instituições

- *Liverpool John Moores University (LJMU)*: Investigou as acusações (após denúncias a partir de 2023). Concluiu que não houve má conduta acadêmica. As semelhanças foram atribuídas a “erro honesto e razoável” e consideradas “dentro da faixa aceitável de conformidade com os padrões acadêmicos da época”. O PhD permanece válido.

- *Cambridge*: Inicialmente remeteu o caso à LJMU e descreveu as acusações como parte de uma “campanha vil para minar sua credibilidade”. Após novas informações (incluindo sobre qualificações e cargos honorários), abriu investigação própria em agosto de 2026. Arday renunciou “com efeito imediato”.

- Revistas emitiram correções pontuais.

### Posição de Arday

Ele admitiu “erros” no trabalho, atribuindo-os a autismo, dificuldades de aprendizagem, falta de supervisão adequada e um estilo de aprendizagem baseado em mimetismo. Negou ser plagiador ou mentiroso, afirmou que múltiplas investigações o inocentaram e caracterizou a escrutínio como campanha coordenada (com motivação racial) para desacreditá-lo.

### Resumo do estado atual

As evidências públicas são principalmente *comparações textuais documentadas* (software de detecção + análise manual) que mostram alto grau de similaridade sem atribuição adequada em escala significativa. As universidades oficiais o inocentaram formal de má conduta, mas o volume e a natureza das sobreposições continuam sendo contestados por acadêmicos e pela imprensa. Não há retratação da tese nem do grau. O caso se misturou a questionamentos sobre alegações biográficas, o que intensificou a pressão pública e levou à renúncia.

Fontes principais incluem o Substack de Cofnas (com exemplos lado a lado), reportagens do Telegraph, Times, Guardian, Retraction Watch e Wikipedia (atualizada com referências). As comparações detalhadas estão disponíveis nos materiais públicos dos críticos.

 Agora, vamos ao caso da máquina ideológica dentro da Universidade de Cambridge e, mesmo fora dela, que sustentou Arday.

Eric Rasmusen escreveu sobre isso, no Substack, dando nomes, e um email que pretende enviar a todos os envolvidos. A foto dos envolvidos está acima. Foram essas fotos que o Rasmusen mostrou e eu conferi nome por nome. Vemos a participação ativa de muitas mulheres brancas, grupo étnico considerado em várias pesquisas como mais radical no esquerdismo dentro das universidades e na política. Mas há também homens.

Traduzo o que Rasmusen disse sobre quem é responsável pela ascensão acadêmica de Arday e o email que pretende enviar:

Quem contratou o ridículo Jason Arday em Cambridge? Eu tenho os nomes.

Eric Rasmusen

05 de agosto de 2026

Jason Arday foi nomeado Professor de Sociologia da Educação (na Faculdade de Educação) da Universidade de Cambridge em 2023. Desde então, descobriu-se que ele é um mentiroso compulsivo e um acadêmico medíocre. 

Sei de coisas incríveis que ele diz ter feito — alguém no fórum X tem uma lista de 37 itens, embora mais tenham surgido desde então — mas não pretendia escrever sobre Arday, e sim sobre aqueles que o nomearam. As fotos deles estão acima. David Wooton nos conta que:

O Conselho que nomeou Arday era composto por: Baronesa Sally Morgan (Fitzwilliam); Professores Anoop Nayak (Newcastle); Louise Archer (UCL); Jo Dillabough (Cambridge); Tim Harper (Magdalene); Michalinos Zembylas (OU Cyprus); Karen Coats (Homerton); Martin Mills (UCL); Paul Ramchandani (Wolfson).

Este não é um conselho qualquer. Zembylas é o que tem mais citações; todos possuem um sólido currículo acadêmico em educação, sociologia e história. Então, será que eles leram a obra? E se leram, como puderam se convencer de que era do nível apropriado para uma cátedra em Cambridge?

A professora Hilary Cremin é chefe da Faculdade de Educação e provavelmente esteve envolvida.

Arday é professor da Universidade de Cambridge e membro do Jesus College. Segundo informações que recebi, ele foi eleito pelos membros do Conselho: o Reitor, o Presidente, o Tutor Sênior, o Tesoureiro, doze membros ou membros eméritos (eleitos pela Sociedade) e quatro membros estudantes. Sonita Alleyne (também referida como Sra. Sonita Alleyne OBE) é Reitora desde 2019.

Abaixo, incluo informações biográficas sobre todas essas pessoas. Também incluo endereços de e-mail. Pretendo enviar um e-mail para cada uma delas. Aqui está minha carta:

Prezado(a) Professor(a) X,

Escrevo para tentar entender como Jason Arday foi nomeado professor da Universidade de Cambridge. Sou um professor de economia aposentado da Universidade de Indiana, com um currículo bastante sólido, mais conhecido pelo meu livro "Games and Information", publicado pela Blackwell. Não sou de primeira linha, mas estudei em Yale e no MIT e fui pesquisador visitante em Oxford-Nuffield, Harvard Law (duas vezes), Harvard Econ, Yale Law e Chicago Business. Portanto, espero que me levem a sério.

Você votou a favor da contratação? Se sim, como justificaria sua decisão? Leu algum trabalho de Arday? Sabia de suas alegações fantasiosas, como as 30 maratonas? Arrepende-se da sua decisão?

Sem saber as respostas, eu e todos os outros acreditaremos que você não tem justificativa para a contratação de Arday, exceto por sua raça, que você não leu seus trabalhos, que não se importa com a qualidade acadêmica e que não se importa em mentir. Se você se opôs à contratação, esta é a sua chance de tornar isso público. Eu mesmo teria renunciado à comissão de contratação se ela recomendasse alguém assim.

Incluí esta carta em um post do Substack que escrevi em https://ericrasmusen. substack.com/p/who-hired-the-ridiculous-jason-arday. Terei prazer em adicionar qualquer coisa que você escreva sobre o assunto.

Este pode ser o seu principal legado. Gostamos de pensar que nossos artigos e livros são o que ficará na memória, mas quando alguém pesquisar seu nome no Google daqui a 50 anos, é este caso que provavelmente aparecerá.


A Universidade de Cambridge é renomadíssima por ter tido como alunos e professores ilustres como Isaac Newton, Charles Darwin, Alan Turing, John Keynes, Karl Popper, Bertrand Russell e  Ludwig Wittgenstein. 

Hoje, ela é dos Arday. 

Quando eu morei lá, a universidade completava 800 anos. 

É bem triste, mas a academia em todo o mundo se deteriorou demais nos últimos, sei lá, 50 anos. 


segunda-feira, 3 de agosto de 2026

100 Anos da Guerra Cristera. Viva Cristo Rei!

 


Hoje,  faz 100 anos que se iniciou a Guerra Cristera, em que católicos se levantaram contra os poderes da maçonaria no México. Peter Kawsniewski no recomendou este livro do padre Javier Olivera Ravasi. 

Viva São Jose Sanchez del Rio, que está na caoa do livro. 

Precisamos desesperadamente da coragem dele na Igreja. 

Viva Cristo Rei!


sexta-feira, 31 de julho de 2026

Invasão da Espanha por Marroquinos

Ontem ocorreu uma entrada massiva e descontrolada de milhares de migrantes (em sua grande maioria marroquinos, principalmente jovens homens) procedentes de Marrocos na cidade autônoma espanhola de Ceuta. Estimativas das forças de segurança e meios espanhóis (El País, RTVE e outros) apontam para mais de 40.000 entradas irregulares nas últimas 24 horas (com a maior parte concentrada na quinta-feira), podendo chegar perto de 49.000 ou 50.000 segundo algumas fontes policiais. Isso representa um aumento de quase 50% na população de Ceuta (cerca de 83.600 habitantes) e supera amplamente a crise de maio de 2021 (quando entraram cerca de 8.000 a 10.000 pessoas).

A frase acima revela a fonte do problema na Espanha e basicamente em toda a Europa hoje. Traduzo o que diz o post: "Vimos que abandonar a Igreja em massa significa que, algumas gerações depois, você também não terá mais uma nação".



Que a Espanha declare novamente: Viva Cristo Rei!

 

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Dr. Fauci, Um dos Mais Deploráveis Seres Humanos

 

Encontraram, o diário do tal Dr. Anthony Fauci, que comandou o mundo em tempos de Covid, nos computadores do governo dos Estados Unidos. 

O ex-presidente Biden assinou um perdão proativo em favor de Fauci dias antes de deixar a presidência,  mostrando que todos no governo sabiam dos crimes dele e que esses crimes apareceriam no futuro e podiam criminalizar outros no governo. 

Os crimes dele na verdade já eram conhecidos, mas eram tratados como "teoria da conspiração" e silenciados,  mesmo quando denunciados por outros médicos.

Vejam o resumo do caso do diário feito pelo Grok: 

O senador republicano Rand Paul (Kentucky) revelou o diário pessoal de Anthony Fauci em 25 de julho de 2026. 
Ele publicou mais de 1.100 páginas de entradas quase diárias, cobrindo de dezembro de 2019 (logo antes dos primeiros relatos do surto em Wuhan) até dezembro de 2022 (quando Fauci se aposentou do NIAID). 
A divulgação faz parte de uma investigação do Congresso sobre a resposta dos EUA à Covid-19 e ocorre antes de depoimento de Fauci. O diário mostra um contraste entre o que Fauci escreveu em privado e o que disse publicamente, segundo as análises e trechos divulgados por Paul e veículos como WSJ, National Review, CBS, Newsweek e outros. 
Os principais pontos destacados são: 
### Sobre a origem do vírus - Em 26 de janeiro de 2020, Fauci anotou que dados epidemiológicos e genômicos indicavam que a primeira infecção ocorreu no início de dezembro de 2019 e não estava ligada ao mercado de Wuhan — o mercado teria sido apenas o “amplificador”, não a fonte. 
Em anotações sobre uma chamada de 1º de fevereiro de 2020 com cerca de uma dúzia de cientistas (incluindo Jeremy Farrar e outros), a maioria (cerca de 10 de 12) considerava possível uma inserção deliberada ou vazamento de laboratório; apenas dois achavam origem natural
Ele registrou preocupações com o sítio de clivagem de furina e estudos de ganho de função em Wuhan. 
Mais tarde (maio de 2021), ele escreveu sobre pressões da imprensa por “flip-flopping” na teoria da origem e passou a dizer publicamente que ninguém tinha 100% de certeza e pedia investigação. 
Critérios acusam inconsistência com declarações públicas anteriores que enfatizavam origem natural e descartavam a hipótese de lab leak. 
### Obsessão com a própria fama e mídia - Várias entradas mostram Fauci catalogando capas de revistas, perfis elogiosos, mercadorias com seu nome/rosto (donuts, meias, velas de oração “St. Fauci”, etc.) e celebrando ser “a pessoa mais famosa e comentada do país” e “uma das mais reconhecíveis do mundo” (ex.: entrada de 21 de maio de 2020, após artigo de capa no Washington Post). - Ele anotava interações com celebridades (Barbra Streisand, Julia Roberts, Steph Curry etc.) e relações próximas com jornalistas (ex.: Jake Tapper da CNN, mencionado dezenas de vezes; jantares e até sugestões de perguntas para entrevistas). 
### Relação com Trump, lockdowns e outras questões - Críticas a Trump: briefings descritos como “total S— Show”, Trump como “total embarrassment” e “out of control” em alguns momentos. - Tomou crédito por influenciar fechamentos (ex.: convenceu o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, a fechar escolas, bares e restaurantes em março de 2020). 
Menções a letalidade estimada mais baixa em privado (cerca de 0,2–0,3%) em comparação com números usados publicamente; conversas com assessores (incluindo David Morens, posteriormente indiciado) sobre grants e Wuhan. 
O diário pinta Fauci, segundo críticos (incluindo o editorial do Wall Street Journal), como um burocrata autocentrado e nem sempre transparente, em contraste com a imagem pública de cientista cauteloso. A divulgação gerou forte repercussão política nos EUA, com acusações de desonestidade sobre a origem do vírus e foco excessivo na autoimagem durante a crise. Fauci deve depor sob juramento. As entradas completas foram compiladas e disponibilizadas (ex.: via Brownstone Institute).

Hoje, Fauci está prestando depoimento no Congresso. E resolveu apelar para a 5a Emenda para ficar calado. Por isso não responde nem que dia é hoje nem que cor tem o carpete em frente a ele.

É uma das pessoas mais deploráveis do mundo. A morte de milhares de pessoas, a perda de educação de milhões de crianças, a perda de emprego de milhões, não importam na cabeça dele. 

E o cara parece fisicamente com o Hitler.