sexta-feira, 17 de abril de 2026

Entrevista com Padre que Escreveu Livro contra Papado de Francisco

 


Hoje, li a entrevista do padre que escreveu o livro The Disastrous Pontificate, usando o pseudônimo de Dominic J. Grigio, para não ser perseguido.

Os amigos do blog sabem que eu mesmo escrevi um livro sobre o pontificado de Francisco, detectando todos os momentos em que me pareceu que Francisco estava pelo menos se aproximando de defender heresias e de se comportar como herético. Clique aqui para meu livro, que se chama Papa Francisco: de Sapatos Pretos à Heresia? Quando terminei o livro, em 2019, ainda estávamos no pontificado. Não foi atrevido e arriscado, de minha parte, escrever ainda durante o pontificado? Em geral, se espera anos para  se avaliar um pontificado. Sim, claro, foi arriscado e atrevido. Mas eu costumo confiar na maior graça que recebi. 

Explico: tenho mestrado em Economia, doutorado em Relações Internacionais e faço novo doutorado em Filosofia, já dei aulas para diversas universidades sobre diversas disciplinas. Por vezes, as pessoas olham para meu currículo e perguntam: seu currículo é muito bom; diante de tanta formação, qual será sua maior qualidade? Eu costumo dizer que minha maior qualidade não foi adquirida nas universidades, eu sinto que é uma graça divina que eu sinto que tenho desde os 12 anos pelo menos: saber identificar a moral das pessoas e mesmo a capacidade técnica das pessoas. Isso já me custou caro, porque em poucos dias sei se meu chefe da vez é de confiança, se é bom tecnicamente, e sei quais palavras devo usar para falar com ele. E por vezes, a pessoa vê que não me engana e se chateia.

Com relação ao Papa Francisco, sempre digo que desconfiei dele logo na sua primeira entrevista, que, por sinal, foi feita para o Fantástico, no Brasil. Quando ele respondeu que qualquer educação é boa não importa a religião, ele, basicamente, me perdeu.

Fiquei extremamente feliz com as respostas do padre na entrevista, aumentou a minha fé na Igreja, e me deu ainda mais confiança de que eu não ofendi a Igreja nem a Cristo quando escrevi meu livro.

Na entrevista, o padre explica por que não se identifica pelo próprio nome, por que escolheu o nome Dominic Grigio, como enfrentou as perseguições dentro da Igreja e como vê o pontificado de Francisco na história da Igreja. Respostas excelentes. Também contou o que mais lhe provocou terror no pontificado de Francisco (a resposta que deu para essa também é muito marcante).

Traduzo abaixo a entrevista:

Gloria.TV

Vamos falar sobre "The Disastrous Pontificate" com seu autor, Dominic J. Grigio.

A editora Os Justi Press lançou seu primeiro livro de 2026, "The Disastrous Pontificate: Pope Francis’ Rupture from the Magisterium", de Dominic J. Grigio. Com mais de 870 páginas, Peter Kwasniewski o descreve como o guia definitivo e enciclopédico sobre as heresias e ações destrutivas do Papa Francisco e seus colaboradores. Ele explica que Dominic J. Grigio é o pseudônimo de um clérigo em plena comunhão com a Igreja que não pode revelar sua identidade por medo de represálias contra si e sua diocese. A obra recebeu forte apoio de eminentes filósofos e teólogos católicos, incluindo: Rev. Gerald E. Murray, Edward Feser, Eduardo Echeverria, Philip F. Lawler, John Rist, Michael Sirilla, Claudio Pierantoni e Josef Seifert.

Dominic J. Grigio concedeu sua primeira entrevista à Gloria.TV.

Por que você publicou seu livro sob um pseudônimo?

Minha preferência natural é que meu nome seja conhecido publicamente, para defender abertamente meu trabalho publicado, principalmente quando escrevo sobre um tema como esse. No entanto, quando informei meu bispo sobre minha intenção de escrever um livro há cinco anos, ele pediu que eu o publicasse anonimamente.

Você discutiu a escrita do livro com seu bispo?

Sim, ele me disse que, se eu planejasse escrever mais livros, gostaria de saber sobre eles antes da publicação. Então, antes de começar a pesquisar e escrever o livro, enviei a ele um esboço do que pretendia fazer.

Então seu bispo lhe deu permissão para escrevê-lo?

Eu diria que, uma vez que concordei em publicá-lo anonimamente, ele não se opôs.

Por que o nome Dominic J. Grigio?

Sempre gostei do apelido do Cardeal Ratzinger quando ele era Prefeito para a Doutrina da Fé: “O Rottweiler de Deus”. Escolhi o nome Grigio porque era o nome que São João Bosco dava ao seu anjo da guarda. Nas ocasiões em que os inimigos de Dom Bosco enviavam capangas para matá-lo, um grande cão aparecia para lutar contra eles. Dom Bosco contava aos amigos que era o seu anjo da guarda, assumindo a forma de um cão, a quem chamou de Grigio, porque o pelo dele era grisalho. Também escolhi o nome Dominic por sua associação com cães. Durante a gravidez de São Domingos, sua mãe, a Beata Joana de Aza, sonhou que um cão saltou de seu ventre carregando uma tocha acesa na boca. O cão correu pelo mundo, incendiando a terra com sua chama — não com fogo destrutivo, mas iluminando tudo com luz e verdade. A inicial “J” representa José, que é o Guardião da Igreja.

Então você se vê como um cão de guarda da Igreja?

Sim, talvez um Borzoi russo. Esses cães eram bons para caçar lobos. Todos os dias rezo a oração de Santo Agostinho ao Espírito Santo que inclui a frase: “Fortalece-me, Espírito Santo, para que eu possa proteger tudo o que é santo”.

Por que você acha que é sua responsabilidade proteger a Igreja?

Recebi o sacramento da confirmação numa época em que sua principal imagem catequética era a de nos tornar soldados de Cristo. Devemos lutar por Cristo, lutar pela Igreja, lutar pela Fé. Todos nós temos a vocação de lutar pela Fé em nosso dia a dia, quando somos tentados ao pecado, à incredulidade e à apostasia, e de lutar contra a heresia na Igreja que ameaça a salvação das almas. Essa responsabilidade é duplamente importante para os clérigos, que fazem uma promessa pública de fidelidade à Fé quando são ordenados. Entre outras coisas, afirmei: “Com fé inabalável, creio também em tudo o que está contido na palavra de Deus, seja escrita ou transmitida pela Tradição, que a Igreja, seja por juízo solene ou pelo Magistério ordinário e universal, estabelece como divinamente revelada. Aceito e sustento firmemente tudo o que a Igreja propõe definitivamente a respeito do ensinamento sobre a fé e a moral”. Fiz esta profissão perante Deus, meu bispo e os fiéis. Levo esta promessa muito a sério.

Mas por que o senhor defende publicamente a Fé? Não é essa a função dos bispos?

Esta é a crise que temos de enfrentar na Igreja: a maioria dos bispos não está salvaguardando e expondo publicamente a Fé. Em países como a Alemanha, a maioria dos bispos está fazendo o oposto — impondo uma nova religião, progressista, aos fiéis. E aqueles bispos que não estão trabalhando ativamente contra a Fé permanecem, em sua maioria, em silêncio diante da heresia e da imoralidade. Apenas um punhado de bispos em todo o mundo defenderam a Fé, e o Papa Francisco os puniu por isso — o Cardeal Raymond Burke, o Arcebispo Viganò, o Bispo Strickland e o Bispo Daniel Fernández Torres. As injustiças cometidas contra esses bispos foram escandalosas, mas seus colegas bispos nada disseram.

Dr. Peter Kwasniewski, editor do seu livro, afirmou em um vídeo recente no YouTube que o senhor também sofreu represálias por defender a Fé, e que alguns chegaram a tentar laicizá-lo.

Não posso entrar em muitos detalhes sobre isso, pois revelaria minha identidade. No entanto, posso confirmar que alguns na Igreja buscaram limitar meu ministério e incitar a imposição de penas canônicas contra mim. Felizmente, até o momento, esses esforços de laicização fracassaram. Mas tem sido doloroso ser alvo dessa campanha para destruir minha vocação.

O título do seu livro — O Pontificado Desastroso: A Ruptura do Papa Francisco com o Magistério — é provocativo. Se este é um exemplo do seu estilo provocativo, fica surpreso em ver que outros membros do clero estão se mobilizando contra o senhor?

Muitas das palavras de Cristo foram concebidas para provocar reações fortes que podem levar a mudanças transformadoras. Quando foi que o clero se tornou tão burguês, tão afetado, a ponto de não falar com clareza? Fala-se muito em sinodalidade, parrhesia, diálogo, mas tudo se resume a palavras pomposas que, na realidade, significam pior do que nada. Em vez de um diálogo aberto, honesto e robusto, impõe-se um pensamento de grupo herético – uma pretensão de “consulta” como disfarce para impor uma nova religião aos fiéis. Tal engano e jogos de poder na Igreja não são dignos dos sucessores dos apóstolos.

Você já mencionou em outro lugar que o Cardeal George Pell inspirou o título. Como assim?

Uma das coisas que eu apreciava no Cardeal George Pell era a sua franqueza e sinceridade. Lembro-me dele comentando a um jornal católico que o Papa Francisco era um papa incomum, e logo em seguida mencionando que houve entre 30 e 40 antipapas na história da Igreja. Antes do Sínodo da Família de 2015, que foi manipulado, ele entregou pessoalmente ao Papa Francisco uma carta assinada por 13 cardeais, alertando-o a não tentar manipular os procedimentos do sínodo, como fizera durante o sínodo de 2014. Após a morte do Cardeal Pell, foi revelado que ele era o autor do memorando Demos, no qual caracterizou o pontificado do Papa Francisco como "desastroso, até mesmo uma catástrofe", principalmente devido ao ataque do Papa Francisco contra a doutrina. Escolhi o título "O Pontificado Desastroso" para mostrar que a advertência profética do Cardeal Pell ainda ressoa na Igreja. Os inimigos do Cardeal Pell fizeram tudo o que puderam para silenciá-lo e desacreditá-lo, chegando a prendê-lo por 13 meses sob alegações totalmente absurdas e falsas. Ele foi exonerado pelo mais alto tribunal da Austrália, mas seus inimigos ainda tentam desacreditá-lo. Quero que meu livro mostre que o Cardeal Pell ainda inspira e encoraja muitos de nós. Na minha opinião, o Cardeal Pell sofreu o martírio branco e é um confessor da Fé.

Então, você considera o Papa Francisco um antipapa?

A situação de Jorge Bergoglio é o terceiro trilho da política eclesial na Igreja atualmente, especialmente para o clero. Tocar nesse assunto é estar "morto". Vivemos em uma época em que o direito canônico foi instrumentalizado e, muitas vezes, não é aplicado com justiça e imparcialidade. Clérigos e religiosos têm sido impiedosamente excomungados por desafiarem o Papa Francisco. A excomunhão está sendo imposta não como um "remédio medicinal" para ajudar as vítimas a se reconciliarem com a Igreja, mas para cancelar e punir clérigos fiéis que defendem a Fé. Para mim, é como um assassinato eclesial. Creio que tenho um dever para comigo mesmo, e especialmente para com os outros, de evitar ser "assassinado" o máximo possível. Portanto, farei algumas observações e encerrarei por aqui. A Igreja levou 43 anos para condenar o Papa Honório e declará-lo anátema, e isso por negligência na supressão da heresia, não por ensiná-la. O Papa Honório não era um antipapa, ele era um papa legítimo. Em relação aos antipapas, com exceção de Novaciano, os demais não propagaram heresias, mas defenderam a fé católica. Não vou me aprofundar na questão da legitimidade do Papa Francisco, mas deixarei isso para o julgamento de um futuro papa e concílio.

O que você diz àqueles que o acusam de deslealdade, falta de caridade e insubordinação por questionar publicamente os ensinamentos pessoais do Papa Francisco? Qual a diferença entre você e os protestantes?

A questão da obediência na Igreja entrou em crise durante o pontificado do Papa Francisco. Como observou o Prof. Michael Sirilla em seu endosso ao meu livro, “como devem os fiéis reagir quando um papa, em ensinamentos não definitivos, parece impor-lhes erros ou mesmo heresias?” Os super-hiperpapalistas, caricaturados com sua habitual sagacidade pelo padre inglês John Hunwicke (falecido), argumentavam que deveríamos aceitar tudo o que o Papa Francisco ensinava por ocupar o cargo de papa, independentemente do que dissesse ou fizesse. Quando os fiéis apontaram que o Papa Francisco estava contradizendo o Depósito da Fé, os super-hiperpapalistas ou negaram ou fingiram não ver ou ouvir. Isso foi um abuso da compreensão católica de obediência. Na crise fomentada pelo Papa Francisco e seus cúmplices, devemos nos apegar à lei suprema da Igreja, a lei à qual toda obediência na Igreja se orienta — salus animarum suprema lex, a salvação das almas é a lei suprema (Cân. 1752). Como argumenta Peter Kwasniewski em seu livro inestimável, Verdadeira Obediência na Igreja [2021], “Em circunstâncias normais, as leis eclesiásticas criam uma estrutura dentro da qual a missão da Igreja pode se desenvolver de forma ordenada e pacífica. Mas podem existir situações de anarquia ou colapso, corrupção ou apostasia, onde as estruturas ordinárias se tornam impedimentos, e não facilitadoras, da missão da Igreja. Nesses casos, a voz da consciência dita que se deve fazer o que precisa ser feito, com prudência e caridade, para a realização da lei soberana”. O desastroso pontificado do Papa Francisco foi um período de anarquia, colapso, corrupção e apostasia. A sua promulgação de ensinamentos errôneos, como a defesa da ética situacional sobrepondo-se à Revelação Divina, é um exemplo de um obstáculo escandaloso à Igreja no cumprimento da sua lei suprema, a salvação das almas.

Mas não seria isso protestantismo — elevar a consciência acima da autoridade do Papa?

O Papa só tem autoridade para salvaguardar e expor o Depósito da Fé, não para promover as suas próprias opiniões pessoais que contradizem, ou mesmo repudiam, a Revelação Divina. O Cardeal Raymond Burke, um dos canonistas mais eminentes da Igreja, propôs uma forma de os fiéis responderem a esta crise sem rejeitarem a autoridade do Papa Francisco em si. É imperativo que distingamos entre “as palavras do homem que é Papa e as palavras do Papa como Vigário de Cristo na Terra”. Na Idade Média, a Igreja falava dos dois corpos do Papa: o corpo do homem e o corpo do Vigário de Cristo. O primeiro corpo é o do “corpo do homem que é Papa”, e o segundo corpo é o do “corpo do Vigário de Cristo”. O Cardeal Burke conclui que “o Papa Francisco escolheu falar frequentemente em seu primeiro corpo, o corpo do homem que é Papa. De fato, mesmo em documentos que, no passado, representavam ensinamentos mais solenes, ele afirma que não está oferecendo ensinamentos magisteriais, mas sim seu próprio pensamento” (Burke, R [2017] Os Dois Corpos do Papa: Desenvolvendo Vidas de Paz segundo o Coração de Maria – Remédios para estes tempos conturbados de confusão, divisão e erro [Online] Disponível em: Serve Christ Through the Marian Catechist …). Quando o Papa Francisco ensinava e se comportava em conformidade com o Depósito da Fé, nós, como católicos, tínhamos o dever de obedecê-lo, mas quando ele expressava suas opiniões pessoais que divergiam da doutrina da Igreja, não apenas tínhamos o direito de ignorá-lo, como também o dever de questioná-lo.

O dever de questionar um Papa?

Foi isso que São Tomás de Aquino, Doutor da Igreja, nos exortou a fazer na Suma Teológica II-II.33.4, refletindo sobre a repreensão de São Paulo a São Pedro (Gl 2,11-14). Ele argumentou que os súditos têm o dever de repreender publicamente seus superiores se estes colocarem em perigo a Fé. Em seu comentário sobre Gálatas, São Tomás de Aquino enfatiza que os súditos não devem temer corrigir publicamente os prelados se seus atos forem um “perigo para o ensinamento do Evangelho” e “se seu crime for público e ameaçar a multidão”. Nessas circunstâncias, “a verdade deve ser pregada abertamente, e o contrário jamais deve ser tolerado por medo de escandalizar os outros”.

Você passou os últimos 5 anos pesquisando e escrevendo este livro. Quais foram as falhas mais graves de Francisco?

Tenho uma profunda devoção à Virgem Maria, que me guiou em momentos cruciais da minha vocação. A primeira disciplina teológica que decidi examinar em 2020 foi a Mariologia de Francisco, partindo do princípio de que, se você compreender a Virgem Maria corretamente, terá boas chances de compreender todo o resto corretamente e, inversamente, se compreender Nossa Senhora incorretamente, poderá compreender outros aspectos importantes da Fé de forma equivocada. O que Francisco ensinou publicamente em duas ocasiões, inclusive para crianças muito doentes e suas famílias, ainda me incomoda até hoje. Em 2013 e 2015, ele teve a audácia de especular que, aos pés da Cruz, testemunhando o sofrimento de seu Filho, Nossa Senhora perdeu a fé nas promessas de Deus na Anunciação e acusou o Arcanjo Gabriel de ser um mentiroso e um enganador. Francisco chegou a afirmar, sem provas, que João Paulo II — o papa mais mariano do século XX — era a fonte dessa especulação vil. Embora Francisco não tenha mencionado a origem de sua afirmação sobre João Paulo II, ele pode ter interpretado erroneamente uma passagem da Redemptoris Mater, 18: “E agora, de pé aos pés da Cruz, Maria é a testemunha, humanamente falando, da completa negação dessas palavras”. João Paulo II não expressou as palavras ou o sentimento a respeito dos pensamentos de Maria que Francisco lhe atribuiu: “Mentiras! Fui enganado!”. Na verdade, João Paulo II expressou exatamente o oposto, escrevendo: “Quão grande, quão heroica é então a obediência da fé demonstrada por Maria diante dos ‘insondáveis ​​juízos’ de Deus! Quão completamente ela ‘se abandona a Deus’ sem reservas, oferecendo o pleno assentimento do intelecto e da vontade àquele cujos ‘caminhos são insondáveis’ (cf. Rm 11,33)!” (RM 18). Bergoglio não apenas ofende e insulta profundamente a Santíssima Virgem Maria, como também cometeu calúnias e difamações contra seu antecessor.

Quantos erros semelhantes ensinados por Francisco você examina em seu livro?

Abordo 17 erros graves de Francisco, distribuídos em 11 disciplinas teológicas, incluindo: Antropologia, Cristologia, Eclesiologia, Escatologia, Evangelização, Hamartiologia, Liturgia, Mariologia, Moral, Sacramentos e Soteriologia. É por isso que o Prof. Claudio Pierantoni não estava exagerando ao afirmar, em sua recomendação do meu livro, que testemunhamos “o que certamente foi o pontificado mais desastroso, do ponto de vista doutrinal, em toda a história da Igreja Católica”.

Seu livro não é muito acadêmico para um leigo comum?

Escrevi este livro para o clero e os leigos que sabiam que algo estava errado com as palavras e ações de Francisco, e que precisavam ter sua fé reafirmada e receber as razões pelas quais tinham razão para se sentirem perturbados e alarmados. Meu livro justapõe rigorosamente as afirmações de Francisco com as Sagradas Escrituras, a Sagrada Tradição e o Magistério perene. Sua seção central, Os Erros do Papa Francisco, oferece uma análise doutrinal de fácil compreensão, elucidada pelo compêndio exaustivo Fontes: Os Erros à Luz das Escrituras, da Tradição e do Magistério. Juntos, eles expõem uma profunda ruptura no exercício do magistério papal. Além disso, uma seção cronológica, As Palavras e Ações Questionáveis ​​do Papa Francisco e Seus Nomeados, expõe o alcance total dessas aberrações em ação entre 2013 e 2025: sua influência abrangente na Igreja e as consequências de longo alcance para os fiéis. Esta seção é guiada pelo conselho de nosso Senhor: “Cuidado com os falsos profetas, que vêm a vocês disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Pelos seus frutos vocês os reconhecerão” (Mt 7,15-16).

Onde podemos comprar seu livro?

Ele está disponível em capa dura, brochura e e-book e pode ser adquirido diretamente da editora Os Justi Press.


quinta-feira, 16 de abril de 2026

O Papa Augustiniano Não Sabe o Que Disse Agostinho sobre Guerra?

 


Recentemente, em meio a desavenças com Trump, Papa Leão XIV visitou Hipona, a terra de Santo Agostinho, na Argélia. Santo Agostinho é considerado, desde Hugo Grotius, no século dezessete, o pai da teoria da guerra justa. Agostinho, por sinal, morreu durante uma guerra. Ele morreu durante o cerco dos vândalos.

Muita gente na internet tem ressaltado, que, como Papa Leão XIV é agostiniano, tem doutorado, e "tem um QI de 145", ele certamente deve saber mais sobre a teoria da guerra justa que qualquer outro.

Eu tenho respondido, diversas vezes, no meu X, que isso não é necessariamente verdade.

Santo Agostinho escreveu mais de 100 obras. Sobre diversos assuntos. Na filosofia ou teologia, os temas mais comuns sobre Agostinho não são sobre guerra, mas sobre graça, fé, e por que ele é usado pelo protestantismo.

A tese de doutorado de Leão XIV não é sobre Santo Agostinho. É uma tese burocrática sobre gestão do prior local agostiniano, chama-se “O Ofício e a Autoridade do Prior Local na Ordem de Santo Agostinho". É uma tese de 1987. Faz tempo.

Outra coisa: em geral, quando se lê Agostinho, concentra-se nos dois livros mais conhecidos: Confissões e Cidade de Deus. Nenhum dos dois serve para o tema da guerra. Agostinho não trata de guerra nestes dois livros. Há apenas uma menção em Cidade de Deus sobre a necessidade de guerra por causa do pecado humano.

Santo Agostinho nunca escreveu um livro específico sobre guerra.

Os livros de Agostinho sobre guerra são bem menos conhecidos: Contra Faustum e duas cartas (Carta a Bonifácio e Carta a Marcelino). Nestes livros, pode-se identificar os critérios de guerra justa, que foram adotados por São Tomás de Aquino e pelo Catecismo da Igreja, com alguma diferença no Catecismo, pois um critério que está lá (chance de sucesso), não é agostiniano, nem tomista.

Eu costumo dizer que ao se ler o que disse Agostinho, é mais fácil identificar uma abordagem trumpista do que essa visão de "diálogo", "comunhão com o Islã", "paz para o mundo todo" de Leão XIV.

Por exemplo, disse Agostinho em Contra Faustum (Livro XXII, Capítulo 74):

“Qual é o mal em guerra? Será a morte de alguns que irão morrer em breve, em qualquer caso, para que outros possam viver em paz? Isto é pura antipatia covarde, e não sentimento religioso. Os males reais em guerra são o amor pela violência, a crueldade vingativa, a inimizade feroz e implacável, a resistência selvagem, a ambição de poder, coisas dessa natureza; e geralmente é para punir essas coisas, que é necessário aplicar a força para infligir o castigo, que, em obediência a Deus ou alguma autoridade legal, fazem bons homens empreender guerras.”

Pela vasta produção de Agostinho, um agostiniano pode se concentrar em inúmeros assuntos e permanecer completamente ignorante sobre outros.

Por exemplo, vou contar um caso pessoal. Quando eu decidi fazer uma tese sobre o pensamento de uma filósofa católica sobre guerra, um professor, doutor em filosofia, se prontificou a ser meu orientador. Eu não o escolhi, ele me escolheu. 

Descobri depois que ele era da Opus Dei, e achei muito bom, pois seria mais fácil falar de catolicismo na tese. No entanto, quando ele leu minha versão da tese, ele me disse que São Tomás de Aquino nunca escreveu sobre guerra e que aquilo que eu estava dizendo sobre Santo Agostinho ele nunca tinha ouvido falar.

Eu fiquei estupefato. 

Quando mostrei a Questão 40, da Parte II-II, da Suma Teológica, em que São Tomás de Aquino fala exclusivamente sobre guerra e se fundamenta exclusivamente em Agostinho, no livro Contra Faustum e outros. O professor ficou sem palavras. Só conseguiu me dizer que nunca tinha lido aquilo, apesar de ter me dito que já tinha lido toda a Suma Teológica.

Não pensem que ele ficou bonzinho comigo depois que eu lhe mostrei que ele estava errado, pelo contrário, piorou um pouco a relação. Acadêmicos são muito orgulhosos, infelizmente. Perdi muito tempo tentando explicar o óbvio para ele em Agostinho.

Mas eu o compreendo, não se pode saber tudo diante tanta vasta produção de Agostinho e Aquino. Ele deveria ter sido mais humilde comigo antes de dizer bobagem.

Em suma, não esperem que um agostiniano saiba sobre a teoria de guerra de Agostinho. 


quarta-feira, 15 de abril de 2026

Os Posts no Twitter de Leão XIV Antes de Ser Papa

Hoje em dia, tudo o que você faz é registrado, o que serve para ajudá-lo, mas, muitas vezes, também serve para mostrar o caminho hipócrita do seu pensamento. Trump mesmo é muito conhecido por exaltar alguém e dias depois detona a pessoa. O próprio Marco Rubio, principal assessor de Trump, já foi detonado por Trump, quando quis concorrer à presidência. Ontem Giorgia Meloni foi detonada por Trump por dizer que a fala de Trump contra o Papa era inaceitável. Meloni também tinha negado o uso de bases militares italianas pelos Estados Unidos na guerra do Irã.  Meloni era tida como uma das líderes europeias mais próximas de Trump, Trump a elogiou várias vezes, agora já era a relação. Meloni não está bem na Itália, acabou de perder um plebiscito que era central para sua administração. Talvez tenha achado que o caminho político fosse se apresentar como anti-Trump.

O Papa Leão XIV (cardeal Robert Prevost) antes de ser eleito, costumava ser bastante político no Twitter contra a administração Trump. Ele apagou sua conta assim que foi eleito Papa. Mas algumas pessoas guardaram alguns posts dele.

Após ser Papa, há várias ocasiões em que Leão XIV criticou a administração Trump na questão da imigração e sobre a guerra do Irã, chegou a dizer que a guerra contra o Irã era "um escândalo contra toda a família humana". Aqui, neste link, tem uma lista do que disse o Papa sobre a política do governo Trump.

Dos posts que guardaram antes de ser Papa, eu só posso garantir aquele sobre JD Vance, pois eu mesmo vi na época. Quanto aos outros, não é novidade para mim que pessoas dizem que ele falou isso. Além disso, são totalmente consistentes com o que o Papa vem dizendo. 

Alguns posts, são repostagem de um artigo que ele gostou, como o post de cima que reposta o artigo do cardeal Dolan  ou da posição do cardeal Cupich contra a política de imigração de Trump. Outros são propaganda em defesa de uma ação política/ambientalista, como a defesa da hipótese de mudança climática (neste caso, ele como Papa já abençoou pedra de gelo, então a consistência é bem evidente).

Aqui vão os outros que mostraram recentemente. Parece-me que o próprio Trump viu essa postagem que mostra os posts de Prevost,






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Para comprar briga com Trump, primeiro deve-se ser político e poderoso, estar bem armado de informações, ter bastante acesso à imprensa e, na melhor das hipóteses, ter algo que Trump deseja. Não é muito o caso de Leão XIV, que, afinal, tem peso no eleitorado católico e acesso à imprensa quando deseja. Mas os Estados Unidos são um país protestante, falar mal do papado é coisa diária para protestantes. Trump é grosseiro, ele chuta porta, ele não segue leis da diplomacia ou de marketing político. A briga ficará marcada em você, mas do que em Trump, pois ele coleciona inimigos há muito tempo, você será só mais um.

Como eu disse quando Trump postou um ataque ao Papa: infelizmente, Leão XIV insistiu em se meter em assuntos políticos contra a administração Trump, além de se reunir com o assessor de Obama, sem qualquer explicação, sendo o assessor judeu. Leão XIV deve se afastar da política.




terça-feira, 14 de abril de 2026

O Que se Deveria Perguntar ao Papa sobre sua Desavença com Trump?

 


Trump é um homem público e acho que nenhum presidente americano na história concedeu tantas entrevistas a jornalistas. Ele faz isso quase diariamente. Ontem mesmo ele respondeu ao seu post sobre o Papa Leão XIV. Perguntaram se ele ia pedir desculpas ao Papa, e ele respondeu que não, pois o Papa defende fronteiras abertas que permitem que terroristas e assassinos entrem nos Estados Unidos, e o Papa é contra a guerra do Irã, um país que deseja, a todo custo, ter uma bomba nuclear que destruiria todos os países ao redor, incluindo países muçulmanos.

Trump não censura as perguntas.

O Papa também costuma responder perguntas, mas as perguntas parecem sempre vir com uma resposta embutida. Para que ele responda com um sorriso. 

Ele não é político, mas é o líder da maior religião cristã do mundo, e o mundo quer saber sua opinião sobre tudo. 

Ontem, no vídeo acima, o jornalista católico de longa data, Bill O'Reilly, disse que gostaria de reunir em paz Trump e Leão XIV, mas também que o Papa respondesse a umas perguntas.

Traduzo o que disse O'Reilly e depois digo quais seriam também minhas perguntas:

Disse O´Reilly:

"Eu poderia mediar um acordo entre o Papa e Donald Trump, eu poderia fazer isso."

"Mas numa mediação dessas, eu teria que perguntar a Sua Santidade, francamente... 30 mil pessoas foram mortas a tiros no Irã há poucas semanas, e não ouvimos absolutamente nada do Vaticano sobre isso."

"NADA!"

"Vocês têm um governo terrorista, um governo que está perto de desenvolver uma arma nuclear."

"É aceitável que a Igreja Católica ignore isso?"

"Como você sabe, eu escrevi 'Confrontando o Mal', e o tema do livro é que esses indivíduos hediondos ganham poder quando as pessoas desviam o olhar."

"Quando as pessoas não querem pagar o preço, como você disse, pela gasolina ou pela comida."

“É assim que eles chegam ao poder.”

“Como você acha que o Papa Leão XIII responderia a essa pergunta? Uma pergunta muito simples.”

“A Igreja Católica concorda que os mulás tenham armas nucleares?”

“Sua Santidade, sim ou não?”

“Sou católico, gostaria de saber a resposta.”

“O Papa jamais abordará esse assunto.”

“E isso frustra Donald Trump, porque o Papa também é a favor de fronteiras abertas. E isso deixa Trump furioso.””

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Eu teria mais perguntas sobre as heresias presentes na hierarquia da Igreja. Mas para manter o tom político eu perguntaria:

- Por que a Igreja esconde o acordo que fez com a China comunista?

- O que Vossa Santidade acha que será o impacto político (e religioso) da Islamização da Europa? No passado, a Europa, com apoio fundamental da Igreja, enfrentou esse problema. Você acha que os cristãos daquela época agiram errado ao expulsar o Isã? O que mudou para que a Igreja mudasse a abordagem? 

- Por que Sua Santidade não reconhece os problemas éticos (religiosos, criminais, sociais e mesmo políticos) da imigração em massa, especialmente a imigração de não-cristãos? Acha que não há probema nenhum na "diversidade"?

- Por que a Igreja Católica não exige também diversidade religiosa em países muçulmanos ou de países comunistas, como a China? 

- Por que a Igreja permanece em silêncio ou faz apenas uma breve menção em seus discursos quando um país aprova aborto, eutanásia ou casamento gay? Parece deplorar políticos como Trump, Milei ou Bolsonaro, que costumam fazer políticas em favor da vida e contra a homossexualidade, enquanto parece apoiar políticos como Obama, Biden,Trudeau, Macron, Lula, Castros que deploram essas políticas? Será apenas impressão nossa isso ou tem fundo na realidade? 

- A Igreja Católica apoia as políticas educacionais dos países ocidentais, uma vez que é comum para alunos e país em escolas católicas pelo mundo ocidental lerem livros em favor do casamento homossexual, do paganismo ambiental e mesmo em favor de sincretismo religioso?

- Por que a Igreja apoia o ambientalismo na sociedade? Não acha que há questões éticas, como políticas anti-humanas, nesse ambientalismo?

- Por que a Igreja aceitou as recomendações médicas do mundo e fechou as igrejas? 

- A Igreja Católica acha que a pena de morte praticada por países é condenável em qualquer circunstância? O que mudou para que a Igreja mudasse a opinião do Catecismo defendida por séculos por doutores como São Tomás de Aquino? O ser humano melhorou em relação ao passado?


segunda-feira, 13 de abril de 2026

Trump Detona Papa Leão XIV

Pope Leo is WEAK on Crime, and terrible for Foreign Policy. He talks about “fear” of the Trump Administration, but doesn’t mention the FEAR that the Catholic Church, and all other Christian Organizations, had during COVID when they were arresting priests, ministers, and everybody else, for holding Church Services, even when going outside, and being ten and even twenty feet apart. I like his brother Louis much better than I like him, because Louis is all MAGA. He gets it, and Leo doesn’t! I don’t want a Pope who thinks it’s OK for Iran to have a Nuclear Weapon. I don’t want a Pope who thinks it’s terrible that America attacked Venezuela, a Country that was sending massive amounts of Drugs into the United States and, even worse, emptying their prisons, including murderers, drug dealers, and killers, into our Country. And I don’t want a Pope who criticizes the President of the United States because I’m doing exactly what I was elected, IN A LANDSLIDE, to do, setting Record Low Numbers in Crime, and creating the Greatest Stock Market in History. Leo should be thankful because, as everyone knows, he was a shocking surprise. He wasn’t on any list to be Pope, and was only put there by the Church because he was an American, and they thought that would be the best way to deal with President Donald J. Trump. If I wasn’t in the White House, Leo wouldn’t be in the Vatican. Unfortunately, Leo’s Weak on Crime, Weak on Nuclear Weapons, does not sit well with me, nor does the fact that he meets with Obama Sympathizers like David Axelrod, a LOSER from the Left, who is one of those who wanted churchgoers and clerics to be arrested. Leo should get his act together as Pope, use Common Sense, stop catering to the Radical Left, and focus on being a Great Pope, not a Politician. It’s hurting him very badly and, more importantly, it’s hurting the Catholic Church! President DONALD J. TRUMP

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Traduzo abaixo o que Trump disse sobre Leão XIV e comento brevemente depois sobre este post histórico de Trump.

O Papa Leão é fraco no combate ao crime e péssimo em política externa. Ele fala sobre o "medo" do governo Trump, mas não menciona o medo que a Igreja Católica e todas as outras organizações cristãs sentiram durante a COVID, quando prenderam padres, pastores e todos os outros por realizarem cultos, mesmo ao ar livre, mantendo o distanciamento social de três a seis metros. Gosto muito mais do irmão dele, Luís, porque Luís é totalmente apoiador do Trump. Ele entende a situação, e Leão XIV não! Não quero um Papa que ache normal o Irã ter armas nucleares. Não quero um Papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela, um país que enviava quantidades enormes de drogas para os Estados Unidos e, pior ainda, esvaziava suas prisões, incluindo assassinos, traficantes e homicidas, para jogar no nosso país.  E eu não quero um Papa que critique o Presidente dos Estados Unidos, porque estou fazendo exatamente aquilo para o qual fui eleito, COM UMA VITÓRIA ESMAGADORA: estabelecendo recordes de baixa criminalidade e criando o melhor mercado de ações da história. Leo deveria ser grato porque, como todos sabem, ele foi uma surpresa chocante. Ele não estava em nenhuma lista de candidatos a Papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano e eles acharam que essa seria a melhor maneira de lidar com o Presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leo não estaria no Vaticano. Infelizmente, a postura fraca de Leo em relação ao crime e às armas nucleares não me agrada, assim como o fato de ele se encontrar com simpatizantes de Obama como David Axelrod, um PERDEDOR da esquerda, que é um dos que queriam que fiéis e clérigos fossem presos. Leo deveria se comportar como Papa, usar o bom senso, parar de ceder à esquerda radical e se concentrar em ser um Grande Papa, não um político.  Isso está prejudicando-o muito e, mais importante, está prejudicando a Igreja Católica! Presidente DONALD J. TRUMP

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O Papa entregou sua posição ao se reunir com o  judeu David Axelrod, esquerdista, principal assessor de Obama, que defende aborto,  gayzismo, e imigracao em massa. Axelrod é um cara do sistema woke, Soros.

E Trump tem razão,  no sentido de que o Papa não reconhece as grandes benesses de Trump contra a criminalidade,  a Venezuela e o Irã, e nem favor da vida e contra o feminismo na ONU. Se vai falar de Trump, o que não precisa fazer, tem que reconhecer isso.

Outra coisa, Trump mostra mais uma vez que não é político.  Qual o marketeiro apoiaria este post de Trump que arrisca perder eleitorado importante?

Em suma. Trump colocou Leão XIV nas cordas.

Claro, ele vai responder com um sorriso no rosto que precisamos ser mais amigáveis, menos radicais,  trazer a paz, o amor, que não é contra nenhum governo,  que recebe todo mundo, que sua eleição não segue critérios políticos ...

Leão XIV segue Francisco ao odiar Trump enquanto silenciava  para Obama, político abortista que jogavam bombas contra civis na Líbia por meses e soltou a tal primavera arabe que matou milhares. Além de promover aborto e gayzismo na ONU. Trump não esqueceu que Papa Francisco tentou interferir contra ele na eleição dele contra Hillary Clinton. No primeiro mandato,  Trump silenciou contra Francisco,  agora descontou em Leão XIV. 

Os principais assessores de Trump são católicos devotos: vice-presidente (Vance) e Secretário de Estado (Rubio).  Isso deveria fazer o Papa ter mais cuidado e mais proximidade com o governo Trump. 

Infelizmente,  como católico, eu tendo a achar que Leão XIV errou nos últimos dias e Trump não perdoou.

Se queríamos uma marca para este pontificado,  agora temos. Trump carimbou. Leão XIV se sujou com política. Vai ter que se limpar. 


quinta-feira, 9 de abril de 2026

A "Falácia da Gongorra": Israel e Islã.

O grande Raymond Ibrahim (preciso voltar a ler os livros dele, oh Deus, me dê 36 horas no dia), publicou hoje sobre a "falácia da gongorra": dizer que Israel é mau é dizer que o Islã é bom, e vice-versa. 

Só para esclarecer, Ibrahim não é judeu, é filho de imigrantes coptas egípcios (cristãos do Egito) que nasceu nos Estados Unidos. Ele é historiador, tradutor, colunista e especialista em Oriente Médio e história do Islã. Ele dá aulas em universidades e instituições militares, como o U.S. Army War College, nos Estados Unidos. Ficou conhecido há muito tempo por traduzir do árabe para o inglês os textos de Osama Bin Laden.

Vi um texto dele no Hungarian Conservative sobre essa propaganda

Traduzo abaixo:

A Falácia da Gangorra: ‘Israel Mau’ Não Significa ‘Islã Bom’

Raymond Ibrahim, 9.4.2026

Um desenvolvimento estranho surgiu desde a ofensiva de Israel em Gaza, e ainda mais desde o início da guerra com o Irã: agora todos parecem ver o Islã (uma religião) e Israel (uma nação) como inextricavelmente ligados — como se estivessem em uma gangorra moral, onde um desce exatamente tanto quanto o outro sobe.

Isso não é exagero; praticamente todos os observadores — independentemente de suas convicções políticas e ideológicas — veem o Islã e Israel como presos em uma estrutura rígida que os torna mutuamente exclusivos: se um é bom, o outro deve ser mau; se um é mau, o outro deve ser bom.

Isso se tornou particularmente evidente à medida que Israel enfrenta críticas crescentes. Por décadas, a suposição predominante em grande parte do Ocidente era a seguinte: se o Islã é mau, então Israel deve ser bom. Hoje, no entanto, o silogismo se inverteu. Agora somos regularmente informados — explícita ou implicitamente — que se Israel é mau, então o Islã deve ser bom. Esse raciocínio é estranho.

Considere o que essa suposição implica. As políticas e ações de um pequeno Estado judeu, com menos de 80 anos, são agora consideradas definidoras — ou até mesmo redimidoras — da religião, da história e do comportamento de quase dois bilhões de muçulmanos em todo o mundo. Independentemente da opinião que se tenha sobre Israel, esse raciocínio desmorona sob um mínimo de análise histórica.

Historicamente, o Islã tem sido — e em muitos aspectos continua sendo — o adversário civilizacional mais persistente do Ocidente. Documentei isso extensivamente em meus próprios trabalhos, desde "Espada e Cimitarra", que examina as conquistas históricas do Islã na Cristandade, até "Crucificado Novamente", que detalha a perseguição moderna aos cristãos em todo o mundo muçulmano.

O registro histórico fala por si só. Desde sua origem, no século VII, o Islã emergiu como uma fé militante que se expandiu principalmente por meio de conquistas violentas — sobretudo contra terras e povos cristãos. O que hoje é descrito como o "coração" do mundo muçulmano — o Oriente Médio e o Norte da África, estendendo-se do Iraque ao Marrocos — já foi o coração da Cristandade. O Islã conquistou tudo violentamente.

Durante séculos, as forças islâmicas atacaram repetidamente a Europa, o último bastião da civilização cristã. Quase um milênio depois de os muçulmanos invadirem a Espanha cristã em 711, eles estavam às portas de Viena em 1683. Nem mesmo os Estados Unidos estavam imunes. A primeira guerra da América como nação — a Primeira Guerra da Barbária, em 1801 — foi travada contra estados muçulmanos que atacavam navios americanos e escravizavam seus marinheiros.

Quando Thomas Jefferson perguntou ao enviado da Barbária, Abdul Rahman, por que os muçulmanos estavam aterrorizando os americanos, a resposta foi inequívoca. Como Jefferson escreveu mais tarde ao Congresso:

“Tomamos a liberdade de fazer algumas perguntas sobre os fundamentos de suas pretensões de guerrear contra nações que não lhes haviam feito nenhum mal, e observamos que considerávamos toda a humanidade como nossa amiga, aquela que não nos havia feito nenhum mal, nem nos havia provocado. O embaixador respondeu-nos que isso se baseava nas leis de seu Profeta, que estava escrito em seu Alcorão, que todas as nações que não reconhecessem sua autoridade eram pecadoras, que era seu direito e dever guerrear contra elas onde quer que fossem encontradas e escravizar todos os que pudessem capturar como prisioneiros, e que todo muçulmano que fosse morto em batalha certamente iria para o Paraíso.”

Eis a questão: Israel não existia durante nada disso. De fato, durante mais de mil anos de jihad islâmica contra a Cristandade, não havia um Estado judeu para provocar, justificar ou explicar o comportamento muçulmano.

Assim sendo, a breve existência do Israel moderno — quer se aplauda ou se condene suas políticas — nada nos diz sobre a relação histórica ou contemporânea do Islã com o Ocidente.

A crítica a Israel não deve, portanto, exonerar o Islã. Sugerir o contrário é abraçar uma dicotomia falsa — e perigosa.

Para reforçar esse ponto, consideremos as palavras de Hilaire Belloc (1870-1953), um dos intelectuais mais proeminentes da Europa. Belloc, escrevendo em 1938 — mais de uma década antes da criação de Israel e numa época em que o mundo islâmico se encontrava em seu ponto mais frágil em relação ao Ocidente — fez um alerta profético:

“Milhões de pessoas modernas da civilização branca — isto é, a civilização da Europa e da América — esqueceram-se completamente do Islã… Presumem que ele está em decadência e que é meramente uma religião estrangeira que não lhes diz respeito.” É, de fato, o inimigo mais formidável e persistente que nossa civilização já teve, e pode a qualquer momento se tornar uma ameaça tão grande no futuro quanto foi no passado.’ [De sua obra As Grandes Heresias, 1938]

Segundo o raciocínio atual, que vê Israel e o Islã presos no topo da nossa já mencionada gangorra, que eleva um exatamente na medida em que rebaixa o outro, a crítica de Belloc ao Islã seria imediatamente interpretada como apoio a Israel. No entanto, Belloc dificilmente era um defensor das causas judaicas. Aliás, seu livro de 1922, Os Judeus, levou muitos críticos a rotulá-lo de antissemita.

Belloc, portanto, serve como prova viva de que se pode considerar o Islã como o ‘inimigo mais formidável e persistente’ do Ocidente, sem fazê-lo em relação a Israel. Os dois não estão intrinsecamente ligados, independentemente de quão frequentemente sejam confundidos hoje em dia.

Para reiterar: a crítica a Israel não deve levar à santificação do Islã. O Islã, praticado por quase dois bilhões de pessoas em culturas e regiões vastamente diferentes, não pode ser reduzido — nem redimido — por um conflito político localizado.

Deixando a história de lado, milhões de migrantes muçulmanos estão atualmente desestabilizando partes da Europa, e organizações jihadistas — sendo o ISIS apenas a mais notória — continuam a aterrorizar os "infiéis" na África, Ásia e Oriente Médio.

Será que realmente acreditamos que a existência do Estado de Israel seja necessária para explicar padrões perturbadores de comportamento islâmico que existem desde o alvorecer do Islã, há 14 séculos?

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Dito. Grande Raymond Ibrahim. Leiam qualquer livro dele.


terça-feira, 7 de abril de 2026

O Post Histórico de Trump e o Acordo com Irã

 



Acima, primeiro, o post histórico ameaçador de Trump, e depois o post de anúncio de acordo com o Irã.

O post ameaçador de Trump, dentre todos os outros que já fez, ficará na história. Inúmeras pessoas se arrepiaram quando ele disse que "toda uma civilização morrerá esta noite". Até o Papa chamou isso de inaceitável e pediu aplicação do direito internacional.

Ok, é uma ameaça terrível tomada ao pé da letra (por um ET).

Mas, primeiro, será que as pessoas acompanham o que diz o Trump? Será que viram o que ele falou do Canadá, inclusive em frente do próprio primeiro-ministro do Canadá? Será que acompanharam o que ele disse sobre a Groelândia? Sobre o Hamas? Sobre a Venezuela? Sobre a Coreia do Norte? Sobre o Putin, sobre o Zelensky, sobre o Macron....?

Em muitos desses casos, Trump fez ameaças fortes que nenhum político, muito menos no estilo Trump, jamais fez. Trump fez o que disse que queria fazer? Transformar Canadá em um estado americano, transformar Gaza em um loteamento na praia, tomar a Groenlândia, a Venezuela ou Cuba?

Segundo, pela leitura do texto, Trump não estava ameaçando jogar bomba nuclear ou matar civis indiscriminadamente, mas destruir pontes e produção de energia do Irã.

Sobre isso, ao contrário do que o Papa disse e muitos outros disseram, não é "crime de guerra" destruir pontes e produção de energia do inimigo. Isso faz parte da guerra desde que o mundo é mundo. Quantos ataques a Ucrânia e a Rússia fizeram contra pontes e geradores de energia? Alguém acusou Zelensky ou Putin de crime de guerra por isso?

O tamanho da loucura que tomou conta no mundo sobre este post de Trump foi explosivo. Mas, realmente, eu concordo que foi um teste de QI, hehehe.


Agora, neste momento, Trump declarou acordo com o Irã, com apoio do Paquistão.

O post de Trump sobre o acordo com o Irã parece excepcional. Muito bom para ser verdade.

Duas semanas são muito tempo!

Além disso, o regime iraniano representa a cultura da morte para o próprio povo iraniano. Se o regime continua, é difícil dizer que deixará de ser um problema para o mundo.

A ver!

Rezemos.








A Ética Iraniana da Morte e os Católicos Débeis.

 


Quando escrevo sobre a filósofa católica inglesa Elizabeth Anscombe, que defendeu em 1939 que o Reino Unido não deveria ir a guerra contra a Alemanha Nazista, porque o mundo seria pior, relaciono com o caso de diversos católicos e mesmo o Papa Leão XIV que fazem o mesmo hoje em dia ao defenderem que os Estados Unidos, Israel e mesmo o mundo não devem ir para a guerra contra o Irã, pois o mundo será pior.

Como eu comento, no meu texto, Ansocmbe desprezou a ética maligna nazista e a ética maligna japonesa. Enquanto mesmo filósofos alemães católicos, como Dietrich von Hildebrand e Edith Stein, diziam que se deveria dizimar qualquer traço do nazismo na Alemanha. Hildebrand chegou a dizer isso ao próprio Papa Pio XII, que anseava por um "nazismo menos radical".

Deve-se reconhecer a ética do inimigo para combatê-lo. Na ética do Irã, as crianças de seu próprio povo não valem nada; devem servir de escudo humano em favor do poder político. 

Quando se imagina na filosofia ocidental que se deve proteger inocentes em tempos de guerra, nunca vi considerarem essa ética de guerra iraniana, que está presente também no Hamas e no Hezbollah.