THYSELF, O LORD
São Tomás de Aquino, o "Doutor Angélico", certa vez, diante de um crucifixo em Nápoles, ouviu estas palavras de Jesus: “Bem tem você escrito sobre Mim, Tomás, o que devo te dar em recompensa?" São Tomás respondeu: “Nada senão a Ti mesmo, meu Senhor". Em latim, São Tomás disse: Nil, Nisi Te, Domine. Em inglês: Naught save Thyself, O Lord.
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Estados Unidos, Polônia e a ex-USSR
domingo, 13 de setembro de 2026
Palavras de Padre Prevost (Leão XIV) Quando Ocorreram Ataques 11/9
Vi esse post de Rich Raho (professor de teologia católica) sobre o que o então Padre Prevost disse no período em que ocorreram os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.Fr. Prevost, elected prior general of the Augustinians just days after 9/11, spoke these words at Mass marking the tragedy: “We cannot fail to remember the tragic events that shook the United States on September 11. The violence that the world witnessed last week in the United… pic.twitter.com/RpNKgRyPDu
— Rich Raho (@RichRaho) September 11, 2026
Infelizmente são palavras bem estúpidas que não reconhecem o terrorismo islâmico, e que são típicas de ideólogos de esquerda. No mesmo dia dos ataques já se sabia que eram ataques terroristas islâmicos feitos pela Al Qaeda. Essas palavras tornam-se ainda mais absurdas e radicais pelo contexto, pois, na época em que foram ditas, todos os políticos americanos, sejam de esquerda ou de direita, apoiavam a guerra contra o terrorismo islâmico.
Sem falar, é claro que os ataques foram contra o país do próprio Prevost e vitimaram milhares de cidadãos conterrâneos de Prevost, incluindo o padre Mychael Judge.
Traduzindo as palavras do atual Papa, ele disse:
"Não podemos deixar de lembrar os trágicos eventos que abalaram os Estados Unidos em 11 de setembro. A violência que o mundo testemunhou na semana passada nos Estados Unidos é uma expressão trágica de uma série de problemas que estão se tornando cada vez mais graves em todos os lugares. O ódio e a violência continuarão a crescer enquanto tantas pessoas forem forçadas a viver em extrema pobreza e oprimidas por tantas formas de injustiça.”
Resolvi checar a veracidade dessas palavras. Perguntei ao Copilot se essas palavras foram realmente ditas pelo atual Papa e, se sim, quando e onde.
Resposta:
Sim. Essas palavras foram proferidas pelo então Pe. Robert Francis Prevost, hoje Papa Leão XIV, em 21 de setembro de 2001, durante a Missa de encerramento do 180.º Capítulo Geral Ordinário da Ordem de Santo Agostinho, celebrada na Igreja de Santa Maria del Popolo, em Roma. [vaticannews.va]
O contexto era o dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, ocorridos apenas dez dias antes. Durante a homilia, Prevost afirmou:
“Não podemos deixar de recordar os trágicos acontecimentos que abalaram os Estados Unidos no dia 11 de setembro. A violência que o mundo testemunhou na semana passada nos Estados Unidos é uma expressão trágica de uma série de problemas que se tornam cada vez mais graves em toda a parte. O ódio e a violência continuarão a crescer enquanto tantas pessoas forem obrigadas a viver em pobreza extrema e forem oprimidas por tantas formas de injustiça.” [vaticannews.va]
À época, o Pe. Prevost acabara de ser eleito Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho em 14 de setembro de 2001, durante o mesmo Capítulo Geral que decorria em Roma quando ocorreram os atentados. Na homilia de encerramento, defendeu que a resposta cristã não deveria ser a vingança, mas sim o compromisso com a justiça, a paz, a solidariedade e o diálogo. [vaticannews.va]
Resumo
- Quem? Pe. Robert Francis Prevost (atual Papa Leão XIV). [vaticannews.va]
- Quando? 21 de setembro de 2001. [vaticannews.va]
- Onde? Igreja de Santa Maria del Popolo, Roma, Itália. [vaticannews.va]
- Ocasião? Missa de encerramento do 180.º Capítulo Geral Ordinário da Ordem de Santo Agostinho. [vaticannews.va]
Fonte: artigo da Vatican News, publicado em 11 de setembro de 2026, intitulado The Popes and 9/11: Christ's light in history's darkest hour. [vaticannews.va]
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Esses fatos são relevantes para nos mostrar onde mora ou, no mínimo, morava, o coração de Leão XIV.
sábado, 12 de setembro de 2026
Padre Mychael Judge - A Vítima 0001 do 11/9
September 10th, 2001
— Catholic Arena (@CatholicArena) September 11, 2026
The last homily of Father Mychael Judge to the New York Fire Department, he was the first official victim of 9/11
He died at the World Trade Center with many of those listening to him in the video pic.twitter.com/pL8veuRerV
Aqui vai a biografia do padre Mychael Judge feita pelo Grok.
Nasceu Robert Emmett Judge em 11 de maio de 1933, no Brooklyn, filho de imigrantes irlandeses do Condado de Leitrim. Era o mais velho de gémeos (a irmã gémea era Dympna) e cresceu em pobreza.
Entrou na Ordem Franciscana ainda jovem, adotou o nome Mychael Fallon Judge e foi ordenado padre em 1961.
Antes de 11 de setembro, o ministério dele era marcado por proximidade com quem estava à margem: sem-abrigo, doentes de SIDA/HIV (fundou um dos primeiros ministérios católicos nessa área em Nova York), famílias de bombeiros e também a comunidade gay católica.
Era alcoólico em recuperação, frequentava Alcoólicos Anónimos e era conhecido por um estilo direto, caloroso e pouco formal.
Em 1992 tornou-se capelão do FDNY. Amigos e colegas descreviam-no como alguém que gostava de estar “onde estava a ação”.
No dia 11 de setembro de 2001, correu para o World Trade Center com os bombeiros. Estava no átrio da Torre Norte a rezar pelas vítimas e pelos socorristas quando a Torre Sul desabou. Os destroços mataram-no.
O corpo foi o primeiro a ser formalmente identificado pelo médico-legista, pelo que ficou registado como Vítima 0001.
A fotografia dos bombeiros a carregarem o corpo tornou-se uma das imagens mais conhecidas daquele dia. Muitos chamam-lhe o “santo do 11 de setembro”.
Há campanhas para a canonização na Igreja Católica, mas a Arquidiocese de Nova York não abriu o processo. Uma igreja ortodoxa-católica americana canonizou-o em 2002.
O legado mistura heroísmo no 11 de setembro com uma vida anterior de serviço a pobres e doentes.
Há uma rua em Manhattan com o nome dele, o capacete de bombeiro foi oferecido a João Paulo II, e o túmulo em Totowa, Nova Jersey, tornou-se local de visita.
sábado, 5 de setembro de 2026
Os 255 Dogmas da Igreja Católica
- Deus, nosso Criador e Senhor, pode ser
conhecido com certeza, pela luz natural da razão, a partir das coisas
criadas.
- A existência de Deus não é apenas objeto
do conhecimento racional natural, mas também objeto da fé sobrenatural.
- A natureza de Deus é incompreensível para
os homens.
- Os bem-aventurados no Céu possuem um
conhecimento intuitivo imediato da Essência Divina.
- A visão imediata de Deus transcende o
poder cognitivo natural da alma humana e é, portanto, sobrenatural.
- A alma, para a Visão Imediata de Deus,
necessita da luz da glória.
- A Essência de Deus é também
incompreensível para os bem-aventurados no Céu.
- Os atributos divinos são realmente
idênticos entre si e com a Essência Divina.
- Deus é absolutamente perfeito.
- Deus é a própria perfeição infinita.
- Deus é absolutamente simples.
- Existe um só Deus.
- O Deus Uno é, no sentido ontológico, o
Verdadeiro Deus.
- Deus possui um poder infinito de
conhecimento.
- Deus é a própria Verdade.
- Deus é absolutamente fiel.
- Deus é absolutamente bom em sentido
ontológico, tanto em si mesmo quanto em relação às outras coisas.
- Deus é a Bondade Moral absoluta ou
Santidade.
- Deus é o Bem supremo.
- Deus é absolutamente imutável.
- Deus é eterno.
- Deus é imenso, ou absolutamente
incomensurável.
- Deus está presente em toda parte do espaço
criado.
- O conhecimento de Deus é infinito.
- Deus conhece todas as coisas possíveis por
meio do conhecimento de sua própria essência infinitamente perfeita (scientia
simplicis intelligentiae).
- Deus conhece todas as coisas reais,
passadas, presentes e futuras (scientia visionis).
- Pelo conhecimento das ações livres futuras
(scientia visionis), Deus prevê com certeza infalível os atos
livres das criaturas racionais.
- A Vontade Divina é infinita.
- Deus ama a si mesmo necessariamente, mas
ama e quer livremente a criação das coisas extra-divinas.
- Deus é todo-poderoso.
- Deus é o Senhor dos céus e da terra.
- Deus é infinitamente justo.
- Deus é infinitamente misericordioso.
- Em Deus há Três Pessoas: o Pai, o Filho e
o Espírito Santo. Cada uma das Pessoas possui a mesma e única Essência
Divina.
- Em Deus existem duas Processões Divinas
internas.
- As Pessoas Divinas, e não a Natureza
Divina, são o sujeito das processões divinas internas (na ativa e na
passiva).
- A Segunda Pessoa Divina procede da
Primeira Pessoa Divina por geração. Por isso, é verdadeiramente Filho do
Pai.
- O Espírito Santo procede do Pai e do Filho
como de um único princípio, mediante uma única espiração.
- O Espírito Santo não procede por geração,
mas por espiração.
- As relações em Deus são realmente
idênticas à Essência Divina.
- As Três Pessoas Divinas estão umas nas
outras.
- Todas as ações externas de Deus são comuns
às Três Pessoas Divinas.
- Tudo o que existe fora de Deus foi
produzido do nada por Deus.
- Deus foi movido pela sua bondade a criar o
mundo.
- O mundo foi criado para a glorificação de
Deus.
- As Três Pessoas Divinas são o único
princípio comum da criação.
- Deus criou o mundo sem compulsão externa e
sem necessidade interna.
- Deus criou um mundo bom.
- O mundo teve um começo no tempo.
- Somente Deus criou o mundo.
- Deus conserva todas as coisas na
existência.
- Deus, por sua providência, protege e
governa tudo o que criou.
- O primeiro homem foi criado por
Deus.
- O homem consiste em duas partes
essenciais: uma alma espiritual e um corpo material.
- Todo ser humano possui uma alma
individual.
- Deus conferiu ao homem um destino
sobrenatural.
- Os nossos primeiros pais, antes da queda,
eram adornados com a graça santificante.
- Também receberam o domum immortalitatis,
isto é, o dom da imortalidade corporal.
- Os nossos primeiros pais não pecaram por
uma transgressão proveniente da concupiscência desordenada.
- Pelo primeiro pecado, os nossos primeiros
pais perderam a graça santificante e provocaram a ira e a indignação de
Deus.
- Pelo primeiro pecado, os nossos primeiros
pais ficaram sujeitos ao domínio do demónio.
- O pecado de Adão é transmitido à sua
posteridade, não por imitação, mas por descendência.
- O pecado original é realmente transmitido
por geração natural.
- No estado de pecado original, o homem está
privado da graça santificante e de tudo o que dela decorre, bem como do
dom preternatural da integridade.
- As almas dos que morrem em estado de
pecado original são excluídas da visão beatífica de Deus.
- No início dos tempos, Deus criou seres
espirituais (anjos) do nada.
- A natureza dos anjos é espiritual.
- A segunda tarefa dos anjos bons é a
proteção dos homens e o auxílio à sua salvação.
- O demónio possui domínio sobre o homem em
consequência do pecado de Adão.
- Jesus Cristo é verdadeiro Deus e
verdadeiro Filho de Deus.
- Cristo assumiu um corpo real, e não um
corpo aparente.
- Cristo assumiu não apenas um corpo, mas
também uma alma racional.
- Cristo foi verdadeiramente gerado e nasceu
de uma filha de Adão.
- Cristo nasceu verdadeiramente da Virgem
Maria, filha de Adão.
- As naturezas divina e humana estão unidas
hipostaticamente em Cristo, isto é, unidas uma à outra numa única
Pessoa.
- Cristo Encarnado é um só indivíduo, uma
única Pessoa. Ele é Deus e homem ao mesmo tempo.
- O Verbo de Deus tornou-se carne pela sua
união hipostática substancial com a natureza humana criada por Deus.
- As ações humanas e divinas atribuídas a
Cristo nas Sagradas Escrituras e nos Padres da Igreja não devem ser
atribuídas a duas pessoas, mas ao Deus-Homem único e mesmo, o Verbo
Divino. É o próprio Logos Divino que sofreu na carne, foi crucificado,
morreu e ressuscitou.
- A Santíssima Virgem é a Mãe de Deus,
porque gerou segundo a carne o Verbo de Deus feito homem.
- Na União Hipostática, cada uma das duas
naturezas de Cristo permanece íntegra, sem alteração e sem mistura com a
outra.
- Cada uma das duas naturezas de Cristo
possui a sua própria vontade natural e o seu próprio modo natural de
operação.
- A União Hipostática da natureza humana de
Cristo com o Logos Divino ocorreu no momento da conceção.
- A União Hipostática nunca terminará.
- A União Hipostática foi efetuada pelas
Três Pessoas Divinas agindo em comum.
- Apenas a Segunda Pessoa Divina se tornou
homem.
- Cristo é não somente Deus, mas também,
enquanto homem, o Filho natural de Deus.
- O Deus-Homem Jesus Cristo deve ser
venerado com um único ato de culto de adoração (latria), o culto absoluto
que é devido somente a Deus.
- As características humanas e as atividades
divinas de Cristo devem ser atribuídas à única Pessoa divina de
Cristo.
- Cristo estava livre de todo pecado, tanto
do pecado original como de qualquer pecado pessoal.
- A natureza humana de Cristo era passível,
isto é, capaz de sentir e sofrer.
- O Filho de Deus fez-se homem para redimir
a humanidade.
- O homem decaído não podia redimir-se a si
mesmo.
- O Deus-Homem Jesus Cristo é o Sumo
Sacerdote.
- Cristo ofereceu-se na Cruz como verdadeiro
e próprio sacrifício.
- Por meio do seu sacrifício na Cruz, Cristo
resgatou-nos e reconciliou-nos com Deus.
- Cristo morreu não apenas pelos
predestinados.
- A expiação de Cristo estende-se aos homens
decaídos em geral.
- Pela sua Paixão e Morte, Cristo mereceu
recompensa de Deus.
- Após a sua morte, a alma de Cristo,
separada do corpo, desceu ao mundo inferior (mansão dos mortos).
- Ao terceiro dia após a sua morte, Cristo
ressuscitou gloriosamente dos mortos.
- Cristo ascendeu ao Céu e está sentado à
direita do Pai.
- Maria é verdadeiramente a Mãe de
Deus.
- Maria foi concebida sem pecado
original.
- Maria concebeu pelo Espírito Santo sem
cooperação de homem.
- Maria deu à luz sem violação da sua
integridade virginal.
- Também após o nascimento de Jesus, Maria
permaneceu Virgem.
- Maria foi Virgem antes, durante e depois
do nascimento de Jesus Cristo.
- Maria foi assunta ao Céu em corpo e
alma.
- Existe uma intervenção sobrenatural de
Deus nas faculdades da alma, que precede o ato livre da vontade.
- Existe uma influência sobrenatural de Deus
nas faculdades da alma que coincide, no tempo, com o ato da vontade.
- Para todo ato interno sobrenatural
salvífico, a graça de Deus (gratia elevans) é absolutamente
necessária.
- A graça sobrenatural interna é
absolutamente necessária para o início da fé e da salvação.
- Sem a ajuda especial de Deus, o homem
justificado não pode perseverar até ao fim no estado de
justificação.
- A pessoa justificada não é capaz, por suas
próprias forças, de evitar por muito tempo todos os pecados veniais.
- Mesmo no estado de natureza decaída, o
homem pode, pelo seu poder intelectual natural, conhecer verdades
religiosas e morais.
- Para a realização de um ato moralmente bom
sem a graça santificante, não é necessária uma graça atual.
- No estado de natureza decaída, é moralmente
impossível ao homem sem a Revelação sobrenatural conhecer, fácil e
seguramente, sem mistura de erro, todas as verdades religiosas e morais
naturais.
- A graça não pode ser merecida por atos
naturais, quer de condigno, quer de congruo.
- Deus concede a todos graça suficiente (gratia
vere et mere sufficiens) para a observância dos Mandamentos Divinos.
- Deus, por um decreto eterno da sua
vontade, predestinou certos homens à bem-aventurança eterna.
- Deus, pelo seu conhecimento eterno e
infalível, predestinou à condenação apenas em razão dos pecados previstos
(post praevisa merita).
- A vontade humana permanece livre sob a
influência da graça eficaz, a qual não é irresistível.
- Existe uma graça que é verdadeiramente
suficiente e que, ainda assim, permanece ineficaz (gratia vere et mere
sufficiens).
- O pecador pode e deve preparar-se para a
receção da graça pela ajuda da graça atual.
- A justificação de um adulto não é possível
sem fé.
- Além da fé, outros atos de disposição
devem estar presentes.
- A graça santificante santifica a
alma.
- A graça santificante torna o justo amigo
de Deus.
- A graça santificante faz do homem um filho
de Deus e confere-lhe direito à herança do Céu.
- As três virtudes teologais de Fé,
Esperança e Caridade são infundidas juntamente com a graça
santificante.
- Sem uma Revelação Divina especial, ninguém
pode saber com certeza de fé que se encontra em estado de graça.
- O grau da graça justificante não é
idêntico em todos os justos.
- A graça pode ser aumentada pelas boas
obras.
- A graça pela qual uma pessoa é justificada
pode ser perdida, e perde-se por todo pecado grave (mortal).
- Pelas suas boas obras, o justificado
adquire realmente direito a uma recompensa sobrenatural de Deus.
- O justo merece para si, por cada boa obra,
um aumento da graça santificante, da vida eterna (se morrer em estado de
graça) e um aumento da glória celeste.
- A Igreja foi fundada pelo Deus-Homem Jesus
Cristo.
- O nosso Redentor conserva Ele próprio, com
poder divino, a sociedade por Ele fundada, a Igreja.
- Cristo é a Cabeça Divina da Igreja, seu
Corpo Místico.
- Cristo fundou a Igreja para continuar a
obra da redenção por todo o tempo.
- Cristo dotou a sua Igreja de uma
constituição hierárquica.
- Os poderes dos Apóstolos passaram aos
bispos.
- Cristo nomeou o Apóstolo Pedro como o
primeiro entre os Apóstolos e como a cabeça visível de toda a Igreja,
conferindo-lhe imediatamente e pessoalmente o primado de jurisdição.
- De acordo com a instituição de Cristo,
Pedro deve ter sucessores no seu primado sobre toda a Igreja até ao fim
dos tempos.
- Os sucessores de Pedro no primado são os
bispos de Roma.
- O Papa possui poder pleno e supremo de
jurisdição sobre toda a Igreja, não apenas em matérias de fé e moral, mas
também na disciplina e no governo da Igreja.
- O Papa é infalível quando fala ex cathedra.
- Em virtude do direito divino, os bispos
possuem um poder ordinário de governo sobre as suas dioceses.
- Cristo é a Cabeça da Igreja.
- Na decisão final sobre doutrinas relativas
à fé e à moral, a Igreja é infalível.
- A infalibilidade da Igreja estende-se
formalmente apenas às verdades reveladas cristãs relativas à fé e à
moral.
- O conjunto dos bispos é infalível quando,
reunidos em concílio geral ou dispersos pelo mundo, propõem um ensinamento
sobre fé ou moral a ser sustentado por todos os fiéis.
- A Igreja fundada por Cristo é única.
- A Igreja fundada por Cristo é santa.
- A Igreja fundada por Cristo é
católica.
- A Igreja fundada por Cristo é
apostólica.
- A pertença à Igreja é necessária para a
salvação de todos os homens.
- É lícito e proveitoso venerar os santos
que estão no Céu e invocar a sua intercessão.
- É lícito e proveitoso venerar as relíquias
dos santos.
- É lícito e proveitoso venerar as imagens
dos santos.
- Os fiéis na Terra podem ajudar as almas do
Purgatório através das suas intercessões (sufrágios).
- Os sacramentos da Nova Aliança contêm a
graça que significam e conferem-na àqueles que não colocam
obstáculo.
- Os sacramentos atuam ex opere operato
(simplesmente pelo facto de a ação sacramental ser realizada).
- Todos os sacramentos da Nova Aliança
conferem graça santificante aos que os recebem.
- Três sacramentos, o Batismo, a Confirmação
e a Ordem, imprimem um caráter, isto é, um sinal espiritual indelével, e
por essa razão não podem ser repetidos.
- O caráter sacramental é uma marca
espiritual impressa na alma.
- O caráter sacramental permanece pelo menos
até à morte do seu portador.
- Todos os sacramentos da Nova Aliança foram
instituídos por Jesus Cristo.
- Existem sete sacramentos da Nova
Lei.
- Os sacramentos da Nova Aliança são
necessários para a salvação da humanidade.
- Para a administração válida dos
sacramentos, é necessário que o ministro realize a ação sacramental da
maneira prescrita.
- Na intenção do ministro deve haver pelo
menos a intenção de fazer o que a Igreja faz.
- No caso de destinatários adultos, para uma
receção válida ou frutuosa é necessária a disposição moral adequada.
- O Batismo é um verdadeiro sacramento
instituído por Jesus Cristo.
- A matéria remota do sacramento do Batismo
é água verdadeira e natural.
- O Batismo confere a graça da
justificação.
- O Batismo produz a remissão de todos os
castigos do pecado, tanto eternos como temporais.
- Mesmo que recebido sem fruto espiritual, o
Batismo imprime na alma do destinatário uma marca espiritual indelével, o
caráter batismal, e por essa razão o sacramento não pode ser
repetido.
- O Batismo pela água (Baptismus fluminis),
após a promulgação do Evangelho, é necessário para todos os homens sem
exceção para a salvação.
- O Batismo pode ser administrado
validamente por qualquer pessoa.
- O Batismo pode ser recebido validamente
por qualquer pessoa em estado de peregrinação terrestre que ainda não
tenha sido batizada.
- O Batismo das crianças é válido e
lícito.
- A Confirmação é um verdadeiro sacramento
em sentido próprio.
- A Confirmação imprime na alma uma marca
espiritual indelével e, por essa razão, não pode ser repetida.
- O ministro ordinário da Confirmação é
somente o Bispo.
- O Corpo e o Sangue de Jesus Cristo estão
verdadeira, real e substancialmente presentes na Eucaristia.
- A presença de Cristo na Eucaristia
realiza-se pela transformação de toda a substância do pão no seu Corpo e
de toda a substância do vinho no seu Sangue.
- Os acidentes do pão e do vinho continuam a
existir após a mudança de substância.
- O Corpo e o Sangue de Cristo, juntamente
com a sua Alma e a sua Divindade, estão presentes e íntegros na
Eucaristia.
- Cristo inteiro está verdadeiramente
presente na Eucaristia.
- Enquanto as espécies consagradas
subsistem, Cristo está presente nelas.
- Quando as espécies consagradas são
divididas, Cristo inteiro está presente em cada uma das partes.
- Depois de concluída a consagração, o Corpo
e o Sangue permanecem presentes na Eucaristia de maneira permanente.
- O culto de adoração (latria) deve ser
prestado a Cristo presente na Eucaristia.
- A Eucaristia é um verdadeiro sacramento
instituído por Cristo.
- A matéria necessária para a consagração da
Eucaristia é pão e vinho.
- Pela razão divina, a receção da Eucaristia
não é necessária para a salvação de todos.
- A comunhão sob as duas espécies não é
necessária para nenhum fiel para a obtenção da salvação.
- O poder de consagrar reside apenas num
sacerdote validamente ordenado.
- Para a receção digna da Eucaristia,
exige-se o estado de graça, bem como a devida e piedosa disposição do
comunicante.
- A Santa Missa é um verdadeiro e próprio
sacrifício.
- No Sacrifício da Missa, o Sacrifício de
Cristo na Cruz torna-se presente, o seu memorial é celebrado, e o seu
valor salvífico é aplicado.
- O Sacrifício da Missa e o Sacrifício da
Cruz têm a mesma vítima sacrificial e o mesmo sacerdote que oferece;
diferem apenas no modo de oferecer.
- O Sacrifício da Missa não é apenas um
sacrifício de louvor e ação de graças, mas também um sacrifício de
expiação e impetração.
- A Igreja recebeu de Cristo o poder de
perdoar os pecados cometidos após o Batismo.
- Pela absolvição da Igreja, os pecados são
verdadeiramente e imediatamente perdoados.
- O poder da Igreja de perdoar os pecados
estende-se a todos os pecados sem exceção.
- O exercício do poder da Igreja para
perdoar os pecados é um ato judicial.
- O perdão dos pecados que ocorre no
Tribunal da Penitência é um verdadeiro e próprio sacramento.
- O arrependimento contrito (contritio) é o
principal ato da parte do penitente.
- A preparação sobrenatural para a receção
válida do Sacramento da Penitência está associada ao desejo do sacramento
(votum sacramenti).
- A contrição proveniente do amor de Deus é
uma dor moralmente boa e sobrenatural pelo pecado.
- Pela ordenação divina, todos os pecados
graves (mortais), segundo a sua espécie e número, bem como as
circunstâncias que alteram a sua natureza, estão sujeitos à obrigação de
confissão.
- A confissão dos pecados veniais não é
necessária, mas é permitida e útil.
- Todos os castigos temporais do pecado não
são sempre remidos por Deus juntamente com a culpa e a pena eterna.
- O sacerdote tem o direito e o dever, de
acordo com a natureza dos pecados e a capacidade do penitente, de impor
obras salutares e proporcionadas de satisfação.
- As práticas penitenciais extraordinárias,
tais como os atos voluntários de penitência e a aceitação paciente das
provações enviadas por Deus, possuem valor satisfatório.
- A forma do Sacramento da Penitência
consiste nas palavras da absolvição.
- A absolvição, em associação com os atos do
penitente, produz o perdão dos pecados.
- O principal efeito do Sacramento da
Penitência é a reconciliação do pecador com Deus.
- O Sacramento da Penitência é necessário
para a salvação daqueles que caíram em pecado após o Batismo.
- Os únicos possuidores do poder da Igreja
para conceder a absolvição são o bispo e o sacerdote.
- A absolvição concedida por diáconos,
clérigos de ordens inferiores e leigos não é sacramentalmente
válida.
- O Sacramento da Penitência pode ser
recebido por qualquer pessoa batizada que, após o Batismo, tenha cometido
pecado grave ou venial.
- A Igreja possui o poder de conceder
indulgências.
- O uso das indulgências é útil e salutar
para os fiéis.
- A Extrema-Unção é um verdadeiro e próprio sacramento
instituído por Cristo.
- A matéria remota da Extrema-Unção é o
óleo.
- A forma consiste na oração do sacerdote
pelo doente, que acompanha a unção.
- A Extrema-Unção confere ao doente a graça
santificante para o animar e fortalecer.
- A Extrema-Unção produz a remissão dos
pecados graves ainda remanescentes e dos pecados veniais.
- A Extrema-Unção produz, por vezes, o
restabelecimento da saúde corporal, se isso for espiritualmente
vantajoso.
- Apenas os bispos e os sacerdotes podem
administrar validamente a Extrema-Unção.
- A Extrema-Unção só pode ser recebida pelos
fiéis que estejam gravemente doentes.
- A Ordem é um verdadeiro e próprio
sacramento instituído por Cristo.
- A consagração dos sacerdotes é um
sacramento.
- Os bispos são superiores aos
sacerdotes.
- O sacramento da Ordem confere graça
santificante ao destinatário.
- O sacramento da Ordem imprime um caráter
no destinatário.
- O sacramento da Ordem confere ao
destinatário um poder espiritual permanente.
- O ministro ordinário de todos os graus da
Ordem, tanto sacramentais como não sacramentais, é apenas o bispo
validamente consagrado.
- O matrimónio é um verdadeiro e próprio
sacramento instituído por Deus.
- O consentimento matrimonial é a causa
eficiente do matrimónio.
- O sacramento do Matrimónio concede graça
santificante aos contraentes.
- No estado presente da salvação, cada ser
humano está sujeito à lei da morte.
- Todos os seres humanos, em virtude do
pecado original, estão sujeitos à morte.
- As almas dos justos que, no momento da
morte, estão livres de toda a culpa do pecado e de toda a pena do pecado
entram no Céu.
- A bem-aventurança do Céu dura para toda a
eternidade.
- O grau da perfeição da visão beatífica
concedida aos justos é proporcional aos méritos de cada um.
- As almas daqueles que morrem em estado de
pecado grave pessoal entram no Inferno.
- O castigo do Inferno dura por toda a
eternidade.
- As almas dos justos que, no momento da
morte, ainda se encontram oneradas por pecados veniais ou por penas
temporais devidas ao pecado entram no Purgatório.
- No fim do mundo, Cristo regressará em
glória para pronunciar o Juízo.
- Todos os mortos ressuscitarão no último
dia com os seus corpos.
- Cristo, na sua segunda vinda, julgará
todos os homens.
domingo, 30 de agosto de 2026
Não Se Desepere com a Hierarquia da Igreja.
O filósofo e teólogo católico Peter Kwasniewski respondeu a uma pessoa chamada Nick Cavazos, que desesperou ao ver Leão XIV se colocar do lado da liturgia "Novus Ordo" do Vaticano II, com as mesmas justificativas dos anos 70. Cavazos considerou que já são 6 papas defendendo o "Novus Ordo" (Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento XVI e Leão XIV) e que a história mostra que não há volta: o destino da liturgia católica é se perder.
A resposta de Kwasniewski foi excepcional e mostrou essa guerra litúrgica atual sob o ponto de vista histórico da Igreja, apesar de ele ter um olhar mais favorável ao Leão XIV do que eu. A resposta dele deve estar nos nossos corações e nos dar esperança e união com tantos católicos que, ao longo da história, sofreram com os erros da hierarquia da Igreja.
Traduzo abaixo:
O tom de desespero do post de Nick Cavazos é injustificado e parece ser fruto de uma compreensão superficial da história da Igreja e do tempo que uma reforma pode levar.
Alguns exemplos:
A controvérsia ariana durou mais de um século, durante o qual algumas igrejas estiveram nas mãos de arianos e outras nas mãos de católicos. A vida litúrgica devia ser um caos, e sabemos por São Basílio Magno que, em alguns lugares, os fiéis foram reduzidos a adorar fora dos templos, no meio do deserto. Se você tivesse nascido perto do início dessa crise e vivido uma vida longa, não teria visto o seu fim. Mesmo assim, você permaneceu fiel à fé nicena.
A controvérsia iconoclasta também durou mais de um século, durante o qual ícones foram destruídos e cristãos que os veneravam foram torturados e, às vezes, martirizados. Houve uma restauração parcial (comparável ao Summorum), depois uma reversão brutal (comparável à Traditionis) e, por fim, um triunfo final da ortodoxia. Novamente, se você tivesse nascido no início desta crise e vivido uma vida muito longa, não teria visto o seu fim; mas isso não era motivo para deixar de venerar ícones e relíquias.
Adiante, os abusos do pluralismo (ocupar múltiplas dioceses), do absenteísmo (ocupar uma diocese, mas nunca residir nela), da investidura (receber dioceses de um rei ou imperador) e das nomeações por recomendação (um homem receber as rendas de múltiplos cargos sem nunca governar como abade) levaram séculos para serem superados, apesar de terem prejudicado enormemente a Igreja.
No âmbito litúrgico: um papa (Clemente VII) autorizou o novo breviário do Cardeal Quiñones, outro (Paulo III) o aprovou em 1536, e um terceiro (Pio V) o suprimiu em 1568 por considerá-lo uma ruptura com a tradição. A interferência de Urbano VIII no breviário, com o objetivo de satisfazer os admiradores barrocos do latim clássico — algo nunca aceito pelas ordens monásticas —, foi parcialmente desfeita por Paulo VI, quando este restaurou alguns dos textos originais da Liturgia Horarum (embora esse livro também apresente seus próprios problemas). O canto gregoriano permaneceu corrompido por séculos antes de suas melodias serem restauradas pelos monges de Solesmes, com o apoio de Pio X.
Poderíamos citar inúmeros exemplos de como problemas, grandes e pequenos, levaram décadas, e às vezes séculos, para serem resolvidos. A história da Igreja não se desenrola na velocidade de tweets e podcasts; ela se assemelha mais à de Deus: “Mas não ignoreis uma coisa, meus amados, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia” (2 Pedro 3:8).
Isso pode não ser consolador para quem sofre com uma situação litúrgica ruim, mas ajuda a manter as coisas em perspectiva, lembrando-nos de que nosso dever é, por um lado, rezar, fazer penitência e implorar a intervenção do Senhor e, por outro, trabalhar por soluções reais e buscar alternativas melhores para nós mesmos (por exemplo, mudando de um lugar para outro). Dessa forma, reconhecemos que Deus é o Senhor da história e que Ele nos deu inteligência e livre-arbítrio para navegar pela crise.
Por fim, é muito enganoso, pois é vago demais, falar em “6 papas que apoiaram o Novus Ordo”. João Paulo I dificilmente conta. Isso nos deixa com Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI, Francisco e Leão XIV.
A primeira diferença fundamental é que Montini, Wojtyla e Ratzinger foram profundamente influenciados pelo rito romano tradicional que celebraram por anos, de modo que, mesmo quando adotaram o novo rito, o celebraram com olhos e mente enraizados na tradição. Em certo sentido, eles impregnaram o corpo do Novus Ordo com uma alma do Vetus Ordo. Ratzinger, é claro, criticou a reforma litúrgica de inúmeras maneiras que não precisamos abordar aqui.
Bergoglio foi o primeiro papa a ser ordenado no novo rito e a nunca ter celebrado o antigo — e isso se refletiu em todos os aspectos. Embora Prévost sofra com o mesmo desenraizamento litúrgico, ele é suficientemente mais jovem para ter escapado de alguns dos maiores absurdos da Era de Aquário e traz para a liturgia um senso de decoro e respeito pela tradição que, francamente, falta muito em muitos clérigos de sua geração.
Meu ponto é que nada disso se resume a "6 papas que rejeitam radicalmente a tradição e desejam, ideologicamente, impor o novo rito a todo custo". O quadro é bem mais complexo (como seria de esperar): Paulo VI expressou pesar pela perda do rito antigo que ele próprio aboliu e já começou a conceder permissões para que o rito antigo continuasse (sem dúvida, temporariamente, em sua visão); João Paulo II abriu essa porta ainda mais com o indulto mundial; Bento XVI escancarou a porta em 2007 e influenciou um grande número de clérigos que celebram ou admiram o Vetus Ordo, que agora ocupa, manifestamente, um lugar permanente na Igreja.
A saga da “renovação litúrgica” na Igreja está longe de terminar e, se eu fosse apostador, apostaria alto no rito antigo neste momento.
sábado, 29 de agosto de 2026
Ideologia Política dos Padres.
Interessante gráfico mostrado por Ryan Burge. Se seu padre se tornou padre nos anos 70 e 80, a chance dele ser esquerdista é enorme. Anos 70 e 80 são frutos imediatos do Vaticano II e da Teologia da Libertação. São pessoas que nasceram basicamente nos anos 60, década que extrapolou o feminismo e exaltou o comunismo e as drogas.
Por outro lado, entre aqueles que se tornaram padres após 2010, 51% são conservadores.
Os papas de nossos dias basicamente se ordenaram entre as décadas de 60 e 80. Francisco se tornou sacedorte em 1969 e Leão XIV em 1982.
Não sei qual é a base da pesquisa, mas imagino que seja dos Estados Unidos. Mas deve refletir o que ocorre no mundo.
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
Leão XIV Mostrou sua Face Litúrgica: Novus Ordo (Vaticano II)
Muitos tradicionalistas esperavam que, com a eleição de Leão XIV, a missa tridentina fosse mais liberada, depois do estrangulamento imposto por Francisco com Traditionis Custodes, de 2021. Muitos, até ótimos católicos, de forma estranha, esperavam que as excomunhões que Leão XIV impôs à Fraternidade de São Pio X, que adota a missa tridentina e condena vários aspectos da liturgia elaborada no Vaticano II, fossem a chave para que Leão XIV liberasse a missa tridentina, pois já teria condenado os que seriam cismáticos.
Ontem, Leão XIV destruiu as esperanças dos tradicionalistas e se mostrou um adepto radical do Vaticano II, a ponto de usar as justificativas da década de 1970 contra a missa tridentina. Justificativas bem frágeis, que se destroem facilmente.
Leão XIV destruiu as esperanças de todos nós, que desejamos que a missa de sempre seja respeitada, ontem em uma Audiência Geral.
Um dos argumentos que mais chamou a atenção de todos foi que ele disse que o Vaticano II reformou a liturgia porque "surgiu a necessidade de os fiéis celebrarem as liturgias de forma mais consciente e ativa, não “como estranhos e espectadores silenciosos, mas participando plenamente do mistério salvífico."
Como assim? Não se participa ativamente da missa tridentina? O ato de silêncio diante do sacrifício da missa não é participação ativa? Os milhares de santos que veneraram a missa tridentina por séculos não agiam de forma consciente, ativa, nem participavam plenamente do mistério salvítico?
Outra coisa que chamou a atenção nas palavras de Leão XIV, foi um "thus" (portanto, então) que normalmente é usado para se concluir uma tese depois de várias premissas. No caso, o "thus" não tinha premissas anteriores, ficou isolado após afirmações soltas.
Esse "thus" mereceu resposta de Dom Alcuin Reid, monge beneditino, estudioso litúrgico reconhecido internacionalmente — cuja tese de doutorado sobre reforma litúrgica foi publicada como "The Organic Development of the Liturgy" (O Desenvolvimento Orgânico da Liturgia), com prefácio do Cardeal Joseph Ratzinger.
Em poucas palavras, Dom Alcuin Reid destruiu os argumentos de Leão XIV, mas, talvez para proteger o papa dele mesmo, partiu do princípio de que Leão XIV estava lendo o texto escrito por outros (drafters). É normal que pessoas muito importantes tenham seus textos redigidos por outros. Eu, inclusive, já tive a função de escrever textos para outros. Mas sempre o fiz da maneira que o líder desejava, a tentar refletir seu pensamento, e o que eu escrevia sempre passava pelo crivo dele próprio. Então, não caio muito nessa. São palavras do Papa e ponto final.
Em todo caso, vale a pena ler o que Dom Alcuin Reid escreveu, clicando aqui.
Muita gente reagiu no X às palavras do Papa Leão XIV, apesar de que aqueles tradicionalistas que estavam mais esperançosos com Leão XIV até agora estão em silêncio.
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Papa Francisco 2.0. Francisco 1.0 Ainda Fala.
“Uma pessoa que pensa só em construir muros, onde quer que seja, e não em construir pontes, não é cristã. Isso não está no Evangelho. Só digo que este homem não é cristão se disse coisas assim.”
- eterna (razão de Deus que governa tudo);
- divina (lei revelada por Deus nas escrituras);
- natural (razão humana alinhada com a razão de Deus); e
- humana (regras da sociedade).


