sexta-feira, 8 de maio de 2026

Secretário Marco Rubio - Estados Unidos Nasceram Católico

Tudo o que ele disse é verdade. Eu não sabia que a primeira missa nos Estados Unidos, assim como a que ocorreu bem antes no Brasil, tinha sido católica. A gente imagina os Estados Unidos formados pelos puritanos. Não é bem assim.

O Grok explica: 

Sim, a primeira missa nos EUA (no que hoje é o território continental dos Estados Unidos) foi uma missa católica.
Contexto histórico: - A primeira missa católica registrada no que hoje é o território continental dos EUA ocorreu em 8 de setembro de 1565, em St. Augustine, na Flórida, celebrada pelo padre Francisco López de Mendoza Grajales. Foi uma missa de ação de graças pela chegada da expedição espanhola de Pedro Menéndez de Avilés, que fundou a primeira cidade permanente europeia nos EUA. - Há menções a missas possivelmente anteriores: - Em 1559, em Pensacola (Flórida), por frades dominicanos da expedição de Tristán de Luna (15 de agosto). - Em 1513, com a expedição de Juan Ponce de León na Flórida. - Outras tentativas espanholas no século XVI. Todos esses eventos foram católicos, pois os espanhóis eram católicos romanos e a Reforma Protestante só começou em 1517 (e chegou às colônias inglesas bem depois, a partir de 1607). Por que não poderia ser outra coisa? Os protestantes (anglicanos, puritanos etc.) só chegaram ao território que viria a ser os EUA no início do século XVII, com as colônias inglesas (Jamestown em 1607, Plymouth em 1620). As primeiras celebrações protestantes foram décadas depois das missas católicas espanholas. Resumindo: sim, as primeiras missas/celebrações cristãs no território dos EUA foram católicas, trazidas pelos exploradores e missionários espanhóis. O local mais celebrado historicamente é St. Augustine.




quinta-feira, 7 de maio de 2026

Plena Comunhão com Roma x Plena Comunhão com Vaticano II



No vídeo acima, de 10 minutos, o padre jesuíta (!). Robert McTeigue, explica que comunhão plena com Roma não significa plena comunhão com o Concílio Vaticano II. Que milhões de católicos, incluindo padres, bispos e cardeais, rejeitam por vezes abertamente o Vaticano II e não são punidos. O assunto é relevante, pois a crise interna da Igreja contra grupos tradicionalistas muitas vezes gira em torno do Vaticano II, como ocorre com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (SSPX).

O Padre Z fez um resumo do vídeo. Traduzo o resumo dele abaixo:

« O Padre McTeigue começa com a imagem de Harry Houdini escapando de restrições impossíveis: camisa de força, correntes, barril, cachoeira. Isso se torna a metáfora para o problema eclesial atual. O problema é a afirmação de que a “plena comunhão com Roma” exige  a plena aceitação dos documentos do Vaticano II.

À primeira vista, isso parece um teste simples: aceitar o Vaticano II integralmente significa estar em plena comunhão; recusá-lo significa estar fora ou em comunhão imperfeita.

O Padre McTeigue diz que a questão é menos simples, porque muitas pessoas que são consideradas em plena comunhão com Roma podem, na prática, rejeitar partes do Vaticano II. [Até mesmo rejeitar abertamente!]

Ele observa que João XXIII e Paulo VI descreveram o Vaticano II como pastoral, e não dogmático.

McTeigue contrapõe isso à afirmação do Cardeal Fernández de que os documentos do Vaticano II “não podem ser corrigidos”. Como pode um concílio não ser corrigido se é apenas pastoral e não dogmático?

O Padre McTeigue então identifica uma tensão: como um concílio pastoral pode ser tratado como exigindo aceitação incorrigível para estabelecer a plena comunhão?

Sua principal alegação é que quase ninguém aceita integralmente todos os documentos do Vaticano II.

Ele então aborda a Humanae vitae de 1968, que reafirmou a rejeição da Igreja à contracepção artificial e ao aborto.

Ele argumenta que a Humanae Vitae não introduziu um novo ensinamento, mas reiterou o que o próprio Vaticano II já havia ensinado, especialmente na Gaudium et spes 51.

A Gaudium et spes 51 condena o aborto como um “crime indizível” e também rejeita a contracepção artificial.

Portanto, os católicos que rejeitam a Humanae Vitae também rejeitam parte do Concílio Vaticano II.

Muitos teólogos, clérigos, conferências episcopais e leigos católicos rejeitaram efetivamente a Humanae Vitae após 1968.

Ele cita a infame Declaração de Winnipeg como um exemplo de resistência episcopal ou enfraquecimento da força da Humanae Vitae. Os bispos canadenses nunca se retrataram oficialmente da Declaração de Winnipeg.

McTeigue então recorre a dados de pesquisas e evidências demográficas, argumentando que muitos católicos usam contraceptivos e abortam em taxas semelhantes às dos não católicos.

Ele também aponta para o declínio acentuado nos batismos infantis como evidência circunstancial de que muitos casais católicos não estão vivendo de acordo com o ensinamento da Igreja sobre a abertura à vida.

A partir disso, ele conclui que muitos católicos rejeitam de facto a Humanae Vitae e, portanto, rejeitam de facto a Gaudium et spes 51. [“De facto” certamente porque 99% deles não conhecem nem se importam com nenhum dos documentos do Vaticano II e não sabem o que a Humanae Vitae disse.]

Se a plena comunhão exige a plena aceitação do Vaticano II, então, por esse padrão, esses católicos também teriam que ser julgados como não estando em plena comunhão com Roma.

O padre contrapõe isso ao tratamento dado aos católicos apegados à liturgia latina tradicional, que muitas vezes são pressionados, investigados, restringidos ou instruídos a aceitar o Vaticano II integralmente.

Há claramente uma aplicação desigual: os tradicionalistas são examinados minuciosamente quanto à aceitação do Vaticano II, enquanto os católicos que rejeitam o ensinamento do Vaticano II sobre contracepção e aborto não são tratados com a mesma urgência.

Ele argumenta que Roma não emitiu mandatos urgentes semelhantes para levar os católicos que usam contraceptivos e praticam aborto a aceitarem o Vaticano II integralmente.

A metáfora de Houdini retorna: a retórica atual da Igreja sobre a “plena comunhão”, o Concílio Vaticano II e a aplicação seletiva cria um impasse aparentemente intransponível.

Há uma séria inconsistência na forma como a “plena comunhão com Roma” está sendo definida e aplicada.



quarta-feira, 6 de maio de 2026

Máfia Lavanda Excitada Durante Pontificado Leão XIV


Um desses homens gays na foto acima, que recebeu "bênçãos" do padre gayzista James Martim em "casamento gay", escreveu como testemunha no Sínodo. Essa participação foi revelada por Diana Montagna hoje. É Jason Steidl, que escreveu um livro em apoio ao gayzismo na Igreja e teve prefácio do próprio padre James Martim (o louro da foto).

Ao que parece, a famosa Máfia Lavanda (grupo de clérigos gays ou apoiadores do gayzismo) está excitada durante o pontificado de Leão XIV. Não sei os bastidores, mas ou a Máfia acha que Francisco não os apoiou o suficiente, ou acha que Leão XIV está vacilando no apoio, ou Leão XIV apoia o movimento e precisa deles excitados. Em todo o caso, não é complicado do ponto de vista burocrático para um Papa dizer de que lado está. Sem falar, claro, que ele deve ser a luz da fé. Cartas de 2024 condenando bênçãos não resolvem, muito menos o almoço com grupo LGBT. Basta ir ao público e dizer em alto e bom som: "O Movimento LGBT não tem lugar na Igreja Católica", ponto final, punctum, full stop, punto, punto final. E demitir membros da Máfia.

A Máfia quer poder dentro da Igreja, maior do que já tem. O Papa pode dizer não.

Mas nos últimos dias, ocorreu o seguinte:

1) Um grupo de 48 mulheres transgênero participou de evento no Vaticano no domingo com o Papa Leão XIV, dando continuidade a uma tradição iniciada por seu antecessor de convidar membros da comunidade LGBTQ+ para o “almoço para os pobres” anual da Igreja.

2) Vaticano divulgou no dia 4 de maio uma carta que é de 2024, ainda no pontificado de Francisco, que condena a "bênção" a casais gays que a Alemanha estava querendo fazer, apesar da publicação pelo próprio Francisco da Fiducia Supplicans que abre brecha para esse tipo de "bênção". Traduzo abaixo a carta.

3) Ontem foi divulgado o documento do Grupo de Estudos nº 9, pela Secretaria-Geral do Sínodo. Grupo nº 9 faz parte de um conjunto mais amplo de dez grupos de estudo estabelecidos pelo Papa Francisco em fevereiro de 2024 para examinar questões que emergiram durante a primeira sessão do Sínodo sobre a Sinodalidade, realizada no Vaticano em outubro de 2023. O Grupo de Estudos nº 9 foi incumbido de examinar “critérios teológicos e metodologias sinodais para o discernimento compartilhado de questões doutrinais, pastorais e éticas controversas” . O grupo de sete membros incluía figuras como o Cardeal Carlos Castillo Mattasoglio, Arcebispo de Lima, Peru; o Arcebispo Filippo Iannone, Prefeito do Dicastério para os Bispos; e o teólogo moral italiano Padre Maurizio Chiodi, professor do Pontifício Instituto Teológico João Paulo II para as Ciências do Matrimônio e da Família desde 2019. Diana Montagna destacou o padre Chiodi que argumentou que atos sexuais dentro de um relacionamento homossexual podem ser benéficos em certas circunstâncias. Ele também defendeu, com base na Amoris Laetitia, que a paternidade responsável pode obrigar um casal casado a usar métodos contraceptivos artificiais. O relatório final de 30 páginas. O texto em si é tido extremamente confuso e labiríntico, como é a conversa do capeta, mesmo. E usa duas testemunhas: uma de Portugal e outra dos Estados Unidos, ambas apoiadoras do gayzismo na Igreja, e uma delas é o tal Jason Steidl. 

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Abaixo a tradução da Carta de Novembro de 2024, divulgada no dia 4 de maio de 2026:

**DICASTÉRIO PARA A DOUTRINA DA FÉ**  

00120 Cidade do Vaticano  

Palazzo del S. Uffizio  

18 de novembro de 2024  

Prot. N. 731/2023 – 102543  

**Excelência,**

Com a sua carta de 24 de outubro de 2024, Vossa Excelência, «também em nome do Presidente da Conferência Episcopal, Mons. Georg Bätzing», enviou gentilmente a este Dicastério uma cópia de um *Vademecum*, em alemão e italiano, destinado a servir como subsídio para «Bênçãos para as casais que se amam». Ao mesmo tempo, Vossa Excelência indicou que este *Vademecum* seria apresentado aos bispos diocesanos alemães numa próxima ocasião, com o objetivo de oferecer aos prelados «uma aplicação da Declaração *Fiducia supplicans* à situação social e pastoral das dioceses na Alemanha».

A este respeito, tendo tomado conhecimento do que foi enviado, permito-me formular respeitosamente as seguintes observações:

**a)** A Declaração *Fiducia supplicans* afirma que: «A Igreja não tem o poder de conferir a sua bênção litúrgica quando esta, de algum modo, possa oferecer uma forma de legitimação moral a uma união que pretenda ser um matrimónio ou a uma prática sexual extramatrimonial» (n. 11), nem àqueles que pretendem «a legitimação do seu próprio *status*» (cf. n. 31).

De facto, segundo a *Fiducia supplicans*, com tais bênçãos «não se pretende legitimar nada, mas simplesmente abrir a própria vida a Deus» (n. 40), nem «sancionar… nada» (n. 34), mas apenas pedir a ajuda de Deus «para viver melhor» e invocar o Espírito Santo «para que os valores do Evangelho sejam vividos com maior fidelidade» (n. 40).

No texto do *Vademecum*, porém, fala-se de uma união e de uma «regulamentação oficial», por parte dos pastores, de casais que vivem fora do matrimónio — com esses pastores que também se tornam objeto de uma verdadeira «aclamação», um gesto que normalmente faz parte do rito matrimonial. Neste sentido, o *Vademecum* legitima de facto o *status* de tais casais, de modo contrário ao que é afirmado na *Fiducia supplicans*.

**b)** A Declaração *Fiducia supplicans*, no que diz respeito à possibilidade de abençoar casais extramatrimoniais, não permite qualquer tipo de rito litúrgico ou formas de bênção semelhantes a sacramentais que possam criar confusão (cf. *Apresentação*), afirmando que «a forma não deve encontrar qualquer fixação ritual por parte das autoridades eclesiais» (n. 31), e evitando que tais ritos «se tornem um ato litúrgico ou semi-litúrgico, semelhante a um sacramento» (n. 36). «Por este motivo, não se deve promover nem prever um ritual para a bênção de casais em situação irregular» (n. 38).

No texto do *Vademecum*, porém, embora se mencione inicialmente a «espontaneidade e liberdade» no que diz respeito às bênçãos conferidas a casais do mesmo sexo — sugerindo que estas não devem ser institucionalizadas através de formas rituais —, oferece-se depois uma forma predefinida para a sua realização, contradizendo o que foi afirmado anteriormente.

Em particular, na secção final («Forma»), depois de afirmar que «a maneira como a bênção é realizada, o local, a estética do conjunto, incluindo a música e o canto, devem testemunhar a apreciação das pessoas que pedem a bênção», prescreve-se uma espécie de liturgia ou para-liturgia para a bênção de casais do mesmo sexo.

Tudo isto se comunica para todo o bom fim.

Ao transmitir o acima exposto a Vossa Excelência, aproveito a oportunidade para me confirmar com sentimentos de distinta estima,

**Victor Manuel Card. FERNÁNDEZ**  

*Prefeito*

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Ir à Igreja Traz Felicidade!

 






O humorista Jô Soares dizia que "dinheiro não traz felicidade, manda comprar". É uma frase que exalta o poder do dinheiro e o materialismo.

Mas a pesquisa feita entre os americanos pelo cientista comportamental William von Hippel, publicada no livro "The Social Leap", diz que o fator "ir à igreja" é um fator mais importante para prever a felicidade de uma pessoa, do que a riqueza.

Se você é pobre e vai à Igreja, você se diz mais feliz que o rico que nunca vai à Igreja, e se você vai à Igreja, sendo pobre ou sendo rico, você é mais feliz.

O fator de "ir â Igreja" impacta positivamente a felicidade de qualquer nível de renda.

O fator "ir à Igreja" também impacta positivamente a ética da pessoa.

Claro que a primeira pergunta é: qualquer Igreja? A pesquisa não responde a isso. A pesquisa foi feita nos Estados Unidos, país com 62% da população cristã, onde a população muçulmana é dita ser de apenas 1%; a população que se diz ateia é de 5%, e a população que se declara não filiada a nenhuma igreja é de 19%. 

Esse resultado de von Hippel não é novidade, pesquisa Pew Research ja tinha observado isso:




Quando disserem que o dinheiro traz felicidade, responda: ir à igreja é um fator mais relevante do que o dinheiro.



terça-feira, 28 de abril de 2026

Leão XIV e Mullaly: A Reunião Que Estimula Desunião e Mentira.

 


O meu ex-professor de teologia católica, Dr Taylor Marshall, foi padre anglicano, e ele conta que naquela época muitos padres católicos o estimulavam a permanecer anglicano e "seguir Cristo". Marshall disse que isso causou um dano terrível à alma dele e foi muito cruel – embora não fosse a intenção daqueles padres. Ele contou que o primeiro padre católico que o desafiou, dizendo que ele não era verdadeiramente padre e que deveria se converter ao catolicismo, foi Monsenhor James Conley, que disse isso de forma amigável, porém firme, em um café em Roma. Marshall agradece até hoje ao atual bispo Conley de Lincoln, Nebraska. 

Ontem, Leão XIV recebeu a "arcebispa" da Igreja Anglicana, Sarah Mullaly. A primeira mulher líder da Igreja Anglicana desde o nascimento desta versão protestante 

A Igreja Anglicana está em crise há décadas e décadas. Quando morei no Reino Unido, em 2009, e resolvia entrar em algum templo anglicano (boa parte deles tinha sido construída pelos católicos), eu me deparava não com templos, mas com feiras de velharias, livros e muita poeira.

E eu nem sei se se pode chamar o Reino Unido de país cristão. Na última Páscoa cristã, o rei Charles III resolveu não se pronunciar, rompendo uma tradição de séculos. Mas tinha se pronunciado para homenagear os muçulmanos no Ramadã.

E a esta seita protestante dentro de um país não cristão que Leão XIV parece querer salvar.

Mas o jornalista inglês Edward Pentin escreveu que a reunião que teve com Mullaly vai colaborar com a discórdia e a mentira, e não com a união cristã em torno da Verdade.

Traduzo abaixo o exclente artigo de Pentin.

A recepção calorosa do Vaticano à primeira arcebispa de Canterbury

Em vez de contribuir para a unidade cristã, a recepção exuberante de Roma a Sarah Mullally provavelmente será um obstáculo para alcançá-la.

por Edward Pentin

A palavra "escândalo" vem do grego skándalon, através do latim scandalum, que significa "pedra de tropeço" — algo que faz com que alguém caia, especialmente em questões de fé e moral.

Foi um termo ao qual o Papa Leão XIV retornou várias vezes na segunda-feira, em seu discurso a Sarah Mullally, a primeira arcebispa anglicana de Canterbury, durante sua visita de quatro dias a Roma.

A desunião entre os cristãos, disse ele, é um desses obstáculos à proclamação do Evangelho. Seria também um escândalo, acrescentou, se os cristãos deixassem de trabalhar para superar suas divisões, por mais intratáveis ​​que sejam.

Tudo verdade. Mas existe outro tipo de escândalo, possivelmente mais grave na busca pela unidade cristã: apresentar como verdade algo que evidentemente não o é e alardeá-lo aos quatro ventos.

Mullally, como todos os seus antecessores anglicanos, não possui ordens válidas. Ela lidera uma comunidade separada de Roma que se afastou ainda mais dos ensinamentos católicos, particularmente nos últimos sessenta anos, desde o encontro histórico entre Paulo VI e seu antecessor, Michael Ramsey. Sua recente nomeação como a primeira arcebispa de Canterbury apenas reforça o julgamento de Leão XIII em Apostolicae Curae (1896), que declarou as ordens anglicanas “absolutamente nulas e totalmente sem efeito”.

Contudo, durante toda a sua visita, Roma recebeu Mullally — que já se descreveu como “pró-aborto em vez de pró-vida” e apoia a bênção de casais do mesmo sexo — com um entusiasmo que transmitia precisamente a impressão oposta. Desde o momento de sua chegada, as autoridades do Vaticano estenderam o tapete vermelho, demonstrando cortesias que iam muito além da hospitalidade diplomática e incluíam gestos carregados de significado eclesial.

Em seu discurso a Sarah Mullally na segunda-feira, o Papa Leão XIII lembrou seu próprio lema episcopal, In Illo uno unum — em Cristo, somos um — e citou o Papa Francisco, que disse que “seria um escândalo se, devido às nossas divisões, não cumpríssemos nossa vocação comum de dar a conhecer Cristo”.

Mas pode haver uma autêntica unidade eclesial em uma comunhão que carece de ordens válidas e promove ensinamentos morais em desacordo com a doutrina católica, incluindo a ordenação de mulheres? Além disso, que serviço Roma presta aos anglicanos ao celebrar publicamente sua primeira líder mulher, omitindo-se, por caridade, de emitir algum tipo de correção fraterna? Reuniões, orações conjuntas (inclusive na Capela Sistina, no ano passado, com o Rei Carlos III, Governador Supremo da Igreja da Inglaterra), bênçãos e gestos litúrgicos — tudo isso abunda, mas jamais há qualquer apelo à conversão doutrinal ou ao arrependimento pelo cisma.

Isso contrasta com as declarações do Vaticano de vinte anos atrás, quando a Igreja da Inglaterra cogitava ordenar mulheres como bispas. O Cardeal Walter Kasper, então antecessor do Cardeal Koch, tratou a questão com a máxima seriedade. Não conhecido por sua ortodoxia, mesmo ele foi enfático ao afirmar que tal passo romperia efetivamente com o entendimento comum da tradição apostólica e tornaria a plena comunhão “inalcançável”, visto que a Igreja Católica sustenta que o episcopado só pode ser conferido a homens.

Contudo, quando a Igreja da Inglaterra ignorou posteriormente esses alertas e aprovou a ordenação de mulheres como bispas, Roma expressou pesar, mas continuou o diálogo sem qualquer mudança evidente de abordagem.

Essa resposta, desprovida de qualquer correção fraterna significativa, persistiu, criando uma atmosfera que transmite a ideia de que grandes acontecimentos, como a ordenação de mulheres como bispas, têm pouca importância para Roma, ou pelo menos não representam obstáculos decisivos no caminho para a unidade. O efeito cumulativo tem sido o de elevar a proximidade simbólica acima da clareza doutrinal — uma impressão que provavelmente apenas encorajou a Igreja da Inglaterra a prosseguir em seu curso atual.

Ao tratar publicamente Sarah Mullally como uma arcebispa legítima — permitindo que ela lidere orações com o Papa, abençoe um arcebispo de verdade na Capela Clementina e oficie vésperas anglicanas em uma igreja romana histórica — o Vaticano está, na verdade, reafirmando sua identidade eclesial “trans” e seu erro.

Mas, para que a unidade seja verdadeira, ela precisa estar fundamentada na verdade. Sem esse alicerce, mesmo os encontros mais cordiais correm o risco de se tornarem, no fim, os próprios obstáculos contra os quais o Papa Leão XIII adverte, em vez de passos rumo à comunhão.

O Cardeal Koch foi contatado para comentar a visita de Mullally, mas não havia respondido até o fechamento desta edição.


quinta-feira, 23 de abril de 2026

ONG Anti-Racista Financiou Grupos Racistas e Nazistas!


Sei, o título parece loucura, mas é isso mesmo que se descobriu nos Estados Unidos e, obviamente, não vai ser divulgado nem na Europa, nem no Brasil, salvo, em pequenos jornais e sites.

O caso é o seguinte: o Southern Poverty Law Center (SPLC), uma organização americana que diz monitorar grupos de ódio e extremismo, foi acusada esta semana por um júri federal de 11 acusações, incluindo "wire fraud" (fraude eletrônica); falsas declarações a bancos federais e lavagem de dinheiro. 

A acusação principal do Departamento de Justiça (DOJ) é que, entre 2014 e 2023, o SPLC desviou secretamente mais de US$ 3 milhões em doações para pagar informantes infiltrados em grupos extremistas violentos, como Ku Klux Klan (KKK), Aryan Nations, National Socialist Party of America (partido nazista americano) e outros.

O DOJ alega que o SPLC enganou doadores ao prometer que o dinheiro seria usado para "desmantelar" esses grupos, mas na verdade financiou líderes e membros deles (o que teria "fabricado" ou mantido o extremismo que a organização diz combater). Usou empresas de fachada e ocultou os pagamentos dos bancos. O objetivo seria justificar a própria existência e continuar arrecadando fundos.

O SPLC nega, diz que, na verdade, "pagava informantes confidenciais" usados para coletar inteligência sobre grupos violentos (prática comum em investigações). 

Sei.

O grande Scott Adams disse certa vez que o SPLC pagava gente para achar racismo, e se você paga gente para fazer isso, o empregado vai encontrar racismo de qualquer jeito, mesmo que não haja.

Mas o caso é pior do que Adams previu. As acusações dizem que os caras financiavam o racismo e o nazismo para denunciar e ganhar apoio político. 

Farsa. 

Coisa do capeta!


quarta-feira, 22 de abril de 2026

Um Ano de Morte de Francisco: Herético ou Santo?

 



Dia 21 de abril fez um ano da morte de Francisco. O Papa Leão XIV acha que Francisco "ascendeu ao céu", ou, por uma outra tradução seria, "nasceu no céu". Não vou comentar isso, especialmente pelo bem da minha própria alma.

Mas trago uma conversa entre o católico Jo McClane e o filósofo católico que admiro muito, Dr. Peter Kwasniewski, doutor em filosofia pela Catholic University of America, especialista em São Tomás de Aquino, autor de mais de 30 livros e fundador da Wyoming Catholic College. Eles conversaram sobre o livro de um padre, que foi editado por Kwasniewski, chamado The Disastrous Pontificate, que já falei aqui no blog por duas vezes. 

O vídeo é fantástico, deve ser guardado, como histórico.

Dr. Kwasniewski disse coisas como: 

1. "Papa Francisco ensinou o contrário do que ensinou João Paulo II".

2. "Papa Francisco realmente cruzou a linha da heresia, como, por exemplo, na questão da pena de morte, em que contradisse tanto a tradição católica quanto as Escrituras. Ao colocar a palavra "inadmissível" contra a pena de morte no Catecismo, Francisco usou uma palavra que nunca foi usada em teologia moral e foi colocada lá justamente por ser confusa. E Francisco não usou nenhuma fonte católica para colocar a palavra, porque essa fonte não existe, ele usou apenas a si mesmo para colocar a palavra. Isso foi uma proposição herética."

3. "As pessoas não têm ideia de como o ambiente é tóxico na hierarquia católica, em que há chantagens, medos e retaliações. Mas muitos bispos e padres sabiam dos problemas com Francisco"

4. Ao ser perguntado qual foi a principal ofensa de Francisco, Kwasniewski disse que o livro destaca 17 erros graves de Francisco, que ele sente que "Francisco elevou a experiência subjetiva acima da realidade objetiva da revelação divina. Isso pode ser visto em três documentos de Francisco: Amoris Laetitia, Fiducia Supplicans e Dignitas Infinita. Francisco considerava que a consciência das pessoas, mesmo diante de pecados gravíssimos, podia desafiar a moral divina. O filósofo Joseph Seifert chamou essa abordagem de "bomba atômica moral" de Francisco."

5. "Papa Leão XIV age de forma muito lenta, é mais inteligente e sofisticado que Francisco, isso pode ser bom, mas também pode ser ruim. Talvez queira mudar algo do pontificado de Francisco"




segunda-feira, 20 de abril de 2026

A Alemanha Reconhece o Mau Filho que Criou: Ambientalismo "Melancia"

Acho que já contei essa história: certa vez, eu estava em um debate sobre previdência, e aí o outro debatedor resolveu, sabe Deus por quê, exaltar a Alemanha. Então, eu lhe disse que, para mim, ele tinha escolhido o pior país para exaltar, pois a Alemanha era o país da Primeira e da Segunda Guerra, o país do protestantismo, o país do comunismo, o país do nazismo. E eu nem citei, o país de Marx, Kant, Hegel e Nietzsche (filósofos que detesto). 

Em relação ao ambientalismo melancia (verde por fora, comunista por dentro), que propaga uma ideologia e até uma religião, e que fez até o Papa Leão XIV abençoar uma pedra de gelo, geralmente se diz que esse ambientalismo nasceu de um depoimento de James Hansen, no Congresso Americano em 1988, que alertou contra um possível aquecimento global que destruiria o planeta. 

Mas hoje eu leio que o início foi diferente, e o pai da coisa seria a Alemanha. O pai específico da coisa seria Joschka Fischer, um ambientalista radical, que foi ministro do Meio Ambiente e Energia do estado de Hesse em duas ocasiões, entre 1985–1987 e 1991–1994, e ministro das Relações Exteriores e Vice-Chanceler da Alemanha entre 1998 e 2005, no governo de coalizão vermelho-verde liderado por Gerhard Schröder. Nos anos 1960/70, ele participou do movimento estudantil e de grupos de esquerda radicais (como o Revolutionärer Kampf). E é muito conhecido na Alemanha por ser despojado, por gostar de usar tênis, por ter casado 5 vezes, e por ser engraçadinho (foto acima). 

O contexto, rapidamente, é o seguinte: a Alemanha, o país mais rico da Europa, destruiu estupidamente sua base energética nuclear, além de ter virado dependente da Rússia. Com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, a Alemanha teve de se afastar da dependência do petróleo russo e reconheceu que fez besteira ao destruir suas usinas nucleares, enquanto a França, país geralmente de esquerda, as usa predominantemente. O poderio da economia da Alemanha, com suas indústrias, despencou nos últimos anos.

Agora leio que a Ministra da Economia e Energia da Alemanha, Katherine Reiche, publicou artigo questionando completamente o financiamento público para produção de energia renovável. 

Vi isso por meio de um outro artigo que no meio dele comenta o seguinte (vejam especialmente a parte em vermelho que detectou a Alemanha como pai do ambientalista melancia):

Eis uma ministra sênior no governo do chanceler Friedrich Merz admitindo abertamente que duas décadas de fantasia inspirada pelos ambientalistas sobrecarregaram a potência industrial do continente com custos ocultos que, segundo estimativas citadas por ela, chegam a € 36 bilhões por ano e se aproximam de € 90 bilhões. Expansões da rede elétrica, energia de reserva para a geração intermitente de energia eólica e solar e a pura ineficiência de tentar sustentar uma economia moderna com base nas condições climáticas: tudo isso, diz ela, precisa parar de ser omitido da narrativa oficial. O autoengano, alerta, acabou.

Isso não é mera manobra tecnocrática. É a primeira grande fissura pública no edifício ideológico que dominou a política energética alemã — e, por extensão, europeia — desde que a geração beatnik antinuclear de 1968 tomou o poder. Rupert Darwall descreveu o fenômeno com grande precisão em "Green Tyranny": como um punhado de ambientalistas alemães, personificados por Joschka Fischer, ao assumir o cargo de ministro do Meio Ambiente de Hesse em 1985, exportaram sua peculiar mistura de fervor anticapitalista e ambientalismo romântico por todo o continente e além.

Esse evangelho encontrou uma recepção calorosa na esfera anglo-saxônica. No verão de 1988, o cientista da NASA, James Hansen, prestou seu agora infame depoimento ao Congresso dos EUA, declarando que "o efeito estufa foi detectado e está mudando nosso clima agora". O momento foi teatral, a ciência duvidosa, mas o efeito político eletrizante. Fundiu-se com as ideias incipientes que já circulavam entre os intelectuais ocidentais: "A Bomba Populacional" (1968), de Paul Ehrlich, que profetizou uma fome em massa que nunca aconteceu; "Primavera Silenciosa" (1962), de Rachel Carson, que lançou o movimento ambientalista moderno com base em alegações exageradas sobre o DDT; e o livro "O Pequeno é Bonito" (1973), de E.F. Schumacher, o manifesto da "economia budista" que pregava a redução da demanda humana em vez da elevação dos padrões de vida. Como observou o grande economista de Chicago, Frank Knight, o progresso econômico não consiste em suprimir desejos, nem mesmo em saciá-los, mas em seu "refinamento e multiplicação cada vez maiores" — uma antítese direta ao apelo de Schumacher por uma contenção material ascética como virtude espiritual.

Esse é um assunto interessante de pesquisa. Parece-me que a Alemanha está bem posicionada por mais essa ideologia destruidora da humanidade. A checar, quem sabe meu amigo Dr. Ricardo Felício, saiba mais sobre essa paternidade alemã.

Mas eu fui checar o artigo da Ministra da Economia e Energia. E realmentre o artigo é devastador, apesar de por vezes ser contraditório, parecer querer acalmar os verdes, pois mantém a meta de expansão das energias renováveis, enquanto faz contratos de expansão de compra de gás.  

Estava em alemão, mas eu traduzi usando o Google. Vejam abaixo:

Chega de autoengano na política energética!

por Katherine Reiche - Ministra Federal da Economia e Energia

Atualmente, a Alemanha supre apenas um quinto do seu consumo de energia com fontes renováveis. A indústria sofre com o aumento dos preços. Chegou a hora de uma política energética séria. 

Estamos vivenciando uma das crises energéticas mais graves da história. Desde o início da Guerra Irã-Iraque e o fechamento do Estreito de Ormuz, os preços do petróleo, do gás natural liquefeito e do diesel dispararam. Isso onera consumidores e empresas, e está nos custando o crescimento econômico de que a Alemanha tanto precisa.

Muitos, portanto, defendem a eliminação imediata do petróleo e do gás. Argumentam que tudo o que é necessário é uma expansão mais rápida da energia eólica e solar – e o problema estaria resolvido.

Bem, não é tão simples assim.

Os fatos: a Alemanha tem uma demanda total de energia de 2.900 terawatts-hora para eletricidade, aquecimento, transporte e processos industriais. Pouco menos de um sexto disso corresponde à eletricidade, da qual mais da metade provém de fontes de energia renováveis. Em 2025, a participação das energias renováveis ​​no consumo total de energia foi de pouco menos de um quinto.

Durante anos, nos consolamos com metas ambiciosas: 80% de eletricidade renovável até 2030, neutralidade climática até 2045 – números atraentes para aliviar nossa consciência pesada. Mas, enquanto nos apegávamos a essas metas, os preços da eletricidade dispararam. As famílias alemãs pagam até 37 centavos de dólar por quilowatt-hora – nove centavos acima da média da UE. Nossa indústria está perdendo recursos a rodo. A desindustrialização está se acelerando.

Sim, a energia eólica e solar não gera contas. Mas o sistema como um todo certamente gera: custos da EEG (Autoridade de Energia Elétrica da Alemanha), reservas de capacidade, reservas da rede, custos de redistribuição, subsídios da rede, subsídios para redução dos preços da energia – tudo isso soma custos sistêmicos de mais de 36 bilhões de euros por ano. Isso equivale a 430 euros para cada cidadão alemão.

Pagamos quase três bilhões de euros apenas para que turbinas eólicas e painéis solares sejam desativados, porque as redes não conseguem suportar a carga elétrica. Não existe outro setor que receba financiamento garantido por mais de 20 anos e ainda receba compensação quando seu produto não é necessário.

Isso não pode continuar. O setor de energias renováveis ​​atingiu a maturidade e agora deve assumir a responsabilidade – sistêmica e financeira. Até 2035, os custos sistêmicos subirão para 90 bilhões de euros por ano. O problema é estrutural: desativamos 20 gigawatts de energia nuclear segura e com baixas emissões de CO₂. A isso se somam investimentos maciços em redes elétricas, motivados por interesses políticos, e um modelo de mercado que ignora a realidade.

Um fato tem sido ocultado por tempo demais: uma transição energética que ignora os custos do sistema arruinará o país que alega estar salvando.

As condições naturais da Alemanha impõem limites: reservas de gás limitadas, que não podem ser utilizadas nem mesmo em caso de crise; capacidade hidrelétrica limitada; muito menos sol do que no sul da Europa; e grandes distâncias entre geração e consumo. A nova revolução industrial — IA, data centers, indústria eletrificada — exige grandes quantidades de eletricidade a preços acessíveis. Se não conseguirmos fornecê-la, perderemos investimentos, inovação e soberania.

É por isso que estamos trabalhando em um pacote de interconexão de redes que redistribui a responsabilidade. Qualquer pessoa que deseje conectar uma usina em áreas com redes congestionadas deve contribuir com os custos ou assumir o risco de que a eletricidade nem sempre possa ser injetada na rede. A eletricidade que precisar ser cortada devido à sobrecarga da rede não deve mais ser paga pelo público em geral. Isso não é um bloqueio. Isso é uma distribuição justa dos encargos.

Hoje, as operadoras de rede precisam instalar linhas praticamente sob demanda, onde quer que as fontes de energia renovável queiram ser conectadas. Enquanto parques solares podem ser construídos em dois ou três anos, a expansão da rede leva até dez. Precisamos gerenciar a expansão regionalmente; caso contrário, produziremos eletricidade cara que ninguém poderá usar.

A meta de expansão de 80% para energias renováveis ​​permanece. A conexão prioritária à rede para energias renováveis ​​também permanece. Mas a expansão precisa ser economicamente eficiente. Não precisamos de capacidade excedente que seja subsidiada e exportada para o exterior enquanto os preços sobem internamente.

Para ser claro: apoio a transição energética. As energias renováveis ​​serão a espinha dorsal do nosso fornecimento de eletricidade. Elas já são, em grande parte. Mas também sou realista. A proteção climática sem acessibilidade é politicamente insustentável. E a proteção climática sem segurança de abastecimento é estrategicamente cega.

Estamos descarbonizando – mas não queremos fazer isso por meio da desindustrialização. Estamos modernizando – mas não sobrecarregando famílias e empresas.

Precisamos de capacidade segura para usinas de energia, armazenamento e um modelo de mercado que recompense a confiabilidade tanto quanto a ambição. Precisamos de um mercado de capacidade tecnologicamente neutro e de mais contratos de fornecimento direto entre produtores e consumidores.

Embora preferíssemos o contrário: continuaremos precisando de gás. Para processos industriais e aquecimento de ambientes, bem como matéria-prima. E para aquela parcela do fornecimento de eletricidade que não pode ser suprida por energias renováveis. 

É por isso que estamos concluindo contratos de fornecimento de longo prazo com os EUA, Canadá, Angola e México

A Europa é vulnerável porque dependemos demais do mercado spot de gás natural liquefeito. Estamos mudando isso. Também estamos focados em inovação: avanços no armazenamento de energia, ciência dos materiais e eficiência energética. 

A inteligência artificial irá gerir o nosso sistema energético de forma mais eficiente. Pela primeira vez, estamos a permitir a captura e utilização de carbono. Estamos a promover centrais de fusão nuclear. Startups alemãs estão a competir internacionalmente para construir a primeira central de fusão nuclear do mundo. E mesmo a tecnologia nuclear tradicional está a registar avanços notáveis. Os novos reatores são mais pequenos, modulares e mais seguros. Dezasseis Estados-Membros da UE já estão a investir nesta área em conjunto.