quinta-feira, 23 de julho de 2026

Carta de Bento XVI de 1976 sobre o Novo Missal do Vaticano II


 

Carta de Bento XVI, então cardeal Ratzinger, sobre o Novo Missal estabelecido na esteira do Vaticano II, foi divulgada nas redes sociais por Peter Kwasniewski

Bento XVI participou do Vaticano II como perito em teologia, em auxílio ao então cardeal Josef Frings, influente no Concílio.

Essa carta é de 1976 e foi dirigida a Wolfgang Waldstein, jurista e historiador do direito. Tornou-se conhecido como defensor do direito natural, em oposição às correntes positivistas.

O Concílio Vaticano II terminou em 1965 e havia determinado a reforma litúrgica. O Novo Missal foi promulgado em 1969 por Paulo VI e publicado em 1970. Já havia um tempo razoável para analisar a reforma na liturgia quando Bento XVI escreveu a carta. Mas até hoje o assunto é controverso, o que demonstra que o Vaticano II não morreu, ainda arde por seus efeitos. Se pelos frutos se conhece, infelizmente, os frutos não são bons. 

A análise de Bento XVI de 1976 é precisa.

Traduzo abaixo a partir da versão em inglês. O original, em alemão,  está no site do Padre Z:

Universidade de Regensburg

14 de dezembro de 1976 

Prezado Colega Waldstein,

Muito obrigado por sua gentil mensagem. Indo direto ao ponto: Em minha opinião, o objetivo deve ser garantir que todos os sacerdotes possam continuar a usar o Missal antigo, desde que reconheçam também a legitimidade do novo Missal. Embora regulamentos — certamente necessários para a ordem e para evitar confusão — sejam imprescindíveis, eles devem ser formulados de maneira a permitir considerável liberdade no uso do Missal antigo. Para esclarecer minha posição, estou anexando uma fotocópia da carta que enviei ao Cardeal Volk sobre a questão do Missal antes do Primeiro Domingo da Quaresma. Infelizmente, a situação já havia chegado a um ponto em que se considerou impossível acatar minhas propostas — propostas que o próprio Cardeal Volk evidentemente considerou sensatas.

Nesse contexto, vale ressaltar que a maneira como o novo Missal foi introduzido diverge dos costumes jurídico-eclesiásticos estabelecidos — como os observados por Pio V durante sua reforma do Missal. Nesse caso, foi explicitamente declarado que o Papa não estava de forma alguma abolindo um *consuetudo* (costume) que vinha sendo praticado ininterruptamente por mais de duzentos anos (*nequaquam auferimus*). Consequentemente, uma forma litúrgica ligeiramente diferente permaneceu em uso — por exemplo, em Colônia e Trier até o século XVIII, e em Milão até o Concílio Vaticano II, bem como dentro da Ordem Dominicana; muitos outros exemplos poderiam ser facilmente citados. O “Missal de Pio V” não era, na verdade, um novo Missal, mas meramente uma versão do Missal Romano existente que havia sido ligeiramente revisada com base em fontes históricas; representava, portanto, simplesmente mais um ciclo de desenvolvimento em um processo contínuo que remontava a Hipólito. Por essa razão, considero os termos “Missa Tridentina” e “Missal de Pio V” historicamente incorretos e teologicamente desastrosos. O problema com o novo Missal, em contrapartida, reside no fato de que ele rompe com essa história contínua — que persistiu tanto antes quanto depois de Pio V — e cria um livro inteiramente novo (embora feito de material antigo). Sua introdução foi acompanhada por uma espécie de proibição referente ao que havia sido feito antes — uma proibição de um tipo totalmente alheio à história do direito eclesiástico e da liturgia. 

Com base no meu conhecimento dos debates conciliares e numa releitura dos discursos proferidos pelos Padres Conciliares na época, posso afirmar com certeza que essa não era a intenção. Reconheço que é difícil articular e defender essa visão hoje, pois é muito fácil confundi-la com a posição de Lefebvreuma posição de natureza fundamentalmente diferente, que se vê obrigada a negar qualquer forma de crescimento e, portanto, se opõe não só a Pio V, mas também ao próprio princípio católico da autoridade papal e episcopal. Por essa razão, parece-me importante enfatizar a plena legitimidade do novo Missal; contudo, com base nisso, pode-se e deve-se defender uma revisão dessa proibição — que contraria a tradição — para que o rumo do desenvolvimento possa ser corrigido. Caberá então ao futuro decidir se o “novo Missal” irá se integrar ao antigo e se fundir com ele, servindo, em última análise, apenas como uma etapa em seu crescimento — pois a estagnação do antigo Missal, a longo prazo, significaria seu fim. Precisamente por essa razão, é preciso esperar que seja reintegrado ao desenvolvimento vivo da liturgia.

Retribuo cordialmente suas saudações de Advento e Natal e permaneço, com os melhores cumprimentos,

Atenciosamente,

Joseph Ratzinger 

 


segunda-feira, 20 de julho de 2026

Relatório Comunismo Cubano do Departamento de Estado dos EUA

 

O Departamento de Estado dos Estados Unidos, comandado por Marco Rubio, filho de cubanos que emigraram legalmente para os Estados Unidos (a mãe foi camarera de hotel e o pai foi barman), lançou hoje um extenso documento sobre Cuba, como propagadora do comunismo mundial, em especial nos Estados Unidos (e, claro, nos países latinos e na Europa). Um comunismo que não se fundamenta em questões econômicas (como o comunismo marxista russo ou alemão), mas em uma disseminação ideológica contra tudo o que representa os Estados Unidos (raça, cultura, ética etc.).

Li apenas algumas partes, o documento tem quase 100 páginas. Mas qualquer interessado no assunto deve ler.

O documento mostra o que o governo americano atual pensa sobre Cuba. Os esquerdistas vão ficar de cabelos em pé e excitados para rebater. 

Leiam o documento, clicando aqui.



segunda-feira, 13 de julho de 2026

Simples Teste com Bebês - Bomba Nuclear na Filosofia


Bebês chegam à borda de um penhasco de vidro e congelam. Não foram treinados. O terror da queda já está neles. A percepção de profundidade não é aprendida. A natureza não "dialoga" com a gravidade.

Esse simples teste destrói inúmeres teses idiotas e seculares de filosofia, como as da separação corpo e alma de Descartes, o racionalismo de Hume (tão influente em Kant),o existencialismo francês de Sartre, a ideia do cérebro como tábula rasa, a ideia do cérebro como apenas ligações nervosas, a ideia de que não existe um direito natural, o abandono do que se vê na realidade fisica, a ideia imbecil de que a defesa da própria vida é aprendida...

Uma bomba nuclear na filosofia em um pequeno teste com bebês.



Agostinho (Latim e Inglês) e Platão (Grego e Inglês)

 



As obras de Agostinho, em latim e inglês, lado a lado; as obras de Platão, em grego e em inglês, lado a lado.

Há inúmeras maneiras de usar esses dois sites maravilhosos.

Para Agostinho, site: https://augustinus.cc

Para Platão, site: https://johnhboyer-sys.github.io/plato-reader/




domingo, 5 de julho de 2026

Os 11 Santos para Celebrar os 250 Anos dos EUA

 


Aqui vai a descrição deles feita pelo Grok:

Santos e Beatos Católicos associados aos Estados Unidos (nascidos nos EUA ou que viveram sua fé principalmente lá, incluindo territórios como Havaí, Guam e Porto Rico).
A Igreja Católica reconhece atualmente 11 santos canonizados com forte ligação aos Estados Unidos. Incluem-se missionários estrangeiros que dedicaram a vida ao país, além de nativos americanos e cidadãos dos EUA. Há também um grupo de mártires jesuítas cujos martírios ocorreram em território que hoje é dos EUA.
Além disso, existem vários beatos (beatificados, mas ainda não canonizados). 
Não inclui veneráveis ou servos de Deus (como Augustus Tolton, Dorothy Day ou Fulton Sheen, que está em processo de beatificação).Santos Canonizados (11 principais)
  1. Santa Elizabeth Ann Seton (1774–1821)
    Nascida em Nova York (EUA). Viúva e educadora, fundou as Irmãs da Caridade nos EUA e foi pioneira na educação católica. É a primeira santa nascida nos Estados Unidos. Canonizada em 1975 por Paulo VI. Padroeira das escolas católicas americanas.
  2. São John Nepomucene Neumann (1811–1860)
    Nascido na Boêmia (atual República Tcheca), imigrou para os EUA, tornou-se bispo de Filadélfia e fundou o sistema escolar católico diocesano. Viveu e morreu nos EUA. Canonizado em 1977 por Paulo VI. É o primeiro santo homem cidadão americano.
  3. Santa Frances Xavier Cabrini (Madre Cabrini, 1850–1917)
    Nascida na Itália, viveu e morreu em Chicago (EUA). Fundadora das Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, dedicou-se a imigrantes italianos, educação e saúde. Tornou-se cidadã americana. Canonizada em 1946 por Pio XII — a primeira santa cidadã americana.
  4. Santa Rose Philippine Duchesne (1769–1852)
    Nascida na França, missionária nos EUA (Missouri e Kansas). Fundou escolas e missões entre pioneiros e nativos americanos com as Irmãs do Sagrado Coração. Canonizada em 1988 por João Paulo II.
  5. Santa Katharine Drexel (1858–1955)
    Nascida em Filadélfia (EUA), de família rica. Fundou as Irmãs do Santíssimo Sacramento e dedicou sua fortuna a escolas e missões para nativos americanos e afro-americanos (incluindo a Xavier University). Canonizada em 2000 por João Paulo II.
  6. Santa Théodore Guérin (Anne-Thérèse Guérin, 1798–1856)
    Nascida na França, viveu em Indiana (EUA). Fundadora das Irmãs da Providência de Saint Mary-of-the-Woods e pioneira na educação católica no Meio-Oeste. Canonizada em 2006 por Bento XVI.
  7. São Damien de Molokai (Jozef De Veuster, 1840–1889)
    Nascido na Bélgica, sacerdote redentorista que serviu leprosos no Havaí (território dos EUA na época). Morreu de lepra. Canonizado em 2009 por Bento XVI. Padroeiro dos leprosos.
  8. Santa Marianne Cope (Barbara Cope, 1838–1918)
    Nascida na Alemanha, franciscana que cuidou de leprosos no Havaí ao lado de São Damien. Canonizada em 2012 por Bento XVI.
  9. Santa Kateri Tekakwitha (1656–1680)
    Nascida perto de Auriesville, Nova York (EUA), de pai mohawk e mãe algonquina. Primeira nativa americana canonizada. Viveu como virgem consagrada e morreu no Canadá, mas sua causa está ligada aos EUA. Canonizada em 2012 por Bento XVI. Padroeira dos nativos americanos e do meio ambiente.
  10. São Pedro Calungsod (1654–1672)
    Nascido nas Filipinas, jovem catequista leigo martirizado em Guam (território dos EUA). Canonizado em 2012 por Bento XVI.
  11. São Junípero Serra (1713–1784)
    Nascido na Espanha, franciscano que fundou as missões da Califórnia (EUA). Canonizado em 2015 por Francisco.
Mártires Jesuítas da América do Norte (canonizados em 1930 por Pio XI como grupo):
Incluem São Isaac Jogues, São René Goupil e São Jean de Lalande, martirizados no que hoje é Nova York (EUA). Eles faziam parte dos Oito Mártires Norte-Americanos.
Beatos (principais com forte ligação aos EUA)
  • Beato Franz Xavier Seelos (1819–1867)
    Nascido na Alemanha, redentorista que pregou e morreu em Nova Orleans (EUA) cuidando de vítimas de febre amarela. Beatificado em 2000 por João Paulo II.
  • Beato Carlos Manuel Rodríguez Santiago (1918–1963)
    Nascido e morto em Porto Rico (território dos EUA). Leigo conhecido por sua devoção à liturgia e caridade. Beatificado em 2001 por João Paulo II.
  • Beata Miriam Teresa Demjanovich (Teresa Demjanovich, 1901–1927)
    Nascida em Bayonne, Nova Jersey (EUA). Religiosa das Irmãs da Caridade, mística e escritora espiritual. Beatificada em 2014.
  • Beato Stanley Rother (1935–1981)
    Nascido em Okarche, Oklahoma (EUA). Padre missionário no Guatemala, martirizado por sua fé. Primeiro mártir americano beatificado. Beatificado em 2017.
  • Beato Solanus Casey (Bernard Francis Casey, 1870–1957)
    Nascido em Wisconsin (EUA), capuchinho conhecido como “milagreiro” e por seu serviço humilde aos pobres em Detroit. Beatificado em 2017.
  • Beato James Miller (Irmão Leo, 1944–1982)
    Nascido em Wisconsin (EUA), irmão De La Salle martirizado na Guatemala enquanto trabalhava com indígenas. Beatificado em 2019.
  • Beato Michael McGivney (1852–1890)
    Nascido em Waterbury, Connecticut (EUA). Padre fundador dos Cavaleiros de Colombo. Beatificado em 2020.

Que eles continuem ajudando este grande país!