THYSELF, O LORD
São Tomás de Aquino, o "Doutor Angélico", certa vez, diante de um crucifixo em Nápoles, ouviu estas palavras de Jesus: “Bem tem você escrito sobre Mim, Tomás, o que devo te dar em recompensa?" São Tomás respondeu: “Nada senão a Ti mesmo, meu Senhor". Em latim, São Tomás disse: Nil, Nisi Te, Domine. Em inglês: Naught save Thyself, O Lord.
segunda-feira, 11 de maio de 2026
Mulheres e o Declínio do Casamento
domingo, 10 de maio de 2026
A Falta de Masculinidade na Igreja. As Lavandas Daninhas Crescem
Semana passada, o Vaticano publicou texto de um Grupo do sínodo com duas testemunhas gays, exaltando o gayzismo com apoio de padres e até atacando a instituição católica mais renomada do mundo, Courage, que procura lutar contra a inclinação gay.
Padres verdadeiramente católicos, como padre Murray e Cardeal Muller reagem, a própria Courage também reage, mas nada do Papa escolher lado e a efeminizacao continua a crescer.
Estou a tentar publicar um livro sobre a Masculinidade de Cristo, ando a pedir apoio de amigos e editoras, mas até agora só recebi silêncio. Vou continuar a tentar. Peço orações para isso.
Certa vez, fui apresentar um artigo em Budapeste, e a organização nos levou para um mosteiro antiquissimo, a maravilhosa Abadia de Pannonhalma, fundada em 996.
Ao caminhar nos jardins da Abadia, avistei pela primeira vez um cultivo de lavanda. É algo realmente maravilhoso e o cheiro é espetacular. Inesquecível.
A Máfia da Lavanda quer se apoderar desta beleza e sujar de lama e fezes.
É dito que o termo "Máfia da Lavanda" foi criado pelo padre e sociólogo Andrew Greeley no final dos anos 80. Ele usou a expressão para descrever o que via como um grupo de padres e bispos homossexuais que formavam uma espécie de "máfia" dentro da Igreja, especialmente nos seminários e na hierarquia, cobrindo uns aos outros e influenciando a formação do clero.
Essa máfia realmente chegou no poder máximo desde o pontificado de Francisco.
Hoje leio que pelo menos 16 faculdades católicas nos Estados Unidos estão realizando "formaturas lavanda" — cerimônias separadas da cerimônia principal, destinadas a celebrar estudantes que se "identificam" como lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer ou que se enquadram no espectro LGBTQ+.
As "formaturas lavanda" afirmam os estudantes em uma identidade enraizada em desejos sexuais desordenados ou confusão sobre a pessoa humana, em vez de sua identidade mais profunda como filhos e filhas de Deus.
Ninguém na Igreja que tenha poder vai se levantar contra.
Sodoma avança.
Protejam os seus filhos.
sexta-feira, 8 de maio de 2026
Secretário Marco Rubio - Estados Unidos Nasceram Católico
Tudo o que ele disse é verdade. Eu não sabia que a primeira missa nos Estados Unidos, assim como a que ocorreu bem antes no Brasil, tinha sido católica. A gente imagina os Estados Unidos formados pelos puritanos. Não é bem assim.“The first Christian service on our soil was a Catholic mass.”
— Sachin Jose (@Sachinettiyil) May 7, 2026
US Secretary of State Marco Rubio deliveres a powerful speech reminding America of its deep Catholic heritage pic.twitter.com/DMAjxwTR8r
Sim, a primeira missa nos EUA (no que hoje é o território continental dos Estados Unidos) foi uma missa católica.
Contexto histórico: - A primeira missa católica registrada no que hoje é o território continental dos EUA ocorreu em 8 de setembro de 1565, em St. Augustine, na Flórida, celebrada pelo padre Francisco López de Mendoza Grajales. Foi uma missa de ação de graças pela chegada da expedição espanhola de Pedro Menéndez de Avilés, que fundou a primeira cidade permanente europeia nos EUA. - Há menções a missas possivelmente anteriores: - Em 1559, em Pensacola (Flórida), por frades dominicanos da expedição de Tristán de Luna (15 de agosto). - Em 1513, com a expedição de Juan Ponce de León na Flórida. - Outras tentativas espanholas no século XVI. Todos esses eventos foram católicos, pois os espanhóis eram católicos romanos e a Reforma Protestante só começou em 1517 (e chegou às colônias inglesas bem depois, a partir de 1607). Por que não poderia ser outra coisa? Os protestantes (anglicanos, puritanos etc.) só chegaram ao território que viria a ser os EUA no início do século XVII, com as colônias inglesas (Jamestown em 1607, Plymouth em 1620). As primeiras celebrações protestantes foram décadas depois das missas católicas espanholas. Resumindo: sim, as primeiras missas/celebrações cristãs no território dos EUA foram católicas, trazidas pelos exploradores e missionários espanhóis. O local mais celebrado historicamente é St. Augustine.
quinta-feira, 7 de maio de 2026
Plena Comunhão com Roma x Plena Comunhão com Vaticano II
« O Padre McTeigue começa com a imagem de Harry Houdini escapando de restrições impossíveis: camisa de força, correntes, barril, cachoeira. Isso se torna a metáfora para o problema eclesial atual. O problema é a afirmação de que a “plena comunhão com Roma” exige a plena aceitação dos documentos do Vaticano II.À primeira vista, isso parece um teste simples: aceitar o Vaticano II integralmente significa estar em plena comunhão; recusá-lo significa estar fora ou em comunhão imperfeita.O Padre McTeigue diz que a questão é menos simples, porque muitas pessoas que são consideradas em plena comunhão com Roma podem, na prática, rejeitar partes do Vaticano II. [Até mesmo rejeitar abertamente!]Ele observa que João XXIII e Paulo VI descreveram o Vaticano II como pastoral, e não dogmático.McTeigue contrapõe isso à afirmação do Cardeal Fernández de que os documentos do Vaticano II “não podem ser corrigidos”. Como pode um concílio não ser corrigido se é apenas pastoral e não dogmático?O Padre McTeigue então identifica uma tensão: como um concílio pastoral pode ser tratado como exigindo aceitação incorrigível para estabelecer a plena comunhão?Sua principal alegação é que quase ninguém aceita integralmente todos os documentos do Vaticano II.Ele então aborda a Humanae vitae de 1968, que reafirmou a rejeição da Igreja à contracepção artificial e ao aborto.Ele argumenta que a Humanae Vitae não introduziu um novo ensinamento, mas reiterou o que o próprio Vaticano II já havia ensinado, especialmente na Gaudium et spes 51.A Gaudium et spes 51 condena o aborto como um “crime indizível” e também rejeita a contracepção artificial.Portanto, os católicos que rejeitam a Humanae Vitae também rejeitam parte do Concílio Vaticano II.Muitos teólogos, clérigos, conferências episcopais e leigos católicos rejeitaram efetivamente a Humanae Vitae após 1968.Ele cita a infame Declaração de Winnipeg como um exemplo de resistência episcopal ou enfraquecimento da força da Humanae Vitae. Os bispos canadenses nunca se retrataram oficialmente da Declaração de Winnipeg.McTeigue então recorre a dados de pesquisas e evidências demográficas, argumentando que muitos católicos usam contraceptivos e abortam em taxas semelhantes às dos não católicos.Ele também aponta para o declínio acentuado nos batismos infantis como evidência circunstancial de que muitos casais católicos não estão vivendo de acordo com o ensinamento da Igreja sobre a abertura à vida.A partir disso, ele conclui que muitos católicos rejeitam de facto a Humanae Vitae e, portanto, rejeitam de facto a Gaudium et spes 51. [“De facto” certamente porque 99% deles não conhecem nem se importam com nenhum dos documentos do Vaticano II e não sabem o que a Humanae Vitae disse.]Se a plena comunhão exige a plena aceitação do Vaticano II, então, por esse padrão, esses católicos também teriam que ser julgados como não estando em plena comunhão com Roma.O padre contrapõe isso ao tratamento dado aos católicos apegados à liturgia latina tradicional, que muitas vezes são pressionados, investigados, restringidos ou instruídos a aceitar o Vaticano II integralmente.Há claramente uma aplicação desigual: os tradicionalistas são examinados minuciosamente quanto à aceitação do Vaticano II, enquanto os católicos que rejeitam o ensinamento do Vaticano II sobre contracepção e aborto não são tratados com a mesma urgência.Ele argumenta que Roma não emitiu mandatos urgentes semelhantes para levar os católicos que usam contraceptivos e praticam aborto a aceitarem o Vaticano II integralmente.A metáfora de Houdini retorna: a retórica atual da Igreja sobre a “plena comunhão”, o Concílio Vaticano II e a aplicação seletiva cria um impasse aparentemente intransponível.Há uma séria inconsistência na forma como a “plena comunhão com Roma” está sendo definida e aplicada.
quarta-feira, 6 de maio de 2026
Máfia Lavanda Excitada Durante Pontificado Leão XIV
Um desses homens gays na foto acima, que recebeu "bênçãos" do padre gayzista James Martim em "casamento gay", escreveu como testemunha no Sínodo. Essa participação foi revelada por Diana Montagna hoje. É Jason Steidl, que escreveu um livro em apoio ao gayzismo na Igreja e teve prefácio do próprio padre James Martim (o louro da foto).
Ao que parece, a famosa Máfia Lavanda (grupo de clérigos gays ou apoiadores do gayzismo) está excitada durante o pontificado de Leão XIV. Não sei os bastidores, mas ou a Máfia acha que Francisco não os apoiou o suficiente, ou acha que Leão XIV está vacilando no apoio, ou Leão XIV apoia o movimento e precisa deles excitados. Em todo o caso, não é complicado do ponto de vista burocrático para um Papa dizer de que lado está. Sem falar, claro, que ele deve ser a luz da fé. Cartas de 2024 condenando bênçãos não resolvem, muito menos o almoço com grupo LGBT. Basta ir ao público e dizer em alto e bom som: "O Movimento LGBT não tem lugar na Igreja Católica", ponto final, punctum, full stop, punto, punto final. E demitir membros da Máfia.
A Máfia quer poder dentro da Igreja, maior do que já tem. O Papa pode dizer não.
Mas nos últimos dias, ocorreu o seguinte:
1) Um grupo de 48 mulheres transgênero participou de evento no Vaticano no domingo com o Papa Leão XIV, dando continuidade a uma tradição iniciada por seu antecessor de convidar membros da comunidade LGBTQ+ para o “almoço para os pobres” anual da Igreja.
2) Vaticano divulgou no dia 4 de maio uma carta que é de 2024, ainda no pontificado de Francisco, que condena a "bênção" a casais gays que a Alemanha estava querendo fazer, apesar da publicação pelo próprio Francisco da Fiducia Supplicans que abre brecha para esse tipo de "bênção". Traduzo abaixo a carta.
3) Ontem foi divulgado o documento do Grupo de Estudos nº 9, pela Secretaria-Geral do Sínodo. Grupo nº 9 faz parte de um conjunto mais amplo de dez grupos de estudo estabelecidos pelo Papa Francisco em fevereiro de 2024 para examinar questões que emergiram durante a primeira sessão do Sínodo sobre a Sinodalidade, realizada no Vaticano em outubro de 2023. O Grupo de Estudos nº 9 foi incumbido de examinar “critérios teológicos e metodologias sinodais para o discernimento compartilhado de questões doutrinais, pastorais e éticas controversas” . O grupo de sete membros incluía figuras como o Cardeal Carlos Castillo Mattasoglio, Arcebispo de Lima, Peru; o Arcebispo Filippo Iannone, Prefeito do Dicastério para os Bispos; e o teólogo moral italiano Padre Maurizio Chiodi, professor do Pontifício Instituto Teológico João Paulo II para as Ciências do Matrimônio e da Família desde 2019. Diana Montagna destacou o padre Chiodi que argumentou que atos sexuais dentro de um relacionamento homossexual podem ser benéficos em certas circunstâncias. Ele também defendeu, com base na Amoris Laetitia, que a paternidade responsável pode obrigar um casal casado a usar métodos contraceptivos artificiais. O relatório final de 30 páginas. O texto em si é tido extremamente confuso e labiríntico, como é a conversa do capeta, mesmo. E usa duas testemunhas: uma de Portugal e outra dos Estados Unidos, ambas apoiadoras do gayzismo na Igreja, e uma delas é o tal Jason Steidl.
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Abaixo a tradução da Carta de Novembro de 2024, divulgada no dia 4 de maio de 2026:
**DICASTÉRIO PARA A DOUTRINA DA FÉ**
00120 Cidade do Vaticano
Palazzo del S. Uffizio
18 de novembro de 2024
Prot. N. 731/2023 – 102543
**Excelência,**
Com a sua carta de 24 de outubro de 2024, Vossa Excelência, «também em nome do Presidente da Conferência Episcopal, Mons. Georg Bätzing», enviou gentilmente a este Dicastério uma cópia de um *Vademecum*, em alemão e italiano, destinado a servir como subsídio para «Bênçãos para as casais que se amam». Ao mesmo tempo, Vossa Excelência indicou que este *Vademecum* seria apresentado aos bispos diocesanos alemães numa próxima ocasião, com o objetivo de oferecer aos prelados «uma aplicação da Declaração *Fiducia supplicans* à situação social e pastoral das dioceses na Alemanha».
A este respeito, tendo tomado conhecimento do que foi enviado, permito-me formular respeitosamente as seguintes observações:
**a)** A Declaração *Fiducia supplicans* afirma que: «A Igreja não tem o poder de conferir a sua bênção litúrgica quando esta, de algum modo, possa oferecer uma forma de legitimação moral a uma união que pretenda ser um matrimónio ou a uma prática sexual extramatrimonial» (n. 11), nem àqueles que pretendem «a legitimação do seu próprio *status*» (cf. n. 31).
De facto, segundo a *Fiducia supplicans*, com tais bênçãos «não se pretende legitimar nada, mas simplesmente abrir a própria vida a Deus» (n. 40), nem «sancionar… nada» (n. 34), mas apenas pedir a ajuda de Deus «para viver melhor» e invocar o Espírito Santo «para que os valores do Evangelho sejam vividos com maior fidelidade» (n. 40).
No texto do *Vademecum*, porém, fala-se de uma união e de uma «regulamentação oficial», por parte dos pastores, de casais que vivem fora do matrimónio — com esses pastores que também se tornam objeto de uma verdadeira «aclamação», um gesto que normalmente faz parte do rito matrimonial. Neste sentido, o *Vademecum* legitima de facto o *status* de tais casais, de modo contrário ao que é afirmado na *Fiducia supplicans*.
**b)** A Declaração *Fiducia supplicans*, no que diz respeito à possibilidade de abençoar casais extramatrimoniais, não permite qualquer tipo de rito litúrgico ou formas de bênção semelhantes a sacramentais que possam criar confusão (cf. *Apresentação*), afirmando que «a forma não deve encontrar qualquer fixação ritual por parte das autoridades eclesiais» (n. 31), e evitando que tais ritos «se tornem um ato litúrgico ou semi-litúrgico, semelhante a um sacramento» (n. 36). «Por este motivo, não se deve promover nem prever um ritual para a bênção de casais em situação irregular» (n. 38).
No texto do *Vademecum*, porém, embora se mencione inicialmente a «espontaneidade e liberdade» no que diz respeito às bênçãos conferidas a casais do mesmo sexo — sugerindo que estas não devem ser institucionalizadas através de formas rituais —, oferece-se depois uma forma predefinida para a sua realização, contradizendo o que foi afirmado anteriormente.
Em particular, na secção final («Forma»), depois de afirmar que «a maneira como a bênção é realizada, o local, a estética do conjunto, incluindo a música e o canto, devem testemunhar a apreciação das pessoas que pedem a bênção», prescreve-se uma espécie de liturgia ou para-liturgia para a bênção de casais do mesmo sexo.
Tudo isto se comunica para todo o bom fim.
Ao transmitir o acima exposto a Vossa Excelência, aproveito a oportunidade para me confirmar com sentimentos de distinta estima,
**Victor Manuel Card. FERNÁNDEZ**
*Prefeito*
segunda-feira, 4 de maio de 2026
Ir à Igreja Traz Felicidade!
terça-feira, 28 de abril de 2026
Leão XIV e Mullaly: A Reunião Que Estimula Desunião e Mentira.
Ontem, Leão XIV recebeu a "arcebispa" da Igreja Anglicana, Sarah Mullaly. A primeira mulher líder da Igreja Anglicana desde o nascimento desta versão protestante
A Igreja Anglicana está em crise há décadas e décadas. Quando morei no Reino Unido, em 2009, e resolvia entrar em algum templo anglicano (boa parte deles tinha sido construída pelos católicos), eu me deparava não com templos, mas com feiras de velharias, livros e muita poeira.
E eu nem sei se se pode chamar o Reino Unido de país cristão. Na última Páscoa cristã, o rei Charles III resolveu não se pronunciar, rompendo uma tradição de séculos. Mas tinha se pronunciado para homenagear os muçulmanos no Ramadã.
E a esta seita protestante dentro de um país não cristão que Leão XIV parece querer salvar.
Mas o jornalista inglês Edward Pentin escreveu que a reunião que teve com Mullaly vai colaborar com a discórdia e a mentira, e não com a união cristã em torno da Verdade.
Traduzo abaixo o exclente artigo de Pentin.
A recepção calorosa do Vaticano à primeira arcebispa de Canterbury
Em vez de contribuir para a unidade cristã, a recepção exuberante de Roma a Sarah Mullally provavelmente será um obstáculo para alcançá-la.
por Edward Pentin
A palavra "escândalo" vem do grego skándalon, através do latim scandalum, que significa "pedra de tropeço" — algo que faz com que alguém caia, especialmente em questões de fé e moral.
Foi um termo ao qual o Papa Leão XIV retornou várias vezes na segunda-feira, em seu discurso a Sarah Mullally, a primeira arcebispa anglicana de Canterbury, durante sua visita de quatro dias a Roma.
A desunião entre os cristãos, disse ele, é um desses obstáculos à proclamação do Evangelho. Seria também um escândalo, acrescentou, se os cristãos deixassem de trabalhar para superar suas divisões, por mais intratáveis que sejam.
Tudo verdade. Mas existe outro tipo de escândalo, possivelmente mais grave na busca pela unidade cristã: apresentar como verdade algo que evidentemente não o é e alardeá-lo aos quatro ventos.
Mullally, como todos os seus antecessores anglicanos, não possui ordens válidas. Ela lidera uma comunidade separada de Roma que se afastou ainda mais dos ensinamentos católicos, particularmente nos últimos sessenta anos, desde o encontro histórico entre Paulo VI e seu antecessor, Michael Ramsey. Sua recente nomeação como a primeira arcebispa de Canterbury apenas reforça o julgamento de Leão XIII em Apostolicae Curae (1896), que declarou as ordens anglicanas “absolutamente nulas e totalmente sem efeito”.
Contudo, durante toda a sua visita, Roma recebeu Mullally — que já se descreveu como “pró-aborto em vez de pró-vida” e apoia a bênção de casais do mesmo sexo — com um entusiasmo que transmitia precisamente a impressão oposta. Desde o momento de sua chegada, as autoridades do Vaticano estenderam o tapete vermelho, demonstrando cortesias que iam muito além da hospitalidade diplomática e incluíam gestos carregados de significado eclesial.
Em seu discurso a Sarah Mullally na segunda-feira, o Papa Leão XIII lembrou seu próprio lema episcopal, In Illo uno unum — em Cristo, somos um — e citou o Papa Francisco, que disse que “seria um escândalo se, devido às nossas divisões, não cumpríssemos nossa vocação comum de dar a conhecer Cristo”.
Mas pode haver uma autêntica unidade eclesial em uma comunhão que carece de ordens válidas e promove ensinamentos morais em desacordo com a doutrina católica, incluindo a ordenação de mulheres? Além disso, que serviço Roma presta aos anglicanos ao celebrar publicamente sua primeira líder mulher, omitindo-se, por caridade, de emitir algum tipo de correção fraterna? Reuniões, orações conjuntas (inclusive na Capela Sistina, no ano passado, com o Rei Carlos III, Governador Supremo da Igreja da Inglaterra), bênçãos e gestos litúrgicos — tudo isso abunda, mas jamais há qualquer apelo à conversão doutrinal ou ao arrependimento pelo cisma.
Isso contrasta com as declarações do Vaticano de vinte anos atrás, quando a Igreja da Inglaterra cogitava ordenar mulheres como bispas. O Cardeal Walter Kasper, então antecessor do Cardeal Koch, tratou a questão com a máxima seriedade. Não conhecido por sua ortodoxia, mesmo ele foi enfático ao afirmar que tal passo romperia efetivamente com o entendimento comum da tradição apostólica e tornaria a plena comunhão “inalcançável”, visto que a Igreja Católica sustenta que o episcopado só pode ser conferido a homens.
Contudo, quando a Igreja da Inglaterra ignorou posteriormente esses alertas e aprovou a ordenação de mulheres como bispas, Roma expressou pesar, mas continuou o diálogo sem qualquer mudança evidente de abordagem.
Essa resposta, desprovida de qualquer correção fraterna significativa, persistiu, criando uma atmosfera que transmite a ideia de que grandes acontecimentos, como a ordenação de mulheres como bispas, têm pouca importância para Roma, ou pelo menos não representam obstáculos decisivos no caminho para a unidade. O efeito cumulativo tem sido o de elevar a proximidade simbólica acima da clareza doutrinal — uma impressão que provavelmente apenas encorajou a Igreja da Inglaterra a prosseguir em seu curso atual.
Ao tratar publicamente Sarah Mullally como uma arcebispa legítima — permitindo que ela lidere orações com o Papa, abençoe um arcebispo de verdade na Capela Clementina e oficie vésperas anglicanas em uma igreja romana histórica — o Vaticano está, na verdade, reafirmando sua identidade eclesial “trans” e seu erro.
Mas, para que a unidade seja verdadeira, ela precisa estar fundamentada na verdade. Sem esse alicerce, mesmo os encontros mais cordiais correm o risco de se tornarem, no fim, os próprios obstáculos contra os quais o Papa Leão XIII adverte, em vez de passos rumo à comunhão.
O Cardeal Koch foi contatado para comentar a visita de Mullally, mas não havia respondido até o fechamento desta edição.
quinta-feira, 23 de abril de 2026
ONG Anti-Racista Financiou Grupos Racistas e Nazistas!
Sei, o
título parece loucura, mas é isso mesmo que se descobriu nos Estados Unidos e,
obviamente, não vai ser divulgado nem na Europa, nem no Brasil, salvo, em
pequenos jornais e sites.
O caso é o
seguinte: o Southern Poverty Law Center (SPLC), uma
organização americana que diz monitorar grupos de ódio e extremismo, foi
acusada esta semana por um júri federal de 11 acusações,
incluindo "wire fraud" (fraude eletrônica); falsas declarações a
bancos federais e lavagem de dinheiro.
A acusação principal do Departamento de Justiça (DOJ) é que, entre 2014 e 2023, o SPLC desviou secretamente mais de US$ 3 milhões em doações para pagar informantes infiltrados em grupos extremistas violentos, como Ku Klux Klan (KKK), Aryan Nations, National Socialist Party of America (partido nazista americano) e outros.
O DOJ alega que o SPLC enganou doadores ao prometer que o dinheiro seria usado para "desmantelar" esses grupos, mas na verdade financiou líderes e membros deles (o que teria "fabricado" ou mantido o extremismo que a organização diz combater). Usou empresas de fachada e ocultou os pagamentos dos bancos. O objetivo seria justificar a própria existência e continuar arrecadando fundos.
O SPLC nega, diz que, na verdade, "pagava informantes confidenciais" usados para coletar inteligência sobre grupos violentos (prática comum em investigações).
Sei.
O grande Scott Adams disse certa vez que o SPLC pagava gente para achar racismo, e se você paga gente para fazer isso, o empregado vai encontrar racismo de qualquer jeito, mesmo que não haja.
Mas o caso é pior do que Adams previu. As acusações dizem que os caras financiavam o racismo e o nazismo para denunciar e ganhar apoio político.
Farsa.
Coisa do capeta!