sábado, 20 de outubro de 2018

Carta de Viganó em Português: Tradução: Airton Vieira


Falei no post anterior que não tinha tempo de traduzir a carta do arcebispo Viganò ao cardeal Ouellet e consequentemente ao Papa Francisco e aí meu caro amigo tradutor Airton Vieira me enviou sua tradução, aqui vai então a tradução enviada pelo Airton.

É mais uma carta histórica do arcebispo Viganò.

Vejam abaixo em português, por Airton Vieira.


Carta do Arcebispo Carlo Maria Viganò:
Na memória dos Mártires da América do Norte
Testemunhar a corrupção na hierarquia da Igreja católica foi para mim uma decisão dolorosa, e segue sendo-o. Mas sou um ancião. Um ancião que sabe que logo terá que render contas ao Juiz das próprias ações e omissões, que teme Àquele que pode lançar seu corpo e sua alma no inferno. Juiz que, apesar de sua infinita misericórdia, “dará a cada um segundo seus méritos o prêmio ou a condenação eterna” (Ato de fé). Antecipando a terrível pergunta desse Juiz: “Como pudeste, tu que sabias a verdade, permanecer em silêncio em meio de tanta falsidade e depravação?”, que resposta poderia dar?
Me pronunciei com plena consciência de que meu testemunho causaria alarme e consternação em muitas pessoas eminentes: eclesiásticos, irmãos bispos, companheiros com os que trabalhei e rezei. Sabia que muitos se sentiriam feridos e traídos. Previ que alguns deles, ao seu tempo, me acusariam e questionariam minhas intenções. E, o mais doloroso de tudo, sabia que muitos fiéis inocentes se sentiriam confundidos e desconcertados pelo espetáculo de um bispo que acusa a seus irmãos e superiores de delitos, pecados sexuais e de negligência grave para com o que é seu dever. Estou convencido de que meu prolongado silêncio havia posto em perigo muitas almas, e certamente havia condenado a minha. Apesar de ter informado em diversas ocasiões meus superiores, incluso ao Papa, das ações aberrantes de McCarrick, pude denunciar antes publicamente a verdade da que eu estava ciente. Me arrependo de verdade se tenho alguma responsabilidade pelo atraso, que se deu devido à gravidade da decisão que tinha de tomar e o grande sofrimento de minha consciência.
Me acusam de haver criado, com meu testemunho, confusão e divisão na Igreja. Esta afirmação pode ser credível só para quem considerar que dita confusão e divisão eram irrelevantes antes de agosto de 2018. Não obstante, qualquer observador desapaixonado seguramente já se havia dado conta da prolongada e significativa presença de ambas, algo inevitável quando o sucessor de Pedro renunciar a exercer sua missão principal, que é a de confirmar a sus irmãos na fé e na sã doutrina moral. Quando, además, acentua a crise com mensagens contraditórios ou declarações ambíguas, a confusão se agrava.
Portanto, tenho falado. Porque é a conspiração do silêncio a que tem causado e segue causando enorme dano à Igreja, às almas inocentes, às jovens vocações sacerdotais, aos fiéis em geral. Em mérito a esta mina decisão, que tomei em consciência ante Deus, aceito com gosto qualquer correção fraterna, conselho, recomendação e convite que me faça para que progrida em minha vida de fé e de amor a Cristo, à Igreja e ao Papa.
Permiti-me que os lembre de novo os pontos principais de meu testemunho.
– Em novembro de 2000, o núncio nos Estados Unidos, o arcebispo Montalvo, informou a Santa Sé comportamento homossexual do cardeal McCarrick com seminaristas e sacerdotes.
PUBLICIDAD
– Em dezembro de 2006, o novo núncio, o arcebispo Pietro Sambi, informou à Santa Sé do comportamento homossexual do cardeal McCarrick com outro sacerdote.
– Em dezembro de 2006, eu escrevi uma Nota ao cardeal secretário de Estado Bertone, que entreguei pessoalmente ao substituto para Assuntos Gerais, o arcebispo Leonardo Sandri, na que pedia ao Papa que tomasse medidas disciplinares extraordinárias contra McCarrick para prevenir futuros delitos e escândalos. Esta Nota nunca teve resposta.
– Em abril de 2008, uma carta aberta ao Papa Bento por parte de Richard Sipe foi transmitida pelo Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal Levada, ao secretário de Estado, o cardeal Bertone, que continha mais acusações contra McCarrick por deitar-se com seminaristas e sacerdotes. Esta carta foi-me entregue um mês mais tarde e, em maio de 2008, eu pessoalmente apresentei uma segunda Nota ao então substituto para Assuntos Gerais, o arcebispo Fernando Filoni, informando das acusações contra McCarrick e pedindo sanções contra ele. Tampouco esta segunda Nota teve resposta.
– Em 2009 ou em 2010, o cardeal Re, Prefeito da Congregação para os Bispos, me informou que o Papa Bento havia ordenado McCarrick que cessasse seu ministério público e que começasse uma vida de oração e penitência. O núncio Sambi lhe comunicou as ordens do Papa,ey ao fazê-lo elevou tanto o tom de voz que foi ouvido nos corredores da nunciatura.
– Em novembro de 2011, o cardeal Ouellet, novo Prefeito da Congregação para os Bispos, me confirmou, como novo núncio nos Estados Unidos, as restrições impostas pelo Papa a McCarrick, e fui eu quem as comuniquei pessoalmente, cara a cara, a McCarrick.
– Em 21 de junho de 2013, quase ao final de um encontro oficial com os núncios no Vaticano, o Papa Francisco me dirigiu umas palavra de reprovação e de difícil interpretação sobre o episcopado americano.
– Em 23 de junho, o Papa Francisco me recebeu em uma audiência privada em seu apartamento para algumas aclarações, e me perguntou: “Como é o cardeal McCarrick?”, palavras que só posso interpretar como uma falsa curiosidade para descobrir se eu era aliado ou não de McCarrick. Lhe disse que McCarrick havia corrompido gerações de seminaristas e sacerdotes, e que o Papa Bento havia imposto que se retirasse a uma vida de oração e penitência.
– McCarrick, em troca, continuou desfrutando de uma especial consideração por parte do Papa Francisco, quem lhe confiou novas e importantes responsabilidades e missões.
– McCarrick formava parte de uma rede de bispos favoráveis à homossexualidade que, gozando do favor do Papa Francisco, impulsionaram nomeações episcopais para proteger-se da justiça e reforçar a homossexualidade na hierarquia e na Igreja em geral.
– O mesmo Papa Francisco parece, ou ser cúmplice com a difusão de dita corrupção ou, consciente do que faz, é gravemente responsável porque não se opõe a ela e não tenta erradica-la.
Tenho invocado a Deus como testemunha da verdade destas minhas afirmações, e nenhuma delas foi desmentida. O cardeal Ouellet escreveu reprovando minha temeridade por ter rompido o silêncio e haver lançado graves acusações contra meus irmãos e superiores, mas seu reproche, em realidade, me confirma em minha decisão e, ademais, confirma minhas afirmações, uma a uma e em conjunto.
  • O cardeal Ouellet admite que me falou da situação de McCarrick antes que eu viajasse a Washington para tomar posse de meu cargo como núncio.
  • O cardeal Ouellet admite que me comunicou por escrito as condições e restrições impostas a McCarrick pelo Papa Bento.
  • O cardeal Ouellet admite que ditas restrições proibiam McCarrick de viajar e aparecer em público.
  • O cardeal Ouellet admite que a Congregação para os Bispos ordenou McCarrick por escrito, primeiro por meio do núncio Sambi e, depois, através de mim, a levar uma vida de oração e penitência.
O que é que o cardeal Ouellet questiona?
  • O cardeal Ouellet questiona a possibilidade de que o Papa Francisco tenha podido lembrar-se de informações importantes sobre McCarrick em um dia em que havia recebido a dezenas de núncios, e no que havia dado a cada um deles só poucos instantes de conversação. Mas não é o que eu testemunhei. Eu testemunhei que em um segundo encontro, privado, informei ao Papa, respondendo a uma pergunta que ele me colocou sobre Theodore McCarrick, então cardeal arcebispo emérito de Washington, figura preeminente da Igreja dos Estados Unidos, de que o cardeal McCarrick havia corrompido sexualmente seus próprios seminaristas e sacerdotes. Nenhum Papa pode esquecer-se disto.
  • O cardeal Ouellet questiona a existência em seus arquivos de cartas assinadas por Bento XVI ou pelo Papa Francisco relacionadas com as sanções impostas a McCarrick. Mas não é o que eu testemunhei. Eu testemunhei que em seus arquivos havia documentos chave -independentemente de sua procedência-, que incriminam McCarrick e que têm relação com as medidas tomadas a respeito de sua pessoa, e outras provas do encobrimento de sua situação. E confirmo agora o que testemunhei naquele momento.
  • O cardeal Ouellet questiona a existência nos arquivos de seu predecessor, o cardeal Re, de “notas de audiências” que impunham a McCarrick as restrições citadas anteriormente. Mas não é o que eu testemunhei. Eu testemunhei que há outros documentos: por exemplo, uma nota do cardeal non ex-Audientia SS.mi, ou também assinada pelo secretário de Estado ou o substituto.
  • O cardeal Ouellet questiona que é falso apresentar as medidas tomadas contra McCarrick como “sanções” decretadas pelo Papa Bento e anuladas pelo Papa Francisco. Certo. Tecnicamente não eram “sanções”, mas medidas, “condições e restrições”. Mas discutir se eram sanções ou medidas ou qualquer outra coisa não é mais que puro legalismo. Sob o perfil pastoral, são a mesma coisa.
Em resumo, o cardeal Ouellet admite as afirmações importantes que fiz e faço, e questiona as afirmações que não faço e nunca fiz.
Há um ponto em que devo desmentir totalmente o que escreve o cardeal Ouellet. O cardeal afirma que a Santa Sé tinha somente um conhecimento mediante simples “vozes”, que não eram suficientes para poder tomar medidas disciplinares contra McCarrick. Eu afirmo, contudo, que a Santa Sé tinha conhecimento de uma multiplicidade de fatos concretos e que estava em posse de documentos probatórios e que, apesar disso, as pessoas responsáveis preferiram não intervir, ou foram impedidas de fazê-lo. As indenizações às vítimas dos abusos sexuais de McCarrick na arquidiocese de Newark e na diocese de Metuchen; as cartas do Pe. Ramsey, dos núncios Montalvo em 2000 e Sambi em 2006, do Dr. Sipe em 2008, minhas duas Notas sobre o tema a meus superiores da secretaria de Estado que descreviam com detalhe as acusações concretas contra McCarrick, são só vozes? São correspondência oficial, não fofocas de sacristia. Os delitos denunciados eram gravíssimos, e incluíam também os delitos de absolvição de seus cúmplices em atos obscenos, com a sucessiva celebração sacrílega da missa. Estes documentos detalham a identidade dos perpetradores, a de seus protetores e a sequência cronológica dos fatos. Estão custodiados nos arquivos correspondentes, não é necessário fazer ulteriores investigações para obtê-los.
Nas acusações que se verteram publicamente contra mim observei duas omissões, dois silêncios dramáticos. O primeiro está relacionado com as vítimas. O segundo com a causa principal de que haja tantas vítimas, isto é, sobre o papel da homossexualidade na corrupção do sacerdócio e a hierarquia. No que diz respeito ao primeiro silêncio, é avassalador que, em meio de tantos escândalos e indignação, se possua tão pouca consideração por quem foram vítimas de depredadores sexuais que haviam sido ordenados ministros do Evangelho. Não se trata de ajustar as contas ou de uma questão de carreiras eclesiásticas. Não é uma questão de política. Não é uma questão de como os historiadores da Igreja possam valorar este ou aquele papado. Estamos falando de almas! A salvação eterna de muitas almas foi posta em perigo; e seguem estando em perigo.
No que diz respeito ao segundo silêncio, esta gravíssima crise não pode ser abordada corretamente e resolvida enquanto não chamemos as coisas por seu nome. Esta crise está causada pela praga da homossexualidade em quem a praticam, em suas moções, em sua resistência a que seja corrigida. Não é uma exageração dizer que a homossexualidade se converteu em uma praga no clero e que só pode ser erradicada com armas espirituais. É uma hipocrisia enorme reprovar o abuso, dizer que se chora pelas vítimas e, no entanto, negar-se a denunciar a causa principal de tantos abusos sexuais: a homossexualidade. É uma hipocrisia negar-se a admitir que esta praga e devida a uma grave crise na vida espiritual do clero e não buscar os meios para resolvê-la.
Existem, sem dúvida, no clero violações sexuais também com mulheres, e também estas causam um dano grave às almas de quem as realizam, à Igreja e às almas de quem são corrompidas. Mas estas infidelidades ao celibato sacerdotal estão habitualmente limitadas às pessoas diretamente implicadas; não tendem, de por si, a difundir comportamentos similares, a encobrir delitos similares; em troca, as provas de que a homossexualidade é endêmica, que se difunde por contágio e que tem raízes profundas, difíceis de eliminar, são esmagadoras.
Se tem demonstrado que os depredadores homossexuais abusam de seu privilégio clerical em seu proveito. Mas reivindicar a crise mesma como clericalismo é um puro sofisma. É fingir que um meio, um instrumento, é em realidade a causa principal.
A denúncia da corrupção homossexual, e da vileza moral que permite que cresça, não encontra apoios nem solidariedade em nossos dias, nem sequer, por desgraça, nas mais altas esferas da Igreja. Não me surpreende que ao chamar a atenção sobre estas pragas, eu tenha sido acusado de deslealdade para com o Santo Padre e de fomentar uma rebelião aberta e escandalosa. Mas a rebelião implicaria empurrar os demais a derrocar o papado. Eu não estou exortando a nada disto. Rezo cada dia pelo Papa Francisco mais do que tenho feito por outros papas. Peço, mais, imploro ardentemente que o Santo Padre faça frente aos compromissos que assumiu. Ao aceitar ser sucessor de Pedro, tomou sobre si a missão de confirmar seus irmãos e a responsabilidade de guiar todas as almas no seguimento de Cristo, no combate espiritual, pelo caminho da cruz. Que admita seus erros, que se arrependa, que demonstre que quer seguir o mandato dado a Pedro e, uma vez que se arrependa, que confirme seus irmãos (Lucas 22, 32).
Concluindo, desejo repetir o chamamento a meus irmãos bispos e sacerdotes que sabem que minhas afirmações são verdadeiras e que estão em condições de poder testemunhá-lo, os que têm acesso aos documentos que podem resolver esta situação mais além de toda dúvida. Também vós estais ante uma decisão. Podeis eleger retirar-vos da batalha, continuar na conspiração de silêncio e desviar o olhar ante o avanço da corrupção. Podeis inventar escusas, compromissos e justificativas que posponham o dia do juízo final. Podeis consolar-vos com a hipocrisia e a ilusão de que amanhã, ou o depois de amanhã, será mais fácil dizer a verdade.
Ou podeis eleger falar. Confiai nAquele que nos disse “a verdade os fará livres”. Não digo que seja fácil decidir entre o silêncio e falar. Os exorto a considerar de que decisão não vos arrependeríeis de haver tomado quando estejais no leito de morte e ante o Juiz justo.
+ Carlo Maria Viganò
Arcebispo tit. di Ulpiana
Núncio Apostólico
19 de outubro de 2018
Memória dos Mártires de América do Norte

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Arcebispo Viganò Responde ao Cardeal Ouellet e ao Papa Francisco. Viganò Não deixou Pedra sobre Pedra


Mais um capítulo da guerra Papa Francisco versus Arcebispo Viganò. Mas acho que dessa vez, Viganò, depois de ser atacado pelo cardeal Ouellet em apoio ao Papa Francisco,  responde passo a passo e não deixa pedra sobre pedra.

Eu já falei aqui no blog, que apesar de Ouellet atacar Viganò, ele acabou confirmando o que Viganò disse.

Viganò diz justamente isso agora, que Ouellet confirmou as acusações. Além disso, Viganò aponta onde está o mal: "na praga da homossexualidade dentro da Igreja".

Eu, infelizmente, não tenho tempo para traduzir. Mas, meu amigo, o tradutor Airton Vieira, me enviou a tradução pela seção de comentários do post. Vejam lá. Obrigado, caríssimo Airton.

Vejam a carta de Viganò abaixo que foi disponibilizada no site Life Site News.


On the Feast of the North American Martyrs
To bear witness to corruption in the hierarchy of the Catholic Church was a painful decision for me, and remains so. But I am an old man, one who knows he must soon give an accounting to the Judge for his actions and omissions, one who fears Him who can cast body and soul into hell. A Judge who, even in his infinite mercy, will render to every person salvation or damnation according to what he has deserved.  Anticipating the dreadful question from that Judge – “How could you, who had knowledge of the truth, keep silent in the midst of falsehood and depravity?” -- what answer could I give?
I testified fully aware that my testimony would bring alarm and dismay to many eminent persons: churchmen, fellow bishops, colleagues with whom I had worked and prayed.  I knew many would feel wounded and betrayed. I expected that some would in their turn assail me and my motives. Most painful of all, I knew that many of the innocent faithful would be confused and disconcerted by the spectacle of a bishop’s charging colleagues and superiors with malfeasance, sexual sin, and grave neglect of duty.  Yet I believe that my continued silence would put many souls at risk, and would certainly damn my own.  Having reported multiple times to my superiors, and even to the Pope, the aberrant behavior of Theodore McCarrick, I could have publicly denounced the truths of which I was aware earlier. If I have some responsibility in this delay, I repent for that.  This delay was due to the gravity of the decision I was going to take, and to the long travail of my conscience.
I have been accused of creating confusion and division in the Church through my testimony. To those who believe such confusion and division were negligible prior to August 2018, perhaps such a claim is plausible. Most impartial observers, however, will have been aware of a longstanding excess of both, as is inevitable when the successor of Peter is negligent in exercising his principal mission, which is to confirm the brothers in the faith and in sound moral doctrine. When he then exacerbates the crisis by contradictory or perplexing statements about these doctrines, the confusion is worsened.
Therefore I spoke.  For it is the conspiracy of silence that has wrought and continues to wreak great harm in the Church -- harm to so many innocent souls, to young priestly vocations, to the faithful at large.  With regard to my decision, which I have taken in conscience before God, I willingly accept every fraternal correction, advice, recommendation, and invitation to progress in my life of faith and love for Christ, the Church and the Pope.
Let me restate the key points of my testimony.
  • In November 2000 the U.S. nuncio Archbishop Montalvo informed the Holy See of Cardinal McCarrick’s homosexual behavior with seminarians and priests.
  • In December 2006 the new U.S. nuncio, Archbishop Pietro Sambi, informed the Holy See of Cardinal McCarrick’s homosexual  behavior with yet another priest.
  • In December of 2006 I myself wrote a memo to the Secretary of State Cardinal Bertone, and personally delivered it to the Substitute for General Affairs, Archbishop Leonardo Sandri, calling for the pope to bring extraordinary disciplinary measures against McCarrick to forestall future crimes and scandal. This memo received no response.
  • In April 2008 an open letter to Pope Benedict by Richard Sipe was relayed by the Prefect of the CDF, Cardinal Levada, to the Secretary of State, Cardinal Bertone, containing further accusations of McCarrick’s sleeping with seminarians and priests. I received this a month later, and in May 2008 I myself delivered a second memo to the then Substitute for General Affairs, Archbishop Fernando Filoni, reporting the claims against McCarrick and calling for sanctions against him.  This second memo also received no response.
  • In 2009 or 2010 I learned from Cardinal Re, prefect of the Congregation of Bishops, that Pope Benedict had ordered McCarrick to cease public ministry and begin a life of prayer and penance.  The nuncio Sambi communicated the Pope's orders to McCarrick in a voice heard down the corridor of the nunciature.
     
  • In November 2011 Cardinal Ouellet, the new Prefect of Bishops, repeated to me, the new nuncio to the U.S., the Pope’s restrictions on McCarrick, and I myself communicated them to McCarrick face-to-face.
  • On June 21, 2013, toward the end of an official assembly of nuncios at the Vatican, Pope Francis spoke cryptic words to me criticizing the U.S. episcopacy.
  • On June 23, 2013, I met Pope Francis face-to-face in his apartment to ask for clarification, and the Pope asked me, “il cardinale McCarrick, com'è (Cardinal McCarrick -- what do you make of him)?”-- which I can only interpret as a feigning of curiosity in order to discover whether or not I was an ally of McCarrick. I told him that McCarrick had sexually corrupted generations of priests and seminarians, and had been ordered by Pope Benedict to confine himself to a life of prayer and penance.
  • Instead, McCarrick continued to enjoy the special regard of Pope Francis and was given new responsibilities and missions by him.
  • McCarrick was part of a network of bishops promoting homosexuality who, exploiting their favor with Pope Francis, manipulated episcopal appointments so as to protect themselves from justice and to strengthen the homosexual network in the hierarchy and in the Church at large.
  • Pope Francis himself has either colluded in this corruption, or, knowing what he does, is gravely negligent in failing to oppose it and uproot it. 
I invoked God as my witness to the truth of my claims, and none has been shown false.  Cardinal Ouellet has written to rebuke me for my temerity in breaking silence and leveling such grave accusations against my brothers and superiors, but in truth his remonstrance confirms me in my decision and, even more, serves to vindicate my claims, severally and as a whole.
  • Cardinal Ouellet concedes that he spoke with me about McCarrick’s situation prior to my leaving for Washington to begin my post as nuncio.
  • Cardinal Ouellet concedes that he communicated to me in writing the conditions and restrictions imposed on McCarrick by Pope Benedict.
  • Cardinal Ouellet concedes that these restrictions forbade McCarrick to travel or to make public appearances.
  • Cardinal Ouellet concedes that the Congregation of Bishops, in writing, first through the nuncio Sambi and then once again through me, required McCarrick to lead a life of prayer and penance.
What does Cardinal Ouellet dispute?
  • Cardinal Ouellet disputes the possibility that Pope Francis could have taken in important information about McCarrick on a day when he met scores of nuncios and gave each only a few moments of conversation.  But this was not my testimony.  My testimony is that at a second, private meeting, I informed the Pope, answering his own question about Theodore McCarrick, then Cardinal archbishop emeritus of Washington, prominent figure of the Church in the US, telling the Pope that McCarrick had sexually corrupted his own seminarians and priests. No Pope could forget that.
  • Cardinal Ouellet disputes the existence in his archives of letters signed by Pope Benedict or Pope Francis regarding sanctions on McCarrick. But this was not my testimony.  My testimony was that he has in his archives key documents –  irrespective of provenance – incriminating McCarrick and documenting the measures taken in his regard, and other proofs on the cover-up regarding his situation. And I confirm this again.
  • Cardinal Ouellet disputes the existence in the files of his predecessor, Cardinal Re, of “audience memos” imposing on McCarrick the restrictions already mentioned.  But this was not my testimony.  My testimony is that there are other documents: for instance, a note from Card Re not ex-Audientia SS.mi, signed by either the Secretary of State or by the Substitute.
  • Cardinal Ouellet disputes that it is false to present the measures taken against McCarrick as “sanctions” decreed by Pope Benedict and canceled by Pope Francis. True. They were not technically “sanctions” but provisions, “conditions and restrictions.” To quibble whether they were sanctions or provisions or something else is pure legalism. From a pastoral point of view they are exactly the same thing.
In brief, Cardinal Ouellet concedes the important claims that I did and do make, and disputes claims I don’t make and never made.
There is one point on which I must absolutely refute what Cardinal Ouellet wrote. The Cardinal states that the Holy See was only aware of “rumors,” which were not enough to justify disciplinary measures against McCarrick. I affirm to the contrary that the Holy See was aware of a variety of concrete facts, and is in possession of documentary proof, and that the responsible persons nevertheless chose not to intervene or were prevented from doing so. Compensation by the Archdiocese of Newark and the Diocese of Metuchen to the victims of McCarrick’s sexual abuse, the letters of Fr. Ramsey, of the nuncios Montalvo in 2000 and Sambi in 2006, of Dr. Sipe in 2008, my two notes to the superiors of the Secretariat of State who described in detail the concrete allegations against McCarrick; are all these just rumors? They are official correspondence, not gossip from the sacristy. The crimes reported were very serious, including those of attempting to give sacramental absolution to accomplices in perverse acts, with subsequent sacrilegious celebration of Mass. These documents specify the identity of the perpetrators and their protectors, and the chronological sequence of the facts. They are kept in the appropriate archives; no extraordinary investigation is needed to recover them.
In the public remonstrances directed at me I have noted two omissions, two dramatic silences. The first silence regards the plight of the victims. The second regards the underlying reason why there are so many victims, namely, the corrupting influence of homosexuality in the priesthood and in the hierarchy.  As to the first, it is dismaying that, amid all the scandals and indignation, so little thought should be given to those damaged by the sexual predations of those commissioned as ministers of the gospel.  This is not a matter of settling scores or sulking over the vicissitudes of ecclesiastical careers.  It is not a matter of politics.  It is not a matter of how church historians may evaluate this or that papacy.  This is about souls.  Many souls have been and are even now imperiled of their eternal salvation.
As to the second silence, this very grave crisis cannot be properly addressed and resolved unless and until we call things by their true names. This is a crisis due to the scourge of homosexuality, in its agents, in its motives, in its resistance to reform. It is no exaggeration to say that homosexuality has become a plague in the clergy, and it can only be eradicated with spiritual weapons.  It is an enormous hypocrisy to condemn the abuse, claim to weep for the victims, and yet refuse to denounce the root cause of so much sexual abuse: homosexuality.  It is hypocrisy to refuse to acknowledge that this scourge is due to a serious crisis in the spiritual life of the clergy and to fail to take the steps necessary to remedy it.
Unquestionably there exist philandering clergy, and unquestionably they too damage their own souls, the souls of those whom they corrupt, and the Church at large.  But these violations of priestly celibacy are usually confined to the individuals immediately involved.  Philandering clergy usually do not recruit other philanderers, nor work to promote them, nor cover-up their misdeeds -- whereas the evidence for homosexual collusion, with its deep roots that are so difficult to eradicate, is overwhelming. 
It is well established that homosexual predators exploit clerical privilege to their advantage.  But to claim the crisis itself to be clericalism is pure sophistry.  It is to pretend that a means, an instrument, is in fact the main motive.
Denouncing homosexual corruption and the moral cowardice that allows it to flourish does not meet with congratulation in our times, not even in the highest spheres of the Church.  I am not surprised that in calling attention to these plagues I am charged with disloyalty to the Holy Father and with fomenting an open and scandalous rebellion.  Yet rebellion would entail urging others to topple the papacy.  I am urging no such thing.  I pray every day for Pope Francis -- more than I have ever done for the other popes. I am asking, indeed earnestly begging, the Holy Father to face up to the commitments he himself made in assuming his office as successor of Peter. He took upon himself the mission of confirming his brothers and guiding all souls in following Christ, in the spiritual combat, along the way of the cross.  Let him admit his errors, repent, show his willingness to follow the mandate given to Peter and, once converted let him confirm his brothers (Lk 22:32).
In closing, I wish to repeat my appeal to my brother bishops and priests who know that my statements are true and who can so testify, or who have access to documents that can put the matter beyond doubt.  You too are faced with a choice.  You can choose to withdraw from the battle, to prop up the conspiracy of silence and avert your eyes from the spreading of corruption.  You can make excuses, compromises and justification that put off the day of reckoning.  You can console yourselves with the falsehood and the delusion that it will be easier to tell the truth tomorrow, and then the following day, and so on.
On the other hand, you can choose to speak.  You can trust Him who told us, “the truth will set you free.”  I do not say it will be easy to decide between silence and speaking.  I urge you to consider which choice-- on your deathbed, and then before the just Judge -- you will not regret having made.

+ Carlo Maria Viganò
Arcivescovo tit. di Ulpiana
Nunzio Apostolico
19 Ottobre 2018
Feast of the North American Martyrs 


quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Macron: "Me Mostre uma Mulher com Nível Superior com 7 ou 8 Filhos"! Mostraram


Pois é, o Macron está cada vez mais imbecil.

Falando sobre a alta taxa de fertilidade na África, para uma ONG, ele disse:

“Eu sempre digo: Apresente-me a mulher, sendo perfeitamente educada, que decidiu ter sete, oito ou nove filhos"

Ele acha que a alta taxa de fertilidade na África é culpa de casamentos com crianças e baixa educação.

O imbecil diabólico além de querer exportar o aborto da Europa não entende de família. Para começar nem filho tem.

Bom, mulheres com PhD apareceram e mostraram que são muito bem formadas e sim tem muitos filhos. E mostraram para Macron o grande exemplo da filósofa Elizabeth Ascombe (citei muito ela no meu livro sobre Guerra Justa), uma das maiores filósofas do século XX, que ensinou nas universidades de Cambridge e Oxford e era mãe de sete filhos.

Vejam relato do jornal The Catholic Herald

Catholic U. professor leads response to French president’s remark on large families


Following a comment by President Emmanuel Macron, in which he expressed skepticism that any well-educated woman would decide to have many children, women with large families have been using the “#PostcardsForMacron” hashtag to send the French president pictures of their happy families.
Speaking about high fertility rates in Africa during a Gates Foundation “Goalkeepers” event held in New York City Sept. 25-26, Macron compared having a large family with forcing a girl to be married as a child.
Macron stated that when women are educated, they do not have many children.
“I always say: ‘Present me the woman who decided, being perfectly educated, to have seven, eight or nine children,” said Macron.
“Please present me with the young girl who decided to leave school at 10 in order to be married at 12.’”
In response, many women took issue with the French president’s apparent disbelief that academically successful women would choose to be mothers of several children.
Dr. Catherine R. Pakaluk, a professor of social research and economics at the Catholic University of America, started the hashtag by sharing a photo of herself and six of her eight children.
She followed up that tweet explaining that she holds both a Master’s degree and a Ph.D. from Harvard University and has, as she phrased it, “Eight children by choice.”
Her post garnered thousands of views, and other women followed her lead, including Beth Hockel, a “Stanford graduate, electrical engineer, mom of 11.”
Catholic writer Elizabeth Foss shared a picture of her nine children, saying “Yes, they’re all mine. And so is my (University of Virginia) degree.”
Men joined in as well, sharing pictures of their wives and their own mothers.
“Check out my educated and inspiring wife and mom of 7,” tweeted writer Josh Canning, along with a picture of his family.
Several people pointed out that philosopher Elizabeth Anscombe was a mother of seven, and yet still taught at Oxford and Cambridge.



Dear @EmmanuelMacron This is the Oxford and Cambridge philosopher Elizabeth Anscombe. She is widely considered one of the greatest 20th century philosophers. She had seven children.
While Macron made the remarks at the end of September, his comments on family size gained media traction on Monday, following a report in the Guardian newspaper.
Macron himself does not have any children, but his wife has three children from her first marriage.

The Macrons met when the future French president was 15 years old, his future wife Brigitte Trogneux was his teacher.