sábado, 21 de maio de 2022

Elon Musk e HSBC: A Fraude da Mudança Climática



A Tesla, de Elon Musk, foi retirada do índice "ESG" (environmental social governance, índice que em tese procura valorizar empresas que atuam para combater a tal mudança climática e ser supostamente socialmente justo) da S&P 500.

Elon Musk não deixou barato. Lembrou que a Exxon que produz petróleo está entre as 10 melhores empresas do índice ESG e  temos ainda a Apple, conhecida por usar trabalho escravo na China.

Além de Musk, o site Zero Hedge mostrou hoje que o chefe de investimentos globais do HSBC, Stuart Kirk, disse a mesma coisa sobre o ESG e ainda disse: "quem se importa se Miami ficará abaixo d'água, Amsterdã está debaixo do nível do mar há séculos e é uma linda cidade".  Kirk quis dizer que o ser humano sabe se adaptar muito bem às dificuldades. Coisa que há muito tempo aqueles que são considerados "negacionistas" dizem. Eu, por exemplo, quando comecei a estudar mudança climática (publiquei dois artigos no exterior sobre o assunto) lá pelos idos de 2008, logo vi que era uma estupidez e uma fraude (scam) como diz o Musk, justamente por entender que mesmo se houvesse o tal aquecimento global (que eu duvidava), o ser humano saberia se adaptar.

Kirk disse ainda que existem muitos lunáticos no assunto dizendo que o mundo vai acabar. Mostrou um slide das loucuras que são ditas. Vejam abaixo:



Kirk disse ainda que até acredita que esteja ocorrendo a tal mudança climática mas o mercado deveria investir mais em adaptação do que em redução de impacto.

Todo esse tipo de investimento na melhor das hipóteses corre para o ralo, recorrentemente serve apenas para jogar dinheiro fora.

ESG serve de propaganda e é usado para instituições internacionais para dizer que o mercado já está investindo muito e que "ninguém pode ficar de fora". Daí, emprestam dinheiro aos incautos para jogar dinheiro fora.



quinta-feira, 19 de maio de 2022

Depoimento do Cardeal Becciu. "Foi Francisco que Demitiu Auditor"

O cardeal Becciu depôs ontem por quase 8 horas sobre a corrupção financeira no Vaticano. 

Muitos sites no exterior relataram o depoimento.  Eu li dois relatos e considero que o do National Catholic Register é um bom resumo.

Destaco algumas coisas do depoimento:

1) Becciu disse que recebeu autorização e agora pode falar: foi Francisco quem demitiu o auditor Libero Milone que estava encarregado de combater a corrupção financeira no Vaticano;

2) Becciu negou que tenha recebido alerta do arcebispo Perlasca sobre suspeitas dr corrupção no caso da compra do imóvel de luxo  em Londres. Mas o promotor mostrou  mensagens de Perlasca alertando Becciu na época;

3) Becciu respondeu muitas perguntas com "não sei" e "não lembro" e isso irritou o promotor.  O juiz teve que suspender a sessão porque promotor ficou muito irritado;

O depoimento de ontem demorou quase 8 horas. Hoje teve mais, mas não li nada ainda.

Até agora, o que podemos garantir é que Cristo não fez parte das decisões financeiras do Vaticano.



domingo, 15 de maio de 2022

O Vaticano Traiu Cardeal Zen Mais uma Vez.

 


O jornalista inglês católico Damian Thompson escreveu um artigo chamado "Vaticano Traiu o Cardeal Zen". O cardeal Zen foi preso recentemente pelas autoridades chinesas em Hong Kong e é um grande crítico da submissão de Francisco ao Partido Comunista Chinês, que acabou ajudando os comunistas a destruir a nascente fé católica na China. Zen, de 90 anos, pagou fiança e foi solto, mas ainda corre o risco de ficar preso.


Damian Thompson
Papa Francisco traiu o cardeal Zen
14 de maio de 2022.

Quando o cardeal Joseph Zen, o ex-bispo de Hong Kong de 90 anos, foi preso pelas autoridades chinesas na quarta-feira e acusado de "conluio com forças estrangeiras", a Casa Branca pediu sua libertação imediata. Lord Patten de Barnes, o último governador britânico de Hong Kong, disse que a prisão foi “mais um exemplo ultrajante de como o Partido Comunista Chinês está determinado a transformar Hong Kong em um estado policial”. O cardeal, que foi libertado sob fiança, enfrenta a perspectiva de passar seus últimos anos em uma cela de prisão chinesa.

Você pode esperar que o protesto mais alto de todos venha do Vaticano. Não foi assim, no entanto. Na verdade, não protestou. Apenas disse: 'A Santa Sé recebeu com preocupação a notícia da prisão do Cardeal Zen e está acompanhando o desenvolvimento da situação com extrema atenção.'

E mesmo isso levanta a questão: quanta ‘preocupação’? 

Em 2020, o cardeal Zen – um defensor não apenas da democracia em Hong Kong, mas também dos católicos perseguidos no continente – foi a Roma para dizer ao Papa Francisco o quanto estava preocupado com o pacto de 2018 do Vaticano com Pequim, que dá o poder ao Partido Comunista nomear bispos católicos. O Papa recusou-se a vê-lo. Aparentemente, ele estava preocupado que isso perturbasse Pequim. Pela mesma razão, ele mal condenou a perseguição realizada pelo governo chinês, que desde 2018 levou um milhão de uigures muçulmanos para campos de concentração e submeteu suas mulheres a um programa genocida de abortos forçados.

Ninguém duvida que o cardeal Zen, que deixou o cargo de bispo de Hong Kong em 2009, é uma fonte de grave constrangimento diplomático para a Santa Sé. Mas o Vaticano só tem a si mesmo para culpar. Seu pacto secreto com Pequim – os detalhes precisos nunca foram revelados – aboliu a distinção entre a Igreja Católica fantoche do Partido Comunista, conhecida como Associação Patriótica Chinesa, e os católicos clandestinos que eram leais a Roma e particularmente à pessoa do Santo Padre.

Que ironia, portanto, que tenha sido o próprio Papa que varreu essa distinção. Seus diplomatas argumentaram que a fronteira entre as igrejas oficiais e clandestinas havia se tornado tênue ao longo dos anos, o que era verdade. Os diplomatas achavam que o Vaticano teria o grande prêmio que, embora o PCC passasse a nomear bispos, suas nomeações teriam que ser aprovadas pelo Papa; eles seriam bispos católicos apropriados, reconhecendo sua autoridade espiritual.

O cardeal Zen, natural de Xangai, percebeu o erro instantaneamente. Já em 2014, ele havia alertado o Vaticano que “mesmo que nessas condições Pequim estendesse a mão, seria uma armadilha”.

E isso foi provado factualmente. No ano passado, o governo chinês publicou suas novas regras para administrar religiões, incluindo o catolicismo. Não menciona o direito papal de aprovar ou vetar a nomeação de bispos. Mas, como Nina Shea, diretora do Hudson Institute Center for Religious Freedom apontou na National Review, exigia que todo o clero reconhecesse a completa independência da religião na China e promovesse o partido comunista em todos os cultos.

A autoridade espiritual do Papa – supostamente consagrada em um pacto nunca publicado com Roma – era, portanto, inexistente. Mas até então o Vaticano havia resolvido isso: tudo o que Francisco tinha permissão para fazer desde 2018 era carimbar a nomeação de apparatchiks do partido como bispos. No entanto, ainda sustentou publicamente que o acordo foi um sucesso, mesmo quando as igrejas católicas estavam sendo demolidas em toda a China. “Uma pergunta: de qual planeta nossos líderes em Roma descendem?” perguntou Zen.

Essa é uma boa pergunta, e não apenas no contexto da China. Desde que este papa foi eleito em 2013, o Vaticano tem se curvado a governantes autoritários em todo o mundo. Francisco bajulou os irmãos Castro em Cuba e aceitou alegremente um crucifixo de foice e martelo do presidente marxista da Bolívia, Evo Morales. Ele se recusou a condenar os ataques islâmicos, argumentando que "se falo de violência islâmica, tenho que falar de violência católica".

Mais recentemente, ele tem lutado para emitir uma condenação explícita das ações do presidente Putin na Ucrânia, priorizando as relações calorosas com a Igreja Ortodoxa Russa controlada pelo Kremlin sobre o destino dos católicos ucranianos. Nas palavras de Yurii Pidlisnyi, chefe de ciência política da Universidade Católica Ucraniana, a posição do Vaticano “parece um sacrifício da verdade pelo lucro ilusório da Ostpolitik”.

Esse também é o julgamento do Cardeal Zen – e, embora o Vaticano o considere claramente um encrenqueiro, não pode mais esconder o fato de que quaisquer lucros do pacto de Pequim foram completamente ilusórios. O acordo deve ser renovado a cada dois anos e, como Ed Condon relata no site católico The Pillar, os sinais são de que 'o Vaticano pode finalmente estar pronto para revisitar o que muitos veem como um acordo muito ruim para Roma e para os católicos chineses. .'

O problema para o Papa Francisco é que, tendo rendido sua própria liberdade de manobra à superpotência mais calculista do mundo, não há nada que ele possa fazer para impedir que membros de seu rebanho sejam presos e torturados enquanto suas igrejas são demolidas ou encenam cultos comunistas nos quais hinos são cantados ao presidente Xi.

Mesmo antes desta semana, Pequim parecia ter todas as cartas. Mas agora, só para garantir, adquiriu outra: um refém de 90 anos na forma do Cardeal Zen.



quinta-feira, 12 de maio de 2022

Francisco Responde em Apoio ao LGBT, com Erros Teológicos e de Lógica


O vídeo acima sintetiza muito do que eu diria com relação às respostas que Francisco deu ao padre James Martin, padre herético que propaga a sodomia dentro da Igreja, rasgando qualquer toda condenação da Bíblia, que considera a sodomia um pecado tão grave que está incluído entre os quatro pecados que "clamam ao céu por vingança de Deus".

John-Henry Western esclarece com perfeição o caso. Não vou ter tempo para traduzir o vídeo mas aqui vai o resumo:

1) Western noticia que Francisco se prontificou a responder três perguntas de Martin sobre a comunidade LGBT, mas nunca respondeu aos quatro cardeais que pediram explicações sobre o que Francisco escreveu no Amoris Laetitia;

2) A primeira pergunta de Martim era  o que a comunidade LGBT dever saber principalmente sobre Deus. Francisco respondeu que Deus é pai e ele não abandona suas crianças.

Humm,,,,Western lembra uma passagem de Mateus 7:11 em que Cristo disse que nem todos que clamam por Deus são filhso dele, mas apenas aqueles que servem os mandamento de Deus. 

Além disso, eu acrescento que na Bíblia, tanto no Velho e no Novo Testamento, temos um Deus que possui amor condicional por seus filhos, Ele os abandona sim, quando os filhos insistem nos erros e só volta a apoiá-los quando eles se arrependem. Cristo chegou a dizer, por exemplo, que inteiras cidades seriam destruídas porque negaram o ensinamento dele (Mateus 11:20-24). Outro dia, eu vi um documentário mostrando que essas cidades em Israel foram sim abandonadas.

Mas Francisco não presta muita atenção ao que diz a Bíblia ou a Cristo.

3) Depois Martim perguntou a Francisco, o que a comunidade LGBT deve saber da Igreja Católica. Francisco respondeu que eles lessem o Ato dos Apóstolos onde a comunidade LGBT encontraria a Igreja viva.

Western mostra várias passagens dos Atos dos Apóstolos em que os apóstolos condenam os pecados humanos. Além disso, eu acrescento, a "Igreja viva" está em todas as igrejas com a presença de Cristo no sacrário;

4) Depois Martim chega ao ponto que ele quer chegar, diz a Francisco que a Igreja tem rejeitado a comunidade LGBT e pergunta o que fazer. Francisco responde que todos são filhos de Deus e que a Igreja deve escolher a todos e daí ataca (ou pretende atacar) os conservadores dizendo que alguns desejam uma Igreja pura só de santos formando uma seita.
 
Sobre a primeira parte de que Deus aceita todos, eu já respondi na primeira pergunta, Sobre a segunda parte que ataca ou deseja atacar os conservadores, como Western fala, Francisco simplesmente comete uma falácia lógica, chamada de "espantalho".

É muito comum entre políticos que mentem contra outros políticos para ganhar votos. A ideia é criar uma imagem negativa do inimigo (um espantalho) e daí ataca essa imagem como se fosse o próprio inimigo. Todos os especialistas em propaganda política fazem isso, reduzem um ser humano inimigo a um espantalho para poder destruir sua reputação

É mais fácil atacar um espantalho do que ir verdadeiramente no que pensa o oponente.

Vejam:

Qual é o conservador católico que nega ser pecador e que precisa urgente da graça divina para abandoar seus pecados?

Qual é o conservador católico que engana que a Igreja é feita de homens pecadores, inclusive homens com tendências homossexuais?

No entanto, um conservador católico deve saber que ele pode abandonar sua Igreja se ele não tentar seguir verdadeiramente sua fé em atos e palavras,  ou se ele propagar heresias. 

---

Perdão, mas Francisco tem marcas muito diabólicas em suas palavras, infelizmente, ele procura confundir e separar.

Rezemos muito.


terça-feira, 10 de maio de 2022

Ativistas do Aborto Invadem Igrejas e Ameaçam Residências de Juízes da Suprema Corte


Imaginem se fossem conservadores ameaçando invadir as residências de membros da Suprema Corte?

Ativistas do aborto podem invadir e pixar igrejas católicas e ameaçar a vida da família dos juízes da Suprema Corte nos Estados Unidos.

No Brasil, recentemente, um político considerado conservador foi condenado a 8 anos de prisão por ameaçar um juiz da STF em texto na internet sem qualquer ação prática.

Os esquerdistas brasileiros já colocaram fogo em prédios dos ministérios e invadiram a sala de ministros de estado. E não aconteceu nada a eles.

O que Biden, o presidente "católico" disse sobre os ativistas pró-aborto que ameaçam a vida das maiores autoridades da justiça do país e invadem igrejas católicas? Nada.



sábado, 7 de maio de 2022

Cardeal Becciu se Diz Inocente, Ataca Arcebispo Perlasca e é Atacado pelo Cardeal Pell


Cardeal Becciu fez extensa declaração alegando inocência no casos de corrupção financeira do Vaticano que estão sob julgamento.

Na oportunidade, ele atacou especificamente e de forma bem grosseira o arcebispo Perlasca, que já foi inocentado no caso em julgamento. O arcebispo Perlasca trabalhava para o cardeal Becciu na Secretaria de Estado quando ocorreram os casos de corrupção, sendo o mais conhecido, a compra de um imóvel caríssimo em Londres. 

Becciu também negou que tenha enriquecido sua família quando esteve comandando vasto orçamento do Vaticano, acusação que fez o papa demitir Becciu. Francisco pode ter demitido sem analisar direito o caso? Pode, Francisco fez isso com inúmeros clérigos. Mas pode ser também que Becciu tenha ajudado de forma corrupta a sua família. 

Ele também negou ter relações amorosas com um assessora chamada Cecília Morogna que supostamente teria ajudado Becciu com a liberação de uma freira sequestrada por terroristas islâmicos. Essa história é realmente cabeluda, contratar uma mulher sem nenhuma experiência para assuntos de inteligência e pagar uma fortuna? Cecília não tem experiência prática nenhuma no assunto e recebeu 500 mil euros. Ela entrou no caso depois de enviar um e-mail ao cardeal. O site Gloria TV mostrou um pouco sobre quem é ela.

Becciu também negou que tenha tentado prejudicar o Cardeal Pell que foi injustamente acusado de pedofilia na Austrália, ficou preso e depois foi inocentado. 

Pell acha que Becciu enviou até dinheiro para apoiar aqueles o acusavam. Pell contratou auditoria independente para avaliar o uso de dinheiro no Vaticano, mas depois foi demitido pelo papa.

Após a declaração de Becciu, Pell respondeu levantando especialmente dúvidas sobre as coisas que Becciu não falou em sua declaração, como o fato dele ter demitido membros de auditoria independente que estavam no Vaticano justamente para evitar que ocorressem investimentos fraudulentos e corruptos. Além disso, Pell ainda acha que milhões do Vaticano formam enviados para a Austrália contra ele.

Um resumo da declaração de Becciu e a resposta de Pell pode ser lida em italiano (use o google translate para colocar em português) clicando aqui

Em suma, pelo resumo que li, achei muito tosca a relação de Becciu com Perlasca e também com a tal "analista política" e mãe solteira Cecília Morogna. Tenho mais confiança no cardeal Pell também. 

A administração financeira do Vaticano sempre foi considerada obtusa para os padrões do mercado financeiro, qualquer auditoria independente encontrará um saco de gatos e poderes conflitantes. Mas tudo foi piorado pelo pontificado de Francisco, onde tudo é muito confuso, caótico e obscuro.

E Francisco não será chamado a esclarecer nada. Nem sei se conseguiria fazer isso, mesmo se fosse inocente, diante dos casos de corrupção que todos dizem que ele próprio aprovou os gastos financeiros relativos a eles.


sexta-feira, 6 de maio de 2022

Editorial Wall Street Journal Contra Posição de Francisco na Guerra da Ucrânia


O jornal Wall Street Journal fez um editorial condenando a posição do Papa Francisco frente a guerra da Ucrânia. Na entrevista, que esclareceu qual é suposição frente a guerra, Francisco se mostrou do lado de Putin, contra a OTAN, e usou palavras grosseiras para descrever a reunião que teve com o patriarca da Igreja Ortodoxa Russa (o patriarca já reagiu quanto a isso). 

O Wall Street Journal é o jornal mais lido e mais respeitado dos EUA. No Brasil é que ainda se acha que é o New York Times. O Wall Street Journal costuma trazer críticas a Francisco especialmente por conta do silêncio de Francisco frente às atrocidade da China. No mesmo editorial sobre a Guerra da Ucrânia, o jornal lembra disso.

Aqueles que tentam salvar as palavras do papa na entrevista usam a velha fórmula de que a entrevista que ele deu não foi gravada e sugerem que o jornal que fez a entrevista pode ter mudado as palavras o papa.

Isso é "BS" (bobagem) e tentativa de salvar o papa dele mesmo, como sempre.

Vou traduzir abaixo o editorial do Wall Street Journal sobre o Papa e a Guerra da Ucrânia abaixo.

Papa Francisco culpa a OTAN

Logo após a desastrosa retirada dos Estados Unidos do Afeganistão, o Papa Francisco citou a ex-chanceler alemã Angela Merkel ao criticar a guerra de 20 anos: “É necessário acabar com a política irresponsável de intervir de fora e construir a democracia em outros países, ignorando as tradições dos povos”.

O problema é que o Papa estava citando Vladimir Putin, não a Angela Merkel. Essa gafe veio à mente quando um jornal italiano publicou uma entrevista com o Papa na terça-feira.

Francisco sugeriu que talvez "a OTAN latindo no portão da Rússia" tenha levado Putin a invadir seu vizinho, que não pertence à aliança. “Não tenho como dizer se a raiva dele foi provocada”, continuou ele. “mas suspeito que talvez tenha sido facilitada pela atitude do Ocidente”. Questionado se era certo enviar armas para que a Ucrânia pudesse se defender, o papa disse: “Não sei”, antes de criticar o comércio global de armas.

Desde a invasão, Francisco pediu o fim da guerra e criticou a violência, mas não criticou diretamente a Rússia por iniciar o conflito. Agora que ele finalmente fala, ele culpa a OTAN por aceitar membros que querem evitar ser invadidos pela Rússia. Que terrível sinal moral para enviar aos ditadores.

O papa disse que pediu uma audiência com Putin, mas não recebeu resposta. Questionado se visitaria Kiev, ele disse que deveria ir a Moscou primeiro: “Se Putin decidir deixar a porta aberta . . . ” Este é um padrão. Lembre-se de que o papa se recusou a se encontrar com o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, em 2020, pelo menos em parte devido à oposição dos Estados Unidos ao acordo notório do Vaticano com o Partido Comunista Chinês.

Não se trata de saber se o Vaticano se alinha perfeitamente com o Ocidente ou se o papa próximo dos EUA João Paulo II foi um crítico veemente da Guerra do Iraque de 2003, mas manteve o respeito daqueles que se lembravam de sua oposição ao imperialismo soviético. A consistência importa.

O Papa é o líder espiritual de mais de um bilhão de católicos, mas a autoridade moral por trás do papado – por mais danificada que esteja – ainda pode transcender a religião de tempos em tempos. Isso torna o equívoco de Francisco sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia ainda mais frustrante para aqueles que lembram o quão poderosa uma força para o bem pode ser um papa.


quinta-feira, 5 de maio de 2022

Trailer de Documentário sobre a Fraude na Eleição de Biden: "2000 Mules"


O documentário de chama 2000 Mules (mules significa alguém infiltrado, um contrabandista, alguém que faz o trabalho sujo). No trailer acima, o produtor Dinesd D'Souza traz jornalistas que não sabem dizer se a eleição de Biden foi fraudulenta, desconfiam que não há nenhuma evidência que prove a fraude.

Dinesh então mostra o trabalho da organização True the Vote, que catalogou milhares de "mules" nas cidades mais relevantes para a eleição presidencial dos EUA (cidades-chaves que determinam o resultado eleitoral). Esses "mules" podem ter levado milhões de "votos" para as caixas disponíveis nas ruas para receber votos. Esses "mules" fizeram isso simplesmente por dinheiro. Muito desse dinheiro deve ter vindo de gente como Zuckenberg do Facebook que investiu milhões e milhões em coleta de votos na eleição de Biden. 

Lembre que vota quem quer nos EUA, voto é voluntário, boa parte da população não de dá o trabalho de votar normalmente. Então só ter milhões e milhões de dólares incentivando gente que geralmente nunca vota para votar já é um tipo muito relevante de fraude. 

Temos o resultado: Biden teve a maior quantidade de votos a favor na história dos EUA: 80 milhões de votos. Milhões de votos a mais que Obama. Trump teve a maior quantidade de votos para um incumbente na história e mesmo assim perdeu.

Isso mesmo, os americanos fizeram a loucura de deixar que se elegessem um presidente simplesmente depositando votos em caixas nas ruas. Além de receber votos pelos correios.

Mesmo sem contar com apoio de gente trilionária, com todo o poder de associação em sindicatos, grupos estudantis, etc. que a esquerda tem em todo lugar do mundo, o que eles esperavam que aconteceria com eleições pelos correios e em caixas nos meio da rua?


terça-feira, 3 de maio de 2022

Aborto - Assunto Divisor de Águas

 

Se você é a favor do aborto de crianças você não pode ser cristão. Ponto final.

No âmbito político, há uns 20 anos ainda existia político de esquerda nos EUA que era contra o aborto.  Após Obama, o grande patrocinador do aborto em toda sua carreira de político, isso não existe mais. Aborto é divisor de água politicamente também. 

Hoje em dia, o aborto é a grande ferida e o grande amor, como diz Ben Shapiro acima, da esquerda não só nos EUA como em todo mundo ocidental. 

Biden, que se diz católico, já prometeu que irá lutar pelo aborto de crianças após ser divulgado que a Suprema Corte dos EUA pretende reverter a legislação do aborto em favor da vida. Vazou um documento da Suprema Corte.

Vai ser uma guerra, até mesmo física.  O capeta vai atiçar toda a sua legião de humanos.

Rezemos pelas crianças. Será uma enorme vitória da vida se a Suprema Corte defendê-la.  Consagrará uma luta peja vida que vem desde 1971.


segunda-feira, 2 de maio de 2022

Padre Murray: 4 Heresias do Papa Francisco


Belíssimo. Em um vídeo de apenas 5 minutos, padre Murray relata 4 claras heresias de Francisco que precisam ser resolvidas imediatamente:

1) Francisco aprova a união civil entre homossexuais, contradizendo o ensinamento da Igreja e contradizendo a verdadeira caridade;

2) Francisco assinou documento que diz que Deus deseja várias religiões e vários sexos, renegando a própria Cruz de Cristo com o plano de salvação de Deus;

3) Francisco permitiu no documento Amoris Laetitia a comunhão para divorciados, novamente pregando uma falsa caridade;

4) Francisco mudou o catecismo para dizer que a pena de morte é inadmissível, contradizendo a Bíblia, os teólogos da Igreja e novamente pregando falsa caridade.

Fiquei feliz em vê-lo anunciar as 4 heresias, descrevi todas em meu livro "Papa Francisco: dos Sapatos Pretos a Heresia?". Fiquei ainda mais feliz porque ele citou o caso da pena de morte, muitas vezes esquecido pelos oponentes de Francisco. Uma heresia colocada dentro do Catecismo.

Mas há muitas outras heresias de Francisco. 

Padre Murray não lembrou do caso Pachamama. 

Padre Murray não lembrou da heresia de que todos são salvos mesmo que reneguem Cristo. 

Padre Murray não lembrou da heresia dele com relação a Nossa Senhora, em que Francisco disse que era uma garota comum. 

Padre Murray não lembrou da heresia de fechar as igrejas no Pandemia. 

Padre Murray não lembrou da heresia de Francisco de dizer que o ecumenismo é fundamental para a Igreja Católica.

Padre Murray não lembrou da heresia de Francisco de dizer que a ideia de Guerra Justa não existe mais (contradizendo inclusive o pecado original com a inclinação ao mal dos homens).

Padre Murray não lembrou da heresia da exaltação da "Mãe Terra" por Francisco.

...

Detalhes:

1) Padre Murray não teve a coragem de chamar os casos de heresia. Mas se contradizem o magistério da Igreja e o próprio Cristo o que seriam?

2) Padre Murray cita ainda que João Paulo II e Bento XVI protegeram de alguma forma o cardeal McCarrick que foi condenado por abuso sexual;

3) Padre Murray fala do beijo de João Paulo II ao Alcorão.

Problemas sérios com outros papas sempre existiram mas nunca na história, na minha humilde opinião, tivemos a  máquina herética de Francisco.


sábado, 30 de abril de 2022

Governo Biden Estabelece "Ministério da Verdade",


Acho que não chegou ainda no Brasil  a notícia de que o governo Biden está estabelecendo um "Desinformation Board", que irá claro perseguir qualquer informação que diminua o poder ideológico da esquerda. E Biden colocou uma mulher tresloucada chamada Nina Jankowicz, para a ser a líder desse MINISTÉRIO DA VERDADE (instituição clássica do livro distópico 1984 de George Orwell).

Claro que isso é estimulado pelo desespero deles depois que Musk comprou o Twitter. Eles sabem que a eleição de Biden se deve ao Facebook e ao Twitter, que além de enviar milhões para campanha e arregimentar eleitores para Biden,  escondeu qualquer informação que pudesse prejudicar Biden, além de censurar Trump e seus eleitores.

No vídeo acima, Tucker Carlson explica tudo. Vivemos tempos de guerra e a guerra está dentor das nossas casas e nos nossos bairros. No vídeo, inclusive, aparece um representante de Biden dizendo que está montando "grupos na sociedade" para denunciar indíviduos que divulguem "desinformações perigosas". Isso criará pessoas perseguindo outras pessoas. 

Bom, é o stalinismo no país mais rico e capitalista do mundo, como nem Orwell previu.




 
 

sexta-feira, 29 de abril de 2022

Elon Musk Explica sua Posição Ideológica.

 


Musk divulgou essa charge acima para explicar sua posição ideológica. 

Eu vi Musk falando que apoiou muito Obama.  E  agora ele divulga essa imagem acima mostrando que o partido esquerdista de Obama se radicalizou e ele não.

Ele erra feio em uma coisa: foi justamente Obama que radicalizou o partido.  Só para começar Obama apoiou e apoia o aborto até quando a criança nasce viva. Obama defende deixar a criança morrer de fome, Sem falar no islamismo de Obama que apoiou a tal "Primavera Arabe" e sem falar nos juízes radicais que Obama colocou no poder.


Victor Hanson: Elon Musk Mexe na Estrutura de Poder que Colocou Biden na Presidência


Mais um excelente artigo do historiador militar Victor Davis Hanson. Dessa vez sobre a compra do Twitter por Elon Musk.

Ele descreve muito bem o poder que Musk enfrentou e que agora tem nas mãos. Musk pode "ser a martelada no Muro de Berlim do poder esquerdista".

Mesmo Facebook tendo valor de mercado 15 vezes maior que o Twitter  e tendo 2 bilhões de usuários enquanto o Twitter tem 200 milhões, Musk mexe forte nas estruturas de poder. 

O poder que colocou Biden na presidência e os que vivem da censura ideológica sabem disso. 

Aqui vai o artigo de Hanson:

Victor Davis Hanson: Tearing Down The Silicon Valley Wall

Abruptly leftists began trashing their favorite electronic communications platform as the domain of the nation's elite, professional classes. Had they just discovered that they had been racists and privileged users all this time?

And what happened to the Left's former worship of Musk as the man who revolutionized the clean, green automobile industry with his Tesla electric car company?

Or Musk the space revolutionary and hip star trekker, who with his own money helped ensure the United States remains preeminent in space exploration?

Or Musk, the patriot who is providing free next-generation internet service to the underdog Ukrainians fighting Russians for their lives?

No matter. The Left reviles Musk because he has announced that Twitter will be the one social-media platform whose business is not to censor or massage free speech in an otherwise monopolist, intolerant, and hard-Left Silicon Valley.

Who knows, Musk might even allow former president Donald Trump to communicate on Twitter - in the fashion that the terrorist Taliban, Iranian theocrats, and violent Antifa protesters all take for granted in their daily access to Twitter.

But how did the once free-speech, anti-trust, let-it-all-hang out Left become a Victorian busybody, a censorious Soviet, and an old-fashioned robber-baron monopoly?

When it discovered that few Americans wanted left-wing, socialist politics it turned elsewhere. It found power instead through control of American institutions, from academia and Wall Street to traditional and social media.

When Musk merely talked about buying Twitter, the Left shrieked that an outlier multibillionaire owning a media - and especially a social media - venue was unfair. The buyout was supposedly "dangerous" and "a threat to democracy."

But the more the Left screamed, the less people listened.

After all, left-wing Mark Zuckerberg's Facebook has roughly 15 times more market capitalization than Twitter. It has an audience of 2 billion users - over seven times larger than Twitter's 271 million.

Zuckerberg's monopoly on global social media and his enormous wealth were stealthily put in service to the Democratic Party in the 2020 election. He reportedly infused nearly $420 million of his media money into warping the vote in key precincts, by augmenting and absorbing the work of state registrars to empower likely left-wing voters.

Amazon's Jeff Bezos, the second wealthiest man in the world, owns the influential Washington Post.

It has moved markedly to the activist Left under his patronage.

Multibillionaire Lisa Jobs, widow of the late Apple founder Steve Jobs, owns The Atlantic.

It has become an increasingly hard-Left political magazine.

So in Orwellian fashion, apparently most media-owning, left-wing billionaires are good? But one social media-owning, non-left-wing billionaire is bad?

How exactly might a Musk-owned Twitter alter an election?

By emulating the former directors of Twitter and the rest of Silicon Valley social media who canceled not just conservatives, but any new communication they felt harmful to the 2020 Biden campaign?

From the outset, it was clear that Hunter Biden's lost laptop incriminated his dad, Democratic nominee Joe Biden.

Biden was referenced by his own quid pro quo, grifting son variously as "the Big Guy" and "Mr. Ten Percent" - a full partner in peddling Beltway influence to rich foreign actors.

Yet in lockstep, social media banned most coverage of the pre-election laptop story.

It instead spread its standby false narrative of "Russian disinformation." We now know the laptop was always authentic. The crude efforts to suppress mention of it were classic politicized news suppression.

Still, the Left may well have some reason to be terrified of Elon Musk.

Should he liberate Twitter from left-wing scolds and groupthinkers, would other renegade new companies and old standbys follow his lead?

Is Musk's $46-billion acquisition the internet equivalent of Germans in November 1989 with sledgehammers smashing down the Berlin Wall?

Does Musk sense that the looming November midterm elections may result in one of the rare landslide verdicts in American history?

Does he assume the public prefers a muckraker who demands free speech rather than corporate insider cronies censoring expression they don't find useful?

Polls show that the American people have had their fill of 14 months of self-inflicted, ideology-driven disasters. And why not, given the nonexistent border, spiking crime, inflation, unaffordable gasoline, and neo-Confederate racial fixations?

Are the recent Netflix implosion, the CNN+ disaster, the Disney debacle, the Virginia statewide and San Francisco school board elections, the polls showing massive defections of Latinos from the Left, and the grass-roots pushback against government-imposed mask wearing, and explicit transgender education in the k-3 grades--also symptoms of a reckoning on the horizon?

The country is ready for a revolution. And Musk believes he can lead it with his Silicon-Valley sledgehammer.

So, as the Left says, "Bring it on.

terça-feira, 26 de abril de 2022

Padre Gayzista Desespera com Elon Lusk


Os gigantes tecnológicos, Facebook, Twitter e Google, são os grandes promotores do anticristianismo no mundo, estão na linha de frente da defesa do gayzismo e do aborto no mundo. Eles são os maiores inimigos do conservadorismo. Qualquer conservador sabe o quanto é difícil debater suas ideias nessas mídias sociais. Eu mesmo já sofri censura várias vezes na divulgação dos meus livros. O Facebook foi um dos grandes responsáveis pela eleição de Biden, gastou milhões e milhões promovendo Biden e  até de forma ilegal. Já falei disso aqui no blog. O Twitter chegou ao cúmulo de censurar definitivamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ontem, eu li que Facebbok e Twitter censuraram e tiraram das mídias sociais mais de 600 críticas e acusações de corrupção contra Biden e sua família.  

Todo esquerdista sabe que essas empresas tecnológicas protege suas ideias. 

Assim, quando Elon Musk anunciou a compra do Twitter prometendo que irá promover a liberdade de pensamento no Twitter, os esquerdistas entraram em desespero e os conservadores disseram que iriam voltar ao Twitter.

O padre James Martin, maior promotor do gayzismo na Igreja, acusou o golpe contra o pensamento dele, dizendo que Musk deveria gastar o dinheiro dele ajudando os pobres. Falou a mesma coisa que os esquerdistas dizem quando veem uma Igreja Católica belíssima: dizem que a Igreja deveria vender tudo e dar aos pobres. Aliás, isso é coisa que o próprio Judas Iscariotes falou a Cristo (João 12), quando Maria lavou os pés de Cristo com perfume caro. O diabo é mesmo sem criatividade.

Claro que Martin nunca disse que os antigos donos do Twitter deveriam vender tudo e dá aos pobres. Ele sabe muito bem do que se trata. Trata-se de que suas opiniões heréticas poderão não ser mais mais protegidas no Twitter. 

Eu nunca usei Twitter, não sei como será o Twitter com Elon Musk, espero que cumpra o que prometeu, mas ele já nos prestou um serviço, ficou ainda mais claro para que as gigantes tecnológicas trabalham contra a verdade de Cristo. 


sábado, 23 de abril de 2022

Apelo aos Cardeais: Sigam um Jesuíta para Depor um Papa "Jesuíta".


Há tempos, dentro da Igreja, ser da congregação jesuíta tem sido sinônimo de ser um clérigo que despreza os ensinamentos bíblicos,  despreza o magistério da Igreja, despreza a liturgia, despreza o celibato e despreza o comportamento casto cristão. É um clérigo que nem se veste nem se comporta como clérigo, pelo contrário, ele costuma se fantasiar de mundo. Outra característica comum entre os jesuítas é ser muito politizado, ficar do lado das ideologias humanas,  e quando começa a elogiar religiões, são religiões não-cristãs, como budismo, umbanda, paganismo ou  ateísmo.

Temos agora um papa jesuíta que tem muito dessas características típicas dos jesuítas. Aqueles que o elegeram sabiam muito bem o que estavam fazendo.

No vídeo acima, o teólogo Taylor Marshall explica o que o jesuíta de outros tempos, um exímio defensor da Igreja e de suas doutrinas, São Roberto Belarmino, disse sobre como se pode depor um papa herético ou tirano. São Roberto Belarmino é a principal autoridade dentro da Igreja sobre a doutrina do papado.

Marshall começa descrevendo algumas heresias propagadas pelo Papa Francisco. Eu escrevi sobre essas heresias que ele fala e sobre muitas outras no meu e-book

Recentemente, eu vi um vídeo no youtube, do programa Pint with Aquinas, no qual o teólogo Ralph Martin é perguntado se Francisco é herético, e o entrevistador cita a opinião de Marshall. A resposta do Dr Ralph Martin é frágil. Ele diz que Francisco não é herético porque o papa não insiste nas suas heresias. Francisco tem falado muitas heresias, mas como ele não insiste formalmente em nenhuma, ele não seria herético. Essa opinião é muito fraca e esquece do modelo peronista de Francisco, cuja principal característica é a confusão. Não acho também que a definição de herético na Igreja é centrada na ideia de insistência. Pelo menos, no entanto, Martin reconhece que muitas heresias são propagadas.

Voltando ao vídeo acima, no vídeo, Marshall faz um Apelo Filial ao Cardeal Burke, a Bento XVI  e outros cardeais para que iniciem um processo de investigação das heresias de Francisco.

Marshall explica que ninguém pode julgar o papa, exceto na situação em que ele se desvia da fé.

São Roberto Belarmino defendeu que um concílio geral deve ser estabelecido quando há suspeita de heresia por parte do papa. Qualquer um pode ver, mesmo os defensores de Francisco, que os atos e as palavras de Francisco lançam inúmeras suspeitas de heresias. Segundo Belarmino, se o concílio considerar que o papa é herético, ele deve ser deposto.

Outra situação de um concílio para julgar o papa é quando o papa é suspeito de agir como tirano ou um imoral. Neste caso, o concílio deve advertir o papa, mesmo que não o deponha, no intuito de que ele se corrija moralmente. Há um livro chamado The Dictator Pope que defende justamente que Francisco age como tirano, e muitos cardeais podem defender esse ponto pois Francisco os perseguiu. Sem falar na tirania de tentar eliminar a liturgia tradicional da Igreja.

Esse tipo de concílio para julgar as ações de papas já ocorreram na história da Igreja.

E como diz Marshall: silenciar frente às heresias de Francisco é ser cúmplice e apoiar tais heresias.

Rezemos. Ajam Cardeais!


quarta-feira, 20 de abril de 2022

História do Cisma da Igreja Anglicana Mostra o Caminho da Destruição para Igreja Católica.

 


O convertido ao catolicismo Shane Schaetzel vem da Igreja Anglicana. Ele acompanhou de perto cada passo do cisma que ocorreu na Igreja Anglicana para torna-la hoje apenas um enfeite dito cristão. 

Quando morei na Inglaterra no final dos anos 2000, em plena finalização do cisma, eu não cansava de me assustar com o abandono generalizado das igrejas anglicanas, reduzidas a poeira ou creche infantil ou a bazar.

Vale muito a pena ler a história do cisma anglicano descrito por Shane. Nele temos todos os personagens que quase podemos nomear na Igreja Católica. Vejamos:

1. Lider fraco e desprezado;

2. Ação cismática herética repentina de parte da Igreja que não é  combatida nem pelo lider local, nem pelo líder global; 

3. Aceitação da heresia cismática depois de algum tempo porque ninguém fez nada contra;

4. Parte do clero deseja restauração que não ocorre e só lhe resta fundar nova Igreja;

5. Parte fica na antiga Igreja achando que a heresia cismática é só uma modinha que irá passar. Mas não passa;

6. Igreja fica sem lider;

7. Ninguém mais se entende nem nas questões mais simples.

8. Doutrina e liturgia são abandonadas.

9. O vazio e o caos se tornam a norma. 

Eu costumo pensar que a Igreja Católica está na beira deste processo. As igrejas protestantes já estão no final disso ou já finalizaram. 

Leiam o relato de Shane. 

Rezemos e lutemos.  Sejamos a luz de Cristo até contra papas. 


terça-feira, 19 de abril de 2022

Bispos x Bispos (Parte 2). Bispos da Alemanha Respondem aos Bispos do Mundo se Apoiando em Francisco.



Eu falei aqui de uma Carta Aberta dos Bispos do Mundo contra o tal "Caminho Sinodal" an Alemanha . Depois, que eu publiquei no post, eu vi que dois bispos brasileiros (apenas 2) assinaram a Carta.

Era bispos do mundo todo fazendo o trabalho do Papa Francisco e dizendo: "ei Alemanha, não mexa com a nossa Doutrina da  Fé Católica".

Hoje, leio que os bispos da Alemanha resolveram responder aos bispos do mundo.

Basicamente, os bispos alemães em linguagem comum, disseram: "não encham meu saco, minha "Boa Nova" é  aprovando a vida gay, a vida dos divorciados e as mulheres com padres. Não me importa se o Velho Testamento, o Novo Testamento, Cristo, ou qualquer papa disse o contrário. Os tempos mudaram, São Paulo e Cristo estão ultrapassados". 

A justificativa que os bispos alemães usaram lembrou Martinho Lutero. Basicamente, disseram: "ei, a Igreja Católica cometeu muitos abusos então podemos fazer isso".

Os bispos alemães também disseram que falaram várias vezes com Francisco e que o papa não disse nada que os fizessem inibir o que desejam fazer com o tal sínodo

Finalmente, os bispos da Alemanha ainda se fizeram de vítima na carta deles. 

Vou traduzir aqui o relato da resposta dos alemães feito pelo Catholic News Agency. Vejam abaixo.

Presidente dos bispos alemães responde a Carta que alertou  sobre risco de cisma no caminho sinodal alemão

O bispo Georg Bätzing, de Limburg, presidente da conferência episcopal alemã, respondeu na quinta-feira a uma carta que alertou  que o caminho sinodal do país pode levar ao cisma. O bispo alemão defendeu o processo como uma resposta aos abusos na Igreja.

“O Caminho Sinodal é nossa tentativa na Alemanha de confrontar as causas sistêmicas do abuso e seu encobrimento que causaram sofrimento incalculável a tantas pessoas dentro e através da Igreja”, escreveu o bispo Bätzing em 14 de abril ao arcebispo Samuel Aquila, de Denver. A carta do bispo alemão foi publicada em 16 de abril no site da conferência dos bispos alemães.

Mais de 80 bispos de todo o mundo assinaram uma carta aberta em 11 de abril que alertava que mudanças radicais no ensino da Igreja defendidas pelo caminho sinodal podem levar ao cisma.

O “Caminho Sinodal” é um processo que reúne leigos alemães e bispos católicos para discutir quatro grandes temas: como o poder é exercido na Igreja; moralidade sexual; o sacerdócio; e o papel das mulheres. Quando os bispos alemães iniciaram o processo, eles inicialmente disseram que as deliberações seriam “vinculativas” para a Igreja alemã, levando a uma intervenção do Vaticano que rejeitou tais alegações.

A assembléia sinodal votou a favor de documentos pedindo a ordenação sacerdotal de mulheres homossexuais e mudanças no ensino sobre atos homossexuais.

O bispo Bätzing escreveu em sua resposta às preocupações do arcebispo Aquila de que os abusos na Igreja dificultaram seu testemunho e que “o caminho sinodal é, portanto, também nossa tentativa de tornar possível uma proclamação credível da Boa Nova”.

“Esta ocasião e contexto são particularmente importantes para nós, mas infelizmente não são mencionados em sua carta”, acusou.

A recente carta aberta fez referência à carta de preocupação do arcebispo Aquila de maio de 2021 sobre o caminho sinodal, na qual ele observou que a assembleia sinodal alemã está certa em expressar angústia pelos escândalos e encobrimentos de abuso sexual do clero. O texto fundamental do sínodo está certo ao dizer que esses escândalos geraram “uma verdadeira crise de credibilidade para a Igreja”, escreveu o arcebispo Aquila.

Deve haver consequências do escândalo de abuso para as “estruturas” da Igreja, continuou Dom Bätzing. Ele caracterizou a recente carta aberta como usando “embelezamentos eufemísticos” que “realmente não ajudam” o problema.

Ele chamou as “acusações” feitas na carta de “surpreendentes” e alegou que não foram feitas justificativas para elas.

“Posso tranquilizá-los com o coração aberto: esses temores em relação ao caminho sinodal da Igreja Católica na Alemanha não são corretos”, escreveu Dom Bätzing.

“Assim, o caminho sinodal de forma alguma mina a autoridade da Igreja, incluindo a do Papa Francisco, como você escreve.”

“Pude falar várias vezes com o Santo Padre sobre o caminho sinodal”, disse o bispo alemão. “Em sua carta ao povo de Deus peregrino na Alemanha, ele nos pediu expressamente que percorrêssemos o caminho como uma busca 'de uma resposta corajosa à situação atual' e ao mesmo tempo como um caminho espiritual, pedindo a orientação do Espírito Santo."

O Papa Francisco enviou uma carta de 19 páginas aos católicos alemães em junho de 2019, exortando-os a se concentrarem na evangelização diante de uma “crescente erosão e deterioração da fé”.

Dom Bätzing rejeitou a observação de que o caminho sinodal é guiado por “análises sociológicas e políticas contemporâneas, incluindo gênero, ideologias”, afirmando que é guiado antes pela Escritura, Tradição, Magistério, teologia, o sentido dos fiéis e “o sinais dos tempos interpretados à luz do Evangelho”.

“Ao aproximarmo-nos juntos dos Dias Santos”, concluiu o bispo alemão, “garanto-vos que os católicos na Alemanha, ouvindo a voz de Nosso Senhor Jesus Cristo, que também é Senhor da história, juntamente com a Igreja em todo o mundo , como povo peregrino de Deus, também seguirá seu caminho neste tempo - unidos na esperança pascal de que Ele os espera no fim dos tempos”.


--

É isso aí, bispos alemães reproduzindo Lutero, e dessa vez dizem que o papa está do lado deles.

Francisco jogará fogo, água ou fará do mesmo e dirá: "ei, vamos dialogar" e empurre com a barriga?

Rezemos.


segunda-feira, 18 de abril de 2022

Relatório Econômico de Biden: Inflação LGBT. E a "Ciência" de Hoje.

Que loucura este título de post, não é? Mas acontece que o governo Biden publicou seu Relatório Anual Econômico na última quinta-feira. Os Estados Unidos vivem atualmente a maior taxa de inflação dos últimos 40 anos. Mas o destaque o do relatório foi a ideologia de gênero. O Relatório mencionou "gênero" 127 vezes, enquanto a inflação foi mencionada míseras 87 vezes, perdeu em 40 vezes. É a inflação LGBT de Biden. O termo "emissões" ligado à preocupação com mudança climática também superou a menção de inflação, chegou a quase 100 vezes.

Claro que essa tendência ignóbil de governos está refletida nas universidades. Há muito tempo que as áreas humanas (sociologia, filosofia, ciência política, economia, relações internacionais, geografia, antropologia, história) e mesmo as áreas naturais (física, agronomia, climatologia, astronomia, química, medicina...) estão se sujeitando a ideologia política gayzista, feminista e ateia. 

Há uns 10 anos eu fui almoçar com meu orientador de doutorado e perguntei como estava a universidade. A resposta dele foi: está devastada pelo feminismo e pelo gayzismo presentes em muitas teses e dissertações.  

Eu publiquei no Reino Unido um artigo sobre distopias (literatura que procura prever o futuro, tipo "1984" de George Orwell e "Admirável Mundo Novo" de Huxley). No artigo eu disse que a melhor distopia que li foi a do padre Robert Benson, chamada "O Senhor do Mundo", que escreveu uns 30 anos de Huxley, e conseguiu prever a bomba nuclear. No entanto, no artigo, eu comentei um erro de Benson. Ele achava que as universidades seriam contra o programa do anticristo, porque defenderiam a  liberdade de opiniões. 

Muito pelo contrário, vemos hoje em dia. 

Ontem, eu li um artigo chamado "Why Academia is Preying Freethinkers" (Por que as Universidades estão Destruindo  os Livres Pensadores).

O que o texto mostra é que nos Estados Unidos, país mais rico do mundo,  e único país do Ocidente que tem verdadeiramente um partido político minimamente de direita, um coisa não há nas universidades de lá: diversidade de opiniões. O texto relata que  a percentagem é  a seguinte nas universidades americanas: para cada 20 professores lá, 1 vota na direita republicana. 20 para 1.

Na Europa, eu chutaria que essa taxa é de pelo menos 50 para 1 (eu fiquei assustado com o domínio cego ao esquerdismo quando trabalhei como professor visitante em Cambridge no Reino Unido).

Na América Latina,  a gente ainda nem sabe o que significa ser de direita. A chamada direita no Brasil, por exemplo, é muito semelhante a esquerda. Nas Universidades, um professor realmente de direita vai ficar perambulando em silêncio em um ambiente tresloucado.


quarta-feira, 13 de abril de 2022

O Que Pensam os "Beneplenist"', Benevacantist" ou "Resignationist"

 

Minha posição sobre Bento XVI e sua renúncia sempre foi simples: Bento XVI renunciou e assim cometeu um dos maiores erros da história da Igreja. Ele não é mais papa, o papa agora, infelizmente, é o Papa Francisco, e todos os erros teológicos de Francisco de alguma maneira recaem também sobre Bento XVI. E nós que ficamos sujeitos ao pontificado de Francisco devemos procurar nos santificar para lutar cada vez mais forte contra as heresias propagadas.

Outra coisa, não sou grosseiro ou agressivo contra quem é sedevacantista ou acha que Bento XVI ainda é papa e Francisco é antipapa. Afinal de contas, na história da Igreja existiram fantásticos santos que defenderam antipapas. Eu aceito bem menos quem ainda defende as posições teológicas de Francisco, pois ele já fez muitos atos e palavras claramente heréticos.

Mas hoje em dia, com o acúmulo dos erros e mesmo heresias propagadas por Francisco, temos um pensamento entre os católicos cada vez mais forte. O pensamento de que Bento XVI é ainda o papa reinante.

Outro dia, eu fui entrevistado pelo Prof. Hermes Nery sobre a consagração da Rússia a Fátima, e recebi o comentário de alguém que não gostou da live justamente porque eu falei minha opinião sobre Bento XVI, o comentarista acha que Bento XVI ainda é papa.

Na internet de língua inglesa esse pensamento tem recebido três nomes que eu ainda não vi traduzidos para o português: Beneplenism, Benevacantism e Resignationism. Todos defendem que o Bento XVI continua sendo papa. Talvez em português seja Beneplenismo, Benevacantismo e Renuncianismo.

Trago esse assunto hoje ao blog porque vi um vídeo do professor Taylor Marshal sobre o Beneplenism e li um artigo do filósofo Edward Feser que usou o termo Benevacantism

O texto de Feser é bem mais interessante e educativo sobre o tema.

No vídeo de Taylor Marshall, ele apenas discute apenas o fato de que Bento XVI usou o termo "ministerium" e não "munus" durante sua renúncia. Ministerium significaria apenas a ação ativa de papa, enquanto "munus" significa o ofício de papa. Bento XVI então teria renunciado apenas às obrigações ativas de um papa e não sua posição de papa. Marshall não concorda com essa posição, especificamente porque ministerium também é usado em latim para significar ofício.

Feser faz uma análise bem mais completa do pensamento de que Bento XVI ainda é papa.

Ele considera que achar que Bento XVI ainda é papa é "escandaloso e inútil" (scandalous and pointless).

Ele analisa especificamente duas teorias de Benevacantism

1) Aquela que observa que o assessor do Papa, arcebispo Georg Ganswein, disse em 2016 que a renúncia de Bento XVI inagurou um novo tipo de papado, expandiu a ideia de papado, para uma que temos um ofício com dois membros, um ativo e um contemplativo. Essa teoria se fixa naquela questão do "ministerium" e "munus" e  argumenta que como Bento XVI ainda tem o ofício, ele é o verdadeiro papa.

2) A outra teoria do Benevacantism argumenta que Bento XVI até tentou renunciar mas falhou, porque ele não entendia muito bem, que um Papa deve renunciar ao "munus" e não ao "ministerium". Como ele falhou em sua posição doutrinária, a eleição de Francisco é um erro, e Francisco não é o papa.

Feser ainda considera outras posições do Benevacantism em seu texto, como aquela que diz que Bento XVI foi obrigado a renunciar por conta de conspiração contra ele dentro do Vaticano.

Mas ele se fixa muito mais naquelas duas teorias.

Vou traduzir agora como Feser derruba as duas teorias:

"Você pode pensar que a ideia de que Bento XVI ainda é papa é muito boba para valer a pena comentar. Mas há duas razões para fazê-lo, a saber, que é escandaloso e que é inútil. É escandaloso na medida em que aqueles que o promovem estão levando os católicos ao grave pecado do cisma, ou seja, recusando a devida submissão ao Romano Pontífice, que (gostemos ou não) é de fato Francisco. E embora seja a opinião de apenas uma pequena minoria, alguns deles são influentes. Não faço nenhum julgamento aqui sobre a culpabilidade daqueles atraídos por esse erro, muitos dos quais são pessoas bem-intencionadas compreensivelmente perturbadas pelo estado da Igreja e do mundo. Mas que é um erro, não pode haver dúvida razoável.

Isso me leva à outra razão para comentar o benevacantism, que é a sua inutilidade. Em particular, a visão é incoerente e, de fato, autodestrutiva, mas de uma maneira que me parece filosoficamente interessante. Para ver como, vamos começar lembrando a motivação que as pessoas têm para querer que o Benevacantismo seja verdadeiro.

Agora, eu não acho que nenhuma dessas teorias seja plausível. Mas vamos fingir que são. Eles resolveriam o problema que pretendem resolver – ou seja, o problema de ter que lidar com um papa genuíno que diz e faz coisas teologicamente altamente problemáticas? Nem um pouco, e é por isso que digo que o benevacantism é inútil.

Suponha que a teoria 1  (aquela que usa as palavras do arcebispo Ganswein) fosse verdadeira. Então Francisco seria algo como o vice-rei de Bento XVI, agindo em seu nome e com sua autoridade. Suas palavras e ações teriam qualquer autoridade que tivessem precisamente na medida em que ele age em nome de Bento XVI e, com efeito, seriam palavras e ações de Bento, especialmente se Bento não fizesse nada para corrigi-las. (Lembre-se aqui do ensinamento de Tomás de Aquino na Summa Theologiae II-II.182 de que a vida ativa “serve mais do que ordena” a contemplativa é superior a ela. Portanto, se o papado realmente fosse dividido em “contemplativo” e “ativo” membros, este último seria o instrumento do primeiro.)

Certamente a dificuldade aqui é óbvia. Segue-se que as palavras e ações problemáticas de Francisco também seriam, de fato, as palavras e ações problemáticas de Bento XVI. Portanto, esta primeira versão do Benevacantism não faria nada para resolver o problema de como um papa poderia dizer e fazer as coisas problemáticas que Francisco fez. Apenas transferiria a responsabilidade por essas palavras e ações problemáticas de Francisco para Bento. De fato, isso pioraria a situação, porque você não teria apenas um papa que é responsável em última instância pelas palavras e ações problemáticas em questão, mas também um que, além disso, permite que os fiéis fiquem confusos sobre quem exatamente é o papa realmente é. Benevacantistas pensam em Bento como um papa melhor do que Francisco, mas na verdade essa primeira versão de sua teoria implicaria que ele é um papa pior.

Suponha que, em vez disso, tenhamos escolhido a teoria 2. Isso dificilmente é melhor; na verdade, pode ser ainda pior. Por um lado, também neste cenário, Bento XVI não se mostra um defensor da ortodoxia melhor do que Francisco. Em vez disso, a teoria faria dele um defensor tão incompetente e não confiável da ortodoxia que ele nem mesmo entenderia a natureza do próprio papado, que deveria ser o baluarte final da ortodoxia. De fato, ele seria tão incompetente e pouco confiável que nem mesmo saberia quem o papa realmente é, e que é precisamente ele mesmo que ainda é papa. Ele estaria, de fato, em cisma de si mesmo e culpado de subordinar a si mesmo e o resto dos fiéis a um antipapa!

Este seria um guardião da ortodoxia superior a Francisco? Seriamente?

Mas fica pior. Suponha que uma dessas duas versões do Benevacantism fosse verdadeira. O que a Igreja deve fazer? Presumivelmente, na melhor das hipóteses, o próprio Bento XVI endossaria publicamente alguma versão da teoria. Mas isso seria um desastre. Se ele endossasse a teoria 1, ele estaria de fato dizendo que silenciosamente permitiu que a Igreja fosse gravemente enganada e mal governada por quase uma década – que ele foi papa o tempo todo, mas falhou em cumprir seus deveres como papa, e assim, com base em uma nova teoria teológica que não tem fundamento ou precedente no ensino histórico da Igreja. Por que, nesse caso, qualquer católico deveria confiar nele ou em seu magistério novamente? E, claro, milhões de católicos não confiariam nele, nem aceitariam essa afirmação chocante, e continuariam a reconhecer Francisco como papa. Isso acarretaria um cisma sem precedentes na história da Igreja, sem meios claros de resolução.

Suponha, em vez disso, que Bento XVI venha a endossar a teoria 2 e faça um anúncio nesse sentido: “Ei, ouçam todos, afinal, ainda sou papa! Ninguém está mais surpreso com isso do que eu, mas aí está. Por meio deste, retomo imediatamente meus deveres e ordeno a Francisco que se afaste”. Por que alguém deveria considerar esse julgamento mais sólido do que o julgamento anterior que ele fez no sentido de que ele não era mais papa? Nesse caso, novamente, por que qualquer católico deveria confiar nele ou em seu magistério novamente? E aqui também milhões de católicos não aceitariam este anúncio, mas julgariam que ele havia enlouquecido e continuaria seguindo Francisco. Mais uma vez, estaríamos presos a um cisma sem precedentes e insolúvel.

Ou suponha – como, nem é preciso dizer, é o cenário muito mais provável – que Bento vá para o túmulo sem endossar qualquer versão do benevacantismo. O que então? Se ele morrer antes de Francisco, como vamos conseguir um papa validamente eleito novamente, dado que tantos dos atuais cardeais foram nomeados por Francisco, que os Benevacantistas afirmam ser um antipapa? Estaríamos presos a todos os problemas do sedevacantismo. E as coisas dificilmente seriam melhores se Francisco morresse antes de Bento XVI enquanto Bento continuasse afirmando que não é mais papa.

Chamar o benevacantism de meia-boca seria muito generoso. É uma bagunça teológica completa. Não oferece nenhuma solução para os problemas colocados pelas palavras e ações controversas do Papa Francisco e, de fato, torna as coisas muito piores. E ainda por cima leva os católicos ao grave pecado do cisma. Por isso, como digo, é escandaloso e inútil ao mesmo tempo.

Também é um não-iniciante, mesmo fora de tudo isso, porque não pode haver dúvida razoável de que Bento XVI renunciou validamente. O cânon 332 §2 do Código de Direito Canônico nos diz:

"Se acontecer que o Romano Pontífice renuncie ao seu cargo, é necessário para a validade que a renúncia seja feita livre e devidamente manifestada, mas não que seja aceita por qualquer pessoa."

Agora, Bento XVI renunciou pública e livremente ao seu cargo e reafirmou publicamente que sua decisão foi tomada livremente, em resposta àqueles que especularam o contrário. Ele também reconheceu explicitamente que há apenas um papa e que é Francisco. Sua renúncia, portanto, atende claramente aos critérios de validade estabelecidos pelo direito canônico. Fim da história.

Alguns sugeriram que a renúncia não pode ter sido feita livremente porque, dizem eles, foi feita sob a influência de uma teoria errônea do papado, ou seja, a descrita por Gänswein. Mas isso é um non sequitur, como qualquer católico deve saber que está familiarizado com as condições para um pecado ser mortal – matéria grave, pleno conhecimento e consentimento deliberado. Meu ponto não é que a renúncia de Bento XVI foi pecaminosa, mas sim que essas condições ilustram o ponto geral que a Igreja distingue agir com pleno conhecimento e agir com consentimento deliberado ou livremente. E o direito canônico torna apenas o último, e não o primeiro, uma condição para a validade de uma renúncia papal. Portanto, mesmo que a renúncia de Bento tenha sido feita sob a influência de uma teoria teológica errônea sobre o papado, isso seria irrelevante para que ela tenha sido feita livremente e, portanto, válida.

Alguns, no entanto, insistirão que Bento XVI não agiu livremente, porque especulam que ele estava sendo chantageado ou agindo com medo. Mas ele negou isso publicamente e, depois de nove anos, ninguém ofereceu nenhuma evidência de que seja verdade. Observe também que o direito canônico diz que não é necessário que uma renúncia seja “aceita por qualquer pessoa” para que seja válida. Portanto, nem Bento nem ninguém tem qualquer obrigação de provar para a satisfação dos benevacantistas que sua renúncia foi válida para que seja realmente válida.

Mas e as opiniões relatadas por Gänswein? Se realmente são de Bento XVI, não colocam pelo menos alguma dúvida sobre sua renúncia? Não, de jeito nenhum. São apenas as opiniões pessoais de um homem que agora é apenas um teólogo particular, que aparentemente acredita que seu novo ofício de “Papa Emérito” é em alguns aspectos análogo e até herda algumas das dignidades e funções do ofício do papado – um cargo que ele não ocupa mais, e que ele reconheceu que não ocupa mais. Pode-se aceitar sua teoria sobre a natureza do cargo de “Papa Emérito” ou rejeitá-la, mas isso é irrelevante para saber se Bento renunciou validamente. E permanece irrelevante mesmo que Bento tenha acreditado nessa teoria antes de renunciar, pois também não teria sido nada mais do que a opinião teológica privada de Bento, e não um ensinamento oficial da Igreja.

Francisco, e somente Francisco, é o papa. Você pode lamentar isso, mas é a realidade. E o primeiro passo para lidar com alguma realidade que você não gosta é enfrentá-la, em vez de recuar para a fantasia.


terça-feira, 12 de abril de 2022

Breaking News: Carta de 70 Bispos/Cardeais contra Bispos/Cardeais da Alemanha


Foi divulgado agora que 74 bispos/arcebispos/cardeais de quatro continentes assinaram "carta aberta fraterna" aos bispos/arcebispos/cardeais da Alemanha expressando preocupação com o controverso “caminho sinodal” da Igreja alemã. Entre os signatários da carta estão os cardeais Burke,  Arinze, Napier e  Pell. 

Por enquanto, não há nenhum representante do clero da América do Sul como signatário.

A carta foi divulgada pelo Catholic News Agency  e pelo National Catholic Register.

É aquela história de bispos contra bispos, que nos falou Nossa Senhora, enquanto Francisco aplaude a confusão. 

Os signatários falam em "ajudar" Francisco a combater os erros que saem da Igreja na Alemanha e falam também que é hora de Francisco e da Congregação da Defesa da Fé do Vaticano reagir contras as posições doutrinárias heréticas que saem da Alemanha. Mas nada além disso. 

Novamente temos a Alemanha, que historicamente gosta de ser pioneira em ideologias equivocadas e destruidoras.

Vou traduzir aqui o que relatou o National Catholic Register.

URGENTE: Coalizão Internacional de Bispos oferece 'carta fraterna de preocupação' ao episcopado alemão sobre o 'caminho sinodal'

Mais de 70 bispos de quatro continentes alertam que os esforços heterodoxos de reforma alemã correm o risco de fraturar a unidade da Igreja, impactando negativamente a Igreja globalmente.

Setenta e quatro bispos católicos de quatro continentes assinaram uma “carta aberta fraterna” aos seus homólogos episcopais na Alemanha, expressando preocupação com o controverso “caminho sinodal” da Igreja alemã.

Ao assinalar a necessidade de uma reforma na vida da Igreja, a carta afirma que “a história cristã está repleta de esforços bem intencionados que perderam o fundamento na Palavra de Deus, no encontro fiel com Jesus Cristo, na verdadeira escuta do Espírito Santo, e na submissão da nossa vontade à vontade do Pai”. A carta afirma que o controverso “Caminho Sinodal” da Alemanha – um esforço de reforma, apoiado pela maioria dos bispos alemães, que exige mudanças fundamentais no ensino da Igreja sobre sexualidade, bênçãos para uniões sexuais do mesmo sexo e ordenação sacerdotal de mulheres – “arrisca levar precisamente a um beco sem saída.”

A carta, divulgada publicamente esta manhã às 8h East Time, segue outras apontamentos  recentes de preocupação fraterna sobre o “Caminho Sinodal” alemão. Em 22 de fevereiro, o arcebispo Stanisław Gądecki, presidente da Conferência Episcopal Polonesa, escreveu uma carta aos bispos alemães expressando sua “profunda preocupação e ansiedade” com o processo, enquanto os bispos nórdicos alertaram contra a “capitulação ao Zeitgeist” em uma carta de 9 de março.

A carta de hoje, porém, é diferenciada pelo alcance internacional — e em alguns casos, destaque — de seus signatários. Bispos da África, Austrália, Europa e América do Norte, 10 países no total, acrescentaram seus nomes à carta. A lista inclui quatro cardeais – o cardeal nigeriano Francis Arinze, o cardeal norte-americano Raymond Burke, o cardeal sul-africano Wilfred Napier e o cardeal australiano George Pell – 15 arcebispos e 55 bispos.

Escândalo Globalizado

O caráter internacional dos signatários da carta reflete o problema internacional que esses bispos acreditam que o “Caminho Sinodal” alemão representa. A linha de abertura afirma que “numa era de comunicações globais rápidas, os eventos em uma nação inevitavelmente impactam a vida eclesial em outros lugares”.

“Assim, o processo do 'Caminho Sinodal', como atualmente perseguido pelos católicos na Alemanha, tem implicações para a Igreja em todo o mundo”, afirma o texto da carta, incluindo “as Igrejas locais que pastoreamos e os muitos fiéis católicos para quem somos responsáveis."

O Cardeal Napier disse ao Register que assinou a carta com a preocupação de que a Igreja na Alemanha esteja indo em uma direção diferente do resto da Igreja, “particularmente quando se trata de questões que terão repercussões na Igreja em todas as partes. do mundo."

O cardeal sul-africano expressou preocupação específica com o desvio do Caminho Sinodal do ensino estabelecido relacionado à sexualidade e disse que o que acontece na Alemanha “absolutamente” tem um impacto na vida em seu país. De fato, ele disse que nas reuniões do Simpósio das Conferências Episcopais da África e Madagascar, “sempre há preocupação sobre como o que está acontecendo na Igreja no Ocidente está [tendo] impacto sobre a Igreja na África, e em particular quando o impacto é de natureza negativa”.

O Cardeal Pell disse ao Register que o afastamento do Caminho Sinodal Alemão do ensino ortodoxo sobre moralidade sexual, que ele descreveu como indo além dos habituais “acenos, piscadelas e sugestões” para “uma rejeição explícita e rejeição do ensino cristão”, provavelmente dará cobertura a esforços igualmente heterodoxos durante a reunião de julho de 2022 do Conselho Plenário da Igreja Australiana.

“Não acho que ameace ser tão extremo quanto o alemão, mas esses ensinamentos renegados são significativos para nós na Austrália e para nosso conselho”, disse o cardeal.

O bispo Thomas Paprocki, de Springfield, Illinois, um dos organizadores da redação e promoção da carta, disse que assinou esta “carta fraterna de preocupação” porque sentiu a responsabilidade de deixar claro para o povo de sua diocese que “o que é sair deste Caminho Sinodal Alemão não é correto”.

“As pessoas estão cientes de que a Igreja Católica na Alemanha está tolerando práticas e promovendo ensinamentos que são contrários à fé católica”, disse Dom Paprocki sobre o potencial de escândalo globalizado. "Bem, então, outras pessoas em outros países vão dizer: 'Se eles podem fazer isso lá, por que não podemos fazer isso?'"

Correção Fraterna, Assistência Papal

O bispo Paprocki disse que a carta é um exemplo do tipo de correção fraterna descrita por Cristo em Mateus 18, seu senso de colegialidade fortalecido pelo fato de vir de além de uma conferência episcopal ou apenas de um país.

Ele também descreveu a carta como uma ajuda ao Papa Francisco, que anteriormente escreveu aos católicos alemães sobre o Caminho Sinodal, exortando-os a evitar tentações de comprometer o Evangelho em seus esforços de reforma.

“Acho que nós, como irmãos bispos, temos a responsabilidade de ajudar o Santo Padre a esse respeito, tentando abordar algumas preocupações que temos sobre o que está acontecendo com a Igreja Católica na Alemanha, e espero que [os bispos alemães] respondam”, disse Dom Paprocki.

A carta dos bispos multinacionais expressa várias preocupações com o “Caminho Sinodal” alemão: minar a credibilidade do ensinamento e autoridade da Igreja; inspirando-se principalmente na análise sociológica e na ideologia política; substituir uma noção cristã de liberdade por “autonomia”; falta “a alegria do Evangelho”; um tom excessivamente burocrático e anti-evangélico; e um foco no poder que “sugere um espírito fundamentalmente em desacordo com a natureza real da vida cristã”.

O último “e mais angustiante problema imediato” listado é como o “Caminho Sinodal” corre o risco de minar a credibilidade do próprio conceito de sinodalidade – particularmente relevante em um momento em que o Papa Francisco está tentando liderar a Igreja universal por meio de um “sínodo sobre sinodalidade”. ”

Por seu exemplo destrutivo, [o Caminho Sinodal da Alemanha] pode levar alguns bispos, e pode levar muitos leigos fiéis a desconfiar da própria ideia de 'sinodalidade', impedindo ainda mais a conversa necessária da Igreja sobre o cumprimento da missão de converter e santificar o mundo .”


Mais assinaturas procuradas
Atualmente, os 74 signatários da carta incluem 48 americanos, incluindo sete arcebispos: Arcebispo Paul Coakley de Oklahoma City, Arcebispo Salvatore Cordileone de San Francisco, Arcebispo Joseph Naumann de Kansas City, Kansas, Arcebispo Alexander Sample de Portland, Oregon, Arcebispo Emérito Joseph Kurtz de Louisville , Kentucky, o arcebispo emérito Charles Chaput, da Filadélfia, e o arcebispo Samuel Aquila, de Denver, que anteriormente escreveu sua própria crítica aos primeiros textos que surgiram do “Caminho Sinodal” alemão.

A Igreja alemã não fala e não pode falar pela Igreja universal, e estou encorajado ao ver tantos bispos falarem em defesa da fé”, disse o arcebispo Aquila em um comentário fornecido ao Register.

Notavelmente, a carta não inclui a assinatura do arcebispo José Gomez, presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA. Além disso, nenhum dos seis cardeais metropolitanos nos EUA havia assinado o documento no momento de sua publicação.

A maioria dos signatários não americanos da carta vem da África, especialmente da Tanzânia, que inclui 14 bispos.

A carta, que se originou entre um grupo de bispos dos EUA, se espalhou para outros possíveis signatários através do boca a boca. A ampla divulgação foi limitada pelo desejo de manter o conteúdo da carta confidencial antes de sua publicação, mas o bispo Paprocki deixa claro que a carta “não pretende ser uma lista fechada”.

De fato, os organizadores da carta forneceram o endereço de e-mail episcopimundi2022@gmail.com, onde outros bispos podem solicitar que adicionem seus nomes à carta.

“Minha esperança seria que outros bispos que, por qualquer motivo, não tiveram a oportunidade de [assinar anteriormente] não se sentissem excluídos, mas, de fato, sentissem que agora têm a oportunidade de adicionar seu nome à lista ”, disse o bispo Paprocki. “Então, espero ver essa lista continuar crescendo.”

De fato, ao divulgar a carta publicamente depois de já obter mais de 70 assinaturas, incluindo as assinaturas de algumas figuras eclesiais respeitadas internacionalmente, o bispo Paprocki acredita que outros bispos que possam estar preocupados em se afastar “do mainstream em termos de colegialidade e comunicação com colegas bispos” terão mais facilidade em assinar a carta do que teriam por si mesmos.

“Acho que isso ajuda a resolver esses tipos de reservas ou hesitações que um bispo pode ter, apenas vendo o número de bispos que já estão nisso e os nomes que estão representados aqui”.


Esperança suprema

Os signatários que falaram com o Register disseram esperar que a carta leve à clareza doutrinária e preserve a unidade eclesial.

O cardeal Napier disse que espera que a carta gere ampla conversa entre o episcopado africano sobre o “caminho sinodal” da Alemanha e sua possível ameaça à unidade da Igreja.

“O que não queremos é a divisão da Igreja. Acho que ninguém quer ver isso”, disse ele, incluindo os bispos alemães.

O cardeal sul-africano também observou que, por causa do grande respeito que os bispos africanos têm pela autoridade da Igreja e pelo Santo Padre, ele esperaria ainda mais franqueza do continente sobre o “caminho sinodal” da Alemanha se fosse percebido como indo contra as intenções do Papa Francisco e ameaçando a unidade da Igreja.

O Cardeal Pell, por sua vez, insiste que a unidade só pode ser construída sobre um compromisso compartilhado com a tradição apostólica. Ele descreve os erros apresentados pelo “Caminho Sinodal” como uma fonte de “confusão moral e relativismo” que mina a autêntica unidade doutrinária. O cardeal australiano diz que agora “seria muito apropriado, de fato necessário”, que a Congregação para a Doutrina da Fé fornecesse um esclarecimento sobre as visões problemáticas que estão sendo apresentadas na Alemanha.

“Como sucessores dos apóstolos, temos o dever de testemunhar a verdade”, disse ele ao Register.

O bispo Paprocki diz que a “última esperança” da campanha da carta é fazer com que os bispos alemães vejam a preocupação generalizada de seus irmãos episcopais e “reavaliem o que estão fazendo, voltando ao curso com os verdadeiros ensinamentos da Igreja” – especialmente antes do “Caminho Sinodal” emitir seus documentos finais em fevereiro de 2023.

O bispo de Springfield refletiu que talvez os bispos alemães pensassem que a divulgação dos documentos preliminares do “Caminho Sinodal” levaria outros bispos de todo o mundo a “entrar a bordo” com suas posições controversas. Em vez disso, ele acha que o oposto aconteceu.

"O que vemos é uma resposta internacional dos bispos aos bispos da Alemanha, dizendo: 'Irmãos bispos, vocês estão seguindo o caminho errado e esperamos que voltem ao curso'."