segunda-feira, 18 de maio de 2026

Ataque Terrorista em Modena, Itália

As imagens são terríveis. Um homem de origem marroquina chamado Salim El Koudri, de 31 anos, que tem cidadania italiana, no último dia 16 de maio, dirigiu em alta velocidade, subiu a calçada e atropelou 8 pessoas, 4 estão em estado grave.

Após a colisão, o tal Salim El Koudri ainda tentou esfaquear outra pessoa, enquanto fugia. Só parou depois que foi imobilizado por alguns cidadãos.

Sim, lemos aquela mesma história, o terrorista tinha "problemas mentais".

Daí, vamos esperar o que o Papa tem a dizer sobre um ataque terrorista terrível deste dentro da Itália?

Alguns esperaram. Mas ele não disse nada. Resolveu falar sobre coisas "mais urgentes": inteligência artificial e "ecologia integral".




sábado, 16 de maio de 2026

Pontificado Leão XIV, o MST e os Movimentos Marxistas


O Lepanto Institute publicou um relatório em 12 de maio sobre o Encontro Mundial dos Movimentos Populares, patrocinado pelo Vaticano. O relatório denuncia a Igreja Sinodal pós-conciliar, surgida nos últimos anos e presente no pontificado de Leão XIV.

Intitulado, em português, "Caminhando Juntos com Revolucionários: O Encontro do Papa Leão XIII com Movimentos Populares Marxistas em 2025" , o relatório documenta a relação cada vez mais estreita do Vaticano com organizações que abraçam abertamente o socialismo, o comunismo, o ativismo pró-aborto e a ideologia LGBT.

O site da Integrity Magazine fez um resumo do relatório em 10 pontos tenebrosos. Traduzo abaixo estes 10 pontos da revista:

A análise detalhada do relatório pinta um retrato sombrio do colapso institucional e espiritual do Vaticano. Aqui estão as dez revelações mais perturbadoras:

1. Leão XIV declarou publicamente: “Estou com vocês” a grupos cujas ideologias são denunciadas pelo ensinamento católico e pelas Escrituras.

Talvez o momento mais escandaloso de todo o relatório seja o discurso do Papa Leão XIV aos movimentos ativistas reunidos. Dirigindo-se diretamente a grupos identificados ao longo do relatório como marxistas e revolucionários, o Papa declarou: “Estou aqui. Estou com vocês!”

Esta não foi uma cortesia diplomática para com líderes seculares, mas uma afirmação explícita dirigida a organizações que promovem abertamente a revolução socialista e a agitação de esquerda.

2. O Vaticano continua a promover o lema socialista “terra, moradia e trabalho”.

A frase “terra, moradia e trabalho” aparece repetidamente ao longo do Encontro Mundial dos Movimentos Populares e tornou-se, efetivamente, seu lema ideológico. Prévost descreveu-os como “direitos sagrados”.

Observadores terão notado que esse mesmo lema tem aparecido regularmente nos discursos de Prévost, de uma forma ou de outra. O problema não é a preocupação com os pobres — que sempre fez parte do ensinamento católico — mas o fato de que esse slogan se origina de movimentos enraizados na ideologia marxista da luta de classes, e não na doutrina social católica.

3. Um evento do Vaticano foi realizado em um centro social assumidamente marxista.

O encontro de 2025 foi realizado no Spin Time Labs, em Roma, descrito no relatório como um centro social ocupado, assumidamente marxista e “transfeminista”.

Segundo o Instituto Lepanto, o local já sediou eventos políticos comunistas, ativismo pró-aborto, festivais LGBTQIA+ e performances vulgares com nudez pública. Mesmo assim, Leo elogiou o local diretamente, dizendo que os participantes caminharam “de um centro social — o Spin Time — até o Vaticano”.

O simbolismo é impossível de ignorar.

4. O Vaticano acolheu o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), um movimento revolucionário pela terra com compromissos socialistas explícitos.

Uma das principais organizações presentes foi o MST, um movimento revolucionário pela terra com compromissos socialistas explícitos. O relatório cita a líder do MST, Ayala Ferreira, afirmando: “Não temos vergonha de afirmar o socialismo”.

A organização celebrou Karl Marx, promoveu retórica revolucionária e atacou abertamente o capitalismo como um sistema opressor que precisa ser substituído.

5. A mesma organização promove agressivamente o aborto.

O relatório demonstra que o MST não é apenas socialista, mas profundamente comprometido com o ativismo pró-aborto. Uma declaração citada por Lepanto afirma: “A descriminalização do aborto é mais do que apenas uma questão feminista”.

Outro slogan promovido pelo MST diz: “Legalizem o aborto, o direito aos nossos corpos!”.

Que uma organização tão satânica recebesse legitimidade do Vaticano seria inimaginável sob os pontificados pré-conciliares.

6. A ideologia LGBT está totalmente incorporada nesses movimentos.

O relatório também documenta o envolvimento do MST no ativismo transgênero e LGBT. A organização celebrou o “Dia da Visibilidade Trans” e declarou: “Se houver sexismo e LGBTfobia, não haverá reforma agrária”.

Outros grupos participantes do Encontro Mundial supostamente promoveram o ativismo homossexual e causas de “libertação queer” que são flagrantemente incompatíveis com a doutrina moral católica.

7. O passado revolucionário marxista de Luca Casarini foi convenientemente ignorado pelo Vaticano.

O relatório dedica considerável atenção ao ativista italiano Luca Casarini, fundador da Mediterranea Saving Humans e figura importante do movimento.

Casarini teria participado de políticas autonomistas radicais, declarado “guerra” contra a cúpula do G8 em Gênova e afirmado publicamente que “Karl Marx estava certo”.

Apesar desse histórico, ele desfrutou de acesso extraordinário ao Vaticano e até recebeu incentivo pessoal do herege Bergoglio.

8. Uma imagem pagã foi apresentada a Leão XIV.

Um episódio particularmente perturbador ocorreu quando representantes da MST presentearam Leão XIV com uma tapeçaria representando a Ossanha, uma divindade pagã afro-brasileira associada à magia e às plantas rituais.

Para os fiéis preocupados com o sincretismo e a erosão do Primeiro Mandamento, o incidente lembrou o escândalo da Pachamama durante o pontificado de Francisco — outro momento em que o simbolismo pagão pareceu ser bem-vindo em ambientes católicos.

9. Estruturas locais da Igreja estão sendo integradas a esses movimentos.

O relatório cita materiais de imprensa do Vaticano afirmando que representantes diocesanos e comissões de Justiça e Paz acompanharam as delegações de ativistas.

Este é talvez o desenvolvimento mais perigoso de todos, porque sugere que esses movimentos revolucionários não são mais grupos de pressão externos, mas estão sendo incorporados diretamente à vida institucional da Igreja por meio da linguagem da “sinodalidade” e do “acompanhamento”.

10. O relatório alerta que o marxismo está sendo disseminado dentro das comunidades católicas.

A conclusão final do relatório é devastadora. Embora evite cuidadosamente a acusação de que o próprio Leo seja comunista, o Instituto Lepanto argumenta que o Encontro Mundial dos Movimentos Populares funciona como um veículo para infiltração ideológica.

Seu alerta é contundente e resume sucintamente o trágico estado de coisas na Igreja Sinodal: “O Encontro Mundial dos Movimentos Populares… foi concebido especificamente para a disseminação de ideologias marxistas dentro das comunidades católicas locais.”

Considerando tudo isso, este relatório confirma o que muitos católicos despertos já sabem há muito tempo: a crise na Igreja não se limita mais à ambiguidade doutrinal ou ao abuso litúrgico. Uma transformação ideológica mais profunda está em curso — uma na qual os movimentos políticos revolucionários são cada vez mais tratados como aliados, enquanto os católicos tradicionais são marginalizados como obstáculos à nova Igreja “sinodal”.

A tragédia é que a Igreja Católica passou mais de um século condenando o socialismo e o comunismo como fundamentalmente incompatíveis com o cristianismo. Os Papas alertaram repetidamente que o marxismo destruiria a religião, a vida familiar, a propriedade privada e a ordem social. Milhões de católicos sofreram perseguição e martírio sob regimes comunistas ao longo do século XX.

No entanto, hoje, de acordo com as evidências reunidas pelo Instituto Lepanto, organizações que celebram abertamente essas mesmas ideologias estão sendo acolhidas no próprio Vaticano, e a falsa igreja, disfarçada de Igreja Católica, está promovendo ativamente esses erros diabólicos.

Justo quando pensávamos que a Igreja Sinodal não poderia se afastar mais da redenção, ela nos prova o contrário.


quinta-feira, 14 de maio de 2026

Fraternidade de São Pio X, Ameaçada pelo Vaticano, Faz Declaração de Fé


Acima, estão o cardeal "Tucho" Fernández (Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé) do lado esquerdo, que é dito já ter escrito quatro livros pornográficos, e, do lado direito, o Superior Geral da Sociedade São Pio X (SSPX), padre Davide Pagliarani.

A SSPX alega que precisa ordenar bispos para a continuidade do seu apostolado. Mas, ontem, o cardeal Fernández ameaçou a SSPX dizendo:

"Com relação à Fraternidade Sacerdotal de São Pio X, reiteramos o que já foi comunicado. As ordenações episcopais anunciadas pela Fraternidade Sacerdotal de São Pio X não possuem o mandato papal necessário. Este ato constituirá “um ato cismático” (João Paulo II, Ecclesia Dei, n. 3) e “a adesão formal ao cisma constitui uma grave ofensa contra Deus e acarreta a excomunhão estabelecida pelo direito canônico” (ibid., 5c; cf. Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, Nota Explicativa, 24 de agosto de 1996)."

A ameaça, na verdade, não é do "Tucho", mas do Papa Leão XIV, pois tudo o que sai do Dicastério da Doutrina da Fé conta com o apoio do Papa.

Hoje, o padre Pagliarani respondeu à ameaça com uma belíssima Declaração de Fé. Traduzo abaixo:

Declaração de Fé Católica dirigida ao Papa Leão XIV

14 de maio de 2026

Declaração de Fé Católica dirigida a Sua Santidade o Papa Leão XIV pelo Padre Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X

Santíssimo Padre,

Há mais de cinquenta anos, a Fraternidade São Pio X tem se esforçado para apresentar à Santa Sé uma questão de consciência diante dos erros que destroem a fé e a moral católica. Lamentavelmente, todas as discussões empreendidas permaneceram infrutíferas, e nenhuma das preocupações expressas recebeu uma resposta verdadeiramente satisfatória.

Há mais de cinquenta anos, a única solução verdadeiramente considerada pela Santa Sé parece ser a das sanções canônicas. Para nosso grande pesar, parece-nos que o direito canônico está sendo usado, assim, não para confirmar a fé, mas para afastá-la.

No texto que se segue, a Fraternidade São Pio X tem a alegria de expressar a Vossa Santidade, filial e sinceramente, sua devoção à fé católica, sem nada ocultar, nem de Vossa Santidade nem da Igreja Universal. A Sociedade coloca esta simples Declaração de Fé em Suas mãos. Parece-nos que corresponde ao mínimo indispensável para estarmos em comunhão com a Igreja e para nos chamarmos verdadeiramente católicos e, consequentemente, Seus filhos.

Não temos outro desejo senão o de viver e sermos confirmados na Fé Católica Romana.

“Assim, permanecendo firmemente enraizados e estabelecidos na verdadeira Fé Católica, esforcemo-nos sempre por ser dignos ministros do divino Sacrifício e da Igreja de Deus, que é o Corpo de Cristo.

Pois, como diz o Apóstolo: ‘tudo o que não provém da fé é pecado’,¹ cismático e fora da unidade da Igreja.”²

DECLARAÇÃO DE FÉ CATÓLICA

Em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sabedoria divina, Verbo Encarnado, que quiseste uma só religião, que tornou definitivamente nula e sem efeito a Antiga Aliança, que fundou uma só Igreja, que triunfou sobre Satanás, que conquistou o mundo, que permanece conosco até o fim dos tempos e que há de vir para julgar os vivos e os mortos.

Ele, a imagem perfeita do Pai, o Filho de Deus feito homem, foi designado o único Redentor e Salvador do mundo pela Encarnação e pela oferta voluntária do Sacrifício da Cruz. Nosso Senhor satisfez a justiça divina derramando Seu Preciosíssimo Sangue, e é nesse Sangue que Ele estabeleceu a Nova e Eterna Aliança, abolindo a Antiga. Ele é, portanto, o único Mediador entre Deus e os homens e o único caminho para chegar ao Pai. Só quem O conhece conhece o Pai.

Por decreto divino, a Santíssima Virgem Maria esteve direta e intimamente associada a toda a obra da Redenção; negar essa associação — nos termos recebidos da Tradição — é, portanto, alterar a própria noção de Redenção, conforme a vontade da Divina Providência.

Há apenas uma Fé e uma Igreja pelas quais podemos ser salvos. Fora da Igreja Católica Romana, e sem a profissão de Fé que ela sempre ensinou, não há salvação nem remissão dos pecados.

Consequentemente, todo homem deve ser membro da Igreja Católica para salvar sua alma, e há apenas um batismo como meio de incorporação a ela. Essa necessidade diz respeito a toda a humanidade, sem exceção, e abrange, sem distinção, cristãos, judeus, muçulmanos, pagãos e ateus.

O mandato recebido pelos Apóstolos, de pregar o Evangelho a todos os homens e convertê-los à Fé Católica, permanece vinculante até o fim dos tempos e responde à necessidade mais absoluta e premente do mundo. “Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado.”³ Portanto, renunciar ao cumprimento desse mandato constitui o mais grave dos crimes contra a humanidade.

Somente a Igreja Romana possui simultaneamente as quatro marcas que caracterizam a Igreja fundada por Jesus Cristo: Unidade, Santidade, Catolicidade e Apostolicidade.

Sua unidade decorre essencialmente da adesão de todos os seus membros à única Fé verdadeira, fielmente preservada, ensinada e transmitida pela hierarquia católica ao longo dos séculos.

A negação de uma única verdade da Fé destrói a própria fé e torna radicalmente impossível toda comunhão com a Igreja Católica.

O único caminho possível para restaurar a unidade entre os cristãos de diferentes confissões consiste no apelo urgente e caridoso dirigido aos não católicos para que professem a única e verdadeira Fé dentro da única e verdadeira Igreja.

A Igreja Católica não pode, de modo algum, ser considerada ou tratada em pé de igualdade com uma forma falsa de culto ou uma igreja falsa.

O Romano Pontífice, Vigário de Cristo, é o único detentor da suprema autoridade sobre toda a Igreja. Somente Ele confere diretamente aos demais membros da hierarquia católica jurisdição sobre as almas.

“O Espírito Santo não foi prometido aos sucessores de Pedro para que, por sua revelação, dessem a conhecer uma nova doutrina, mas para que, com sua assistência, pudessem guardar inviolavelmente e expor fielmente a revelação transmitida pelos Apóstolos, isto é, o Depósito da Fé.”⁴

A uma Fé única corresponde uma forma única de culto, a suprema, autêntica e perfeita expressão dessa mesma Fé. A Santa Missa é a perpetuação no tempo do Sacrifício da Cruz, oferecido por muitos e renovado sobre o altar. Embora oferecida de maneira incruenta, a Santa Missa é essencialmente expiatória e propiciatória. Nenhuma outra forma de culto oferece adoração perfeita. Nenhuma outra forma de culto que não seja ordenada a ela é agradável a Deus. Nenhum outro meio é suficiente para a santificação das almas.

Consequentemente, a Santa Missa não pode, de modo algum, ser reduzida a uma mera comemoração, a uma refeição espiritual, a uma assembleia sagrada celebrada pelo povo, à celebração do mistério pascal sem sacrifício, sem satisfação da justiça divina, sem expiação dos pecados, sem propiciação e sem a Cruz.

O auxílio oferecido às almas pelos Sacramentos da Igreja Católica é suficiente em todas as circunstâncias e em todas as épocas para permitir que os fiéis vivam em estado de graça.

A lei moral contida no Decálogo e aperfeiçoada no Sermão da Montanha é a única praticável para alcançar a salvação das almas. Qualquer outro código moral — fundado, por exemplo, no respeito à criação ou nos direitos da pessoa humana — é radicalmente insuficiente para santificar e salvar as almas. De modo algum pode substituir a única e verdadeira lei moral.

Seguindo o exemplo de São João Batista, a verdadeira caridade nos obriga a advertir os pecadores e a jamais renunciar aos meios necessários para salvar suas almas.

Aquele que come o Corpo de Nosso Senhor e bebe o Seu Sangue em estado de pecado, come e bebe a sua própria condenação, e nenhuma autoridade pode alterar esta lei contida nos ensinamentos de São Paulo e na Tradição.

Os pecados de impureza que são contra a natureza são de tal gravidade que sempre e em todas as circunstâncias clamam a Deus por vingança, e são radicalmente incompatíveis com toda forma de autêntico amor cristão. Tal "estilo de vida" não pode, portanto, ser reconhecido como um dom de Deus. Um casal que pratica esse vício deve ser ajudado a libertar-se dele e não pode, de modo algum, ser abençoado — formal ou informalmente — por ministros da Igreja.

A submissão das instituições e das nações, como tais, à autoridade de Nosso Senhor Jesus Cristo decorre diretamente da Encarnação e da Redenção. Portanto, o secularismo das instituições e das nações constitui uma negação implícita da divindade e da realeza universal de Nosso Senhor.

A Cristandade não é um mero fenômeno histórico, mas a única ordem desejada por Deus entre os homens.

Não cabe à Igreja conformar-se ao mundo, mas sim ao mundo ser transformado pela Igreja.

É nesta Fé e nestes princípios que pedimos para sermos instruídos e confirmados por Aquele que recebeu o carisma para tal. Com a ajuda de Nosso Senhor, preferimos morrer a renunciá-los. É nesta Fé imutável que desejamos viver e morrer, na esperança de que ela nos conduza à visão direta da imutável Verdade eterna.

Menzingen, 14 de maio de 2026,

na Festa da Ascensão de Nosso Senhor

Davide Pagliarani


1Rom. 14:23

2 Pontifical Romano, Admoestação aos ordenandos ao subdiaconato

3Marcos 16:16

4 Pastor Aeternus, cap. 4


 

segunda-feira, 11 de maio de 2026

Mulheres e o Declínio do Casamento






Quando escrevi meu livro "Ética Católica para Economia" e sugeri uma doutrina econômica que chamei de Familiarismo, argumentei amplamente sobre o impacto da ausência do pai na família, sobre como esta ausência influencia perversamente o desenvolvimento ético, religioso e profissional dos filhos.

Mas há também o lado feminino.  

Os dois primeiros gráficos acima revelam aspectos assustadores decorrentes do feminismo. Enquanto, o terceiro diz que mulheres casadas e com filhos se dizem mais felizes.

O primeiro gráfico mostra que em 1975, 91% das mulheres estavam casadas aos 30 anos. Hoje em dia, apenas 25%. Os homens, então, ajudados pelo feminismo da liberalização sexual, se casam ainda menos aos 30 anos, apenas 16%,

O segundo gráfico mostra que o desprezo pelo casamento está estreitamente relacionado à busca por uma carreira profissional. Há cada vez mais mulheres graduadas e elas são cada vez mais solteiras.

As mulheres já costumam ser maioria nas universidades.

Qual é o resultado disso? 
Resposta: Abortos, população se reduzindo, perda de cultura de uma sociedade, perda de fé, mãe e pai de pets, aumento de uso antidepressivos, de drogas, de gayzismo, de solidão e de suicídios. 

Os políticos e o "mercado" sabem disso: as pessoas estão se casando cada vez menos. 

Adultos de 30 anos, sem filhos nem família, se apegam a quê?

Resposta: ao trabalho, à política, aos políticos, a entretenimentos, a drogas, a remédios.

Se um político disser que é contra o aborto, ele arrisca perder entre 50% ou mais do eleitorado.

O caso de Trump é bem revelador. Trump se declarou pró-vida, colocou na Suprema Corte só juízes pró-vida, participou como presidente da Marcha pela Vida, defende a vida e família tradicional na ONU, e revogou leis que financiam o aborto dentro e fora dos Estados Unidos. 

Mas Trump é atacado pelo movimento pró-vida por apoiar a fertilização in vitro, que resulta na morte de milhões de embriões.

Ora, ora, a mulher se entrega à carreira dos 20 aos 40, depois bate um desespero do útero vazio e deseja ter filho. O que faz, já que a idade é bem problemática?  Usa a fertilização in vitro, para tentar gerar uma criança, enquanto joga embriões fora.

Se Trump for completamente pró-vida, além de perder votos de jovens (homens e mulheres), ele perde votos de mulheres mais velhas.

Ele está certo eticamente? Não. Mas ele, como político, já arriscou muito em ser contra o aborto.






domingo, 10 de maio de 2026

A Falta de Masculinidade na Igreja. As Lavandas Daninhas Crescem



Para onde se olha lê-se notícias tristes que ocorrem deste o Vaticano até as paróquias locais, por conta da efeminização geral da sociedade ocidental.  Você vai as missas e as homilias dominicais são discursos efeminados, você vai nas escolas catolicas para crianças e as professoras dizem que toda religião tem o mesmo valor e todas famílias mesmo aquelas formadas por gays têm o mesmo valor, você olha as teses e seminários nas universidades e vê o avanço da seita LGBT, você lê o que sai do Vaticano e da própria boca dos papas e só vê ressonância das homilias dominicais.

Semana passada, o Vaticano publicou texto de um Grupo do sínodo com duas testemunhas gays, exaltando o gayzismo com apoio de padres e até atacando a instituição católica mais renomada do mundo, Courage, que procura lutar contra a inclinação gay.

Padres verdadeiramente católicos, como padre Murray  e Cardeal Muller reagem, a própria Courage também reage, mas nada do Papa escolher lado e a efeminizacao continua a crescer. 

Estou a tentar publicar um livro sobre a Masculinidade de Cristo,  ando a pedir apoio de amigos e editoras, mas até agora só recebi silêncio.  Vou continuar a tentar. Peço orações para isso. 

Certa vez, fui apresentar um artigo em Budapeste,  e a organização nos levou para um mosteiro antiquissimo, a maravilhosa Abadia de Pannonhalma, fundada em 996.

Ao caminhar nos jardins da Abadia, avistei pela primeira vez um cultivo de lavanda. É algo realmente maravilhoso e o cheiro é espetacular.  Inesquecível.

A Máfia da Lavanda quer se apoderar desta beleza e sujar de lama e fezes.

É dito que o termo "Máfia da Lavanda" foi criado pelo padre e sociólogo Andrew Greeley no final dos anos 80. Ele usou a expressão para descrever o que via como um grupo de padres e bispos homossexuais que formavam uma espécie de "máfia" dentro da Igreja, especialmente nos seminários e na hierarquia, cobrindo uns aos outros e influenciando a formação do clero.

Essa máfia realmente chegou no poder máximo desde o pontificado de Francisco. 

Hoje leio que pelo menos 16 faculdades católicas nos Estados Unidos estão realizando "formaturas lavanda" — cerimônias separadas da cerimônia principal, destinadas a celebrar estudantes que se "identificam" como lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queer ou que se enquadram no espectro LGBTQ+.

As "formaturas lavanda" afirmam os estudantes em uma identidade enraizada em desejos sexuais desordenados ou confusão sobre a pessoa humana, em vez de sua identidade mais profunda como filhos e filhas de Deus.

Ninguém na Igreja que tenha poder vai se levantar contra.

Sodoma avança.

Protejam os seus filhos.


sexta-feira, 8 de maio de 2026

Secretário Marco Rubio - Estados Unidos Nasceram Católico

Tudo o que ele disse é verdade. Eu não sabia que a primeira missa nos Estados Unidos, assim como a que ocorreu bem antes no Brasil, tinha sido católica. A gente imagina os Estados Unidos formados pelos puritanos. Não é bem assim.

O Grok explica: 

Sim, a primeira missa nos EUA (no que hoje é o território continental dos Estados Unidos) foi uma missa católica.
Contexto histórico: - A primeira missa católica registrada no que hoje é o território continental dos EUA ocorreu em 8 de setembro de 1565, em St. Augustine, na Flórida, celebrada pelo padre Francisco López de Mendoza Grajales. Foi uma missa de ação de graças pela chegada da expedição espanhola de Pedro Menéndez de Avilés, que fundou a primeira cidade permanente europeia nos EUA. - Há menções a missas possivelmente anteriores: - Em 1559, em Pensacola (Flórida), por frades dominicanos da expedição de Tristán de Luna (15 de agosto). - Em 1513, com a expedição de Juan Ponce de León na Flórida. - Outras tentativas espanholas no século XVI. Todos esses eventos foram católicos, pois os espanhóis eram católicos romanos e a Reforma Protestante só começou em 1517 (e chegou às colônias inglesas bem depois, a partir de 1607). Por que não poderia ser outra coisa? Os protestantes (anglicanos, puritanos etc.) só chegaram ao território que viria a ser os EUA no início do século XVII, com as colônias inglesas (Jamestown em 1607, Plymouth em 1620). As primeiras celebrações protestantes foram décadas depois das missas católicas espanholas. Resumindo: sim, as primeiras missas/celebrações cristãs no território dos EUA foram católicas, trazidas pelos exploradores e missionários espanhóis. O local mais celebrado historicamente é St. Augustine.




quinta-feira, 7 de maio de 2026

Plena Comunhão com Roma x Plena Comunhão com Vaticano II



No vídeo acima, de 10 minutos, o padre jesuíta (!). Robert McTeigue, explica que comunhão plena com Roma não significa plena comunhão com o Concílio Vaticano II. Que milhões de católicos, incluindo padres, bispos e cardeais, rejeitam por vezes abertamente o Vaticano II e não são punidos. O assunto é relevante, pois a crise interna da Igreja contra grupos tradicionalistas muitas vezes gira em torno do Vaticano II, como ocorre com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (SSPX).

O Padre Z fez um resumo do vídeo. Traduzo o resumo dele abaixo:

« O Padre McTeigue começa com a imagem de Harry Houdini escapando de restrições impossíveis: camisa de força, correntes, barril, cachoeira. Isso se torna a metáfora para o problema eclesial atual. O problema é a afirmação de que a “plena comunhão com Roma” exige  a plena aceitação dos documentos do Vaticano II.

À primeira vista, isso parece um teste simples: aceitar o Vaticano II integralmente significa estar em plena comunhão; recusá-lo significa estar fora ou em comunhão imperfeita.

O Padre McTeigue diz que a questão é menos simples, porque muitas pessoas que são consideradas em plena comunhão com Roma podem, na prática, rejeitar partes do Vaticano II. [Até mesmo rejeitar abertamente!]

Ele observa que João XXIII e Paulo VI descreveram o Vaticano II como pastoral, e não dogmático.

McTeigue contrapõe isso à afirmação do Cardeal Fernández de que os documentos do Vaticano II “não podem ser corrigidos”. Como pode um concílio não ser corrigido se é apenas pastoral e não dogmático?

O Padre McTeigue então identifica uma tensão: como um concílio pastoral pode ser tratado como exigindo aceitação incorrigível para estabelecer a plena comunhão?

Sua principal alegação é que quase ninguém aceita integralmente todos os documentos do Vaticano II.

Ele então aborda a Humanae vitae de 1968, que reafirmou a rejeição da Igreja à contracepção artificial e ao aborto.

Ele argumenta que a Humanae Vitae não introduziu um novo ensinamento, mas reiterou o que o próprio Vaticano II já havia ensinado, especialmente na Gaudium et spes 51.

A Gaudium et spes 51 condena o aborto como um “crime indizível” e também rejeita a contracepção artificial.

Portanto, os católicos que rejeitam a Humanae Vitae também rejeitam parte do Concílio Vaticano II.

Muitos teólogos, clérigos, conferências episcopais e leigos católicos rejeitaram efetivamente a Humanae Vitae após 1968.

Ele cita a infame Declaração de Winnipeg como um exemplo de resistência episcopal ou enfraquecimento da força da Humanae Vitae. Os bispos canadenses nunca se retrataram oficialmente da Declaração de Winnipeg.

McTeigue então recorre a dados de pesquisas e evidências demográficas, argumentando que muitos católicos usam contraceptivos e abortam em taxas semelhantes às dos não católicos.

Ele também aponta para o declínio acentuado nos batismos infantis como evidência circunstancial de que muitos casais católicos não estão vivendo de acordo com o ensinamento da Igreja sobre a abertura à vida.

A partir disso, ele conclui que muitos católicos rejeitam de facto a Humanae Vitae e, portanto, rejeitam de facto a Gaudium et spes 51. [“De facto” certamente porque 99% deles não conhecem nem se importam com nenhum dos documentos do Vaticano II e não sabem o que a Humanae Vitae disse.]

Se a plena comunhão exige a plena aceitação do Vaticano II, então, por esse padrão, esses católicos também teriam que ser julgados como não estando em plena comunhão com Roma.

O padre contrapõe isso ao tratamento dado aos católicos apegados à liturgia latina tradicional, que muitas vezes são pressionados, investigados, restringidos ou instruídos a aceitar o Vaticano II integralmente.

Há claramente uma aplicação desigual: os tradicionalistas são examinados minuciosamente quanto à aceitação do Vaticano II, enquanto os católicos que rejeitam o ensinamento do Vaticano II sobre contracepção e aborto não são tratados com a mesma urgência.

Ele argumenta que Roma não emitiu mandatos urgentes semelhantes para levar os católicos que usam contraceptivos e praticam aborto a aceitarem o Vaticano II integralmente.

A metáfora de Houdini retorna: a retórica atual da Igreja sobre a “plena comunhão”, o Concílio Vaticano II e a aplicação seletiva cria um impasse aparentemente intransponível.

Há uma séria inconsistência na forma como a “plena comunhão com Roma” está sendo definida e aplicada.



quarta-feira, 6 de maio de 2026

Máfia Lavanda Excitada Durante Pontificado Leão XIV


Um desses homens gays na foto acima, que recebeu "bênçãos" do padre gayzista James Martim em "casamento gay", escreveu como testemunha no Sínodo. Essa participação foi revelada por Diana Montagna hoje. É Jason Steidl, que escreveu um livro em apoio ao gayzismo na Igreja e teve prefácio do próprio padre James Martim (o louro da foto).

Ao que parece, a famosa Máfia Lavanda (grupo de clérigos gays ou apoiadores do gayzismo) está excitada durante o pontificado de Leão XIV. Não sei os bastidores, mas ou a Máfia acha que Francisco não os apoiou o suficiente, ou acha que Leão XIV está vacilando no apoio, ou Leão XIV apoia o movimento e precisa deles excitados. Em todo o caso, não é complicado do ponto de vista burocrático para um Papa dizer de que lado está. Sem falar, claro, que ele deve ser a luz da fé. Cartas de 2024 condenando bênçãos não resolvem, muito menos o almoço com grupo LGBT. Basta ir ao público e dizer em alto e bom som: "O Movimento LGBT não tem lugar na Igreja Católica", ponto final, punctum, full stop, punto, punto final. E demitir membros da Máfia.

A Máfia quer poder dentro da Igreja, maior do que já tem. O Papa pode dizer não.

Mas nos últimos dias, ocorreu o seguinte:

1) Um grupo de 48 mulheres transgênero participou de evento no Vaticano no domingo com o Papa Leão XIV, dando continuidade a uma tradição iniciada por seu antecessor de convidar membros da comunidade LGBTQ+ para o “almoço para os pobres” anual da Igreja.

2) Vaticano divulgou no dia 4 de maio uma carta que é de 2024, ainda no pontificado de Francisco, que condena a "bênção" a casais gays que a Alemanha estava querendo fazer, apesar da publicação pelo próprio Francisco da Fiducia Supplicans que abre brecha para esse tipo de "bênção". Traduzo abaixo a carta.

3) Ontem foi divulgado o documento do Grupo de Estudos nº 9, pela Secretaria-Geral do Sínodo. Grupo nº 9 faz parte de um conjunto mais amplo de dez grupos de estudo estabelecidos pelo Papa Francisco em fevereiro de 2024 para examinar questões que emergiram durante a primeira sessão do Sínodo sobre a Sinodalidade, realizada no Vaticano em outubro de 2023. O Grupo de Estudos nº 9 foi incumbido de examinar “critérios teológicos e metodologias sinodais para o discernimento compartilhado de questões doutrinais, pastorais e éticas controversas” . O grupo de sete membros incluía figuras como o Cardeal Carlos Castillo Mattasoglio, Arcebispo de Lima, Peru; o Arcebispo Filippo Iannone, Prefeito do Dicastério para os Bispos; e o teólogo moral italiano Padre Maurizio Chiodi, professor do Pontifício Instituto Teológico João Paulo II para as Ciências do Matrimônio e da Família desde 2019. Diana Montagna destacou o padre Chiodi que argumentou que atos sexuais dentro de um relacionamento homossexual podem ser benéficos em certas circunstâncias. Ele também defendeu, com base na Amoris Laetitia, que a paternidade responsável pode obrigar um casal casado a usar métodos contraceptivos artificiais. O relatório final de 30 páginas. O texto em si é tido extremamente confuso e labiríntico, como é a conversa do capeta, mesmo. E usa duas testemunhas: uma de Portugal e outra dos Estados Unidos, ambas apoiadoras do gayzismo na Igreja, e uma delas é o tal Jason Steidl. 

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Abaixo a tradução da Carta de Novembro de 2024, divulgada no dia 4 de maio de 2026:

**DICASTÉRIO PARA A DOUTRINA DA FÉ**  

00120 Cidade do Vaticano  

Palazzo del S. Uffizio  

18 de novembro de 2024  

Prot. N. 731/2023 – 102543  

**Excelência,**

Com a sua carta de 24 de outubro de 2024, Vossa Excelência, «também em nome do Presidente da Conferência Episcopal, Mons. Georg Bätzing», enviou gentilmente a este Dicastério uma cópia de um *Vademecum*, em alemão e italiano, destinado a servir como subsídio para «Bênçãos para as casais que se amam». Ao mesmo tempo, Vossa Excelência indicou que este *Vademecum* seria apresentado aos bispos diocesanos alemães numa próxima ocasião, com o objetivo de oferecer aos prelados «uma aplicação da Declaração *Fiducia supplicans* à situação social e pastoral das dioceses na Alemanha».

A este respeito, tendo tomado conhecimento do que foi enviado, permito-me formular respeitosamente as seguintes observações:

**a)** A Declaração *Fiducia supplicans* afirma que: «A Igreja não tem o poder de conferir a sua bênção litúrgica quando esta, de algum modo, possa oferecer uma forma de legitimação moral a uma união que pretenda ser um matrimónio ou a uma prática sexual extramatrimonial» (n. 11), nem àqueles que pretendem «a legitimação do seu próprio *status*» (cf. n. 31).

De facto, segundo a *Fiducia supplicans*, com tais bênçãos «não se pretende legitimar nada, mas simplesmente abrir a própria vida a Deus» (n. 40), nem «sancionar… nada» (n. 34), mas apenas pedir a ajuda de Deus «para viver melhor» e invocar o Espírito Santo «para que os valores do Evangelho sejam vividos com maior fidelidade» (n. 40).

No texto do *Vademecum*, porém, fala-se de uma união e de uma «regulamentação oficial», por parte dos pastores, de casais que vivem fora do matrimónio — com esses pastores que também se tornam objeto de uma verdadeira «aclamação», um gesto que normalmente faz parte do rito matrimonial. Neste sentido, o *Vademecum* legitima de facto o *status* de tais casais, de modo contrário ao que é afirmado na *Fiducia supplicans*.

**b)** A Declaração *Fiducia supplicans*, no que diz respeito à possibilidade de abençoar casais extramatrimoniais, não permite qualquer tipo de rito litúrgico ou formas de bênção semelhantes a sacramentais que possam criar confusão (cf. *Apresentação*), afirmando que «a forma não deve encontrar qualquer fixação ritual por parte das autoridades eclesiais» (n. 31), e evitando que tais ritos «se tornem um ato litúrgico ou semi-litúrgico, semelhante a um sacramento» (n. 36). «Por este motivo, não se deve promover nem prever um ritual para a bênção de casais em situação irregular» (n. 38).

No texto do *Vademecum*, porém, embora se mencione inicialmente a «espontaneidade e liberdade» no que diz respeito às bênçãos conferidas a casais do mesmo sexo — sugerindo que estas não devem ser institucionalizadas através de formas rituais —, oferece-se depois uma forma predefinida para a sua realização, contradizendo o que foi afirmado anteriormente.

Em particular, na secção final («Forma»), depois de afirmar que «a maneira como a bênção é realizada, o local, a estética do conjunto, incluindo a música e o canto, devem testemunhar a apreciação das pessoas que pedem a bênção», prescreve-se uma espécie de liturgia ou para-liturgia para a bênção de casais do mesmo sexo.

Tudo isto se comunica para todo o bom fim.

Ao transmitir o acima exposto a Vossa Excelência, aproveito a oportunidade para me confirmar com sentimentos de distinta estima,

**Victor Manuel Card. FERNÁNDEZ**  

*Prefeito*

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Ir à Igreja Traz Felicidade!

 






O humorista Jô Soares dizia que "dinheiro não traz felicidade, manda comprar". É uma frase que exalta o poder do dinheiro e o materialismo.

Mas a pesquisa feita entre os americanos pelo cientista comportamental William von Hippel, publicada no livro "The Social Leap", diz que o fator "ir à igreja" é um fator mais importante para prever a felicidade de uma pessoa, do que a riqueza.

Se você é pobre e vai à Igreja, você se diz mais feliz que o rico que nunca vai à Igreja, e se você vai à Igreja, sendo pobre ou sendo rico, você é mais feliz.

O fator de "ir â Igreja" impacta positivamente a felicidade de qualquer nível de renda.

O fator "ir à Igreja" também impacta positivamente a ética da pessoa.

Claro que a primeira pergunta é: qualquer Igreja? A pesquisa não responde a isso. A pesquisa foi feita nos Estados Unidos, país com 62% da população cristã, onde a população muçulmana é dita ser de apenas 1%; a população que se diz ateia é de 5%, e a população que se declara não filiada a nenhuma igreja é de 19%. 

Esse resultado de von Hippel não é novidade, pesquisa Pew Research ja tinha observado isso:




Quando disserem que o dinheiro traz felicidade, responda: ir à igreja é um fator mais relevante do que o dinheiro.



terça-feira, 28 de abril de 2026

Leão XIV e Mullaly: A Reunião Que Estimula Desunião e Mentira.

 


O meu ex-professor de teologia católica, Dr Taylor Marshall, foi padre anglicano, e ele conta que naquela época muitos padres católicos o estimulavam a permanecer anglicano e "seguir Cristo". Marshall disse que isso causou um dano terrível à alma dele e foi muito cruel – embora não fosse a intenção daqueles padres. Ele contou que o primeiro padre católico que o desafiou, dizendo que ele não era verdadeiramente padre e que deveria se converter ao catolicismo, foi Monsenhor James Conley, que disse isso de forma amigável, porém firme, em um café em Roma. Marshall agradece até hoje ao atual bispo Conley de Lincoln, Nebraska. 

Ontem, Leão XIV recebeu a "arcebispa" da Igreja Anglicana, Sarah Mullaly. A primeira mulher líder da Igreja Anglicana desde o nascimento desta versão protestante 

A Igreja Anglicana está em crise há décadas e décadas. Quando morei no Reino Unido, em 2009, e resolvia entrar em algum templo anglicano (boa parte deles tinha sido construída pelos católicos), eu me deparava não com templos, mas com feiras de velharias, livros e muita poeira.

E eu nem sei se se pode chamar o Reino Unido de país cristão. Na última Páscoa cristã, o rei Charles III resolveu não se pronunciar, rompendo uma tradição de séculos. Mas tinha se pronunciado para homenagear os muçulmanos no Ramadã.

E a esta seita protestante dentro de um país não cristão que Leão XIV parece querer salvar.

Mas o jornalista inglês Edward Pentin escreveu que a reunião que teve com Mullaly vai colaborar com a discórdia e a mentira, e não com a união cristã em torno da Verdade.

Traduzo abaixo o exclente artigo de Pentin.

A recepção calorosa do Vaticano à primeira arcebispa de Canterbury

Em vez de contribuir para a unidade cristã, a recepção exuberante de Roma a Sarah Mullally provavelmente será um obstáculo para alcançá-la.

por Edward Pentin

A palavra "escândalo" vem do grego skándalon, através do latim scandalum, que significa "pedra de tropeço" — algo que faz com que alguém caia, especialmente em questões de fé e moral.

Foi um termo ao qual o Papa Leão XIV retornou várias vezes na segunda-feira, em seu discurso a Sarah Mullally, a primeira arcebispa anglicana de Canterbury, durante sua visita de quatro dias a Roma.

A desunião entre os cristãos, disse ele, é um desses obstáculos à proclamação do Evangelho. Seria também um escândalo, acrescentou, se os cristãos deixassem de trabalhar para superar suas divisões, por mais intratáveis ​​que sejam.

Tudo verdade. Mas existe outro tipo de escândalo, possivelmente mais grave na busca pela unidade cristã: apresentar como verdade algo que evidentemente não o é e alardeá-lo aos quatro ventos.

Mullally, como todos os seus antecessores anglicanos, não possui ordens válidas. Ela lidera uma comunidade separada de Roma que se afastou ainda mais dos ensinamentos católicos, particularmente nos últimos sessenta anos, desde o encontro histórico entre Paulo VI e seu antecessor, Michael Ramsey. Sua recente nomeação como a primeira arcebispa de Canterbury apenas reforça o julgamento de Leão XIII em Apostolicae Curae (1896), que declarou as ordens anglicanas “absolutamente nulas e totalmente sem efeito”.

Contudo, durante toda a sua visita, Roma recebeu Mullally — que já se descreveu como “pró-aborto em vez de pró-vida” e apoia a bênção de casais do mesmo sexo — com um entusiasmo que transmitia precisamente a impressão oposta. Desde o momento de sua chegada, as autoridades do Vaticano estenderam o tapete vermelho, demonstrando cortesias que iam muito além da hospitalidade diplomática e incluíam gestos carregados de significado eclesial.

Em seu discurso a Sarah Mullally na segunda-feira, o Papa Leão XIII lembrou seu próprio lema episcopal, In Illo uno unum — em Cristo, somos um — e citou o Papa Francisco, que disse que “seria um escândalo se, devido às nossas divisões, não cumpríssemos nossa vocação comum de dar a conhecer Cristo”.

Mas pode haver uma autêntica unidade eclesial em uma comunhão que carece de ordens válidas e promove ensinamentos morais em desacordo com a doutrina católica, incluindo a ordenação de mulheres? Além disso, que serviço Roma presta aos anglicanos ao celebrar publicamente sua primeira líder mulher, omitindo-se, por caridade, de emitir algum tipo de correção fraterna? Reuniões, orações conjuntas (inclusive na Capela Sistina, no ano passado, com o Rei Carlos III, Governador Supremo da Igreja da Inglaterra), bênçãos e gestos litúrgicos — tudo isso abunda, mas jamais há qualquer apelo à conversão doutrinal ou ao arrependimento pelo cisma.

Isso contrasta com as declarações do Vaticano de vinte anos atrás, quando a Igreja da Inglaterra cogitava ordenar mulheres como bispas. O Cardeal Walter Kasper, então antecessor do Cardeal Koch, tratou a questão com a máxima seriedade. Não conhecido por sua ortodoxia, mesmo ele foi enfático ao afirmar que tal passo romperia efetivamente com o entendimento comum da tradição apostólica e tornaria a plena comunhão “inalcançável”, visto que a Igreja Católica sustenta que o episcopado só pode ser conferido a homens.

Contudo, quando a Igreja da Inglaterra ignorou posteriormente esses alertas e aprovou a ordenação de mulheres como bispas, Roma expressou pesar, mas continuou o diálogo sem qualquer mudança evidente de abordagem.

Essa resposta, desprovida de qualquer correção fraterna significativa, persistiu, criando uma atmosfera que transmite a ideia de que grandes acontecimentos, como a ordenação de mulheres como bispas, têm pouca importância para Roma, ou pelo menos não representam obstáculos decisivos no caminho para a unidade. O efeito cumulativo tem sido o de elevar a proximidade simbólica acima da clareza doutrinal — uma impressão que provavelmente apenas encorajou a Igreja da Inglaterra a prosseguir em seu curso atual.

Ao tratar publicamente Sarah Mullally como uma arcebispa legítima — permitindo que ela lidere orações com o Papa, abençoe um arcebispo de verdade na Capela Clementina e oficie vésperas anglicanas em uma igreja romana histórica — o Vaticano está, na verdade, reafirmando sua identidade eclesial “trans” e seu erro.

Mas, para que a unidade seja verdadeira, ela precisa estar fundamentada na verdade. Sem esse alicerce, mesmo os encontros mais cordiais correm o risco de se tornarem, no fim, os próprios obstáculos contra os quais o Papa Leão XIII adverte, em vez de passos rumo à comunhão.

O Cardeal Koch foi contatado para comentar a visita de Mullally, mas não havia respondido até o fechamento desta edição.


quinta-feira, 23 de abril de 2026

ONG Anti-Racista Financiou Grupos Racistas e Nazistas!


Sei, o título parece loucura, mas é isso mesmo que se descobriu nos Estados Unidos e, obviamente, não vai ser divulgado nem na Europa, nem no Brasil, salvo, em pequenos jornais e sites.

O caso é o seguinte: o Southern Poverty Law Center (SPLC), uma organização americana que diz monitorar grupos de ódio e extremismo, foi acusada esta semana por um júri federal de 11 acusações, incluindo "wire fraud" (fraude eletrônica); falsas declarações a bancos federais e lavagem de dinheiro. 

A acusação principal do Departamento de Justiça (DOJ) é que, entre 2014 e 2023, o SPLC desviou secretamente mais de US$ 3 milhões em doações para pagar informantes infiltrados em grupos extremistas violentos, como Ku Klux Klan (KKK), Aryan Nations, National Socialist Party of America (partido nazista americano) e outros.

O DOJ alega que o SPLC enganou doadores ao prometer que o dinheiro seria usado para "desmantelar" esses grupos, mas na verdade financiou líderes e membros deles (o que teria "fabricado" ou mantido o extremismo que a organização diz combater). Usou empresas de fachada e ocultou os pagamentos dos bancos. O objetivo seria justificar a própria existência e continuar arrecadando fundos.

O SPLC nega, diz que, na verdade, "pagava informantes confidenciais" usados para coletar inteligência sobre grupos violentos (prática comum em investigações). 

Sei.

O grande Scott Adams disse certa vez que o SPLC pagava gente para achar racismo, e se você paga gente para fazer isso, o empregado vai encontrar racismo de qualquer jeito, mesmo que não haja.

Mas o caso é pior do que Adams previu. As acusações dizem que os caras financiavam o racismo e o nazismo para denunciar e ganhar apoio político. 

Farsa. 

Coisa do capeta!


quarta-feira, 22 de abril de 2026

Um Ano de Morte de Francisco: Herético ou Santo?

 



Dia 21 de abril fez um ano da morte de Francisco. O Papa Leão XIV acha que Francisco "ascendeu ao céu", ou, por uma outra tradução seria, "nasceu no céu". Não vou comentar isso, especialmente pelo bem da minha própria alma.

Mas trago uma conversa entre o católico Jo McClane e o filósofo católico que admiro muito, Dr. Peter Kwasniewski, doutor em filosofia pela Catholic University of America, especialista em São Tomás de Aquino, autor de mais de 30 livros e fundador da Wyoming Catholic College. Eles conversaram sobre o livro de um padre, que foi editado por Kwasniewski, chamado The Disastrous Pontificate, que já falei aqui no blog por duas vezes. 

O vídeo é fantástico, deve ser guardado, como histórico.

Dr. Kwasniewski disse coisas como: 

1. "Papa Francisco ensinou o contrário do que ensinou João Paulo II".

2. "Papa Francisco realmente cruzou a linha da heresia, como, por exemplo, na questão da pena de morte, em que contradisse tanto a tradição católica quanto as Escrituras. Ao colocar a palavra "inadmissível" contra a pena de morte no Catecismo, Francisco usou uma palavra que nunca foi usada em teologia moral e foi colocada lá justamente por ser confusa. E Francisco não usou nenhuma fonte católica para colocar a palavra, porque essa fonte não existe, ele usou apenas a si mesmo para colocar a palavra. Isso foi uma proposição herética."

3. "As pessoas não têm ideia de como o ambiente é tóxico na hierarquia católica, em que há chantagens, medos e retaliações. Mas muitos bispos e padres sabiam dos problemas com Francisco"

4. Ao ser perguntado qual foi a principal ofensa de Francisco, Kwasniewski disse que o livro destaca 17 erros graves de Francisco, que ele sente que "Francisco elevou a experiência subjetiva acima da realidade objetiva da revelação divina. Isso pode ser visto em três documentos de Francisco: Amoris Laetitia, Fiducia Supplicans e Dignitas Infinita. Francisco considerava que a consciência das pessoas, mesmo diante de pecados gravíssimos, podia desafiar a moral divina. O filósofo Joseph Seifert chamou essa abordagem de "bomba atômica moral" de Francisco."

5. "Papa Leão XIV age de forma muito lenta, é mais inteligente e sofisticado que Francisco, isso pode ser bom, mas também pode ser ruim. Talvez queira mudar algo do pontificado de Francisco"




segunda-feira, 20 de abril de 2026

A Alemanha Reconhece o Mau Filho que Criou: Ambientalismo "Melancia"

Acho que já contei essa história: certa vez, eu estava em um debate sobre previdência, e aí o outro debatedor resolveu, sabe Deus por quê, exaltar a Alemanha. Então, eu lhe disse que, para mim, ele tinha escolhido o pior país para exaltar, pois a Alemanha era o país da Primeira e da Segunda Guerra, o país do protestantismo, o país do comunismo, o país do nazismo. E eu nem citei, o país de Marx, Kant, Hegel e Nietzsche (filósofos que detesto). 

Em relação ao ambientalismo melancia (verde por fora, comunista por dentro), que propaga uma ideologia e até uma religião, e que fez até o Papa Leão XIV abençoar uma pedra de gelo, geralmente se diz que esse ambientalismo nasceu de um depoimento de James Hansen, no Congresso Americano em 1988, que alertou contra um possível aquecimento global que destruiria o planeta. 

Mas hoje eu leio que o início foi diferente, e o pai da coisa seria a Alemanha. O pai específico da coisa seria Joschka Fischer, um ambientalista radical, que foi ministro do Meio Ambiente e Energia do estado de Hesse em duas ocasiões, entre 1985–1987 e 1991–1994, e ministro das Relações Exteriores e Vice-Chanceler da Alemanha entre 1998 e 2005, no governo de coalizão vermelho-verde liderado por Gerhard Schröder. Nos anos 1960/70, ele participou do movimento estudantil e de grupos de esquerda radicais (como o Revolutionärer Kampf). E é muito conhecido na Alemanha por ser despojado, por gostar de usar tênis, por ter casado 5 vezes, e por ser engraçadinho (foto acima). 

O contexto, rapidamente, é o seguinte: a Alemanha, o país mais rico da Europa, destruiu estupidamente sua base energética nuclear, além de ter virado dependente da Rússia. Com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, a Alemanha teve de se afastar da dependência do petróleo russo e reconheceu que fez besteira ao destruir suas usinas nucleares, enquanto a França, país geralmente de esquerda, as usa predominantemente. O poderio da economia da Alemanha, com suas indústrias, despencou nos últimos anos.

Agora leio que a Ministra da Economia e Energia da Alemanha, Katherine Reiche, publicou artigo questionando completamente o financiamento público para produção de energia renovável. 

Vi isso por meio de um outro artigo que no meio dele comenta o seguinte (vejam especialmente a parte em vermelho que detectou a Alemanha como pai do ambientalista melancia):

Eis uma ministra sênior no governo do chanceler Friedrich Merz admitindo abertamente que duas décadas de fantasia inspirada pelos ambientalistas sobrecarregaram a potência industrial do continente com custos ocultos que, segundo estimativas citadas por ela, chegam a € 36 bilhões por ano e se aproximam de € 90 bilhões. Expansões da rede elétrica, energia de reserva para a geração intermitente de energia eólica e solar e a pura ineficiência de tentar sustentar uma economia moderna com base nas condições climáticas: tudo isso, diz ela, precisa parar de ser omitido da narrativa oficial. O autoengano, alerta, acabou.

Isso não é mera manobra tecnocrática. É a primeira grande fissura pública no edifício ideológico que dominou a política energética alemã — e, por extensão, europeia — desde que a geração beatnik antinuclear de 1968 tomou o poder. Rupert Darwall descreveu o fenômeno com grande precisão em "Green Tyranny": como um punhado de ambientalistas alemães, personificados por Joschka Fischer, ao assumir o cargo de ministro do Meio Ambiente de Hesse em 1985, exportaram sua peculiar mistura de fervor anticapitalista e ambientalismo romântico por todo o continente e além.

Esse evangelho encontrou uma recepção calorosa na esfera anglo-saxônica. No verão de 1988, o cientista da NASA, James Hansen, prestou seu agora infame depoimento ao Congresso dos EUA, declarando que "o efeito estufa foi detectado e está mudando nosso clima agora". O momento foi teatral, a ciência duvidosa, mas o efeito político eletrizante. Fundiu-se com as ideias incipientes que já circulavam entre os intelectuais ocidentais: "A Bomba Populacional" (1968), de Paul Ehrlich, que profetizou uma fome em massa que nunca aconteceu; "Primavera Silenciosa" (1962), de Rachel Carson, que lançou o movimento ambientalista moderno com base em alegações exageradas sobre o DDT; e o livro "O Pequeno é Bonito" (1973), de E.F. Schumacher, o manifesto da "economia budista" que pregava a redução da demanda humana em vez da elevação dos padrões de vida. Como observou o grande economista de Chicago, Frank Knight, o progresso econômico não consiste em suprimir desejos, nem mesmo em saciá-los, mas em seu "refinamento e multiplicação cada vez maiores" — uma antítese direta ao apelo de Schumacher por uma contenção material ascética como virtude espiritual.

Esse é um assunto interessante de pesquisa. Parece-me que a Alemanha está bem posicionada por mais essa ideologia destruidora da humanidade. A checar, quem sabe meu amigo Dr. Ricardo Felício, saiba mais sobre essa paternidade alemã.

Mas eu fui checar o artigo da Ministra da Economia e Energia. E realmentre o artigo é devastador, apesar de por vezes ser contraditório, parecer querer acalmar os verdes, pois mantém a meta de expansão das energias renováveis, enquanto faz contratos de expansão de compra de gás.  

Estava em alemão, mas eu traduzi usando o Google. Vejam abaixo:

Chega de autoengano na política energética!

por Katherine Reiche - Ministra Federal da Economia e Energia

Atualmente, a Alemanha supre apenas um quinto do seu consumo de energia com fontes renováveis. A indústria sofre com o aumento dos preços. Chegou a hora de uma política energética séria. 

Estamos vivenciando uma das crises energéticas mais graves da história. Desde o início da Guerra Irã-Iraque e o fechamento do Estreito de Ormuz, os preços do petróleo, do gás natural liquefeito e do diesel dispararam. Isso onera consumidores e empresas, e está nos custando o crescimento econômico de que a Alemanha tanto precisa.

Muitos, portanto, defendem a eliminação imediata do petróleo e do gás. Argumentam que tudo o que é necessário é uma expansão mais rápida da energia eólica e solar – e o problema estaria resolvido.

Bem, não é tão simples assim.

Os fatos: a Alemanha tem uma demanda total de energia de 2.900 terawatts-hora para eletricidade, aquecimento, transporte e processos industriais. Pouco menos de um sexto disso corresponde à eletricidade, da qual mais da metade provém de fontes de energia renováveis. Em 2025, a participação das energias renováveis ​​no consumo total de energia foi de pouco menos de um quinto.

Durante anos, nos consolamos com metas ambiciosas: 80% de eletricidade renovável até 2030, neutralidade climática até 2045 – números atraentes para aliviar nossa consciência pesada. Mas, enquanto nos apegávamos a essas metas, os preços da eletricidade dispararam. As famílias alemãs pagam até 37 centavos de dólar por quilowatt-hora – nove centavos acima da média da UE. Nossa indústria está perdendo recursos a rodo. A desindustrialização está se acelerando.

Sim, a energia eólica e solar não gera contas. Mas o sistema como um todo certamente gera: custos da EEG (Autoridade de Energia Elétrica da Alemanha), reservas de capacidade, reservas da rede, custos de redistribuição, subsídios da rede, subsídios para redução dos preços da energia – tudo isso soma custos sistêmicos de mais de 36 bilhões de euros por ano. Isso equivale a 430 euros para cada cidadão alemão.

Pagamos quase três bilhões de euros apenas para que turbinas eólicas e painéis solares sejam desativados, porque as redes não conseguem suportar a carga elétrica. Não existe outro setor que receba financiamento garantido por mais de 20 anos e ainda receba compensação quando seu produto não é necessário.

Isso não pode continuar. O setor de energias renováveis ​​atingiu a maturidade e agora deve assumir a responsabilidade – sistêmica e financeira. Até 2035, os custos sistêmicos subirão para 90 bilhões de euros por ano. O problema é estrutural: desativamos 20 gigawatts de energia nuclear segura e com baixas emissões de CO₂. A isso se somam investimentos maciços em redes elétricas, motivados por interesses políticos, e um modelo de mercado que ignora a realidade.

Um fato tem sido ocultado por tempo demais: uma transição energética que ignora os custos do sistema arruinará o país que alega estar salvando.

As condições naturais da Alemanha impõem limites: reservas de gás limitadas, que não podem ser utilizadas nem mesmo em caso de crise; capacidade hidrelétrica limitada; muito menos sol do que no sul da Europa; e grandes distâncias entre geração e consumo. A nova revolução industrial — IA, data centers, indústria eletrificada — exige grandes quantidades de eletricidade a preços acessíveis. Se não conseguirmos fornecê-la, perderemos investimentos, inovação e soberania.

É por isso que estamos trabalhando em um pacote de interconexão de redes que redistribui a responsabilidade. Qualquer pessoa que deseje conectar uma usina em áreas com redes congestionadas deve contribuir com os custos ou assumir o risco de que a eletricidade nem sempre possa ser injetada na rede. A eletricidade que precisar ser cortada devido à sobrecarga da rede não deve mais ser paga pelo público em geral. Isso não é um bloqueio. Isso é uma distribuição justa dos encargos.

Hoje, as operadoras de rede precisam instalar linhas praticamente sob demanda, onde quer que as fontes de energia renovável queiram ser conectadas. Enquanto parques solares podem ser construídos em dois ou três anos, a expansão da rede leva até dez. Precisamos gerenciar a expansão regionalmente; caso contrário, produziremos eletricidade cara que ninguém poderá usar.

A meta de expansão de 80% para energias renováveis ​​permanece. A conexão prioritária à rede para energias renováveis ​​também permanece. Mas a expansão precisa ser economicamente eficiente. Não precisamos de capacidade excedente que seja subsidiada e exportada para o exterior enquanto os preços sobem internamente.

Para ser claro: apoio a transição energética. As energias renováveis ​​serão a espinha dorsal do nosso fornecimento de eletricidade. Elas já são, em grande parte. Mas também sou realista. A proteção climática sem acessibilidade é politicamente insustentável. E a proteção climática sem segurança de abastecimento é estrategicamente cega.

Estamos descarbonizando – mas não queremos fazer isso por meio da desindustrialização. Estamos modernizando – mas não sobrecarregando famílias e empresas.

Precisamos de capacidade segura para usinas de energia, armazenamento e um modelo de mercado que recompense a confiabilidade tanto quanto a ambição. Precisamos de um mercado de capacidade tecnologicamente neutro e de mais contratos de fornecimento direto entre produtores e consumidores.

Embora preferíssemos o contrário: continuaremos precisando de gás. Para processos industriais e aquecimento de ambientes, bem como matéria-prima. E para aquela parcela do fornecimento de eletricidade que não pode ser suprida por energias renováveis. 

É por isso que estamos concluindo contratos de fornecimento de longo prazo com os EUA, Canadá, Angola e México

A Europa é vulnerável porque dependemos demais do mercado spot de gás natural liquefeito. Estamos mudando isso. Também estamos focados em inovação: avanços no armazenamento de energia, ciência dos materiais e eficiência energética. 

A inteligência artificial irá gerir o nosso sistema energético de forma mais eficiente. Pela primeira vez, estamos a permitir a captura e utilização de carbono. Estamos a promover centrais de fusão nuclear. Startups alemãs estão a competir internacionalmente para construir a primeira central de fusão nuclear do mundo. E mesmo a tecnologia nuclear tradicional está a registar avanços notáveis. Os novos reatores são mais pequenos, modulares e mais seguros. Dezasseis Estados-Membros da UE já estão a investir nesta área em conjunto.



sábado, 18 de abril de 2026

Os Ataques Terroristas Durante Visita do Papa na Argélia

 


Pouquíssimos noticiaram isso. Eu vi uma reportagem durante, mas esperei para ver se tinha confirmação,  apesar de ressaltarem que  argelinos estavam escondendo os casos de dois ataques terroristas em cidade próxima à capital Alger onde estava o Papa.

Mas tudo foi confirmado por diversas fontes.

Os dois atentados suicidas ocorreram na tarde de 13 de abril de 2026, poucas horas após a chegada do Papa a Argel (primeiro dia da visita histórica).

Em Blida, que fica a cerca de 40-50 km ao sul de Argel, onde o Papa estava no momento.

Os alvos aparentes foram uma esquadra de polícia (ou instalações de segurança) e outra localização próxima (possivelmente um complexo ou empresa). Os dois kamikazes ativaram os cintos explosivos prematuramente (ao serem detetados), morrendo no local. Houve alguns feridos (incluindo possivelmente polícias), mas sem grande número de vítimas civis.

Será que tiveram relação com visita do Papa.  Muitos dizem que sim. A coincidência de timing é evidente e amplamente destacada pela imprensa internacional (AFP, Le Monde, RFI, Euronews, etc.). 

Diz, por exemplo,  o Marrocos News:

"Os atentados coincidiram com a chegada do Papa Leão XIV à Argélia, a convite do presidente Abdelmadjid Tebboune, para aquela que foi a primeira visita papal ao país. O Papa estava realizando a primeira etapa de uma viagem de 11 dias pela África, que o levaria a Camarões, Angola e Guiné Equatorial.

Uma fonte diplomática francesa disse ao Le Monde que a ligação entre os ataques e a visita papal era “absolutamente certa”. A fonte afirmou que os atacantes buscavam “punir a Argélia por acolher o líder dos infiéis” e enviar uma mensagem a Tebboune por “ter a audácia de receber o Papa em solo islâmico”.

O analista de segurança argelino Akram Kharief, fundador do blog Menadefense.net, descreveu a operação como provavelmente “um ataque com fins midiáticos, provavelmente realizado por um microgrupo ou lobos solitários”.

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Imaginem um ataque terrorista contra o Papa que, como seu antecessor,  prega diálogo e  amizade com Islã,  convivência, e aceitação de muçulmanos na Europa.

Eu sei quem a mídia e inúmeras pessoas (incluindo boa parte do clero) iam culpar: Trump. Trump teria mandado matar o Papa.  


sexta-feira, 17 de abril de 2026

Entrevista com Padre que Escreveu Livro contra Papado de Francisco

 


Hoje, li a entrevista do padre que escreveu o livro The Disastrous Pontificate, usando o pseudônimo de Dominic J. Grigio, para não ser perseguido.

Os amigos do blog sabem que eu mesmo escrevi um livro sobre o pontificado de Francisco, detectando todos os momentos em que me pareceu que Francisco estava pelo menos se aproximando de defender heresias e de se comportar como herético. Clique aqui para meu livro, que se chama Papa Francisco: de Sapatos Pretos à Heresia? Quando terminei o livro, em 2019, ainda estávamos no pontificado. Não foi atrevido e arriscado, de minha parte, escrever ainda durante o pontificado? Em geral, se espera anos para  se avaliar um pontificado. Sim, claro, foi arriscado e atrevido. Mas eu costumo confiar na maior graça que recebi. 

Explico: tenho mestrado em Economia, doutorado em Relações Internacionais e faço novo doutorado em Filosofia, já dei aulas para diversas universidades sobre diversas disciplinas. Por vezes, as pessoas olham para meu currículo e perguntam: seu currículo é muito bom; diante de tanta formação, qual será sua maior qualidade? Eu costumo dizer que minha maior qualidade não foi adquirida nas universidades, eu sinto que é uma graça divina que eu sinto que tenho desde os 12 anos pelo menos: saber identificar a moral das pessoas e mesmo a capacidade técnica das pessoas. Isso já me custou caro, porque em poucos dias sei se meu chefe da vez é de confiança, se é bom tecnicamente, e sei quais palavras devo usar para falar com ele. E por vezes, a pessoa vê que não me engana e se chateia.

Com relação ao Papa Francisco, sempre digo que desconfiei dele logo na sua primeira entrevista, que, por sinal, foi feita para o Fantástico, no Brasil. Quando ele respondeu que qualquer educação é boa não importa a religião, ele, basicamente, me perdeu.

Fiquei extremamente feliz com as respostas do padre na entrevista, aumentou a minha fé na Igreja, e me deu ainda mais confiança de que eu não ofendi a Igreja nem a Cristo quando escrevi meu livro.

Na entrevista, o padre explica por que não se identifica pelo próprio nome, por que escolheu o nome Dominic Grigio, como enfrentou as perseguições dentro da Igreja e como vê o pontificado de Francisco na história da Igreja. Respostas excelentes. Também contou o que mais lhe provocou terror no pontificado de Francisco (a resposta que deu para essa também é muito marcante).

Traduzo abaixo a entrevista:

Gloria.TV

Vamos falar sobre "The Disastrous Pontificate" com seu autor, Dominic J. Grigio.

A editora Os Justi Press lançou seu primeiro livro de 2026, "The Disastrous Pontificate: Pope Francis’ Rupture from the Magisterium", de Dominic J. Grigio. Com mais de 870 páginas, Peter Kwasniewski o descreve como o guia definitivo e enciclopédico sobre as heresias e ações destrutivas do Papa Francisco e seus colaboradores. Ele explica que Dominic J. Grigio é o pseudônimo de um clérigo em plena comunhão com a Igreja que não pode revelar sua identidade por medo de represálias contra si e sua diocese. A obra recebeu forte apoio de eminentes filósofos e teólogos católicos, incluindo: Rev. Gerald E. Murray, Edward Feser, Eduardo Echeverria, Philip F. Lawler, John Rist, Michael Sirilla, Claudio Pierantoni e Josef Seifert.

Dominic J. Grigio concedeu sua primeira entrevista à Gloria.TV.

Por que você publicou seu livro sob um pseudônimo?

Minha preferência natural é que meu nome seja conhecido publicamente, para defender abertamente meu trabalho publicado, principalmente quando escrevo sobre um tema como esse. No entanto, quando informei meu bispo sobre minha intenção de escrever um livro há cinco anos, ele pediu que eu o publicasse anonimamente.

Você discutiu a escrita do livro com seu bispo?

Sim, ele me disse que, se eu planejasse escrever mais livros, gostaria de saber sobre eles antes da publicação. Então, antes de começar a pesquisar e escrever o livro, enviei a ele um esboço do que pretendia fazer.

Então seu bispo lhe deu permissão para escrevê-lo?

Eu diria que, uma vez que concordei em publicá-lo anonimamente, ele não se opôs.

Por que o nome Dominic J. Grigio?

Sempre gostei do apelido do Cardeal Ratzinger quando ele era Prefeito para a Doutrina da Fé: “O Rottweiler de Deus”. Escolhi o nome Grigio porque era o nome que São João Bosco dava ao seu anjo da guarda. Nas ocasiões em que os inimigos de Dom Bosco enviavam capangas para matá-lo, um grande cão aparecia para lutar contra eles. Dom Bosco contava aos amigos que era o seu anjo da guarda, assumindo a forma de um cão, a quem chamou de Grigio, porque o pelo dele era grisalho. Também escolhi o nome Dominic por sua associação com cães. Durante a gravidez de São Domingos, sua mãe, a Beata Joana de Aza, sonhou que um cão saltou de seu ventre carregando uma tocha acesa na boca. O cão correu pelo mundo, incendiando a terra com sua chama — não com fogo destrutivo, mas iluminando tudo com luz e verdade. A inicial “J” representa José, que é o Guardião da Igreja.

Então você se vê como um cão de guarda da Igreja?

Sim, talvez um Borzoi russo. Esses cães eram bons para caçar lobos. Todos os dias rezo a oração de Santo Agostinho ao Espírito Santo que inclui a frase: “Fortalece-me, Espírito Santo, para que eu possa proteger tudo o que é santo”.

Por que você acha que é sua responsabilidade proteger a Igreja?

Recebi o sacramento da confirmação numa época em que sua principal imagem catequética era a de nos tornar soldados de Cristo. Devemos lutar por Cristo, lutar pela Igreja, lutar pela Fé. Todos nós temos a vocação de lutar pela Fé em nosso dia a dia, quando somos tentados ao pecado, à incredulidade e à apostasia, e de lutar contra a heresia na Igreja que ameaça a salvação das almas. Essa responsabilidade é duplamente importante para os clérigos, que fazem uma promessa pública de fidelidade à Fé quando são ordenados. Entre outras coisas, afirmei: “Com fé inabalável, creio também em tudo o que está contido na palavra de Deus, seja escrita ou transmitida pela Tradição, que a Igreja, seja por juízo solene ou pelo Magistério ordinário e universal, estabelece como divinamente revelada. Aceito e sustento firmemente tudo o que a Igreja propõe definitivamente a respeito do ensinamento sobre a fé e a moral”. Fiz esta profissão perante Deus, meu bispo e os fiéis. Levo esta promessa muito a sério.

Mas por que o senhor defende publicamente a Fé? Não é essa a função dos bispos?

Esta é a crise que temos de enfrentar na Igreja: a maioria dos bispos não está salvaguardando e expondo publicamente a Fé. Em países como a Alemanha, a maioria dos bispos está fazendo o oposto — impondo uma nova religião, progressista, aos fiéis. E aqueles bispos que não estão trabalhando ativamente contra a Fé permanecem, em sua maioria, em silêncio diante da heresia e da imoralidade. Apenas um punhado de bispos em todo o mundo defenderam a Fé, e o Papa Francisco os puniu por isso — o Cardeal Raymond Burke, o Arcebispo Viganò, o Bispo Strickland e o Bispo Daniel Fernández Torres. As injustiças cometidas contra esses bispos foram escandalosas, mas seus colegas bispos nada disseram.

Dr. Peter Kwasniewski, editor do seu livro, afirmou em um vídeo recente no YouTube que o senhor também sofreu represálias por defender a Fé, e que alguns chegaram a tentar laicizá-lo.

Não posso entrar em muitos detalhes sobre isso, pois revelaria minha identidade. No entanto, posso confirmar que alguns na Igreja buscaram limitar meu ministério e incitar a imposição de penas canônicas contra mim. Felizmente, até o momento, esses esforços de laicização fracassaram. Mas tem sido doloroso ser alvo dessa campanha para destruir minha vocação.

O título do seu livro — O Pontificado Desastroso: A Ruptura do Papa Francisco com o Magistério — é provocativo. Se este é um exemplo do seu estilo provocativo, fica surpreso em ver que outros membros do clero estão se mobilizando contra o senhor?

Muitas das palavras de Cristo foram concebidas para provocar reações fortes que podem levar a mudanças transformadoras. Quando foi que o clero se tornou tão burguês, tão afetado, a ponto de não falar com clareza? Fala-se muito em sinodalidade, parrhesia, diálogo, mas tudo se resume a palavras pomposas que, na realidade, significam pior do que nada. Em vez de um diálogo aberto, honesto e robusto, impõe-se um pensamento de grupo herético – uma pretensão de “consulta” como disfarce para impor uma nova religião aos fiéis. Tal engano e jogos de poder na Igreja não são dignos dos sucessores dos apóstolos.

Você já mencionou em outro lugar que o Cardeal George Pell inspirou o título. Como assim?

Uma das coisas que eu apreciava no Cardeal George Pell era a sua franqueza e sinceridade. Lembro-me dele comentando a um jornal católico que o Papa Francisco era um papa incomum, e logo em seguida mencionando que houve entre 30 e 40 antipapas na história da Igreja. Antes do Sínodo da Família de 2015, que foi manipulado, ele entregou pessoalmente ao Papa Francisco uma carta assinada por 13 cardeais, alertando-o a não tentar manipular os procedimentos do sínodo, como fizera durante o sínodo de 2014. Após a morte do Cardeal Pell, foi revelado que ele era o autor do memorando Demos, no qual caracterizou o pontificado do Papa Francisco como "desastroso, até mesmo uma catástrofe", principalmente devido ao ataque do Papa Francisco contra a doutrina. Escolhi o título "O Pontificado Desastroso" para mostrar que a advertência profética do Cardeal Pell ainda ressoa na Igreja. Os inimigos do Cardeal Pell fizeram tudo o que puderam para silenciá-lo e desacreditá-lo, chegando a prendê-lo por 13 meses sob alegações totalmente absurdas e falsas. Ele foi exonerado pelo mais alto tribunal da Austrália, mas seus inimigos ainda tentam desacreditá-lo. Quero que meu livro mostre que o Cardeal Pell ainda inspira e encoraja muitos de nós. Na minha opinião, o Cardeal Pell sofreu o martírio branco e é um confessor da Fé.

Então, você considera o Papa Francisco um antipapa?

A situação de Jorge Bergoglio é o terceiro trilho da política eclesial na Igreja atualmente, especialmente para o clero. Tocar nesse assunto é estar "morto". Vivemos em uma época em que o direito canônico foi instrumentalizado e, muitas vezes, não é aplicado com justiça e imparcialidade. Clérigos e religiosos têm sido impiedosamente excomungados por desafiarem o Papa Francisco. A excomunhão está sendo imposta não como um "remédio medicinal" para ajudar as vítimas a se reconciliarem com a Igreja, mas para cancelar e punir clérigos fiéis que defendem a Fé. Para mim, é como um assassinato eclesial. Creio que tenho um dever para comigo mesmo, e especialmente para com os outros, de evitar ser "assassinado" o máximo possível. Portanto, farei algumas observações e encerrarei por aqui. A Igreja levou 43 anos para condenar o Papa Honório e declará-lo anátema, e isso por negligência na supressão da heresia, não por ensiná-la. O Papa Honório não era um antipapa, ele era um papa legítimo. Em relação aos antipapas, com exceção de Novaciano, os demais não propagaram heresias, mas defenderam a fé católica. Não vou me aprofundar na questão da legitimidade do Papa Francisco, mas deixarei isso para o julgamento de um futuro papa e concílio.

O que você diz àqueles que o acusam de deslealdade, falta de caridade e insubordinação por questionar publicamente os ensinamentos pessoais do Papa Francisco? Qual a diferença entre você e os protestantes?

A questão da obediência na Igreja entrou em crise durante o pontificado do Papa Francisco. Como observou o Prof. Michael Sirilla em seu endosso ao meu livro, “como devem os fiéis reagir quando um papa, em ensinamentos não definitivos, parece impor-lhes erros ou mesmo heresias?” Os super-hiperpapalistas, caricaturados com sua habitual sagacidade pelo padre inglês John Hunwicke (falecido), argumentavam que deveríamos aceitar tudo o que o Papa Francisco ensinava por ocupar o cargo de papa, independentemente do que dissesse ou fizesse. Quando os fiéis apontaram que o Papa Francisco estava contradizendo o Depósito da Fé, os super-hiperpapalistas ou negaram ou fingiram não ver ou ouvir. Isso foi um abuso da compreensão católica de obediência. Na crise fomentada pelo Papa Francisco e seus cúmplices, devemos nos apegar à lei suprema da Igreja, a lei à qual toda obediência na Igreja se orienta — salus animarum suprema lex, a salvação das almas é a lei suprema (Cân. 1752). Como argumenta Peter Kwasniewski em seu livro inestimável, Verdadeira Obediência na Igreja [2021], “Em circunstâncias normais, as leis eclesiásticas criam uma estrutura dentro da qual a missão da Igreja pode se desenvolver de forma ordenada e pacífica. Mas podem existir situações de anarquia ou colapso, corrupção ou apostasia, onde as estruturas ordinárias se tornam impedimentos, e não facilitadoras, da missão da Igreja. Nesses casos, a voz da consciência dita que se deve fazer o que precisa ser feito, com prudência e caridade, para a realização da lei soberana”. O desastroso pontificado do Papa Francisco foi um período de anarquia, colapso, corrupção e apostasia. A sua promulgação de ensinamentos errôneos, como a defesa da ética situacional sobrepondo-se à Revelação Divina, é um exemplo de um obstáculo escandaloso à Igreja no cumprimento da sua lei suprema, a salvação das almas.

Mas não seria isso protestantismo — elevar a consciência acima da autoridade do Papa?

O Papa só tem autoridade para salvaguardar e expor o Depósito da Fé, não para promover as suas próprias opiniões pessoais que contradizem, ou mesmo repudiam, a Revelação Divina. O Cardeal Raymond Burke, um dos canonistas mais eminentes da Igreja, propôs uma forma de os fiéis responderem a esta crise sem rejeitarem a autoridade do Papa Francisco em si. É imperativo que distingamos entre “as palavras do homem que é Papa e as palavras do Papa como Vigário de Cristo na Terra”. Na Idade Média, a Igreja falava dos dois corpos do Papa: o corpo do homem e o corpo do Vigário de Cristo. O primeiro corpo é o do “corpo do homem que é Papa”, e o segundo corpo é o do “corpo do Vigário de Cristo”. O Cardeal Burke conclui que “o Papa Francisco escolheu falar frequentemente em seu primeiro corpo, o corpo do homem que é Papa. De fato, mesmo em documentos que, no passado, representavam ensinamentos mais solenes, ele afirma que não está oferecendo ensinamentos magisteriais, mas sim seu próprio pensamento” (Burke, R [2017] Os Dois Corpos do Papa: Desenvolvendo Vidas de Paz segundo o Coração de Maria – Remédios para estes tempos conturbados de confusão, divisão e erro [Online] Disponível em: Serve Christ Through the Marian Catechist …). Quando o Papa Francisco ensinava e se comportava em conformidade com o Depósito da Fé, nós, como católicos, tínhamos o dever de obedecê-lo, mas quando ele expressava suas opiniões pessoais que divergiam da doutrina da Igreja, não apenas tínhamos o direito de ignorá-lo, como também o dever de questioná-lo.

O dever de questionar um Papa?

Foi isso que São Tomás de Aquino, Doutor da Igreja, nos exortou a fazer na Suma Teológica II-II.33.4, refletindo sobre a repreensão de São Paulo a São Pedro (Gl 2,11-14). Ele argumentou que os súditos têm o dever de repreender publicamente seus superiores se estes colocarem em perigo a Fé. Em seu comentário sobre Gálatas, São Tomás de Aquino enfatiza que os súditos não devem temer corrigir publicamente os prelados se seus atos forem um “perigo para o ensinamento do Evangelho” e “se seu crime for público e ameaçar a multidão”. Nessas circunstâncias, “a verdade deve ser pregada abertamente, e o contrário jamais deve ser tolerado por medo de escandalizar os outros”.

Você passou os últimos 5 anos pesquisando e escrevendo este livro. Quais foram as falhas mais graves de Francisco?

Tenho uma profunda devoção à Virgem Maria, que me guiou em momentos cruciais da minha vocação. A primeira disciplina teológica que decidi examinar em 2020 foi a Mariologia de Francisco, partindo do princípio de que, se você compreender a Virgem Maria corretamente, terá boas chances de compreender todo o resto corretamente e, inversamente, se compreender Nossa Senhora incorretamente, poderá compreender outros aspectos importantes da Fé de forma equivocada. O que Francisco ensinou publicamente em duas ocasiões, inclusive para crianças muito doentes e suas famílias, ainda me incomoda até hoje. Em 2013 e 2015, ele teve a audácia de especular que, aos pés da Cruz, testemunhando o sofrimento de seu Filho, Nossa Senhora perdeu a fé nas promessas de Deus na Anunciação e acusou o Arcanjo Gabriel de ser um mentiroso e um enganador. Francisco chegou a afirmar, sem provas, que João Paulo II — o papa mais mariano do século XX — era a fonte dessa especulação vil. Embora Francisco não tenha mencionado a origem de sua afirmação sobre João Paulo II, ele pode ter interpretado erroneamente uma passagem da Redemptoris Mater, 18: “E agora, de pé aos pés da Cruz, Maria é a testemunha, humanamente falando, da completa negação dessas palavras”. João Paulo II não expressou as palavras ou o sentimento a respeito dos pensamentos de Maria que Francisco lhe atribuiu: “Mentiras! Fui enganado!”. Na verdade, João Paulo II expressou exatamente o oposto, escrevendo: “Quão grande, quão heroica é então a obediência da fé demonstrada por Maria diante dos ‘insondáveis ​​juízos’ de Deus! Quão completamente ela ‘se abandona a Deus’ sem reservas, oferecendo o pleno assentimento do intelecto e da vontade àquele cujos ‘caminhos são insondáveis’ (cf. Rm 11,33)!” (RM 18). Bergoglio não apenas ofende e insulta profundamente a Santíssima Virgem Maria, como também cometeu calúnias e difamações contra seu antecessor.

Quantos erros semelhantes ensinados por Francisco você examina em seu livro?

Abordo 17 erros graves de Francisco, distribuídos em 11 disciplinas teológicas, incluindo: Antropologia, Cristologia, Eclesiologia, Escatologia, Evangelização, Hamartiologia, Liturgia, Mariologia, Moral, Sacramentos e Soteriologia. É por isso que o Prof. Claudio Pierantoni não estava exagerando ao afirmar, em sua recomendação do meu livro, que testemunhamos “o que certamente foi o pontificado mais desastroso, do ponto de vista doutrinal, em toda a história da Igreja Católica”.

Seu livro não é muito acadêmico para um leigo comum?

Escrevi este livro para o clero e os leigos que sabiam que algo estava errado com as palavras e ações de Francisco, e que precisavam ter sua fé reafirmada e receber as razões pelas quais tinham razão para se sentirem perturbados e alarmados. Meu livro justapõe rigorosamente as afirmações de Francisco com as Sagradas Escrituras, a Sagrada Tradição e o Magistério perene. Sua seção central, Os Erros do Papa Francisco, oferece uma análise doutrinal de fácil compreensão, elucidada pelo compêndio exaustivo Fontes: Os Erros à Luz das Escrituras, da Tradição e do Magistério. Juntos, eles expõem uma profunda ruptura no exercício do magistério papal. Além disso, uma seção cronológica, As Palavras e Ações Questionáveis ​​do Papa Francisco e Seus Nomeados, expõe o alcance total dessas aberrações em ação entre 2013 e 2025: sua influência abrangente na Igreja e as consequências de longo alcance para os fiéis. Esta seção é guiada pelo conselho de nosso Senhor: “Cuidado com os falsos profetas, que vêm a vocês disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Pelos seus frutos vocês os reconhecerão” (Mt 7,15-16).

Onde podemos comprar seu livro?

Ele está disponível em capa dura, brochura e e-book e pode ser adquirido diretamente da editora Os Justi Press.