terça-feira, 13 de outubro de 2026

A Cirurgia de Leão XIV. É Coisa Muito Séria?



No último domingo, o Papa Leão XIV anunciou pessoalmente que fará uma cirurgia para remover um nódulo no pulmão. Em geral, a saúde dos papas é tratada como um segredo de Estado. Mas, dessa vez, o próprio Leão XIV divulgou a doença que possui e a necessidade de cirurgia.  

O canonista Ed Condon, fundador do site The Pillar, que analisa e investiga assuntos relacionados à Igreja Católica, escreveu um artigo muito interessante sobre quão preocupados nós devemos estar com a saúde o Papa Leão XIV.

Traduzo abaixo:

O quanto os católicos devem se preocupar com a saúde do Papa?

O momento do anúncio do Papa e da cirurgia nesta semana sugere que a escolha do momento não foi totalmente deliberada.

Ed. Condon

O Papa Leão XIV anunciou no domingo que se submeterá a uma cirurgia esta semana para remover um nódulo do pulmão. O Papa fez o anúncio ao final de sua oração do Angelus, pedindo orações.

“Queridos irmãos, recentemente, durante alguns exames de rotina, os médicos descobriram um nódulo no meu pulmão. Foi detectado em um estágio muito inicial e estava bem localizado”, disse Leão. “Os médicos acharam necessário intervir e, seguindo o conselho deles, decidi fazer uma cirurgia para removê-lo. O procedimento já está agendado para os próximos dias. Agradeço o apoio espiritual e me entrego às suas orações.”

A Sala de Imprensa do Vaticano acrescentou posteriormente que Leão está agendado para ser submetido a uma cirurgia no Hospital Gamelli na terça-feira, 13 de outubro. Espera-se que o Papa passe até uma semana no Gamelli se recuperando, após o que, por ora, ainda está previsto que ele realize sua maior e mais longa viagem apostólica até o momento, rumo à Argentina, Uruguai e Peru, a partir de 6 de novembro.

Orações, compreensivelmente, foram enviadas de dioceses ao redor do mundo, acompanhadas pelos votos de melhoras de chefes de Estado e instituições internacionais.

Então, quão preocupados os católicos devem estar com a saúde do Papa? A comunicação do Vaticano sobre a cirurgia iminente de Leão representa, em muitos aspectos, uma nova abordagem para questões de saúde papal. Mas, apesar da franqueza pessoal do Papa, a mensagem da Santa Sé talvez levante tantas perguntas quanto respostas.

A decisão de Leão XIV de anunciar seu próprio estado de saúde e a iminente internação hospitalar durante o Ângelus de domingo já é, diga-se de passagem, um acontecimento de grande importância.

Tradicionalmente, a saúde dos papas simplesmente não era discutida publicamente ou oficialmente, a menos que as circunstâncias tornassem isso absolutamente necessário. Em 2023, o Papa Francisco foi levado às pressas para o Gemelli em uma ambulância, apresentando sinais de parada cardíaca, segundo muitos de seus assessores, e a Sala Stampa divulgou um comunicado insistindo que ele estava apenas indo para exames “pré-agendados”.

O fato de o Papa Leão XIV ter decidido anunciar sua condição pessoalmente, com notável franqueza, representa uma mudança significativa na política de comunicação do Palácio Apostólico. Isso pode refletir uma postura deliberadamente mais aberta, em oposição à evasiva tradicional e desnecessária, e os primeiros frutos de um papa americano e de um prefeito americano do Dicastério para a Comunicação que priorizam a honestidade como princípio fundamental.

Da mesma forma, é preciso considerar que a situação do Papa pode ser grave o suficiente para que não haja como mantê-la em segredo ou disfarçá-la, e a decisão foi tomada de ser o mais transparente possível para evitar especulações sobre a saúde papal.

Certamente, Leão XIV pareceu se esforçar ao máximo para transmitir tranquilidade, enfatizando que, qualquer que seja o diagnóstico exato, ele está "bem localizado" e em "estágio inicial". É claro que, para todos que ouvem, a menção a um "nódulo" no pulmão imediatamente suscitará pensamentos — e orações — sobre palavras não utilizadas, como "câncer", "tumor", "benigno" ou "maligno".

Para sermos claros, nenhuma dessas palavras pode ser medicamente apropriada neste momento. E há todos os motivos para acreditar e presumir que Leão XIV está fornecendo quase todas as informações que ele próprio pode ter neste momento.

Mas o contexto do anúncio do Papa e o momento de sua cirurgia levantam preocupações bastante sérias em relação a Leão XIV.

Não sabemos, e isso não significa que alguém tenha o direito de esperar saber, quando os exames médicos de rotina fizeram essa descoberta. Pode ter sido na semana passada, no mês passado ou até mesmo antes. Portanto, não é realmente possível dizer com que urgência Leão está sendo levado para a cirurgia. No entanto, há claramente uma grande urgência na situação.

O anúncio feito por Leão e sua internação hospitalar nesta semana, de todas as semanas, significa que ele terá que perder o restante e a conclusão de sua reunião global com os chefes das conferências episcopais do mundo, que ele convocou em Roma esta semana.

Isso, como o Vaticano anunciou, implicou em algumas mudanças significativas na programação, com o recém-empossado decano do Colégio Cardinalício, Cardeal Tagle, substituindo-o na missa de encerramento na quarta-feira, e os organizadores da reunião anunciando que o documento de trabalho/resumo final da reunião será adiado até que Leão XIV possa lê-lo e contribuir com suas observações.

Essas mudanças sugerem que o momento da cirurgia de Leão XIV não foi escolhido por ele e que ele está agindo de acordo com o melhor conselho médico disponível, agindo com urgência. Se esse problema tivesse sido descoberto semanas atrás, seria razoável supor que o Papa o teria tratado antes do início da reunião. E se fosse possível adiá-la, mesmo que por alguns dias para permitir que a reunião terminasse conforme o planejado, certamente ele teria optado por isso.

Não se pode descartar a possibilidade de que Leão XIV esteja simplesmente tendo que se adequar à agenda e sua equipe médica, mas um homem que ocupa, indiscutivelmente, o cargo mais importante e proeminente da Itália, senão da Europa Ocidental, é alguém cuja agenda é o que guia a vida dos outros.

Tudo isso aponta para uma descoberta médica muito recente que levou a um diagnóstico urgente, ou pelo menos a uma suspeita de diagnóstico.

Claro, outro fator a ser considerado é a próxima visita apostólica de Leão XIV a três países da América do Sul, incluindo um retorno ao Peru, onde passou muitos anos como padre e bispo.

É perfeitamente possível que os médicos, e o próprio Papa, estejam mais preocupados com os potenciais efeitos colaterais da cirurgia e com o tempo necessário para a recuperação de um homem de 71 anos — mesmo alguém tão fisicamente saudável e ativo quanto Leão XIV.

O Papa tem partida prevista de Roma em 6 de novembro para sua viagem de 10 dias por três países, retornando em 17 de novembro. Pode ser que Leão XIV tenha simplesmente decidido reservar o máximo de tempo possível para sua própria recuperação pós-operatória, e até mesmo para possíveis imprevistos, para que esteja em plena forma para a viagem histórica.

Embora possa ser um inconveniente, e claramente um revés de última hora para a conferência sobre Amoris, é possível que Leão simplesmente considere a importância dessa conferência menos relevante do que a possibilidade de perder sua viagem de volta ao Peru, ou mesmo de ter que reduzir seu itinerário para a viagem.

Se for esse o caso, isso sugere uma grande cautela por parte do Papa em relação à sua viagem pela América Latina, e indica de forma preocupante a importância que Leão atribui ao encontro não sinodal que está acontecendo em Roma.

De qualquer forma, o que se pode afirmar com certeza é que o fato de o Papa ter que tirar esta semana, de todas as semanas, de sua agenda para uma cirurgia e uma longa internação hospitalar é extremamente infeliz. É evidente que essa é uma decisão que Leão tomou com base na recomendação de seus médicos. Juntos, eles consideram que os riscos de um atraso, mesmo que de apenas alguns dias, representam um risco inaceitável para o Papa.

Mesmo esperando e prevendo a recuperação plena e rápida de Leão, isso deveria ser uma reflexão muito séria para os católicos em todo o mundo.



quarta-feira, 7 de outubro de 2026

União Europeia Ataca Trump com Estátua


Uma estátua intitulada “The Orange Plague”, ou “King of Injustice", feita por um artista dinamarquês, recebeu aprovação do Parlamento Europeu para ser exposta no parlamento.  Mostra Trump nu em cima de uma pessoa esquálida.

É de uma estupidez cavalar. E um ataque ao principal aliado dos europeus, em um momento em que a Rússia bate às portas e os imigrantes muçulmanos destroem as cidades europeias.

Os artistas esquerdistas (quase um pleonasmo), junto com a mídia europeia e os políticos europeus (uns 90% de esquerda), detestam o avanço conservador pelo mundo, fortemente influenciado pela vitória de Trump.

A Europa merece o caos ético em que vive e o desprezo de Trump. Pregam união, ficam loucos para receber Trump e ir à Casa Branca, adoram a proteção militar dos Estados Unidos e, no fim, fazem isso com o mais importante aliado deles. Pensem na OTAN sem os Estados Unidos, que sozinhos são responsáveis por 60% dos gastos, e o segundo lugar, Alemanha, entra com uns 12%.

Eu considero a Europa, pela sua natureza, pelo clima e, principalmente, pelo belíssimo catolicismo que se manifesta em tantas igrejas e em tantas vidas de santos, como o mais próximo que se pode estar do paraíso na Terra. Mas a estupidez chegou aqui de forma destrutiva há muito tempo. É muito, muito, triste.


Enquanto isso, o católico Marco Rubio está na Grécia defendendo os valores que formaram a Europa, filosofia grega e catolicismo.

 


sexta-feira, 2 de outubro de 2026

O Resultado do Lema da Revolução Francesa e as Palavras do Papa


Em discurso de 25 de setembro de 2026 no Palácio do Eliseu, em Paris (primeiro discurso da sua viagem apostólica a França), o Papa Leão XIV afirmou que o lema da Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade: "não são meras palavras gravadas nos frontões dos edifícios públicos, mas remetem a exigências éticas universais que encontram também na mensagem evangélica uma fonte inesgotável de inspiração e realização." (no original em francês:"La liberté, l’égalité et la fraternité ne sont pas de simples mots gravés sur les frontons de vos édifices publics, mais renvoient à des exigences éthiques universelles qui trouvent aussi dans le message évangélique une source inépuisable d’inspiration et d’accomplissement.)

Realmente, são palavras incríveis. Qualquer historiador das ideologias políticas vai apontar o lema da Revolução Francesa como inspiração tanto para o comunismo quanto para a maçonaria. Sem falar, que a Revolução Francesa tem mãos sujas de sangue de inúmeros padres e freiras. Se pensarmos nas ideologias inspiradas no lema, as mortes somam milhões e milhões.

Hoje continua inspirando destruição, como mostram os vídeos acima que são desta semana, após a visita do papa. Jovens imigrantes querem destruir o patrimônio público e o patrimônio cristão da França, exatamente o que a Revolução Francesa fez.

Perdão, mas eu não consigo fechar os olhos e ouvidos para as palavras do Papa, mesmo vendo que a visita à França do Papa teve imagens belíssimas e inspiradoras e mesmo que ele tenha usado o lema para uma coisa que o lema não inspirou: fé religiosa. 

O sangue dos mártires me é muito caro! 


quarta-feira, 30 de setembro de 2026

O Que é Paz? "Paz deve Ser Conquistada na Batalha"

 

Li excelente texto do padre Michael Rennier, a explicar o que é paz. Como é bom ver o clero católico entender claramente o que é a paz e lembrar que Cristo disse que veio trazer a espada. Quase todo domingo, nas homilias, os padres confundem paz com a ausência de conflito externo.

Sempre lembro que a guerra é fácil de identificar e que a paz só é encontrada na luz divina. Mas o padre Rennier foi muito mais didático e explicou que "a paz deve ser ganha na batalha".

Traduzo abaixo o texto do reverendo Michael Rennier

A paz deve ser conquistada na batalha

Por que a paz não é meramente a ausência de conflito e como alcançá-la

Reverendo Michael Rennier

27 de setembro de 2026

Há duas semanas, nosso Introito da Santa Missa focou na misericórdia. Na semana passada, foi a vez da justiça. Agora chegamos a uma súplica pela paz: “Da pacem, Dómine, sustinéntibus te / Dai paz, Senhor, àqueles que em Vós esperastes”.

Existem indústrias inteiras focadas em alcançar a paz interior. Elas vendem com prazer retiros, aulas de ioga ou livros de autoajuda. Artistas musicais cantam sobre dar uma chance à paz e atores se pronunciam sobre o assunto em cerimônias de premiação. A paz gera movimentos de protesto, muitas vezes movimentos ironicamente agressivos, e esses movimentos são retratados com detalhes hagiográficos nos livros de história. Creio que todos no planeta concordariam que alcançar tanto a paz interior quanto a paz entre as nações seria um ideal. O curioso é que todos a desejam, mas poucos realmente a possuem. Estamos tão inquietos e violentos como sempre.

Há uma razão para essa desconexão. Fundamentalmente, não entendemos o que é a paz, e por isso a buscamos de maneiras completamente equivocadas. Paz não é a ausência de conflito. Nosso Senhor, Rei da Paz, diz que vem trazer a espada. Este é um daqueles ditos seus que descartamos, mas não deveríamos, pois é a chave para alcançarmos a paz de fato.

Primeiramente, devo observar que não "alcançamos" a paz, precisamente, porque, como todas as virtudes, ela é um dom de Deus. Nosso papel é cooperar com esse dom. A paz vem somente de Cristo. Ela não será lida em um livro de autoajuda. Não se limita aos raros momentos em que nos retiramos para um retiro espiritual. As virtudes são cumulativas. Elas nos levam a um reino de plenitude. Não faz sentido pensar na paz – uma virtude – como uma ausência, como se afastar-se da vida cotidiana, dos conflitos, do estresse e assim por diante, fosse suficiente para nos conceder a paz.

A paz é um hábito positivo voltado para o bem, portanto, devemos nos preocupar com o que a paz é, e não com o que ela não é. Se prestarmos atenção à liturgia da Igreja, isso fica claro: misericórdia, justiça e, então, paz. Este é um dom que pedimos: viver em paz interior e no mundo, algo que buscamos praticando obras de misericórdia e nos conduzindo à justiça.

Há um antigo ditado romano: “Igitur qui desiderat pacem, praeparet bellum / Se queres a paz, prepara-te para a guerra”. Isso é um convite à batalha. Quando o sumo sacerdote emergia do Santo dos Santos no Dia da Expiação, após ter feito o sacrifício da reconciliação que trouxe paz à nação, ele o fazia com sangue nas mãos. Ele emergia carregando o castigo, e esse castigo era colocado sobre o bode expiatório. Quando Cristo completou o sacrifício da Expiação da Nova Aliança na Cruz, Ele nos reconciliou com o Pai, e o fez entrando na batalha. Ele conquistou a paz. Ele derramou misericórdia e satisfez a justiça, e é por isso que a Cruz, o lugar da batalha onde o pecado e a morte são vencidos, é a fonte da paz.

Para nós, é exatamente a mesma coisa. A paz não é conquistada pela ausência de conflito, mas sim através das atividades do nosso dia a dia. Pensamos que, quando finalmente pudermos nos aposentar, quando os filhos crescerem e saírem de casa, quando alcançarmos a segurança financeira, quando o presidente ou o Papa mudar, finalmente encontraremos a paz. Mas precisamos conquistar a paz lutando por ela. Não esperamos a completa ausência de tudo para encontrá-la. Afinal, mesmo assim, ainda estarei preso a mim mesmo, e se não estou em paz agora, provavelmente é por causa de alguma insatisfação ou desordem dentro de mim. Meu palpite é que, se não consigo estar em paz agora, com todas as inúmeras bênçãos que Deus me concedeu, então não estaria em paz nem mesmo se escapasse para algum tipo de existência ideal. Sempre encontraria algo que me preocupasse.

Suspeito que muitos de nós sejamos viciados em problemas. Nós nos alimentamos do estresse e gostamos de projetá-lo para fora, como se fôssemos os árbitros da paz em um mundo caótico e todos precisassem apenas nos ouvir, mas, na verdade, provavelmente somos o epicentro da perturbação.

Então, como podemos realmente trabalhar para alcançar a paz verdadeira em nós mesmos e no mundo?

Santo Agostinho diz que a paz é a “tranquilidade da ordem”. O pecado desordena, e é por isso que cria uma inquietação dentro de nós. Ansiamos por aquilo que não podemos mais ter. Isso significa que, antes de podermos escolher a paz, devemos fazer outra escolha, muito mais importante: escolher Cristo. É assim que restauramos a ordem. “Nossos corações estão inquietos e não descansarão até encontrarem repouso em Ti”, escreve Agostinho.

A paz substitui a inquietação somente quando estamos ordenados a Deus. Nós o amamos e somos amados por Ele, e este é o início da paz. Essa reordenação, à medida que se manifesta em nossas vidas, é a prática da misericórdia e da justiça. Essas virtudes nos permitem refletir a paz interior que conquistamos por meio de Cristo em nossos relacionamentos com os outros. Se estivermos orientados para o amor de Deus, também estaremos orientados para o amor ao próximo.

Você percebe como a paz é robusta e poderosa quando a compreendemos corretamente? Ela não surge com base em circunstâncias externas. Não é destruída pelas dificuldades e problemas da vida. Ela é mais forte do que tudo isso porque está orientada para o amor de Deus. Ela transcende e nos eleva junto com ela, o que significa que podemos cultivar a paz em meio a quaisquer circunstâncias.

Espero que isso não seja muito direto, mas talvez possamos listar as circunstâncias que não devem nos roubar a paz:

1) Adversidades no dia a dia. Não importa o que aconteça, sejam problemas pequenos como o trânsito ou grandes como problemas familiares, financeiros ou de saúde, ainda temos Cristo e Ele sabe do que precisamos.

2) As ações de outras pessoas. Ninguém tem o direito de ditar a sua paz ou a sua busca pela paz. Nós nos submetemos somente a Cristo, e Ele será a nossa força e guia na nossa luta pela paz.

3) Nesse sentido, nossas próprias falhas não devem destruir a nossa paz. Não somos perfeitos, então, quando falhamos, isso não deve nos arruinar; deve nos motivar. Vá à confissão. Reaproxime-se de Deus. Tente novamente. Paz significa aceitar a responsabilidade, mas lutar incansavelmente para vencer, unindo-nos à Cruz.

“Fiat pax in virtúte tua”, diz o Salmista (no Gradual), “Que a paz reine em teu interior”. Que haja paz na Igreja, pois este é o tabernáculo do Senhor. Este lugar é a fonte de toda a nossa tranquilidade, de toda a nossa felicidade.

Encerro com a imagem da leitura do Evangelho do paralítico sendo levado à presença de Nosso Senhor para ser curado. Ele é conduzido a esse encontro por seus amigos. Este é o dom deles, encorajar e capacitar seu amigo caído – e podemos entender, aqui, sua enfermidade física como uma metáfora para a desordem do pecado – a entrar na presença do amor divino. Uma vez lá, sua vida é restaurada pela graça. Esta é a paz: habitar na casa do Senhor para sempre, amar a Cristo e nos submeter completamente ao seu amor. Quando o desespero se instala em nós, quando acordamos à noite ansiosos e tememos pelo futuro, por nós mesmos ou por nossos filhos, entramos em sua presença e descansamos, e seremos pacíficos, curados e livres.


segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Candidato Prof. Hermes Nery

 


Não voto em São Paulo e não votarei em canto nenhum, pois moro no exterior. Mas, o meu amigo Prof. Hermes Nery teve a coragem de se candidatar no momento mais terrível da história do Brasil. Não há nada comparável na história do país ao terror ético que o Brasil vive hoje. Vivemos o fundo do poço e estamos cavando.

Que os brasileiros saibam escolher. Prof. Hermes Nery é uma boa escolha. Grande conhecedor da doutrina católica, homem de bem.



sábado, 26 de setembro de 2026

Os "Francos" Recebem o Papa.

Os Cruzados, inclusive o rei da Inglaterra, Ricardo Coração de Leão, eram conhecidos pelos muçulmanos como "francos", pois muitos eram franceses, e o termo servia para identificar os cristãos da Europa ocidental que não eram bizantinos.

O Papa Leão XIV está na França e parece que os "francos" resolveram recebê-lo.

Está belíssima a festa.

Viva a França dos Cruzados, de Santa Joana d'Arc, do Rei Luís IX, de Santa Teresinha de Lisieux, e daqueles que cristãos que foram mortos pela Revolução Francesa!

 

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

O que é Civilização?


Escreva a palavra "civilização" em um livro, artigo, dissertação ou tese acadêmica e verá logo algum editor ou orientador mandando retirar a palavra. Isso é coisa bem recente historicamente, pensadores hoje considerados bem esquerdistas falavam em civilização e diferenciavam as culturas entre melhores e piores. Coisa não publicável nos dias de hoje, não só por causa da estupidez esquerdista que iguala todas as civilizações, mas também por conta de uns estúpidos que exaltam Hitler.

Hoje, Elon Musk exaltou a civilização ocidental ao repostar o vídeo abaixo. Mas o vídeo tem um enorme defeito: exalta o paganismo grego (assim como fez o nazismo) para falar de civilização ocidental sem o fundamento principal: Deus cristão. Essa exaltação a Prometeu por ter roubado o fogo dos deuses e dado aos homens retrata apenas uma parte da lenda grega. Por conta do roubo, Zeus puniu a humanidade enviando o caos, Pandora, que trazia a caixa que simbolizava todos os males do mundo.

Geralmente tratam a lenda como a simbolizar os homens saindo da teologia e indo para as ciências, as ciências traria o paraíso humano (coisa bem positivista e maçônica, além de estúpida)


O vídeo a seguir é mais justo com a civilização ocidental.



Há um vídeo melhor para saber quando se está diante de uma civilização superior. O que vai abaixo:



 


 

A Falsa Compaixão e Caridade, segundo Beato Fulton Sheen

 

Fulton Sheen foi beatificado ontem. Esse discurso dele sobre "falsa compaixão" é muito atual; cresceu de forma diabólica desde que ele disse essas palavras. A falsa compaixão, hoje, é ensinada nas escolas e universidades como uma virtude.

O alcance dessa doença diabólica de nossos dias é terrível, está na boca de muitos políticos, professores, jornalistas, atores, atrizes, padres, bispos e pastores. 

Essa doença atinge todos, mas é mais prevalente entre as mulheres.

Viva Sheen! 

Que ele nos abençoe!



segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Os Passos Para Islamizar a Europa. Estão Avançados.

 

O partido de extrema esquerda da Alemanha, Linke, aquele que idolatra a ex-Alemanha Oriental comunista (que matou milhares) e o Hamas, venceu as eleições de Berlim. A vitória foi majoritariamente apoiada por mulheres jovens, com menos de 25 anos. E o que o partido  fez para celebrar? Dançou ao som de música muçulmana em árabe. 

Mulheres são justamente o grupo social que mais sofre com o Islã. Mas vejam os votos das mulheres jovens em Berlim abaixo: 51% no Linke, 13% no Partido Verde, outro partido radical.

O vídeo abaixo mostra que há 7 passos para a islamização da Europa (do Ocidente). A Europa já cumpriu 5 passos (no caso inglês, o passo 6 está bem adiantado). O vídeo foca no que acontece na Espanha, mas vale para todos os países ocidentais desenvolvidos, especialmente os anglo-saxões, como Alemanha, Holanda, Suécia e Reino Unido (em estágios até piores), e também para os latinos, como Bélgica, Espanha, França, Itália e Portugal.

Vejam abaixo a explicação dos 7 passos:

Resumo dos passos:

Passo 1 - Fracasso da esquerda marxista (não consegue convencer ninguém, os dados históricos são horríveis).

Passo 2 - Filosofia da Escola de Frankfurt, que defendeu os novos proletários baseados na raça e no sexo (gays, mulheres, negros e imigrantes);

Passo 3 - Importar imigrantes em massa;

Passo 4 - Compra de votos (imigrantes não se importam em votar, pois não se importam com o país hospedeiro. Mas se pagarem, eles votam). Boa parte da riqueza dos países ocidentais serve para comprar votos de imigrantes muçulmanos, oferecendo benefícios sociais. Arruina-se a economia do país para sustentar imigrantes.

Passo 5 - O triunfo da esquerda-islâmica que vemos com a vitória da esquerda na Alemanha, ou vemos em qualquer cidade de médio porte na Europa, cheias de bandeiras da Palestina, que escondem a barbárie do Islã. Já me cansei de ver isso, inclusive de frente à Catedral de Santiago de Compostela, mesmo que se saiba que Santiago é o patrono da Espanha e é conhecido como Santiago "Matamouros" (mata muçulmanos).

Passo 6 - Criação de partidos islâmicos. Muçulmanos não precisam mais da esquerda para ter poder político;

Passo 7 - Chegam ao poder e transformam o Ocidente em califado, com apoio de estúpidos.

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Onde está a Igreja Católica na Alemanha? Deve estar a celebrar com música árabe também.

Onde está o Vaticano? Apoiando os imigrantes muçulmanos que chegam, falando mal dos partidos de direita na Alemanha e do Trump.



domingo, 20 de setembro de 2026

Por Vezes, um Papa Diz Coisas Tão Miseravelmente Erradas e Não- Bíblicas.


Certa vez, disse a mim mesmo: vou ler um salmo por dia. Mas, chegou a um momento, que eu estava achando repetitivo demais, pois basicamente eram orações para batalhas , para guerras, para derrotar o inimigo. 

Papa Leão XIV disse que Cristo não ouve as orações daqueles que fazem guerra, Cristo rejeitaria essas orações, pois quem reza tem as mãos sujas de sangue. 

Isso não tem qualquer fundamento bíblico, é não-bíblico, ou ainda heresia. Sem mencionar as ordens de Deus para devastar povos inteiros (Deuteronômio 20) ou Davi, Salomão ou Moisés que fizeram guerra e mais guerras e mataram gente com suas espadas, tivemos inúmeros santos que foram para a guerra, inúmeros santos que rezaram pela vitória dos cristãos em guerra,  inúmeros guerreiros (soldados) cristãos que defenderam Cristo e o cristianismo, e muitos papas que foram à frente de batalhas. 

Nem preciso sugerir leitura especial para contradizer isso; a Bíblia e a história, mesmo em livros infantis, já o mostram. Parece que a Biblia está prestes a ser condenada pelos papas da Igreja Católica.

O Papa, como disse o post, simplesmente anulou as orações de qualquer militar do mundo em campos de batalha. 

E ele fez isso querendo se fundamentar em Cristo, sem qualquer ato ou palavra de Cristo que sustentasse a afirmação.

Fica difícil comentar mais, pois o que o Papa disse revela-se muito medíocre, infelizmente. Vou apenas mostrar alguns posts que comentaram sobre as palavras do Papa. Rezemos, está muito difícil.

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Estados Unidos, Polônia e a ex-USSR

 


Trump anunciou acordo com a Polônia para estabelecer uma base militar hoje.  

Não sei se ele lembrou, mas foi em um 17 de setembro como hoje que a União Soviética invadiu a Polônia para dividir o pais com os nazistas, seguindo acordo Molotov-Ribbentrop assinado entre comunistas e nazistas. 

Depois, Hitler rasgou o acordo e invadiu a USSR.

O acordo de hoje deve pesar na Alemanha, pois imagino que Trump planeje tirar a base militar de lá e passar para a Polônia, que é bem mais fiel aos EUA.

Alemanha vai perder dinheiro e prejudicar principalmente as pequenas cidades na Alemanha que vivem da base militar. 



domingo, 13 de setembro de 2026

Palavras de Padre Prevost (Leão XIV) Quando Ocorreram Ataques 11/9

Vi esse post de Rich Raho (professor de teologia católica) sobre o que o então Padre Prevost disse no período em que ocorreram os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. 

Infelizmente são palavras bem estúpidas que não reconhecem o terrorismo islâmico, e que são típicas de ideólogos de esquerda. No mesmo dia dos ataques já se sabia que  eram ataques terroristas islâmicos feitos pela Al Qaeda. Essas palavras tornam-se ainda mais absurdas e radicais pelo contexto, pois, na época em que foram ditas, todos os políticos americanos, sejam de esquerda ou de direita, apoiavam a guerra contra o terrorismo islâmico.  

Sem falar, é claro que os ataques foram contra o país do próprio Prevost e vitimaram milhares de cidadãos conterrâneos de Prevost, incluindo o padre Mychael Judge.

Traduzindo as palavras do atual Papa, ele disse:

"Não podemos deixar de lembrar os trágicos eventos que abalaram os Estados Unidos em 11 de setembro. A violência que o mundo testemunhou na semana passada nos Estados Unidos é uma expressão trágica de uma série de problemas que estão se tornando cada vez mais graves em todos os lugares. O ódio e a violência continuarão a crescer enquanto tantas pessoas forem forçadas a viver em extrema pobreza e oprimidas por tantas formas de injustiça.”

Resolvi checar  a veracidade dessas palavras. Perguntei ao Copilot se essas palavras foram realmente ditas pelo atual Papa e, se sim, quando e onde.

Resposta:

Sim. Essas palavras foram proferidas pelo então Pe. Robert Francis Prevost, hoje Papa Leão XIV, em 21 de setembro de 2001, durante a Missa de encerramento do 180.º Capítulo Geral Ordinário da Ordem de Santo Agostinho, celebrada na Igreja de Santa Maria del Popolo, em Roma. [vaticannews.va]

O contexto era o dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, ocorridos apenas dez dias antes. Durante a homilia, Prevost afirmou:

“Não podemos deixar de recordar os trágicos acontecimentos que abalaram os Estados Unidos no dia 11 de setembro. A violência que o mundo testemunhou na semana passada nos Estados Unidos é uma expressão trágica de uma série de problemas que se tornam cada vez mais graves em toda a parte. O ódio e a violência continuarão a crescer enquanto tantas pessoas forem obrigadas a viver em pobreza extrema e forem oprimidas por tantas formas de injustiça.” [vaticannews.va]

À época, o Pe. Prevost acabara de ser eleito Prior Geral da Ordem de Santo Agostinho em 14 de setembro de 2001, durante o mesmo Capítulo Geral que decorria em Roma quando ocorreram os atentados. Na homilia de encerramento, defendeu que a resposta cristã não deveria ser a vingança, mas sim o compromisso com a justiça, a paz, a solidariedade e o diálogo. [vaticannews.va]

Resumo

Fonte: artigo da Vatican News, publicado em 11 de setembro de 2026, intitulado The Popes and 9/11: Christ's light in history's darkest hour. [vaticannews.va]

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Esses fatos são relevantes para nos mostrar onde mora ou, no mínimo, morava, o coração de Leão XIV.




sábado, 12 de setembro de 2026

Padre Mychael Judge - A Vítima 0001 do 11/9

 


Os ataques terroristas de 11 de setembro completaram 25 anos. Ainda hoje, reverbera a guerra contra o terror, iniciada a partir deste ataque que vitimou quase 3 mil pessoas. Até hoje uso nos meus artigos um manifesto assinado por inúmeros filósofos e teólogos em apoio à guerra ao terror islâmico, cujo texto se fundamenta apenas em um pensador que todos eles respeitavam: Santo Agostinho.

Nas celebrações de 25 anos, descobri um fato que eu não sabia.

A primeira vítima anunciada dos ataques de 11 de setembro foi o padre Mychael Judge, capelão do Corpo de Bombeiros de Nova York. 

A foto acima, mostra o Papa João Paulo II recebendo o capacete do padre Mychael.

A foto abaixo mostra os bombeiros carregando o corpo do padre Mychael.



No post abaixo, vemos o padre Mychael fazendo sua última homilia no dia anterior aos ataques.


Aqui vai a biografia do padre Mychael Judge feita pelo Grok.

Nasceu Robert Emmett Judge em 11 de maio de 1933, no Brooklyn, filho de imigrantes irlandeses do Condado de Leitrim. Era o mais velho de gémeos (a irmã gémea era Dympna) e cresceu em pobreza.

Entrou na Ordem Franciscana ainda jovem, adotou o nome Mychael Fallon Judge e foi ordenado padre em 1961. 

Antes de 11 de setembro, o ministério dele era marcado por proximidade com quem estava à margem: sem-abrigo, doentes de SIDA/HIV (fundou um dos primeiros ministérios católicos nessa área em Nova York), famílias de bombeiros e também a comunidade gay católica. 

Era alcoólico em recuperação, frequentava Alcoólicos Anónimos e era conhecido por um estilo direto, caloroso e pouco formal. 

Em 1992 tornou-se capelão do FDNY. Amigos e colegas descreviam-no como alguém que gostava de estar “onde estava a ação”. 

No dia 11 de setembro de 2001, correu para o World Trade Center com os bombeiros. Estava no átrio da Torre Norte a rezar pelas vítimas e pelos socorristas quando a Torre Sul desabou. Os destroços mataram-no. 

O corpo foi o primeiro a ser formalmente identificado pelo médico-legista, pelo que ficou registado como Vítima 0001. 

A fotografia dos bombeiros a carregarem o corpo tornou-se uma das imagens mais conhecidas daquele dia. Muitos chamam-lhe o “santo do 11 de setembro”. 

Há campanhas para a canonização na Igreja Católica, mas a Arquidiocese de Nova York não abriu o processo. Uma igreja ortodoxa-católica americana canonizou-o em 2002. 

O legado mistura heroísmo no 11 de setembro com uma vida anterior de serviço a pobres e doentes.

Há uma rua em Manhattan com o nome dele, o capacete de bombeiro foi oferecido a João Paulo II, e o túmulo em Totowa, Nova Jersey, tornou-se local de visita. 


sábado, 5 de setembro de 2026

Os 255 Dogmas da Igreja Católica


Dogmas de fé não podem ser negados por nenhum católico. É difícil encontrar na internet os 225 dogmas da Igreja Católica, mas hoje vi uma publicação no X que fez um resumo deles. Estava em inglês, mas aqui vai a tradução.

A Igreja Católica não publica uma lista oficial dos dogmas, mas, em geral, recorre-se à obra de Ludwig Ott, que fez a coleta dos dogmas infalivelmente declarados pela Igreja na obra Fundamentals of Catholic Dogma.

Meditemos sobre eles, muitos são bem difíceis teologicamente.

Os 255 dogmas infalivelmente declarados da fé católica.
  1. Deus, nosso Criador e Senhor, pode ser conhecido com certeza, pela luz natural da razão, a partir das coisas criadas. 
  2. A existência de Deus não é apenas objeto do conhecimento racional natural, mas também objeto da fé sobrenatural. 
  3. A natureza de Deus é incompreensível para os homens. 
  4. Os bem-aventurados no Céu possuem um conhecimento intuitivo imediato da Essência Divina. 
  5. A visão imediata de Deus transcende o poder cognitivo natural da alma humana e é, portanto, sobrenatural. 
  6. A alma, para a Visão Imediata de Deus, necessita da luz da glória. 
  7. A Essência de Deus é também incompreensível para os bem-aventurados no Céu. 
  8. Os atributos divinos são realmente idênticos entre si e com a Essência Divina. 
  9. Deus é absolutamente perfeito. 
  10. Deus é a própria perfeição infinita. 
  11. Deus é absolutamente simples. 
  12. Existe um só Deus. 
  13. O Deus Uno é, no sentido ontológico, o Verdadeiro Deus. 
  14. Deus possui um poder infinito de conhecimento. 
  15. Deus é a própria Verdade. 
  16. Deus é absolutamente fiel. 
  17. Deus é absolutamente bom em sentido ontológico, tanto em si mesmo quanto em relação às outras coisas. 
  18. Deus é a Bondade Moral absoluta ou Santidade. 
  19. Deus é o Bem supremo. 
  20. Deus é absolutamente imutável. 
  21. Deus é eterno. 
  22. Deus é imenso, ou absolutamente incomensurável. 
  23. Deus está presente em toda parte do espaço criado. 
  24. O conhecimento de Deus é infinito. 
  25. Deus conhece todas as coisas possíveis por meio do conhecimento de sua própria essência infinitamente perfeita (scientia simplicis intelligentiae). 
  26. Deus conhece todas as coisas reais, passadas, presentes e futuras (scientia visionis). 
  27. Pelo conhecimento das ações livres futuras (scientia visionis), Deus prevê com certeza infalível os atos livres das criaturas racionais. 
  28. A Vontade Divina é infinita. 
  29. Deus ama a si mesmo necessariamente, mas ama e quer livremente a criação das coisas extra-divinas. 
  30. Deus é todo-poderoso. 
  31. Deus é o Senhor dos céus e da terra. 
  32. Deus é infinitamente justo. 
  33. Deus é infinitamente misericordioso. 
  34. Em Deus há Três Pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Cada uma das Pessoas possui a mesma e única Essência Divina. 
  35. Em Deus existem duas Processões Divinas internas. 
  36. As Pessoas Divinas, e não a Natureza Divina, são o sujeito das processões divinas internas (na ativa e na passiva). 
  37. A Segunda Pessoa Divina procede da Primeira Pessoa Divina por geração. Por isso, é verdadeiramente Filho do Pai. 
  38. O Espírito Santo procede do Pai e do Filho como de um único princípio, mediante uma única espiração. 
  39. O Espírito Santo não procede por geração, mas por espiração. 
  40. As relações em Deus são realmente idênticas à Essência Divina. 
  41. As Três Pessoas Divinas estão umas nas outras. 
  42. Todas as ações externas de Deus são comuns às Três Pessoas Divinas. 
  43. Tudo o que existe fora de Deus foi produzido do nada por Deus. 
  44. Deus foi movido pela sua bondade a criar o mundo. 
  45. O mundo foi criado para a glorificação de Deus. 
  46. As Três Pessoas Divinas são o único princípio comum da criação. 
  47. Deus criou o mundo sem compulsão externa e sem necessidade interna. 
  48. Deus criou um mundo bom. 
  49. O mundo teve um começo no tempo. 
  50. Somente Deus criou o mundo. 
  51. Deus conserva todas as coisas na existência. 
  52. Deus, por sua providência, protege e governa tudo o que criou. 
  53. O primeiro homem foi criado por Deus. 
  54. O homem consiste em duas partes essenciais: uma alma espiritual e um corpo material. 
  55. Todo ser humano possui uma alma individual. 
  56. Deus conferiu ao homem um destino sobrenatural. 
  57. Os nossos primeiros pais, antes da queda, eram adornados com a graça santificante. 
  58. Também receberam o domum immortalitatis, isto é, o dom da imortalidade corporal. 
  59. Os nossos primeiros pais não pecaram por uma transgressão proveniente da concupiscência desordenada. 
  60. Pelo primeiro pecado, os nossos primeiros pais perderam a graça santificante e provocaram a ira e a indignação de Deus. 
  61. Pelo primeiro pecado, os nossos primeiros pais ficaram sujeitos ao domínio do demónio. 
  62. O pecado de Adão é transmitido à sua posteridade, não por imitação, mas por descendência. 
  63. O pecado original é realmente transmitido por geração natural. 
  64. No estado de pecado original, o homem está privado da graça santificante e de tudo o que dela decorre, bem como do dom preternatural da integridade. 
  65. As almas dos que morrem em estado de pecado original são excluídas da visão beatífica de Deus. 
  66. No início dos tempos, Deus criou seres espirituais (anjos) do nada. 
  67. A natureza dos anjos é espiritual. 
  68. A segunda tarefa dos anjos bons é a proteção dos homens e o auxílio à sua salvação. 
  69. O demónio possui domínio sobre o homem em consequência do pecado de Adão. 
  70. Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro Filho de Deus. 
  71. Cristo assumiu um corpo real, e não um corpo aparente. 
  72. Cristo assumiu não apenas um corpo, mas também uma alma racional. 
  73. Cristo foi verdadeiramente gerado e nasceu de uma filha de Adão. 
  74. Cristo nasceu verdadeiramente da Virgem Maria, filha de Adão. 
  75. As naturezas divina e humana estão unidas hipostaticamente em Cristo, isto é, unidas uma à outra numa única Pessoa. 
  76. Cristo Encarnado é um só indivíduo, uma única Pessoa. Ele é Deus e homem ao mesmo tempo. 
  77. O Verbo de Deus tornou-se carne pela sua união hipostática substancial com a natureza humana criada por Deus. 
  78. As ações humanas e divinas atribuídas a Cristo nas Sagradas Escrituras e nos Padres da Igreja não devem ser atribuídas a duas pessoas, mas ao Deus-Homem único e mesmo, o Verbo Divino. É o próprio Logos Divino que sofreu na carne, foi crucificado, morreu e ressuscitou. 
  79. A Santíssima Virgem é a Mãe de Deus, porque gerou segundo a carne o Verbo de Deus feito homem. 
  80. Na União Hipostática, cada uma das duas naturezas de Cristo permanece íntegra, sem alteração e sem mistura com a outra. 
  81. Cada uma das duas naturezas de Cristo possui a sua própria vontade natural e o seu próprio modo natural de operação. 
  82. A União Hipostática da natureza humana de Cristo com o Logos Divino ocorreu no momento da conceção. 
  83. A União Hipostática nunca terminará. 
  84. A União Hipostática foi efetuada pelas Três Pessoas Divinas agindo em comum. 
  85. Apenas a Segunda Pessoa Divina se tornou homem. 
  86. Cristo é não somente Deus, mas também, enquanto homem, o Filho natural de Deus. 
  87. O Deus-Homem Jesus Cristo deve ser venerado com um único ato de culto de adoração (latria), o culto absoluto que é devido somente a Deus. 
  88. As características humanas e as atividades divinas de Cristo devem ser atribuídas à única Pessoa divina de Cristo. 
  89. Cristo estava livre de todo pecado, tanto do pecado original como de qualquer pecado pessoal. 
  90. A natureza humana de Cristo era passível, isto é, capaz de sentir e sofrer. 
  91. O Filho de Deus fez-se homem para redimir a humanidade. 
  92. O homem decaído não podia redimir-se a si mesmo. 
  93. O Deus-Homem Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote. 
  94. Cristo ofereceu-se na Cruz como verdadeiro e próprio sacrifício. 
  95. Por meio do seu sacrifício na Cruz, Cristo resgatou-nos e reconciliou-nos com Deus. 
  96. Cristo morreu não apenas pelos predestinados. 
  97. A expiação de Cristo estende-se aos homens decaídos em geral. 
  98. Pela sua Paixão e Morte, Cristo mereceu recompensa de Deus. 
  99. Após a sua morte, a alma de Cristo, separada do corpo, desceu ao mundo inferior (mansão dos mortos). 
  100. Ao terceiro dia após a sua morte, Cristo ressuscitou gloriosamente dos mortos. 
  101. Cristo ascendeu ao Céu e está sentado à direita do Pai. 
  102. Maria é verdadeiramente a Mãe de Deus. 
  103. Maria foi concebida sem pecado original. 
  104. Maria concebeu pelo Espírito Santo sem cooperação de homem. 
  105. Maria deu à luz sem violação da sua integridade virginal. 
  106. Também após o nascimento de Jesus, Maria permaneceu Virgem. 
  107. Maria foi Virgem antes, durante e depois do nascimento de Jesus Cristo. 
  108. Maria foi assunta ao Céu em corpo e alma. 
  109. Existe uma intervenção sobrenatural de Deus nas faculdades da alma, que precede o ato livre da vontade. 
  110. Existe uma influência sobrenatural de Deus nas faculdades da alma que coincide, no tempo, com o ato da vontade. 
  111. Para todo ato interno sobrenatural salvífico, a graça de Deus (gratia elevans) é absolutamente necessária. 
  112. A graça sobrenatural interna é absolutamente necessária para o início da fé e da salvação. 
  113. Sem a ajuda especial de Deus, o homem justificado não pode perseverar até ao fim no estado de justificação. 
  114. A pessoa justificada não é capaz, por suas próprias forças, de evitar por muito tempo todos os pecados veniais. 
  115. Mesmo no estado de natureza decaída, o homem pode, pelo seu poder intelectual natural, conhecer verdades religiosas e morais. 
  116. Para a realização de um ato moralmente bom sem a graça santificante, não é necessária uma graça atual. 
  117. No estado de natureza decaída, é moralmente impossível ao homem sem a Revelação sobrenatural conhecer, fácil e seguramente, sem mistura de erro, todas as verdades religiosas e morais naturais. 
  118. A graça não pode ser merecida por atos naturais, quer de condigno, quer de congruo. 
  119. Deus concede a todos graça suficiente (gratia vere et mere sufficiens) para a observância dos Mandamentos Divinos. 
  120. Deus, por um decreto eterno da sua vontade, predestinou certos homens à bem-aventurança eterna. 
  121. Deus, pelo seu conhecimento eterno e infalível, predestinou à condenação apenas em razão dos pecados previstos (post praevisa merita). 
  122. A vontade humana permanece livre sob a influência da graça eficaz, a qual não é irresistível. 
  123. Existe uma graça que é verdadeiramente suficiente e que, ainda assim, permanece ineficaz (gratia vere et mere sufficiens). 
  124. O pecador pode e deve preparar-se para a receção da graça pela ajuda da graça atual. 
  125. A justificação de um adulto não é possível sem fé. 
  126. Além da fé, outros atos de disposição devem estar presentes. 
  127. A graça santificante santifica a alma. 
  128. A graça santificante torna o justo amigo de Deus. 
  129. A graça santificante faz do homem um filho de Deus e confere-lhe direito à herança do Céu. 
  130. As três virtudes teologais de Fé, Esperança e Caridade são infundidas juntamente com a graça santificante. 
  131. Sem uma Revelação Divina especial, ninguém pode saber com certeza de fé que se encontra em estado de graça. 
  132. O grau da graça justificante não é idêntico em todos os justos. 
  133. A graça pode ser aumentada pelas boas obras. 
  134. A graça pela qual uma pessoa é justificada pode ser perdida, e perde-se por todo pecado grave (mortal). 
  135. Pelas suas boas obras, o justificado adquire realmente direito a uma recompensa sobrenatural de Deus. 
  136. O justo merece para si, por cada boa obra, um aumento da graça santificante, da vida eterna (se morrer em estado de graça) e um aumento da glória celeste. 
  137. A Igreja foi fundada pelo Deus-Homem Jesus Cristo. 
  138. O nosso Redentor conserva Ele próprio, com poder divino, a sociedade por Ele fundada, a Igreja. 
  139. Cristo é a Cabeça Divina da Igreja, seu Corpo Místico. 
  140. Cristo fundou a Igreja para continuar a obra da redenção por todo o tempo. 
  141. Cristo dotou a sua Igreja de uma constituição hierárquica. 
  142. Os poderes dos Apóstolos passaram aos bispos. 
  143. Cristo nomeou o Apóstolo Pedro como o primeiro entre os Apóstolos e como a cabeça visível de toda a Igreja, conferindo-lhe imediatamente e pessoalmente o primado de jurisdição. 
  144. De acordo com a instituição de Cristo, Pedro deve ter sucessores no seu primado sobre toda a Igreja até ao fim dos tempos. 
  145. Os sucessores de Pedro no primado são os bispos de Roma. 
  146. O Papa possui poder pleno e supremo de jurisdição sobre toda a Igreja, não apenas em matérias de fé e moral, mas também na disciplina e no governo da Igreja. 
  147. O Papa é infalível quando fala ex cathedra. 
  148. Em virtude do direito divino, os bispos possuem um poder ordinário de governo sobre as suas dioceses. 
  149. Cristo é a Cabeça da Igreja. 
  150. Na decisão final sobre doutrinas relativas à fé e à moral, a Igreja é infalível. 
  151. A infalibilidade da Igreja estende-se formalmente apenas às verdades reveladas cristãs relativas à fé e à moral. 
  152. O conjunto dos bispos é infalível quando, reunidos em concílio geral ou dispersos pelo mundo, propõem um ensinamento sobre fé ou moral a ser sustentado por todos os fiéis. 
  153. A Igreja fundada por Cristo é única. 
  154. A Igreja fundada por Cristo é santa. 
  155. A Igreja fundada por Cristo é católica. 
  156. A Igreja fundada por Cristo é apostólica. 
  157. A pertença à Igreja é necessária para a salvação de todos os homens. 
  158. É lícito e proveitoso venerar os santos que estão no Céu e invocar a sua intercessão. 
  159. É lícito e proveitoso venerar as relíquias dos santos. 
  160. É lícito e proveitoso venerar as imagens dos santos. 
  161. Os fiéis na Terra podem ajudar as almas do Purgatório através das suas intercessões (sufrágios). 
  162. Os sacramentos da Nova Aliança contêm a graça que significam e conferem-na àqueles que não colocam obstáculo. 
  163. Os sacramentos atuam ex opere operato (simplesmente pelo facto de a ação sacramental ser realizada). 
  164. Todos os sacramentos da Nova Aliança conferem graça santificante aos que os recebem. 
  165. Três sacramentos, o Batismo, a Confirmação e a Ordem, imprimem um caráter, isto é, um sinal espiritual indelével, e por essa razão não podem ser repetidos. 
  166. O caráter sacramental é uma marca espiritual impressa na alma. 
  167. O caráter sacramental permanece pelo menos até à morte do seu portador. 
  168. Todos os sacramentos da Nova Aliança foram instituídos por Jesus Cristo. 
  169. Existem sete sacramentos da Nova Lei. 
  170. Os sacramentos da Nova Aliança são necessários para a salvação da humanidade. 
  171. Para a administração válida dos sacramentos, é necessário que o ministro realize a ação sacramental da maneira prescrita. 
  172. Na intenção do ministro deve haver pelo menos a intenção de fazer o que a Igreja faz. 
  173. No caso de destinatários adultos, para uma receção válida ou frutuosa é necessária a disposição moral adequada. 
  174. O Batismo é um verdadeiro sacramento instituído por Jesus Cristo. 
  175. A matéria remota do sacramento do Batismo é água verdadeira e natural. 
  176. O Batismo confere a graça da justificação. 
  177. O Batismo produz a remissão de todos os castigos do pecado, tanto eternos como temporais. 
  178. Mesmo que recebido sem fruto espiritual, o Batismo imprime na alma do destinatário uma marca espiritual indelével, o caráter batismal, e por essa razão o sacramento não pode ser repetido. 
  179. O Batismo pela água (Baptismus fluminis), após a promulgação do Evangelho, é necessário para todos os homens sem exceção para a salvação. 
  180. O Batismo pode ser administrado validamente por qualquer pessoa. 
  181. O Batismo pode ser recebido validamente por qualquer pessoa em estado de peregrinação terrestre que ainda não tenha sido batizada. 
  182. O Batismo das crianças é válido e lícito. 
  183. A Confirmação é um verdadeiro sacramento em sentido próprio. 
  184. A Confirmação imprime na alma uma marca espiritual indelével e, por essa razão, não pode ser repetida. 
  185. O ministro ordinário da Confirmação é somente o Bispo. 
  186. O Corpo e o Sangue de Jesus Cristo estão verdadeira, real e substancialmente presentes na Eucaristia. 
  187. A presença de Cristo na Eucaristia realiza-se pela transformação de toda a substância do pão no seu Corpo e de toda a substância do vinho no seu Sangue. 
  188. Os acidentes do pão e do vinho continuam a existir após a mudança de substância. 
  189. O Corpo e o Sangue de Cristo, juntamente com a sua Alma e a sua Divindade, estão presentes e íntegros na Eucaristia. 
  190. Cristo inteiro está verdadeiramente presente na Eucaristia. 
  191. Enquanto as espécies consagradas subsistem, Cristo está presente nelas. 
  192. Quando as espécies consagradas são divididas, Cristo inteiro está presente em cada uma das partes. 
  193. Depois de concluída a consagração, o Corpo e o Sangue permanecem presentes na Eucaristia de maneira permanente. 
  194. O culto de adoração (latria) deve ser prestado a Cristo presente na Eucaristia. 
  195. A Eucaristia é um verdadeiro sacramento instituído por Cristo. 
  196. A matéria necessária para a consagração da Eucaristia é pão e vinho. 
  197. Pela razão divina, a receção da Eucaristia não é necessária para a salvação de todos. 
  198. A comunhão sob as duas espécies não é necessária para nenhum fiel para a obtenção da salvação. 
  199. O poder de consagrar reside apenas num sacerdote validamente ordenado. 
  200. Para a receção digna da Eucaristia, exige-se o estado de graça, bem como a devida e piedosa disposição do comunicante. 
  201. A Santa Missa é um verdadeiro e próprio sacrifício. 
  202. No Sacrifício da Missa, o Sacrifício de Cristo na Cruz torna-se presente, o seu memorial é celebrado, e o seu valor salvífico é aplicado. 
  203. O Sacrifício da Missa e o Sacrifício da Cruz têm a mesma vítima sacrificial e o mesmo sacerdote que oferece; diferem apenas no modo de oferecer. 
  204. O Sacrifício da Missa não é apenas um sacrifício de louvor e ação de graças, mas também um sacrifício de expiação e impetração. 
  205. A Igreja recebeu de Cristo o poder de perdoar os pecados cometidos após o Batismo. 
  206. Pela absolvição da Igreja, os pecados são verdadeiramente e imediatamente perdoados. 
  207. O poder da Igreja de perdoar os pecados estende-se a todos os pecados sem exceção. 
  208. O exercício do poder da Igreja para perdoar os pecados é um ato judicial. 
  209. O perdão dos pecados que ocorre no Tribunal da Penitência é um verdadeiro e próprio sacramento. 
  210. O arrependimento contrito (contritio) é o principal ato da parte do penitente. 
  211. A preparação sobrenatural para a receção válida do Sacramento da Penitência está associada ao desejo do sacramento (votum sacramenti). 
  212. A contrição proveniente do amor de Deus é uma dor moralmente boa e sobrenatural pelo pecado. 
  213. Pela ordenação divina, todos os pecados graves (mortais), segundo a sua espécie e número, bem como as circunstâncias que alteram a sua natureza, estão sujeitos à obrigação de confissão. 
  214. A confissão dos pecados veniais não é necessária, mas é permitida e útil. 
  215. Todos os castigos temporais do pecado não são sempre remidos por Deus juntamente com a culpa e a pena eterna. 
  216. O sacerdote tem o direito e o dever, de acordo com a natureza dos pecados e a capacidade do penitente, de impor obras salutares e proporcionadas de satisfação. 
  217. As práticas penitenciais extraordinárias, tais como os atos voluntários de penitência e a aceitação paciente das provações enviadas por Deus, possuem valor satisfatório. 
  218. A forma do Sacramento da Penitência consiste nas palavras da absolvição. 
  219. A absolvição, em associação com os atos do penitente, produz o perdão dos pecados. 
  220. O principal efeito do Sacramento da Penitência é a reconciliação do pecador com Deus. 
  221. O Sacramento da Penitência é necessário para a salvação daqueles que caíram em pecado após o Batismo. 
  222. Os únicos possuidores do poder da Igreja para conceder a absolvição são o bispo e o sacerdote. 
  223. A absolvição concedida por diáconos, clérigos de ordens inferiores e leigos não é sacramentalmente válida. 
  224. O Sacramento da Penitência pode ser recebido por qualquer pessoa batizada que, após o Batismo, tenha cometido pecado grave ou venial. 
  225. A Igreja possui o poder de conceder indulgências. 
  226. O uso das indulgências é útil e salutar para os fiéis. 
  227. A Extrema-Unção é um verdadeiro e próprio sacramento instituído por Cristo. 
  228. A matéria remota da Extrema-Unção é o óleo. 
  229. A forma consiste na oração do sacerdote pelo doente, que acompanha a unção. 
  230. A Extrema-Unção confere ao doente a graça santificante para o animar e fortalecer. 
  231. A Extrema-Unção produz a remissão dos pecados graves ainda remanescentes e dos pecados veniais. 
  232. A Extrema-Unção produz, por vezes, o restabelecimento da saúde corporal, se isso for espiritualmente vantajoso. 
  233. Apenas os bispos e os sacerdotes podem administrar validamente a Extrema-Unção. 
  234. A Extrema-Unção só pode ser recebida pelos fiéis que estejam gravemente doentes. 
  235. A Ordem é um verdadeiro e próprio sacramento instituído por Cristo. 
  236. A consagração dos sacerdotes é um sacramento. 
  237. Os bispos são superiores aos sacerdotes. 
  238. O sacramento da Ordem confere graça santificante ao destinatário. 
  239. O sacramento da Ordem imprime um caráter no destinatário. 
  240. O sacramento da Ordem confere ao destinatário um poder espiritual permanente. 
  241. O ministro ordinário de todos os graus da Ordem, tanto sacramentais como não sacramentais, é apenas o bispo validamente consagrado. 
  242. O matrimónio é um verdadeiro e próprio sacramento instituído por Deus. 
  243. O consentimento matrimonial é a causa eficiente do matrimónio. 
  244. O sacramento do Matrimónio concede graça santificante aos contraentes. 
  245. No estado presente da salvação, cada ser humano está sujeito à lei da morte. 
  246. Todos os seres humanos, em virtude do pecado original, estão sujeitos à morte. 
  247. As almas dos justos que, no momento da morte, estão livres de toda a culpa do pecado e de toda a pena do pecado entram no Céu. 
  248. A bem-aventurança do Céu dura para toda a eternidade. 
  249. O grau da perfeição da visão beatífica concedida aos justos é proporcional aos méritos de cada um. 
  250. As almas daqueles que morrem em estado de pecado grave pessoal entram no Inferno. 
  251. O castigo do Inferno dura por toda a eternidade. 
  252. As almas dos justos que, no momento da morte, ainda se encontram oneradas por pecados veniais ou por penas temporais devidas ao pecado entram no Purgatório. 
  253. No fim do mundo, Cristo regressará em glória para pronunciar o Juízo. 
  254. Todos os mortos ressuscitarão no último dia com os seus corpos. 
  255. Cristo, na sua segunda vinda, julgará todos os homens.