São Tomás de Aquino, o "Doutor Angélico", certa vez, diante de um crucifixo em Nápoles, ouviu estas palavras de Jesus:
“Bem tem você escrito sobre Mim, Tomás, o que devo te dar em recompensa?"
São Tomás respondeu: “Nada senão a Ti mesmo, meu Senhor". Em latim, São Tomás disse: Nil, Nisi Te, Domine. Em inglês: Naught save Thyself, O Lord.
sexta-feira, 6 de março de 2026
Trump Faz "Guerra do Acerto de Contas"
Victor Davis Hanson é um dos melhores historiadores militares do mundo. Seus livros são excelentes. No vídeo acima, ele tenta explicar a doutrina de guerra de Trump.
Assistam ao vídeo. Mas, em resumo, ele disse que Trump representa a defesa dos Estados Unidos, que deplora aqueles países, especialmente seus líderes, que exploram ou prejudicam os Estados Unidos, e que Trump tem foco muito centrado na China.
Panamá negociou com a China poderes sobre o Canal do Panamá. Trump ameaçou o Panamá e destruiu a negociação deles com a China.
Venezuela se tornou fonte de riqueza para a China e a Rússia enquanto os cartéis venezuelanos levavam drogas para os Estados Unidos. Trump entrou no país e tirou seu líder de lá, negociou e afastou a China e a Rússia da Venezuela.
O Irã é o país que mais matou americanos na história, financiava vários grupos terroristas e era a principal fonte de petróleo da China. Trump destruiu as armas nucleares do Irã, matou o líder do país e está a acabar com a fonte de energia da China.
Outras coisas importantes que Hanson disse:
Trump não quer dominar países, construir nações ou implantar democracia, ele acha que isso é problema do próprio povo. É o povo que tem de fazer o país "great again".
Trump negocia antes do ataque. Negociou com todos acima antes de atacar;
Trump realiza ataques "top-down". Trump ataca os líderes, e não o povo nem a infraestrutura dos países.
Trump não confia nem usa órgãos multilaterais, seja a ONU ou a OTAN.
Quando entra em guerra, entra com muita força, Trump detesta guerras prolongadas
Em um momento do vídeo, Hanson chamou as guerras de Trump de "wars of reckoning" (guerras de acerto de contas). Países que exploraram os Estados Unidos por longo tempo terão que pagar.
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Eu achei uma ótima análise da doutrina de guerra de Trump. Mas acho que traz uma visão excessivamente materialista. Falta explicar mais a influência da ética.
Para mim, Trump é muito influenciado pela ética cristã. Todos os seus principais assessores de guerra, o vice-presidente, o secretário de Estado e o secretário de Guerra são eloquentes defensores da ética cristã. Ele deplora os líderes europeus que renegam a ética cristã (Macron, Starmer, Sanchez) e é próximo de líderes que exaltam o cristianismo (Meloni, Orban). Por isso mesmo, Trump parece detestar Zelensky, que se apresenta muito próximo do que pensa Macron, enquanto parece aceitar mais Putin, que usa discurso em defesa da ética cristã contra coisas como o gayzismo. Trump também detesta líderes comunistas e cartéis de drogas (Trump não bebe nem cerveja).
Além disso, Trump é muito movido pelo ego. Ele deseja responder aos que pedem ajuda a ele. Ele foi, sim, estimulado pelo povo iraniano nas ruas e pelos antigos líderes do Irã que imploravam pela ajuda dos Estados Unidos. Obama deu as costas às manifestações no Irã. Trump não fez isso. Por conta do ego, Trump por vezes fala besteira e até adianta políticas sem acertar previamente e depois esquece.
Finalmente, acrescento, goste ou não goste de Trump, qualquer um que analise o método de Trump, deve primeiro reconhecer que ele é genial (se achar que ele é idiota, você já se perdeu), que ele conhece muito de história, que tem memória de elefante, tem alta capacidade oratória e que ele não pensa como político, pensa mais como empresário com elevado senso de ética.
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