Certamente, alguém da minha banca de doutorado vai dizer para mim: "olha, o Papa Leão XIV disse que a Teoria da Guerra Justa está morta, por que você defende isso?".
Praticamente todos os papas, após João XXIII, disseram que a Teoria da Guerra Justa precisava de atualização devido às bombas atômicas. Mas a Igreja nunca atualizou. Para mim, não precisa de jeito nenhum matar a belíssima teoria de Agostinho e Aquino, basta dizer que o critério de proporcionalidade da teoria perde sentido em uma guerra nuclear generalizada. Só isso! Outro critério, chance de sucesso, não é um critério de Agostinho, nem de Aquino, além de ser um critério bem ruim, na minha opinião. Mas este também perde o sentido em uma guerra nuclear generalizada.
Aqui vai a tradução do que ele disse, na imagem acima, um copiar e colar errado. A versão em português difere um pouco da versão em português. Mas esta é a tradução oficial:
"Hoje, mais do que nunca, é importante reafirmar que foi superada a teoria da “guerra justa”, invocada com demasiada frequência para justificar qualquer guerra, mantendo-se o direito à legítima defesa entendida no sentido mais estrito. Para enfrentar os conflitos, a humanidade dispõe de instrumentos muito mais eficazes e capazes de promover a vida humana, como o diálogo, a diplomacia e o perdão. O recurso à força, à violência e às armas testemunha uma pobreza relacional que tem sempre consequências desastrosas para as populações civis."
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