quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Islâmicos Moderados

Um pastor da Flórida deseja queimar o livro Alcorão no dia 11 de setembro e um imã islâmico deseja construir uma mesquita a dois quarteirões do local das Torres Gêmeas que foram derrubadas por radicais islâmicos. Aqueles que odeiam o cristianismo ou os judeus são contra o pastor e a favor da mesquita.

Reinaldo Azevedo, em um post sensacional hoje, mostrou onde está a verdade dessa posição: "Fomos seqüestrados pelo Maomé de Osama Bin Laden!" (http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/somos-agora-todos-suditos-dos-radicais-islamicos/#comment-1175616).

Isto é, o Ocidente se preocupa com o que o Islã vai pensar de nós, enquanto muitos países islâmicos não apenas queimam bandeiras ocidentais e bíblias mas também os próprios cristãos, com a condescendência dos governos.

Se eu tivesse que decidir diria não para as duas coisas, gostaria que não queimassem o Alcorão e não permitiria a afronta da mesquita perto das Torres Gêmeas. Aliás, é bom que se diga, e o Reinaldo Azevedo se esqueceu de mencionar, essa minha posição que é idêntica a do Reinaldo, é também a posição dos norte-americanos. Não devemos confundir a posição dos americanos, com a posição do governo dos Estados Unidos. Obama é recorrente em tomar posição contrária a maioria da população. Foi assim no caso da aprovação da reforma da saúde, nos ataques a lei de imigração do estado do Arizona ou quando tentou implementar uma nova lei de energia. Os americanos na sua grande maioria (por volta de 70%) não querem a mesquita. Não conheço nenhuma pesquisa sobre a queima do Alcorão, mas a maioria também seria contra, pois a ação conseguiria agregar adversários conservadores e liberais.

Mudando um pouco de assunto, há duas semanas, o jornal Wall Street Journal, fez uma pergunta a 5 especialistas em islamismo, sobre a existência do chamado Islã Moderado. Será que existe aqueles que sigam o islamismo, mas que não queiram destruir as religiões e o próprio povo do Ocidente?

Recomendo a leitura do artigo, vou apresentar aqui apenas algumas frases dos 5 especialistas. O resumo dos argumentos é que existe um Islã Moderado, mas ele foi derrotado pelo extremismo e são imensas as dificuldades para que os defensores de uma convivência pacífica dominem aqueles que querem uma jihad (guerra santa) contra os cristãos ou judeus.

Quem desejar ler o artigo do Wall Street Journal acesse em: http://online.wsj.com/article/SB10001424052748703369704575461503431290986.html.

Aqui vão algumas frases interessantes dos especialistas:

The tyrants and oppressive regimes that have been the real impediment to peace and progress in the Muslim world must hear our unanimous condemnation. The ball is in our court. (Os tiranos e regimes opressivos que têm sido o impedimento real para a paz e o progresso no mundo muçulmano, eles devem ouvir a condenação unânime (dos islâmicos moderados ao extremismo). A bola está no nosso lado.) - autor: Anwar Ibrahim.

A form of moderation has been a central part of Islam from the very beginning. True, Muslims are nowhere commanded to love their neighbors, as in the Old Testament, still less their enemies, as in the New Testament. But they are commanded to accept diversity, and this commandment was usually obeyed. ( A moderação tem sido um parte central do Islã desde o começo. É verdade, muçulmanos não são guiados pelo amor ao próximo, como no Velho Testamento, muito menos amor aos inimigos, como no Novo Testamento. Mas eles são guiados para aceitar a diversidade, e essa obrigação é geralmente obedecida) - autor: Bernard Lewis.

I am fully Muslim and fully Western. Don't call me moderate—call me a normal Muslim. (Eu sou completamente Muçulmano e completamente Ocidental. Não me chame de moderado, me chame de muçulmano normal) - autor: Ed Husain.

Even in Turkey, where authoritarian secularism has changed the Muslim identity more profoundly than anywhere else in the Old World, a totally secularized Muslim would never call a non-Muslim citizen of the state a Turk. (Mesmo na Turquia, onde o secularismo autoritário tem mudado a identidade muçulmana mais profundamente que em qualquer outro lugar do Velho Mundo, um muçulmano totalmente secularizado nunca chamaria um não-muçulmano de cidadão do estado Turco) - autor: Reuel Marc Gerecht

Moderate Islam must not be passive. It needs to actively reinterpret the violent parts of the religious text rather than simply cherry-picking the peaceful ones.( Islã Moderado não deve ser passivo. Ele precisa ativamente reinterpretar as partes violentas dos textos religiosos e não simplesmente ficar escolhendo partes pacíficas) - autor: Tawfik Hamid.

Gostei bastante e achei muito explicativas todas as frases acima. E, para mim, o preceito "amai os vossos inimigos" faz toda a diferença entre cristãos e muçulmanos.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Novas Frases

Com o incentivo de Celso Arnaldo, que me deixou muito lisonjeado ao recomendar meu blog no site do brilhante Augusto Nunes, e da leitora Edda, eu vou começar a incluir novas frases na minha lista abaixo.

Hoje vou incluir duas frases do genial político e filósofo inglês Edmund Burke.

A primeira fala da diferença entre aqueles que são mais salientes em uma sociedade (políticos e intelectuais) e o povo. É uma lição de humildade para todos os analistas.

Aqui vai a frase:

Because half a dozen grasshoppers under a fern make the field ring with their importunate chink, whilst thousands of great cattle, reposed beneath the shadow of the British oak, chew the cud and are silent, pray do not imagine that those who make the noise are the only inhabitants of the field; that, of course, they are many in number; or that, after all, they are other than the little, shrivelled, meagre, hopping, though loud and troublesome insects of the hour.”

Não vou traduzir ao pé da letra, mas a ela argumenta que não se deve achar que meia dúzia de gafanhotos (políticos e supostos intelectuais) são os únicos habitantes de um local só porque fazem mais barulho que um vasto rebanho bovino silencioso.

Daniel Hannan, que também gosta muito da frase, a  sintetiza como: "o gado é mais sábio que os gafanhotos"

No entanto, Hannan argumenta isso observando o povo inglês. Acho que para que o povo faça escolhas sábias, a educação é essencial. Muitos países não provém educação adequada a seus cidadãos e estes fazem péssimas escolhas políticas. Daí, precisamos de outra frase de Burke:

Education is the cheap defense of nations” (A Educação é o meio mais barato de se defender os países)

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Investigando Corrupção

O Jornal Wall Street Journal entrevistou Jules Kroll, ontem. Ele fundou, e era dono até 2004, da agência de investigação chamada Kroll. Essa agência ficou famosa por descobrir na década de 80 o paradeiro de milhões de dólares de corrupção do presidente das Filipinas Ferdinand Marcos e de sua esposa Imelda Marcos. Em 1990, em um contrato com o governo do Kuwait, a Kroll também descobriu onde estavam os ativos de Saddam Hussein roubados daquele país.

Jules Kroll criou agora uma nova companhia chamada Kroll Bond Ratings Agency. A sua idéia é desafiar o oligopólio que existe no mundo financeiro dominado por três companhias que fazem avaliação do risco de crédito de empresas, governos e títulos de crédito (Standard and Poor's, Moody's e Fitch).

Essas empresas geralmente são flagradas durante crises financeiras avaliando bem ativos ou governos que já estavam em processo de falência. Para evitar processos, elas sempre se posicionam dizendo que apenas emitem opiniões. Kroll achou a vida delas muito fácil: ganham muito dinheiro para emitir opiniões e não são responsabilizadas por seus erros.

Mas disse que seu intuito é procurar “onde há bagunça”. Ele argumenta que o governo federal norte-americano é geralmente limpo, mas nos municípios há muita discrepância de qualidade. Há bastante fonte de corrupção.

Ainda na entrevista, Kroll faz uma análise rápida de três países: Rússia, China e Índia.

1) Rússia - "the country is increasingly run by a clique of people who have no interest in a democratic form of existence. They have the same values that they had 20 and 25 and 30 years ago. They've just cleaned up a little bit." (o país está sendo cada vez mais dominado por um grupo de pessoas que não tem nenhum compromisso com a democracia. Eles têm os mesmos valores que tinham 20, 25 e 30 anos atrás. Eles estão apenas um pouco mais limpinhos”.

2) China – “China is "endlessly mercantile. I really don't know too many western companies that ever make any money there...and there really is no rule of law." (A China é de natureza mercantil. Eu realmente não conheço muitas companhias ocidentais que conseguiram fazer dinheiro lá...não existe estado de direito por lá”)

3) Índia – “They have a rule of law. Yes, there's a lot of corruption, but it really is a democracy, and it really does have a free press." (Eles seguem as leis. Sim, há muita corrupção, mas é uma democracia, e eles têm imprensa livre).

Ele não disse nada sobre o Brasil ou qualquer país da América Latina, nem foi perguntado. Isso sempre me dá a impressão de que os americanos ou conhecem muito bem a gente para perguntar, ou não tem o menor interesse, ou as duas coisas.

Mas o que diria Kroll sobre o Brasil? Duas coisas são garantidas: há bastante corrupção no Brasil e há grupos políticos que não respeitam a democracia. Acho também que não seria tão complicado encontrar os culpados, como foi no caso de Saddam Hussein ou Ferdinand Marcos. O problema é a fragilidade do nosso estado de direito. Nós não conseguimos punir.

domingo, 5 de setembro de 2010

O Carpete de Obama

Obama resolveu mudar o carpete de sua sala na Casa Branca. No centro, está o selo presidencial, mas nas bordas há frases ditas pelos americanos.

Obama cometeu um erro grosseiro entre essas frases. Ele considerou ser uma frase de Martin Luther King Jr, mas, na verdade, um exame na Wikipédia mostraria que a frase é de Theodore Parker, um pastor reformista do século 19 que financiou e defendeu terrorismo contra os donos do escravo. Os escravos tinham, segundo ele, o direito de matar seus mestres.

Obama declarou ser a frase de Parker a preferida dele, em se tratando do que (supostamente) disse Martin Luther King. É verdade que King citava Parker em seus discursos. Talvez seja essa a fonte do erro, mas King dava crédito a Parker quando o citava.

Essas são as frases que estão na sala presidencial da Casa Branca. A de Parker está por último.

"Government is of the people, by the people and for the people" (governo é do povo, pelo povo e para o povo) - Abraham Lincoln no discurso de Gettysburg.

- "No problem of human destiny is beyond huamn beings" (Nenhum problema do destino humano estar além do ser humano) - John F. Kennedy.

- "The welfare of each of us is dependent fundamentally on the welfare of all of us" (O bem-estar de cada um de nós é dependente fundamentalmente do bem-estar de todos) - Teddy Roosevelt.

- "The only thing we have to fear is fear itself" – (A única coisa que devemos ter medo é do próprio medo) – Franklin Delano Roosevelt no discurso de posse.

- "The arc of the moral universe is long, but it bends toward justice" (O arco da moral do universo é longo, mas ele pende para a justiça) – Theodore Parker erradamente dada como de Martin Luther King Jr.

Das frases acima, a que menos gosto é justamente a última. Não podemos ser tão relativos em termos de moral. Abrimos as portas para o capeta. Também não gosto da frase de Teddy Roosevelt. Ela tende para o comunismo. A que mais gosto é de Kennedy, se bem que também não sei se é dele, ele usava muito os chamados escritores fantasmas.

Para mim, se Obama usasse apenas o lema da formação do país: "In God we trust" (Em Deus nós confiamos), seria bem melhor que as cinco frases.

Meu leitor pode argumentar: e daí? são apenas frases! Eu não diria isso, temos de ter cuidado com o que destacamos quando se trata de instituições.

No Brasil, é verdade, não valorizamos muito isso. Inclusive, acho que nada mais diferente para nós do que a frase de nossa bandeira: Ordem e Progresso. Temos muita dificuldade de mantermos a ordem (não gostamos de seguir leis) e temos sempre um progresso frágil e vacilante, especialmente em matéria institucional. Considero que a frase de nossa bandeira não nos inspira para reforçarmos a necessidade de seguir as leis e para que nosso progresso seja baseado no estado de direito, sem o qual não existe.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Mudança Climática

Segunda-feira, foi concluída mais uma revisão independente sobre as conclusões científicas que embasam a teoria de mudança climática antropogênica (mudança climática provocada pelo homem). Dessa vez, a investigação foi sobre o próprio IPCC (Panel Intergovernamental sobre Mudança Climática) da ONU. A investigação ocorre depois que foram descobertos vários erros no último relatório do IPCC. Um desses erros, inclusive, envolve a previsão para desmatamento na Amazônia.

Antes, houve, por exemplo, uma investigação sobre um vazamento de vários emails entre cientistas de uma das mais importantes instituições que monitoram o clima no mundo e aquela que informa o IPCC (Climatic Research Unit da Universidade de East Anglia). Nesses emails, viu-se que os cientistas estavam escondendo e manipulando informações e evitando publicar posições contrárias, para manter a versão de que há uma grave calamidade climática à nossa frente, provocada pelo homem.

O detalhe mais recorrente nessas investigações não é o que elas mostram, mas o que elas escondem. Parece que a tentativa é reviver a credibilidade do IPCC e não de realmente corrigir os erros.

Muito dinheiro corre para os cientistas que defendem a mudança climática. Muitos deles têm seus empregos dependentes disso. A versão de calamidade domina muitos governos, e muito investimento é feito em painéis solares ou produção eólica de energia, por exemplo. A idéia de efeito antropogênico virou o establishment científico.

Acontece que a ciência depende de liberdade científica. E a idéia de que há uma mudança climática antropogência está longe de ser definida. Há muitas variáveis climáticas e muitos efeitos são contraditórios.

Por exemplo, o Brasil se assanhou com a idéia de exportar etanol para o mundo com a propaganda de combater a emissão de CO2 (gás carbônico). Mas ocorre que o gás carbônico tem um efeito positivo sobre o crescimento vegetal, ajudando a conter o próprio gás e aumentando a cobertura florestal. Além disso, não está provado que a alta presença de CO2 está relacionada com o aumento de temperatura.

Em suma, o  mundo deveria continuar pesquisando sem explorar ganhos políticos ou financeiros. E devería também realmente investigar e não tentar escamotear para manter empregos.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

James Lee - Terrorista Ambiental

Um homem chamado James Jay Lee, de 43 anos, invadiu ontem o prédio da Discovery Channel em Washington com armas e explosivos. Ele queria que o canal fosse mais ativo na defesa do meio ambiente. Antes, ele já tinha organizado um protesto fora do prédio, em fevereiro de 2008, e já havia sido preso. A polícia acabou matando-o dessa vez, para salvar as possíveis vítimas.

Lee se dizia uma ambientalista que se inspirou no filme de Al Gore "Uma Verdade Inconveniente". Ao se observar o website de Lee, viu-se que o grande argumento dele era contra o ser humano. Ele queria que o Discovery Channel defendesse a esterilização e a infertilidade.

Ele disse em seu site: “The humans? The planet does not need humans.You must know the human population is behind all the pollution and problems in the world” (Humanos? O planeta não precisa dos humanos. Você deve saber que a população humana está por trás de toda a poluição e de todos os problemas no mundo.)

Infelizmente, muitos ambientalistas famosos defenderiam o argumento de Lee. Eles focam sua crítica na super população. Eu mesmo já ouvi de muito PhD que a solução para o meio ambiente é diminuir a população do mundo. Parecem os Malthus da atualidade. São os religiosos da Deusa Terra. O planeta virou Deus, o homem é o capeta.

Isso é uma grande bobagem que não se sustenta cientificamente. O ser humano é capaz de produz cada vez mais alimentos e países com grande população conseguem manter o meio ambiente adequado. O problema é a pobreza.

Nós temos é que salvar o ser humano e não tentar eliminá-lo.

Como disse James Delingpole (jornal The Telegraph -para mim, o melhor blogueiro sobre o assunto mudança climática):

“O se humano é uma benção, eu acredito que a gente deva parar de subsidiar as pessoas do terceiro mundo e de tentar decidir quantos bebês ele devem ter. Eu acredito que enquanto o PIB per capita aumenta, as pessoas decidem ter menos filhos, portanto a solução para os problemas da África é todo mundo ser rico, por meio da instituição dos direitos de propriedade, livre comércio e incentivos para que a população local se aproprie da indústria do safári, mantendo as reservas intactas.”

O que diria Madre Teresa, que faria 100 anos de nascimento na semana passada, se dissessem a ela que se deveria é matar as pessoas que ela estava ajudando e não tentar salvá-las, para o bem do planeta?

Tomara que não tenhamos outros James Lee, que seja o primeiro e o último terrorista ambiental.

Bush já faz falta


Os americanos discutem política e valores sociais como em nenhum lugar do mundo. E essa discussão faz com que os políticos fiquem extremamente atentos ao seus comportamentos e seus discursos.

O Obama rapidamente perdeu popularidade depois de uma vitória considerada por muitos como histórica. O cara até recebeu Prêmio Nobel, sem ter feito nada. O mundo gostou de Obama, os Estados Unidos discutem seu comportamento e já sentem saudades de Bush, como mostram os números acima entre os eleitores do estado de Ohio. 50% preferem o Bush ao Obama.

O maior problema que afeta os americanos hoje é a crise econômica que ameaça voltar.  Mas isso não explica os números acima muito bem. Obama está batendo recorde de aumentos de gastos públicos, o país está se direcionando para a falência, mas Bush não chega a ser assim um republicano típico em termos de política econômica. Muito pelo contrário, a era Bush foi marcada por muito crescimento econômico por muito tempo, uma crise gigantesca no final e muito gastança de dinheiro público. Tudo bem, Bush enfrentou um Congresso com maioria do partido Democrata (geralmente mais gastador do que os republicanos), mas Bush não soube conter o crescimento das despesas públicas.

No Brasil, poderíamos ser mais atentos ao o que governo pretende fazer com o dinheiro público. Precisamos urgente do espírito cívico dos americanos.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Deus e Política


Os pais fundadores dos Estados Unidos (George Washington, Thomas Jefferson, John Adams) tinham uma percepção que o poder e a liberdade humana vinham de Deus. O governo deveria observar os preceitos divinos da bíblia cristã. A principal frase formadora da república é "In God we trust" (em Deus nós confiamos).

Glenn Beck, um apresentador da Fox News, reuniu milhares de pessoas no Memorial de Lincoln no sábado passado, no mesmo local e 47 anos depois do famoso discurso de Martin Luther King Jr, para "restaurar a honra" nos Estados Unidos. Vejam a foto do evento acima. A restauração vem do reforço dos preceitos cristãos na política e na vida dos americanos, que estão sob ameaça no governo Obama.

Você também pode ler um comentário sobre o evento no Wall Street Journal em http://online.wsj.com/article/SB10001424052748703369704575461633570826898.html. Ou ver o próprio Glenn Beck comentando em http://video.foxnews.com/#/v/4326012/beck-progressive-expectations-dashed/?playlist_id=86917

O evento me fez ter inveja dos Estados Unidos. O inglês Richard North do blog "eureferendum" (http://www.eureferendum.blogspot.com/) também ficou com inveja. Um evento desse tipo não reuniria muitas pessoas na Inglaterra. Em um pais, em que o ateu Richard Dawkins é muito popular. Tem até um programa de TV chamado: Deus, Uma Ilusão.

No Brasil, nós conseguimos reunir milhares para celebrar a fé, mas não conseguimos entender a importância do cristianismo na formação de nossa cultura e de nossas leis. E, principalmente, não conseguimos entender que os cristãos devem honrar os preceitos do cristianismo não só nas suas vidas, mas na escolha de seus governantes.

Durante a eleição na Inglaterra, a Igreja Católica do país lançou uma cartilha dizendo exatamente isso.Os cristãos devem observar as opiniões sociais de seus políticos. Mas no Brasil, certa vez, eu li em uma cartilha da CNBB que foram os ricos que mataram Jesus Cristo. Isso é um absurdo teológico e histórico. Os ricos romanos não sabiam nem o que fazer com o Cristo. Foi o povo e, teologicamente, foram todos nós que matamos Cristo. E ele perdoou os nossos pecados. De todos. Não sou eu quem vai ensinar padre a rezar missa, literalmente, mas a CNBB me assusta.