quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Que Políticos Devemos Eleger?




Eu fico sempre procurando na internet artigos de P.J.O'Rourke (foto). O texto dele é brilhante, possui muito humor e sarcasmo e ele sempre tem excelentes frases. É garantia de divertimento. Aqui vão algumas frases/pensamentos dele que são muito conhecidos para vocês terem uma idéia:

 - Deus é Republicano (conservador) e Papai Noel é Democrata (esquedista). Deus é velho,severo e patriarcal e não paternal, e sempre acredita em regras e regulações. Ele quer que o homem responda por seus atos. É poderoso e é o proprietário de todas as terras do planeta. Papai Noel é outra coisa. Ele é bonitinho, não ameaça ninguém, é sempre agradável e adora animais. Ele gosta de fazer caridade e é generoso com os pobres. Ele sabe quem é bom e quem é mau, mas não faz nada para mudar isso. Papai Noel é melhor que Deus em todos os aspectos, exceto que Papai Noel não existe.

- Todo Governo é um parlamento de prostitutas. O problema é que na democracia as prostitutas somos nós. 

- Dar dinheiro e poder para governos é como dar whiskey e as chaves do carro para adolescentes.

- Se governo fosse um produto, vendê-lo seria ilegal.

- A boa notícia é que, de acordo com a administração do Obama, o rico pagará por tudo. A notícia ruim é que, de acordo com a administração do Obama, você é rico.

Encontrei um artigo dele na Weekly Standard hoje. Ele fala das últimas eleições dos Estados Unidos, quando os Republicanos ganharam a grande maioria das cadeiras da Câmara e dos governos e ficaram muito próximo de igualar o número de senadores com os Democratas. 

P. J. O'Rourke é Republicano, mas ele é sobretudo contra governos, qualquer governo, como se pode ver com as frases acima. Por isso, ele diz que também perdeu a eleição mesmo com os bons resultados para os Republicanos. Ele explica quando o povo dizer que ganhou uma eleição:


"We will win an election when all the seats in the House and Senate and the chair behind the desk in the Oval Office and the whole bench of the Supreme Court are filled with people who wish they weren’t there." (Nós venceremos uma eleição quando todas as cadeiras da Câmara e do Senado e a cadeira do presidente e todo o banco da Corte Suprema forem preenchidos por pessoas que detestariam estar lá).

"We’ll know we’ve won when every candidate who is voted in begins his or her acceptance speech by saying, “Oh, #@*!”" (Nós saberemos que nós temos vencido quando alguém é votado e começa seu discurso de posse dizendo “Oh, #@*!).

Acho que O´Rourke quer dizer que devemos retirar muito do poder que têm nossos representantes, eliminar muitas regalias que eles usufruem, reduzir os salários deles e aumentar a cobrança sobre eles. Ao ponto que eles tendam a achar que o emprego deles é uma %$#@*&.

É óbvio que não devamos empregar pessoas que detestam o trabalho que elas fazem, no entanto. Se fosse assim, elas tenderiam, como muitos servidores públicos fazem, a procurar férias, inventar licenças, prevaricar, etc. A verdade é que muitos políticos já detestam as obrigações deles que estão na lei e ficam fazendo outras coisas. Muitas não são permitidas pela lei.

No artigo, O'Rourke sugere com muito sarcasmos que os políticos devem ser substituídos por aqueles que fazem parte de juris para julgamentos de setenças, pois a instituição do juri tem funcionado mais ou menos bem desde a promulgação da Constituição e o juri tem decidido melhor que os políticos.

Termino recomendando qualquer livro de O'Rourke. Eu já li dois. Uma é mais técnico chamado: "On the Wealth of Nations"  e  outro bem mais divertido chamado Give War a Chance. Recentemente, ele lançou um livro chamado Don't Vote It Just Encourages the Bastards.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Morreu Henryk Górecki


Morreu no dia 12 passado, com 76 anos (quase 77, faria aniversário no dia 6 de dezembro), o brilhante compositor polonês Henryk Górecki. Qualquer um que já assistiu a filmes sobre o Holocausto conhece a música de Henryk Górecki. Em 1992, ele compôs a Sinfonia das Músicas Tristes (Shymphony of Sorrowful Songs, Symphony no.3, Op.36) que é muito comum aparecer em filmes sobre o drama humano da Segunda Guerra Mundial.

Bem antes, em 1979, ele se demitiu de sua posição na universidade em Katowice depois que a Polônia comunista recusou a dar boas vindas ao papa João Paulo II na cidade. Posteriormente, ele ainda compôs Totus Tuus em homenagem a terceira visita do mesmo papa a Polônia. Totus Tuus era o lema desse papa, significa totalmente seu, uma dedicação a Nossa Senhora.

Em homenagem a esse brilhante compositor polonês, apresento a Sinfonia das Músicas Tristes no vídeo acima.

Este é o primeiro vídeo que coloco no blog. Fico muito feliz, pois é uma música belíssima e a produção do vídeo caprichou. Que a música de Górecki viva para sempre.

Lectio Divina




Um filósofo, vamos dizer assim, da moda, atualmente muito influente no governo britânico, chamado Phillip Blond, explicou assim seu caminho na academia: "I started with politics, and then did philosophy because I thought none of the ideas could be understood outside philosophy and then I changed to theology because I thought none of the ideas could be understood outside theology.” (Eu comecei estudando Política e então fiz Filosofia porque eu pensei que nenhuma das idéias poderiam ser entendidas fora da Filosofia, e então eu mudei para Teologia porque eu pensei que nenhuma das idéias poderia ser entendida fora da Teologia).

Pois é, nas universidades da idade média já se sabia disso. Se desejarem conhecer mais sobre como a idade média estudava, leiam God's Philosophers de James Hannam.

Falo desse assunto, pois no dia 11 passado o papa Bento XVI lançou o que é considerado o mais importante documento sobre as escrituras da Bíblia desde o Concílio Vaticano II de 1965.

O documento se chama Verbum Domini (A Palavra de Deus) e nele o papa exorta os católicos a lerem mais a Bíblia. Isso pode parecer comum, mas não é. Os católicos, ao contrário de muitos membros das religiões evangélicas, não são conhecidos por lerem a Bíblia. A própria Igreja Católica por séculos tentou restringir a leitura de leigos da Bíblia com receio de interpretações heréticas. Há apenas 100 anos isso mudou e o papa reforça a necessidade de que os leigos se debrucem mais sobre o texto sagrado.

O papa ressalta um método de leitura chamado Lectio Divina. Esse método afirma que o estudo dos textos bíblicos deve ser feito seguido de oração, meditação e contemplação de Cristo. O papa ainda falou que essa leitura deve levar a atos cristãos, como a caridade.

Mas o papa lembrou que deve-se evitar o risco de uma abordagem individualista das escrituras, pois a "Palavra de Deus nos é dada precisamente para construir comunhão, para nos unir na Verdade no nosso caminho para Deus. Sendo uma Palavra que se dirige a cada um pessoalmente, é também uma Palavra que constrói comunidade, que constrói a Igreja... A Escritura não pertence ao passado, porque o seu sujeito, o Povo de Deus inspirado pelo próprio Deus, é sempre o mesmo e, portanto, a Palavra está sempre viva no sujeito vivo. Então é importante ler a Sagrada Escritura e ouvi-la na comunhão da Igreja, isto é, com todas as grandes testemunhas desta Palavra, a começar dos primeiros Padres até aos Santos de hoje e ao Magistério atual."

Interessante e mais técnico é quando o papa fala da interpretaçao acadêmica dos textos bíblicos, quando se usa uma metodologia histórica e crítica das escrituras. Ele ressalta a necessidade que isso seja feito, mas lembra o valor da Teologia no estudo da bíblia para que não se afaste Deus da história. Há dois níveis metodológicos que devem ser observados: histórico-crítico e teológico. Estes níveis metodológicos não devem ser contrapostos, nem justapostos. Eles só funcionam em reciprocidade.

A Escritura para a Igreja Católica deve ser interpretada usando três critérios para se respeitar a dimensão divina da Bíblia: "1) interpretar o texto tendo presente a unidade de toda a Escritura; isto hoje chama-se exegese canônica; 2) ter presente a Tradição viva de toda a Igreja; 3) observar a analogia da fé. Somente quando se observam os dois níveis metodológicos, histórico-crítico e teológico, é que se pode falar de uma exegese teológica, de uma exegese adequada a este Livro".

O documento é fruto da XII Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, celebrada em Roma de 5 a 26 de outubro de 2008. Foi publicado em latim, italiano, inglês, francês, espanhol, alemão, português, polonês. Consta de uma introdução, três partes e uma conclusão.

Se desejar ler o texto completo em português clique aqui.

domingo, 14 de novembro de 2010

Venda de Carbono





A Chicago Climate Exhange (CCX) anunciou que irá fechar suas portas para comércio de emissão de carbono no próximo mês. A CCX foi criada em 2003 e foi o primeiro mercado voluntário de carbono no mundo. Seu fundador, Richard Sandor, foi eleito o Pai do Planeta pela revista Time em 2002, e em 2007 foi denominado o Pai do Comércio de Carbono. Sua fundação, inclusive, contou o apoio do então senador Barack Obama.

Com a crise de credibilidade da ciência da mudança climática (tratei aqui neste blog de várias causas dessa queda de credibilidade, como o os erros grosseiros das análises do IPCC e o vazamento dos emails na principal centro de pesquisa climática do Reino Unido) que provocaram o fracasso da reunião de Copenhague  em 2009 e a não aprovação da lei de cap and trade (limitar as emissões para criar comércio de carbono) nos Estados Unidos, a CCX não resistiu.

Se Obama tivesse conseguido aprovar a lei, a CCX estaria nadando em dinheiro hoje.

O jornalista Christopher Booker fala que falta convencer os políticos que a ciência de mudança climática tem de rever fortemente suas análises para readquirir força para orientar as políticas governamentais e privadas.

Com dinheiro mandando na ciência não se faz ciência.O lobby político e empresarial do desenvolvimento sustentável é muito forte. Exigirá muita cientista isento e muita perda de credibilidade para superar todo a grana que vem desse lobby.

Muitos analistas e cientistas que conheço, muitos eu respeito, entraram muito rápido na defesa da mudança climática, abandonaram os "porquês", "como", "para quem". Largaram a dúvida que deve orientar qualquer cientista.

sábado, 13 de novembro de 2010

Dinheiro e Guerra


O político e filósofo romano Cícero disse que endless money forms the sinews of war (dinheiro em excesso forma os tendões para a guerra).

Não sei se haverá guerra real, com uso de armas letais e mortes (se bem que uma crise financeira também provoca mortes entre os mais pobres), mas a reunião do G-20, que reúne as 20 economias mais poderosas do planeta, não resultou em perspectivas de fim da guerra cambial. Não houve nem vitoriosos, nem derrotados na reunião, isso sempre significa derrota para todos.

Os 20 países não conseguem decidir sobre o modelo econômico mais justo e mais adequado ao desenvolvimento da humanidade. Seguem surdos aos ensinamentos de Bastiat (ver post abaixo).

Muitos países estão contra os Estados Unidos. Naturalmente muitos já são contra, mesmo quando o país acerta. Eles alegam que a administração Obama vem desenvolvimento uma política de desvalorização do dólar desde que chegou ao poder. A guerra no debate desta política é forte mesmo dentro dos Estados Unidos. O ex-presidente do FED (Banco Central dos Estados Unidos), Alan Greenspan (foto acima), escreveu um artigo no Financial Times, atacando o modelo econômico do Obama. Isso aumentou a tensão na reunião do G-20.

Houve também muitos ataques ao modelo chinês que há décadas usa de desvalorizações cambiais para dominar os mercados mundiais. Qualquer país do mundo já fez políticas para conter o avanço das mercadorias chinesas. Além do câmbio, a China usa a falta de democracia para oprimir os trabalhadores do país, que recebem salários absurdamente baixos, o que facilita muito a venda dos produtos com preços muito abaixo dos praticados pelos outros países.  Essa última parte do modelo econômico chinês torna difícil entender por que muitos países de esquerda defendem a China. A China não segue regras básicas do proteção ao trabalhador.

Greenspan também atacou a China: "China has become a major global economic force in recent years. But it has not yet chosen to take on the shared global obligations that its economic status requires."  (A China se tornou uma grande força econômica nos últimos anos, mas não tem aceitado as obrigações globais que o status econômico requer).

A solução que ele apontou é a redução da capacidade de qualquer país em acumular reservas para conter a valorização de sua moeda. Isto é, se o país recebesse, por exemplo, muitos dólares para investimentos ou aplicações financeiras, teria um teto para retirar esses dólares da economia para conter a valorização de sua moeda. O Banco Central não poderia comprar todos os dólares que desejasse. Acho que todos aqueles que estão sofrendo com fortes valorizações, como o Brasil, não concordariam com Greenspan. 

Os problemas básicos, ao meu ver, são a ditadura chinesa e o desespero político de Obama. Os dois principais países da economia global têm sérios problemas políticos. A ditadura chinesa só prolongará o problema. A democracia americana tem mais chances de resolver internamente suas dificuldades. O resto do mundo vai ficar se ajustando aos movimentos dos dois gigantes.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

"Que tal proibir a luz do Sol?




Os vencedores do Nono Prêmio de Jornalismo Frederic Bastiat devem ser anunciados hoje pela International Policy Network (IPN). O IPN é uma organização totalmente financiada por contribuição sem ajuda de governos, que tem como objetivo promover a pesquisa em economia e ciência política.
 
Aproveito para exaltar a instituição pelo Prêmio, que já teve entre seus jurados Margareth Thatcher e Milton Friedman, e principalmente, para exaltar o grande Claude Frédéric Bastiat (foto abaixo). Leiam a biografia dele que está neste link.


Nestes dias de guerra cambial, nada melhor do que Frédéric Bastiat.

Enquanto Marx estava tentando estabelecer uma doutrina para destruir o capitalismo, Bastiat estava reforçando a importância do sistema para liberdade e o desenvolvimento humano. Ele foi um autor brilhante na defesa do livre mercado. Sempre atacando a formação de tarifas para usos protecionistas. Logo no seu primeiro texto declarou que pede a liberdade para todos e não para alguns setores da sociedade ( com uso de tarifas para defender agricultores ou industriais) ou para países.

Definiu assim a ciência econômica:

"The subject of political economy is MAN . . . [who is] endowed with the ability to compare, judge, choose, and act. . . . This faculty . . . to work for each other, to transmit their efforts and to exchange their services through time and space . . . is precisely what constitutes Economic Science."

(O objeto da política econômica é o HOMEM...que é dotado de habilidade para comparar, julgar, escolher e agir... Esta faculdade para trabalhar para o próximo, para transmitir seus esforços e para trocar os seus serviços no tempo e no espaço.. é precisamente o que constitui a Ciência Econômica).

 Bastiat também usou de sátira para atacar o protecionismo. Sugeriu em tom irônico: "que tal proibir a luz do Sol?" Dessa forma, poderíamos valorizar a indústria de velas e lamparinas. E ainda: "que tal proibir o uso da mão direita?" Isso fará com que se trabalhe mais, o que exigirá maior numero de trabalhadores, e assim aumenta-se o emprego.

Bastiat é considerado o pai da escola austríaca de economia. Reconhecida pela sua defesa do livre mercado e da liberdade humana.

Esse ano os finalistas do Nono Prêmio Bastiat de Jornalismo são:

7 Finalistas para o Jornal Impresso:
    * Andrew Ferguson, Weekly Standard
    * Peter Foster, National Post, Canada (2009 finalist)
    * Tim Harford, Financial Times (2006 co-winner)
    * Jeff Jacoby, Boston Globe
    * Bret Stephens, Wall Street Journal
    * Jamie Whyte, freelance (for articles written in The Times and Wall Street Journal; (2006 co-winner)
    * Martin Wolf, Financial Times

3 Finalistas para o Jornal On Line:
    * James Delingpole, blogger for telegraph.co.uk
    * Philip Maymin, columnist, fairfieldweekly.com and lewrockwell.com
    * Mark Perry, Carpe Diem blog / American Enterprise Institute / University of Michigan

Dos finalistas, vou procurar mais informações sobre todos. Já leio diariamente ou quando há coluna Bret Stephens, James Delingpole e Martin Wolf. Dos três, acho que os textos de Wolf que li mais recentemente estão se afastando um pouco da defesa do livre mercado, mas ele sempre escreve ótimas análises. Delingpole e Stephens são sensacionais. Quem acompanha meu blog, sabe que sempre os cito. Os dois fazem parte da minha lista de sugestão de sites desde o início deste blog. Vou ver o restante dos finalistas.

Alguns podem achar que eu já sabia quando escrevi este post, mas não. Vi agora que JAMES DELINGPOLE e BRET STEPHENS foram os vencedores. Parabéns, vejo que escolho bem os autores que leio.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Donuts para Pretos, Latinos, Brancos e Asiáticos



Geralmente, são os movimentos de esquerda que conseguem lotar as ruas de pessoas contra a Guerra do Iraque, contra o G-20, contra a OMC, a favor da Mudança Climática, etc. A vasta maioria das ONGs são de esquerda. Isso ocorre em qualquer país do mundo.

Mas, nos Estados Unidos, os conservadores têm força nas ruas também. O que é excelente para o debate democrático. O maior exemplo disso é o Tea Party, movimento que reúne muitas pessoas que não são ligadas nem a sindicatos nem a ONGs. Os estudantes americanos conservadores também conseguem se mobilizar e mostrar força com impacto internacional por vezes. É o caso dos estudantes da Universidade de Bucknell  - The Bucknell University Conservatives Club (BUC).

Eles fizeram uma atitude inventiva para levantar o debate sobre a imposição do governo para que as universidades tivessem cotas de acordo com as raças.

Os estudantes montaram uma banca de venda de donuts com preços diferentes para asiáticos, pretos, latinos e brancos. Os asiáticos pagavam mais (pois se exige mais deles para que ingressem nas universidades, supondo que eles são melhores em ciências), os brancos vinham em seguida e os pretos e latinos pagam bem menos da metade do preço. Era uma alusão às facilidades diferentes para se ingressar nas universidades americanas devido à política forçada de cotas. A abordagem dos estudantes é de que se a universidade deseja fazer cotas, que faça, mas não pode ser imposto pelo governo, que deve tratar todos igualmente. E no fim, a política de cotas é racismo.

A administração da universidade quis proibir a venda de donuts. Os estudantes conseguiram então o apoio da  Foundation for Individual Rights in Education (FIRE), para ajudar na argumentação contra a imposição da administração. Ótimo, há uma fundação estudantil para defender os direitos individuais.

John Stossel reproduziu as ações dos estudantes vendendo bolinhos nas ruas de Nova York. Veja o relato dele aqui.  Vejam também um vídeo da Fox que mostra o que Stossel fez e também mostra a administração da Bucknell fechando a venda de donuts, aqui.

Como diz Megyn Kelly, geralmente se fala que as universidades são um campo aberto para o debate, mas parece que é só para o debate que seja do gosto da esquerda.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

A Gangorra Psicológica: Estado ou Deus


A revista acadêmica Journal of Personality and Social Psychology publicou essa semana uma pesquisa de Aarron C. Kay,  Steven Shepherd, Craig W. Blatz, Sook Ning Chua e Adam D. Galinsky, que tem o título de
For God (or) Country: The Hydraulic Relation Between Government Instability and Belief in Religious Sources of Control (Por Deus or Pelo País: A Relação Hidráulica Entre Instabilidade do Governo e Crença na Religião como Fontes de Controle)

Os pesquisadores dizem provar que tanto os cidadãos do leste como do oeste do mundo procuram proteção, quando perdem o controle pessoal, no Estado ou na Religião. Manipulando experimentos, eles mostram que quando as pessoas perdem a fé no Estado se tornam mais religiosas e vice-versa.

Aí você pode perguntar: o que é que isso tem a ver com a foto da galinha acima?

É que eu tendo a desconfiar desses experimentos. O exemplo clássico para provar que eles estão errados  é que os Estados Unidos são o país mais rico do mundo e são muito mais religiosos que os países europeus.

Mas supondo que eles estejam corretos, os cidadãos se comportam como o cachorro embaixo da galinha acima. A galinha (sendo Estado ou Deus) são coisas diferentes, eles fornecem apoio para situações distintas. Sendo Deus infinito, onipresente, criador de todas as coisas e misericordioso, Ele é muito mais forte que qualquer Estado que é finito, falho e humano. A fé no Estado é uma aberração. É um erro. Mas, sei, os pesquisadores estavam apenas querendo observar a psicologia humana.

Ed West fala do estudo e mostra as diferenças entre Deus e Estado. A imaculada concepção de Cristo e a vida após a morte não podem ser provadas (West também fala que a Ressurreição não pode ser provada, mas quem já viu, como eu, William Craig   falar sobre o assunto, vai achar que ele consegue provar). Mas a erradicação da pobreza, por exemplo, não podem ser fornecida pelo Estado isoladamente. A pobreza é muita relacionada a moral, a família, ao relacionamento entre pais e filhos.

Um ponto interessante, no entanto, que pode ser depreendido da pesquisa é que os ateus tendem a acreditar mais no Estado. Isto é, os ateus são mais propensos a acreditar em um Estado grande para prover casa, comida, educação, saúde, infraestrutura, etc. para todos. Isto é, os ateus tendem a ser mais esquerdistas, socialistas, já que eles não acreditam em uma fonte de apoio que não seja humana. Eles tendem a acreditar em um salvador humano, em um líder que cuide da vida das pessoas, que indiquem às pessoas qual é o caminho. Acham que um humano carismático sentado no poder tem capacidade de corrigir ou salvar outro humano.