terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Qual o Problema da Igreja? Inverteram Mt 22: 36-40


Qual o Problema da Igreja? A resposta foi dada de forma bem simples e fantástica por Patrcik Archbold no site The Remnant.

A Igreja no século XX, especialmente após o Concílio Vaticano II, inverteu o mandamento de Cristo descrito por Mateus 22:36-40 e por Marcos 12:28-31.

Nessas passagens foi perguntado a Cristo qual era o maior mandamento. Vejamos:

36. Mestre, qual é o maior mandamento da lei?
37. Respondeu Jesus: Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito (Dt 6,5).
38. Este é o maior e o primeiro mandamento.
39. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18).
40. Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas.

Não precisa dizer mais nada. Archbold matou a resposta.

A Igreja de hoje inverteu, parece que o maior mandamento é amar o próximo e daí que se ama Deus.

A Igreja passou a achar que precisa cuidar apenas do próximo e que isso seria idêntico a seguir o primeiro mandamento. Mas CRISTO SEPAROU OS DOIS MANDAMENTOS. O segundo só é seguido se observado "o maior e primeiro mandamento", que é Amar a Deus com toda a tua alma e todo seu coração.

A Igreja está colocando o homem como centro da religião. É uma adoração ao homem e não a Deus. O homem é o novo bezerro de ouro.

A Igreja se ajoelha para  a "religião dos direitos humanos".

Leiam todo o texto de Archbold, é fantástico.

Aliás, Mark Movsesian, em outro texto também muito bom, falou dessa religião moderna, "humanista" dos direitos humanos, que abandona Deus, menciona um argumentação do filósofo Roger Scruton.

Leiam também o texto de Movsesian.

Em suma, a "religião dos direitos humanas" é vazia, por conta de sua subjetividade, abandona a natureza humana e joga fora a verdade de Deus, inscrita no homem.

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Feliz Natal a Todos os Amigos do Blog. Volto dia 28.




segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Operação "Tempestade de Orações no Céu" (Storm Heaven)


Você quer que seus pedidos a Deus sejam rezados pelo cardeal Burke em Roma todo mês? A Catholic Action criou o Storm Heaven with Prayer, que eu traduzi por Tempestade de Orações no Céu.

Você entraria na operação se inscrevendo no site e rezando o rosário todo dia 1 de cada mês do próximo ano, nesse dia o cardeal Burke rezará por aqueles que entraram na operação em Roma. No ato da inscrição, você coloca seus pedidos para serem rezados pelo cardeal Burke.


Não é obrigatório, mas ao se inscrever o Catholic Action pede uma contribuição. Você não precisa contribuir, mas é sempre bom mostrar sua fé por meio de doações.

A operação Storm Heaven deseja juntar 1 milhão de pessoas por todo mundo para rezar pelo seguintes motivos:
  • Pela Santa Igreja, para que Cristo guie o Papa e todo o clero e todos os defensores da fé;
  • Para que toda a confusão doutrinária seja afastada das mentes e dos corações;
  • Por nossas famílias e pela instituição da família;
  • Pela conversão dos pecadores;
  • Pela salvação da sua alma e daqueles que você ama, e de todas as almas;
  • Pela santificação de todos os católicos;
  • Para que todos sejam soldados de Cristo na luta contra o  mundo, a carne e o demônio;
  • Para que se vença o aborto, a revolução homossexual, o casamento gay legalizado e a eutanásia;
  • Pelo meu país e todos ao países do mundo;
  • Pelas intenções pessoais submetidas ao Storm Heaven.

Não é preciso entrar na Storm Heaven para pedir tudo isso a Deus, mas o ato da Catholic Action ajuda a incentivar o Rosário e não é muitas vezes que na Igreja Católica um membro do clero reza contra o aborto e o casamento gay, muito menos que reze contra confusão doutrinária.

Rezemos com o cardeal Burke, pelo menos um rosário todo mês, dentro ou fora do Storm Heaven. Mesmo porque Nossa Senhora não cansa de pedir isso.


sábado, 19 de dezembro de 2015

Deus é Imaturo, Papa Francisco?


Em um encontro com quatro embaixadores, o Papa Francisco exaltou aqueles que chamou de "maduros conscientes" . Essas pessoas seriam maduras pois sempre procuram "reações não violentas" contra o terrorismo e as guerras.

Eu chamo essas pessoas, pacifistas extremistas, de hippies. Claro que valorizamos a paz, mas há situações que clamam por guerras.

E, em se observando a lógica disso, Deus seria imaturo, apesar de ser eterno. Pois Ele pediu que Israel fizesse guerra extermínio contra sete povos. Jesus também é imaturo, Ele saiu derrubando mesas e chicoteando gente no Templo e chamou gente de "raça de víboras" e até São Pedro de demônio. Além deles, Santo Agostinho, São Tomás, São Bernardo, São Francisco de Assis,...que aprovaram guerras e as Cruzadas, seriam imaturos.

O Papa Francisco sempre se revela mesmo muito frágil teologicamente.

Rezemos por ele.


Vídeo: Papai Noel Também Precisa Ter Ótima Formação


Eles lidam com as pessoas mais importantes, as crianças, eles precisam de ótima formação para isso. Eu costumo dizer aos meus alunos que todos precisam saber inglês, a língua do mundo, como todos precisaram saber latim ou francês no passado. No Brasil, em cidades cosmopolitas, os papais noéis precisam muito saber espanhol e inglês, além de ter bom português. O vídeo abaixo mostra que eles também precisam saber a linguagem dos sinais.

Sensacional, parabéns ao Papai Noel do vídeo.













quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

São Tomás de Aquino e a Homossexualidade


Um padre dominicano, da mesma ordem de São Tomás de Aquino, chamado Adriano Oliva, resolveu escrever um livro que defende que São Tomás era a favor do casamento gay, dos atos homossexuais e da comunhão para divorciados. O livro se chama Amours.

Obviamente, para quem já leu a Summa Teológica, isso é um completo absurdo, só imaginado por quem não apenas distorce as palavras de São Tomás, mas por quem é completamente irresponsável, pois São Tomás é muito lógico e claro em suas explicações, uma distorção se torna quase impossível, é preciso ser irresponsável.

Meu Deus, o mundo está realmente terrível, temos um padre dominicano tão medonhamente irresponsável com São Tomás, o maior doutor da Igreja e que fez tanto para entrar na Ordem dos Dominicanos. Coisa realmente diabólica.

Mas, a irresponsabilidade fez com que cinco dominicanos resolvessem responder às idiotices de Oliva, na revista First Things.

A argumentação de Oliva é toda baseada no erro de dizer que São Tomás não achava que a procriação era parte essencial do casamento. Um erro óbvio, pois São Tomás é explícito nisso. Mas com esse erro ele chega na lógica de não apenas liberar a comunhão para divorciados e o os atos homossexuais como também libera o canibalismo e a bestialidade (sexo com animais).

O texto dos padres é ótimo, mas por ser tão fácil derrubar as teses de Oliva, acaba sendo um texto básico. Basta ler São Tomás para rasgar o livro de Oliva, por isso, não há muito o que argumentar.Mas os cinco dominicanos não brincaram em serviço, entraram chutando porta contra Oliva, contra a ofensa a São Tomás.

Vejamos o texto dos cinco dominicanos que respondem a Oliva, sendo três do Instituto Angelicum de Roma e dois  da Casa de Estudos Dominicana de Washington.

Aquinas & Homosexuality

Five Dominicans Respond to Adriano Oliva


Is a Thomism friendly to the gay lifestyle the wave of the future? Is it the next phase in a scholarly, sophisticated kind of theology? Such is the impression given by the medieval scholar Adriano Oliva in his new book Amours, published in French and Italian. The work targets a broad audience. Among other things, the Italian Dominican calls for a revolution in the Church’s pastoral practice among the divorced and civilly remarried as well as sexually active homosexual persons. Many of Oliva’s claims are rooted in a new interpretation of Thomas Aquinas. The book has already caused significant scandal. In what follows, five Dominicans (three from the Angelicum in Rome and two from the Dominican House of Studies in Washington, D.C.), respond to Oliva’s misreading of the Angelic Doctor. We will consider four major misinterpretations and misuses of Aquinas. We begin with Oliva’s treatment of marriage, which leads straight to his version of what one critic has dubbed “Gay Thomism.” All references will be taken from the French edition.

The First Misreading: Separating the Bond of Marriage From the Good of Children
Oliva separates the two essential parts of marriage that Aquinas firmly holds together. Aquinas notes that matrimony comes about through the consent of the couple. This happens in the wedding ceremony. For Aquinas, the bond of matrimony has a two-fold purpose: 1) the pro-creation and raising of children, and 2) the couple’s growth in love and mutual support through their life together. Yet Oliva claims that, for Aquinas, pro-creation is not part of the “essence of marriage” (Amours, 20). As the book’s conclusion shows, Oliva holds that Aquinas can help us to think of marriage in complete abstraction from pro-creation and the good of children. Oliva states: “for the heterosexual couple, each person is called to transcend him or herself in love of the other, and this not through openness to pro-creation, which is not part of the essence of marriage, but through indissoluble love for one’s spouse.”
None of this is found in Aquinas. Instead, the Angelic Doctor insists that “the good of children is the principal end of marriage” (Commentary on the Sentences, book 4, distinction 33, question 1, article 2, corpus). Nowhere does Aquinas say that the good of children is optional for marriage. Where Aquinas unites the couple’s mutual love and their care for their children, Oliva divides.

The Second Misreading: The Church Can Formally Allow Some Extra-Marital Sexual Acts
Oliva insists on separating marriage from children. Predictably, the pastoral consequences of this claim are far-reaching. He proposes that the Councils of Trent and Vatican II continue Aquinas’s teaching on marriage (that is, Thomas as read by Oliva). He concludes that, since “sexual union is not part of the essence of marriage, as the Catechism of the Council of Trent and Vatican II teach, consequently, the exercise of the sexual act between divorced and [civilly] remarried couples does not harm the existing sacramental bond.” Therefore, the Church can use the power of the keys to dispense such couples from the obligation to live perfect continence.
Oliva’s astounding claim has nothing to do with Aquinas, the Catechism of Trent or Vatican II. Rather, it follows straight from his misinterpretation of Aquinas on marriage, a misreading that continues in his use of various magisterial texts. He even appeals to Paul VI’s encyclical Humanae Vitae (paragraphs 8-10) to argue that the exercise of sexuality by a legitimately married couple is separated from the necessity to pro-create. In other words, Pope Paul VI teaches that sex need not have anything to do with babies. We find this claim to be simply outrageous. A student’s paper that contained such a conclusion would earn a failing grade at any theology faculty worth its salt.

The Third Misreading: Divorced & Remarried Couples Do Not Sin When They Fail in Continence
Oliva appeals to a classic moral doctrine promoted by Aquinas and many other saintly theologians, namely, that the circumstances impact the guilt attached to a sinful act. Oliva wonders whether divorced and remarried couples who commit to a life of continence still bear the guilt of sin when they fail. His answer is very simple: not at all. In general, such couples commit either a venial sin, or even no sin at all, he thinks.
It is obvious that the act in question concerns grave matter, namely, engaging in the marital act with a person who is not one’s spouse. Oliva does not explain why the circumstances eliminate such guilt. The reader seems to be encouraged to make an act of faith in the author, since no clear arguments are given. Such a proposal evidently renders any effort to promote continence among the divorced and civilly remarried useless. Oliva’s work is pastorally irresponsible.

The Fourth Misreading: Homosexual Acts Can Be Natural & Wholesome
Oliva’s most daring “Thomistic” proposal is this: homosexual intercourse can be ethically good. His entire argument basically rests on his separation of marriage from babies (noted above) and a misinterpretation of a single text in Aquinas’s Summa Theologiae.
The passage in question (I-II, question 31, article 7) considers pleasure from a metaphysical perspective. Thomas takes up the question because he wants to explain how someone can take pleasure in something that, properly speaking, is contrary to the person's nature. He explains that some delights are especially tied to the body: food, sleep, etc. Such things are good for all animals, and not just human beings. Other delights find their origin in the soul, that is, they are not found among most animals, or even among none, except us. Next, it can happen that what is unnatural for human beings in general can turn out to be somewhat “natural” for certain individuals, because their nature has been altered. For example, some sick persons enjoy eating earth. This is not really natural for them, Aquinas explains, but is more properly understood as a corruption of their nature. What is unnatural for most (eating earth) becomes “natural” for them, but only in a qualified way.

Aquinas then states that, due to bad “customs” or habits, some men eventually find delight in eating human beings, or in sexual union with animals or other men (coitu bestiarum aut masculorum). So for some people, cannibalism, bestiality, or homosexual intercourse can become pleasurable as quasi-natural, because past sinful acts distort their nature.

Oliva celebrates this text. He thinks it shows that homosexual acts are natural for homosexual persons. And what is natural must be good! Also, for Oliva, Aquinas places the origin of the inclination for gay sex in the soul of the homosexual person. That is, this inclination comes from the most intimate part of his being, and it moves all the way to sexual union. Oliva concludes that we can distinguish between gay sex sought simply for physical pleasure, and the tender gay sex that comes from the homosexual person’s most intimate self. Indeed, homosexual persons are called to live out the inclination which is natural for them, namely, in fidelity to another person of the same sex, and enjoying sexual acts not primarily for pleasure but as expressions of love. The Church should bless such unions.

Now if, as Oliva proposes, Thomas means that the homosexual inclination comes from the most intimate part of the person’s soul, then the same reading must apply to Aquinas’s mention of cannibalism and bestiality. Yet this is clearly absurd. Aquinas cannot mean that cannibals and practitioners of bestiality are following the inclinations of their most intimate selves. That is precisely why Thomas mentions custom. Why do all three vices come from the soul? Because they are especially found among human beings. Cows don’t eat cows. Thomas thinks that most animals do not practice the three mentioned vices. Olivia's claim that, for Thomas, some persons are born with a homosexual soul, is outrageous as a matter of textual interpretation. It would mean that, for Aquinas, others are born with cannibalistic souls, and others with souls geared to practice bestiality.
Here, we do not want our readers to misunderstand what we are saying. All human beings, irrespective of their sexual inclinations or “orientation,” have an intrinsic dignity, are loved by God, are offered God's mercy and grace, and can lead lives of holiness. (We mention cannibalism, bestiality, and homosexual acts together only because Oliva's argument does. Nor do we hold that these three are morally equivalent. Neither does Aquinas, who thinks that they are of different moral species. But Thomas groups them together here to show that each is contrary to nature and yet is sometimes sought out by certain individuals.) The issue at hand is strictly the moral evaluation of homosexual actions. “Homosexual persons,” in contrast, “are called to chastity. By the virtues of self-mastery that teach them inner freedom, at times by the support of disinterested friendship, by prayer and sacramental grace, they can and should gradually and resolutely approach Christian perfection.”

Conclusion
Overall, we find Oliva’s reading of Aquinas not only objectionable but irresponsible. The most basic principles for interpreting texts are not respected. Furthermore, the popular genre of the book has the potential to create major confusion among the Catholic faithful. For this reason, we sense a strong moral obligation to respond to Oliva’s claims.


Fr. Bernhard Blankenhorn, O.P.
Pontifical University of St. Thomas Aquinas (Angelicum), Rome
Sr. Catherine Joseph Droste, O.P.
Pontifical University of St. Thomas Aquinas (Angelicum), Rome
Fr. Efrem Jindráček, O.P.Pontifical University of St. Thomas Aquinas (Angelicum), Rome
Fr. Dominic Legge, O.P.Dominican House of Studies, Washington, D.C.
Fr. Thomas Joseph White, O.P.Dominican House of Studies, Washington, D.C.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Estado Islâmico Ordena Matança de Crianças com Síndrome de Down


Mais uma política pública que une terroristas islâmicos e esquerdistas: a morte daqueles que eles consideram incapazes.

Outro dia, eu estava assistindo a um debate na Globonews sobre o processo de impeachement da Dilma, o debate contava com a participação do ex-ministro do STF Ayres Britto (foto abaixo). Ayres Britto passou o programa inteiro defendendo a Constituição Federal, como a lei magna do país, que todos no STF devem respeitar. Lá pelas tantas ele resolveu descrever o que o STF tinha feito em favor da sociedade, entre os sucessos do STF ele descreveu o aborto e o casamento gay. Duas ações que são completamente contrárias ao que diz a Constituição Federal. O STF rasgou a Constituição  Federal nos dois casos. E Ayres Britto foi relator em favor do casamento gay, que afronta o parágrafo 3 do artigo 226 da Constituição. Afrontas à Constituição que atingem a instituição mais importante de um país: a família. O bando de imbecis no STF aprovaram unanimemente o casamento gay, rasgando a Constituição e legislando sem ser terem sido eleitos para isso, coisa que ele passou o programa inteiro dizendo que o STF não deveria fazer.


Quanta estupidez!! E o líder do programa William Waack não reagiu, pareceu concordar com a descrição de Ayres Britto. Eu desliguei a televisão.

Ontem, eu li que o Estado Islâmico fez uma "fatwa" (determinação legal) para que as crianças com síndrome de Down fossem mortas. Acho que o STF brasileiro e muitos esquerdistas achem essa determinação bastante "progressiva".

Vejamos texto sobre o Estado Islâmico, do site The Clarion Project.

Report: ISIS Issues Fatwa to Kill Downs Syndrome Children

The Islamic State issued a fatwa condemning to death children with Down’s syndrome, according to the Facebook page Mosul Eye, which says it reports news from within Islamic-State-occupied Mosul.

 “The Shar'i Board of ISIL issued an ‘Oral Fatwa’ to its members authorizing them to ‘kill newborn babies with Down's Syndrome and congenital deformities and disabled children.

“The Fatwa was issued by one of ISIL's Shar'i judges, a Saudi judge named ’Abu Said Aljazrawi’.”
Mosul Eye claimed to have recorded “more than 38 confirmed cases of killing babies with congenital deformities and Down's Syndrome, aged between one week to three months.”

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Rezemos pelas crianças e suas famílias.

 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Niall Ferguson: "Ocidente Acabou. EUA deveriam querer ser Império. O Mundo Precisa de Império"


Concordo em 80% com que o historiador Niall Ferguson disse nessa entrevista, que meu amigo do blog FireHead disponibilizou. Muito boa a análise que ele faz de como lidar com o Estado Islâmico. Só acho que falta um enorme fator em sua análise, o fator religioso/cultural. Ferguson concentra muito sua análise em fatores econômicos e políticos. Também, acho que ele é muito otimista com a China, e é otimista porque se concentra em fatores econômicos.

Ferguson está divulgando seu novo livro, uma biografia de Kissinger. Eu conheci Niall Ferguson lendo seu livro Empire, que trata do império inglês, que ele descreve que esse império nasceu pirateando navios espanhóis.


A entrevista está em português de Portugal, mas pode ser compreendida por nós brasileiros. Vou colocar aqui apenas a parte da entrevista que trata da análise do mundo. Leiam toda a entrevista no blog FireHead.

Porque é tão crítico com Obama? 
Porque a ideia dos EUA abdicarem de ser o polícia do mundo é altamente irresponsável. 
Esse também era o caminho de Bush, até ao 11 de Setembro. 
Os americanos gostavam de poder ignorar o mundo, ou ter dele apenas a parte boa sem levar com os custos. Algo como ‘podemos ir a Amesterdão ver os canais sem nos preocuparmos com Bagdade e sítios assim?’ Mas, periodicamente, percebem que se deixarem o mundo ‘go to hell’ isso eventualmente acaba por os afectar. Os EUA ainda não estão totalmente conscientes das consequências do Estado Islâmico e das consequências que o fim da ordem tradicional do Médio Oriente pode trazer. Mas os europeus, esses, já o perceberam bem, por causa da crise dos refugiados. 

Como é que se pode acabar com o Estado Islâmico? 
 
Temos de aceitar a proposta de Putin e reconhecer que não podemos livrar-nos do Estado Islâmico e de Assad ao mesmo tempo (que é a posição de Obama). Temos de colocar como prioridade acabar com o EI. E aceitar que se queremos tirar Assad do poder não basta dizê-lo, é preciso fazê-lo acontecer. E, deixando a condução do processo aos russos, deixando que a Rússia seja decisiva no Médio Oriente, bem, então o melhor é não esperarmos que tudo acabe bem. Repare, qual a verdadeira motivação dos russos? O que os russos verdadeiramente precisam é que o barril de petróleo esteja a 100 dólares e não a 50. Os russos não têm qualquer interesse num Médio Oriente pacificado. Eles têm interesse num Médio Oriente violento. Sou crítico de Obama porque a sua estratégia foi mal concebida e as consequências da sua política — e estou seguro que ele é óptima pessoa — foram um desastre. 

Mas Obama trouxe um novo clima. Não concorda? 
 
Quando ele foi eleito disse que esse era um momento muito, muito importante e simbólico. Foi simbolicamente muito importante ter um presidente negro, mas ele é inexperiente. E não se tornou melhor. Ser dirigente associativo em Chicago não é a melhor preparação para gerir o mais poderoso país no mundo. A sua falta de experiência executiva, a sua total falta de experiência executiva, foi a causa de repetidos erros estratégicos. 
 
Quem vê como próximo presidente dos EUA? 
 
Eu acho que Hillary Clinton teria sido melhor presidente que Obama. 

Acha que ela pode voltar a perder a corrida? 
 
Não, isso seria verdadeiramente surpreendente. 
 
Mas o mundo não se vai apaixonar por Hillary como se apaixonou por Obama... 
 
Verdade, mas isso é bom. Os europeus apaixonaram-se de tal forma por ele que nem viram os erros que foi cometendo. Veja-se a Líbia (culpa também dos líderes europeus), em que, inebriados pela Primavera Árabe, ninguém se preocupou com o que aconteceria depois do derrube de Kadhafi. 
Algum dia alimentou expectativas com a Primavera Árabe? 
 
Não. Fui um dos poucos. A minha posição quando tudo começou foi que os principais beneficiados seriam os islamitas. Estávamos todos enganados se achávamos que seriam executivos do Google que iriam gerir o Médio Oriente. Eu era pessimista, mas por boas razões. É muito difícil estabelecer democracias em países com tão baixos níveis de literacia (Egipto) e com profundas divisões sectárias e religiosas (Iraque). Mas a minha preocupação central ao longo da última década foi com o problema do poder americano, com o qual os europeus têm uma relação muito estranha. E, no entanto, beneficiámos imenso do poder dos EUA. A Europa Ocidental é o que é hoje graças aos EUA. Basta lembrar a ajuda no pós-II Guerra ou a protecção durante a Guerra Fria. Veja-se a forma maciça como aderimos e copiamos a cultura popular americana. Somos os escravos de uma geração de inovadores americanos e, no entanto, de forma hipócrita, ainda falamos mal deles [tira o iPhone 6 do bolso do casaco e mostra-o]. O poder americano pode não ser perfeito, mas eu ainda o prefiro ao chinês, se hoje é essa a alternativa que se coloca. Pior que outro império é não haver nenhum centro de poder. Um mundo sem poder acaba como o Médio Oriente, em caos. 
 
Fala e escreve muito sobre o declínio actual do Ocidente. Qual o papel que vê para a civilização ocidental neste século XXI? 
 
O Ocidente já não existe, acabou… é algo que perdeu significado e importância. 
 
Não existe? Mas as nossas instituições continuam a ser copiadas. 
 
Veja-se a relação cada vez mais distante entre Europa e EUA. A Europa está de tal forma desmilitarizada que é incapaz de levar a cabo acções militares por si só. O declínio europeu parece-me irreversível. 
 
Irreversível? 
 
Sim. Económica, demográfica e psicologicamente. Os europeus têm as instituições mas não acreditam nelas. Aliás, nas nossas próprias escolas ensinamos quão fraco é o Ocidente. Temos instituições mas elas estão corroídas. Ao contrário da Europa, os EUA conseguem corrigir-se e aguentar-se. 
 
Desculpe interrompê-lo: Diz que estamos em declínio, mas a construção europeia é um extraordinário caso de sucesso. A paz, a segurança, a economia, o estado social. 
 
Temos de ter cuidado com o que falamos. Estamos a falar do século XXI. E aqui, a Europa está hoje a perder terreno. 
 
Os refugiados que estão a fugir vêm para a Europa... 
 
Claro, porque podem. Acha que se os EUA estivessem mais perto eles viriam para a Europa? Se os EUA fossem mais perto da Síria, eles não estavam a deslocar-se para a Alemanha, acredite. Muitos vêm, aliás, para a Europa com o propósito de acabarem nos EUA. Mais, se há algo de atractivo hoje no Ocidente, são os Estados Unidos. O apelo da Alemanha comparado com o apelo da Califórnia é radicalmente diferente. Convém não simplificar demasiado: a Europa não é um desastre, mas está em declínio porque não consegue ter as taxas de crescimento que lhe permitam manter a posição que alcançou. E os EUA conseguem. A China, a crescer, sete, seis, cinco, quatro ou mesmo três por cento, ainda assim cresce mais rápido que o Ocidente. 
 
Há quem veja a possibilidade de uma grande crise na China num futuro próximo... Além de que eles não têm democracia... 
 
Porque há-de isso causar uma crise económica? 
Pode originar uma explosão social... 
 
Não, esse é mesmo o cenário mais improvável no mundo actual. Não há população mais policiada que a chinesa hoje em dia. 
 
Há uns anos dizia que o declínio ocidental não era inevitável. O que mudou? 
 
O que era preciso para alterar o actual estado de coisas... repare no caso português. A Europa do Sul não é como a Alemanha e o projecto de querer que seja é muito doloroso. A integração europeia feita através da integração monetária foi um projecto muito mau, e quem alertou, como eu, contra isso tinha razão. É mesmo a pior maneira de se avançar na construção europeia. A Europa tornou a vida mais difícil para si própria ao escolher um caminho para a integração que iria inevitavelmente acabar mal. União monetária sem uma união orçamental só poderia dar nisto. 
 
O problema não é portanto a austeridade em si, mas a falta de uma união orçamental... 
 
A austeridade existe porque estão numa união monetária com a Alemanha. Se não estivessem, em 2011 poderiam ter desvalorizado a vossa moeda. A união monetária foi uma má ideia e um caminho errado. E graças a Deus que o Reino Unido ficou de fora, porque se tivesse entrado, nem quero pensar o caos que teria sido. A situação de hoje é o resultado do que as elites europeias fizeram a si próprias. Acha que as pessoas queriam uma união monetária? Não, isso foi imposto pelas elites. E há hoje muitas razões e muitos factores que impedem um crescimento rápido da economia. Temos estados sociais feitos de uma forma que tornam isso muito difícil. É muito difícil fazer reformas. O Reino Unido fez mais reformas que qualquer país da Europa continental e é por isso que a sua economia tem uma performance muito melhor. 
 
Acha que o euro vai acabar? 
 
Não. Fui contra a sua criação, mas uma vez que foi criado não faz sentido acabar com ele. Durante a crise da zona euro, quando pessoas como Paul Krugman diziam que ia tudo desmoronar-se, eu disse que não acreditava. E não acreditava porque o projecto é político, e os alemães não deixariam que tal acontecesse, independentemente da dor que tivesse de ser inflingida. O que acontece é que na Europa criaram um sistema que não é bem federal, é mais confederal, com um centro fraco, têm uma união monetária e legal, mas o resultado líquido é um crescimento medíocre e dívidas muito altas. 
 
O crescimento já não era estrondoso antes... 
 
As projecção para a eurozona nos próximos cinco anos são de um crescimento de um por cento, ou algo assim. 
 
Está a falar com um português. Crescermos a esse ritmo já é mais que nos últimos anos... 
Isso é porque as vossas expectativas foram reduzidas devido à experiência da última década. Aliás, deixe-me dizer-lhe que acho que o Governo português foi heróico em levar a cabo uma tarefa quase impossível e tenho simpatia por quem fez isso. 
 
Heróico porquê? Por termos cumprido o que a Grécia não conseguiu cumprir? 
Exacto. Deve ter sido altamente tentador seguir o caminho grego. Mas Portugal, como a Espanha e a Irlanda, viram que não havia uma opção populista. Não há qualquer saída. É uma fantasia pensar o contrário. A união monetária é virtualmente indestrutível por isso mesmo, a menos que os alemães a decidam destruir. 
Não é melhor estar com os alemães que estar contra os alemães ou fora do sistema? 
 
Vocês podem pensar que sim. E o exemplo grego provou que é melhor seguir as regras alemãs do que tentar quebrá-las. Mas ainda assim penso num mundo em que, depois da crise e de tudo o que aconteceu em 2008 nos EUA, se não houvesse união monetária, ou seja, se existissem o escudo e a peseta, etc. o resultado teria sido melhor e a perda de emprego verificada teria sido muito menor. Historicamente, teria sido melhor não se ter avançado para a união monetária, os seus custos foram muito superiores aos benefícios. Mas, uma vez criada a união monetária, então agora não é possível desmantelá-la, pelo menos com um custo aceitável. Fazê-la funcionar é o desafio. Só que fazê-la funcionar e conseguir um rápido crescimento económico é muito difícil. Além disso, já se estavam a ver tendências ‘japonesas’ na Europa, devido à demografia e ao excesso de dívida. 
 
Devíamos na Europa lidar com o problema dos refugiados de outra maneira, também por causa do grave problema demográfico? 
É naïf a visão de que a Europa tem um problema demográfico e do outro lado estão pessoas jovens e em idade activa, e que portanto há aqui uma solução. Basta olhar para os dados. Os países continentais europeus são muito maus a integrar na sua força de trabalho aqueles que pedem asilo. Dados da OCDE mostram que a taxa de desemprego na Alemanha entre os que não nasceram no país é 70% mais elevada do que a registada entre os que nasceram na Alemanha. E mesmo na Suécia, que é o melhor exemplo de integração, a taxa de desemprego entre os que não nasceram no país é duas vezes e meia mais elevada. Estes países têm um registo histórico de falhanço a integrar estrangeiros, em particular se vierem de países muçulmanos. Então, porque é que de repente iam mudar o seu comportamento perante esta crise dos refugiados? O que nos leva a pensar que poderiam integrar 1,5 milhões de refugiados quando falharam na integração de 150 mil pessoas anteriormente? Em França, por exemplo, há enormes subúrbios deprimidos cheios de emigrantes de segunda e terceira geração desempregados que não se conseguiram integrar. Isto não vai acabar bem. A economia europeia não está preparada para absorver tantos imigrantes. A economia norte-americana, pelo contrário, está. Sabe qual é a diferença na taxa de desemprego nos EUA entre nascidos e não nascidos no país? Zero. O problema europeu não vai ser resolvido pela imigração, a menos que o mercado laboral na Europa funcione como nos Estados Unidos. É capaz de me dizer o nome de um político europeu que seja capaz de ir à televisão e dizer que temos de ter na Europa as regras laborais dos EUA? Enchem todos a boca com a Europa social. Bullshit. É a Europa do desemprego. 
 
Mas o que defende. Tornar mais fácil contratar e despedir pessoas. É isso? 
 
Sim. E tornar mais difícil estar-se desempregado. Fazer com que as pessoas aceitem empregos mesmo que eles não sejam os melhores. Mas essa não é a forma de funcionar da Europa. 
 
O seu olhar céptico, enquanto escocês, não é o olhar de alguém que nunca acreditou na UE? 
Eu acredito na UE, não acreditei foi na união monetária, achei que ia ser um desastre. Eu acreditava na Europa do mercado único, fui contra a Europa do proteccionismo agrícola. Que Europa queremos? A minha preferência vai para uma Europa que promova o comércio livre, que consiga gerar um maior crescimento económico. Mas esta Europa está em perigo de autodestruir-se porque as suas instituições não são compatíveis com os seus objectivos. De forma a evitarmos um destino japonês (crescimento anémico, dívida) é preciso um crescimento maior da economia e não estamos sequer perto disso. 
 
Acha que o Brexit, a saída do Reino Unido da UE, acabará por acontecer? 
Não. Acho que não é do interesse do Reino Unido sair e não é do interesse da UE que o Reino Unido saia. As sondagens podem vir a dar um resultado muito renhido, 51-49, toda a gente vai ficar muito excitada, os mercados financeiros vão agitar-se, vai escrever-se muito sobre isso. Mas depois, no referendo, o resultado vai ser 60-40, favorável à manutenção na UE. Portanto, o melhor é ignorar, é só ruído. A saída não vai acontecer. Seria demasiado arriscado. É o mesmo com os escoceses. As pessoas não são assim tão malucas. Só mesmo na Grécia [ri-se]. 
 
Em relação à Grécia, não vê como o país possa sair desta situação? 
Não. Eles tentaram. Ninguém sai. Eu escrevi há uns tempos um artigo sobre o paradoxo europeu. Vista do exterior, a Europa parece muito atractiva. Vista do interior, não parece nada. Alguma vez esteve num daqueles hotéis que vistos de fora são lindos e depois os quartos no interior são uma porcaria? Isso é a Europa. 
 
Não estaremos a ser demasiado duros connosco próprios? O que acontece com a globalização é que há uma parte cada vez maior do bolo que não é para os europeus... 
 
Isso foi o que escrevi no meu livro “Civilização”. Essas são as boas notícias, o resto do mundo está a apanhar-nos... Repare, há pouco perguntava-me sobre um colapso na China. Não! É o país com maior crescimento e mais rápido no mundo. Eles criaram muitos e muitos empregos. Entre 300 a 400 milhões de pessoas saíram da pobreza. Em todo o mundo tem havido grande evolução. Isso é motivo de celebração. O mundo, ao contrário do que diz Thomas Picketty, não está a tornar-se mais desigual. Isto é tudo motivo de celebração [coloca o dedo na boca e faz o barulho de uma garrafa de champanhe a abrir-se]. O resto da história é que as economias ocidentais, em particular na Europa, estão a falhar na adaptação a este novo mundo e estão a acentuar o seu declínio. 
 
Este declínio vai fatalmente desembocar numa guerra ou num conflito armado? 
 
O declínio não é necessariamente uma grande batalha militar. Pode ser gradual ou repentino, é certo (a URSS caiu abruptamente). A UE esteve perto do colapso. Se a Alemanha... se Schauble tivesse ganho e se tivessem afastado a Grécia, teria havido uma reacção em cadeia que ia afectar Espanha e Portugal e talvez nesse caso pudesse ter acontecido uma reacção em cadeia de desintegração europeia que seria muito difícil de travar. Mas Merkel foi persuadida de que esse risco existia. Esse risco agora diminuiu, as coisas estabilizaram. Mas estabilizaram num padrão de crescimento anémico. Aquilo que eu chamo de ‘cenário japonês’ [aparece um e depois outro mosquito. Mata um, outro, mas a seguir atira: ‘Outono em Amesterdão?’] 
 
Podemos assistir em breve a uma nova crise como a crise financeira de 2007-2008? 
 
Haverá sempre crises financeiras. A questão não é se vai existir, mas quando e como. Se me pergunta se a próxima crise vai ser como a última, acho que não. Acho que vai ser diferente. A dificuldade de pensar o futuro é que temos de ter cautela e calma porque há muitos cenários plausíveis e possíveis. Como jornalista, você quer notícias e títulos. A crise é muito mais interessante, mas na história a maior parte dos desfechos são rotineiros e banais e enfadonhos. As crises são as excepções. O mais difícil quando se escreve e se faz história é precisamente o resistir àquele impulso jornalístico de só escrever sobre crises. Temos de aceitar que na maior parte do tempo as coisas estão ou parecem estar bem ou pelo menos razoáveis. Voltando à crise financeira, achávamos que sabíamos tudo sobre a última crise e porque aconteceu. Inventámos regulação e mais regulação para evitar que se repetisse. 
 
Demasiada regulamentação? 
Criámos sistemas complexos de forma a que casos como o do Lehman não se repetissem mais. Mas haverá uma nova crise, seja por causa dos offshores, seja por causa da fuga de capitais da China. Ou pode ser uma crise em torno dos mercados emergentes. Sim, posso prometer que haverá novas crises e posso prometer que vão ser imprevisíveis. 
 
Fale-me um pouco de si. Já foi considerado uma das 100 figuras mais influentes do planeta... 
... Eu nem sou influente sobre os meus filhos [ri-se]. 
 
Como é a sua vida? 
 
Nesta altura estou a apresentar este livro e estou praticamente numa cidade nova a cada dia que passa.
 
É uma espécie de digressão dos Rolling Stones...
Sem os rendimentos deles. Ser um escritor é rock and roll sem a parte divertida. Um workaholic é na maior parte do tempo muito chato. Porque a maior parte do meu tempo é gasto a tentar fazer algo como isto [aponta para as mais de 600 páginas do volume sobre Kissinger]. Ou então a ensinar numa faculdade. 
 
Não se sente uma espécie de pop star da história? 
 
Não, de todo. 
 
E quais são os seus métodos de trabalho? 
 
O processo de trabalho é o mesmo, embora a tecnologia tenha facilitado imenso a consulta de documentos, em bases de dados, por exemplo. Mas a base é a mesma: ler muito, muito, muito e perceber como se vai contar a história. A maior parte do meu tempo é passada a ler, absorver, pensar sobre o assunto. A minha vida é muito aborrecida. A do Keith Richards deve ser interessante, a minha não. 
 
Já li que não tem hobbies nem gosta de ver televisão...
 
Não é exactamente assim... eu toco contrabaixo. Tenho uma banda, algo que vem dos tempos da escola, tocamos duas vezes por ano. Mas a maior parte do tempo é trabalho, família e amigos. A maior parte das coisas que faço são para garantir que passo tempo com os meus filhos e garantir que a minha mulher está feliz.

 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

EUA vai Declarar que Estado Islâmico pratica Genocídio mas não de Cristãos.



Nos Estados Unidos, o governo prepara uma declaração de que o Estado Islâmico pratica genocídio, isso abriria portas para fortes ações militares contra o Estado Islâmico. Acontece que a declaração destaca apenas os Yazidis, grupo religioso curdo.

O governo americano desprezaria a matança de milhares de cristãos pelo Estado Islâmico, até por meio de crucificações como mostra a foto acima. E quantas Igrejas cristãs foram destruídas?

Quanto anticristianismo do governo Obama! O governo americano se juntaria ao Estado Islâmico no apoio à matança de cristãos.

Isso provocou forte reação de cristãos, como destaca Kristen Powers, no jornal USA Today, e Mark Movsesian no jornal acadêmico First Thing.

Então, diversos líderes cristãos já reagem de ante mão pedindo o reconhecimento da inclusão dos cristãos como vítimas do genocídio. Eles fizeram uma carta ao governo.

Aqui vai a descrição da carta feita pelo site Knights of Columbus:

Christians must not be excluded from a finding of genocide in the Middle East, according to a letter sent today to Secretary of State John Kerry. The letter was signed by Supreme Knight Carl Anderson. It was also signed by religious leaders and experts in the fields of human rights, religious freedom and the Middle East.
 
The letter states: “The Genocide Convention defines genocide as killing and certain other acts ‘committed with intent to destroy, in whole or in part, a national, ethnical, racial or religious group.’ We have extensive files supporting a finding that ISIS’ treatment of Iraqi and Syrian Christians, as well as Yazidis and other vulnerable minorities, meets this definition. They include evidence of ISIS assassinations of Church leaders; mass murders; torture, kidnapping for ransom in the Christian communities of Iraq and Syria; its sexual enslavement and systematic rape of Christian girls and women; its practices of forcible conversions to Islam; its destruction of churches, monasteries, cemeteries, and Christian artifacts; and its theft of lands and wealth from Christian clergy and laity alike. We will also present ISIS’ own, public statements taking ‘credit’ for mass murder of Christians, and expressing its intent to eliminate Christian communities from its ‘Islamic State.’ … ISIS genocidal campaign against Christians continues today, with hundreds of Christians remaining in ISIS captivity, and with summary executions, including by beheading and crucifixion, occurring as recently as only a few months ago.”
 
The letter continues: “Pope Francis has called ISIS’ crimes against Christians by their proper name: ‘genocide.’ The U.S. Conference of Catholic Bishops and Christian leaders in the Middle East have done so as well. We agree, and are hopeful that, once you have seen the evidence, you will too.”
 
In addition to Supreme Knight Anderson, signatories to the letter include:
Archbishop Vicken Aykazian, Ecumenical Director and Legate of the Diocese of the Armenian Church of America (Eastern); Princeton University Professor Robert P. George, chairman of the U.S. Commission on International Religious Freedom; Former U.S. Ambassador to the Holy See Mary Ann Glendon; Chaldean Catholic Bishop Sarhad Y. Jammo of San Diego; Baylor University historian Philip Jenkins, author of The Lost History of Christianity; Brian Katulis, a senior fellow at the Center for American Progress; Very Reverend James A. Kowalski, Dean of the Cathedral of St. John the Divine; Maronite Catholic Bishop Gregory Mansour of Brooklyn, N.Y.; R. Albert Mohler Jr., president of the Southern Baptist Theological Seminary; Nina Shea, director of the Hudson Institute’s Center for Religious Freedom; and Dr. Katrina Lantos Swett, president of the Lantos Foundation.