domingo, 7 de março de 2021

Francisco no Iraque. Quantos Soldados Morreram pela Visita?

Eu detesto quando se vai a uma terra pacificada depois de muitas mortes e se diz contra a guerra, sem honrar àqueles que deram suas vidas. Em suma, detesto quando se fala contra guerras sem entender que a própria existência dele e de seu país foi feita por causa de guerras. Conquistou-se a Europa contra Hitler e derrotou-se o comunismo na Europa. Quantos morreram para estas vitórias?

Francisco está no Iraque e como é de costume fala contra guerras de forma generalizada e despreza as milhares de mortes de soldados ocidentais e iraquianos para livrar o Iraque de Saddam Hussein, Al Qaeda e Estado Islâmico. 

Francisco fala contra a guerra quando não teve que enfrentar politicamente e militarmente nenhum dos inimigos do Iraque.

Aqui, eu vou honrar os mortos pelo Iraque.

Não é difícil saber quantos soldados ocidentais e iraquianos morreram desde o inicio da guerra do Iraque.

Por exemplo, considerando apenas os soldados americanos. O site Statistica  nos dá por ano. O pior período no Iraque para os soldados americanos foi entre 2004 e 2007, quando morreram em média mais 850 soldados por ano. Mas ainda no ano passado morreram 8 soldados americanos.  O número de soldados americanos feridos chegou a mais de 31 mil soldados. 

Conta-se que as mortes de soldados iraquianos defendendo seu país contra o terrorismo foram muito piores. Chegaram a mais de 16 mil segundo o Wikipedia. 

Isso são apenas mortes de soldados e de soldados americanos e iraquianos. Soldados de outras nacionalidades morreram na luta contra o terror.   E as mortes de civis por conta de ataques terroristas foram às milhares. 

Assim, devemos dizer no Iraque: Viva a Guerra, que permitiu a visita de Francisco, mesmo ele usando carro blindado.

O Iraque ainda não está pacíficado. É um país disforme de maioria xiita e com poder nas mãos de sunitas.


sábado, 6 de março de 2021

Francisco Defende Renda Básica Universal. É uma Boa Ideia?

Renda Básica Universal é uma panaceia materialista. Mas tem qualidades?

No Brasil, temos a renda mínima do Bolsa Família, cujo programa só aumenta de valor e mais gente entra. Do ângulo das milhões de pessoas que recebem é uma garantia mínima de renda que dá certa tranquilidade. Por outro lado, ainda do ângulo da pessoa que recebe mas também do ângulo social, a gigantesca dependência social ao Estado tem implicações terríveis, impactos eleitorais, comportamentais (preguiça e desprezo ao trabalho), e consequências até religiosas.

Como eu disse no meu livro Ética Católica sobre Economia, na seção sobre ricos e pobres: ser rico não necessariamente leva a pessoa para o inferno, mas facilita e muito. Por que? Por causa do conforto que a riqueza traz, que acomoda e escraviza as decisões das pessoas, facilita o ciclo do pecado.

Na minha visão, a renda mínima tem o mesmo impacto: acomodação e escravização. Só que no caso do pobre, a escravização é em relação ao Estado.  Além disso, do ponto de vista do Estado, as pessoas não vão amar o Estado por dar dinheiro de graça, em geral, vão exigir mais e mais. A inveja em relação ao rico não será contida, pelo contrário, aumentará.

O mundo cada vez mais aceita heresias insanas e isso tem muito a ver com o conforto materialista cada vez maior no mundo. O conforto materialista ajuda a desprezar o espiritual. A religião cada vez mais passa a ser coisa de gente esquisita, o que vale é ter acesso a cada vez mais bens. O temor a Deus tende a desaparecer completamente. Para que preciso Deus se eu tenho tudo que quero? 

Claro que todos verão mais cedo ou mais tarde que na verdade não possuem tudo que querem. Pois sem Deus, você não é nada. Mas uma coisa é entender isso outra coisa é sair do ciclo do pecado. Quando se ler a história de ilustre conversões, como a do próprio Santo Agostinho, observa-se o quão longa e penosa é essa conversão. Muitos e cada vez mais gente se perde com o conforto materialista.

Estou dizendo que as pessoas têm que sofrer? Não. Estou dizendo que o sofrimento é salutar. E que o conforto materialista facilmente vira uma escravização.

Em resumo, Renda Universal não tira ninguém da pobreza e da dependência. Tende apenas a aumentar a renda mínima. A pessoa passa a ter acesso a alguns bens que não possuía porque o Estado (e não o trabalho dela) está dando dinheiro para ela. Quem tira gente da pobreza material e espiritual  é o trabalho.

A renda universal aumenta o desprezo ao trabalho, desprezo que já é natural no homem, porque trabalhar exige sofrimento, exige fazer o que não se quer fazer.

A renda mínima não tem impacto social relevante por exemplo em diminuir crimes. Eu até já ganhei aposta em relação a isso. Pois um amigo tentou provar que o Bolsa Família diminuiu a criminalidade no nordeste brasileiro. Viu que a violência não diminuiu na região, pelo contrário, aumentou. Gente aposta nisso, por vezes se diz liberal, mas na verdade é tão materialista como os comunistas. E não entende que o materialismo não preenche a alma humana com bondades.

O site The American Catholic diz que tem uma máxima: "Se Francisco é a favor de alguma política, provavelmente é uma má ideia".

Eu digo mais: além de má ideia, atenta contra a religiosidade, contra o temor a Deus, fonte de toda sabedoria.


sexta-feira, 5 de março de 2021

O Que é Religião? Artigo de Edward Feser


O filósofo Edward Feser, como é usual, fez um excelente artigo, dessa vez sobre o que é religião.

O artigo baseia sua análise em dois livros: 1) na definição de religião que Feser defende que foi feita por Bernard Wuellner para o livro Dictionary of Scholastic Philosophy e 2) No livro acima de Brent Nongri, que Feser também argumenta a favor.

Realmente, os dois livros parecem-me sensacionais.

O argumento de Feser é basicamente o seguinte:

1) A definição de Wuellner está correta. Religião é 1. a soma das verdades e deveres que ligam o homem a Deus. 2. crença pessoal e adoração em relação a Deus. A Religião inclui credo, culto e código. Por “credo”, o que Wuellner tem em mente é um sistema de doutrina. Um “culto”, neste contexto, tem a ver com um sistema de rituais do tipo associado ao culto e semelhantes. O “código” referido tem a ver com um sistema de princípios morais. Portanto, a definição está nos dizendo que doutrinas, rituais e princípios morais estão entre os elementos-chave da religião.

2) Essa definição exclui o Budismo realmente, pois este não envolve a ligação com Deus (exclui também confucionismo e outros mais semelhantes a filosofias do que a religião como epicurismo ou mesmo estoicismo);

3) Para qualquer definição, existe o aspecto nominal e o aspecto real. Definição nominal é aquela usada na prática, em geral com a apresentação de exemplos práticos (água é um líquido que está nos rios e lagos). A definição real é a definição da natureza em si da coisa (água é a formação de dois átomos de hidrogênio e uma de oxigênio). A definição nominal pode variar com o tempo, a variação real, não.

3) O marxismo tem uma definição que não é nominal de religião (religião é o murmúrio da criatura oprimida, religião é o ópio do povo). Marxismo procura uma definição real da religião. Isso não quer dizer que a definição esteja certa. Para o marxismo, está claramente errada.

4) A separação da religião da vida prática das pessoas é uma anomalia moderna, iluminista, pós-reforma protestante;

5) Antes, por exemplo, não existia Europeus, existia sim a Cristandade. O europeus sabiam que viviam na Cristandade. Na época, a avaliação das pessoas é que as outras religiões eram religiões que tinham menor grau de relação com Deus, mas elas eram sim religiões.

6) Tudo mudou com o Protestantismo, que quebrou a unidade do Ocidente. E daí surgiu com Locke e o Iluminismo a lógica de que religião é uma coisa apenas privada e subjetiva de cada um que não deve ter poder social. 

7) O iluminismo trouxe subjetivismo para a religião e até aglutinou credos diferentes em um credo só, como fizeram com hinduísmo

7) E assim hoje há "o duplo padrão que muitos filósofos acadêmicos contemporâneos aplicam aos argumentos para a existência de Deus. Qualquer outra ideia em filosofia, por mais insana que seja - por exemplo, que o mundo material é uma ilusão, que a consciência não existe realmente, que o infanticídio e a eutanásia são defensáveis, que a distinção entre os sexos é uma mera construção social, que pode ser moralmente errado ter filhos, e assim por diante - é tratado como “digno de discussão”, algo que devemos pelo menos ouvir com respeito, mesmo que suspeitemos que não seremos convencidos. Mas se um filósofo dá um argumento para a existência de Deus, então em pelo menos muitos círculos acadêmicos, todas as sobrancelhas se erguem imediatamente, todos os olhos rolaram e há sorrisos em todos os lugares - como se tal filósofo tivesse acabado de soltar gases ou proposto o uso de um papel alumínio chapéu para proteger contra leitura de mentes."

Leiam todo o texto de Feser, meu resumo não revela a profundidade do debate do artigo.

Cliquem aqui para o artigo.



quarta-feira, 3 de março de 2021

O Que Microsoft, Apple, Nike, Google e BMW têm em Comum?

Todas essas empresas e mais outras 77 empresas multinacionais têm o seguinte fato em comum: usam trabalho forçado Uighur na China.

É a "moral" capitalista.

Pesquisa feita pela Australia Strategic Policy Institute (ASPI) apontou que 82 famosas multinacionais, as mesmas que costumam atacar o racismo praticado nos EUA e detonar o ex-presidente Trump, usam o trabalho forçado dos Uighurs na China e não dizem nada contra o governo chinês (é só love com a ditadura chinesa)

ASPI publicou um artigo sobre o assunto chamado Uyghurs for Sale (Uighurs à Venda).

Vejamos um resumo feito pela reportagem da Forbes (traduzo abaixo)

De acordo com os pesquisadores, os uigures, uma minoria étnica perseguida da região ocidental de Xinjiang da China, foram canalizados para trabalhar em fábricas em outras províncias sob condições "que sugerem fortemente trabalho forçado".

O relatório estima que mais de 80.000 uigures foram transferidos para trabalhar em fábricas em toda a China entre 2017 e 2019. O período coincide com a campanha da China de internamento em massa de minorias étnicas em Xinjiang, que o governo diz ser necessária para erradicar o terrorismo e o separatismo. Alguns uigures teriam sido colocados nessas fábricas diretamente dos campos de internamento em Xinjiang, onde especialistas estimam que mais de 1,5 milhão de membros de minorias étnicas estão detidos.

Embora os jornalistas tenham no passado vinculado empresas ocidentais ao trabalho forçado uigur, esta é a primeira vez que o problema se torna aparente em uma escala tão grande, envolvendo fábricas e cadeias de abastecimento em todo o país. As 83 empresas estrangeiras e chinesas que a ASPI identificou como se beneficiando direta ou indiretamente dos programas de transferência potencialmente abusivos para uigures incluem marcas de roupas como Adidas, Gap, Tommy Hilfiger e Uniqlo; montadoras como BMW, General Motors, Jaguar e Mercedes Benz; e gigantes da tecnologia como Apple, Google, Huawei e Microsoft.

A colocação de uigures em fábricas fora de Xinjiang foi conduzida de acordo com uma política do governo central conhecida como "Ajuda de Xinjiang". Os chefes das fábricas recebem uma compensação em dinheiro para cada trabalhador uigur que empregam. Algumas empresas até anunciaram sua capacidade de fornecer trabalhadores uigur por meio de reservas online. Um desses anúncios, alegando ser capaz de fornecer 1.000 trabalhadores uigures com idade entre 16 e 18 anos, dizia: “As vantagens dos trabalhadores de Xinjiang são: gerenciamento de estilo semimilitar, pode resistir a adversidades, sem perda de pessoal ... Pedido mínimo de 100 trabalhadores!”

Embora a mídia estatal afirme que os uigures estão sendo compensados ​​por seu trabalho, os pesquisadores do ASPI descobriram que eles vivem em dormitórios segregados, não podem ir para casa e passam por mandarim e treinamento ideológico fora do horário de trabalho, semelhante aos uigures nos campos de internação.

 Em um caso, um lote de “graduados” de um chamado centro de treinamento vocacional no sul de Xinjiang foi transferido diretamente para uma fábrica na província oriental de Anhui, de acordo com um relatório do governo. A fábrica, Haoyuanpeng Clothing Manufacturing Co. Ltd, lista Fila, Adidas, Puma e Nike entre seus clientes. Os trabalhadores de Xinjiang também foram colocados em fábricas que fazem parte das cadeias de abastecimento da Apple, incluindo uma fábrica em Guangzhou visitada pelo CEO da Apple, Tim Cook, em dezembro de 2017.

Algumas marcas, incluindo Adidas, Bosch e Panasonic, disseram à ASPI que não tinham relações contratuais diretas com os fornecedores indicados no relatório, mas ninguém poderia descartar um elo indireto em sua cadeia de suprimentos.

“Esta situação apresenta novos riscos - de reputação e legais - para empresas e consumidores que compram bens da China, já que produtos feitos em qualquer parte do país, não apenas em Xinjiang, podem ter passado pelas mãos de trabalhadores forçados”, disseram os autores.

Eles acrescentaram: “A cadeia de abastecimento global contaminada que resulta dessas práticas significa que agora é difícil garantir que os produtos fabricados na China estejam livres de trabalho forçado.”


terça-feira, 2 de março de 2021

Recuperando

 Amigos, tive uma infecção bacteriana muito forte. Mas, graças a Deus, não foi Covid e já estou recuperando.  Daqui uns dias estarei curado, se Deus quiser. 

Gratissimo pelas orações, precisei de cada pedaço. 

Abraço 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Período de Parada por Motivo de Saúde

 Caros, peguei uma gripe muito forte desde a semana passada. Já fiz um teste Covid, deu negativo.  Vou fazer outro amanhã. 

Conto com as orações dos amigos. 

Em Cristo sob proteção de Maria.

Não sei quando volto ao blog. Que seja logo. 


domingo, 21 de fevereiro de 2021

Distributismo vs Familarismo - Uma Conversa entre Amigos

A Sociedade Chesterton Brasil me pediu um artigo que colocasse as diferenças entre o Distributismo e o Familiarismo (doutrina econômica católica que eu denominei no meu livro Ética Católica para Economia).

Fiquei muito honrado com o convite feito pelo presidente da Sociedade Chesterton, Diego Guilherme.

 Aliás, nosso amigo comentarista do blog Gustavo já havia me perguntado sobre essas diferenças e eu tinha respondido que um artigo iria ser publicado sobre o assunto.

Imaginei uns chops no The Eagle and Child de Oxford com Chesterton e Belloc para defender o Familiarismo frente ao Distributismo.

Leiam clicando aqui.


sábado, 20 de fevereiro de 2021

Hipocrisia, Teu Nome é Bill Gates


Vídeo sensacional de Paul Joseph Watson.

Para o  mundo, a hipocrisia fica linda quando é feita por um ricaço. Os puxa sacos em todos os lugares beijam os pés do cara, enquanto Gates vai batendo recordes de emissão de carbono, tirando areia do Caribe para enfeitar seu laguinho, derrubando árvores para fazer sua casinha de 127 milhões de dólares, fazendo coleção de porsches, mantendo uma frota de aviões e helicópteros, comprando terras agrícolas intensivas em carbono e comendo hamburgers.