sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Santo dos Blogs, dos Jornais e dos Debates




Ele não merece apenas ser o Santo dos Blogueiros, como defende Francis Phillips, ele deveria ser o Santo dos Jornalistas, dos Escritores, dos Polemistas. Mas, em todo caso, Gilbert Keith Chesterton (1874-1936) merece ser denominado santo da Igreja Católica. Sei que para ser santo uma pessoa precisa realizar dois milagres reconhecidos pela Igreja, mas este Blog entra nesta Campanha: São Gilbert Chesterton. Vou colocar um destaque permenente no Blog.

Chesterton, apesar de ser muito lido hoje, merece ser muito mais conhecido e discutido nas escolas e nas faculdades. Pela grandeza de sua obra, ele pode ser considerado um escritor negligenciado, o que é um erro extremo para quem já leu algum livro dele.

Quem foi Chesterton?

Chesterton nasceu em Londres no dia 29 de maio de 1874. Chesterton tinha 1,93 metros e pesava 135 quilos e nunca fez faculdade. Ele escreveu mais de cem livros sobre os mais diversos assuntos, incluindo poemas, peças de teatro, romances e uma série de detetives (Padre Brown), que inclusive gerou um filme chamado The Detective.

A despeito de seu sucesso literário, ele se considerava apenas um jornalista. Ele escreveu mais de 4 mil ensaios para jornais, incluindo 30 anos de uma coluna semanal pata a Illustrated London News, e 13 anos de sua coluna semanal para o Daily News. Ele também editou seu próprio jornal, o G.K's Weekly.

Chesterton foi crítico literário e social, e escreveu praticamente sobre tudo: economia, história, filosofia e teologia. O estilo dele é sempre reconhecido pelo excepcionais paradoxos, pela sabedoria com muito humor, profundidade e consistência.

Eu lembro do primeiro livro que li de Chesterton, chamado Ortodoxia. Fiquei maravilhado logo nas primeira páginas. Chesterton deve sempre ser lido lentamente, cada parágrafo mostra muita profundidade. Depois li São Tomás de Aquino, livro que ele fez sobre a biografia de São Tomás. Depois de lê-lo, o maior especialista em São Tomás da época, Etienne Gilson, declarou:

I consider it as being without possible comparison the best book ever written on St. Thomas. Nothing short of genius can account for such an achievement. Everybody will no doubt admit that it is a ‘clever’ book, but the few readers who have spent twenty or thirty years in studying St. Thomas…cannot fail to perceive that the so-called ‘wit’ of Chesterton has put their scholarship to shame. "
(Eu considero este como, sem possível comparação, o melhor livro já escrito sobre São Tomás. Nada menos do que genial pode ser considerado este livro. Qualquer um não duvidará que este é um livro inteligente, mas poucos leitores que tenham dedicado trinta ou trinta e cinco anos de sua vida estudando São Tomás...não pode deixar de perceber que a sagacidade de Chesterton deixou os especialistas com vergonha)

O livro de Chesterton Everlasting Man (O Homem Eterno) sobre Jesus Cristo fez outro grande escritor C.S.Lewis (autor dos Contos de Nárnia, atualmente no cinema) deixar de ser pagão para ser um apologista do cristianismo. Um artigo de Chesterton na Illustrated London News estimulou Gandhi a iniciar campanha para acabar com o colonialismo na Índia.

Seus livros foram elogiados por  Ernest Hemingway, Graham Greene, Evelyn Waugh, Jorge Luis Borges, Gabriel Garcia Marquez, Karel Capek, Marshall McLuhan, Paul Claudel, Dorothy L. Sayers, Agatha Christie, Sigrid Undset, Ronald Knox, Kingsley Amis, W.H. Auden, Anthony Burgess, E.F. Schumacher, Neil Gaiman, e Orson Welles, para citar alguns escritores.

Como polemista, Chesterton debateu em público com os principais intelectuais da sua época, como: George Bernard Shaw, H.G. Wells, Bertrand Russell, Clarence Darrow. O público viu as vitórias de Chesterton nos debates.

Apesar da combatividade dos debates, ele sempre mostrou respeito e mesmo carinho pelos adversários e recebeu admiração deles. A foto abaixo mostra um debate entre Bernard Shaw (extrema esquerda), Hilaire Belloc e Chesterton em Londres.

Chesterton defendeu a família, o pobre, a beleza, o cristianismo e a fé católica, contra o materialismo, o relativismo, o socialismo e o ceticismo. Por que hoje não se apresenta os argumentos de Chesterton contra essas mazelas que continuam a assolar o mundo? Dale Ahlquist da American Chesterton Society tem uma resposta:

Modern thinkers and commentators and critics have found it much more convenient to ignore Chesterton rather than to engage him in an argument, because to argue with Chesterton is to lose.
(Pensadores modernos e comentaristas e críticos têm achado conveniente ignorar Chesterton ao invés de polemizar com ele, porque discutir com Chesterton é perder).

O que Chesterton falou sobre a obra de São Tomás vale como conselho para qualquer blogueiro, qualquer jornalista ou qualquer religioso.

Chesterton disse que São Tomás não conseguiria ter escrito sua vasta obra...
If he had not been thinking even when he was not writing; but above all thinking combatively. This, in his case, certainly did not mean bitterly or spitefully or uncharitably, but it did mean combatively. As a matter of fact it is generally the man who is not ready to argue, who is ready to sneer. That is why in recent literature there has been so little argument and so much sneering.”

(...Se ele não tivesse pensando mesmo quando não estava escrevendo, especialmente pensando combativamente. Isto, neste caso, certamente não significa com armagura ou raiva ou sem caridade, mas siginifica combativamente. Por sinal, é geralmente quando um homen não quer discutir é que ele está pronto para ofender. Isto explica porque na literatura recente há tão pouco argumento e tantas ofensas).

Quantas vezes vejo inúmeras ofensas em blogs ou em jornais ou em revistas ou em debates religiosos e tão poucos bons argumentos. Que venha o Santo Chesterton para os sites, os blogs, os jornais, os livros e os debates, que eles usem argumentos combativos, com sabedoria, humor e amor, como sempre fez Chesterton. Chesterton tem uma bela frase para muitas coisas. Veja uma coleção delas no site da American Society.  Muitas frases são bem atuais. Por exemplo, na entrevista de Dale ahlquist, ele destaca uma: "Nature is not our mother. Nature is our sister because we both have the same father". (Natureza não é nossa mãe. Ela é nossa irmã, porque temos o mesmo pai). Hoje, com o lobby da mudança climática, o mundo tende a tratar a natureza como um deus, substituindo o verdadeiro Deus. Chesterton mostra que a natureza, como nossa irmã, não tem autoridade sobre o homem.


Que Chesterton abençoe este blog!

Já há um Oração pedindo a Intervenção de Chesterton. Rezemos:


God our Father,
You filled the life of your servant Gilbert Keith Chesterton with a sense of wonder and joy, and gave him a faith which was the foundation of his ceaseless work, a hope which sprang from his enduring gratitude for the gift of human life, and a charity towards all men, particularly his opponents.
May his innocence and his laughter, his constancy in fighting for the Christian faith in a world losing belief, his lifelong devotion to the Blessed Virgin Mary and his love for all men, especially for the poor, bring cheerfulness to those in despair, conviction and warmth to lukewarm believers and the knowledge of God to those without faith.
We beg you to grant the favours we ask through his intercession, [and especially for ……] so that his holiness may be recognized by all and the Church may proclaim him Blessed.
We ask this through Christ our Lord.
Amen.

Aqui vai a tradução:

Deus Nosso Pai


Senhor que preencheu a vida do Teu servo Gilbert Keith Chesterton com um senso de reverência e alegria, e deu a ele uma fé que foi o fundamento do seu trabalho incessante, uma caridade para com todos os homens, em especial para seus oponentes, e uma esperança que brotou de sua permanente gratidão em relação ao dom da vida humana. Que a sua inocência, seu sorriso, sua contínua luta pela fé cristã em um mundo que perde a crença, sua permanente devoção a Santíssima Virgem Maria e seu amor por todos os homens, especialmente pelos pobres, traga entusiasmo para aqueles em desespero, convicção e fervor para os fiéis trépidos e o conhecimento de Deus para aqueles sem fé. Nós pedimos ao Senhor que nos provenha os favores que pedimos pela intercessão dele, o fim do aborto neste país [e especialmente por...] para que a santidade dele possa ser reconhecida por todos e a Igreja possa proclamá-lo Beato. Nós pedimos isso em nome do Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.




Chesterton se converteu ao catolicismo em 1922, aos 48 anos. Após a conversão, ele escreveu um poema maravilhoso chamado The Converted (O Convertido).

Aqui vai o poema (em negrito vão as partes que mais gosto):

        The Converted

        After one moment when I bowed my head
        And the whole world turned over and came upright,
        And I came out where the old road shone white,
        I walked the ways and heard what all men said,
        Forests of tongues, like autumn leaves unshed,
        Being not unlovable but strange and light;
        Old riddles and new creeds, not in despite
        But softly, as men smile about the dead.

        The sages have a hundred maps to give
        That trace their crawling cosmos like a tree,
        They rattle reason out through many a sieve
        That stores the sand and lets the gold go free:
        And all these things are less than dust to me
        Because my name is Lazarus and I live


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

E Agora? Vamos para Califórnia?



  

Quem não conhece a música De Repente Califórnia, de Lulu Santos e Nelson Motta?

Garota eu vou prá Califórnia
Viver a vida sobre as ondas
Vou ser artista de cinema
O meu destino é ser star...

O vento beija meus cabelos
As ondas lambem minhas pernas
O sol abraça o meu corpo
Meu coração canta feliz...


Eu dou a volta, pulo o muro
Mergulho no escuro
Sarto de banda
Na Califórnia é diferente, irmão
É muito mais do que um sonho..


Parece mesmo um sonho, não é? Mas parece que a Califórnia virou um desastre do tamanho de um Titanic. Um artigo de Victor Davis Hanson no National Review Online mostrou a mexicanização do estado. O artigo teve impacto relevante. O reconhecido economista Thomas Sowell ressaltou a importância do artigo em outro texto, dizendo que todo americano deveria lê-lo. 

Eu acho que interessa ao mundo, para mostrar como se leva um poço de ouro (Califórnia é conhecida como Golden State) à míngua. Não esperem surpresas! É a mesma história: avanço do estado sobre o mercado privado, provocando "falta de areia no deserto do Saara"

Mas o que há com a Califórnia? Vejam:

1- É o estado de maior PIB dos Estados Unidos, por volta de 2 trilhões de dólares;
2 - É o estado mais populoso, aproximadamente 38 milhões de pessoas;

Mas:

1 - É o que tem maior déficit, por volta de 28 bilhões de dólares;
2 - A taxa de desemprego supera a média nacional em dois pontos percentuais, está por volta de 12%;
3 -  O estado tem as maiores taxas tributárias sobre venda e sobre a renda dos Estados Unidos;
4 - As escolas do estado tem os piores rendimento, segundo testes nacionais;
5 - O estado tem o maior número de imigrantes ilegais do país;
6 - O setor privado sofre forte regulação econômica. A indústria está estagnada;
7 - O estado tem uma grande arsenal de vinculações orçamentárias do tipo welfare state;
9 - Há uma forte regulação ambiental que também inibe a produção;
10 - A falta de suprimento de irrigação tem provocado pobreza e desemprego nos campos;
11 - O Estado possui muita terra agrícola desocupada, mesmo com os altos preços das commodities;

Hanson viu um caos e muita pobreza nas cidades californianas do interior, que lembrou as cidades pobres do caribe. Ele diz que a população age cada vez menos de forma a seguir as regulações. Ele resume dizendo: It is almost as if the more California regulates, the more it does not regulate. (É como se quanto mais se regula, mais parece sem regulação).

Muitos pequenos negócios saíram da Califórnia por causa da extrema regulação, mas, paradoxalmente, por todo lado se vê negócios não regulados, como camelôs que vendem as mais diversas comidas, sem qualquer higiene e sem banheiro, que estacionam seus carros em qualquer lugar. A indústria do mercado informal (camelôs) vendendo qualquer coisa toma conta do estado.

Hanson foi em dois supermercados, separados por 110 quiilômetros, e ele foi o único que não pagou as compras usando o cartão social, que foi criado para ajudar os pobres. Mas, ele não era o mais rico dos consumidores, muitos tinham carros de último tipo e usavam os mais caros aparelhos tecnológicos. Muitos vivem da ajuda assistencialista do estado, não trabalham, mas investem em carros e Iphones.

Sobre a diversidade cultural, ela não está funcionando na Califórnia. O que há são verdadeiros apartheids, com barros inteiros falando espanhol, sem qualquer branco, negro ou asiático. Hanson disse que se chegasse um Marciano na Califórnia, iria pensar que o estado abandonou a tentativa de integração social. Na cidade de Hanson, a bandeira mexicana nos carros é bem mais comum que a bandeira americana e na escola continua se ensinando sobre a culpa dos Estados Unidos, abandonando as maravilhas ambientais, culturais, econômicas e sociais do país.

Mas, paradoxalmente, os mexicanos não querem voltar para o México. Usam a bandeira nos carros, mas detestam a idéia de serem deportados. Parecem que querem dizer: “Please do not send me back to the culture I nostalgically praise; please let me stay in the culture that I ignore or deprecate.” (Por favor, não me mande de volta para a cultura que eu tanto sinto falta, por favor deixe-me aqui na cultura que eu ignoro e detesto).

Em suma, temos um estado riquíssimo falido economicamente e culturalmente. Como resolver isso? Há um necessidade de uma reformulação geral, que para ocorrer terá de superar muitos sindicatos, ONGs, burocratas, e a elite que mora bem longe dos problemas, mas acha lindo o cartão social e o imigrante ilegal sem qualificação e sem apreço pelos Estados Unidos. Hanson conclui dizendo que a Califórnia é uma bomba relógio. Ele tem razão.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Blackbird - Beatles




Segunda-feira, milhares de blackbirds foram encontrados mortos em Arsansas e Lousiana, nos Estados Unidos. Não se sabe quais foram as causas. Pode ser o tornado que atingiu Arkansas, o clima excepcionalmente frio, uma doença, os fogos de artifício de fim de ano, ou mesmo um teste de uma bomba química. Isso já aconteceu outras vezes, mas ainda não se tem respostas.


Eu adoro blackbirds, pela música dos Beatles (álbum Branco) e também por serem bonitos, pequenos, negros. Gosto especialmente daqueles com asa vermelha (red-winged blackbirds) da foto acima. É o pássaro mais comun nos Estados Unidos. Quando eu fui para Washington, bati foto de blackbirds em um museu. Aqui vai a minha foto.


Paul McCartney dedicou essa música a luta dos negros americanos na década de 60. Legal, mas eu a valorizo como inspiração da luta de uma pessoa qualquer.  Na minha tese de doutorado coloquei a primeira estrofe de Blackbird, porque estava atravessando um momento difícil.

Gosto dos Beatles, apesar de não gostar das opções políticas dos membros da banda e também não gostar de muitas letras. Imagine de John Lennon, por exemplo, é péssima. Qualquer dia eu explico por quê, mas Ed West, recentemente, escreveu sobre isso, concordo com ele.

No entanto, eu adoro a letra de Blackbird:

Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise

Black bird singing in the dead of night
Take these sunken eyes and learn to see
all your life
you were only waiting for this moment to be free

Blackbird fly, Blackbird fly
Into the light of the dark black night.

Blackbird fly, Blackbird fly
Into the light of the dark black night.

Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise,
You were only waiting for this moment to arise,
You were only waiting for this moment to arise

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A Grande Pergunta de Nossa Era - Egito e Reino Unido


Qual é a pergunta de nossa era? Salmam Rushdie sabe:

This is the question of our time: how does a fractured community of multiple cultures decide what values it must share in order to cohere, and how can it insist on those values even when they clash with some citizens’ traditions and beliefs?” (Essa é a questão de nossa época: como uma comunidade fraturada por múltiplas culturas decide quais valores ela deve seguir para permanecer unida, e como ela mantém esses valores quando eles se chocarem com as tradições e crenças de alguns cidadãos?) .

Todos os países terão de responder essa questão. Mas vou usar os casos de Egito e Reino Unido. 

No Egito, no final de semana passado, durante as celebrações do ano novo na igreja ortodoxa copta (que é cristã, mas não é católica, nem ortodoxa, grega ou russa, mas local) al-Qiddissin (Todos os Santos) na Alexandria, um terrorista matou 21 e feriu 79 pessoas. No ano passado, nessa mesma época, seis coptas foram assassinados depois de uma missa de Natal.  

O grupo al-Qaeda convocou ataques terroristas às igrejas cristãs no Egito, para vingar, segundo eles, a prisão de duas mulheres que seriam casadas com coptas, mas que teriam se convertido ao Islã, e, por isso, estariam presas. A Igreja nega a conversão delas e grupos feministas dizem que elas querem se separar de seus maridos e, por isso, teriam se convertido, mas não se sabe se ao Islã ou a outra denominação cristã que aprove o divórcio.

Que loucura, depois da matança, por que essas mulheres não aparecem? Mas seria cômico se não fosse trágico ver muçulmanos defendendo mulheres que querem se divorciar. Como se elas fossem muito livres em terras islâmicas. Na verdade, al-Qaeda procura justificativa para perturbar o governo do ditador Hosni Mubarak que controla com mão de ferro os radicais islâmicos do seu país. Diante dos ataques da semana passada, Mubarak, procurou desvinculá-lo da religião muçulmana, dizendo que feriu também muçulmanos, e também dos egípcios, dizendo que é coisa de estrangeiros. Ninguém acreditou muito nisso, ele agiu politicamente apenas. Os coptas estão indo às ruas para protestar. 

O Egito tem apenas 10% de sua população como cristã. Mas o pior é que o Natal copta é na próxima sexta-feira e as autoridades policiais até agora têm sido inaptas para conter os atentados. 

No Reino Unido, Praveen Swami escreve um artigo no The Telegraph dizendo por que Londres é conhecida como Londonistão:

"UK had the greatest concentration of active al-Qaefa supporters of any Western country" (Reino Unido tem a maior concentração de apoiadores da al-Qaeda do mundo ocidental) 

Por que isso ocorre no Reino Unido, qual são as condições políticas, econômicas, ideológicas e migratórias que permitiram isso no país de John Locke, Thomas More, Edmund Burke, Gilbert Chesterton, Winston Churchill?

Apesar de Salman Rushdie ter mostrado qual é a pergunta de nossa era, Rushdie não tem a resposta. Em uma entrevista para a Veja em 2003, ele pareceu valorizar o ateísmo.  

Os princípios têm base na religião. A retirada de Deus da sociedade já foi tentada na história e gerou recordes em cadáveres. Nada gerou tanta matança como o comunismo. 

Nenhuma religião é mais atacada no mundo do que a religião cristã.  O mundo cristão não precisa se tornar ateu, ao contrário, precisa sim defender sua fé em Jesus Cristo, que é amor e paz, mas sempre se mostrou pronto para dizer quem é Ele. 

Certa vez, eu vi um padre brasileiro dizendo que quando Cristo disse para darmos a outra face, era para sermos passivos. O padre está errado. Cristo estava argumentando para não repetirmos o ato do agressor. Não é atacando as igrejas muçulmanas que venceremos. Nem sendo passivos. Mas defendendo a verdade de Cristo e procurando levá-las para todos:

"Eu sou a Luz do Mundo. Quem Me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida." (João 8,12)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

"Não há Relação entre Carbono e Aquecimento Global"




O geólogo brasileiro da Universidade Federal do Paraná, Paulo Cesar Soares,  publicou um importante artigo em novembro de 2010, no International Journal of Geosciences. O artigo se chama Warming Power of CO2 and H2O: Correlations with Temperature Changes (O Poder de Aquecer do Dióxido de Carbono e do Vapor d'Água: Correlações com Mudanças de temperatura). O texto está aberto ao público, clique em "full text", quando acessar o link.

A pesquisa de Soares procurou investigar a hipótese da relação entre carbono e mudanças de temperatura.

O artigo é notícia no mundo, porque se junta àqueles que sempre disseram que não há correlação suficiente entre dióxido de carbono e temperatura para que possa ocorrer mudança climática provocada por esse gás, muito menos pela pequena porção emitida pelo homem (mudança climática antropogênica).

Depois do Climategate, em que foi observado que a comunidade científica está evitando publicar artigos que contradissessem a mudança climática antropogênica (uma forma nada científica de agir), aos poucos, a literatura científica parece que vai voltando às suas tradições e ficando aberta ao debate, abandonando a idéia de que há consenso entre aumento de carbono e aumento de temperatura.

O texto é complexo, como é natural ao tema.

Mudança de Clima envolve todos os fatores naturais (relevo, oceanos, radiação solar, correntes marítimas, emissão dos diversos tipos de gases, etc.) e toda a relação entre esses fatores, muitas vezes não ainda entendida pelo ser humano.

Sem falar que há uma quantidade muito reduzida de estações metereológicas no mundo e elas estão bastante concentradas no hemisfério norte (Estados Unidos e Europa), os dados históricos também não são constantes. O mesmo acontece com as estações que recolhem dados de emissão de dióxido de carbono (CO2). Os dados de carbono provém de 42 estações no mundo, sendo apenas 1 no continente sul-americano e uma na África.

Soares observa que a correlação entre temperatura e carbono é melhor explicada com temperatura sendo o "driver", isto é, é uma variação de temperatura que causa a variação de carbono (não antropogênico). Mais CO2 na atmosfera não implica aquecimento, apenas depois de meses de aquecimento é que a presença de CO2 se faz notar.

Quando avalia o aumento antropogênico de CO2 (queima de combustíveis fósseis ou queimadas florestais), a menor ou maior quantidade de CO2 não implica aquecimento ou esfriamento.

A umidade tem uma relação muito mais próxima com a temperatura. A relação de efeito está presente, sendo a umidade ou a temperatura os drivers. Isto é, há uma grande correlação entre os duas variáveis. Veja gráfico abaixo de Soares que mostra a temperatura em vermelho e a umidade em preto:


A principal conclusão de Soares é que CO2 não tem relação causal com aquecimento global. E que o gás não é poderoso o bastante para mudanças históricas de temperatura. Muito menos o efeito adicional de emissão de CO2 provocado pelo homem.

Veja o destaque dado ao texto de Soares por um site bastante conhecido no mundo aqui. É muito bom ver um brasileiro publicando artigos científicos no exterior, fato muito raro entre nossos acadêmicos.

domingo, 2 de janeiro de 2011

"O Que Nós Precisamos em 2011 é de Oposição"





É, esse negócio de oposição não existe no Brasil. Por vezes, eu penso que nós achamos esse negócio de se contrapor ao governo algo ilegal ou imoral. Não entendemos a importância essencial da oposição para a democracia.

No mês passado, os governadores da suposta oposição brasileira (que é maioria entre os governadores), formada pelo PSDB e o DEM, lançaram uma Carta de Maceió, abrindo completamente as fronteiras para o governo. Em um jogo de xadrex, teriam entregado não apenas a Rainha, mas o próprio Rei e ainda teriam gritado xeque-mate para não precisar que a situação abrisse a boca. Não serve de desculpa o fato da dependência financeira dos estados em relação ao governo federal, porque grande parte das dotações orçamentárias são constitucionais e o que não for pode-se revivar a oposição quando o governo não repassa recursos importantes.

Nos Estados Unidos, qualquer governador é provável candidato a presidente e é tratado assim pela mídia. Pensando nisso, os opositores atacam firme o governo em qualquer frente para se apresentarem como alternativa política, aqui, no Brasil, não. A gente só pensa em conciliação.

Mas, como sempre digo, não costumo tratar de política brasileira aqui neste blog. O título desse post é copiado de um artigo do jornalista inglês Christopher Booker, que está falando do Reino Unido e não do Brasil.

Em certa medida, acho até que eles estão mais enroscados do que nós na falta de oposição. O grande ponto positivo para os ingleses, é que lá a população é bem mais atenta sobre questões institucionais e políticas. O nível educacional é bem mais elevado. Com isso, qualquer um nas ruas consegue discutir qualquer problema político ou econômico com profundidade,  conhecimento histórico e amplitude de análise.

Mas por que eu digo que eles tem pontos políticos piores do que o nossos?

Bom, porque, para começar, o atual goveno juntou o que seria um partido conservador com um partido da extrema esquerda. Não seria como se juntasse PSDB e PSTU, porque o PSDB não é um partido conservador e porque lá não tem PSTU. A extrema esquerda inglesa é um partido de centro no Brasil, mas mesmo assim é uma anomalia juntar em um mesmo governo a direita com a extrema esquerda. Quem fixou para a oposicão lá, então? A esquerda e a oposição interna dentro do próprio partido conservador, daqueles que não gostaram da guinada aproveitadora para conseguir o poder que o próprio partido fez.

Mas como diz Booker, não há oposição ideológica no Reino Unido que possa se apresentar como alternativa. Não se consegue um partido ou um grupo razoável de políticos que defenda a redução real dos gastos públicos ingleses, que atingem níveis insustentáveis, ou a saída do Reino Unido da União Européia.

A União Européia está em crise sem precendentes, com as ameaças de falências da Espanha e da Itália em 2011, e com a Irlanda enfrentando a pior crise de sua história por fazer parte da zona do euro. E não aparece nenhum partido que defenda a saída do Reino Unido do grupo europeu. 

Não há partido que defenda isso, porque os conservadores, para permanecerem no poder, se ajustam às demandas da extrema esquerda. A esquerda, que está fora do poder, sempre aumentou gastos e deseja manter o Reino Unido na União Européia. Sobra um punhado de políticos conservadores insatisfeitos, mas que não têm força suficiente para implementar nada.

No Brasil, pelo menos ainda não tivemos PSDB e PT juntos no governo federal (em Minas Gerais, sim). Mas também não temos nem esse punhado de políticos para se levantar contra: a falta de reformas institucionais que o Brasil tanto precisa, os grandes aumentos de gastos públicos, a destruição institucional na justiça ou no TCU, a invasão do governo no setor privado por meio do BNDES, etc.

Em termos de oposição, os ingleses não têm o que nos ensinar, nem nós a eles. Os dois países precisam muito aprender política e democracia nos Estados Unidos.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

A Face Está Suja e as Roupas Rasgadas, mas é Bela...E o Brasil Mata





Último dia do ano, muitos sites, muitas redes de tv em todo mundo fazem retrospectiva e também escolhem o melhor de cada coisa durante 2010. Aqui, vamos mostrar uma retrospectiva de uma das instituições mais importantes do mundo, a Igreja Católica. O ano foi extremamente difícil, mas acho que a instituição, pela graça divina, tem o melhor papa que os problemas requerem.

O site Rome Reports escolheu as mais importantes notícias do Vaticano em 2010 (vídeo acima).

São elas:

10o Lugar -  O estabelecimento do Conselho Pontifício para a Nova Evangelização, que procurará especialmente lidar com a queda no número de cristãos na Europa e na América do Norte. O papa também convocou um sínodo sobre o tema em 2012.

9o Lugar - O Papa formou uma comissão para investigar as aparições da Virgem Maria em Medjugorje na Bósnia. O trabalho é feito de forma estritamente secreta e seus resultados serão levados apenas para a Congregação da Doutrina da Fé.

8o Lugar -  A indicação do Cardeal Velasio De Paolis pelo Papa para trazer ordem para a Congregação dos Legionários de Cristo depois dos escândalos do fundador da Congregação, padre Marcial Maciel, que teve uma vida pecaminosa. Teve três filhos e casos de pedofilia. O Papa já o chamou de "falso profeta", mas tenta recuperar a ordem, usando fé, esperança, e amor para com os membros. Quem não pensaria em destruir toda a Congregação vendo todos os defeitos do padre Maciel?

7o Lugar - A exposição do Santo Sudário em Turim, que reuniu milhões de pessoas. Eu sou uma delas, graças a Deus.

6o Lugar - A nomeação de novos 24 cardeais. Agora são 121 que têm poder de voto para escolher um novo papa.

5o Lugar -  Sínodo dos Bispos do Oriente Médio, para tentar conter o êxodo de cristãos da Terra Santa.

4o Lugar - Entrevista ao Papa finalizada na publicação do livro "Luz do Mundo" e a publicação do livro "Verbum Domini" sobre teologia. Eu ainda colocaria nessa posição a publicação do primeiro livro do Papa sobre Jesus (serão três).

3o Lugar - O fechamento do Ano dos Padres. O papa reuniu 15 mil padres e celebrou a maior missa da história na praça de São Pedro. Na oportunidade, ele pediu perdão a Deus e às vítimas dos abusos sexuais. Ele disse que a Igreja fará tudo para que fatos, como pedofilia, nunca mais se repitam.

2o Lugar - Depois do estabelecimento de duas investigações na Irlanda contra dúzias de padres acusados de pedofilia, o Papa ordenou que os casos sejam enfrentados com coragem e honestidade para que eles não se repitam. Também enviou uma carta para todos os católicos da Irlanda, na qual ele pessoalmente pede perdão às vítimas e disse que não se deve silenciar para proteger a Igreja.

1o Lugar - Viagem ao Reino Unido. Realmente foi um sucesso estrondoso, pela força que o Papa trouxe contra algumas leis que estavam sendo discutidas no parlamento inglês (o vídeo do Rome Reports esquece de mencionar isso), pela beatificação de John Newman (um importante teólogo anglicano que se converteu ao catolicismo), pelo impacto da fé e amor que ele mostrou aos governantes ingleses, e pela relação com a Igreja Anglicana, na qual o Papa abriu as portas do catolicismo para aqueles anglicanos que não estão satisfeitos com as últimas mudanças feitas nesta Igreja. Além da posição aberta e franca em relação aos abusos sexuais feitos por padres.

No final do ano, em uma reunião com a Cúria, o Papa fez uma avaliação do ano também.

E disse que a Igreja Católica, para ele, lembrava uma imagem da Santa Hildergard de Bigen do século 12, que era teóloga e mística. Hildergard teve uma visão em 1170 de uma mulher bela, mas que tinha as faces sujas com poeira, as roupas rasgadas, a capa tinha perdido o brilho e os sapatos estavam enegrecidos. Ela, assim como o Papa, identificou essa mulher como a Igreja Católica. Ele disse que as sujeiras da Igreja eram provenientes dos grandes pecados cometidos pelos padres.

Ele disse, diante desses problemas, que a Igreja deve "aceitar a humilhação como uma exortação da verdade e um chamado para renovação. Apenas a verdade salva".

Ao final o Papa, lembrou, no entanto, que os abusos sexuais no mundo não se restringem aos membros da Igreja Católica. É um problema universal que deve ser enfrentado. Ele disse: "Nós estamos cientes da gravidade particular dos pecados cometidos pelos padres e de nossa responsabilidade. Mas, nós também não podemos ficar calados com o contexto em que esses problemas ocorreram. Há um mercado de pornografia infantil que parece que a sociedade considera cada vez mais normal".

Para fechar, e sendo muito importante não apenas para o catolicismo, mas para a segurança pública e a política internacional, cabe ainda dizer que em 2010, 23 Missionários Católicos foram mortos no mundo, sendo 5 por motivos religiosos e 18 por roubo ou vingança. O pior é que o Brasil se destaca neste triste número. É o país com maior número de assassinatos (5), sendo 1 por motivo religioso, que foi o do padre Rubens de Almeida Gonçalves que se recusou a alugar salão paroquial da Igreja de Campos Belos, Goiás.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Dois Anos de Crise: 1931 e 2010




A revista Weekly Standard dessa semana traz um extenso e excepcional texto de Matthew Continetti sobre os últimos dois anos de crise financeira no mundo. O texto na internet tem três páginas, na revista, que eu não vi, deve ocupar umas dez páginas.

É um excelente artigo, pois faz uma comparação minuciosa entre dezembro de 1931 e dezembro de 2010. Em 1931, também tínhamos dois anos de crise financeira, logo após o crash nas bolsas dos Estados Unidos em 1929. Continetti comparou os jornais dos dois anos, o sentimento da população e o momento histórico. Ele conseguiu montar um quadro super interessante das duas épocas, comparando-as. Recomendo a leitura do texto, mas vou resumir suas comparações aqui.

Claro que as semelhanças entre dois períodos são sempre imperfeitas. Mas, como em 2010, em 1931, tínhamos uma crise moral, militar, ética e política, além de uma crise financeira.

Em 1931, os Estados Unidos tinham elegido um presidente em 1928 (antes da crise), Herbert Hoover, que não tinha experiência política alguma, a não ser como secretário de estado para o comércio dos dois últimos presidentes. O país vivia uma época de prosperidade. Hoover era engenheiro de minas e se elegeu pelo partido republicano. Houve grande apoio para ele, pois ele era conhecido por ter feito um trabalho humantário de distribuir alimentos durante a Primeira Guerra Mundial na Europa. Ao final de seu mandato, em 1932, Hoover não conseguiu se eleger, principalmente por não ter vencido a crise.

Em 2010, os Estados Unidos têm um presidente, Barack Obama, que era quase desconhecido até sua eleição nas primárias do partido Democrata. Sua experiência política era apenas como um discreto senador, cuja participação era sempre relacionada à extrema esquerda do seu partido. Obama é formado em direito e professor em Harvard, e não tem experiência no mercado privado. O fato de ele ser o primeiro negro eleito para presidente trouxe imenso apoio popular não apenas nacional mas internacional e facilitou sua eleição. Sua chegada ao poder veio com grande expectativa e esperança. Mas, em 2010, sua popularidade é negativa.

Os dois presidentes defendem intervenção governamental. Não acreditam que as forças do mercado podem ser as mais importantes para resolver uma crise financeira. Mas Hoover era bem mais reticente em usar essa intervenção do que Obama.

Nos dois anos, nas eleições parlamentares, o partido no poder perdeu controle sobre a Câmara dos Deputados e por pouco não perdeu o controle do Senado. Nos dois dezembros, a discussão no Congresso era sobre aumento de tributos. Em 1931, esse aumento foi aprovado, mas em 2010 a pressão dos republicanos evitou esse aumento. Em 1931 aprovou-se uma lei que proibia homossexuais nas forças armadas, e em 2010, Obama aprovou uma lei que permite não apenas a participação dos homossexuais (o que já era permitido), mas que eles sejam ativos na exibição de suas preferências sexuais dentro das forças armadas. 

Em termos de crise financeira, há uma grande diferença de magnitude. De acordo como o National Bureau of Economic Research, a crise financeira inicial de 1929 (pois ocorreram vários pedaços de crises até a Segunda Guerra) se arrastou por 43 meses, de agosto de 1929 a março de 1933. Neste período, o PIB americano caiu 30%. Enquanto, a crise inicial de 2010 já acabou. Ela se alastrou por 18 meses e o PIB caiu por apenas 4%, no período. Em 1931, a taxa de desemprego era de 15,9% (chegaria a 25% em 1933), hoje está por volta de 10%.

Em 1931, não havia estabilizadores sociais. Isto é, não havia seguro-desemprego ou depósito compulsório bancário para evitar crise financeira, nem sistema público de saúde. A pobreza estava realmente presente nos Estados Unidos. No entanto, apesar disso, as pesquisas de opinião da época mostram um povo mais otimista do que as pesquisas de hoje. Hoje os Estados Unidos são muito mais ricos e estáveis do que eram em 1931, mas são mais pessimistas.

Em termos de desejo da população, comparando os dois períodos. O povo americano em 1931, talvez pela falta de qualquer amparo social e porque o governo era bem pequeno na época, era muito mais intervencionista do que é hoje. Eles queriam saúde de graça, subsídios para crianças, dinheiro sem juros para agricultores, limites para gastos militares e mesmo que o governo assumisse as indústrias de eletricidade e de munição. O povo queria mais poder para o governo federal.  

Hoje, as pesquisas de opinião mostram que a maioria deseja um governo pequeno, com um mínimo de intervenção no setor privado e nas questões sociais. Basta ver a força que o movimento Tea Party conseguiu. Em 1931, era o partido comunista que conseguia agregar pessoas. O capitalismo não era atrativo, outras ideologias eram mais influentes. O mundo comunista se apresentava como uma forte alternativa. Ainda não se conhecia o desastre que ele traria.

Em 1931, o padrão ouro estava sendo abandonado. Em 2010, há um forte risco que o dólar perca seu poder como moeda de troca no mundo.

Em termos internacionais, tínhamos quase dez anos de permanência de Mussolini na Itália e o governo japonês invadiu e dominou a Manchúria chinesa. Hitler já era bastante conhecido e influente, mas não tinha ainda chegado ao poder. Nazismo alemão, fascismo italiano, imperialismo japonês e comunismo soviético formavam a estrutura internacional de 1931.

Hoje, temos ameaça de destruição nuclear em várias frentes (Irã, Coréia do Norte, Paquistão), grandes problemas civilizacionais (guerra cultural e religiosa), terrorismo em várias partes do globo (Colômbia, Tríplice Fronteira, Sri Lanka, Somália, Iraque, Iemên, Palestina, Afeganistão, Líbano, Síria) e excesso de presença do estado na grande maioria dos países.  

Em 1931, o mundo não controlou as ameaças. O comunismo, o nazismo, o fascismo e o imperialismo japonês prosperaram e provocaram devastações que se alastraram até a década de 90. E agora?