Bom, começando a comentar apenas pela fala em si. Na ONU não existe multilateralismo.
Na ONU, apenas 5 países decidem as questões realmente importantes em termos de relações internacionais, e apenas com esses 5 o "multilateralismo" já empaca a ONU. Na prática, não decidem nada. No resto, a ONU segue sem resolver qualquer problema internacionalmente sério, além de propagar ideologia esquerdista, dando voz a "todos os países". Como a imensa maioria dos países tem ética equivocada e mal formada, a decisão de maioria é errada ou empurra com a barriga os problemas. Em suma, não existe, nem nunca existiu o tal multilateralismo na ONU. Esse discurso na prática significa dar poder à China, à Rússia e a países como Irã e Coreia do Norte.
Enquanto, Leão XIV discursa no erro. Trump ameaça cortar financiamento da UNICEF (agência da ONU) porque a UNICEF fica financiando ideologia de gênero. Os Estados Unidos são os maiories doadores da ONU, se cortar o financiamento, praticamente acaba o serviço.
Nunca ouvi falar de que um Papa tenha se levantado e criticado a UNICEF por promover ideologia de gênero. E era o dever deles fazer isso, mesmo porque, além da obrigação moral, a Santa Sé nem é membro da ONU, não sofreria impacto institucional.
O mundo parece que está em sinal trocado, era para o Papa fazer o papel do Trump, enquanto um presidente americano, se eleito por esquerdistas, naturalmente iria dizer o que o Papa disse.
Fica difícil para um verdadeiro cristão não ficar do lado do Trump, enquanto papas, como Leão XIV, falam tamanhas besteiras e se omitem.
Traduzo a reportagem sobre a ameaça de Trump à UNICEF:
EUA emitem alerta à agência da ONU para crianças
Por Lisa Correnti | 2026
NAÇÕES UNIDAS, 20 de fevereiro (C-Fam) O governo dos EUA alertou o UNICEF de que o financiamento será interrompido se a agência não se reformar e eliminar questões controversas de seus programas.
“Com muita frequência, organizações como o UNICEF têm se desviado para ideologias progressistas dissociadas dos interesses nacionais. O UNICEF deve evitar narrativas que distraiam e sejam um desperdício de recursos, que não estejam alinhadas com sua missão”, disse o embaixador dos EUA, Dan Negrea, na reunião do conselho executivo do UNICEF na semana passada.
“Como já deixamos claro repetidas vezes, os Estados Unidos não hesitarão em cortar o financiamento e se retirar de organizações que não conseguem ou não querem apresentar resultados eficazes”, afirmou Negrea, provavelmente se referindo às novas restrições de financiamento dos EUA a organizações multilaterais, emitidas no início deste mês, e à retirada dos EUA de mais de 60 organizações internacionais no início de janeiro.
A declaração dos EUA criticou o uso, pela agência, de "terminologia de gênero que não reconhece de forma clara e exclusiva dois sexos biológicos" e a programação sobre "diversidade, equidade e inclusão [DEI]" que prejudica "decisões de recrutamento e contratação baseadas no mérito individual".
Negrea afirmou que os EUA querem fornecer "assistência humanitária vital e respostas eficazes, estratégicas, eficientes e oportunas a desastres" e que isso exige que o UNICEF "se concentre na eficiência de recursos e na adesão ao seu mandato principal" de salvar vidas de crianças e ajudá-las a prosperar.
Esta não é a primeira vez que o governo Trump questiona o trabalho do UNICEF. No ano passado, o governo Trump criticou o UNICEF por sua programação altamente sexualizada. Em uma ação sem precedentes para um governo republicano, repreendeu a agência e votou contra decisões que continham linguagem de "gênero" na sessão de agosto. A diretora-executiva do UNICEF, Catherine Russell, nomeada por Biden, recusou-se a remover a referência à “saúde sexual e reprodutiva” do plano estratégico trienal da agência, apesar dos apelos dos EUA e de outros Estados-Membros para que o fizesse.
A ONU está atualmente passando por um processo de reforma chamado iniciativa ONU80. O impacto sobre as políticas da ONU ainda está por ser determinado. Delegados europeus insistem que quaisquer reformas na ONU não devem impedir o progresso em “saúde e direitos sexuais e reprodutivos”, que, de acordo com os programas que financiam, incluem o aborto e os direitos das pessoas transgênero.
Negrea disse ao Conselho Executivo que, embora os EUA reconheçam que a agência tomou “decisões difíceis” devido à pressão orçamentária, ela deve continuar a “promover reformas ambiciosas que abordem de forma significativa o inchaço, criem uma organização mais focada e eficaz e produzam resultados reais”.
Os Estados Unidos são o maior doador individual para o UNICEF, contribuindo com mais de US$ 1 bilhão em 2024. O recente anúncio do Departamento de Estado americano de expandir a "Política da Cidade do México", que financia abortos pelo mundo, para incluir organizações multilaterais será um verdadeiro teste para as intenções do UNICEF. A agência abandonará a promoção de programas que incluem aborto, ideologia de gênero e DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão), ou manterá o rumo e abrirá mão dos fundos americanos? Isso dependerá em grande parte da rigidez com que o governo Trump implementará a política e se europeus e fundações progressistas que apoiam essas políticas controversas estarão dispostos a compensar qualquer eventual perda de financiamento americano.
A política expandida restringe o uso de fundos americanos para programas controversos e busca estabelecer uma postura pró-vida e pró-família em toda a programação de ajuda externa dos EUA. Ela proíbe o repasse de quaisquer fundos americanos para grupos que promovam aborto, ideologia de gênero ou DEI. Essa restrição poderia pôr fim às parcerias de longa data do UNICEF com agências da ONU como a UNAIDS e o Fundo de População das Nações Unidas, e com gigantes da indústria do aborto como a Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF), que fornecem e promovem o aborto, bem como a autonomia sexual, cirurgias de redesignação sexual e tratamentos medicamentosos para crianças.
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