quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Haiti, Rio e Austrália - Doações Para Quem?



Doações não são a solução para as pessoas ou países, elas servem para salvar vidas imediatamente e aliviar as dificuldades, mas não como solução. E se a região onde se procura ajudar há incidência forte de corrupção, pode-se esperar que um terremoto ou inundação não derrotará essa mazela. Parte das doações irá parar em bolsos errados.

Nos Estados Unidos, depois de um ano após o terremoto do Haiti, discute-se onde está o dinheiro das doações. O programa mais assistido no país, The O'Reilly Factor, discutiu na terça-feira passada, especificamente, onde está o dinheiro criado por dois ex-presidentes americanos (George Bush e Bill Clinton) que arrecadou 53 milhões de dólares para o Haiti. O país inteiro doou 1,5 bilhão de dólares.

A rede de televisão CBS News resolveu fazer uma pesquisa entre os principais recebedores de recursos de doações para o Haiti. Apenas o Fundo Bush-Clinton não respondeu às perguntas da emissora. Na pesquisa observou-se que a organizações de ajuda humanitária gastaram muito pouco até agora do dinheiro recebido, por volta de 10%.

Recursos Arrecadados (em escuro) e Gastos (azul claro) 
no Haiti por Organização de Caridade



As organizações têm auditores independentes e alegam que estão pensando no longo prazo. Mas quem visita o Haiti só ver muita pobreza, lixo, barracas e nenhuma construção sendo levantada (foto acima).

Realmente temos de considerar que o dinheiro tem de ser bem gasto com muito cuidado para evitar desvios. Além disso, em uma situação de crise humanitária não dá para pedir nota fiscal em todo gasto. Isso não deve ser fácil diante de tanto desespero. Mas é sempre essencial divulgar uma lista de ações que estão sendo executadas que mostram como a organização está trabalhando. Transparência é essencial. A não divulgação dos gastos e resultados só afastará doadores.

No Rio de Janeiro, ocorreu no início deste ano o maior desastre ambiental da história, quase 800 pessoas morreram. Falta de planejamento urbano é a principal causa da catástrofe. Muitas pessoas e organizações estão ajudando com diversas doações. Não há uma certa centralização de doações como há no Haiti para que se controle melhor aquilo que foi dado de forma caridosa aos moradores das cidades serranas do Rio, mas a população e a imprensa também deve se preocupar para que suas doações chegue a quem realmente precisa.

Na Austrália, o departamento de Queensland, que foi muito atingido pelas inundações, mostra transparência com o dinheiro arrecadado no seu site , vejam que há amostra da ajuda financeira, emocional e divulgação de como ajudar.  No site do Estado do Rio não há isso, apenas informações gerais. Apesar da frequência das inundações na região, não estamos preparados para ajudar. Quase 800 cadáveres no Brasil contra mais ou menos 25 na Austrália, que choveu muito mais e atingiu um área que equivale a dois estados do Texas, muito maior que a região serrana do Rio.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Sarah Palin - Um Vento Frio do Alasca com Princípios


Eu gosto de Sarah Palin. Respeito-a muito.

Os adversários dela dentro do seu próprio partido dizem que falta "gravitas" (aparência de seriedade) a ela. Se for aquela aparência que esconde mentiras, subterfúgios, corrupcão ou maquinações políticas, eu diria que está ótimo que seja assim. Os inimigos do partido democrata e a imprensa esquerdista chamam-na de estúpida, de burra.

Sarah Palin escreveu um livro que foi best seller (atualmente está com outro entre os primeiros), é comentarista de política para a Fox News, faz discursos quase diariamente, fez um programa na televisão que procurava incentivar o turismo no Alasca que foi um sucesso de audiência, sem falar que muitos candidatos só se elegeram com o apoio dela. Ronald Reagan, talvez o melhor presidente americano de todos os tempos, também era chamado de estúpido diariamente e ele expulsou o comunismo da história humana. George W. Bush até hoje é chamado de estúpido. Obama viria para acabar com as burrices de Bush, como o uso de Guatanamo para terroristas e as guerras do Iraque e do Afeganistão. Até agora, depois de metade do mandato, não fez nada disso. E maioria do povo americano já descobriu que foi estupidez eleger Obama.

Os esquerdistas ofendem Sarah Palin em qualquer ocasião. Recentemente, um louco matou seis pessoas e a culpa era dela por defender princípios conservadores. Ela ficou ofendida, obviamente, e se defendeu publicamente. Na defesa, usou a expressão "blood libel" (acusação sangrenta) que tem um significado histórico. O termo refere-se a um acusação contra os judeus, de que eles matavam crianças para usar em rituais. Os esquerdistas pegaram no pé dela por isso.  Mas acusar alguém de incentivar o assassinato de seis pessoas, incluindo uma criança, é um acusação sangrenta. Ou não é? Como o povo americano não é burro, não ouve mais esses esquerdistas.

Sarah Palin é simples, tem fala simples, não parece político profissional. Reagan também não parecia.

Ela divide opiniões nos Estados Unidos, e isso dificulta ganhar eleições para presidente. Pode não ser viável sua candidatura em 2012, mas qualquer candidato republicano terá que conseguir o apoio dela e seguir seus princípios: liberdade, cristianismo, defesa dos valores americanos, não intervenção governamental, baixos impostos. O partido republicano sabe disso. Está nas mãos dela. Ela pode não convencer ainda a maioria do povo americano, mas está entre os principais candidatos, e, sem ela, ninguém ganha dos democratas. Ela divide com o Tea Party, a maior força eleitoral americana hoje, os mesmo princípios, por isso lidera informalmente o grupo.

Reagan também demorou a dominar os corações da maioria americana, desejo que Sarah Palin tenha o mesmo caminho.

O povo gosta dela, vejam esse vídeo simplíssimo abaixo. A música é conhecida para quem frequenta igrejas no Brasil e a letra também é simples. Vejam a letra depois do vídeo:


She’s a cold blast from Alaska
Ingrained with common sense
She’s not a Harvard lawyer, but she knew what the Founders meant

A cold blast from the North
That freezes Congress in their tracks
With God and the Tea party, she’s gonna take it back

Sarah Palin, she won’t listen to their bunk
Sarah Palin’s comin’ south to hunt some skunk
Sarah Palin, she’ll throw ‘em all in jail
And when she gets to Washington, it’ll be cold as hell

Sarah has the wisdom to walk through an open door
She’s stomping out the wretches where the evil lies in store
She will scrub the floors and sweep the riff-raff into cracks
With God and the Tea party, she’s gonna take it back

Sarah Palin, she won’t listen to their bunk
Sarah Palin’s comin’ south to hunt some skunk
Sarah Palin, she’ll throw ‘em all in jail
And when she gets to Washington, it’ll be cold as hell

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A Pax Americana




O genial Edward Gibbon, autor de O Declínio e Queda do Império Romano, mostrou que os romanos seguiam a seguinte fórmula para manter a paz no império: "se você deseja paz, prepare-se para a guerra".

O Secretário de Defesa, Robert Gates, resistiu, falou sobre o que chama de "peace dividend" (vultosos gastos militares quando ocorre uma guerra provocados por cortes no orçamento militar do período de paz), mas não teve jeito, teve de apresentar um orçamento de defesa com cortes substantivos, por causa da pressão para conter a espiral do enorme déficit público americano.

A reação foi imediata. O partido Democrata do presidente Obama deseja maiores cortes nos gastos militares, achou pouco. Em geral, os democratas gostam de aumentar os gastos públicos com vinculações orçamentárias e de reduzir gastos com defesa. O partido Republicano, de oposição, ao contrário, achou que os cortes na defesa foram exagerados e deseja reduzir essas vinculações. Mas está pressionado, pois o discurso do partido está fortemente voltado para conter o déficit gerado pela era Obama.

O debate está bastante nebuloso também devido a questões ideológicas, sobre se os Estados Unidos devem intervir militarmente no mundo ou não e como.

Eu dou graças a Deus pela intervenção americana. Acho que uma redução drástica no orçamento militar dos Estados Unidos pode ser catastrófico. Que país tem apoio popular, formação cultural e religiosa, e condições econômicas para defender os três princípios deste blog (capitalismo, cristianismo e civilização)? A Europa não tem apoio popular, a Ásia não tem nem apoio, nem formação. E faltam os três fatores na América Latina e na África.

Robert Kagan, no Weekly Standard, escreveu sobre o assunto e mostrou por que precisamos da Pax Americana.

Primeiro, ele disse que não os gastos militares são bem pequenos em relação aos gastos das vinculações para manter os estado do bem-estar social e que esses gastos com defesa também ajudam na criação de emprego. Para ver que isso é verdade, basta a gente lembrar do efeito benéfico da Segunda Guerra na economia americana.

Depois ele mostrou a importância do poderio militar americano no mundo:

1) Terroristas querem matar americanos nos Estados Unidos e constantemente estão a procura de um país que os proteja para planejar seus ataques (Paquistão, Afeganistão, Irã, Somália, Iêmen, Paraguai, etc.). Até agora, os Estados Unidos têm evitado um novo 11 de setembro com intervenções no mundo afora.

2) A China está aumentando seus gastos militares e procura se mostrar como império entre os vizinhos, tentando eliminar a influência americana na Ásia.

3) A Coréia do Norte tem armas nucleares, ameaça o Japão e a Coréia do Sul e tem apoio da China.

4) O Irã procura ter armas nucleares, influencia a política no Iraque, na Síria, no Líbano e na Palestina e ameaça destruir Israel.

5) A Turquia tem uma relação ambígua com o ocidente e está cada vez mais próxima do Irã.

6) Países como Egito, Tunísia e Arábia Saudita tem problemas domésticos sérios que ameaçam desestabilizar todo o planeta.

Robert Kagan não falou, aliás acho que mundo não presta atenção na América Latina, mas há problemas sérios de segurança por aqui, como o aumento das relações entre Venezuela e Irã, a influência da Venezuela no Equador, na Bolívia e na Nicarágua, os terroristas islâmicos abrigados na  Tríplice Fronteira (Brasil Paraguai, Argentina), e os grupos terroristas armados como as FARC.

Mas Kagan mostra que os Estados Unidos empreenderam bastante intervenção militar na América Latina desde 1898. Das 25 intervenções, 12 foram na região: Cuba, 1898, Filipinas, 1898-1902, China, 1900, Cuba, 1906, Nicarágua, 1910 e 1912, México, 1914, Haiti, 1915, República Dominicana, 1916, México, 1917, Primeira Guerra, 1917-1918, Nicarágua, 1927, Segunda Guerra, 1941-1945 , Coréia, 1950-1953, Líbano, 1958, Vietnã, 1963-1973, República Dominicana, 1965, Granada, 1983, Panamá, 1989, Primeira Guerra do Golfo, 1991, Somália, 1992, Haiti, 1994, Bósnia, 1995, Kosovo, 1999, Afeganistão, 2001-presente, Iraque, 2003-presente.
Nessas intervenções globais, todo tipo ideológico de presidente americano estava como chefe das forças armadas, e foram usados variados discursos para determinar a intervenção, então não se pode determinar uma doutrina ou ideologia únicas para elas.

Em resumo, hoje os Estados Unidos estão em forte crise financeira. Alguns analistas dizem que o país tem de 2 a 3 anos para evitar o colapso total do dólar, por isso os cortes de gastos públicos são tão importantes. Mas deve-se focar naquilo que pesa muito e não traz nenhum ganho econômico ou social, não é o caso dos gastos militares.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Falso Índio, Falso Mexicano, Falso Americano, Falso Xamã, Falso Católico...




Vocês podem perguntar: Que diabo de título é esse?

Pois é, o assunto é realmente estranho, mas atesta como está a cultura mundial pelo reflexo das universidades.

A Universidade do Arizona chamou um médico chamado Carlos Gonzalez (foto), que tem mãe mexicana e pai Yaqui (tribo indígena), para oferecer uma benção aos mortos pelos tiros de Jared Loughner, que matou seis pessoas e feriu gravemente uma deputada. A Universidade não chamou nenhum padre, rabino, ou pastor para fazer uma oração ou uma benção, apenas o tal Carlos Gonzalez.

Na benção, o cara não citou Deus, apenas o que chamou de criador e homenageou os pontos cardeais (ou algo parecido, ele chamou de sete direções) e a "mãe terra" e o "pai do céu".

Ao final, o cara deu uma explicação para a CNS News dizendo que na verdade ele é católico. Pois, supostamente a tribo dele tinha se convertido há muito tempo. E se você pensa que ele iria pelo menos exaltar a religião indígena, ele falou que na verdade a benção dele não deve ser vista como uma religião, é apenas "espiritualidade".

O que é o cara, então? Por que uma Universidade se presta a um papel tão ridículo?  

Convida uma cara que não se pode dizer com certeza que ele é mexicano, indígena, americano, xamã ou católico. O cara é "fake" em qualquer aspecto. Não tem qualquer cultura nacional, nem religiosa.

Será isso que queremos para o mundo? Um "melting pot" (mistura) sem qualquer vínculo cultural ou religioso.

Para mim, isso é o caminho para a escuridão.

Estou lendo um livro de um dos maiores especialista em inquisição do mundo, Edward Peters. O livro se chama Inquisition e acho que até o momento não há versão em português.  Ainda não acabei de ler, mas já passei da metade. É um livro difícil, pois é bastante técnico e exige pesquisas para entender, mas recomendo fortemente.

Inquisição é um assunto bastante complexo, envolve várias seitas teológicas que remontam séculos, além de teorias jurídicas, política nacional e internacional, poder, moral e cultura.  O autor fala sobre os fatos e também sobre os mitos da Inquisição. Peters diz que o fim da Inquisição trouxe um novo princípio humanista, a tolerância religiosa. Mas fico pensando o que Voltaire, que era um dos grande críticos mais ácidos da Inquisição, pensaria ao ver o suposto índio, suposto mexicano, suposto católico, suposto xamã...

E o pior, como não havia ninguém nem remotamente indígena entre os mortos, fico imaginando o que os parentes das vítimas acharam disso.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Os recordes de João Paulo II




Foi anunciado a beatificação de João Paulo II para o dia 1 de maio. Foram analisados 251 supostos milagres por intercessão do papa. O postulador da causa de beatificação, o sacerdote polonês Slawomir Oder, elegeu entre eles a cura de uma freira francesa.

Ainda devo ler mais sobre este papa, considerado por muitos, católicos ou ateus, o homem do século XX. O feito mais importante de João Paulo II, sem dúvida, foi o combate incessante ao comunismo. Acho que seu maior milagre foi construir a queda do comunismo sem derramar nenhuma gota de sangue. Quem poderia supor isso desde a formação da União Soviética em 1917?

Mas abandono um pouco as minhas férias, apenas para relatar alguns recordes de Karol Wojtyla:

1) Apenas São Pedro  e Pio IX tiveram um pontificado mais longo do que João Paulo II, que permaneceu quase 27 anos como papa;

2) Foi o papa que mais viajou na história. Muita gente viu o papa no mundo. Ele deixou o Vaticano 1.500 vezes, visitando 129 países.

3) João Paulo escreveu o equivalente a 200 volumes de 500 páginas, incluindo 3.500 discursos.

4) João Paulo II beatificou e santificou mais que qualquer papa na história.

5) Ele foi o primeiro papa a entrar em uma sinagoga moderna, em uma igreja protestante e em uma mesquita.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Será só eu?


Ontem, assisti com espanto uma reportagem do Jornal Nacional que dizia que três bombeiros morreram soterrados em Friburgo dentro do próprio carro da corporação.

Será só eu que ficou espantado com a reportagem? Será que não  faltou pelo menos dizer os nomes dos bombeiros? Vão ocorrer homenagens a eles?

Isso certamente não ocorreria nos Estados Unidos. Qualquer um que salve uma vida ou morra tentando salvar tem seu nome divulgado pela imprensa com tanta repetição que até achamos exagerado, mas não é. Parece que o Brasil está acostumado com o descaso, mesmo em relação a própria vida das pessoas.

Em um país que o poder público "viaja de férias" durante calamidades, em que os serviços básicos não são prestados e em que a população realiza ocupações irregulares muitas vezes com apoio do próprio poder público, salva-se apenas os bombeiros. Soldados silenciosos (não vi ninguém entrevistando eles) que enfrentam todos os perigos para salvar vidas ou pelo menos entregar corpos às famílias.

Não vale dizer que é a obrigação deles, pois no Brasil o próprio poder público não cumpre com as suas obrigações. E o pior, quando um governante faz qualquer melhoria usando dinheiro público cumprindo apenas obrigação constitucional  se comporta como se tivesse gastado do próprio bolso fazendo algo fora do comum.

Que Deus Abençoe Esses Bombeiros Anônimos!! Vai aqui a minha homenagem.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

E Sobre o Atirador do Arizona?



 O melhor artigo que li sobre o atirador do Arizona Jared Loughner foi escito por Patrick Archbold.

Ele diz:

Quando atiraram em Kennedy eles culparam a conspiração para derrubá-lo.
Quando atiraram em Martin Luther King a culpa era do racismo.
Quando atiraram no Reagan eles culparam a posse de armas.
Quando Oklhahoma city foi bombardeado, eles culparam a ideologia.
Quando atacaram o World Trade Center, alguns culparam os muçulmanos e outros culparam o próprio Estados Unidos.
Quando um muçulmano disparou contra colegas em uma base do exército a culpa também era dos Estados Unidos.
Quando um homem atira em um juiz, em uma criança e em uma deputada americana, eles culparam...todo mundo.

Esquecem de culpar o próprio atirador. Quando foi a última vez que olhamos para o próprio agente que praticou o mal? Quando voltaremos a ver o pecado das pessoas?

A culpa do tiro nas pessoas no Arizona é do atirador Jared Loughner. Jared rejeitou Deus e fez culto satânico (foto acima de parte da casa de Jared). O site do jornal Daily Mail faz uma descrição da casa dele.  A culpa das mortes é dele, não é de mais ninguém. A deputada Gabrielle Giffords ganhou as eleições parlamentares nos Estados Unidos recentemente no Arizona, em uma mente assassina que queria causar impacto, ela era uma vítima potencial. Ele ainda não se conteve e atirou até em uma criança.

Volto para as minhas férias. Retorno dia 17.

O Que Há de Errado com as Previsões Econômicas? O Mundo é Quase Razoável.

Caros, interrompo as minhas férias para comentar um artigo do Wall Street Journal. Por que esse artigo me chamou a atenção?

Porque tem muito a ver com a minha tese de doutorado. Além disso, o artigo me deu um presente. O autor entrevistou um agente do mercado financeiro e ele citou Chesterton. Pois é, Chesterton também tem muito a falar sobre previsões do mercado financeiro.

O artigo se chama Making Sense of Market Forcasts. Pode-se traduzir o título por: O Que Está Por Trás das Previsões de Mercado. Mas na verdade o autor fala sobre por que as previsões econômicas falham tanto. O autor Jason Weig aponta as causas:

1) Há surpresas não previstas por ninguém;
2) Os economistas não entendem o mercado completamente;
3) Os economistas tendem a manter os resultados do passado ou serem muito extremados;
4) Eles muitas vezes têm diferentes análises frente aos mesmos dados econômicos;
5) Usam muitas informações subjetivas;
6) Quando erram tendem a supervaloriar o erro nas futuras previsões;
7) Os agentes econômicos não observam os erros estatísticos;

Acho que o autor não foi exasutivo nas causas e tão pouco considerou as doutrinas econômicas que já falaram nos erros de previsões, como a escola autríaca de economia fundada no século 19 por Carl Menger, apesar do texto citar Hayek, e a teoria da racionalidade limitada de Herbert Simon. Mas é um boa leitura.

No final, ele diz:

In the end, of course, no approach can make all forecasts hit the target. The late investment consultant Peter Bernstein was fond of quoting a passage from G.K. Chesterton, the novelist and essayist: "The real trouble with this world of ours is not that it is an unreasonable world, nor even that it is a reasonable one. The commonest kind of trouble is that it is nearly reasonable, but not quite. … It looks just a little more mathematical and regular than it is; its exactitude is obvious, but its inexactitude is hidden; its wildness lies in wait."

(No Final, lógico, nenhuma abordagem acerta o alvo em todas as previsões. O consultor de investimento Peter Berstein goat de citar Chesterton, o romancista e ensaísta: "O problema real com este nosso mundo não é a sua falta de razoabilidade, nem mesmo a sua razoabilidade. O problema mais comum é que ele é quase razoável, mas não muito...Ele parece um pouco mais matemáticoe regular do que realmente é, mas sua inexatidão está escondida; sua selvageria está a espreita).