domingo, 8 de abril de 2012

A Arqueologia da Crucificação.

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No blog The Sacred Page, que é escrito por três PhD em teologia, há um interessante análise da arqueologia da cruficação da época de Cristo. O texto diz muitas coisas que não devem ser esquecidas quanto se trata deste tipo de morte e quais são os achados arquelológicos. Vou resumir os pontos aqui:

1) O mundo de hoje tenta "higienizar" a crucificação, reduzindo todos os aspectos mais cruéis da cruficação. Na verdade, baseado na arqueologia aquilo que vemos no filme "A Paixão de Cristo" de Mel Gibson já é uma versão higienizada, a morte de Cristo foi ainda mais cruel;

2) Os historiadores antigos, Flavio Josefo e Cícero por exemplo, relatam que a crucificação era mais cruel das mortes;

3) A Cruficação era usada para os marginais mais perigosos, escravos e também para os revoltosos, inimigos políticos de Roma. Então, ela tinha um aspecto de chacota para aqueles que queriam ser líderes de seu povo, era a morte mais humilhante;

4) No ano 71 a.C,  6 mil revoltosos que seguiram Spartacus foram crucificados. Era uma morte para inimigos e também era um tipo de morte muito conhecida;

5)  A mais antiga evidência de crucifcação encontrada é da morte de "Yohanan Ben Ha'galgol" que tinha entre 24 e 28 anos quando foi crucificado. A crucificação dele foi a do tipo descrito na imagem colorida acima. As pernas deles estavam quebradas e os pregos atravessaram o calcanhar.

6) A idéia de chacota era tão forte para aqueles que eram crucificados que os cristãos do início do século tinham dificuldade de lidar com a morte de Cristo. São Paulo disse em 1 Coríntios 1:23:

"nós, porém, anunciamos Cristo crucificado, que para os judeus é escândalo, para os gentios é loucura".

Eu gosto mais da versão em inglês: “we preach Christ crucified, a stumbling block to Jews and folly to Gentiles”. Gosto ad idéia de "stumbling block", pedra no meio do camimho.

7) Assim os cristãos sofriam chacota da morte de Cristo. Do tipo que vai abaixo, que se lê  "Alexamos adora seu Deus", e o cruficado aparece com cara de burro.


Por isso, os cristãos demoraram a ilustrar Cristo cruficado, as mais antigas ilustrações que se conhece nas quais Cristo é mostrado na cruz são do século 5.

8) São Tomás e Santo Agostinho exaltaram a Crucificação de Cristo, como liberdadora do ser humano.  E a importância dela para demonstrar o amor de Deus por nós. A Crucificação de Cristo é também o exemplo máximo de obediência e deve ser muito observada em uma época em que tantos padres querem fundar sua própria igreja.

Abaixo, o trailer do filme "A Paixão de Cristo" de Mel Gibson.




(Agradeço a indicação do texto ao site Notes on the Culture of Wars)


sábado, 7 de abril de 2012

Visite Virtualmente a Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém


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Uma frase do Papa Bento XVI está na minha lista de frases preferidas abaixo. Nesta frase, o Papa comparou o mundo ao que é celebrado hoje no Sabádo antes da Ressurreição de Cristo. Ele disse:

After two world wars, the concentration camps and gulags, Hiroshima and Nagasaki, our age became increasingly a Holy Saturday, the day when Jesus’ body lay lifeless in the tomb (Depois de duas guerras mundiais, campos de concentração e gulags russos, Hiroshima e Nagasaki, nossa era se tornou no Sábado Sagrado, o dia quando o corpo de Jesus está sem vida no túmulo).

É verdade, o mundo está abandonando cada vez mais Deus.  Ele está ficando sem vida entre nós

No Brasil, nós costumamos chamar o dia de hoje de "Sábado de Aleluia", mas a expressão remete a um pensamento errado. Hoje não é um dia de aleluia, mas muito triste, estamos sem Deus, ele se mostra inerte sem vida. Devemos nos preparar para a resurreição.


Hoje também nos remete a Igreja do Santo Sepulcro de Jerusalém. Os missionários franciscanos de Jerusalém preparam um site no qual se pode visitar a Igreja virtualmente. É sensacional.

Abaixo, vai o vídeo de apresentação da Igreja que está no site franciscano.


Também no site é possível aprender sobre o Santo Sepulcro deste os tempos de antes de Cristo. Interessantíssimo. Aqui vai um resumo desta longa história, marcando em negrito todas as vezes que a Igreja foi destruída.

O Calvário era uma antiga pedreira na época de Cristo que ficava fora dos muros de Jerusalém, e próximo a um monte chamado Gólgota, onde houve a cruficação. Dos ano 41 a 42, Herodes Agrippa mandou expandir os muros da cidade e acabou incluindo o local dentro dos muros. Depois de uma revolta dos judeus, toda a cidade de Jerusalém foi destruída. O imperador Adriano mandou reconsttuir a cidade que passou a se chama Aelia Capitolina (Aelius era o nome do clã de Adriano). Na reconstrução, o calvário ficou no centro da cidade e foi construído um templo pagão em cima do local.

Entre 324-325, depois da conversão do Imperador Cosntantino, o bispo Macário de Jerusalém, a pedido do imperador, iniciou a destruição das estruturas pagãs que tinham sido construídas no Gólgota, a fim de procurar o túmulo vazio de Cristo. 
 
 Em um tom de surpresa, e ao contrário de todas as expectativas, o historiador Eusébio narra a descoberta da "santíssima caverna", que tinha testemunhado a ressurreição do Salvador. Após a descoberta do túmulo e a colina de rocha do Gólgota, os arquitetos de Constantino projetaram e construíram uma Igreja fabulosa no local em louvor a Cristo.  

A conquista de Jerusalém pelos persas em 614 foi acompanhado por três dias de pilhagem e destruição. O Patriarca Zacarias foi preso e a relíquia da Verdadeira Cruz foi roubada, sendo recuperada e trazida de volta a Jerusalém pelo imperador bizantino Heráclio em 630. 
 O complexo do Santo Sepulcro, em que os cristãos de Jerusalém tinham procurado refúgio durante o cerco, foi incendiado e muitos fiéis morreram lá. Modesto, o abade do mosteiro de São Teodósio, dedicou-se a busca de fundos para a reconstrução das igrejas de Jerusalém que haviam sido destruídas pelas hordas persas. Ele declarou que tudo seria restaurado por 625 e isso sugere que os danos sofridos pela Igreja do Santo Sepulcro, também foram reparados. 
 
Em 638, o Patriarca Sofrônio de Jerusalém pacificamente se rendeu e entregou a cidade ao califa Omar: a derrota bizantina nas mãos de muçulmanos da península Arábica mudou o curso da história da Palestina para os próximos quatro séculos 
 
 É devido a visita do Califa ao Santo Sepulcro, e sua oração fora do Martyrium no átrio oriental, que o acesso principal para o santuário pelos cristãos foi, se tornou um lugar para a oração individual muçulmano. 
 
 

Mas as peregrinações de cristãos à cidade santa continuaram ininterruptamente e os relatos dos viajantes fornecem uma descrição da Igreja do Santo Sepulcro e as mudanças observadas durante este período, incluindo a mudança da entrada do lado sul, a construção de uma igreja no local de Calvário e a Igreja de Santa Maria, bem como a veneração das relíquias novos colocados em exposição para a devoção religiosa, incluindo a taça da Última Ceia, a esponja e a lança.


Em 1009 califa egípcio al-Hakim bi-Amr Allah deu ordens explícitas para destruir as igrejas na Palestina, Egito e Síria, e acima de tudo a Igreja do Santo Sepulcro. 
 
A destruição do santuário foi praticamente completa, incluindo a demolição da Igreja do Calvário e do que restou da estrutura do Martyrium, e o completo desmantelamento da Tumba. Todos os móveis e equipamentos foram destruídos ou roubados. A fúria devastadora só foi parada pela robustez das estruturas de Constantino, que foram salvos, em parte, devido a terem sido submersas debaixo dos escombros da destruição. 
 


A reconstrução só começou vários anos mais tarde, mas a complexidade global da concepção de Constantino foi perdida para sempre. A Rotunda da Anastasis agora se tornou o centro da igreja, e é a única basílica mencionado em fontes históricas posteriores. 
 
 A restauração, realizada pelo governo imperial bizantina, foi concluída em 1048 durante o reinado do imperador Constantino Monomachus.


As crescentes dificuldades enfrentadas pelos cristãos para viajar para os lugares santos de Jerusalém levou o imperador bizantino a solicitar ajuda do Ocidente, que responderam lançando as Cruzadas.Em 15 de julho de 1099 os cruzados tomaram Jerusalém de assalto, massacrando judeus e muçulmanos, e fizeram da cidade o coração do seu reino por quase um século, até 02 de outubro de 1187. Logo após a conquista, o conde Godofredo de Bouillon foi dado o título de "Advocatus", ou seja, Protector, do Santo Sepulcro, com a tarefa implícita de defender os lugares santos em nome do Papa e do clero latino. 
 
Os cruzados começaram as obras de reorganização das diferentes partes do santuário recém-restaurada no coração do cristianismo. O outro desenvolvimento importante durante as Cruzadas foi a construção da Capela de Santa Helena na área onde a tradição de Jerusalém afirma que a Cruz foi encontrado pela mãe de Constantino. 
 
Os cruzados tinham o objectivo de criar uma igreja única que reúnisse todos os locais separados onde as memórias foram celebradas lá, dando a nova igreja uma forma que seria adequado para acolher milhares de peregrinos. 
As obras iniciais realizadas durante o reinado do Rei Baldwin (1100-1118) foram caracterizados pela diversidade de estilos europeus empregados. Com o tempo, uma maior unidade de estilo foi alcançado, devido sobretudo aos artistas que trabalham para o rei Baldwin III (1140-1150). 
 


A Igreja do Santo Sepulcro, como chegou a nós hoje continua a ecoar o estilo romano dos cruzados que reuniu em uma única estrutura as memórias sagrados ligadas à morte e ressurreição de Cristo.
  


Em 1187 Jerusalém foi reconquistada pelo exército de Saladino e a Igreja do Santo Sepulcro foi fechada. Através de um acordo com o imperador, em Constantinopla, uma hierarquia grega foi restabelecida. Os Católicos, chamados de francos ou latinos, foram readmitidos durante breves tréguas, apenas para serem expulsos novamente durante a invasão brutal Khwarezmian em 1244, quando os cristãos foram atacados e mortos, e a igreja foi mais uma vez foi seriamente danificada. O peregrino Thietmar escreveu em 1217 que a Igreja do Santo Sepulcro e o local da Paixão "estão  sem lâmpadas e sem honra e adoração, e sempre fechados, exceto quando aberto aos peregrinos após pagamento de taxas." Diante dos protestos da mundo cristão , o sultão pediu desculpas ao Papa Inocêncio IV, dizendo que a estação deva ter sido realizado sem o seu conhecimento. E ele garantiu que, uma vez que os danos haviam sido reparados, as chaves seria confiada a dois muçulmanos que iriam abrir a Igreja sempre que peregrinos chegassem (uma situação que continua até os dias atuais). Foi um período negro, e funcionários inescrupulosos zombaram do desejo da comunidade cristã para ter acesso à igreja.  O santuário gradualmente decaiu. Governantes ocidentais, tendo perdido a chance de recuperar os lugares santos pela força das armas, entraram em negociações com os sultões para garantir culto católico e a ajuda aos peregrinos. O sucesso foi alcançado pela família real de Nápoles, que em 1333 obteve o direito de residência para a comunidade latina em Jerusalém. 

Em 1342, com a aprovação do Papa Clemente VI, a honra de proteger os lugares santos foi conferida aos franciscanos, presentes na Terra Santa desde 1335. Desde então, os frades franciscanos ocupavam da Capela das Aparições de Jesus Ressuscitado para sua mãe. 
 


O russo Grethenios na época fez referência ao fato de que dentro da igreja, fechada durante todo o ano, com exceção das celebrações pascais e romarias, havia permanentemente um grego, um georgiano, um franciscano, um armênio, um jacobita (Síria) e um padre da Etiópia. 
 


Foi um período de relativa calma: as diversas comunidades cristãs no Santo Sepulcro conseguíam comemorar os serviços de Semana Santa em conjunto, incluindo a procissão do Domingo de Ramos.


Em 1517, o centro de poder no mundo islâmico deslocou da dinastia mameluca no Egito para os otomanos na Turquia. O sultão, que residia em Constantinopla, favoreceu a Igreja Ortodoxa Grega, e isso levou a uma grande quantidade de atrito entre os gregos e os latinos. Um terremoto em 1545 causou o colapso de parte da torre sineira. Dinheiro e intrigas do palácio transformaram a Igreja do Santo Sepulcro em um troféu a ser entregue a quem oferecesse mais.

Entre 1630 e 1637 várias partes da Igreja mudou de mãos mais de seis vezes. Em 1644, os georgianos, incapaz de manter os pagamentos de impostos exigidos, deixaram a igreja e, pouco depois, os etíopes também partiram. Os franciscanos conseguiram adquirir áreas que tinham sido abandonados pelas outras comunidades religiosas. Em 1719, após longas negociações, os franciscanos começaram a restaurar a cúpula do Anástasis.
 

Devido ao seu medo de que os trabalhos seriam interrompidos sem sentido antes da conclusão, mais de 500 trabalhadores foram empregados, vigiados por 300 soldados. A cúpula eo tímpano foram refeitas com janelas cegas, mas os mosaicos, que tinham sido muito danificada, foram perdidos. Os armênios reparado a escadaria para a Capela de Santa Helena, e os gregos derrubaram os níveis inseguros de a torre do sino. A Tumba foi restaurada em 1728.

Um decreto do sultão em 1757 atribuiu aos gregos as igrejas em Belém, o Túmulo da Virgem, e, em conjunto com os latinos, partes da Igreja do Santo Sepulcro. Desde esse tempo não houve mais modificações substanciais na posse dos Lugares Santos.
 

Após a Primeira Guerra Mundial, que viu a derrota da Alemanha e de sua aliada Turquia, a Palestina foi atribuída à Autoridade Britânica. 
 A esperança de que a questão dos lugares sagrados poderia finalmente ser resolvido de forma eqüitativa, uma vez que os britânicos não estavam envolvidos em nenhuma das questões e, portanto, poderia, teoricamente, servir como juízes imparciais entre os contendores, infelizmente, não foi cumprida. 
 
O plano para formar uma comissão que iria analisar os direitos de cada uma das comunidades religiosas foi retirada, e responsabilidade para resolver as controvérsias foi colocado nas mãos do alto comissário britânico para a Palestina, com instruções para fazer cumprir rigorosamente o Status Quo. 
 


No caso de obras urgentes ou restaurações, com base no artigo 13 do Mandato e um regulamento 1929, emitido pelo Departamento de Antiguidades, o governo britânico foi capaz de intervir diretamente. Tais intervenções ocorreram em 1934 e 1939.Após o grande terremoto em 1927, o arquiteto britânico Austen St. Barbe Harrison fez soar o alarme sobre a perigosa instabilidade da igreja e se tivesse reforçado com vigas de ferro e suportes de madeira. 
 


Os franciscanos e os gregos convidaram arquitetos especializados para realizar um novo inquérito que concluiu que as obras de reforço que haviam sido realizadas foram insuficientes para evitar uma catástrofe, e, portanto, outras soluções tiveram de ser encontradas. As três comunidades religiosas, por sua vez, se uniram para realizar reparos aos danos do terremoto: os gregos reconstruídos a expensas próprias, a cúpula do Katholikon, os franciscanos reparado a Capela do Calvário e os armênios, a Capela de Santa Helena.


Durante o período de Hashemita de controle (Jordânia), cristãos e muçulmanos foram capazes de visitar livremente a Cidade Santa e da Igreja, mas não os judeus, pois a cidade velha de Jerusalém estava sob poder jordaniano.

Durante o curso das obras para restaurar o telhado, às 8 horas na quarta-feira 23 de novembro de 1949 um incêndio danificou o telhado da grande cúpula, e o governo em Amã tomou medidas imediatas para repará-lo. 
 
 Um passo decisivo foi dado em 1959 quando as negociações entre os representantes das três principais comunidades religiosas grega, latina e armênia chegaram a um acordo para um projeto importante para restaurar a igreja, e as obras começaram em 1960. Isso também proporcionou a oportunidade de investigar o registro arqueológico em uma série de trincheiras que foram abertas.Os trabalhos arqueológicos foram realizados pelo pai franciscano e arqueólogo do Studium Biblicum Franciscanum, Virgílio Corbo. 
 Por mais de vinte anos Padre Corbo ficou envolvido na descoberta e interpretação cuidadosa dos elementos materiais importantes trazidas à luz pela investigação do edifício , um esforço que culminou em 1982 com a publicação de seu livro "O Santo Sepulcro de Jerusalém", que apresentou a documentação completa sobre a pesquisa arqueológica. 
 

 

Após a chamada Guerra dos Seis Dias em 1967, a igreja do Santo Sepulcro, está sob controle israelense e, ainda hoje, os guardas israelenses supervisionam a tranquila realização da abertura e fechamento da igreja e o fluxo de peregrinos, sobretudo durante a Páscoa Tríduo. 
 


A primeira visita papal para os lugares santos ocorreu em janeiro de 1964, quando Paulo VI pregou diante do túmulo vazio. Três décadas e meia depois, por ocasião do Grande Jubileu do Ano 2000, o bem-aventurado João Paulo II fez duas visitas em um único dia, e em 2009 a comunidade cristã foi capaz de regozijar-se na visita do novo pontífice Bento XVI.  


(Agradeço a indicação do site franciscano ao site da Rome Reports

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Por Que Ex-Seminaristas Gostam de Dizer Que São Ex-Seminaristas?

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Uma entrevista do escritor Deonísio da Silva foi feita em três vídeos no blog do Augusto Nunes. No segundo vídeo, Deonísio diz sem que tenha sido lhe perguntado e sem qualquer relação com o assunto em debate, que foi seminarista pois "todos têm um passado inconfessável" e, por ter sido ex-seminarista, "ele aprendeu a confessar".

Mas por que o tal Deonísio me chamou atenção? Primeiro, permitam-me discutir o fato dele ter lembrado que foi ex-seminarista.

Sempre me perguntei por que ex-seminaristas dizem com orgulho que foram seminaristas. Cabe uma análise psicológica e até institucional. Para mim, é mais um fato que mostra a força do Espírito Santo na Igreja. É a força da Igreja na mente das pessoas. Geralmente, ao falar que foi seminarista, a pessoa quer dizer que é uma pessoa melhor que as outras ou que conhece as entranhas da Igreja. Meu Deus, já vi ex-seminaristas que não são bom exemplo nem na vida pessoal nem durante o trabalho. E também há inúmeros padres que não deveriam ser padres, eles simplesmente não conhecem ou não seguem a doutrina da Igreja ou cometem os maiores pecados mortais.  

Então, desconfio até de padres que seguiram todo o seminário. Ex-seminarista para mim não me traz nenhum fato elogioso em si, pelo contrário, geralmente precede uma afirmação contra a Igreja. É exatamente o que aconteceu com o Deonísio.

Na terceira parte da entrevista, depois de ter dito que foi ex-seminarista, o que supostamente dá apoio a qualquer análise teológica que faça, ele diz que o livro dele que mistura história e ficção é como os quatro evangelhos da Bíblia, pois para Deonísio não haveria qualquer prova de que Cristo existiu além do quatro evangelistas. Cristo pode ser uma ficção. 

Bom, isto é balela das grossas. Além dos quatro evangelistas, ainda no século I, Flávio Josefo, historiador judeu, falou sobre a história de Cristo, seus milagres e sua crucificação. No século II, o historiador romano Tácito também falou sobre os cristãos e sobre Cristo e disse que Cristo morreu sob Poncio Pilatos. Além disso, qualquer historiador sério considera os quatro evangelhos como fontes históricas importantes para pesquisa, valem como registro histórico.

Eu já falei aqui do mito de que Cristo não existiu. Leiam o que escreveu o físico e historiador James Hannam sobre este mito. Hannam diz uma coisa muito interessante, muitos personagens históricos não têm qualquer registro histórico, pesquisem por exemplo sobre Aníbal, rei de Cartago. Jesus Cristo tem, mesmo sendo um judeu liderando uma seita minúscula, que morreu no método dedicado aos piores membros da sociedade, dentro de uma região que os romanos não davam muita atenção.

A Cruz que era símbolo dos piores seres humanos, depois de Cristo virou símbolo de vitória contra a morte.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Por Que Católicos Abandonam a Igreja?

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Vai ser divulgado uma pesquisa nos Estados Unidos, baseada em uma simples pergunta simples sugerida pelo Bispo David O'Connell: por que muitos católicos estão abandonando a Igreja?

Ontem, o grande padre Robert Barron preparou uma análise da pesquisa e divulgou em vídeo. Vocês podem ver o vídeo abaixo, não vou traduzir tudo apenas a base de argumentação dele.

Padre Barron teve acesso previamente à pesquisa e disse que muitos que abandonaram a Igreja dizem que deixaram a religião porque a Igreja é contra o casamento gay, a mulher como padre, métodos contraceptivos, ou o divórcio. Barron diz que a doutrina da Igreja não vai ser mudada nestes aspectos. Graças a Deus. Mas Barron ressalta que a pesquisa também mostra alguns motivos de abandono que podem ser corrigidos pela Igreja.

Barron destaca três motivos que ele viu na pesquisa:

1) As pessoas alegam que saíram porque não foram bem tratadas no relacionamento com a paróquia que frequentavam.
Aqui Barron lembra que a Igreja pode aprender com as empresas e tratar melhor aqueles que querem ter um contato pessoal com a Igreja. Barron disse que deve ser ressaltado até o papel da telefonista da Igreja para que atenda melhor a pessoa que liga.

2) As pessoas alegam que saíram porque a homilia dos padres eram entediantes e mostrava sinais que os padres não se prepararam para fazer a homilia.
Barron diz que isto é um grande problema na Igreja e que os padres deveriam estudar mais sobre como se deve fazer uma homilia e fazer como Cristo, aproximar a homilia de um modelo de perguntas e respostas, procurar responder às grandes questões em análise no evangelho e na vida das pessoas.

3) As pessoas dizem que quando saíram da Igreja nenhum padre lhe telefonou sentindo a falta dela.
Barron sugere que os padres estejam mais atentos a quem participa da paróquia e até frequentem a casa dos seus paroquianos. 

Vejam vídeo do padre Barron:



Acho que Barron poderia ter falado mais sobre como a Igreja deve se comportar frente às pessoas que abandonam a Igreja por não concordar com a doutrina para gays, divórcio, mulheres ou contracepção. Claro que a Igreja não deve alterar a doutrina (Deus me livre), mas deve melhorar a mensagem e explicar mais fortemente porque a doutrina da Igreja  é importante para a pessoa e para o mundo.

Quanto aos motivos discutidos por Barron, eu concordo com todos, mas eu diria que nenhum padre nunca me telefonou ou frequentou a minha casa. A única fez que percebi que o padre notou minha presença na Igreja foi quando morei no exterior. O padre veio conversar comigo, perguntou onde eu morava e se estava precisando de alguma coisa. Mas isto não foi tão importante para me manter na Igreja quanto a doutrina. Nada mais forte e bonito na Igreja Católica que a sua doutrina de fé, construída em milênios.


(Agradeço o vídeo ao blog Aggie Catholics)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Islã persegue Facebook e Twitter

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No ano passado, o Instituto Pew Research Center publicou uma pesquisa sobre liberdade religiosa no mundo. Uma das conclusões do trabalho foi que restrições a religião são mais comuns em países que proíbem a blasfêmia, a apostasia e a difamação da religião. A idéia de proteger a religião é usada contra as minorias religiosas. A maioria dos países que apresentavam os mais altos índices de perseguição religiosa eram islâmicos, muitos dos quais possuem leis deste tipo.

Duas notícias que vi hoje refletem este resultado da pesquisa do Pew Research:

1) No Kuwait, um homem foi acusado de difamar Maomé no Twitter. Ele foi preso. A difamação a Maomé é ilegal no Kuwait. O homem pode ficar de 1 a 10 anos preso;

2) No Egito, um jovem de 17 anos foi setenciado a três anos de prisão por fazer e divulgar no Facebbok charges que difamavam Maomé e o Islã. As charges provocaram raiva entre os muçulmanos que atacarm os cristãos da cidade.


(As duas reportagens foram divulgadas no Weasel Zippers)

terça-feira, 3 de abril de 2012

Como a Igreja Católica deve lidar com o Islã

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O padre Michael P. Orsi fez um texto na semana passada chamado "Challeging Islam" (Desafiando o Islã) no qual faz um resumo sobre o que é o Islã e, ao final, faz sugestões de como a Igreja Católica e os cristãos devem lidar com o Islã.

Em termos de resumo sobre o Islã acho que o texto é muito bom, mas é melhor para quem já sabe suficientemente sobre o Islã, não é muito adequado para quem deseja aprender sobre o assunto, nem para quem já sabe muito, pois vai sentir falta de mais informação. Por isso, vou traduzir aqui apenas as sugestões do padre.

O padre baseia seu argumento em duas premissas: 1) contra o princípio usado por muitos para evitar discutir sobre religião: "Vamos concordar em discordar". Ele ressalta a importância do debate e do conhecimento das outras religiões; 2) Deve-se evitar o politicamente correto e discutir abertamente o Islã.

Na descrição do Islã, o padre permeia seus argumentos com partes de textos de vários autores.

Outro argumento bem presente no texto é que o Deus do Cristianismo não é o mesmo Deus do Islã, apenas as duas religiões são monotéistas, mas com irreconciliáveis diferenças em termos de quem é o Senhor.

Além disso, há destaque de que a base do Islã, o Corão, é bastante confuso e sujeito a diversas interpretações, mesmo porque não existe doutrina, diversas seitas fazem diferentes interpretações dentro do Islã.

Aqui vão as sugestões do padre para a Igreja Católica:

  • Pastores devem falar de forma clara a distinção entre o Deus da Bíblia e o Alá do Corão. Não há nenhuma razão para que isso não pode ser feito com respeito, e muito material está disponível on-line para auxiliar os pastores no desenvolvimento de homilias eficazes. Uma excelente fonte é a organização apologética, Respostas Católicas (www.catholic.com).
  • Os grupos de estudo e discussão deve ser criado para ajudar os paroquianos saber a verdade sobre Maomé e o Corão, e para ter uma visão precisa sobre o Islã e história muçulmana. Um excelente recurso para essa aprendizagem é o livro de Samir K. Samir, SJ (2008), 111 Questions on Islam.
  •  Na pregação e discussões sobre o Islã, não devemos deixar de abordar atitudes opressivas muçulmanas em relação aos direitos humanos e a liberdade religiosa, atitudes que normalmente impõem severas restrições à vida das mulheres, e em algumas partes do mundo, ainda toleram a escravidão.
  • As meninas devem ser aconselhados sobre as possíveis conseqüências de se casar com homens muçulmanos, alertando-os sobre a expectativa tradicional de que as mulheres vão ser subserviente em casamento, e da presunção comum que as crianças devem sempre ser criadas como muçulmanas, independentemente de qualquer convenção em contrário (mesmo após divórcio).
  • Aqueles em posições de autoridade religiosa deve evitar sinais indevidos de reverência para com o Islã ou o Corão, mesmo em eventos inter-religiosos. Enquanto o amor cristão exige respeitabilidade e de civilidade, posturas servis podem confundir os crentes e incentivar a falsa noção de que o ecumenismo significa todas as religiões são iguais.
  • As escolas católicas e universidades deve ser verdadeiras no ensino sobre a história do conflito entre o Islã eo cristianismo. Em particular, eles devem abordar o tema incômodo das Cruzadas. Os muçulmanos têm sido mimado em acreditar que eles foram vítimas de agressão cristã, e as Cruzadas se tornaram um ponto de encontro contra a injustiça percebida ocidental. Nada poderia estar mais longe da verdade. As Cruzadas foram iniciadas em resposta aos ataques muçulmanos contra cidades cristãs, comerciantes e peregrinos, bem como a destruição sistemática de mosteiros e lugares sagrados cristãos na Palestina. Estes fatos se tornam claras em inúmeras fontes, incluindo o livro God’s Battalions: The Case for the Crusades, de Rodney Stark (2009).
  • Talvez, mais importante, os pastores devem declarar que as investigações dos muçulmanos sobre o cristianismo são incentivados e conversões bem-vindas. Da mesma forma, os esforços da missão nos países muçulmanos devem ser apoiados. Os leigos têm um papel fundamental a desempenhar. Eles devem ser encorajados a engajar muçulmanos, oferecendo convites para saber mais sobre Jesus. (Mosab Hassan Yousef começou sua jornada para Cristo, quando um motorista de táxi em Jerusalém deu-lhe um exemplar do Novo Testamento, convidando-o a participar de um grupo de estudo bíblico.) Não há como negar os riscos associados com alcance para os muçulmanos. Mas, na realidade, um grande número de pessoas conseguiram deixar o islã (especialmente na África), e muitos mais vão fazê-lo. Papa Bento XVI, em suas intenções, recentementefalou: "Que a Igreja, consciente da sua própria identidade missionária, deve se esforçar para seguir fielmente a Cristo e anunciar o seu Evangelho a todos os povos" É ainda disse que "O sangue dos mártires é a semente da Igreja ". 
  • Em suma, os líderes cristãos devem abandonar o silêncio polido sobre o Islã, usar todos os recursos para identificar a ameaça que enfrentamos em agressividade muçulmana, e fazer as pessoas entender o que está em jogo. Papa Bento XVI exortou os pastores a adotar a tecnologia na difusão do Evangelho e trazer almas para Cristo, incentivando-os a usar sites, vídeos, blogs e redes sociais como ferramentas no ministério pastoral. Sua chamada não precisa ser limitado ao clero. Todos os crentes, que possuem a escrita e as competências tecnológicas, deve ser inscrito na causa. Mesmo a máquina de fotocópia paróquia deve ser mobilizado, este artigo pode ser copiado e distribuído aos paroquianos.

Bom, fico feliz em achar que este blog já faz parte do que o padre Michael Orsi pede para os leigos, procuro sempre falar aqui sobre os ensinamentos e as ameaçãs do Islã. Mas, graças a Deus, eu não sou o único, na lista de blogs que indico, há vários que fazem isto.


(Agradeço o texto ao site PewSitter)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

O Primo do Papa que tinha Síndrome de Down

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Em 1939, Hitler assinou um documento secreto no qual aprovava um programa chamado Aktion T4. Neste programa, que se inicou em janeiro de 1940,  os médicos estabelecem quem eram os doentes que não poderiam ser recuperados e aqueles paciente que não poderiam se defender. Estes pacientes seriam enviados para um local onde sofreriam testes e seriam mortos.

Os familiares não ficavam sabendo onde estavam os pacientes e apenas recebiam o atestado de óbito. Mais de 70 mil pacientes foram mortos. O programa foi finalizado oficialmente em agosto de 1941, mas alguns médicos continuaram exercendo as diretrizes deste programa. Dentre os mortos pelo Aktion T4 está um primo do papa Bento XVI que tinha Síndrome de Down.

Esta história ainda é relevante nos dias de hoje, quando se discute o programa de saúde nos Estados Unidos, no qual o governo americano quer definir como a Igreja deve se comportar frente a proteção a saúde e mesmo aventou a possibilidade de estabelecer um programa no qual os médicos determinavam até onde iria a proteção de vida dos pacientes, até onde o governo poderia gastar com um paciente. No Brasil, a campanha da fraternidade é sobre a saúde, precisamos do apoio governamental, mas devemos ver os limites da presença do governo

Como diz Clive S. Lewis (frase que está nas minha seleção abaixo), por vezes o governo quer estabelecer uma política que supostamente seria voltada para o bem da população mas no fim representa o domínio de nossa liberdade:

Of all tyrannies, a tyranny exercised for the good of its victims may be the most oppressive. It may be better to live under robber barons than under omnipotent moral busybodies. The robber baron’s cruelty may sometimes sleep, his cupidity may at some point be satiated; but those who torment us for our own good will torment us without end, for they do so with the approval of their own conscience. (De todas as tiranias, a tirania exercida para o bem de suas vítimas pode ser a mais opressiva. Pode ser melhor  se viver sob barões ladrões do que sob onipotentes intrometidos morais. A crueldade do barão ladrão pode às vezes dormir, sua cupidez pode, em algum momento ser saciada, mas aqueles que atormentam-nos para nosso próprio bem vai nos atormentar sem fim, pois faz isto com a aprovação de sua própria consciência.)

Vejam a notícia sobre o Aktion T4 da Rome Reports.



O avanço da medicina permitiu a cada um de nós se comportar como Hitler, decidindo que filho se ter, se observamos que  a criança no ventre não será "normal", jogamos a criança no nosso aktion t4.

domingo, 1 de abril de 2012

Submissão do Ocidente ao Islã

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Incrível, como o Ocidente se deixa rebaixar pelo Islã. Acima, charge genial de Chip Bok do site Townhall que relembra o encontro do Obama com o líder saudita, no qual Obama se rebaixou ao cumprimentá-lo e a parte de baixo refere-se à frase captada na semana passada por um microfone no qual Obama disse para a Rússia que depois das eleições (com a sua vitória) teria mais flexibilidade para reduzir o poderio militar americano. Putin aparece sem camisa, como costuma se exibir na Rússia.

Mas hoje fiquei assutado, como novamente o Ocidente se rebaixa ao Islã. Foi noticiado que o FBI (a polícia federal americana) vai destruir 876 páginas de um texto ministrado para treinamento sobre o Islã, porque supostamente as páginas traziam informações equivocadas sobre o Islã. Até os instrutores foram desligados de suas posições. Não foi noticiado que informações eram estas, o que levanta fortes suspeitas de que na verdade o FBI s rebaixou ao politcamente correto do Islã, mesmo sabendo que quase sempre os ataques terroristas são motivados pela crença em Maomé. Vejam a notícia clicando aqui.

Com o FBI mais despreparado sobre o Islã, como deve ser motivada a perseguição a muçulmanos radicais?



(Agradeço o assunto ao site Jihad Watch)