O padre e autor de vários livros Dwight Longenecker tem um blog chamado Standing on my Head. Ontem, ele fez uma análise bem simples sobre argumentos usados contra o fato da ressurreição de Cristo. Como eu disse ontem, este assunto é tema de tese de doutorado de William Craig (talvez o maior especialista no assunto do mundo). Craig tem mais argumentos, acho que há vídeos no youtube no qual ele explica isso (até com legenda em português). Mas pela simplicidade e lógica dos argumentos, o texto do padre Longenecker merece ser lido.
Aqui vai tradução do texto do padre:
Ou Jesus Cristo ressuscitou dos mortos ou não.
Se ele não ressucitou, há apenas quatro opções:
- A coisa toda foi inventada.
- Os discípulos cometeram um erro honesto.
- Jesus realmente não morreu.
- Jesus morreu, mas alguma coisa aconteceu com seu corpo.
A coisa toda é uma ficção: Nesse grupo estão os acadêmicos que pensam que os primeiros cristãos gostavam das histórias de deuses pagãos de morte e ressurreição e decidiram adotá-las e adaptá-las para o seu herói Jesus. Problema: Os primeiros cristãos eram judeus e tanto para os cristãos como para os judeus os gentios pagãos eram o grande problema. Eles eliminavam qualquer especto do paganismo e morreriam antes de oferecer um grão de incenso aos deuses pagãos. Teríamosde acreditar que eles alegremente colocaram histórias pagãs na história de Jesus?Também nesta categoria estão os acadêmicos da 'escola da demitologização"que dizem que," de alguma maneira bonita os ensinamentos de Jesus continuaram a ser vividos pelos seus seguidores após a morte de Cristo, e não é isso realmente o que a ressurreição significa? Problema: o Novo Testamento diz que realmente aconteceu. Eles eram pessoas simples, trabalhadoras, que ficaram aterrorizadas, desnorteadas, confusas e espantadas, não do tipo que sai por aí construindo contos de fadas.
Os discípulos cometeram um erro honesto: Neste grupo estão as pessoas que dizem que os discípulos tiveram um sonho ou pensaram ter visto um fantasma, ou atormentados pela dor eles imaginaram que Jesus estava realmente vivo novamente. Talvez eles tiveram uma alucinação. O que aconteceu, eles fizeram um erro honesto. Problema 1: Eles eram pessoas de cabeças duras, da classe trabalhadora, que sabem distinguir sonho da realidade. Eram pescadores, coletor de impostos, prostituta ... Estas pessoas podem ser frágeis, mas não eram sonhadoras e visionárias. Problema 2: Os inimigos de Cristo tinham a intenção de sua morte. Eles queria ter certeza da execução. Se ouvissem histórias de uma ressurreição, eles teriam produzido o corpo. E diriam: "Perdão rapazes. Vocês estam sonhando. Aqui está o corpo do seu mestre, e está começando a cheirar mal. "
Jesus realmente não morreu: Esta é a alternativa mais louca. O homem foi açoitado com cordões de couro com pedaços de cerâmica e de vidro que rasgaram grandes de carne de seu corpo. Depois, ele foi crucificado em público por carrascos profissionais (que a própria vida pode ser arriscado se não matar sua vítima). O golpe de lança entrou na cavidade do coração e a ciência médica moderna diz que a água e o sangue só saem após a morte já ter ocorrido. Se a pessoa ainda estava viva apenas o sangue fluiria. Nós devemos acreditar que o autor do primeiro século do evangelho tinha esse tipo de conhecimento médico, com o intuito de fingir? Problema: Mesmo com a possibilidade de que de alguma forma Jesus sobreviveu a flagelação, os espancamentos e a crucificação, que é suposto a acreditar que, uma vez envolto em linho e colocado em um túmulo com uma pedra de duas toneladas no lugar que ele acordou, desembrulhou o linho , dobrou-as cuidadosamente, colocar o ombro para a pedra e rolou para trás a partir do interior e entrou no jardim para atender seus amigos. Assim, o corpo do homem está quebrado e ferido ele está cambaleando nu e quase morto e seus discípulos dizendo: "Olhe! É a ressurreição gloriosa do Senhor Jesus Cristo! "Uhh. Acho que não. Será que não dizem, "Geesh! Eca! Ele sobreviveu. Vamos levá-lo a um médico! "
Outra coisa aconteceu com o corpo: De acordo com esta teoria eles jogaram o corpo de Jesus no monte de lixo e o cachorro comeu ou os discípulos foram ao túmulo errado ou eles roubaram o corpo. Problema: os judeus eram (e ainda são) muito meticulosos sobre enterrar seus mortos. Não há evidência de que eles jogaram o corpo fora. Exatamente o oposto, todas as evidências são de um enterro cuidadoso e respeitoso. Se não fosse este o caso, as testemunhas oculares teria corrigido o relato do evangelho falsificado. Problema 2: os discípulos roubaram o corpo? Estamos a crer que esses homens que eram covardes demais para seguir o seu Senhor para a sua morte de repente descobriram a sua coragem e organizaram uma conspiração que conseguiu enganar os líderes judaicos, Pilatos e os guardas no túmulo de Jesus? Problema 3: Se eles roubaram o túmulo, eles iriam sofrer tortura e martírio para manter uma farsa? Qual era o ganho para eles? Eles iam ser os fundadores de uma nova religião e ganhar muito dinheiro? Eles estavam se tornar mundialmente famoso por criar uma farsa para levar as pessoas a seguir um criminoso executado como seu Senhor e Salvador?
Não.
A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto de virada da história humana. É o fato em torno do qual tudo gira. Decida hoje de novo para torná-lo o ponto de virada da sua vida e o fato de em torno do qual gira toda a sua vida.
Sua vida pode depender dela!
(Agradeço o achado deste texto ao site New Advent)

Bom, além dos quatro evangelistas (que qualquer historiador sério dirá que têm base histórica), nós temos Flávio Josefo, judeu que escreveu ainda no Século I sobre Cristo, apesar dele odiar os membros de sua própria comunidade e nós temos também o historiador Tácito que escreveu no século II, dizendo que Cristo foi morto sob Poncio Pilatos.
Certa vez, escrevi sobre isto no meu blog e sugeri dois historiadores que falam sobre este mito de que Cristo não existiu.
Sobre o livro, não costumo misturar autor com a obra. Gosto de músicas de Chico Buarque mas detesto sua posição política. Vou pensar em ler o livro.
Abraço,
Pedro Erik
O fato de não se ter prova alguma de que Jesus existiu – esse, que mudou o mundo, a ponto de mudar a datação dos séculos – nada muda o que eu acho dele.De meu bisavô também não há provas históricas de que ele tenha existido! Mas ele existiu e faz tão pouco tempo que nos deixou…historicamente. Tito, ao destruir Jerusalém, pode ter destruído também toda a documentação de Pôncio Pilatos. Este existiu, a ponto de Igreja o incluir no Credo para atestar a existência terrena de Jesus. E especialmente à Valentina de Botas (lindo apelido): a verdade é aquilo em que acreditamos! Jesus pode ser visto com herói mítico, pode ser visto como Filho de Deus, pode ser visto como um ser humano extraordinário, pode ser visto de mil maneiras. O autor de O Código Da Vinci viu até que Jesus era casado com Madalena e teve um filho, que deu origem à lenda do Santo Graal. O cristianismo produziu algumas das mais belas lendas. Mateus diz que, nascido Jesus em Belém (mas ele deve nascido em Nazaré), vieram uns magos do Oriente para adorá-lo. No século IV, eles eram reis, no V eram três, do VI em diante tinham nomes, e no XII os ossos desses três (Baltazar, Gaspar, Melchior)foram transferidos de Milão para Colônia, em cuja catedral estão até hoje, num dos altares laterais. Mas ninguém sabe de quem são aqueles ossos. Dom Valdir, quando bispo de Porto Alegre, republicou o artigo em que trato disso numa das edições do Almanaque Santo Antônio. Ele e outros sabem que eu aprecio esses assuntos, sobre os quais sei mais do que esses padres que saltitam nas igrejas depois de terem feito aeróbica ou frequentado alguma academia, ou também esses pastores ditos bispos que enganam a fé do povo em aglomerações impressionantes. Aprender sobre esses temas tão relevantes para a cultura do Ocidente requer o método bunda/cadeira/hora, ao qual eles parecem se aplicar pouco, tamanha é a quantidade de bobagens que proferem. E, uma vez que estamos na Semana Santa, lembro que Jesus não pode ter sido condenado na quinta-feira à noite, pois o sinédrio não se reunia nem deliberava à noite. Um juiz americano estudou o processo de Jesus a fundo e publicou um livro muito interessante sobre o tema. No momento não lembro o nome dele. Se quiserem mais perguntas, mandem para o Augusto, ele me repassa e eu respondo: assim todos ficam sabendo de tudo, isto é, de tudo o que eu penso sobre o tema. Obrigado e um abraço.