O Papa se reuniu com o ateu Eugenio Scalfari e deu uma entrevista. Ao ler a entrevista, sinceramente eu tive medo do ateu convencer o Papa.
O Papa Francisco também reafirmou seu erro doutrinário que eu já expliquei aqui ao confirmar que acha que a consciência serve de parâmetro para escolher o bem e o mal.
Diz o Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 1799:
"Perante a necessidade de decidir moralmente, a consciência pode formular um juízo correto, de acordo com a razão e a lei divina, ou, pelo contrário, um juízo erróneo, que das mesmas se afasta."
Este blog também mostra uma frase de C.S.Lewis que diz fala um pouco disso: Of all tyrannies, a tyranny exercised for the good of its victims may be the most oppressive. It may be better to live under robber barons than under omnipotent moral busybodies. The robber baron’s cruelty may sometimes sleep, his cupidity may at some point be satiated; but those who torment us for our own good will torment us without end, for they do so with the approval of their own conscience.
O pior é que o próprio ateu percebeu que o Papa Francisco estava se desviando da Doutrina da Igreja. Vejam:
Perguntou Scalfari: Sua Santidade, o senhor escreveu que em sua carta para mim. A consciência é autônoma, você disse, e todos devem obedecer à sua consciência. Eu acho que é um dos passos mais corajosos tomadas por um Papa.
Resposta do Papa: "E eu vou repeti-lo aqui. Todo mundo tem sua própria idéia do bem e do mal e deve optar por seguir o bem e combater o mal como ele as concebe. Isso seria o suficiente para tornar o mundo um lugar melhor."
Oh, meu Deus, que resposta de nível baixo. Perdão mas eu fiquei imensamente triste com esta resposta.
Outra resposta que parece alimentar o erro de muitos políticos católicos que dizem que são contra o aborto e o casamento gay, mas como são líderes também de não-católicos, eles apoiam inicativas em favor do abroto e casamento gay. Jpa falei aqui que a fonte desta lógica estúpida é o ex-presidente John Kennedy que era católico.
Perguntou Scalfari: E a política?
Respondeu o Papa: "Por que você pergunta? Eu já disse que a Igreja não vai lidar com a política."
Retrucou Scalfari: Mas, poucos dias atrás, você apelou aos católicos para participar civilmente e politicamente.
Retrucou Scalfari: Mas, poucos dias atrás, você apelou aos católicos para participar civilmente e politicamente.
Respondeu Francisco: "Eu não estava falando apenas para católicos, mas a todos os homens de boa vontade. Digo que a política é a mais importante das atividades civis e tem o seu próprio campo de ação, que não é o da religião. Instituições políticas são, por definição, seculares e operam em esferas independentes. Todos os meus antecessores já disseram a mesma coisa, por muitos anos, pelo menos, ainda que com diferentes sotaques. acredito que os católicos envolvidos na política transportam os valores de sua religião dentro de si, mas têm a consciência madura e experiência para implementá-las. a Igreja nunca vai além de sua função de exprimir e divulgar seus valores, pelo menos enquanto eu estou aqui. "
Não vou traduzir toda a entrevista, perdi a paciência.
Vou rezar pelo Papa. Vai ser um longo e difícil papado, como disse a blogueira Crescat:
"Seu estoque de bebidas está cheio? Vou passar esse papado de porre"
Quem quiser ler a entrevista completa (em inglês), clique aqui
Toda entrevista do Papa Francisco, eu morro de medo. Quando esteve no Brasil, ele disse ao repórter do Fantástico que não se preocupava se a criança era educada em uma escola católica, judia, protestante, muçulmana, etc. Meu Deus, ele parece que não entende a importância da religião na educação.
Acho que a nossa sorte é que o Papa diz uma coisa depois desdiz sem observar os erros que vai deixando pelo caminho. Daqui a pouco, ninguém presta mais atenção.
Rezemos. Marana tha.
(Agradeço a esta difícil de engolir entrevista oa blog de Rocco Palmo)







