sábado, 12 de setembro de 2026

Padre Mychael Judge - A Vítima 0001 do 11/9

 


Os ataques terroristas de 11 de setembro completaram 25 anos. Ainda hoje, reverbera a guerra contra o terror, iniciada a partir deste ataque que vitimou quase 3 mil pessoas. Até hoje uso nos meus artigos um manifesto assinado por inúmeros filósofos e teólogos em apoio à guerra ao terror islâmico, cujo texto se fundamenta apenas em um pensador que todos eles respeitavam: Santo Agostinho.

Nas celebrações de 25 anos, descobri um fato que eu não sabia.

A primeira vítima anunciada dos ataques de 11 de setembro foi o padre Mychael Judge, capelão do Corpo de Bombeiros de Nova York. 

A foto acima, mostra o Papa João Paulo II recebendo o capacete do padre Mychael.

A foto abaixo mostra os bombeiros carregando o corpo do padre Mychael.



No post abaixo, vemos o padre Mychael fazendo sua última homilia no dia anterior aos ataques.


Aqui vai a biografia do padre Mychael Judge feita pelo Grok.

Nasceu Robert Emmett Judge em 11 de maio de 1933, no Brooklyn, filho de imigrantes irlandeses do Condado de Leitrim. Era o mais velho de gémeos (a irmã gémea era Dympna) e cresceu em pobreza.

Entrou na Ordem Franciscana ainda jovem, adotou o nome Mychael Fallon Judge e foi ordenado padre em 1961. 

Antes de 11 de setembro, o ministério dele era marcado por proximidade com quem estava à margem: sem-abrigo, doentes de SIDA/HIV (fundou um dos primeiros ministérios católicos nessa área em Nova York), famílias de bombeiros e também a comunidade gay católica. 

Era alcoólico em recuperação, frequentava Alcoólicos Anónimos e era conhecido por um estilo direto, caloroso e pouco formal. 

Em 1992 tornou-se capelão do FDNY. Amigos e colegas descreviam-no como alguém que gostava de estar “onde estava a ação”. 

No dia 11 de setembro de 2001, correu para o World Trade Center com os bombeiros. Estava no átrio da Torre Norte a rezar pelas vítimas e pelos socorristas quando a Torre Sul desabou. Os destroços mataram-no. 

O corpo foi o primeiro a ser formalmente identificado pelo médico-legista, pelo que ficou registado como Vítima 0001. 

A fotografia dos bombeiros a carregarem o corpo tornou-se uma das imagens mais conhecidas daquele dia. Muitos chamam-lhe o “santo do 11 de setembro”. 

Há campanhas para a canonização na Igreja Católica, mas a Arquidiocese de Nova York não abriu o processo. Uma igreja ortodoxa-católica americana canonizou-o em 2002. 

O legado mistura heroísmo no 11 de setembro com uma vida anterior de serviço a pobres e doentes.

Há uma rua em Manhattan com o nome dele, o capacete de bombeiro foi oferecido a João Paulo II, e o túmulo em Totowa, Nova Jersey, tornou-se local de visita. 


Um comentário:

Eduardo Ramos disse...

Muitas honras para esse herói!!!