terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Eles Voltam e os Que Querem Democracia Saem




Na sexta passada teve uma missa na Praça Tharir, Egito, para um milhão de pessoas. A missa foi comandada por Yusuf Al-Qaradawi (foto acima). Vejam que as opiniões dele, mesmo na wikipedia (que costuma ser condescendente), sobre terrorismo, homossexualidade, mulheres, palestinos e Israel são bastante extremas.

Veja também aqui um vídeo sobre o que ele acha que deve acontecer com Israel.

Muitos diziam que a revolta do Egito era feita por democratas que responderam a um chamado feito pelas redes sociais. O representante da Google, Wael Ghonim, era um dos mais ativos na revolta e declarou que a Irmandade Muçulmana não iria dominar a revolução no Egito.

Mas na sexta Ghonim foi expulso do palanque da missa de Qaradawi, na qual se pediu que a revolução continuasse, e saiu com o rabo entre as pernas.

O que acontece com o mundo ocidental que se deixa levar por conto de fadas? 

Como disse o jornalista inglês Richard North: "povo nas ruas é sintoma de alguma doença política e social, esse sintoma não é a cura dessa doença".

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Líbia - Lutará até a última bala?




O filho de Kaddafi, Seif el-Islam, foi na TV estatal ontem para dizer que o pai está liderando a batalha em Trípoli contra os manifestantes, que a Líbia não é a Tunísia, nem o Egito e que o exército está com o governo e "lutará até o último homem, a última mulher, e a última bala".

Mas já há casos do exército abandonar o governo. Em Benghazi, cidade que foi dominada pelos manifestantes, o exército parece que se juntou aos revoltosos. A guerra civil agora é em Trípoli. Seif promete reformas, mas a população não se convenceu.

O caos é completo, apoiadores de Kaddafi e revoltados se matam nas ruas, prédios do governo são incendiados, cidades são dominadas pelos manifestantes e tiros são ouvidos a todo momento. Muitas agências de notícias dizem que já há mais de 200 mortos.

Kaddafi (o "cachorro louco do Oriente Médio" nas palavras de Reagan) está no poder desde 1969, domina o país com mão de ferro e é acusado de financiar vários atentados terroristas (o  mais famoso deles foi a explosão do avião da Pan Am em 1988 que ia de Londres a Nova Iorque, matando 270 pessoas). Kaddafi quis implantar uma espécie de islamismo misturado com comunismo (governo popular). Já vi gente dizer que não existe mistura de Islã com comunismo, pois é. No mínimo, os comunistas e os terroristas islâmicos querem algumas coisas em comum: destruir os Estados Unidos e o capitalismo.

Mas Kaddafi tem se aproximado do mundo ocidental após os ataques de 11 de setembro, prometendo combater a al-Qaeda e permitir inspeções de suas armas por agentes internacionais. Os Estados Unidos reataram as relações diplomáticas com a Líbia em 2006. Em 2008, Kaddafi assinou um acordo de cooperação com a Itália, que pagará compensações a Líbia pelo domínio do país antes da Segunda Guerra. As relações de Kaddafi com os grupos terroristas têm se deteriorado.

A Líbia é rica em petróleo, o país é membro da OPEP, e fornece boa parte do combustível para a Europa. Os problemas lá devem ter um considerável impacto na economia mundial. Em matéria religiosa, 97% da população da Líbia é muçulmana sunita, o que dá certa estabilidade. Não é como o Bahrein ou Iraque que há divisões entre xiitas e sunitas.

Kaddafi fez um discurso, depois da queda de Mubarak, que mostrei aqui, no qual tenta se alinhar com aqueles que querem a destruição de Israel e do mundo ocidental. Perguntei se ele estava querendo afastar a oposição ao seu próprio regime e acabei concluindo que as palavras de Kaddafi falavam ao coração dos povos islâmicos. Mas ele já vinha com relações complicadas com o mundo islâmico pela sua aproximação do ocidente desde 2001. Então, parece que sua fala foi desconsiderada. Apesar do histórico terrorista e assassino e pela ditadura doméstica,  a queda dele pois significar mais um perda perigosa para ocidente. 

O mundo islâmico não conhece a democracia, a pobreza não estimula formação de governos democráticos (e sim "pais do povo"), e a questão religiosa é muito preocupante na região do Oriente Médio. O mundo ocidental deveria tentar manter Kaddafi? Ou tentar um acordo com o exército para dominar o país sem Kaddafi? Que tipo de exército temos na Líbia? O exército não gerará apenas um novo Kaddafi que talvez seja mais belicoso? Quem tem as respostas?

Há muita gente pedindo a cabeça de Kaddafi agora. O "cachorro louco" merece sair pelas portas dos fundos da história, matou muito gente, fora e dentro da Líbia. Mas ninguém sabe dizer para quem entregar.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Revolução Jasmim na China, depois Venezuela e Cuba?




A Revolução Jasmim que começou na Tunísia, agora aparece na China. Autoridades chinesas prenderam manifestantes e ativistas, aumentaram o número de policiais nas ruas, e ampliaram a censura da internet. Supostamente, as manifestações têm origem na internet, com uma convocação para uma revolução jasmim em Beijing, Shangai e outras 11 cidades.

A Fox News diz que um manifestante foi preso simplesmente por colocar jasmins em frente ao McDonald. Ele disse que quer apenas paz. Além dele, outras pessoas estão sendo presas em manifestações muito simples, que não lembram os milhares que se juntaram na Tunísia, Egito ou Bahrein. Mas, além dos manifestantes,  mais de 100 ativistas já foram presos. E mesmo a busca pela palavra jasmim está sendo bloqueada na internet.



A China tem um domínio sobre a população muito mais forte que qualquer regime do Oriente Médio ou qualquer outro. Esse controle começa desde o nascimento (só se pode ter um filho), passa pelo domínio das religiões (a Igreja Católica, por exemplo, reclamou recentemente de forte intromissão das autoridades chinesas que tentam estabelecer até bispos sem aval da Igreja), atinge a internet, a TV, os livros, tudo. E a corrupção e a falta de dados sociais, políticos e econômicos são característica chinesas.

Uma reviravolta na política chinesa só ocorreria com um apoio internacional intenso e muito presença do povo nas ruas. Isso é totalmente improvável pela capacidade econômica chinesa em atingir os mercados mundiais e pelas características da população chinesa, há muito tempo em silêncio, desde os protestos de 1989 na Praça Tiananmem. Mas a economia chinesa começa a dar sinais de descontrole inflacionário e a população e o mundo muito lentamente vai valorizando a liberdade de opinião na China. O Prêmio Nobel do ano passado foi para um ativista pela democracia na China.

Uma reviravolta política com apoios da população e internacional seria bem mais fácil em Cuba ou na Venezuela. Será que os latinos americanos vão mostrar que também conseguem lutar pela democracia? É muito difícil sair democracia, com todos os seus princípios básicos (defesa das minorias, das mulheres e justiça para todos) das manifestações no Oriente Médio, pois o povo dessa região não conhece isso, há grandes conflitos religiosos e questões de segurança internacional (terrorismo e bombas nucleares). Seria bem mais simples na América Latina.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O Tubarão do Politicamente Correto é Vencido




O Filme Soul Surfer é sobre a história real da recuperação emocional (e espiritual) de uma garota americana surfista, chamada Bethany Hamilton (foto),  que teve seu braço arrancado por um tubarão. O filme começará a ser exibido em abril nos Estados Unidos.

Acontece que houve uma discussão importante entre os produtores do filme e os pais da garota. A recuperação de Hamilton teve muito apoio da sua família que lia regularmente a Bíblia para ela no quarto do hospital. Os pais dizem que a Bíblia é parte essencial na volta por cima dela. Mas os produtores do filme resolveram apagar a Bíblia durante as filmagens para retirar o aspecto cristão do filme. Vejam foto abaixo.



Mas os pais reagiram e venceram. Os produtores do filme vão exibir a Bíbilia com sua cruz. Fantástico. Que belos pais tem a Bethany. Eles venceram o tubarão do politicamente correto.

Abaixo o trailler do filme, que conta com a atriz Helen Hunt, vencedora de Oscar, como mãe de Bethany.


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Bahrein - Sunitas versus Xiitas




Enquanto no Egito, a população muçulmana é majoritariamente sunita e o ex-líder do País, Hosni Mubarak também era sunita. No Bahrein, 70% da população é xiita e o Rei Hamad al-Khalifa é sunita. No Egito, a população gritava fora Mubarak por causa do seu longo no poder e pela repressão a grupos islâmicos e defensores da democracia. No Bahrein, a queda do Rei pode significar ainda mais, pelo poder que os xiitas podem assumir e pela proximidade com a Arábia Saudita.

Os xiitas são maioria no Irã (quase 100%), Iraque, Bahrein e Azerbaijão. Enquanto, entre os muçulmanos, os sunitas são a grande maioria. Diz-se que 80% dos muçulmanos são sunitas e 20%, xiitas.

A diferença mais básica entre sunitas e xiitas é que os xiitas procuram seguir líderes religiosos considerados descendentes de Maomé, enquanto os sunitas seguem os líderes religiosos que entendem que têm conhecimento da tradição islâmica. Mas há várias correntes, nas duas facções. Por exemplo, o jornalista Glenn Beck está desde o início da semana no seu programa da Fox News mostrando que Ahmad Ahmadinejad do Irã é um xiita da vertente dos Duodecimalista (clique no vídeo Rumors of War). Essa vertente aguarda a vinda do 12º Imã (chamado al-Mahdi) que viria depois de uma grande guerra que destruiria Israel e o mundo cristão, e o islamismo dominaria o mundo. Ahmadinejad sempre que faz um discurso diz que quer "apressar a vinda do 12º imã, o prometido".

O Egito é sunita, o grupo terrorista Hamas da Palestina também, mas o grupo Hezbollah do Líbano é xiita. A proximadade entre o Hamas, Irmandade Muçulmana e o Hezbollah é conhecida, então ser sunita não quer dizer que os grupos não queiram a mesma coisa, domínio islâmico contra os infiéis. Mas, como Saddam Hussein, que era sunita em um país de maioria xiita, o Rei do Bahrein sofre pela sua distância religiosa em relação a maioria da população. Imaginem se o Brasil fosse dominado há muito tempo por um evangélico. A população reza Ave Maria, mas o rei ou presidente do Brasil discordaria dos dogmas de Nossa Senhora. A população tenderia mais facilmente a se levantar contra o soberano. É o que acontece no Bahrein.

A população que se revolta contra o Rei dificilmente está atrás de democracia. Eles gritam "Morte ao Khalifa" e não por democracia. O principal grupo de oposição é o grupo xiita Al Wefaq.

Pelo menos cinco pessoas morreram até o momento, na violenta resposta do governo, e os revoltosos levam os corpos dos mortos para as passeatas.

A Arábia Saudita está receosa, pois está próxima do Bahrein e também tem uma monarquia de longa data que domina o país, apesar de não ter maioria da população xiita. O mundo ocidental também deve se preocupar, perderia um aliado importante e um Bahrein xiita abriria as portas para o Irã, em uma região que é considerada um barril de pólvora.

Um mundo não deve pensar que as diferenças entre sunitas e xiitas sejam empecilhos para que grupos terroristas islâmicos das duas facções não se unam. Por exemplo, na tríplice fronteira do Brasil, Argentina e Paraguai, várias fontes já mostraram que o Hezbollah (xiita) e a al-Qaeda (sunita) estão juntos para financiar o terrorismo na região. Mas também deve-se considerar que um sunita terá muita dificuldade de dominar uma população de maioria xiita. Mesmo entre a mesma facção há ódio, o Hamas, por exemplo, odeia o Fatah que é do mesmo país, querem, supostamente, a mesma coisa (Estado Palestino) e também é sunita.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

A Estupidez de um Professor Esquerdista

Chesterton disse que a educação é muito importante porque assim todos estarão conscientes de quão estúpidos podem ser os professores de faculdade.

Um professor do Departamento de Direito e Segurança da New York University (NYU) teve de pedir demissão, depois de fazer comentários contra uma jornalista que foi violentada sexualmente durante as manifestações no Egito.

A jornalista Lara Logan (foto abaixo) estava fazendo a cobertura da revolta no Egito pela CBS News, quando foi atacada por mais de 200 homens, sofrendo "a brutal and sustained sexual assault and beating" (investidas sexuais constantes e brutais e surras). Ela foi salva por um grupo de mulheres e por cerca de 20 soldados. No dia seguinte, ela voltou aos Estados Unidos. Chegando, ela ficou no hospital por um período e agora está em casa se recuperando.


A história é horrível. E obviamente, qualquer um, com uma quantidade ínfíma de educação e respeito, deve sentir compaixão por ela e torcer para que ela se recupere logo, não importando quais sejam as opiniões políticas, o credo, a raça ou a nacionalidade dela (dizem que os homens gritavam que ela era judia).

Pois é, mas o professor da NYU, Nir Rosen (foto acima), não pensa assim. Ele escreveu no Twitter que desconfia que ela não foi atacada sexualmente. Acha que Logan foi apenas "groped" (tateada) como outras mulheres e ainda deseja que outros repórteres fossem estuprados pelos egípcios por causa de suas posições políticas. Rosen acha que Logan e Anderson Cooper da CNN defenderam a guerra do Iraque e por isso merecem ser estuprados. Parece que para ele, quem for contra o que ele pensa merece morrer.

Rosen, depois da controvérsia de seus comentários, sentiu-se pressionado e pediu demissão da Universidade. A Universidade aceitou e a Diretora Karen Greenberg  fez o seguinte pronunciamento.

Nir Rosen is always provocative, but he crossed the line with his comments about Lara Logan. I am deeply distressed by what he wrote about Ms. Logan and strongly denounce his comments. They were cruel and insensitive and completely unacceptable. Mr. Rosen tells me that he misunderstood the severity of the attack on her in Cairo. He has apologized, withdrawn his remarks, and submitted his resignation as a fellow, which I have accepted. However, this in no way compensates for the harm his comments have inflicted. We are all horrified by what happened to Ms. Logan, and our thoughts are with her during this difficult time.

(Nir Rosen é sempre provocativo, mas ele passou do ponto com seus comentários sobre Lara Logan. Eu estou profundamente arrasada com o que ele escreveu sobre a senhorita Logan e fortemente condeno seus comentários. Eles são cruéis e insensíveis e completamente inaceitáveis. Senhor Rosen me disse que ele entendeu mal a severidade dos ataques a Logan no Cairo. Ele pediu desculpas, retirando seus comentários, e submentendo sua demissão como membro do Departamento, que eu aceitei. Entretanto, isto de maneira nenhuma compensa a dor que seus comentários provocaram. Nós estamos horrorizados pelo o que aconteceu com a senhorita Logan, e nosso pensamentos estão com ela nesse momento difícil).

Rosen apagou os comentários que ele fez no twiteer, mas muita gente já tinha guardado. Aqui vão os comentários horríveis de Rosen.


"Yes yes its wrong what happened to her. Of course. I don't support that. But, it would have been funny if it happened to Anderson [Cooper] too...
"Jesus Christ, at a moment when she is going to become a martyr and glorified we should at least remember her role as a major war monger"
"Look, she was probably groped like thousands of other women, which is still wrong, but if it was worse than [sic] I'm sorry." . . .
Depois, ele começou a sentir a pressão mas não consegui se desculpar direito. Vejam:
"ah fuck it, I apologize for being insensitive, it's always wrong, that's obvious, but I'm rolling my eyes at all the attention she will get."
Depois, finalmente, ele sentiu o erro:
 "As someone who's devoted his career to defending victims and supporting justice, I'm very ashamed for my insensitive and offensive comments."

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Migração em Massa - Custo e Multiculturalismo





Milhares de tunisianos estão pegando embarcações e chegando em Lampedusa (uma ilha italiana que fica mais próxima da Tunísia que da Sicília), para pedir asilo na Itália e consequentemente na União Européias. E há grande chances que egípcios também procurem asilo europeu. A aceitação dos imigrantes acaba implicando mais imigrantes, que trazem esposas, filhos e primos. O custo da imigração é enorme, cultural, economica e politicamente. Mas também é certo que há um problema humanitário que deve ser resolvido.

As motivações dessa imigração na Itália são as mais diversas, apesar de que, para piorar, alguns dos imigrantes vieram das prisões tunisianas. Entretanto, o resultado é bastante óbvio: problemas urbanos e culturais. Isso ocorre em um momento em que os principais líderes europeus dizem que o multiculturalismo falhou. Eu já comentei sobre isso aqui, quando Angela Merkel levantou o argumento, depois seguido, mais recentemente, por Cameron e Sarkozy. Eles têm razão, qualquer um que conhece a Europa sabe dos grandes problemas culturais que o continente possui. A grande maioria dos imigrantes não assimila a cultura européia e o isolamento entre os nativos e os imigrantes é marca do multiculturalismo. Boa parte da população que chega não fala a língua do país que o recebe, e muitos nem querem aprender. Alguns já são bastante adultos para se aculturar e acabam como camelôs nas ruas das grandes cidades.

Os imigrandes acabam recebendo as benesses do estado do bem-estar social da União Européia e os países, por pertencerem à União Européia, não têm muita liberdade para discutir como alocar esses imigrantes. É disso que reclama Richard North. O ministro do Interior da Itália disse que a "Europa não pode ficar indiferente a essa imigração em massa e que deve tomar uma decisão política forte e decisiva". Ele ainda pediu 100 milhões de euros da União Européia para lidar com os imigrantes tunisianos.


Como condenar um país que quer preservar sua cultura? Não se pode abandonar os imigrantes, então como exigir que os países de origem tratem melhor seus cidadãos?

Glubb Pasha dividiu a história dos impérios em The Fate of Empires (1978) em: Era da Conquista (pioneiros), Era do Comércio, Era da Riqueza, Era do Intelecto, e depois o declínio (com brigas políticas e enfraquecimento da ética). Neste ponto, ele chega à questão do influxo de imigrantes. Ele resume muito bem o problema. Aqui tem um resumo do pensamento de Pasha do site UK Comentators. Abaixo vai a parte sobre imigrantes:

The influx of foreigners

One of the oft-repeated phenomena of great empires is the influx of foreigners to the capital city. Roman historians often complain of the number of Asians and Africans in Rome. Baghdad, in its prime in the ninth century, was international in its population—Persians, Turks, Arabs, Armenians, Egyptians, Africans and Greeks mingled in its streets.

In London today (written in 1978 - LT) , Cypriots, Greeks, Italians, Russians, Africans, Germans and Indians jostle one another on the buses and in the underground, so that it sometimes seems difficult to find any British. The same applies to New York, perhaps even more so. This problem does not consist in any inferiority of one race as compared with another, but simply in the differences between them.

In the age of the first outburst and the subsequent Age of Conquests, the race is normally ethnically more or less homogeneous. This state of affairs facilitates a feeling of solidarity and comradeship. But in the Ages of Commerce and Affluence, every type of foreigner floods into the great city, the streets of which are reputed to be paved with gold. As, in most cases, this great city is also the capital of the empire, the cosmopolitan crowd at the seat of empire exercises a political influence greatly in excess of its relative numbers.

Second- or third-generation foreign immigrants may appear outwardly to be entirely assimilated, but they often constitute a weakness in two directions. First, their basic human nature often differs from that of the original imperial stock. If the earlier imperial race was stubborn and slow-moving, the immigrants might come from more emotional races, thereby introducing cracks and schisms into the national policies, even if all were equally loyal. Second, while the nation is still affluent, all the diverse races may appear equally loyal. But in an acute emergency, the immigrants will often be less willing to sacrifice their lives and their property than will be the original descendants of the founder race.
Third, the immigrants are liable to form communities of their own, protecting primarily their own interests, and only in the second degree that of the nation as a whole. Fourth, many of the foreign immigrants will probably belong to races originally conquered by and absorbed into the empire. While the empire is enjoying its High Noon of prosperity, all these people are proud and glad to be imperial citizens. But when decline sets in, it is extraordinary how the memory of ancient wars, perhaps centuries before, is suddenly revived, and local or provincial movements appear demanding secession or independence. Some day this phenomenon will doubtless appear in the now apparently monolithic and authoritarian Soviet empire. It is amazing for how long such provincial sentiments can survive.

Historical examples of this phenomenon are scarcely needed. The idle and captious Roman mob, with its endless appetite for free distributions of food—bread and games—is notorious, and utterly different from that stern Roman spirit which we associate with the wars of the early republic. In Baghdad, in the golden days of Harun al-Rashid, Arabs were a minority in the imperial capital. Istanbul, in the great days of Ottoman rule, was peopled by inhabitants remarkably few of whom were descendants of Turkish conquerors. In New York, descendants of the Pilgrim Fathers arc few and far between. This interesting phenomenon is largely limited to great cities. The original conquering race is often to be found in relative purity in rural districts and on far frontiers. It is the wealth of the great cities which draws the immigrants. As, with the growth of industry, cities nowadays achieve an ever greater preponderance over the countryside, so will the influence of foreigners increasingly dominate old empires. Once more it may be emphasised that I do not wish to convey the impression that immigrants are inferior to older stocks. They are just different, and they thus tend to introduce cracks and divisions.

Frivolity

As the nation declines in power and wealth, a universal pessimism gradually pervades the people, and itself hastens the decline. There is nothing succeeds like success, and, in the Ages of Conquest and Commerce, the nation was carried triumphantly onwards on the wave of its own self-confidence. Republican Rome was repeatedly on the verge of extinction—in 390 B.C. when the Gauls sacked the city and in 216 B.C. after the Battle of Cannae. But no disasters could shake the resolution of the early Romans. Yet, in the later stages of Roman decline, the whole empire was deeply pessimistic, thereby sapping its own resolution. Frivolity is the frequent companion of pessimism. Let us eat, drink and be merry, for tomorrow we die. The resemblance between various declining nations in this respect is truly surprising. The Roman mob, we have seen, demanded free meals and public games. Gladiatorial shows, chariot races and athletic events were their passion. In the Byzantine Empire the rivalries of the Greens and the Blues in the hippodrome attained the importance of a major crisis.

Judging by the time and space allotted to them in the Press and television, football and baseball are the activities which today chiefly interest the public in Britain and the United States respectively. The heroes of declining nations are always the same—the athlete, the singer or the actor.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O Talibã Continua Vivo




Ontem mostrei uma pesquisa da Pew Resarch de 2010 que mostra que 80% da população no Egito, Jordânia e Paquistão acham que a pessoa merece pena de morte se deixar a religião islâmica. Hoje tenho o desprazer de saber pelo Wall Street Journal que é exatamente isso que vai acontecer a dois afegãos que se converteram ao cristianismo.

O Ministro da Justiça do Afeganistão, Jamal Khan, disse: "The sentence for a convert is death and there is no exception..They must be sentenced to death to serve as a lesson for others." (A sentença para o convertido é a morte e não há exceção. Eles devem ser sentenciados a morte como lição para os outros). Não há nem um São Domingos de Gusmão do Islã para conversar com eles e tentar trazê-los de volta ao islamismo. Basta uma denúncia e pronto, cadeia e morte. Aliás, nenhum advogado quer defender os acusados, pois isso também poderia provocar pena de morte para eles.

Um dos presos é Said Musa, 46 anos, pai de seis filhos, membro da Cruz Vermelha, médico terapeuta, que se converteu 9 anos atrás. Em uma carta aberta, ele diz que está sendo torturado e abusado sexualmente na prisão.Sua esposa e seus filhos deixaram o Afeganistão.

O segundo convertido é Shoaib Assadullah Musawi de 25 anos, que foi preso depois que deu uma coópia do Novo Testamento a um amigo e esse amigo da onça o denunciou.

A pergunta que não quer calar é: Ué, os Estados Unidos e outros países não gastaram milhões dólares para afastar o Talibã (bandeira acima) do poder e agora torram milhões para manter no poder e enriquecer Hamid Karzai, e a lógica Talibã ainda permanece? De que serviu a retirada do Talibã?

Isto mostra que tirar um tirano é bem mais fácil que tornar um país realmente democrático. A democracia é a defesa dos direitos individuais, a defesa das minorias. Não é voto apenas.

Vamos rezar pelos dois prisioneiros.

A Barnabas Fund divulgou a carta que Said Musa fez da prisão. Aqui vai:


"To the international church of world and to the President Brother Barak Obama President of the United States and to the head of ISAF [International Security Assistance Force] in Afghanistan!

"My name is Said Musa 45 years old. I have been working since 15 years as a Physiotherapist in I-C-R-C [International Committee of the Red Cross] orthopaedic centre in Kabul, Afghanistan. About four and a half months before by security force of Afghanistan I [was] captured, due to faith in the Lord Jesus Christ, Saviour of the world. One person ____ he is spy of ____ [a] leader in Afghanistan. He told about me [to] the Government's officials, 'He's believer, He's head of church in ____'. He showed my house to the security force. Since that time I am in jail. The authority and prisoners in jail did many bad behaviour with me about my faith in the Lord Jesus Christ. For example, they did sexual things with me, beat me by wood, by hands, by legs, put some things on my head, mocked me ‘He's Jesus Christ', spat on me, nobody let me for sleep night and day. Every person spat on me and beat me. Also the prosecutor wrote something wrong against me.

He told from himself something wrong against me on my file."He is stimulating every day the prisoners against me, ‘He is also in jail due to spy for Iran country', to reveal the church in Kabul. I'm in a very and very bad condition in the jail.

"I agree with long imprisonment about my faith even for long life. Because I'm the sinnest person in the world. Because sometimes they treated for died I refuse my faith due to died. Sometimes I tolerate the persecution but immediately I acknowledge my sin before Lord Jesus Christ: ‘Don't refuse me before your holy angels and before your Father.' Because I am very very weak and sinful man.

"Nobody could accept my defender before the court. If I say I am a Christian man he immediately spat on me and abuse me and mock me! I am alone between 400 handlers of terrible values in the jail like a sheep. Please, please, for the sake of Lord Jesus Christ help me. Please send a person who should supervise my document and my file, what I said in it. My prosecutor has told something wrong to the judge because he asked [for] money but I refused his request. Please, please you should transfer me from this jail to a jail that supervises the believers. I also agree with died on cross of my pride. I also agree with the sacrifice [of] my life in public, I will tell the faith in Lord Jesus Christ son of God and other believers will take courage and be strong in their faith. Hundred percent I am stable to my word. I have family of seven - one wife, three daughters and three sons. My big son [is] about eight years old. One of my daughters can't speak, she has some mental problems.

"This is a request from me to all over the world, people please help me. I could not have any person to help. For [the] sake [of] Lord Jesus Christ please pray and immediately help me and rescue me from this jail. Otherwise, they will kill me, because I know they're very very very cruel and hard hearted!

"Your destitute brother in the world.

"Please my English writing is not enough good. If I did some mistake please forgive me! From Kabul Provincial jail."