terça-feira, 17 de abril de 2012

Oposição a Obama: Republicanos e Católicos

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Os americanos realmente sabem fazer campanhas políticas na televisão. Lá não tem horário eleitoral obrigatório, partidos e organizações conseguem dinheiro e produzem vídeos que são exibidos na televisão. Aqui vou exibir dois vídeos que defendem o voto contra Obama na próxima eleição. O primeiro é do Partido Republicano, o segundo é de uma organização católica.

O novo vídeo do Partido Republicano usa as próximas palavras de Obama. Obama durante a campanha disse regularmente que não usaria desculpas para resultados ruins na economia se fosse eleito. Foi eleito e a partir daí passou usar muitas desculpas: culpa do Bush, tsunami no Japão, crise na Europa e até máquinas de saques de dinheiro bancária que supostamente eliminam postos de trabalho. No final, o próprio Obama, já presidente, diz que se não se consegue melhorar a economia, os eleitores devem votar em outro candidato.O vídeo diz que é uma ótima sugestão de Obama.

Vejam abaixo.


Os católicos estão em guerra aberta com Obama nos Estados Unidos. Primeiro, por causa do histórico do presidente de sempre defender o aborto (Obama inclusive votou a favor de uma lei que na prática defende a morte de crianças que nascessem vivas após tentativa de aborto), segundo porque Obama agora quer obrigar a todas as instituições católicas a prover métodos contraceptivos e abortivos para seus empregados. Este assunto está agora na Suprema Corte dos Estados Unidos.

A USCCB (a CNBB de lá) divulgou um texto mostrando os ataques da adminitração Obama e de governos estaduais contra a liberdade religiosa no país. O texto se chama Our First, Most Cherish Liberty  (A Mais Importante e Mais Querida Liberdade) . E promete um vigília de quinze dias de oração pela liberdade religiosa.

"Se Deus não constrói a casa, em vão labutam os seus construtores" (Salmo 127:1). Se não são as regras de Deus que são usadas para formar um país, tudo que se faz para a nação é em vão. É com base nesta linda passagem que uma organização católica defende o voto contra Obama na eleição de novembro.

O vídeo argumenta que os católicos estarão de frente de um desafio histórico nas eleições de novembro. O futuro da geração atual e futura está em jogo. Diz que a Igreja sempre contou com os fiéis para defender os direitos mais sagrados. Muitos problemas nos EUA estarão em jogo: recessão, desemprego, impostos, energia. Mas algumas questões são inegociáveis: vida, casamento (Obama está do lado daqueles que querem redefinir o casamento, em favor de gays) e liberdade.

 Vejam vídeo abaixo:




(Agradeço os vídeos ao Weasel Zippers e ao Creative Minority Report)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O Problema de "Juntar as Escovas".

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A psicóloga Meg Jay da Universidade de Virginia nos Estados Unidos fez um excelente texto no New York Times deste domingo. Não é muito fácil achar um texto conservador no New York Times, mas este, apesar de não defender o casamento, mostra por que casais que coabitam antes do casamento têm mais chance de divórcio. O texto se chama The Downside of Cohabiting Before Marriage ( vou traduzir como O Lado Negativo de Juntar as Escovas antes de se Casar).

Claro, há muitos exemplos de casais que coabitaram antes de se casar e continuam casados e felizes. Mas Meg Jay discute por que com frequência coabitar antes de se casar costuma não funcionar.

Vou traduzir o texto dela. Leiam abaixo:

O Lado Negativo de se Juntar as Escovas antes de se Casar.


Aos 32 anos, um das minhas clientes (vou chamá-la de Jennifer) teve um casamento regado a vinho e caro. Até então, Jennifer e seu namorado tinham vivido por mais de quatro anos. O casa,ento teve presença de familiares, amigos e dois cachorros. 

Quando Jennifer começou terapia comigo tinha passado menos de um ano do casamento, ela estava procurando um advogado para o divórcio. "Quando Jennifer começou terapia comigo menos de um ano depois, ela estava procurando um advogado de divórcio. "Passei mais tempo planejando meu casamento que eu passei feliz casada", soluçou. Mais desanimador para Jennifer era que ela tinha tentado fazer tudo certo. "Meus pais se casaram jovens, eles se divorciaram. Nós vivemos juntos! Como isso aconteceu? " 

Coabitação nos Estados Unidos aumentou em mais de 1.500 por cento no último meio século. Em 1960, cerca de 450.000 casais não casados ​​viveram juntos. Agora, o número é mais de 7,5 milhões. A maioria dos jovens adultos na faixa dos 20 anos vai viver com um parceiro pelo menos uma vez, e mais da metade de todos os casamentos serão precedidos de coabitação. Essa mudança tem sido atribuída à revolução sexual e à disponibilidade de controle de natalidade, e em nossa economia atual, compartilhando as contas faz coabitar atraente. Mas quando você falar com as pessoas em seus 20 anos, você também ouvir em outra coisa: a coabitação como profilaxia. 

Em uma pesquisa nacional realizada em 2001 pelo Projeto Casamento Nacional, então na Universidade Rutgers e agora na Universidade de Virginia, quase metade dos que tinha 20 e poucos anos concordaram com a afirmação: "Você só se casa com alguém se ele ou ela concordar em conviver com você em primeiro lugar, de modo que você pode descobrir se vocês realmente vão se dar bem." Cerca de dois terços disseram acreditar que morar juntos antes do casamento era uma boa maneira de evitar o divórcio. 

Mas essa crença é contrariada pela experiência. Os casais que coabitam antes do casamento (e especialmente antes de um noivado ou um compromisso mais firme) tendem a ser menos satisfeitos com seus casamentos - e têm mais chance de se divorciar - que os casais que não. Esses resultados negativos são o chamado efeito coabitação. 

Pesquisadores originalmente atribuíram o efeito coabitação para a seleção, ou a idéia de que cohabitores eram menos convencionais sobre o casamento e, portanto, mais abertos ao divórcio. Como a convivência tornou-se uma norma, no entanto, estudos têm mostrado que o efeito não é totalmente explicada pelas características individuais como educação, religião ou política. A pesquisa sugere que pelo menos alguns dos riscos pode estar na coabitação em si. 

Como Jennifer e eu trabalhamos para responder a sua pergunta, "Como isso aconteceu?" Nós falamos sobre como ela eo namorado passaram de namoro para a coabitação. Sua resposta foi consistente com estudos que relatam que a maioria dos casais dizem que "simplesmente aconteceu". 

"Nós estávamos dormindo juntos em nossas casas o tempo todo", disse ela. "Gostamos de estar juntos, por isso era mais barato e mais conveniente. Foi uma decisão rápida, mas se não der certo, havia uma saída rápida. " 

Ela estava falando sobre o que os pesquisadores chamam de "deslizar, não decidir." Mudar de namoro para dormir juntos para depois coabitar pode ser um declive gradual, não marcado por anéis ou cerimônias ou às vezes até mesmo por uma conversa. Casais contornam falar sobre por que eles querem viver juntos e o que isso significará. 

Quando os pesquisadores perguntam aos parceiros que coabitam estas questões, os parceiros têm muitas vezes diferentes não relatadas agendas, que são mesmo inconscientes. As mulheres são mais propensas a ver a coabitação como um passo para o casamento, enquanto os homens são mais propensos a vê-lo como uma maneira de testar um relacionamento ou adiar o compromisso, e esta assimetria de gênero está associado com interações negativas e menores níveis de compromisso mesmo após quando a relação progride para o casamento. Uma coisa homens e mulheres concordam, porém, é que os seus padrões para um que um parceiro coabite são mais baixos do que para um cônjuge.  

Deslizando para a convivência não seria um problema se deslizar para fora fosse mais fácil. Mas não é. Muitas vezes, os adultos jovens entram para o que eles imaginam que vai ser de baixo custo, situações de baixo risco de vida apenas para encontrar-se incapazes de sair da relação meses, até anos mais tarde. É como usar um cartão de crédito com 0 por cento de juros. No final de 12 meses quando o juro sobe para 23 por cento você se sente preso, pois seu saldo é muito alto para pagar. Na verdade, a coabitação pode ser exatamente assim. Na economia comportamental, é chamado de consumidor lock-in.  

Lock-in é a queda na probabilidade para mudar para outra opção uma vez que um investimento foi feito. Quanto maiores os custos de instalação, menos provável a mudança para uma situação melhor, especialmente quando confrontados com os custos de mudança, ou o tempo, dinheiro e esforço que necessita para fazer uma mudança.

A coabitação é carregada com a instalação e custos de mudança. Viver juntos pode ser divertido e econômico, mas depois de anos vivendo entre coisas juntadas juntos, dividindo apartamento, animais de estimação e mobiliário novo, mais tarde, estes custos de instalação tem um impacto sobre a probabilidade de sair. 

Jennifer disse que nunca sentiu que seu namorado estava comprometido com ela. "Eu senti como se estivesse em uma audição interminável para ser sua esposa", disse ela. "Tivemos toda a mobília. Tivemos os nossos cães e os mesmos amigos. Ele apenas tornou muito, muito difícil de quebrar. Então era como se nós tivéssemos no casado porque estávamos vivendo juntos  e fizemos 30 anos. " 

Já tive outros clientes que também desejam que não tivessem afundado seus 20 anos em relacionamentos que durariam apenas alguns meses se não tivessem vivido juntos. Outros querem se sentir comprometidos com os seus parceiros, eles ainda estão confusos sobre se eles optaram conscientemente por seus companheiros. Basear relações na conveniência ou na ambiguidade pode interferir com o processo de reivindicação das pessoas que amamos. Uma vida construída em cima de "talvez você será" simplesmente pode não ser dedicada quanto uma vida construída em cima do "eu aceito" do casamento. 

A conexão desfavorável entre coabitação e do divórcio parece que estar diminuindo, no entanto, de acordo com um relatório divulgado no mês passado pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos. Mais uma boa notícia é que uma pesquisa de 2010 pelo Pew Research Center revelou que quase dois terços de americanos viram a coabitação como um passo para o casamento. 

Essa visão compartilhada e grave de coabitação pode ter um longo caminho para atenuar o efeito negativo da coabitação, porque por outro lado pesquisas mostram que casais que coabitam em série e aqueles que usam a coabitação como um teste têm maior risco para piores qualidade de relacionamento e mais chances de dissolução da relação eventualmente. 

A coabitação chegou para ficar, e há coisas que os adultos jovens podem fazer para proteger seus relacionamentos a partir do efeito da  coabitação. É importante discutir a motivação de cada pessoa e o nível de comprometimento de antemão e, melhor ainda, para ver a coabitação como um passo em direção intencional, em vez de um teste conveniente para, casamento ou a parceria. 

Também faz sentido antecipar e avaliar regularmente as restrições que podem dificultar a saída. 

Eu não sou a favor ou contra a viver juntos, mas eu defendo que os jovens adultos saibam que longe de proteger contra o divórcio e a infelicidade, coabitar com alguém pode aumentar suas chances de cometer um erro - ou de passar muito tempo em um erro. Um mentor meu costumava dizer: "A melhor hora para trabalhar no casamento de alguém é antes que o casamento aconteça", e na nossa época, este momento pode significar a coabitação.





(Agradeço o texto ao New Advent)

sábado, 14 de abril de 2012

Revista Veja Defende o Aborto de Anencéfalos.

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Reportagem da Revista Veja desta semana defende a decisão do STF para abortos de anencéfalos. Considera que a decisão do STF foi um "avanço fundamental". Mandei comentário para a Revista, mas ela não costuma publicar os meus comentários. Então mais uma vez vou deixar publicado no meu blog o que eu disse para esta reportagem. Texto em azul.

Bom, sei que não adianta, a Veja muito dificilmente publica opiniões dissidentes.

Mas em todo caso, tenho a esperança da mensagem chegar à jornalista que escreveu o terrível texto sobre o direito ao aborto de anencéfalos.

Cabe relatar apenas fatos para atacar a reportagem: 

1) Certamente a vida começa bem antes dos três meses de gravidez.  Para a ciência, hoje em dia, e não só para a Igreja Católica, a vida começa na gestação. Isto por si só, elimina o aborto para qualquer um antes deste período.

2) Dado que a vida começa bem antes, a "autonomia da gestante" (citada na reportagem) na verdade quer dizer que é liberdade de assassinato de um ser vivo;  

3) A reportagem "esqueceu" de mencionar que Norma McCorvey (que defendeu o aborto na decisão mais importante dos Estados Unidos) hoje luta fortemente pela reversão da lei americana que permite o aborto; 

4) A reportagem também "esqueceu" de mencionar que o aborto é a causa mais importante de destruição de minorias, vejam as taxas de aborto entre os negros dos Estados Unidos e compare com a taxa entre os brancos; 

5) Outra coisa que a reportagem "esqueceu" de mencionar é a posição da CNBB, deveria ter visto o que pensa a principal religião do país;

6) A lógica "aprovou, mas a mãe pode optar não fazer, então está tudo certo" pode ser usada para  "podemos aprovar o uso da cocaína para todos nas escolas, deixando os pais a vontade para não deixar as crianças nas escolas"" ou "podemos aprovar a invasão imediata dos Estados Unidos agora cabendo ao Brasil aceitar ou não".

7) Por fim, a frase da reportagem de que a vida pode só começar "a partir do parto" é demais para minha cabeça.

Vou acabar com a minha assinatura da Veja esta semana. Esta reportagem foi demais para o meu fígado.

Revista Veja mais uma vez demonstra que católicos conservadores não têm apoio político, nem na mídia. 

Hoje vi no jornal Correio Braziliense que o governo agora pensa em abrir clínicas de abortos públicas. O diabo só precisa de uma fresta mesmo. E a Revista Veja apóia. E olha que eu nem comecei a discutir o caso. Quantas são as outras doenças que os médicos podem considerar que a criança morrerá ao nascer?



Aperte o Botão Vermelho para Drama

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Propaganda sensacional da TNT na Bélgica. Muito divertido. Em uma pequena praça da Bélgica onde nada acontece, eles colocaram um botão vermelho que adicionaria drama ao local.

Vejam abaixo:




(Agradeço o vídeo ao site New Advent)


sexta-feira, 13 de abril de 2012

Doador de Esperma pode ser Pai de 600 pessoas

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O journal  The Sun anunciou esta semana que o dono de um labaratório na Inglaterra fez inúmeras doações de esperma.

Bertold Wiesner - que nasceu na Áustria - administrou a Clínica Barton em Londres, que ajudou mais de 1.500 mulheres conceber. Ele morreu em 1972. Mas pesquisas mostram que ele regularmente fez doações de esperma de início dos anos 1940 até meados dos anos 1960.

David Gollancz, um advogado de Londres também concebido na clínica, disse que a estimativa conservadora é de que ele teria feito 20 doações por ano.Usando dados padrão de nascidos vivos, incluindo nascimento de gêmeos e abortos naturais, estima-se que ele é responsável por entre 300 e 600 crianças.

Allan Pacey,  um especialista em fertilidade masculina da Universidade de Sheffield, disse que um homem saudável poderia fazer até 50 doações por ano. No ano passado verificou-se que um doador de esperma anônimo americano gerara mais de 150 crianças.


O stie Life News fez uma análise desta aberração de centenas ou milhares de crianças concebidas e criadas sem a presença do pai natural.


Diz o site:


O Centro de Bioética e Cultura (Center of Bioethics and Culture) tem um bom filme, chamado de Dia dos Pais Anônimos, que lida com o impacto emocional em filhos de doadores de esperma de não saber nada sobre seus pais biológicos. Isso também é uma forma de mercantilização reprodutiva e as conseqüências nas vidas das pessoas criadas são mais intensas do que eu certamente se pensa. 

Há discussão sobre egomania. Se os seus meio-irmãos irão ter relacionamentos, há importantes questões morais e de saúde que podem surgir.

A história do jornal The Sun, embora a partir de ações tomadas décadas atrás, mostra o dano potencial que uma pessoa sem escrúpulos pode infligir a um inocente, ilustrando mais uma vez a necessidade de regulamentação e supervisão mais fortes às empresas que ajudam casais inférteis se tornarem pais.



(Agradeço o assunto ao site Weasel Zippers)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Padres Pedófilos - Fatos e Custos nos EUA

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A Confederação dos Bispos dos Estados Unidos (USCCB) divulgou ontem o relatório de 2011 sobre os casos de pedofilia dentro da Igreja Católica nos Estados Unidos. A auditoria foi feita pela empresa StoneBridge Business Partners. O relatório é extenso, mas o site Catholic Culture divulgou alguns números e fatos relacionados aos casos. Vamos a eles:
1) Desde 2004, o custo para a Igreja, entre acordos, advogados e terapias, chega a US$ 2,5 bilhões;    

2) 82% das vítimas eram meninos, apenas 18% eram meninas. O que mostra a tendência homossexual dos infratores;

3) 50% das vítimas tinha entre 10 e 14 anos quando começaram os abusos. 16% tinha menos de 10 anos. E 16% também tinha entre 15 e 17 anos.

4) A grande maioria (68%) dos casos ocorreu entre 1960 e 1984. 

5) O período mais comum de ocorrência de casos foi entre 1970 e 1979;

6) Os casos de abuso de padres custaram a Igreja US$ 108, 7 milhões em 2011. 57% deste dinheiro foi usado para fazer acordo com as vitimas;    

7) Durante 2011, 21 menores alegaram que sofreram abusos por parte de padres ou  diáconos. O relatório concluiu que sete acusações foram considerados críveis pela aplicação da lei, três eram falsas, cinco eram possíveis abusos, e três estavam sob investigação. 

8) Durante 2011, 683 adultos também alegaram que sofreram abusos por parte de padres ou diáconos no passado. Dos clérigos acusados, 253 já estão mortos, 58 já haviam sido laicizados, 184 foram removidos do ministério, e 281 já estavam sendo considerados em auditorias anteriores. 
O cardial de Nova Iorque, Timothy Dolan, que é presidente da USCCB, disse que a Igreja tinha que permanecer vigilante. 

"Embora o relatório apóie a conclusão de ambos os estudos feitos pela Faculdade John Jay de Justiça Criminal - que a maioria das denúncias foram no passado - a Igreja deve continuar a ser vigilante. A Igreja deve fazer tudo para que isto nunca mais volte a acontecer. E todos nós devemos continuar a trabalhar com determinação total para a cura e reconciliação das vítimas e sobreviventes ".
 
A USCCB disse que em todo o país, 1,8 milhões de voluntários nas paróquias e escolas católicas são treinados para proteger as crianças. Um adicional de 249 mil funcionários também são treinados. 

Mais de 4,8 milhões de crianças católicas foram ensinadas a reconhecer um processo de aliciamento, para dizer não, e contar aos pais e outros adultos confiáveis ​​sobre tal comportamento. Todas as dioceses auditadas têm ambiente seguro para crianças.

Os casos de pedofilia na Igreja não é diferente de qualquer organização. A Igreja Católica não é a única que sofre deste mal, nem a que apresenta a maior quantidade de casos proporcionalmente, longe disso. Eu mesmo já falei aqui no blog dos casos de pedofilia entre os artistas de Hollywood. E Hollywood não é uma organização única, os processos não são contra Hollywood.

O site da Catholic League leu a auditoria e disse que o título deveria ser que 99,98% dos padres dos Estados Unidos não têm acusações de pedofilia, há apenas 23 casos reconhedos entre 40.271 padres.

Mas certamente a Igreja tem muito mais zelar que as outras organizações, por isso deve punir com rigor qualquer caso, continuar vigilante e ajudar na cura das sequelas terríveis destes casos que tanto envergonham a Igreja.

Que Deus esteja com as vítimas.

No Brasil, a CNBB está fazendo alguma coisa sobre isso?


(Agradeço o assunto ao site Pew Sitter)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Meu Candidato Desistiu. Agora ABO?

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Quem me acompanha aqui no blog, sabe que eu já declarei que se eu fosse norte-americano votaria em Rick Santorum (foto acima com sua esposa Karen) e faria campanha para ele. Falei isso quando o candidato tinha apenas 1% na pesquisa popular. O cara cresceu de forma espantosa e sem dinheiro, apenas com o discurso em favor da família e em como a moral está relacionada com a questão econômica. Alcançou o posto de principal adversário de Mitt Romney para saber quem iria disputar com Obama.

Santorum teve o melhor discurso e a melhor postura entre todos os políticos que vi na vida.

Ontem, depois de lutar muito contra diversos fatores além do dinheiro (Romney é o candidato mais rico que os Estados Unidos já teve), Santorum anunciou o fim da campanha. Eu já desconfiava que ele iria fazer isso e encomendei a minha camisa de apoio ao candidato, antes que a campanha fechasse.

Entre os fatores que mais me incomodavam, eram aquelas pessoas que eram contra Santorum porque achavam que ele não tinha chance de ganhar com aquele discurso, principalmente quando o cara que falava isso era um católico. Mas Santorum tinha saído de 1% para 40% justamente com aquele discurso.

Além disso, os "donos" do próprio partido estavam contra ele, e grandes representantes da mídia de oposição a Obama (Ann Coulter, Bill O'Reilly, Charles Krauthammer) defendiam Romney.

Finalmente, Santorum tem uma filhinha de três anos, Isabella, que tem um doença grave e ficou internada duas vezes na campanha, ele parou a campanha nas duas vezes. Isto deve ter influenciado muito a desistência.

Em todo caso, acho que Santorum foi um vencedor, ele alavancou os problemas mais importantes: vida, família e liberdade. Os Estados Unidos devem muito a ele por isso.

O que eu acho que vai acontecer agora?

Acho que, infelizmente, o Obama vai ganhar.

A parte forte do Romney é a questão econômica. Ele é um empresário riquíssimo e o discurso dele é que que ele sabe como gerar empregos.  Então, tem que torcer que a economia americana continue em péssima forma para que tenha chances de ganhar de Obama. Se o desemprego continuar caindo gradualmente como está, Obama vai ganhar.

Romney tem uma grande mancha, apoiou uma reforma na saúde quando foi governador de Massachusetts que é muito semelhante a do Obama, que hoje é causa de grande perda de popularidade para Obama. Outo fator importante é que Romney é mórmon, que pratica um cristianismo muito estranho do tipo que considera que Cristo é irmão do demônio, que Ele não é Deus e visitou os Estados Unidos depois de sua morte, pois havia uma tribo de índio que seriam judeus. Obama está longe de ser cristão nas suas atitudes (defende o aborto até de crianças que nasceram com vida), mas o mormonismo pode assustar.

Eu me assusto mais com as atitudes do Obama, mas os cristãos podem não querer um mórmon que não é muito diferente na principal política que detestam (reforma da saúde). Romeny jura que vai acabar com a reforma de saúde de Obama.

Além disso, Obama tem eleitores cativos que votam nele de qualquer forma, Romney tem que conquistar todo mundo. Ele tem muito pouco carisma, não consegue levantar emoções em seu favor.

Nos Estados Unidos, muitos defendem o ABO (Anyone But Obama), "qualquer um menos Obama", mas acho que isso é insuficiente para tirar um presidente de se eleger para segundo mandato.

Se eu fosse eleitor, votaria no ABO, mas não iria feliz para as urnas, e não defenderia o mandato de Romney. 

Não sei como o mundo vai superar mais um mandato de Obama. É rezar. O cara foi um desastre em qualquer aspecto: economia, relações internacionais, militar e em política social.

Na parte mais fácil, economia, vejam o gráfico abaixo que vi ontem. Mostra que os Estados Unidos com Obama conseguiram o êxito negativo de dívida pública maior que toda a Zona de Euro somada com o Reino Unido, sendo que os Estados Unidos têm menor população que as da Zona do Euro e Reino Unido somadas, isto é os Estados Unidos ainda têm dívida per capita maior. E o resultado desse endividamento ainda continua sendo baixíssimo crescimento (1,6% em 2011).




terça-feira, 10 de abril de 2012

A Extradição de Terroristas na Europa

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A Corte Européia de Direitos Humanos, depois de analisar seis pedidos de extradição de terroristas, aprovou a extradição de cinco deles que têm cidadania britânica para os Estados Unidos. O tema é discutido extensivamente no Reino Unido hoje. Os terroristas praticaram diversos atos terroristas dentro e fora dos Estados Unidos. Os terroristas ainda podem apelar, o que vai atrasar a extradição para as cadeias super seguras dos Estados Unidos, conhecidas como supermax, mas nas quais os terroristas terão acesso a TV, rádio, livros, visitas e podem receber chamadas telefônicas.

O julgamento foi para saber se este tipo de cadeia forneceria condições humanas aos detentos. Ai, meu Deus, quanta perda de tempo.

O tema envolve:

1) Soberania: por que o Reino Unido tem de repassar seus problemas de extradição para a Corte Européia?

2) Estado de Bem Estar Social: por que o Reino Unido tem de gastar tanto dinheiro público para manter o terrorista e a família dele no país?

3) Imigração: a Europa deve ser mais restrita na política de imigração?

E como Chesterton dizia ("todo argumento é um argumento teológico"), o tema envolve religião. A Europa precisa saber combater membros de uma religião que ataca o Ocidente há séculos.

O blog de Ed West costuma debater sobre imigração e assuntos religiosos, hoje ele fala sobre o tema e critica a Corte Européia.