terça-feira, 10 de abril de 2018

Papa Francisco Iguala Luta contra Aborto com Luta por Justiça Social


Se tem uma coisa que a teologia católica sempre pôs acima de tudo é a defesa da vida. Mesmo quando defende a pena de morte e a guerra (justa) é na defesa da vida que a Igreja pensa. A vida em abundância para p bem comum e em direção à divina luz de Cristo.

Mas o Papa Francisco foi destaque no noticiário do mundo hoje por reduzir a defesa da vida em nome de elevar as preocupações com a pobreza e os imigrantes, em sua exortação apostólica Gaudete et Exsultate.

O jornal Wall Street Journal disse que para o Papa a luta contra pobreza é tão essencial como a luta pela vida.

O site Life Site News disse que o Papa Igualou a luta em favor dos imigrantes a luta contra o aborto e o site trouxe as palavras de João Paulo II e Bento XVI que colocaram sempre a luta pela vida em primeiro lugar.

A Reuters diz que o Papa igualou a luta por injustiça social à luta contra o aborto.

O Papa materializa a fé católica, isso é fato. Retira seu caráter espiritual em nome de suas políticas sociais bem politizadas e esquerdistas, destruidoras da sociedade cristã.

E ainda tem os ataques grosseiros que o Papa faz a outros cardeais, como mostrou Sandro Magister.

Abaixo vai o que disse o Wall Street Journal, o jornal mais lido dos Estados Unidos.

ROME— Pope Francis criticized Christians who emphasize opposition to abortion above social causes such as poverty and migration, in his latest effort to readjust the priorities of Catholic moral teaching from what he has characterized as an overemphasis on sexual and medical ethics.
“Our defense of the innocent unborn needs to be clear, firm and passionate,” the pope wrote in a document released by the Vatican on Monday. “Equally sacred, however, are the lives of the poor, those already born,” including the neglected elderly and victims of human trafficking.
The pope’s words appeared in “Gaudete et Exsultate” (“Rejoice and Be Glad”), a reflection on “holiness in today’s world” that includes advice on resisting the “verbal violence” of social media and achieving spiritual concentration amid a “culture of zapping.”
The document is known technically as an apostolic exhortation, one of the more authoritative forms of papal writing below the level of an encyclical. Pope Francis didn’t invoke papal infallibility in the document but Catholics are generally expected to regard papal teaching at this level with reverence and “submission of mind and will.”
Pope Francis has repeatedly called for reducing the emphasis on certain moral issues and increasing attention to social and economic justice.
That approach stands in contrast to that of his predecessor, Pope Benedict XVI, who specified opposition to abortion, euthanasia and same-sex marriage among a handful of “nonnegotiable” values for the church.
In terms of ethical priorities, Pope Francis wrote in the document released Monday that an exclusive focus on abortion reflects a “harmful ideological error” of those who play down the importance of social action or denigrate it as “superficial, worldly, materialist, communist or populist.”
“We cannot uphold an ideal of holiness that would ignore injustice” in the form of economic inequality, the pope added.
The pope also criticized what he characterized as an exaggerated focus on moral relativism, a concept closely associated with the teaching of Pope Benedict, who famously denounced what he called a “dictatorship of relativism” in contemporary culture.
“We often hear it said that, with respect to relativism and the flaws of our present world, the situation of migrants, for example, is a lesser issue. Some Catholics consider it a secondary issue compared to the ‘grave’ bioethical questions. That a politician looking for votes might say such a thing is understandable, but not a Christian,” Pope Francis wrote.
He also warned against the danger of seeking social change while neglecting personal piety through prayer and Bible reading.
“Christianity thus becomes a sort of NGO stripped of the luminous mysticism” exemplified by St. Francis of Assisi and Mother Teresa of Kolkata, the pope wrote.
Write to Francis X. Rocca at francis.rocca@wsj.com

3 comentários:

Anônimo disse...

Olá amigo!
Rezemos pelo Papa e pelos cardeais que têm as prerrogativas para corrigi-lo.
-x-x-x-
Mudando de assunto: segue um link de uma reportagem da bbc sobre o grupo de políticos americanos que estudam a Bíblia.

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-43699303

Os americanos sempre me surpreendem. Daí se vê de onde vem as políticas pró-vida do atual governo.

Pena não termos um sacerdote católico à altura para ser escolhido.

Um abraço,

Gustavo.

Pedro Erik disse...

Rezemos, meu amigo, pela Igreja.

Obrigado, pelo link.
Realmente, os americanos surpreendem. Certa vez fui a um seminário católico lá e me senti no paraíso.
Abraço

Isac disse...

O estilo de muito gaudete et exultate na prática, particularidade do papa Francisco muito chegado aos relativismo protestante, jamais o nivelando à justiça a ser praticada contra os pecadores inveterados, impenitentes, mais se pareceriam com ações do triunfalismo protestante, antecipadamente considerando-se salvos, desde já, e um desses, muito conhecido meu, disse que sabe até onde ficará do lado de lá; empafia de sobra!
Ou então como agiu uma famosa seita pentecostalista em meu bairro do D Miranda: "semana de campanha de inscrição do nome no ceu" - notando-se também existir o "ceu" de Lutero, reservado a seus missionarios!