terça-feira, 1 de abril de 2025

A História Secreta da Coordenação entre EUA e Ucrânia contra a Rússia

 



Ontem foi publicado no New York Times, um extenso artigo sobre as reuniões secretas entre os Estados Unidos (na época do governo Biden) e a Ucrânia, com o intuito de derrotar a Rússia

Segundo o autor do texto,  Adam Entous, para escrever o artigo, ele conduziu mais de 300 entrevistas ao longo de mais de um ano com autoridades governamentais, militares e de inteligência na Ucrânia, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Polônia, Bélgica, Letônia, Lituânia, Estônia e Turquia.

É um texto extenso e eu não tenho acesso ao jornal, mas de alguma forma consegui ler no celular, enquanto eu não desligava.

Em termos ideológicos, o autor parece que não gosta de Trump, evita citar Trump, mesmo quando elogia, pois Trump está sendo transparente em quanto dinheiro e armas deu para a Ucrânia, e diz que Trump está acusando a Ucrânia pelo começo da guerra (coisa que Trump não fez), mas também reconhece os problemas de Obama e Biden.

Basicamente, o texto diz que desde antes da invasão da Ucrânia pela Rússia, em fevereiro de 2022, havia uma proximidade entre Ucrânia e os EUA. 

Obama não ajudou muito, não quis melindrar a Rússia, quando esta tomou a Crimeia da Ucrânia em 2014. Trump, no seu primeiro governo, foi mais amigo, e forneceu algumas armas avançadas, mas no governo Biden, que já tinha uma relação de corrupção com a Ucrânia, a coisa foi acelerada e muito próxima de provocar guerra nuclear.

Generais americanos e ucraianos se reuniram em uma base americana em Wiesbaden, na Alemanha. A cooperação enfrentou problemas principalmente por conta da impaciência e inexperiência militar dos ucranianos que não entendiam os cuidados dos americanos em fazer guerra mais parte a parte e não procurar vencer de uma hora para outra e porque os americanos, para não afrontar diretamente a Rússia, não forneciam inteligência militar transparente aos ucranianos. 

Certamente, pois isso era muito óbvio, que a Rússia sabia desta cooperação deste o início, pois teve impacto em mortes dos soldados russos. Mas evitou denunciar, uma vez que teria que lidar com um gigante nuclear.

Em suma, parece ser um texto muito bem informado, com muitas informações relevantes. Preciso ler e reler ainda, pois estou a escrever sobre o tema.


2 comentários:

Adilson disse...

Olá, dr Pedro

Tentei acessar o NYT mas exigem assinatura. Vou contigo tentando.

Dúvida: grupos secretos sempre tem os carinhas que os incentivam. Então... será que Obama teria alguma relação com isso?

Pedro Erik Carneiro disse...

Neste caso foi formado em 2022, governo Biden. São reuniões secretas entre generais americanos e ucraianos.
Obama tinha muito medo de melindrar a Rússia e teve até aquele caso que ele não sabia que o microfone estava ligado e pediu ao primeiro ministro russo para esperar as eleições.

Abraço