Aguardo para ver a reação do mundo, especialmente da Europa, que possui países militarmente irrelevantes, mas que devem dizer de que lado estão.
Outros ditadores e pseudo-ditadores da América Latina e também no Oriente Médio terão que ficar espertos, pois o poder deles pode ser também cirurgicamente acabado como acabou o de Maduro.
Muitos irão dizer que é uma questão de geopolítica (claro que é), que é uma questão de produção de petróleo (claro que é também) e tentarão reduzir a importância ética do que Trump fez. Mas o resultado ético é sempre o mais relevante, e é este que faz o povo celebrar a vitória e viver muito melhor sem o déspota. Isto é que importa.
7 comentários:
Bom dia professor,
Primeiramente feliz ano Novo!
Sobre o post, numa visão superficial, Trump faz o mesmo que Putin fez na Ucrânia. Resta saber como as coisas se desenrolarão a partir de agora.
Rezemos para que não entre um presidente pior que o Maduro...
Abraços!
Gustavo.
Professor, a intervenção se enquadra nos critérios da guerra justa?
É!
Trump realmente veio pra mudar.
Desconfio que o fim de Lula e do PT chegou.
Caro Anonimo, no caso da invasão dos EUA a na Venezuela para capturar Maduro não se enquadra bem na definição de guerra, então não há o que falar em teoria da guerra justa. A intervenção de Trump está mais relacionada com o debate de soberania de um tirano. Até onde vai a soberania de um tirano que mata, tortura e persegue seu próprio povo? Esse é o debate. Abraço
É totalmente diferente, meu caro Gustavo. Putin age em forma de guerra preventiva, com preocupações espaciais de defesa. No caso de Trump, não é nem guerra, se enquandra na questão de soberania de um tirano envolvido com narcotráfico. Os Estados Unidos atacaram militares venezuelanos e cubanos apenas com o intuito de capturar Maduro. Abraço
Boa tarde, Pedro!
Acho difícil sustentar que a ação americana não foi um ato de guerra. Essa dificuldade fica clara se cogitarmos uma hipótese inversa (irreal devido ao poderio americano): se um país bombardeasse os Estados Unidos e capturasse um governante tido como criminoso pelo governo do país agressor (lembrando que Maduro não foi capturado por ser ditador). Ora, neste caso, o ato seria interpretado como um ato de guerra pelos americanos e seria legítima a reação bélica dos Estados Unidos.
Do ponto de vista do Direito, há claramente uma violação. O que pode ser discutido é se é correto passar por cima das leis para derrubar um ditador desalinhado com a nossa posição política; ou, de outra forma, se o fim (tido como bom) justifica os meios (ilícitos).
Sobre a questão ética, a vejo apenas como pretexto para justificar as ações junto à militância trumpista e à opinião pública. Em primeiro lugar, o governo dos EUA - e mesmo Trump, tomado individualmente - apoiam ditadores em outros lugares do mundo (entre eles, alguns que impedem a prática do Cristianismo). Em segundo lugar, Trump perdoou um político hondurenho condenado por crimes parecidos aos imputados a Maduro: a única diferença entre ambos é que o perdoado é alinhado politicamente ao Trump, enquanto Maduro não.
Com o andar da carruagem, as reais intenções da ação americana devem ficar mais evidentes e talvez saibamos mais claramente os reais motivos. De todo modo, tomara que a tua visão em que Trump é guiado pela ética e por bons valores seja a correta - mas sou muito cético quanto à isso.
Grande abraço,
Jonas
Jonas, comece pelas questões: Maduro era governante da Venezuela? Se fosse tinha imunidade diplomática no mundo. Ele tinha? Que países aceitam que ele era governante da Venezuela? Brasil aceita?
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