segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Terras Raras, Moral Podre

 


Vi hoje o gráfico acima. Diz que o Brasil tem a segunda maior reserva de Terras Raras.

Terras raras (ETR ou REE, em inglês) são um grupo específico de 17 elementos químicos: os 15 lantanídeos (lantânio - La, cério - Ce, praseodímio - Pr, neodímio - Nd, promécio - Pm, samário - Sm, európio - Eu, gadolínio - Gd, térbio - Tb, disprósio - Dy, hólmio - Ho, érbio - Er, túlio - Tm, itérbio - Yb e lutécio - Lu), mais o escândio (Sc) e o ítrio (Y).

Apesar do nome, essas terras raras não são raras. Há abundância delas em muitos países. Mas elas possuem capacidades tecnológicas que as fazem extremamente importantes nesses tempos de busca por inteligência artifical e energia renovável. Elas são essenciais em diversas tecnologias modernas graças às suas propriedades únicas, como magnetismo intenso, condutividade, luminescência e capacidade de atuar como catalisadores.

Trump buscou acabar a guerra com a Rússia negociando terras raras da Ucrânia. E, caso o gráfico acima seja verdade, muito provavelmente deve ter acabado a lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes com o Brasil cedendo poder dessas terras raras para os Estados Unidos. Depois do fim da Magnistky percebi Trump menos interessado com o fim da guerra. Coincidência? Pode ser.

O gráfico mostra que o Brasil está muito longe da produção de terras raras, há muito a investir e o país não tem essa capacidade, o que o deixa aberto a influências políticas de países como os Estados Unidos e a China. E a China, ao que parece, não precisa do Brasil, para isso. Mas certamente deseja impedir o acesso dos Estados Unidos às reservas do Brasil, o que pode explicar o silêncio do governo sobre a negociação com Trump.

No futuro, deve ser possível encontrar terras raras em alto volume em outros lugares.

A moral se rebaixa à capacidade produtiva. A filosofia política não se iguala à filosofia ética, por conta de que as decisões estatais visam ao poder econômico e político, por muito tempo, tempo que ultrapassa em muito a vida das pessoas. Por isso, nunca se pode confiar moralmente em nenhum político ou empresário poderoso. Capitalismo costuma pisar na ética e socialismo sempre pisa.


2 comentários:

Eduardo Ramos disse...

Penso que a esmagadora maioria da humanidade sempre foi ingênua com relação à conduta ética dos governos de todo mundo. Conforme você mesmo explicitou, as decisões estatais, quer na política externa ou na política interna, visam ao poder econômico e político. Em suma, não importa o bem-estar da população e das famílias, que deveria ser primordialmente o dever do estado ao longo dos anos. No caso do Brasil, mesmo tendo muitas riquezas, continuamos desastrosamente em queda livre na saúde, na educação, na segurança e nas demais funções do estado.

Anônimo disse...

Olá, Dr Pedro.
Até que fim você trouxe esse tema: "Moraes", "terras raras" e as tais "negociações entre Brasil e Trump". Quando eu soube da retirada de Moraes da Magnitsky fiquei arrasado. Pensei: mas Moraes não é um violador de Direitos Humanos, isto é, um homem inimigo da dignidade humano e das garantias fundamentais? Por que liberar esse cara"?
Pensei naquelas pessoas presas (infelizmente foram estúpidas por se engajarem por meio de grupos malucos, e não por leitura, formação, prudência, etc.) Mas acho que a China é um inimigo tenebroso para não levar a sério; aliás, a China é tenebrosa por culpa de capitalistas e políticas ocidentais, por culpa de homens como Kissinger, Nixon, G. Ford, Cárter, Clinton (penso eu).
Por outro lado, Trump mandou bombardear ISIS que atormanta os cristão na Nigéria. Enfim, tudo é tão louco e tão vazio da ordem moral.
E o Brasil está tão debilitado moralmente que particularmente desconfio ser extremamente dificil sairmos dessa situação; há caos para todos os lados.
Atualmente trabalho numa escola e meses atrás tive acesso a uma lista de crianças com problemas de aprendizado e que apresentam algum tipo de transtorno: TEA, TDAH, etc. Fiz um cálculo rápido e descobri que se chega a uma média de 40% por turma. A pior parte é essa: não vemos ninguém denunciando nem pressionando o governo local: jornalismo, sociedades educativas, grupo de pais, intelectuais, sociedades médicas, nem os tais sindicatos de professores, nem grupo de professores; nada; ninguém.
Não sei: mas desconfio que retornamos a um estado de barbárie, mas uma barbárie letrada, que aprendeu e defende (de forma inversa) o desprezo pela dignidade humana.