domingo, 8 de março de 2026

Sexta-Feira Santa em 3 de Abril! Este é o Dia Exato da Crucificação!





Este ano, a Sexta-feira Santa é no dia 3 de abril. 3 de abril de 33 é justamente o dia da crucificação de Cristo, a se usar o calendário juliano, a descrição de um abalo sísmico, os relatos históricos e as regras de Páscoa judaica. A última vez que isso ocorreu foi em 2015. Após 2026, a próxima será em 2034.

Segundo o relato bíblico de Mateus 27:51-54 ocorreu um terremoto (a terra tremeu, rochas partiram) após o último suspiro de Cristo na cruz. 

A data exata mais citada para a crucificação de Jesus Cristo, de ​​acordo com evidências de terremotos, vem de um estudo geológico de 2011-2012 publicado no periódico International Geology Review. Pesquisadores (incluindo Jefferson Williams e seus colegas) analisaram núcleos de sedimentos do Mar Morto, que apresentaram sinais de perturbações sísmicas (características de liquefação em sedimentos varvados) indicando um terremoto ocorrido entre 26 e 36 d.C. — durante o governo de Pôncio Pilatos.

Eles combinaram essa informação com:

- Detalhes bíblicos (por exemplo, Mateus 27:54 descreve um terremoto na morte de Jesus; a crucificação ocorreu em uma sexta-feira durante a Páscoa judaica).

- Restrições históricas (o governo de Pôncio Pilatos, as regras do calendário judaico para a Páscoa judaica/14-15 de Nisan).

- Dados astronômicos (para coincidir com possíveis sextas-feiras próximas à lua cheia/Páscoa judaica).

Isso reduziu as possibilidades, e sexta-feira, 3 de abril de 33 d.C. (no calendário juliano) emergiu como a data que melhor se encaixa para o terremoto descrito, que poderia coincidir com o evento da crucificação.

Essa data foi amplamente divulgada na mídia (por exemplo, NBC News, LiveScience, Discovery) e discutida em contextos de arqueologia bíblica como uma reconstrução plausível que liga o relato do Evangelho às evidências físicas. Algumas fontes também a relacionam a um eclipse lunar visível ("lua de sangue") naquela noite, de acordo com cálculos astronômicos, embora o estudo do terremoto em si se concentre principalmente nos dados sísmicos, e não nos eclipses.

Alguns preferem outros anos (por exemplo, 30 d.C.) com base em diferentes interpretações das cronologias ou calendários dos Evangelhos.

Mas, em resumo, de acordo com esta pesquisa baseada no terremoto, a data exata proposta é sexta-feira, 3 de abril de 33 d.C, no calendário juliano.

Minha pesquisa apontou que, se usarmos o calendário gregoriano atualmente em uso, o dia seria 1 de abril de 33. Mas ninguém usava o calendário gregoriano no tempo de Cristo, pois foi criado apenas em 1582, enquanto o calendário juliano nasceu em 45 antes de Cristo. Vale muito sabermos da coincidência para o ano de 2026.



sexta-feira, 6 de março de 2026

Trump Faz "Guerra do Acerto de Contas"

 

Victor Davis Hanson é um dos melhores historiadores militares do mundo. Seus livros são excelentes. No vídeo acima, ele tenta explicar a doutrina de guerra de Trump.

Assistam ao vídeo. Mas, em resumo, ele disse que Trump representa a defesa dos Estados Unidos, que deplora aqueles países, especialmente seus líderes, que exploram ou prejudicam os Estados Unidos, e que Trump tem foco muito centrado na China.

Panamá negociou com a China poderes sobre o Canal do Panamá. Trump ameaçou o Panamá e destruiu a negociação deles com a China.

Venezuela se tornou fonte de riqueza para a China e a Rússia enquanto os cartéis venezuelanos levavam drogas para os Estados Unidos. Trump entrou no país e tirou seu líder de lá, negociou e afastou a China e a Rússia da Venezuela.

O Irã é o país que mais matou americanos na história, financiava vários grupos terroristas e era a principal fonte de petróleo da China. Trump destruiu as armas nucleares do Irã, matou o líder do país e está a acabar com a fonte de energia da China.

Outras coisas importantes que Hanson disse: 

  1. Trump não quer dominar países, construir nações ou implantar democracia, ele acha que isso é problema do próprio povo.  É o povo que tem de fazer o país "great again".
  2. Trump negocia antes do ataque. Negociou com todos acima antes de atacar;
  3. Trump realiza ataques "top-down". Trump ataca os líderes, e não o povo nem a infraestrutura dos países.
  4. Trump não confia nem usa órgãos multilaterais, seja a ONU ou a OTAN.
  5. Quando entra em guerra, entra com muita força, Trump detesta guerras prolongadas
Em um momento do vídeo, Hanson chamou as guerras de Trump de "wars of reckoning" (guerras de acerto de contas). Países que exploraram os Estados Unidos por longo tempo terão que pagar.

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Eu achei uma ótima análise da doutrina de guerra de Trump. Mas acho que traz uma visão excessivamente materialista. Falta explicar mais a influência da ética.

Para mim, Trump é muito influenciado pela ética cristã. Todos os seus principais assessores de guerra, o vice-presidente, o secretário de Estado e o secretário de Guerra são eloquentes defensores da ética cristã. Ele deplora os líderes europeus que renegam a ética cristã (Macron, Starmer, Sanchez) e é próximo de líderes que exaltam o cristianismo (Meloni, Orban). Por isso mesmo, Trump parece detestar Zelensky, que se apresenta muito próximo do que pensa Macron, enquanto parece aceitar mais Putin, que usa discurso em defesa da ética cristã contra coisas como o gayzismo. Trump também detesta líderes comunistas e cartéis de drogas (Trump não bebe nem cerveja). 

Além disso, Trump é muito movido pelo ego. Ele  deseja responder aos que pedem ajuda a ele. Ele foi, sim, estimulado pelo povo iraniano nas ruas e pelos antigos líderes do Irã que imploravam pela ajuda dos Estados Unidos. Obama deu as costas às manifestações no Irã. Trump não fez isso. Por conta do ego, Trump por vezes fala besteira e até adianta políticas sem acertar previamente e depois esquece.

Finalmente, acrescento, goste ou não goste de Trump, qualquer um que analise o método de Trump, deve primeiro reconhecer que ele é genial (se achar que ele é idiota, você já se perdeu), que ele conhece muito de história, que tem memória de elefante, tem alta capacidade oratória e que ele não pensa como político, pensa mais como empresário com elevado senso de ética. 


quarta-feira, 4 de março de 2026

Cruzadas com o Grande Thomas Madden



Duas horas de conversa com o grande especialista em Cruzadas Thomas Madden. Aproveitemos, o grande Jonathan Riley-Smith já não está entre nós (faleceu em 2016). Madden tem muito a ensinar.

Além de Madden, temos ainda Raymond Ibrahim. Atualmente, estou lendo um livro dele, Defenders of the West, que é sensacional. 

Li mais Riley-Smith, mas recomendo qualquer livro dos três. 



segunda-feira, 2 de março de 2026

A Guerra do Irã e o Direito Internacional


Tenho PhD em Relações Internacionais. Na minha época de aluno de doutorado,  nas aulas de Direito Internacional ministradas por aquele que era considerado a maior autoridade do assunto no Brasil (não vou citar o nome porque já faleceu e eu discordava profundamente dele sobre o assunto) se fazia muita crítica aos Estados Unidos por usar a prisão de Guantánamo para terroristas islâmicos.  O professor e todos os alunos, com exceção da minha parte, atacavam fortemente o governo americano.  

Eu geralmente não falava muito, a menos que fosse perguntado. Eu vinha de mestrado em Economia,  era neófito na área. 

Fora dessa questão da época, todos reconheciam a fragilidade do Direito Internacional. É um direito sem dentes (não há quem faça cumprir as regras), dependente da aceitação das grandes potências (que se fundamentam no realismo político e não no direito, muito menos na ética cristã), com fundamentos que se relacionam muito mal com a realidade e, ainda pior, com a ética cristã. Além disso, o Direito Internacional, em especial da Corte Internacional de Justiça,  carrega todas as piores políticas que saem da ONU.

Se há dificuldade de enquadrar os critérios da Teoria da Guerra Justa  na Guerra contra o Irã (já falei do tema em outro post), especialmente o critério de causa justa (uma vez que não havia causa imediata para se atacar o Irã, a não ser causa histórica ou possível ofensa do regime iraniano no futuro), o que se pode dizer do Direito Internacional, que filosoficamente tem fundamento em Kant e suas ideias de não-intervenção, desprezo pela metafísica e exaltação da necessidade de um poder global?

Na TV, muitos "especialistas" se apegam ao Direito Internacional para detonar a ação dos Estados Unidos e Israel, ao tratar este direito como se fosse a expressão máxima da ética global e a tratar a ONU como baluarte ético.

Quando eu dava aula de lógica, eu gostava de usar uma frase de um dos grandes brasileiros do Direito Internacional, Rui Barbosa, que disse: "Sem lei não há salvação". Eu pedia aos meus alunos para explicar por que esta frase, em termos lógicos,  não diz nada, é um vácuo. 

Mas hoje eu li um artigo interessante no The Spectator inglês, que fala disso, de como o Direito Internacional deveria lidar com a Guerra do Irã. Eu concordo plenamente com o artigo, escrito pelo escocês Stephen Daisley. Traduzo abaixo:

O direito internacional não deveria impedir a mudança de regime no Irã.

por Stephen Daisley 

Os apoiadores do assassinato do aiatolá Ali Khamenei pelos EUA e Israel estão se esforçando para refutar a acusação de que a Operação Fúria Épica é ilegal. Eles afirmam que Washington e Jerusalém estão retaliando em uma guerra contínua iniciada pelo Irã, que financiou organizações terroristas por procuração para atacar americanos e israelenses. É uma boa tentativa, mas uma vez que se mata o chefe de Estado de um país em um atentado a bomba direcionado, é difícil alegar que a mudança de regime não era o objetivo da operação.

O direito internacional consuetudinário, como geralmente entendido, não permite a violação da soberania de outro Estado para mudar seu governo pela força. Há uma corrente de opinião que considera a doutrina da responsabilidade de proteger insuficiente e acredita que deve haver fundamentos legítimos para remover tiranos que oprimem seu próprio povo e representam uma ameaça a outras nações.

Se alguma vez houve uma ação que reforçou o argumento a favor de um "direito à mudança de regime", certamente foi a do Irã. A república islâmica é uma tirania total, na qual a estrutura de governo torna praticamente impossível a mudança de regime rumo a um caminho liberal ou democrático. Quer lançar um desafio eleitoral sério ao regime? Boa sorte para conseguir a aprovação de seus candidatos pelo Conselho dos Guardiães. Conseguiu aprovar uma legislação reformista na Assembleia Consultiva? O Conselho dos Guardiães tem poder de veto.

Tecnicamente, a Assembleia de Peritos, eleita diretamente, poderia destituir um Líder Supremo, mas isso nunca aconteceu, nem sequer um murmúrio de dissidência, provavelmente porque os candidatos a esse órgão precisam ser aprovados, como você já deve ter imaginado, pelo Conselho dos Guardiães. Existe uma facção reformista, é claro. Nas últimas eleições para a Assembleia de Peritos, os reformistas — ou aqueles que foram autorizados a se candidatar — conquistaram apenas dois por cento dos votos. Derrubar o regime islâmico sem o uso da força é, para todos os efeitos, impossível.

Para os não intervencionistas, isso não muda nada. Existem ditaduras em todo o mundo oprimindo seus próprios povos neste exato momento. Não podemos derrubar todos eles e, mesmo que pudéssemos, seria isso da nossa alçada? Podemos todos concordar, a menos que tenhamos tido o azar de frequentar uma universidade britânica em algum momento do último quarto de século, que o islamismo é bárbaro e os regimes que ele produz são retrógrados e despóticos, mas isso nos dá o dever moral de arriscar a vida de nossos militares e gastar o dinheiro dos contribuintes tentando levar a democracia à região politicamente mais instável da Terra? Não é nossa luta. Deixemos as coisas como estão.

Essas considerações não são facilmente descartadas. Remova um regime cruel sem um plano para o dia seguinte e você corre o risco de desencadear ainda mais crueldade sobre a população já tão sofrida. Se fizermos um trabalho particularmente ruim, um número significativo de pessoas fugirá e acabará buscando refúgio na União Europeia ou no Reino Unido. Certamente não precisamos de mais jovens desacompanhados invadindo o país vindos de culturas retrógradas. Além disso, criar uma exceção para a mudança de regime pode levar Estados autoritários a usá-la indevidamente para desestabilizar Estados rivais ou como meio de resolver disputas, como as de Taiwan ou Gaza. De fato, a Rússia reivindicou um direito comparável a esse em sua invasão da Ucrânia, que inicialmente justificou como a salvaguarda do bem-estar do povo de língua russa, cuja autodeterminação foi negada por Kiev. No direito internacional, toda ferramenta [lei, regra] acaba se tornando um porrete, um instrumento de coerção.

Defensores do direito internacional podem se unir aos não intervencionistas no tema da mudança de regime, mas qualquer aliança é sempre temporária. Aqueles que se opõem filosoficamente à intervenção em quaisquer circunstâncias tendem, em sua maioria, a ser céticos em relação ao direito internacional humanitário, considerando-o uma violação da soberania estatal. Direito internacional e realismo na política externa sempre serão parceiros problemáticos.

Teóricos e profissionais do direito internacional precisam de uma resposta para a questão da mudança de regime. Ou trabalham para estabelecer um consenso sobre a remoção legítima de um regime despótico ou se apegam ainda mais ao status quo. Esta última seria a opção mais fácil, mas não necessariamente a mais sábia. Durante todo o fim de semana, o público em geral foi bombardeado com imagens de iranianos celebrando a morte de seu opressor, agitando bandeiras israelenses e americanas em sinal de gratidão e falando sobre o sofrimento de seu povo nas mãos da república islâmica. O público também foi bombardeado por ativistas, ideólogos e acadêmicos repetindo o mesmo mantra: "Isso é uma violação do direito internacional".

Pode muito bem ser, e o que isso diz sobre o direito internacional? Que ele exigia que essas pessoas que dançavam nas ruas ainda estivessem acuadas de medo? Que envolvia desaprovar a barbárie do regime enquanto se bloqueava qualquer ação para impedi-la? Que respeitar o direito internacional significa aceitar a soberania e a legitimidade de um país onde espancar mulheres e enforcar gays em público são passatempos nacionais?

Pode muito bem ser, e o que isso diz sobre o direito internacional? Que ele exigia que essas pessoas que dançavam nas ruas ainda estivessem acuadas de medo? Que ele envolvia desaprovar a barbárie do regime enquanto se bloqueava qualquer ação para detê-la? Que respeitar o direito internacional significa aceitar a soberania e a legitimidade de um país onde espancar mulheres e enforcar gays em público são passatempos nacionais? Se o direito internacional diz que Khamenei deve permanecer no poder, talvez o próprio direito internacional mereça ser detonado junto com ele.



domingo, 1 de março de 2026

Leão XIV e a Guerra do Irã, Francisco II

 


Falta apenas uma palavra no post de Leão XIV acima, e é aquela que constava em praticamente 100% dos discursos políticos de Francisco: diálogo.

Traduzo o que o jornalista inglês, Damian Thompson, disse sobre a mensagem de Leão XIV: "O Papa Leão XIII não fez qualquer menção ao massacre a sangue frio de milhares de cidadãos iranianos pelo regime iraniano. Mas a esquerda católica não obteve a condenação inequívoca de Trump que esperava. Portanto, ninguém está satisfeito. Os papas raramente têm algo útil a dizer sobre assuntos internacionais."

Eu discordo em dois pontos: 1) a mensagem de Leão XIV foi repetitiva, qualquer coisa que diz parece que sempre começa com "Estou acompanhando com grande preocupação", e tentou ser um vácuo; tentou não dizer nada. 2) Na verdade, Leão XIV erra tanto no diagnóstico quanto na solução. Quantas vezes se tentou o "diálogo" nos 47 anos da Revolução Iraniana e como pode haver diálogo com o Alcorão, fundamento da República Iraniana (sugiro a leitura do Alcorão, que afinal é um livro repetitivo e de teologia simplória, para não dizer anti-teológico)?



Guerra contra Irã - É Guerra Justa ?

 


Há alguns pensadores católicos que dizem que a atual guerra contra o Irã (Operação Epic Fury) não atende aos critérios de guerra justa (bom tema para um artigo).

Ainda estou "matutando" sobre a questão, mas aqui vão alguns pensamentos iniciais:

1) A guerra até agora tem sido mais de ataques iniciais. Israel e os Estados Unidos atacaram as forças e os líderes iranianos, matando o próprio líder do país que estava no poder desde 1989 (47 anos), enquanto o Irã jogou mísseis contra Israel e contra diversos países islâmicos (Arábia Saudita, Iraque, Jordânia, Catar, Kuwait, Bahrein);

2) Os Estados Unidos já tinham destruído quase a totalidade do arsenal nuclear do Irã no ataque de 22 de junho de 2025, na Operação Midnight Hammer;

3) Aparentemente não há nada de novo, além do "Death America" constante desde 2025, que justificasse a Operação Epic Fury;

4) Aparentemente, não é uma guerra material para a conquista de bens no sentido imediato. Mas pode ser no sentido político-econômico global. A China importava 80% do petróleo iraniano, se os Estados Unidos saírem vitoriosos, terão que se adaptar ao controle político maior do país por parte dos Estados Unidos. Além disso, o Irã é politicamente próximo da Rússia de Putin.

5) A Operação Epic Fury se enquadra em guerra preventiva;

6) Guerras preventivas podem ser justas, mas os critérios de guerra justa se enquadram com mais dificuldade;

7) É uma guerra religiosa? Acho que pode-se defender isso pelo enorme histórico, milenar, de combate entre os cristãos e os muçulmanos. E porque a própria justiticativa do Irã para atacar Israel e o Ocidente é sempre com fundamento religioso;

8) Uma guerra religiosa, em defesa da fé, pode se enquadrar como guerra justa? Sim. Um escritor de quem gosto sobre as Cruzadas, Thomas Madden, certa vez disse que hoje acadêmicos se assustam com o fato de que os cruzados saíram de suas casas para defender uma terra tão distante, sacrificando suas vidas e fortunas. Mas os cruzados também se assustariam como as guerras modernas fundamentadas em questões políticas e ideologias. Para os cruzados, seriam guerras lastimáveis que gerariam perdas de vida. No caso do Irã. há a questão religiosa, que os cruzados reconheceriam.

9) O povo iraniano é contra as forças inimigas do governo iraniano ou a favor? Isto é, o ataque é contra o povo ou a favor? Pergunta bem difícil, tecnicamente, para se responder. Mas, como cristão, eu responderia que o povo deveria ser a favor, mesmo porque, centenas de milhares de iranianos foram mortos pelo próprio governo do Irã, por serem dissidentes ou não serem muçulmanos.

10) Apenas por ser uma guerra preventiva, há motivos para atacar o Irã. Sim, inúmeros.

Aqui, vai uma lista de motivos desde a Revolução Iraniana de 1979:

1979: O regime iraniano assumiu o controle da Embaixada dos EUA em Teerã, resultando em uma crise de reféns que durou 444 dias. 1983: O regime iraniano forneceu apoio material ao Hezbollah para o atentado ao quartel dos fuzileiros navais em Beirute, que matou 241 militares americanos. 1984: O Hezbollah, grupo apoiado pelo regime iraniano, sequestrou William Buckley, chefe da estação da CIA em Beirute. Buckley morreu em cativeiro. 1984: O Hezbollah, grupo apoiado pelo regime iraniano, realizou o atentado com caminhão-bomba ao anexo da Embaixada dos EUA em Beirute, matando 24 pessoas. 1985: O Hezbollah, grupo apoiado pelo regime iraniano, sequestrou o voo 847 da TWA, durante o qual um mergulhador da Marinha dos EUA foi assassinado. 1988: O regime iraniano realizou execuções em massa de prisioneiros, uma atrocidade que ainda está sob escrutínio internacional. 1989: O Líder Supremo Khomeini emitiu uma fatwa do regime pedindo a morte de Salman Rushdie, incitando assassinatos no exterior. 1992: Operativos do regime iraniano assassinaram dissidentes curdos em Berlim (os assassinatos de Mykonos), posteriormente ligados pelas autoridades alemãs a altos funcionários iranianos. 1994: O principal tribunal criminal da Argentina responsabilizou o Irã por ordenar ao Hezbollah o bombardeio do centro judaico AMIA em Buenos Aires (85 mortos). 1996: Atentado às Torres Khobar (Dhahran, Arábia Saudita): Em 25 de junho de 1996, um caminhão-bomba (equivalente a cerca de 9 toneladas de TNT) detonou em frente a um complexo residencial da Força Aérea dos EUA, matando 19 militares americanos e ferindo quase 500. O ataque foi realizado pelo Hezbollah saudita (um grupo apoiado pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã) com planejamento, financiamento e apoio material diretos do Irã. 2003–2006: A Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e o Hezbollah forneceram penetradores formados explosivamente (EFPs), outros artefatos explosivos improvisados ​​(AEIs), foguetes e treinamento para milícias xiitas iraquianas (por exemplo, precursores do Kataib Hezbollah, Asa'ib Ahl al-Haq e grupos ligados ao Exército Mahdi). Essas armas foram projetadas especificamente para derrotar blindados dos EUA. 2007: Tribunais dos EUA responsabilizaram o Irã por fornecer apoio material ao Hezbollah para o ataque de Beirute em 1983, ressaltando o patrocínio de longa data do regime ao terrorismo. 2007: O Irã sequestrou o agente especial aposentado do FBI, Robert A. "Bob" Levinson, na Ilha de Kish, Irã, em 9 de março de 2007. 2011–2013: Hackers ligados ao regime iraniano realizaram ataques DDoS coordenados contra bancos dos EUA, causando prejuízos de dezenas de milhões de dólares. 2012: Operativos do regime iraniano e do Hezbollah realizaram atentados a bomba contra funcionários das embaixadas israelenses na Índia e na Geórgia. 2012: Investigadores ligaram os atentados em Bangkok à mesma onda de supostas operações do regime iraniano contra diplomatas israelenses. 2012: Autoridades israelenses culparam explicitamente a Força Quds da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) pelo planejamento dessa onda de ataques contra diplomatas. 2013: A mesma campanha cibernética do regime iraniano incluiu a invasão de um sistema de controle de barragem dos EUA (Barragem da Avenida Bowman), conforme indiciamentos americanos. 2015: Forças iranianas abriram fogo e abordaram o navio Maersk Tigris no Golfo Pérsico, apreendendo a embarcação. 2016: Forças da IRGC detiveram 10 marinheiros da Marinha dos EUA depois que seus barcos entraram em águas iranianas, usando humilhação pública como forma de coerção. 2017: A Reuters noticiou um aumento acentuado nas detenções de cidadãos com dupla nacionalidade pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês), uma tática usada repetidamente pelo regime. 2018: A Dinamarca afirmou que um serviço de inteligência iraniano planejava um assassinato em solo dinamarquês. 2018: Um processo judicial belga envolveu um diplomata iraniano condenado por planejar um ataque a bomba perto de Paris. 2019: A IRGC abateu um drone militar americano. 2019: O regime iraniano ultrapassou o limite de estoque de urânio enriquecido estabelecido pelo acordo nuclear, acelerando o risco de proliferação. 2019: O regime violou ainda mais as restrições do acordo nuclear. 2019: A IRGC apreendeu o petroleiro Stena Impero, de bandeira britânica, no Estreito de Ormuz. 2019: O regime ordenou uma repressão letal contra protestos em todo o país. A Reuters noticiou cerca de 1.500 mortos. 2020: O Irã lançou mísseis balísticos contra bases que abrigavam tropas americanas no Iraque (Ain al-Asad/Erbil), um ataque direto do regime. 2020: Autoridades americanas confirmaram que soldados dos EUA receberam tratamento para concussões após o ataque com mísseis iranianos. 2021: Um ataque com drone ao navio-tanque Mercer Street matou dois tripulantes; o incidente foi atribuído ao Irã por autoridades dos EUA, Reino Unido e Israel. 2021: Promotores americanos acusaram agentes de inteligência iranianos de planejar o sequestro do jornalista Masih Alinejad em Nova York para entregá-lo ao Irã. 2021: O Departamento de Justiça dos EUA acusou cidadãos iranianos de uma campanha cibernética para intimidar eleitores americanos e minar a confiança nas eleições de 2020. 2022: As autoridades americanas acusaram um membro da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) de planejar o assassinato de John Bolton nos Estados Unidos. 2022: Mahsa Amini morreu após ser detida pela polícia moral do regime, desencadeando uma onda de protestos em todo o país contra a violência estatal. 2022: O Irã concordou em fornecer mais drones e mísseis à Rússia, possibilitando ataques que atingiram cidades e infraestrutura ucranianas. 2023: A Reuters detalhou uma troca de detentos entre EUA e Irã que dependia da detenção de cidadãos americanos pelo regime — um exemplo da forma como o Irã usa reféns como moeda de troca. 2023: Ataque de 7 de outubro, no qual terroristas do Hamas, apoiados pelo Irã, assassinaram mais de 1.200 homens, mulheres e crianças inocentes.

2023: O Hezbollah, apoiado pelo Irã, trocou tiros com Israel à medida que a violência regional se intensificava após 7 de outubro. Continuação de 2023: O Hezbollah lançou foguetes do Líbano e Israel retaliou, demonstrando a pressão exercida pelo Irã sobre a fronteira norte de Israel. As forças americanas no Iraque foram alvejadas por drones, enquanto grupos alinhados ao Irã retomavam um padrão de ataques contínuos. Autoridades americanas disseram esperar mais ataques apoiados pelo Irã contra tropas americanas, ressaltando a guerra por procuração facilitada pelo regime. A Casa Branca afirmou que, em alguns casos, o Irã estava "facilitando ativamente" ataques com foguetes e drones realizados por grupos aliados contra bases americanas. Os houthis, alinhados ao Irã, intensificaram os ataques contra navios mercantes, provocando desvios generalizados e interrupções na cadeia de suprimentos. 2024: Ataques persistentes dos houthis, apoiados pelo Irã, contra navios. Um ataque com drone realizado por uma milícia apoiada pelo Irã matou três soldados americanos na Torre 22, na Jordânia, representando uma grande escalada contra as forças americanas. O comandante da Força Quds do Irã visitou Bagdá e ajudou a modular os ataques da milícia, demonstrando a influência do comando do regime sobre seus aliados. O Irã forneceu mísseis balísticos à Rússia, aprofundando o papel de Teerã em uma guerra que afeta a segurança europeia. O Irã lançou centenas de drones e mísseis diretamente contra Israel, um ataque aberto sem precedentes por parte do regime. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) apreendeu o MSC Aries ("ligado a Israel"), embarcando-o de helicóptero e desviando-o para o Irã — uma coerção no estilo de pirataria estatal. Os planos do Irã para assassinatos por encomenda e as operações por procuração contra alvos ligados a Israel no Ocidente foram expostos. 2024: A Reuters noticiou que a ação da UE foi motivada pela política iraniana de deter estrangeiros como forma de pressão, reforçando o padrão de detenções ilegais do regime. 2025: A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã apreendeu um petroleiro estrangeiro no Estreito de Ormuz, dando continuidade à coerção marítima do regime em um ponto de estrangulamento global crucial. 2026: A Reuters noticiou que os EUA designaram o Irã como um Estado patrocinador de detenções ilegais.

- Além disso, repetidas vezes, Trump falou que o Irã fez planos para matá-lo.




domingo, 22 de fevereiro de 2026

4 Anos de Guerra - Rússia Ataca Kiev (Kyiv) para "Celebrar"

Rússia atacou com 50 mísseis e quase 300 drones a infraestrutura e até prédios civis na Ucrânia, quando, na terça-feira, esta estúpida guerra completa quatro anos.

Publiquei recentemente sobre essa guerra para avaliar o que Santo Agostinho e São Tomás de Aquino diriam sobre a justiça dessa guerra.Leiam clicando aqui.

Estou agora a planejar escrever sobre o que a filósofa católica moderna Elizabeth Anscombe diria. Não é tão interessante quanto Agostinho e Aquino, nem mesmo tão católico quanto eles, mas é um debate filosoficamente importante. Primeiro, vou tentar apresentar o artigo em um seminário sobre Anscombe, para ver a reação e ver se cabe publicar.

Rezemos pela paz entre a "Grande" e a "Pequena" Rússia. 


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Leão XIV Quer ONU e "Multilateralismo", Enquanto Trump Ataca ONU Por Defender Ideologia de Gênero

 


Leão XIV fez um discurso que, de forma velada, ataca Trump por formar um Grupo pela Paz; o Papa defendeu a ONU por conta do "multilateralismo" em que "todas as partes" resolvem com diálogo.

Bom, começando a comentar apenas pela fala em si. Na ONU não existe multilateralismo. 

Na ONU, apenas 5 países decidem as questões realmente importantes em termos de relações internacionais, e apenas com esses 5 o "multilateralismo" já empaca a ONU. Na prática, não decidem nada.  No resto, a ONU segue sem resolver qualquer problema internacionalmente sério, além de propagar ideologia esquerdista, dando voz a "todos os países". Como a imensa maioria dos países tem ética equivocada e mal formada, a decisão de maioria é errada ou empurra com a barriga os problemas. Em suma, não existe, nem nunca existiu o tal multilateralismo na ONU. Esse discurso na prática significa dar poder à China, à Rússia e a países como Irã e Coreia do Norte.

Enquanto, Leão XIV discursa no erro. Trump ameaça cortar financiamento da UNICEF (agência da ONU) porque a UNICEF fica financiando ideologia de gênero. Os Estados Unidos são os maiories doadores da ONU, se cortar o financiamento, praticamente acaba o serviço.

Nunca ouvi falar de que um Papa tenha se levantado e criticado a UNICEF por promover ideologia de gênero. E era o dever deles fazer isso, mesmo porque, além da obrigação moral,  a Santa Sé nem é membro da ONU, não sofreria impacto institucional.

O mundo parece que está em sinal trocado, era para o Papa fazer o papel do Trump, enquanto um presidente americano, se eleito por esquerdistas, naturalmente iria dizer o que o Papa disse.

Fica difícil para um verdadeiro cristão não ficar do lado do Trump, enquanto papas, como Leão XIV, falam tamanhas besteiras e se omitem.

Traduzo a reportagem sobre a ameaça de Trump à UNICEF:

EUA emitem alerta à agência da ONU para crianças

Por Lisa Correnti | 2026

NAÇÕES UNIDAS, 20 de fevereiro (C-Fam) O governo dos EUA alertou o UNICEF de que o financiamento será interrompido se a agência não se reformar e eliminar questões controversas de seus programas.

“Com muita frequência, organizações como o UNICEF têm se desviado para ideologias progressistas dissociadas dos interesses nacionais. O UNICEF deve evitar narrativas que distraiam e sejam um desperdício de recursos, que não estejam alinhadas com sua missão”, disse o embaixador dos EUA, Dan Negrea, na reunião do conselho executivo do UNICEF na semana passada.

“Como já deixamos claro repetidas vezes, os Estados Unidos não hesitarão em cortar o financiamento e se retirar de organizações que não conseguem ou não querem apresentar resultados eficazes”, afirmou Negrea, provavelmente se referindo às novas restrições de financiamento dos EUA a organizações multilaterais, emitidas no início deste mês, e à retirada dos EUA de mais de 60 organizações internacionais no início de janeiro.

A declaração dos EUA criticou o uso, pela agência, de "terminologia de gênero que não reconhece de forma clara e exclusiva dois sexos biológicos" e a programação sobre "diversidade, equidade e inclusão [DEI]" que prejudica "decisões de recrutamento e contratação baseadas no mérito individual".

Negrea afirmou que os EUA querem fornecer "assistência humanitária vital e respostas eficazes, estratégicas, eficientes e oportunas a desastres" e que isso exige que o UNICEF "se concentre na eficiência de recursos e na adesão ao seu mandato principal" de salvar vidas de crianças e ajudá-las a prosperar.

Esta não é a primeira vez que o governo Trump questiona o trabalho do UNICEF. No ano passado, o governo Trump criticou o UNICEF por sua programação altamente sexualizada. Em uma ação sem precedentes para um governo republicano, repreendeu a agência e votou contra decisões que continham linguagem de "gênero" na sessão de agosto. A diretora-executiva do UNICEF, Catherine Russell, nomeada por Biden, recusou-se a remover a referência à “saúde sexual e reprodutiva” do plano estratégico trienal da agência, apesar dos apelos dos EUA e de outros Estados-Membros para que o fizesse.

A ONU está atualmente passando por um processo de reforma chamado iniciativa ONU80. O impacto sobre as políticas da ONU ainda está por ser determinado. Delegados europeus insistem que quaisquer reformas na ONU não devem impedir o progresso em “saúde e direitos sexuais e reprodutivos”, que, de acordo com os programas que financiam, incluem o aborto e os direitos das pessoas transgênero.

Negrea disse ao Conselho Executivo que, embora os EUA reconheçam que a agência tomou “decisões difíceis” devido à pressão orçamentária, ela deve continuar a “promover reformas ambiciosas que abordem de forma significativa o inchaço, criem uma organização mais focada e eficaz e produzam resultados reais”.

Os Estados Unidos são o maior doador individual para o UNICEF, contribuindo com mais de US$ 1 bilhão em 2024. O recente anúncio do Departamento de Estado americano de expandir a "Política da Cidade do México", que financia abortos pelo mundo, para incluir organizações multilaterais será um verdadeiro teste para as intenções do UNICEF. A agência abandonará a promoção de programas que incluem aborto, ideologia de gênero e DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão), ou manterá o rumo e abrirá mão dos fundos americanos? Isso dependerá em grande parte da rigidez com que o governo Trump implementará a política e se europeus e fundações progressistas que apoiam essas políticas controversas estarão dispostos a compensar qualquer eventual perda de financiamento americano.

A política expandida restringe o uso de fundos americanos para programas controversos e busca estabelecer uma postura pró-vida e pró-família em toda a programação de ajuda externa dos EUA. Ela proíbe o repasse de quaisquer fundos americanos para grupos que promovam aborto, ideologia de gênero ou DEI. Essa restrição poderia pôr fim às parcerias de longa data do UNICEF com agências da ONU como a UNAIDS e o Fundo de População das Nações Unidas, e com gigantes da indústria do aborto como a Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF), que fornecem e promovem o aborto, bem como a autonomia sexual, cirurgias de redesignação sexual e tratamentos medicamentosos para crianças.


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Trump lança Grupo da Paz. Vaticano Prefere a ONU

 

Hoje ocorreu a primeira reunião do grupo de países que pode iniciar substituição da ONU.  É o "Board of Peace", iniciativa internacional lançada por Trump em janeiro de 2026.

O Board inicialmente procura resolver a questão da Faixa de Gaza, por isso entre os membros fundadores há muitos da região do Oriente Médio e muçulmanos.

Na primeira reunião,  participaram por volta de 50 países,  o que já é muito. 

27 são os membros fundadores formalmente aderentes. Dois são da América do Sul, Argentina e Paraguai.  Veja a lista dos 27:

  - Albânia

  - Argentina

  - Armênia

  - Azerbaijão

  - Bahrein

  - Bulgária

  - Camboja

  - Egito

  - El Salvador

  - Hungria

  - Indonésia

  - Israel

  - Jordânia

  - Cazaquistão

  - Kosovo

  - Kuwait

  - Mongólia

  - Marrocos

  - Paquistão

  - Paraguai

  - Qatar

  - Arábia Saudita

  - Turquia

  - Emirados Árabes Unidos

  - Uzbequistão

  - Vietnã

Se havia apenas dois países europeus ocidentais entre os aderentes, a própria União Europeia participou da reunião entre os observadores, além da Itália e da Alemanha. Vejam os países observadores:

  - Áustria

  - Croácia

  - Chipre

  - República Tcheca

  - União Europeia (representada pela comissária Dubravka Šuica)

  - Finlândia

  - Alemanha

  - Grécia

  - Índia (algumas fontes dizem que está revisando, mas enviou observador)

  - Itália

  - Japão

  - México

  - Países Baixos

  - Noruega

  - Coreia do Sul

  - Reino Unido

  - Suíça

  - Romênia (presidente Nicușor Dan compareceu pessoalmente)

  - Tailândia, e outros.

O presidente do grupo é  Trump.

Os membros do Executive Board / Gaza Executive Board: Incluem Marco Rubio (Secretário de Estado dos EUA), Jared Kushner (genro de Trump), Steve Witkoff (enviado especial), Tony Blair (ex-primeiro-ministro britânico), Nickolay Mladenov (High Representative for Gaza), e outros como representantes de Turquia, Qatar, Emirados, etc.

O Vaticano declarou, por meio do cardeal Parolin, que prefere que a ONU lidere paz em Gaza, mesmo depois que a ONU reconheceu que membros da organização dela eram terroristas em Gaza.

O Vaticano dizer que não deseja aderir por enquanto é aceitável. Mesmo porque o Vaticano,  ou melhor, a Santa Sé, nunca aderiu nem mesmo à ONU,  apenas aderiu como observador em 1964, quase 20 depois que a ONU foi criada. Até hoje a Santa Sé não tem poder de voto na ONU pois não aderiu.

Agora dizer que prefere a ONU para resolver a Faixa de Gaza não é aceitável.  O histórico da ONU na região é horrível. 

Leão XIV manter a diplomacia da Santa Sé nas mãos de Parolin, o homem de Francisco do acordo secreto com a China, é péssimo sinal do seu pontificado.

Rezemos pela paz em Gaza. 


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

A "Polarização Política" é Fruto da Esquerda


É corriqueiro no mundo, em praticamente em todos os países ocidentais, jornalistas e analistas políticos reclamarem da "polarização política", geralmente querendo condenar conservadores e gente de direita. 

Para a mídia, em geral, não existe extrema esquerda, só extrema direita.

A pesquisa acima revela a causa do extremismo.

Vou explicar os gráficos.

Primeiro, é preciso saber que nos Estados Unidos, ao contrário do resto do mundo, a direita ou os conservadores possuem cor vermelha, a cor vermelha lá é de direita e representa o Partido Republicano, partido de Trump. A cor azul representa a esquerda, o Partido Denmocrata, partido de Obama, Clinton, e Biden.

O gráfico mostra a posição política em duas causas: política afirmativa (cotas para negros ou mulheres, por exemplo, em universidades e setor público) e imigração, entre dois três tipos de eleitores: fortemente de esquerda (Democratas) em azul; fortemente de direita (Republicanos) em vermelho, e pessoal do centro.

O primeiro gráfico sobre política afirmativa mostra que apenas 20% dos esquerdistas apoiavam a política afirmativa em 1996, mas depois de 2020, a percentagem pulou para 60%, enquanto o apoio entre os elitores da direita e do centro ficou mais ou menos na mesma no mesmo período.

O segundo gráfico mostra o apoio líquido à imigração. Até 2012, o apoio líquido (quem apoia menos quem não apoia) à imigração era negativo para esquerdistas. Isto é, a maioria dos esquerdistas era contra. Após 2020, o apoio líquido dos esquerdistas ficou positivo em 40%, como se 60% apoiassem o aumento de imigração e apenas 20% apoiassem o corte na imigração.

Enquanto isso, os eleitores do centro e de direita ficaram na mesma, com a maioria a apoiar cortes na imigração desde 1996.

Em resumo, a polarização política, ao se analisar esses dois critérios políticos/sociais importantes, é apenas fruto da esquerda que se tornou extremista. 

Dada a loucura esquerdista de hoje em dia que apoia a castração de crianças para o movimento LGBT ou o aborto de crianças até mesmo quando nascem naturalmente ao fim do prazo de gestação ou o fim total do uso do petróleo e da energia nuclear, é natural que algumas pesquisas identifiquem pessoas como mais a direita por serem contra isso, quando no passado nem existiam essas políticas diabólicas. Por isso, algumas pesquisas identificam que as pessoas estão mais de direita.

É natural que o esquerdismo seja a fonte de polarização, pois tem a religião do mundo, foge de Deus, foge de princípios solidificados.

A polarização por conta da esquerda é evidente em casos concretos. Por exemplo, Trump e Elon Musk, há uns 20 anos atrás, eram eleitores e financiadores da esquerda nos Estados Unidos. Hillary Clinton, por sua vez, disse em 2004, que era contra o casamento gay. Hoje,  nem pensar diria isso.

É como a charge que Elon Musk gosta de mostrar, na qual se vê o conservador e o centrista parado enquanto o esquerdista corre para a extremidade e coloca o centrista como de direita.






 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

6 Palavras de Aquino Destroem Toda a Filosofia Moderna de Descartes a Wittgenstein


Vi hoje uma frase de Aquino e pensei: eita, isso é bem mais potente do que se pensa. É bomba nuclear.

Em apenas seis palavras Aquino pode destruir toda a filosofia moderna. Toda.

Destrói o desespero da primeira pessoa de Descartes, destrói a destruição da causalidade de Hume, destrói a ideia de razão e sujeito transcendental de Kant, destrói a destruição do indivíduo de Hegel, destrói o salto no escuro de Kierkegaard, destrói a loucura desumana de Nietzsche, destrói a completa desumanidade de Marx, destrói a primeira pessoa da femenologia de Husserl, destrói a lógica desumana de Wittgenstein.

A frase é: "todo pecado é contrário à razão." 

Basta isso.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

A Europa Se Destruindo em 1 Imagem

 


Todos sabemos: aborto, liberação sexual, feminismo, cultura da morte, imigração em massa de culturas destrutivas, desprezo pela história do próprio país (outro dia vi o termo para isso: oikophobia) ensinado nas escolas, ideologia comunista tratada como boa, são todos fatores que explicam o declínio a olhos vistos da Europa.

Mas esta imagem acima resume tudo isso.



segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Eleições : Mulheres na Extrema Esquerda Carregam a Esquerda





Nas minhas previsões para eleições, eu teimo em não levar esse fato como realidade, mas sim, as mulheres estão cada vez mais na extrema esquerda, enquanto os homens ficam mais ou menos na mesma. Como as mulheres representam cerca de metade dos votos, a tendência geral é para a esquerda. 

Por exemplo, ontem ocorreram eleições em Portugal. Basicamente, só havia um candidato socialista; o resto era muito nanico para ser levado em conta. Enquanto havia uns 4 candidatos ditos de direita ou do centro-direita, ou da direita esquerdizada, que tinham apoio eleitoral relevante (muitos deles são daquela direita  que defende o capitalismo, mas é a favor do aborto, do movimento LGBT, da eutanásia, da hipótese de mudança climática, imigração em massa). Em todo caso, os partidos sentiram que o momento era da direita e lançaram seus candidatos sem fazer alianças.

Daí, eu pensei até com base nos candidatos lançados: o socialista não vai para o segundo turno (ou segunda volta, como chamam em Portugal); dois candidatos minimamente de direita iriam disputar; os portugueses perceberam, depois do histórico péssimo da esquerda no poder, que não dá para votar em socialistas.

Que nada! O socialista foi o mais votado, com mais de 30% dos votos, enquanto o da direita, com características mais realmente de direita em termos sociais, ficou com menos de 25% dos votos, e outros de direita ficaram com 14%, 13% e 12%.

A direita iria rachar; estava claro para todos, mas que o socialista iria ter mais de 30% dos votos me assustou e assustou muita gente.

Portugal possui alguns agravantes que não há no Brasil, por exemplo, como a União Europeia, que facilita a saída dos portugueses para países europeus mais ricos (como França, Suíça e Luxemburgo). Os portugueses no exterior votaram majoritariamente à direita. André Ventura, da direita, recebeu mais de 40% dos votos no exterior. Mas a saída dos portugueses deixa a maioria aqui com capacidade de trabalho menor, e muitos imigrantes que precisam de apoio do Estado votam.  Além da União Europeia,  o voto em Portugal não é obrigatório, o que geralmente tende a ajudar a esquerda, que em geral agrupa mais do que os que pensam em termos de direita. Vocês conhecem quantos centros acadêmicos que são de direita?

Não conheço pesquisas sobre a diferença política entre mulheres e homens em Portugal, mas creio que são as mesmas que se observam nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Coreia do Sul e na Alemanha.

Ontem, vi um texto sobre por que as mulheres estão indo para a extrema esquerda enquanto os homens são basicamente os mesmos politicamente.

Achei o texto excelente.

Traduzo abaixo:

Por que as mulheres jovens se moveram para a esquerda enquanto os homens jovens permaneceram sãos?

por vittorio (@IterIntellectus)

Boa pergunta. A maioria das respostas que vi são tribais ("mulheres são emocionais") ou superficiais ("mídias sociais são ruins"). Nenhuma delas rastreia o mecanismo real.

Deixe-me tentar.

Primeiro, observe o que Wanye apontou (https://x.com/xwanyex/status/2011813443209146730?s=20):

Há uma década nos dizem que os homens estão "se radicalizando para a direita" e que isso é perigoso. Os dados reais mostram o oposto. Os homens mal se moveram. As mulheres se moveram mais de 20 pontos para a esquerda.

A história que nos contam é exatamente o oposto da realidade. E quando o movimento feminino para a esquerda é discutido, é enquadrado como progresso: "mulheres se tornando mais educadas, mais independentes, mais esclarecidas".

Dirão que o gráfico mostra esclarecimento e progresso. Errado.

O gráfico mostra captura. Isso não é exclusividade dos Estados Unidos. É global.

O Financial Times documentou isso no ano passado. A diferença ideológica entre os gêneros está aumentando em dezenas de países simultaneamente. Reino Unido, Alemanha, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Polônia, Brasil, Tunísia. Mulheres jovens se inclinando para a esquerda em questões sociais, enquanto homens jovens permanecem estáveis ​​ou se movem para a direita.

sso é importante porque descarta explicações específicas da política americana. Não se trata da política do Título IX. Não se trata do #MeToo. Não se trata da guerra cultural específica dos campi universitários dos EUA. Algo maior está acontecendo, algo que se espalhou globalmente quase ao mesmo tempo.

A Coreia do Sul é o caso extremo. Os jovens coreanos são agora esmagadoramente conservadores. As jovens coreanas são esmagadoramente progressistas. A diferença lá é ainda maior do que nos EUA. Os fatores que contribuem incluem o serviço militar obrigatório para os homens (18 meses da sua vida que o Estado retira, enquanto as mulheres são isentas) e a brutal competição econômica. Mas o momento da divergência ainda coincide com a adoção de smartphones.

Seja qual for a causa disso, não é americana. A máquina é global.

O Substrato

Comece com o hardware biológico.

As mulheres evoluíram em ambientes onde a exclusão social acarretava enormes custos de sobrevivência. Você não pode caçar grávida. Você não pode lutar amamentando. A sobrevivência exigia a aceitação da tribo: sua proteção, seu compartilhamento de alimentos, sua tolerância à sua vulnerabilidade temporária. Milhões de anos disso e você obtém um hardware que trata a rejeição social como uma ameaça séria.

Os homens enfrentavam pressões diferentes. Grupos de caça que ficavam fora por dias. Exploração. Combate. Era preciso tolerar a solidão, a antipatia, a exclusão do grupo por longos períodos. Os homens que conseguiam lidar com a exclusão temporária sem desmoronar tinham mais opções. Mais disposição para correr riscos, mais independência, mais capacidade de sair de situações ruins.

(O status masculino ainda importava enormemente para a reprodução; homens de baixo status tinham dificuldades. Mas os homens conseguiam se recuperar da exclusão temporária de maneiras mais difíceis para mulheres grávidas ou lactantes.)

Isso se reflete em pesquisas sobre personalidade. O trabalho de David Schmitt em 55 culturas diferentes encontrou o mesmo padrão em todas elas: as mulheres apresentam, em média, maior amabilidade e maior neuroticismo (sensibilidade a estímulos negativos, incluindo sinais de rejeição social). Os homens apresentam, em média, maior tolerância à discordância e ao conflito social. As diferenças não são enormes, mas são consistentes em todas as culturas estudadas.

Nem melhor nem pior. Pressões seletivas diferentes, adaptações diferentes.

Mas significa que o mesmo ambiente os afeta de forma diferente. A pressão do consenso impacta mais fortemente um grupo do que o outro.

A Máquina

Agora veja o que construímos.

As redes sociais são um mecanismo de consenso. Você pode ver no que todos acreditam em tempo real. A discordância é visível, mensurável e passível de punição em larga escala. A tribo costumava ser composta por 150 pessoas. Agora são todos que você já conheceu, mais um mundo de estranhos observando.

E observe a linha do tempo. O Facebook foi lançado em 2004, mas era exclusivo para universitários até 2006. O iPhone foi lançado em junho de 2007. O Instagram, em 2010. De repente, as redes sociais estavam no seu bolso e na sua frente, o dia todo, todos os dias.

A participação das mulheres no mercado de smartphones manteve-se relativamente estável no início dos anos 2000. A aceleração começou por volta de 2007-2008. A curva se acentuou ao longo da década de 2010, com a universalização dos smartphones e o aprimoramento das plataformas. As mulheres são, por natureza, mais esquerdistas, mas essa radicalização coincidiu com o aumento da adoção dos smartphones.



A máquina ligou e a captura começou.

O colapso da saúde mental entre as adolescentes acompanha quase perfeitamente a adoção de smartphones, com efeitos mais fortes para as meninas do que para os meninos. A mesma vulnerabilidade que tornava a exclusão social mais custosa em ambientes ancestrais tornou os novos mecanismos de consenso mais eficazes.

Esta máquina não foi projetada para capturar mulheres especificamente. Foi projetada para capturar a atenção. Mas captura pessoas mais suscetíveis à pressão do consenso com mais eficácia. As mulheres são mais suscetíveis em média. Então, ela as capturou mais.

Adicione um ciclo de feedback: as mulheres reclamam mais do que os homens. Navegue por qualquer plataforma e parece que as mulheres estão sofrendo mais. As instituições respondem a isso porque o sofrimento visível cria responsabilidade, risco de relações públicas e pressão regulatória. Além disso, as mulheres são mais fracas e inevitavelmente vistas como vítimas na maioria dos cenários. A resposta institucional é tornar os ambientes "mais seguros". O que significa remover o conflito. O que significa censurar a discordância. O que significa que o consenso se fortalece.

Os contra-argumentos são removidos ou banidos das plataformas e o ciclo se fecha.

As Instituições

As universidades passaram a ter 60% de mulheres, enquanto simultaneamente se tornavam uma monocultura progressista. A instituição em que as jovens mulheres mais confiam, durante os anos em que sua visão de mundo se forma, alimenta-as com uma única ideologia sem oposição séria.

As pesquisas da FIRE sobre discursos em campi universitários mostram o padrão claramente: os alunos se autocensuram, relatam medo de expressar opiniões e se agrupam em torno de opiniões aceitáveis. Isso não é exclusivo das mulheres, mas elas estão mais inseridas no ensino superior do que os homens atualmente, e as áreas que elas dominam (humanidades, ciências sociais, educação, RH) são as mais ideologicamente uniformes.

Quatro anos cercadas por colegas que acreditam na mesma coisa. Professores que acreditam na mesma coisa. Listas de leitura apontando em uma única direção. Discordar não é nem raro, é socialmente punido. Você aprende a identificar os padrões das opiniões aceitáveis ​​e a reproduzi-las.

Então elas se formam e ingressam em áreas dominadas por mulheres: RH, mídia, educação, saúde, organizações sem fins lucrativos, onde a monocultura continua. Dos 18 aos 35 anos, muitas mulheres nunca encontram uma discordância sustentada de pessoas que respeitam. O ciclo de feedback nunca se rompe.

Os homens seguiram caminhos diferentes. Ofícios. Engenharia. Finanças. Forças Armadas. Áreas onde os resultados importam mais do que o consenso. Áreas onde a discordância é tolerada ou até mesmo recompensada. A monocultura não os capturou porque eles não estavam nas instituições que estavam sendo capturadas (principalmente porque foram expulsos delas, mas isso é outra história).

Economia

O casamento entrou em colapso. Isso provavelmente importa mais do que as pessoas pensam.

Mulheres solteiras votam mais à esquerda do que mulheres casadas. Isso se mantém consistente ao longo de décadas de pesquisas de boca de urna. Parte disso provavelmente se deve a fatores econômicos: mulheres solteiras interagem mais com o governo como prestadoras de serviços, enquanto mulheres casadas interagem mais como contribuintes. Os incentivos apontam em direções diferentes.

A diferença de votos entre mulheres casadas e solteiras é um dos indicadores mais consistentes. E as taxas de casamento entraram em colapso justamente durante o período de divergência.

Os homens viram o colapso do casamento de forma diferente. Tribunais de família. Pensão alimentícia. A resposta racional foi o ceticismo em relação à expansão do poder do Estado.

O mesmo fenômeno, posições diferentes dentro dele, respostas políticas diferentes.

Os Algoritmos

Os algoritmos otimizam o engajamento. Engajamento significa resposta emocional. Tempo na plataforma. Cliques. Compartilhamentos. Comentários.

As mulheres respondem com mais intensidade ao conteúdo emocional em média; elas são mais empáticas e podem ser mais facilmente manipuladas com histórias tristes. Isso se deve, novamente, ao maior neuroticismo e à maior sensibilidade a estímulos negativos. A máquina aprendeu isso. O sistema fornecia conteúdo calibrado de acordo com os padrões de resposta de cada um. Medo. Indignação. Pânico moral. Histórias sobre perigo, injustiça, ameaças, guerras e "vítimas".

Os homens recebiam feeds diferentes porque respondiam a gatilhos diferentes. O algoritmo não tem uma agenda de gênero propriamente dita. Ele tem uma agenda de engajamento. Mas o engajamento se manifesta de forma diferente de acordo com o perfil demográfico, então os feeds divergiam.

As mulheres acabavam em ambientes de informação otimizados para a ativação emocional. Os homens encontravam alternativas: podcasts, fóruns, carros, guerras, manosfera etc.

A Ideologia

O feminismo dizia às mulheres que seus instintos e biologia eram opressão e errados. Querer filhos era lavagem cerebral. Querer um marido provedor era misoginia internalizada. Seus desejos naturais eram uma falsa consciência instalada pelo patriarcado.

Muitas acreditaram nisso. Construíram suas vidas em torno disso. Carreira em primeiro lugar. Independência. Liberdade das restrições tradicionais.

Agora elas têm 35 anos, estão solteiras, comparando a queda da fertilidade com as conquistas profissionais. E aqui está a armadilha: o custo irrecuperável de admitir que a ideologia falhou é enorme. Você teria que admitir que desperdiçou seus anos férteis com uma mentira. Que as mulheres que ignoraram a ideologia e se casaram jovens estavam certas. Que sua mãe estava certa.

Acho que é por isso que vemos tão pouca deserção. Não porque a ideologia seja verdadeira, mas porque o custo psicológico de sair é maior do que o custo de ficar. É mais fácil insistir. É mais fácil acreditar que o problema é que a sociedade ainda não mudou o suficiente.

A Outra Captura

Devo ser honesto sobre algo: os homens não eram imunes à captura. Eles foram capturados de maneiras diferentes.

As mulheres obtiveram conformidade ideológica. Os homens, isolamento. Pornografia. Videogames. Aplicativos de jogos de azar. Conteúdo indignado. A captura masculina não foi "acredite nisso ou enfrente a morte social". Foi "aqui está um suprimento infinito de dopamina para que você nunca precise construir nada real".

Máquinas diferentes, modos de falha diferentes. As mulheres obtiveram submissão. Os homens, passividade.

A linha masculina naquele gráfico, permanecendo plana até 2020, não significa necessariamente saúde. Pode ser apenas um tipo diferente de doença, os homens se desligando em vez de serem atraídos. Ou pode ser que todos e tudo tenham se movido mais para a esquerda e as mulheres ainda mais para a esquerda.

A linha está se movendo agora

Aqui está a atualização: a linha masculina não é mais plana.

Os dados pós-2024 mostram os homens jovens se deslocando para a direita. Pesquisas recentes mostram a mesma coisa. Os homens jovens estão agora se movendo ativamente para o conservadorismo.

Minha leitura: as mulheres foram capturadas primeiro porque eram mais suscetíveis à pressão do consenso. A captura foi rápida (2007-2020). Os homens resistiram por mais tempo porque eram menos suscetíveis e menos inseridos nas instituições capturadas. Mas à medida que a lacuna se tornou visível e culturalmente relevante, à medida que "os homens são o problema" se tornou uma mensagem explícita da corrente dominante, à medida que os homens começaram a ser excluídos da sociedade por causa de mentiras, à medida que a masculinidade, ou a própria coisa que faz os homens serem homens, se tornou tóxica, os homens tiveram que começar a se alinhar contra.

A passividade está se convertendo em oposição. O afastamento está se tornando rejeição ativa.

Isso não significa que os homens agora estão "certos" ou "livres". Pode apenas significar que eles estão sendo capturados por uma máquina diferente, uma otimizada para a queixa masculina em vez do consenso feminino. Andrew Tate não surgiu do nada. Nem a manosfera. Esses também são sistemas de captura, apenas direcionados a diferentes vulnerabilidades psicológicas.

O gráfico agora mostra duas linhas divergindo em direções opostas. Duas máquinas diferentes puxando dois grupos demográficos diferentes em direção a dois modos de falha diferentes.

Algumas pessoas dirão que isso se deve apenas à educação: as mulheres vão mais para a faculdade, a faculdade te torna liberal, simples assim. Há algo nisso. Mas isso não explica por que a diferença aumentou tanto depois de 2007, ou por que está acontecendo em países com sistemas educacionais muito diferentes.

Alguns dirão que é econômico: os jovens estão passando por dificuldades, o ressentimento te torna conservador. Também parcialmente verdade. Mas as dificuldades econômicas masculinas são anteriores à recente guinada à direita, e a guinada feminina à esquerda ocorreu durante um período de crescente sucesso econômico feminino.

Alguns apontarão para figuras culturais: Tate para os homens, Taylor Swift para as mulheres. Mas esses são sintomas, não causas. Eles preencheram nichos criados pelas máquinas. Eles não criaram as máquinas.

O modelo multicausal se encaixa melhor: substrato biológico (sensibilidade diferencial ao consenso) + gatilho tecnológico (smartphones, feeds algorítmicos) + amplificação institucional (universidades capturadas, campos dominados por mulheres) + incentivos econômicos (colapso do casamento, dependência do Estado) + aprisionamento ideológico (custos irrecuperáveis, punição social por deserção).

Não há uma única causa. Um sistema de causas interligadas que por acaso afetou um gênero mais rápida e intensamente do que o outro.

E daí?

Se este modelo estiver correto, algumas previsões se seguem.

A diferença deve ser menor em países com adoção mais tardia de smartphones ou menor penetração de mídias sociais. (Isso parece ser verdade: a divergência é menos extrema em partes da Europa Oriental e em grande parte da África, embora a Coreia do Sul seja uma grande exceção devido a outros fatores.)

A diferença deve diminuir entre as mulheres que têm filhos, já que a maternidade quebra o ciclo de feedback institucional e introduz prioridades concorrentes. (As pesquisas de boca de urna mostram isso consistentemente: mães votam de forma mais conservadora do que mulheres sem filhos.)

A diferença deve continuar aumentando até que as máquinas sejam interrompidas ou as gerações envelheçam e deixem de usá-las.

Eis a parte que não sei como resolver: esses sistemas são autorreforçadores. As instituições não vão se reformar sozinhas. Os algoritmos não vão parar de otimizar. A ideologia não vai admitir o fracasso. A contra-captura masculina também não vai produzir resultados saudáveis.

Algumas mulheres escaparão. As que têm filhos geralmente conseguem, já que a realidade é um poderoso solvente para a ideologia. As que constroem vidas fora da captura institucional às vezes conseguem. Alguns homens vão parar de se isolar ou de rolar a tela com raiva. Aqueles que encontrarem algo que valha a pena construir. Aqueles que se cansarem da simulação.

Mas os sistemas continuarão funcionando para todos os outros.

A Pergunta

Bill perguntou por quê.

A resposta não é "mulheres são emotivas" e não é "redes sociais são ruins". A resposta é que construímos mecanismos de consenso em escala global e os implantamos em uma espécie com psicologia sexualmente dimórfica. As máquinas capturaram a metade mais suscetível à pressão do consenso. Então, começaram a capturar a outra metade por meio de mecanismos diferentes.

Estamos observando os resultados em tempo real. Dois modos de falha. Um gráfico. Ambas as linhas se afastando uma da outra e de qualquer coisa saudável.

Não sei como isso termina. Acho que ninguém sabe. Acho que não vai terminar.

Ambas as máquinas ainda estão funcionando.

Mas os sistemas continuarão funcionando em todos os outros.


domingo, 18 de janeiro de 2026

Fundamento Básico de Análise entre EUA e Europa.

 


Qualquer análise das relações internacionais entre os Estados Unidos e a Europa, no atual estágio de ameaças militares da Rússia e da China, deve começar pelo gráfico acima.





quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Os Exaltados Anglos-Saxões

Desde muito tempo,há exaltação a países anglo-saxões, a ponto de elogiarem a Alemanha, país onde nasceram a Reforma Protestante, o comunismo e o nazismo. E essa exaltação vem sempre acompanhada de que os portugueses e os espanhóis são ladrões e burros.

Até outro dia, vi um ex-ministro da educação a exaltar os anglo-saxões usando o péssimo livro de Max Weber, Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. 

Por conta da costumeira exaltação a esse péssimo livro em vários sentidos, eu me senti obrigado a dedicar a ele um capítulo inteiro no meu livro  Ética Católica para Economia). O ex-ministro brasileiro, como costuma ocorrer entre os alunos brasileiros, me pareceu que nunca leu o livro, imaginou o que seria o livro e ficou a exaltar os anglo-saxões.

Os países do norte, anglo-saxões ou não, costumam ser mais ricos, por diversos fatores históricos e éticos. Eu sei o quanto a riqueza ilude. Certa vez, um amigo começou a exaltar a Suíça pela beleza e riqueza. E eu perguntei: "Suíça é aquele país que guarda, de forma segura, o dinheiro roubado de dezenas de corruptos, tiranos e assassinos do mundo?" Ele entendeu que a beleza enganava.

Sim, os latinos possuem problemas profundos; em especial, deploro a falta de profundidade ética e de princípios éticos, fonte de todo tipo de mazela entre os latinos. 

Eu já morei em dois países anglo-saxões e também conheço de perto seus defeitos. A imagem acima, que mostra que países anglo-saxões são os que mais deploram a vida, pode ser explicada pelos defeitos históricos e éticos deles.


terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Coalizão de ONGs Pede Ação da ONU Contra Irã


Recentemente, o mundo ficou sabendo que dezenas de milhares já foram mortos pela ditadura iraniana, uma coalizão inter-regional de 30 organizações não governamentais e grupos de direitos humanos fez hoje um apelo urgente às Nações Unidas para que tomem medidas emergenciais imediatas a fim de interromper o que descrevem como "horríveis assassinatos em massa" de manifestantes pela República Islâmica do Irã.

Em geral, são ONGs que conhecem muito bem o viés pró-esquerdista da ONU em relação a países comunistas, como Cuba, Venezuela, e a países islâmicos. Por isso, a ONU deve dar de ombros. Mas traduzo abaixo o apelo das ONGs

Apelo por Ação Emergencial da ONU: Parem os Massacres de Manifestantes Iranianos

Prezado Secretário-Geral da ONU, António Guterres,

Prezado Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk,

Prezados Representantes Permanentes dos Estados-Membros das Nações Unidas,

Nós, organizações não governamentais e ativistas de direitos humanos abaixo assinados, escrevemos para expressar nossa indignação com os horríveis massacres de manifestantes pela República Islâmica do Irã.

Solicitamos que, sem demora, assegurem uma ação emergencial das Nações Unidas para lidar com o ataque do regime contra seu próprio povo, que configura violações graves, generalizadas e sistemáticas dos direitos humanos fundamentais.

Desde 28 de dezembro, protestos em larga escala eclodiram em todo o Irã, refletindo antigas reivindicações do povo iraniano por direitos fundamentais, dignidade e responsabilização. A resposta do regime tem sido marcada por violência extrema e ilegal. Relatórios confiáveis ​​estimam que pelo menos 12.000 manifestantes foram mortos pelo regime desde o início dos protestos, e muitos outros ficaram feridos, foram detidos arbitrariamente ou desapareceram à força. Corpos se acumulam em necrotérios improvisados.

As forças de segurança do regime teriam usado munição real contra civis desarmados, realizado prisões em massa e submetido detidos a tortura e outros maus-tratos. Os detidos foram privados de acesso a advogados, familiares e atendimento médico. Jornalistas, estudantes, mulheres, defensores dos direitos humanos e membros de minorias étnicas e religiosas foram alvos deliberados. Bloqueios da internet e severas restrições à informação obscureceram ainda mais a verdadeira dimensão das violações e impediram a fiscalização independente.

Esses atos constituem graves violações do direito internacional dos direitos humanos e configuram crimes internacionais. Eles contrariam diretamente as obrigações do Irã perante a Carta das Nações Unidas e os principais tratados internacionais de direitos humanos, incluindo as proteções ao direito à vida, à liberdade de expressão, à reunião pacífica e ao devido processo legal.

A persistente falha da comunidade internacional em responder de forma decisiva corre o risco de permitir ainda mais derramamento de sangue e repressão. Neste momento crítico, uma liderança decisiva do sistema das Nações Unidas e de seus Estados-Membros é indispensável.

Portanto, apelamos urgentemente para que:

  • Convoque uma sessão de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, da Assembleia Geral e do Conselho de Direitos Humanos, para abordar a situação dos direitos humanos no Irã, que se deteriora rapidamente;
  • Condene pública e inequivocamente o horrível assassinato de manifestantes e outras graves violações do direito internacional cometidas pelas autoridades iranianas;
  • Estabeleça mecanismos de investigação internacionais independentes para garantir documentação, responsabilização e justiça;
  • Exija a libertação imediata de todos os indivíduos detidos arbitrariamente por exercerem seus direitos fundamentais; e
  • Assegure o monitoramento e a divulgação contínuos de informações da ONU sobre o Irã até que a violência e a repressão cessem.

O povo do Irã está arriscando e perdendo suas vidas pelo exercício pacífico dos direitos garantidos pelo direito internacional. Devemos garantir que as vozes dos manifestantes iranianos sejam ouvidas, protegidas e respeitadas. A credibilidade das Nações Unidas e dos seus Estados-Membros depende de uma resposta à altura da dimensão e da urgência desta crise.

Respeitosamente,

  1. Hillel Neuer, Observatório das Nações Unidas, Suíça
  2. Nazanin Afshin-Jam MacKay, Coletivo de Justiça Iraniana, Canadá
  3. Rana Dadpour, Solidariedade Unida Australiana para o Irã, Austrália
  4. Mourad Lafkihen, Forum Méditerranéen pour la Promotion des Droits du Citoyen, Marrocos
  5. Lynnea Bylund, Gandhi Worldwide Education Institute, Estados Unidos
  6. Mouhamadou Moustapha Fall, Associação Nacional dos Partenaires Migrantes, Senegal
  7. Thierry Valle, Coordenação de Associações e Participantes para a Liberdade de Consciência, França
  8. Ion Manole, Associação Promo-LEX, Moldávia
  9. Tsuneko Kakiuchi, Associação Japonesa pelo Direito à Liberdade de Expressão, Japão
  10. Hector Aleem, Paz Mundial, Paquistão
  11. Masanori Kaneko, Associação Internacional de Apoio à Carreira, Japão
  12. Mange Ram Adhana, Associação para Promoção do Desenvolvimento Sustentável, Índia
  13. John Suarez, Centro para uma Cuba Livre, Estados Unidos
  14. Walid Maalouf, Parceria para o Renascimento Libanês-Americano, Estados Unidos
  15. Joel Tekam Noutchachom, Movimento para a Defesa da Humanidade e a Abolição da Tortura, Camarões
  16. Khalid Pervaiz Sulehri, Organização: Observatório Internacional de Direitos Humanos, Paquistão
  17. Janis Brizga, Green Liberty, Letônia
  18. Victor Amisi Sulubika, Vision GRAM-International, Canadá
  19. Alan Goldsmith, Fundação Renascimento Judaico, Estados Unidos
  20. Olufemi Aduwo, Centro para a Convenção sobre Integridade Democrática, Nigéria
  21. Dr. Ashok Yende, Fundação Global Vision Índia, Índia
  22. Marie M. McKenzie, Associação das Nações Unidas de San Diego, Estados Unidos
  23. Amir Gharagozlou, REAL Women of Canada, Canadá
  24. Buramanding Kinteh, Sociedade para o Desenvolvimento Humano, Gâmbia
  25. Mbuh Raphael Mbuh, Primeira Iniciativa Comum de Ferramentas Agropecuárias Modernas.
  26. Bernard Lutete Di Lutete, Save The Climate, Senegal,
  27. Amir Zad Gul, Organização de Desenvolvimento Rural, Paquistão.
  28. Michael Oko Davies, Integridade Público-Privada, Gana
  29. Braema Mathi, MARUAH, Singapura
  30. David Tsibu-Darko, Fundação Colheita de Deus, Gana. Iniciativa Comum de Ferramentas


segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Quem Vai Agir Contra os Aiatolás do Irã?

 


Muitos dizem, desde esquerdistas até gente que se diz de direita (libertarianos, politicamente moderados) etc,. que os Estados Unidos não podem querer ser "polícia do mundo" e tentar resolver os problemas dos países. Argumentam em nome da soberania, da autodeterminação dos povos, da liberdade de escolha, da liberdade religiosa, seja o que for.

Com o Irã, temos um caso realmente aberrante, uma tirania teológica que oprime, mata e apoia o terrorismo no mundo. Quem deve entrar no país para proteger a população iraniana?

Atualmente, uma mente kantiana diria que seria a ONU. Mas o Irã faz parte da ONU e se junta a alguns países que o apoiam por causa de sua religião ou de sua tirania.

Para ver isso, basta saber que desde 2000, o país mais visado por resoluções condenatórias ou críticas específicas na Assembleia Geral da ONU é Israel. De acordo com dados compilados por fontes como UN Watch (uma ONG que monitora e cataloga essas resoluções), entre 2015 e 2025, a Assembleia Geral adotou mais de 170 resoluções contra Israel (média anual de cerca de 15-17), enquanto o restante do mundo combinado recebeu cerca de 70-80 no mesmo período. Isto é, as condenações a Israel são mais do que o dobro das do restante do mundo.

O Irã recebeu apenas por volta de 12 condenações relacionadas a direitos humanos, repressão a mulheres, minorias e pena de morte; geralmente 1 por ano.

A maioria das resoluções contra Israel é patrocinada por países árabes/islâmicos e adotada por maioria automática na Assembleia (devido à composição de 193 membros).

Isto é, a democracia da ONU, em que cada país tem um voto, resulta nessa aberração.

Só por aí, vê-se que a ONU, vista como uma entidade que representa todos os países, dificilmente vai agir. Em termos do Conselho de Segurança, países como a Rússia e a China também não permitiriam uma ação militar contra os aiatolás. A essa altura, não sei nem se o Reino Unido, que está completamente tresloucado, permitiria.

Então, o mundo vai continuar a deixar a matança dos aiatolás contra a própria população iraniana? Ou vai aplaudir uma ação do governo Trump contra os tiranos?

O  Secretário-Geral da ONU já defendeu os aiatolás, no ano passado, quando o governo Trump destruiu as bases nucleares do Irã. Não duvido que continuará defendendo.