São Tomás de Aquino, o "Doutor Angélico", certa vez, diante de um crucifixo em Nápoles, ouviu estas palavras de Jesus: “Bem tem você escrito sobre Mim, Tomás, o que devo te dar em recompensa?" São Tomás respondeu: “Nada senão a Ti mesmo, meu Senhor". Em latim, São Tomás disse: Nil, Nisi Te, Domine. Em inglês: Naught save Thyself, O Lord.
domingo, 29 de março de 2026
"Al Cielo con El Rey de Reyes"
quarta-feira, 25 de março de 2026
Teoria da Mente e QI
O vídeo acima me fez refletir em muitas coisas. Um repórter britânico quis saber sobre as consequências de um estupro para dois "africanos". Os africanos responderam como se a vítima não tivesse sentimentos nem sequelas do estupro praticado.Theory of mind is the ability to recognize that others have thoughts and emotions separate from your own.
— Chad Crowley (@CCrowley100) March 24, 2026
Lower levels of IQ are associated with a reduced capacity for theory of mind, or its absence.
The average IQ in Africa is around 68 to 70. pic.twitter.com/GCOiy7k9CV
- Repóter perguntou: "Vocês pensam nas consequências de um estupro?"
- Africano: "Sim, pensamos. E se ela gritar e acordar alguém?"
- Britânico: "Não. Estou falando das consequências do estupro na garota. Estou falando dos sentimentos dela"
- Africano: "É, a gente pode pegar doenças venéreas, DSTs..."
terça-feira, 24 de março de 2026
Mundo em que a Verdade e as Evidências Fatuais São Malignas
Excelente explicação sobre o que acontece com o mundo de hoje que sai das universidades, dos jornais, e mesmo da conversa entre pessoas. Melanie Phillips explica que a própria ideia de evidências objetivas vem sendo descartada porque fere a moral interna das pessoas. A verdade machuca o que as pessoas pensam de si mesmas, então deve ser abandonada. A "idea" da ideologia é que importa. Essa ideologia imagina um mundo utópico no qual qualquer pessoa que mostre que a ideologia é factualmente errada é considerada maligna e deve ser ostracizada, jogada em uma prisão, ou mesmo morta.Good explanation of nihilist philosophy
— Elon Musk (@elonmusk) March 22, 2026
pic.twitter.com/dDUwMQpEwf
segunda-feira, 23 de março de 2026
Terroristas do Irã dentro da Europa
BREAKING 🔴🔴
— Open Source Intel (@Osint613) March 23, 2026
An IRGC terror group in the UK, called Ashab al-Yamin takes responsibility for torching 4 ambulances belonging to a Jewish volunteer EMT services in Golders Green, London last night.
The terrorists are on the loose.
The UK is dealing with a serious problem. pic.twitter.com/z728w4R17d
sábado, 21 de março de 2026
Missil Iraniano Pode Atingir Europa?
Antes, já se sabia que ele tinha mísseis que podiam ir a 2 mil km. Isso já significava que países como a Grécia podiam ser atingidos.
No passado, o "bonzinho" Obama vetou uma proteção de mísseis contra o Irã na Europa em acordo com a Rússia.
Hoje, com a guerra contra o Irã, os europeus negaram apoio ao Estados Unidos.
Se o Irã pode atingir a ilha Diego Garcia pode também atingir Londres, Paris, toda a Europa.
Os mísseis não atingiram a ilha. Dizem que um deu problema no voo e o outro foi interceptado pelos Estados Unidos. Mas há dúvidas sobre isso.
Pode ser apenas retórica do Irã. Mas é bem burra pois atrai mais inimigos, apesar de que os europeus já estavam no "range".
sexta-feira, 20 de março de 2026
Dr. J.D. Haltigan: Empatia como Arma - Idolatria dos Loucos e a Feminização da Sociedade
Não conhecia este psicólogo J.D. Haltigan, que tem PhD pela Universidade de Miami. Vi agora que é bem conhecido e que tem vários vídeos no Youtube, inclusive com Jordan Peterson.
"O que está acontecendo agora é que a doença mental está sendo valorizada. A doença mental como identidade é algo que está realmente se consolidando. Alguém tem um transtorno, é então definido por esse transtorno e vira uma espécie de herói por ter esse transtorno. Isso está acontecendo com todos os transtornos… principalmente com depressão e ansiedade. A doença mental foi tão desestigmatizada que não existe mais estigma. Vemos isso muito nas redes sociais… se você afirma ter um transtorno de humor, recebe muita confirmação por isso. Isso retroalimenta o problema… e você acaba entrando em um grupo seleto que o valoriza e o confirma.Esse não é um tratamento realmente eficaz para eliminar o transtorno.”
“What’s happening now is the mental illness is becoming valorized.”
— Jan Jekielek (@JanJekielek) March 19, 2026
Developmental psychologist J.D. Haltigan says mental illness is increasingly being turned into an identity people embrace.
“Mental illness as identity is really something that is coming on.”
“I have a… pic.twitter.com/xaONYpHXQ8
Sobre a efeminização da sociedade, ele disse:
“Basicamente, sequestramos a ética feminina do cuidado.E se uma sociedade se tornar completamente feminina, todo tipo de caos se instalará.Porque não há nenhuma orientação baseada em regras, leis, estatísticas ou dados quantitativos que justifiquem a existência de leis, regras, a necessidade de ordem, leis de imigração e assim por diante. A masculinidade, em termos de personalidade, acompanha a sistematização, enquanto a feminilidade é a analogia com a empatia.Mas essa feminização se tornou dominante em muitas áreas da sociedade, com grandes consequências."
Psychological scientist J.D. Haltigan told me the feminine impulse to be empathetic has been weaponized.
— Jan Jekielek (@JanJekielek) March 20, 2026
“We’ve come to basically hijack the feminine ethic of care.”
“And if a society becomes completely feminine, all kinds of chaos will ensue.”
“Because you don’t have any sort… pic.twitter.com/USJwzmfOc7
quarta-feira, 18 de março de 2026
Denúncia: Leão XIV Ajoelha em Ritual Pachamama em 1995
O site Life Site News faz denúncia agora em que identificou o atual Papa Leão XIV a participar de ritual Pachamama em 1995. Isso mesmo! Bem antes de isso chegar ao Vaticano pelo Papa Francisco.
Traduzo abaixo o que diz o site:
DESCOBERTO: Foto de 1995 mostra o Papa Leão XIV participando de ritual da Pachamama
Em uma revelação bombástica que terá destaque em seu próximo livro sobre o novo pontífice, o co-apresentador do programa Fé e Razão, Padre Charles Murr, confirmou que o Papa Leão XIV — então Padre Robert Francis Prevost, O.S.A. — participou ativamente de um ritual agrícola pagão da Pachamama, a “Mãe Terra”, durante um simpósio teológico agostiniano oficial.
A história foi trazida à tona pelo Padre Murr, que passou meses compilando meticulosamente documentos para seu próximo livro sobre Leão XIV. Três padres agostinianos confirmaram, de forma independente, ao Padre Murr que Robert Prevost é claramente visível entre os participantes ajoelhados na fotografia central. Embora nenhum dos três estivesse presente no ritual de 1995, eles reconheceram imediata e inequivocamente seu confrade na imagem publicada.
A imagem acima aparece nos anais oficiais do IV Simposio-Taller “Lectura de San Agustín desde América Latina” (São Paulo, 23 a 28 de janeiro de 1995), publicado como o livro Ecoteología: Una Perspectiva desde San Agustín (México, 1996). A legenda oficial abaixo da foto dos participantes ajoelhados diz:
Celebração do Rito da pachamama (madre tierra), que é um rito agrícola oferecido às culturas do Sul-Andino no Peru e na Bolívia.
O mesmo volume inclui uma grande fotografia de grupo com a legenda explícita “Foto de todos los participantes del Simposio São Paulo Brasil”, colocando o futuro Papa diretamente entre os participantes de um evento que celebrava abertamente o ritual da Pachamama como parte de seu programa de “ecoteologia”.
O Padre Murr disse à revista Faith & Reason: “O homem que agora é Leão XIV foi documentado ajoelhado em um ritual pagão da deusa da terra em uma reunião oficial de sua própria ordem religiosa. As implicações para a direção da Igreja sob este pontificado são profundas.”
Pe. Murr obteve digitalizações de alta resolução dos autos (incluindo a nítida fotografia da Pachamama ajoelhada) da Biblioteca Central Salesiana em Buenos Aires, Argentina (número de chamada carimbado 276.04 ACU :504 / 30.161, Biblioteca Central Salesiana, nº 30161).
Outra imagem do livro mostra que, além da cerimônia da Pachamama, os participantes celebraram uma missa, e Prevost (Leo) pode ser visto de pé e de mãos dadas com outros participantes no mesmo local onde o ritual da Pachamama ocorreu.
Outra foto do evento, mostrando todos os participantes do simpósio, também confirma a presença de Prevost.
No episódio de Fé e Razão de hoje, o Padre Murr observou como isso viola o Primeiro Mandamento e como os mártires da Igreja deram suas vidas em vez de participar, mesmo que minimamente, de cerimônias a falsos deuses.
Guerra do Irã, Trump já Venceu. O Que Há, Então?
Delusional Democrats admit they have more in common with RADICAL ISLAM than Trump supporters and would feel safer next to someone shouting ALLAHU AKBAR than someone in a MAGA hat. 🤦♀️ pic.twitter.com/JGTMmcxLmk
— Kaitlin Bennett (@KaitMarieox) March 16, 2026
3. Os telejornais e o cinema refletem a estupidez esquerdista como nunca, algo que ainda não tinha ocorrido até o início da década de 2000.
5. Sim, realmente o antissemitismo parece voltar muito recentemente, mesmo entre gente que se formou profissionalmente em defesa do Estado de Israel. E a estupidez é tanta que se chama pessoas que defendem os judeus ou que apenas aceitam os judaísmo de fascistas, como se os fascistas tivessem defendido os judeus e não os matado em massa;
6. Ninguém conhece mais história e até a despreza, isso em um mundo em que, para saber história, não precisa nem abrir livro: basta perguntar ao celular. Todos os presidentes dos Estados Unidos desde 1979 e até mesmo todos os candidatos à presidência (sejam de esquerda ou de direita) afirmaram que o Irã é o pior inimigo dos Estados Unidos. Mas Trump não tem motivo para atacar o Irã, segundo vários "especialistas".
7. . Hanson disse que tudo o que pode acontecer significa vitória para os Estados Unidos: 1) O regime cai e entra outro mais ocidental; ou 2) O regime fica um pouco intacto, mas entra em negociação com os Estados Unidos e se afasta do terrorismo; ou 3) Trump para de fazer guerra e deixa o Irá completamente sem capacidade militar para se reconstruir por anos e anos. Todos os resultados são melhores do que antes da guerra. Mas acho que falta considerar a possibilidade de a China entrar na guerra contrária aos Estados Unidos. Ai, seria um risco muito alto.
8. Hanson também faltou considerar a posição vacilante e fraca da Europa. Mas talvez seja tão fraca que não mereça consideração. Eu fico bem chateado ao ver uma Europa sem qualquer ética que a sustente. A OTAN é mais de 60% poderio militar dos Estados Unidos. Sem os Estados Unidos, não existe OTAN. A Europa gasta apenas 2% do orçamento em defesa. Muitos países não possuem capacidade militar nenhuma para proteger-se.
domingo, 15 de março de 2026
Video: Sharia no Reino Unido na Versão Disney
quinta-feira, 12 de março de 2026
Livro: O Desastroso Pontificado de Francisco
Nove anos após a ascensão do Papa Francisco ao trono de São Pedro, um de seus colaboradores mais próximos, de forma anônima, enviou um memorando aos cardeais com um veredito contundente: “Comentaristas de todas as escolas... concordam que este pontificado é um desastre em muitos ou na maioria dos aspectos; uma catástrofe”. A crítica se concentrava na fragilização, pelo pontífice, do alicerce da Igreja, a clareza e a coerência magisterial, substituindo a consagrada máxima Roma locuta, causa finita est — “Roma falou, o caso está encerrado” — por uma ética predominante de ensinamentos errôneos e ambiguidade: Roma loquitur, confusio augetur — “Roma fala, confusão surge”. Em um tempo em que o Depósito da Fé exige uma guarda inabalável, este livro se ergue como um ato solene de fidelidade à incumbência apostólica de todos os fiéis: preservar a integridade da fé e da moral para a salvação das almas. Abrangendo toda a extensão da doutrina sagrada, justapõe rigorosamente os ensinamentos do Papa Francisco com as Sagradas Escrituras, a Sagrada Tradição e o Magistério perene.ELOGIOS A ESTE LIVRO“A turbulência catastrófica que a Igreja Católica vivenciou de 2013 a 2025 é diretamente atribuível a coisas que o Papa Francisco disse e fez. Este importante livro apresenta em detalhes as declarações e decisões específicas do Papa Francisco que contradizem a doutrina católica e conflitam com a prática perene da Igreja.” — Rev. Gerald E. Murray, J.C.D., Pároco da Igreja de São José, Nova York, NY“É possível que papas ensinem de maneira enganosa ou mesmo errônea quando não falam ex cathedra. Embora isso seja extremamente raro na história da Igreja, aconteceu em alguns casos… Como este livro demonstra, o Papa Francisco claramente os superou em número e gravidade de suas declarações e ações problemáticas. Não é preciso concordar com tudo o que está no livro (e eu não concordo) para perceber a força de sua argumentação cumulativa.” — Edward Feser, Professor de Filosofia, Pasadena City College“Este estudo abrangente mostra claramente que o pontificado do falecido Papa Francisco “Gerou muita confusão em diversas áreas do ensinamento da Igreja… Recomendo sinceramente esta obra pela sua clareza e pela força dos seus argumentos.” — Eduardo Echeverria, autor de Papa Francisco: O Legado do Vaticano II“Uma análise completa e imparcial do governo de Bergoglio, que identifica, ao longo de todo o pontificado, inúmeras divergências da verdade católica.” — John Rist, autor de Infalibilidade, Integridade e Obediência: O Papado e a Igreja Católica Romana, 1848–2023“Não poucos católicos consideraram as muitas declarações problemáticas do Papa Francisco meramente ambíguas, imprecisas ou mal traduzidas. Por mais graves que sejam essas deficiências, os leitores deste livro descobrirão — com pesar — que a realidade é muito mais séria… Este volume será indispensável para o futuro pontífice e concílio encarregados de restaurar o que foi comprometido… Cada página de O Pontificado Desastroso revela um autor de manifesta fidelidade, animado por um profundo amor por Cristo e Sua Igreja, e “Dotado de erudição teológica.” — Michael Sirilla, Professor de Teologia Sistemática e Dogmática, Universidade Franciscana de Steubenville“Este livro notável é ao mesmo tempo exaustivo e exaustivo. Exaustivo, pois registra, explica e refuta cada passo em falso e declaração equivocada do Papa Francisco. Exaustivo, porque há muito material a ser abordado. Aqui, em um único volume volumoso, encontra-se um catálogo completo das maneiras pelas quais o falecido Pontífice confundiu os fiéis, juntamente com uma defesa das verdades que ele minou.” — Philip F. Lawler, autor de O Pastor Perdido: Como o Papa Francisco Está Enganando Seu Rebanho“Meticuloso, imparcial e caridoso, este livro presta um testemunho inestimável do que certamente foi o pontificado mais desastroso, do ponto de vista doutrinal, em toda a história da Igreja Católica.” — Claudio Pierantoni, ex-Professor de Filosofia Medieval, Universidade do Chile“Este livro demonstra, sem sombra de dúvida, a acentuada contradição entre Os ensinamentos de Francisco e dos Evangelhos, o Magistério autêntico da Igreja e os maiores Papas e teólogos do passado.” — Dr. Josef Seifert, presidente emérito da Academia João Paulo II para a Vida Humana e a Família
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Além do meu livro, recomendo também este, mesmo que eu não tenha lido ainda, pois respeito a posição dos nomes acima que leram.
Que Leão XIV abandone o caminho de ser um Francisco II!
Amém!
Rezemos.
domingo, 8 de março de 2026
Sexta-Feira Santa em 3 de Abril! Este é o Dia Exato da Crucificação!
Este ano, a Sexta-feira Santa é no dia 3 de abril. 3 de abril de 33 é justamente o dia da crucificação de Cristo, a se usar o calendário juliano, a descrição de um abalo sísmico, os relatos históricos e as regras de Páscoa judaica. A última vez que isso ocorreu foi em 2015. Após 2026, a próxima será em 2034.
Segundo o relato bíblico de Mateus 27:51-54 ocorreu um terremoto (a terra tremeu, rochas partiram) após o último suspiro de Cristo na cruz.
A data exata mais citada para a crucificação de Jesus Cristo, de acordo com evidências de terremotos, vem de um estudo geológico de 2011-2012 publicado no periódico International Geology Review. Pesquisadores (incluindo Jefferson Williams e seus colegas) analisaram núcleos de sedimentos do Mar Morto, que apresentaram sinais de perturbações sísmicas (características de liquefação em sedimentos varvados) indicando um terremoto ocorrido entre 26 e 36 d.C. — durante o governo de Pôncio Pilatos.
Eles combinaram essa informação com:
- Detalhes bíblicos (por exemplo, Mateus 27:54 descreve um terremoto na morte de Jesus; a crucificação ocorreu em uma sexta-feira durante a Páscoa judaica).
- Restrições históricas (o governo de Pôncio Pilatos, as regras do calendário judaico para a Páscoa judaica/14-15 de Nisan).
- Dados astronômicos (para coincidir com possíveis sextas-feiras próximas à lua cheia/Páscoa judaica).
Isso reduziu as possibilidades, e sexta-feira, 3 de abril de 33 d.C. (no calendário juliano) emergiu como a data que melhor se encaixa para o terremoto descrito, que poderia coincidir com o evento da crucificação.
Essa data foi amplamente divulgada na mídia (por exemplo, NBC News, LiveScience, Discovery) e discutida em contextos de arqueologia bíblica como uma reconstrução plausível que liga o relato do Evangelho às evidências físicas. Algumas fontes também a relacionam a um eclipse lunar visível ("lua de sangue") naquela noite, de acordo com cálculos astronômicos, embora o estudo do terremoto em si se concentre principalmente nos dados sísmicos, e não nos eclipses.
Alguns preferem outros anos (por exemplo, 30 d.C.) com base em diferentes interpretações das cronologias ou calendários dos Evangelhos.
Mas, em resumo, de acordo com esta pesquisa baseada no terremoto, a data exata proposta é sexta-feira, 3 de abril de 33 d.C, no calendário juliano.
Minha pesquisa apontou que, se usarmos o calendário gregoriano atualmente em uso, o dia seria 1 de abril de 33. Mas ninguém usava o calendário gregoriano no tempo de Cristo, pois foi criado apenas em 1582, enquanto o calendário juliano nasceu em 45 antes de Cristo. Vale muito sabermos da coincidência para o ano de 2026.
sexta-feira, 6 de março de 2026
Trump Faz "Guerra do Acerto de Contas"
Victor Davis Hanson é um dos melhores historiadores militares do mundo. Seus livros são excelentes. No vídeo acima, ele tenta explicar a doutrina de guerra de Trump.
Assistam ao vídeo. Mas, em resumo, ele disse que Trump representa a defesa dos Estados Unidos, que deplora aqueles países, especialmente seus líderes, que exploram ou prejudicam os Estados Unidos, e que Trump tem foco muito centrado na China.
Panamá negociou com a China poderes sobre o Canal do Panamá. Trump ameaçou o Panamá e destruiu a negociação deles com a China.
Venezuela se tornou fonte de riqueza para a China e a Rússia enquanto os cartéis venezuelanos levavam drogas para os Estados Unidos. Trump entrou no país e tirou seu líder de lá, negociou e afastou a China e a Rússia da Venezuela.
O Irã é o país que mais matou americanos na história, financiava vários grupos terroristas e era a principal fonte de petróleo da China. Trump destruiu as armas nucleares do Irã, matou o líder do país e está a acabar com a fonte de energia da China.
Outras coisas importantes que Hanson disse:
- Trump não quer dominar países, construir nações ou implantar democracia, ele acha que isso é problema do próprio povo. É o povo que tem de fazer o país "great again".
- Trump negocia antes do ataque. Negociou com todos acima antes de atacar;
- Trump realiza ataques "top-down". Trump ataca os líderes, e não o povo nem a infraestrutura dos países.
- Trump não confia nem usa órgãos multilaterais, seja a ONU ou a OTAN.
- Quando entra em guerra, entra com muita força, Trump detesta guerras prolongadas
quinta-feira, 5 de março de 2026
quarta-feira, 4 de março de 2026
Cruzadas com o Grande Thomas Madden
segunda-feira, 2 de março de 2026
A Guerra do Irã e o Direito Internacional
Tenho PhD em Relações Internacionais. Na minha época de aluno de doutorado, nas aulas de Direito Internacional ministradas por aquele que era considerado a maior autoridade do assunto no Brasil (não vou citar o nome porque já faleceu e eu discordava profundamente dele sobre o assunto) se fazia muita crítica aos Estados Unidos por usar a prisão de Guantánamo para terroristas islâmicos. O professor e todos os alunos, com exceção da minha parte, atacavam fortemente o governo americano.
Eu geralmente não falava muito, a menos que fosse perguntado. Eu vinha de mestrado em Economia, era neófito na área.
Fora dessa questão da época, todos reconheciam a fragilidade do Direito Internacional. É um direito sem dentes (não há quem faça cumprir as regras), dependente da aceitação das grandes potências (que se fundamentam no realismo político e não no direito, muito menos na ética cristã), com fundamentos que se relacionam muito mal com a realidade e, ainda pior, com a ética cristã. Além disso, o Direito Internacional, em especial da Corte Internacional de Justiça, carrega todas as piores políticas que saem da ONU.
Se há dificuldade de enquadrar os critérios da Teoria da Guerra Justa na Guerra contra o Irã (já falei do tema em outro post), especialmente o critério de causa justa (uma vez que não havia causa imediata para se atacar o Irã, a não ser causa histórica ou possível ofensa do regime iraniano no futuro), o que se pode dizer do Direito Internacional, que filosoficamente tem fundamento em Kant e suas ideias de não-intervenção, desprezo pela metafísica e exaltação da necessidade de um poder global?
Na TV, muitos "especialistas" se apegam ao Direito Internacional para detonar a ação dos Estados Unidos e Israel, ao tratar este direito como se fosse a expressão máxima da ética global e a tratar a ONU como baluarte ético.
Quando eu dava aula de lógica, eu gostava de usar uma frase de um dos grandes brasileiros do Direito Internacional, Rui Barbosa, que disse: "Sem lei não há salvação". Eu pedia aos meus alunos para explicar por que esta frase, em termos lógicos, não diz nada, é um vácuo.
Mas hoje eu li um artigo interessante no The Spectator inglês, que fala disso, de como o Direito Internacional deveria lidar com a Guerra do Irã. Eu concordo plenamente com o artigo, escrito pelo escocês Stephen Daisley. Traduzo abaixo:
O direito internacional não deveria impedir a mudança de regime no Irã.
por Stephen Daisley
Os apoiadores do assassinato do aiatolá Ali Khamenei pelos EUA e Israel estão se esforçando para refutar a acusação de que a Operação Fúria Épica é ilegal. Eles afirmam que Washington e Jerusalém estão retaliando em uma guerra contínua iniciada pelo Irã, que financiou organizações terroristas por procuração para atacar americanos e israelenses. É uma boa tentativa, mas uma vez que se mata o chefe de Estado de um país em um atentado a bomba direcionado, é difícil alegar que a mudança de regime não era o objetivo da operação.
O direito internacional consuetudinário, como geralmente entendido, não permite a violação da soberania de outro Estado para mudar seu governo pela força. Há uma corrente de opinião que considera a doutrina da responsabilidade de proteger insuficiente e acredita que deve haver fundamentos legítimos para remover tiranos que oprimem seu próprio povo e representam uma ameaça a outras nações.
Se alguma vez houve uma ação que reforçou o argumento a favor de um "direito à mudança de regime", certamente foi a do Irã. A república islâmica é uma tirania total, na qual a estrutura de governo torna praticamente impossível a mudança de regime rumo a um caminho liberal ou democrático. Quer lançar um desafio eleitoral sério ao regime? Boa sorte para conseguir a aprovação de seus candidatos pelo Conselho dos Guardiães. Conseguiu aprovar uma legislação reformista na Assembleia Consultiva? O Conselho dos Guardiães tem poder de veto.
Tecnicamente, a Assembleia de Peritos, eleita diretamente, poderia destituir um Líder Supremo, mas isso nunca aconteceu, nem sequer um murmúrio de dissidência, provavelmente porque os candidatos a esse órgão precisam ser aprovados, como você já deve ter imaginado, pelo Conselho dos Guardiães. Existe uma facção reformista, é claro. Nas últimas eleições para a Assembleia de Peritos, os reformistas — ou aqueles que foram autorizados a se candidatar — conquistaram apenas dois por cento dos votos. Derrubar o regime islâmico sem o uso da força é, para todos os efeitos, impossível.
Para os não intervencionistas, isso não muda nada. Existem ditaduras em todo o mundo oprimindo seus próprios povos neste exato momento. Não podemos derrubar todos eles e, mesmo que pudéssemos, seria isso da nossa alçada? Podemos todos concordar, a menos que tenhamos tido o azar de frequentar uma universidade britânica em algum momento do último quarto de século, que o islamismo é bárbaro e os regimes que ele produz são retrógrados e despóticos, mas isso nos dá o dever moral de arriscar a vida de nossos militares e gastar o dinheiro dos contribuintes tentando levar a democracia à região politicamente mais instável da Terra? Não é nossa luta. Deixemos as coisas como estão.
Essas considerações não são facilmente descartadas. Remova um regime cruel sem um plano para o dia seguinte e você corre o risco de desencadear ainda mais crueldade sobre a população já tão sofrida. Se fizermos um trabalho particularmente ruim, um número significativo de pessoas fugirá e acabará buscando refúgio na União Europeia ou no Reino Unido. Certamente não precisamos de mais jovens desacompanhados invadindo o país vindos de culturas retrógradas. Além disso, criar uma exceção para a mudança de regime pode levar Estados autoritários a usá-la indevidamente para desestabilizar Estados rivais ou como meio de resolver disputas, como as de Taiwan ou Gaza. De fato, a Rússia reivindicou um direito comparável a esse em sua invasão da Ucrânia, que inicialmente justificou como a salvaguarda do bem-estar do povo de língua russa, cuja autodeterminação foi negada por Kiev. No direito internacional, toda ferramenta [lei, regra] acaba se tornando um porrete, um instrumento de coerção.
Defensores do direito internacional podem se unir aos não intervencionistas no tema da mudança de regime, mas qualquer aliança é sempre temporária. Aqueles que se opõem filosoficamente à intervenção em quaisquer circunstâncias tendem, em sua maioria, a ser céticos em relação ao direito internacional humanitário, considerando-o uma violação da soberania estatal. Direito internacional e realismo na política externa sempre serão parceiros problemáticos.
Teóricos e profissionais do direito internacional precisam de uma resposta para a questão da mudança de regime. Ou trabalham para estabelecer um consenso sobre a remoção legítima de um regime despótico ou se apegam ainda mais ao status quo. Esta última seria a opção mais fácil, mas não necessariamente a mais sábia. Durante todo o fim de semana, o público em geral foi bombardeado com imagens de iranianos celebrando a morte de seu opressor, agitando bandeiras israelenses e americanas em sinal de gratidão e falando sobre o sofrimento de seu povo nas mãos da república islâmica. O público também foi bombardeado por ativistas, ideólogos e acadêmicos repetindo o mesmo mantra: "Isso é uma violação do direito internacional".
Pode muito bem ser, e o que isso diz sobre o direito internacional? Que ele exigia que essas pessoas que dançavam nas ruas ainda estivessem acuadas de medo? Que envolvia desaprovar a barbárie do regime enquanto se bloqueava qualquer ação para impedi-la? Que respeitar o direito internacional significa aceitar a soberania e a legitimidade de um país onde espancar mulheres e enforcar gays em público são passatempos nacionais?
Pode muito bem ser, e o que isso diz sobre o direito internacional? Que ele exigia que essas pessoas que dançavam nas ruas ainda estivessem acuadas de medo? Que ele envolvia desaprovar a barbárie do regime enquanto se bloqueava qualquer ação para detê-la? Que respeitar o direito internacional significa aceitar a soberania e a legitimidade de um país onde espancar mulheres e enforcar gays em público são passatempos nacionais? Se o direito internacional diz que Khamenei deve permanecer no poder, talvez o próprio direito internacional mereça ser detonado junto com ele.
domingo, 1 de março de 2026
Leão XIV e a Guerra do Irã, Francisco II
Falta apenas uma palavra no post de Leão XIV acima, e é aquela que constava em praticamente 100% dos discursos políticos de Francisco: diálogo.
Traduzo o que o jornalista inglês, Damian Thompson, disse sobre a mensagem de Leão XIV: "O Papa Leão XIII não fez qualquer menção ao massacre a sangue frio de milhares de cidadãos iranianos pelo regime iraniano. Mas a esquerda católica não obteve a condenação inequívoca de Trump que esperava. Portanto, ninguém está satisfeito. Os papas raramente têm algo útil a dizer sobre assuntos internacionais."
Eu discordo em dois pontos: 1) a mensagem de Leão XIV foi repetitiva, qualquer coisa que diz parece que sempre começa com "Estou acompanhando com grande preocupação", e tentou ser um vácuo; tentou não dizer nada. 2) Na verdade, Leão XIV erra tanto no diagnóstico quanto na solução. Quantas vezes se tentou o "diálogo" nos 47 anos da Revolução Iraniana e como pode haver diálogo com o Alcorão, fundamento da República Iraniana (sugiro a leitura do Alcorão, que afinal é um livro repetitivo e de teologia simplória, para não dizer anti-teológico)?
Guerra contra Irã - É Guerra Justa ?
domingo, 22 de fevereiro de 2026
4 Anos de Guerra - Rússia Ataca Kiev (Kyiv) para "Celebrar"
Rússia atacou com 50 mísseis e quase 300 drones a infraestrutura e até prédios civis na Ucrânia, quando, na terça-feira, esta estúpida guerra completa quatro anos.
Publiquei recentemente sobre essa guerra para avaliar o que Santo Agostinho e São Tomás de Aquino diriam sobre a justiça dessa guerra.Leiam clicando aqui.
Estou agora a planejar escrever sobre o que a filósofa católica moderna Elizabeth Anscombe diria. Não é tão interessante quanto Agostinho e Aquino, nem mesmo tão católico quanto eles, mas é um debate filosoficamente importante. Primeiro, vou tentar apresentar o artigo em um seminário sobre Anscombe, para ver a reação e ver se cabe publicar.
Rezemos pela paz entre a "Grande" e a "Pequena" Rússia.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
Leão XIV Quer ONU e "Multilateralismo", Enquanto Trump Ataca ONU Por Defender Ideologia de Gênero
Bom, começando a comentar apenas pela fala em si. Na ONU não existe multilateralismo.
Na ONU, apenas 5 países decidem as questões realmente importantes em termos de relações internacionais, e apenas com esses 5 o "multilateralismo" já empaca a ONU. Na prática, não decidem nada. No resto, a ONU segue sem resolver qualquer problema internacionalmente sério, além de propagar ideologia esquerdista, dando voz a "todos os países". Como a imensa maioria dos países tem ética equivocada e mal formada, a decisão de maioria é errada ou empurra com a barriga os problemas. Em suma, não existe, nem nunca existiu o tal multilateralismo na ONU. Esse discurso na prática significa dar poder à China, à Rússia e a países como Irã e Coreia do Norte.
Enquanto, Leão XIV discursa no erro. Trump ameaça cortar financiamento da UNICEF (agência da ONU) porque a UNICEF fica financiando ideologia de gênero. Os Estados Unidos são os maiories doadores da ONU, se cortar o financiamento, praticamente acaba o serviço.
Nunca ouvi falar de que um Papa tenha se levantado e criticado a UNICEF por promover ideologia de gênero. E era o dever deles fazer isso, mesmo porque, além da obrigação moral, a Santa Sé nem é membro da ONU, não sofreria impacto institucional.
O mundo parece que está em sinal trocado, era para o Papa fazer o papel do Trump, enquanto um presidente americano, se eleito por esquerdistas, naturalmente iria dizer o que o Papa disse.
Fica difícil para um verdadeiro cristão não ficar do lado do Trump, enquanto papas, como Leão XIV, falam tamanhas besteiras e se omitem.
Traduzo a reportagem sobre a ameaça de Trump à UNICEF:
EUA emitem alerta à agência da ONU para crianças
Por Lisa Correnti | 2026
NAÇÕES UNIDAS, 20 de fevereiro (C-Fam) O governo dos EUA alertou o UNICEF de que o financiamento será interrompido se a agência não se reformar e eliminar questões controversas de seus programas.
“Com muita frequência, organizações como o UNICEF têm se desviado para ideologias progressistas dissociadas dos interesses nacionais. O UNICEF deve evitar narrativas que distraiam e sejam um desperdício de recursos, que não estejam alinhadas com sua missão”, disse o embaixador dos EUA, Dan Negrea, na reunião do conselho executivo do UNICEF na semana passada.
“Como já deixamos claro repetidas vezes, os Estados Unidos não hesitarão em cortar o financiamento e se retirar de organizações que não conseguem ou não querem apresentar resultados eficazes”, afirmou Negrea, provavelmente se referindo às novas restrições de financiamento dos EUA a organizações multilaterais, emitidas no início deste mês, e à retirada dos EUA de mais de 60 organizações internacionais no início de janeiro.
A declaração dos EUA criticou o uso, pela agência, de "terminologia de gênero que não reconhece de forma clara e exclusiva dois sexos biológicos" e a programação sobre "diversidade, equidade e inclusão [DEI]" que prejudica "decisões de recrutamento e contratação baseadas no mérito individual".
Negrea afirmou que os EUA querem fornecer "assistência humanitária vital e respostas eficazes, estratégicas, eficientes e oportunas a desastres" e que isso exige que o UNICEF "se concentre na eficiência de recursos e na adesão ao seu mandato principal" de salvar vidas de crianças e ajudá-las a prosperar.
Esta não é a primeira vez que o governo Trump questiona o trabalho do UNICEF. No ano passado, o governo Trump criticou o UNICEF por sua programação altamente sexualizada. Em uma ação sem precedentes para um governo republicano, repreendeu a agência e votou contra decisões que continham linguagem de "gênero" na sessão de agosto. A diretora-executiva do UNICEF, Catherine Russell, nomeada por Biden, recusou-se a remover a referência à “saúde sexual e reprodutiva” do plano estratégico trienal da agência, apesar dos apelos dos EUA e de outros Estados-Membros para que o fizesse.
A ONU está atualmente passando por um processo de reforma chamado iniciativa ONU80. O impacto sobre as políticas da ONU ainda está por ser determinado. Delegados europeus insistem que quaisquer reformas na ONU não devem impedir o progresso em “saúde e direitos sexuais e reprodutivos”, que, de acordo com os programas que financiam, incluem o aborto e os direitos das pessoas transgênero.
Negrea disse ao Conselho Executivo que, embora os EUA reconheçam que a agência tomou “decisões difíceis” devido à pressão orçamentária, ela deve continuar a “promover reformas ambiciosas que abordem de forma significativa o inchaço, criem uma organização mais focada e eficaz e produzam resultados reais”.
Os Estados Unidos são o maior doador individual para o UNICEF, contribuindo com mais de US$ 1 bilhão em 2024. O recente anúncio do Departamento de Estado americano de expandir a "Política da Cidade do México", que financia abortos pelo mundo, para incluir organizações multilaterais será um verdadeiro teste para as intenções do UNICEF. A agência abandonará a promoção de programas que incluem aborto, ideologia de gênero e DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão), ou manterá o rumo e abrirá mão dos fundos americanos? Isso dependerá em grande parte da rigidez com que o governo Trump implementará a política e se europeus e fundações progressistas que apoiam essas políticas controversas estarão dispostos a compensar qualquer eventual perda de financiamento americano.
A política expandida restringe o uso de fundos americanos para programas controversos e busca estabelecer uma postura pró-vida e pró-família em toda a programação de ajuda externa dos EUA. Ela proíbe o repasse de quaisquer fundos americanos para grupos que promovam aborto, ideologia de gênero ou DEI. Essa restrição poderia pôr fim às parcerias de longa data do UNICEF com agências da ONU como a UNAIDS e o Fundo de População das Nações Unidas, e com gigantes da indústria do aborto como a Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF), que fornecem e promovem o aborto, bem como a autonomia sexual, cirurgias de redesignação sexual e tratamentos medicamentosos para crianças.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
Trump lança Grupo da Paz. Vaticano Prefere a ONU
Hoje ocorreu a primeira reunião do grupo de países que pode iniciar substituição da ONU. É o "Board of Peace", iniciativa internacional lançada por Trump em janeiro de 2026.
O Board inicialmente procura resolver a questão da Faixa de Gaza, por isso entre os membros fundadores há muitos da região do Oriente Médio e muçulmanos.
Na primeira reunião, participaram por volta de 50 países, o que já é muito.
27 são os membros fundadores formalmente aderentes. Dois são da América do Sul, Argentina e Paraguai. Veja a lista dos 27:
- Albânia
- Argentina
- Armênia
- Azerbaijão
- Bahrein
- Bulgária
- Camboja
- Egito
- El Salvador
- Hungria
- Indonésia
- Israel
- Jordânia
- Cazaquistão
- Kosovo
- Kuwait
- Mongólia
- Marrocos
- Paquistão
- Paraguai
- Qatar
- Arábia Saudita
- Turquia
- Emirados Árabes Unidos
- Uzbequistão
- Vietnã
Se havia apenas dois países europeus ocidentais entre os aderentes, a própria União Europeia participou da reunião entre os observadores, além da Itália e da Alemanha. Vejam os países observadores:
- Áustria
- Croácia
- Chipre
- República Tcheca
- União Europeia (representada pela comissária Dubravka Šuica)
- Finlândia
- Alemanha
- Grécia
- Índia (algumas fontes dizem que está revisando, mas enviou observador)
- Itália
- Japão
- México
- Países Baixos
- Noruega
- Coreia do Sul
- Reino Unido
- Suíça
- Romênia (presidente Nicușor Dan compareceu pessoalmente)
- Tailândia, e outros.
O presidente do grupo é Trump.
Os membros do Executive Board / Gaza Executive Board: Incluem Marco Rubio (Secretário de Estado dos EUA), Jared Kushner (genro de Trump), Steve Witkoff (enviado especial), Tony Blair (ex-primeiro-ministro britânico), Nickolay Mladenov (High Representative for Gaza), e outros como representantes de Turquia, Qatar, Emirados, etc.
O Vaticano dizer que não deseja aderir por enquanto é aceitável. Mesmo porque o Vaticano, ou melhor, a Santa Sé, nunca aderiu nem mesmo à ONU, apenas aderiu como observador em 1964, quase 20 depois que a ONU foi criada. Até hoje a Santa Sé não tem poder de voto na ONU pois não aderiu.
Agora dizer que prefere a ONU para resolver a Faixa de Gaza não é aceitável. O histórico da ONU na região é horrível.
Leão XIV manter a diplomacia da Santa Sé nas mãos de Parolin, o homem de Francisco do acordo secreto com a China, é péssimo sinal do seu pontificado.
Rezemos pela paz em Gaza.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
A "Polarização Política" é Fruto da Esquerda
É corriqueiro no mundo, em praticamente em todos os países ocidentais, jornalistas e analistas políticos reclamarem da "polarização política", geralmente querendo condenar conservadores e gente de direita.
Para a mídia, em geral, não existe extrema esquerda, só extrema direita.
A pesquisa acima revela a causa do extremismo.
Vou explicar os gráficos.
Primeiro, é preciso saber que nos Estados Unidos, ao contrário do resto do mundo, a direita ou os conservadores possuem cor vermelha, a cor vermelha lá é de direita e representa o Partido Republicano, partido de Trump. A cor azul representa a esquerda, o Partido Denmocrata, partido de Obama, Clinton, e Biden.
O gráfico mostra a posição política em duas causas: política afirmativa (cotas para negros ou mulheres, por exemplo, em universidades e setor público) e imigração, entre dois três tipos de eleitores: fortemente de esquerda (Democratas) em azul; fortemente de direita (Republicanos) em vermelho, e pessoal do centro.
O primeiro gráfico sobre política afirmativa mostra que apenas 20% dos esquerdistas apoiavam a política afirmativa em 1996, mas depois de 2020, a percentagem pulou para 60%, enquanto o apoio entre os elitores da direita e do centro ficou mais ou menos na mesma no mesmo período.
O segundo gráfico mostra o apoio líquido à imigração. Até 2012, o apoio líquido (quem apoia menos quem não apoia) à imigração era negativo para esquerdistas. Isto é, a maioria dos esquerdistas era contra. Após 2020, o apoio líquido dos esquerdistas ficou positivo em 40%, como se 60% apoiassem o aumento de imigração e apenas 20% apoiassem o corte na imigração.
Enquanto isso, os eleitores do centro e de direita ficaram na mesma, com a maioria a apoiar cortes na imigração desde 1996.
Em resumo, a polarização política, ao se analisar esses dois critérios políticos/sociais importantes, é apenas fruto da esquerda que se tornou extremista.
Dada a loucura esquerdista de hoje em dia que apoia a castração de crianças para o movimento LGBT ou o aborto de crianças até mesmo quando nascem naturalmente ao fim do prazo de gestação ou o fim total do uso do petróleo e da energia nuclear, é natural que algumas pesquisas identifiquem pessoas como mais a direita por serem contra isso, quando no passado nem existiam essas políticas diabólicas. Por isso, algumas pesquisas identificam que as pessoas estão mais de direita.
É natural que o esquerdismo seja a fonte de polarização, pois tem a religião do mundo, foge de Deus, foge de princípios solidificados.
A polarização por conta da esquerda é evidente em casos concretos. Por exemplo, Trump e Elon Musk, há uns 20 anos atrás, eram eleitores e financiadores da esquerda nos Estados Unidos. Hillary Clinton, por sua vez, disse em 2004, que era contra o casamento gay. Hoje, nem pensar diria isso.
É como a charge que Elon Musk gosta de mostrar, na qual se vê o conservador e o centrista parado enquanto o esquerdista corre para a extremidade e coloca o centrista como de direita.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
6 Palavras de Aquino Destroem Toda a Filosofia Moderna de Descartes a Wittgenstein
Vi hoje uma frase de Aquino e pensei: eita, isso é bem mais potente do que se pensa. É bomba nuclear.
Em apenas seis palavras Aquino pode destruir toda a filosofia moderna. Toda.
Destrói o desespero da primeira pessoa de Descartes, destrói a destruição da causalidade de Hume, destrói a ideia de razão e sujeito transcendental de Kant, destrói a destruição do indivíduo de Hegel, destrói o salto no escuro de Kierkegaard, destrói a loucura desumana de Nietzsche, destrói a completa desumanidade de Marx, destrói a primeira pessoa da femenologia de Husserl, destrói a lógica desumana de Wittgenstein.
A frase é: "todo pecado é contrário à razão."
Basta isso.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
A Europa Se Destruindo em 1 Imagem
Todos sabemos: aborto, liberação sexual, feminismo, cultura da morte, imigração em massa de culturas destrutivas, desprezo pela história do próprio país (outro dia vi o termo para isso: oikophobia) ensinado nas escolas, ideologia comunista tratada como boa, são todos fatores que explicam o declínio a olhos vistos da Europa.
Mas esta imagem acima resume tudo isso.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Eleições : Mulheres na Extrema Esquerda Carregam a Esquerda
Nas minhas previsões para eleições, eu teimo em não levar esse fato como realidade, mas sim, as mulheres estão cada vez mais na extrema esquerda, enquanto os homens ficam mais ou menos na mesma. Como as mulheres representam cerca de metade dos votos, a tendência geral é para a esquerda.
Por exemplo, ontem ocorreram eleições em Portugal. Basicamente, só havia um candidato socialista; o resto era muito nanico para ser levado em conta. Enquanto havia uns 4 candidatos ditos de direita ou do centro-direita, ou da direita esquerdizada, que tinham apoio eleitoral relevante (muitos deles são daquela direita que defende o capitalismo, mas é a favor do aborto, do movimento LGBT, da eutanásia, da hipótese de mudança climática, imigração em massa). Em todo caso, os partidos sentiram que o momento era da direita e lançaram seus candidatos sem fazer alianças.
Daí, eu pensei até com base nos candidatos lançados: o socialista não vai para o segundo turno (ou segunda volta, como chamam em Portugal); dois candidatos minimamente de direita iriam disputar; os portugueses perceberam, depois do histórico péssimo da esquerda no poder, que não dá para votar em socialistas.
Que nada! O socialista foi o mais votado, com mais de 30% dos votos, enquanto o da direita, com características mais realmente de direita em termos sociais, ficou com menos de 25% dos votos, e outros de direita ficaram com 14%, 13% e 12%.
A direita iria rachar; estava claro para todos, mas que o socialista iria ter mais de 30% dos votos me assustou e assustou muita gente.
Portugal possui alguns agravantes que não há no Brasil, por exemplo, como a União Europeia, que facilita a saída dos portugueses para países europeus mais ricos (como França, Suíça e Luxemburgo). Os portugueses no exterior votaram majoritariamente à direita. André Ventura, da direita, recebeu mais de 40% dos votos no exterior. Mas a saída dos portugueses deixa a maioria aqui com capacidade de trabalho menor, e muitos imigrantes que precisam de apoio do Estado votam. Além da União Europeia, o voto em Portugal não é obrigatório, o que geralmente tende a ajudar a esquerda, que em geral agrupa mais do que os que pensam em termos de direita. Vocês conhecem quantos centros acadêmicos que são de direita?
Não conheço pesquisas sobre a diferença política entre mulheres e homens em Portugal, mas creio que são as mesmas que se observam nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Coreia do Sul e na Alemanha.
Achei o texto excelente.
Traduzo abaixo:
Por que as mulheres jovens se moveram para a esquerda enquanto os homens jovens permaneceram sãos?
por vittorio (@IterIntellectus)
Boa pergunta. A maioria das respostas que vi são tribais ("mulheres são emocionais") ou superficiais ("mídias sociais são ruins"). Nenhuma delas rastreia o mecanismo real.
Deixe-me tentar.
Primeiro, observe o que Wanye apontou (https://x.com/xwanyex/status/2011813443209146730?s=20):
Há uma década nos dizem que os homens estão "se radicalizando para a direita" e que isso é perigoso. Os dados reais mostram o oposto. Os homens mal se moveram. As mulheres se moveram mais de 20 pontos para a esquerda.
A história que nos contam é exatamente o oposto da realidade. E quando o movimento feminino para a esquerda é discutido, é enquadrado como progresso: "mulheres se tornando mais educadas, mais independentes, mais esclarecidas".
Dirão que o gráfico mostra esclarecimento e progresso. Errado.
O gráfico mostra captura. Isso não é exclusividade dos Estados Unidos. É global.
O Financial Times documentou isso no ano passado. A diferença ideológica entre os gêneros está aumentando em dezenas de países simultaneamente. Reino Unido, Alemanha, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Polônia, Brasil, Tunísia. Mulheres jovens se inclinando para a esquerda em questões sociais, enquanto homens jovens permanecem estáveis ou se movem para a direita.
sso é importante porque descarta explicações específicas da política americana. Não se trata da política do Título IX. Não se trata do #MeToo. Não se trata da guerra cultural específica dos campi universitários dos EUA. Algo maior está acontecendo, algo que se espalhou globalmente quase ao mesmo tempo.
A Coreia do Sul é o caso extremo. Os jovens coreanos são agora esmagadoramente conservadores. As jovens coreanas são esmagadoramente progressistas. A diferença lá é ainda maior do que nos EUA. Os fatores que contribuem incluem o serviço militar obrigatório para os homens (18 meses da sua vida que o Estado retira, enquanto as mulheres são isentas) e a brutal competição econômica. Mas o momento da divergência ainda coincide com a adoção de smartphones.
Seja qual for a causa disso, não é americana. A máquina é global.
O Substrato
Comece com o hardware biológico.
As mulheres evoluíram em ambientes onde a exclusão social acarretava enormes custos de sobrevivência. Você não pode caçar grávida. Você não pode lutar amamentando. A sobrevivência exigia a aceitação da tribo: sua proteção, seu compartilhamento de alimentos, sua tolerância à sua vulnerabilidade temporária. Milhões de anos disso e você obtém um hardware que trata a rejeição social como uma ameaça séria.
Os homens enfrentavam pressões diferentes. Grupos de caça que ficavam fora por dias. Exploração. Combate. Era preciso tolerar a solidão, a antipatia, a exclusão do grupo por longos períodos. Os homens que conseguiam lidar com a exclusão temporária sem desmoronar tinham mais opções. Mais disposição para correr riscos, mais independência, mais capacidade de sair de situações ruins.
(O status masculino ainda importava enormemente para a reprodução; homens de baixo status tinham dificuldades. Mas os homens conseguiam se recuperar da exclusão temporária de maneiras mais difíceis para mulheres grávidas ou lactantes.)
Isso se reflete em pesquisas sobre personalidade. O trabalho de David Schmitt em 55 culturas diferentes encontrou o mesmo padrão em todas elas: as mulheres apresentam, em média, maior amabilidade e maior neuroticismo (sensibilidade a estímulos negativos, incluindo sinais de rejeição social). Os homens apresentam, em média, maior tolerância à discordância e ao conflito social. As diferenças não são enormes, mas são consistentes em todas as culturas estudadas.
Nem melhor nem pior. Pressões seletivas diferentes, adaptações diferentes.
Mas significa que o mesmo ambiente os afeta de forma diferente. A pressão do consenso impacta mais fortemente um grupo do que o outro.
A Máquina
Agora veja o que construímos.
As redes sociais são um mecanismo de consenso. Você pode ver no que todos acreditam em tempo real. A discordância é visível, mensurável e passível de punição em larga escala. A tribo costumava ser composta por 150 pessoas. Agora são todos que você já conheceu, mais um mundo de estranhos observando.
E observe a linha do tempo. O Facebook foi lançado em 2004, mas era exclusivo para universitários até 2006. O iPhone foi lançado em junho de 2007. O Instagram, em 2010. De repente, as redes sociais estavam no seu bolso e na sua frente, o dia todo, todos os dias.
A participação das mulheres no mercado de smartphones manteve-se relativamente estável no início dos anos 2000. A aceleração começou por volta de 2007-2008. A curva se acentuou ao longo da década de 2010, com a universalização dos smartphones e o aprimoramento das plataformas. As mulheres são, por natureza, mais esquerdistas, mas essa radicalização coincidiu com o aumento da adoção dos smartphones.
A máquina ligou e a captura começou.
O colapso da saúde mental entre as adolescentes acompanha quase perfeitamente a adoção de smartphones, com efeitos mais fortes para as meninas do que para os meninos. A mesma vulnerabilidade que tornava a exclusão social mais custosa em ambientes ancestrais tornou os novos mecanismos de consenso mais eficazes.
Esta máquina não foi projetada para capturar mulheres especificamente. Foi projetada para capturar a atenção. Mas captura pessoas mais suscetíveis à pressão do consenso com mais eficácia. As mulheres são mais suscetíveis em média. Então, ela as capturou mais.
Adicione um ciclo de feedback: as mulheres reclamam mais do que os homens. Navegue por qualquer plataforma e parece que as mulheres estão sofrendo mais. As instituições respondem a isso porque o sofrimento visível cria responsabilidade, risco de relações públicas e pressão regulatória. Além disso, as mulheres são mais fracas e inevitavelmente vistas como vítimas na maioria dos cenários. A resposta institucional é tornar os ambientes "mais seguros". O que significa remover o conflito. O que significa censurar a discordância. O que significa que o consenso se fortalece.
Os contra-argumentos são removidos ou banidos das plataformas e o ciclo se fecha.
As Instituições
As universidades passaram a ter 60% de mulheres, enquanto simultaneamente se tornavam uma monocultura progressista. A instituição em que as jovens mulheres mais confiam, durante os anos em que sua visão de mundo se forma, alimenta-as com uma única ideologia sem oposição séria.
As pesquisas da FIRE sobre discursos em campi universitários mostram o padrão claramente: os alunos se autocensuram, relatam medo de expressar opiniões e se agrupam em torno de opiniões aceitáveis. Isso não é exclusivo das mulheres, mas elas estão mais inseridas no ensino superior do que os homens atualmente, e as áreas que elas dominam (humanidades, ciências sociais, educação, RH) são as mais ideologicamente uniformes.
Quatro anos cercadas por colegas que acreditam na mesma coisa. Professores que acreditam na mesma coisa. Listas de leitura apontando em uma única direção. Discordar não é nem raro, é socialmente punido. Você aprende a identificar os padrões das opiniões aceitáveis e a reproduzi-las.
Então elas se formam e ingressam em áreas dominadas por mulheres: RH, mídia, educação, saúde, organizações sem fins lucrativos, onde a monocultura continua. Dos 18 aos 35 anos, muitas mulheres nunca encontram uma discordância sustentada de pessoas que respeitam. O ciclo de feedback nunca se rompe.
Os homens seguiram caminhos diferentes. Ofícios. Engenharia. Finanças. Forças Armadas. Áreas onde os resultados importam mais do que o consenso. Áreas onde a discordância é tolerada ou até mesmo recompensada. A monocultura não os capturou porque eles não estavam nas instituições que estavam sendo capturadas (principalmente porque foram expulsos delas, mas isso é outra história).
Economia
O casamento entrou em colapso. Isso provavelmente importa mais do que as pessoas pensam.
Mulheres solteiras votam mais à esquerda do que mulheres casadas. Isso se mantém consistente ao longo de décadas de pesquisas de boca de urna. Parte disso provavelmente se deve a fatores econômicos: mulheres solteiras interagem mais com o governo como prestadoras de serviços, enquanto mulheres casadas interagem mais como contribuintes. Os incentivos apontam em direções diferentes.
A diferença de votos entre mulheres casadas e solteiras é um dos indicadores mais consistentes. E as taxas de casamento entraram em colapso justamente durante o período de divergência.
Os homens viram o colapso do casamento de forma diferente. Tribunais de família. Pensão alimentícia. A resposta racional foi o ceticismo em relação à expansão do poder do Estado.
O mesmo fenômeno, posições diferentes dentro dele, respostas políticas diferentes.
Os Algoritmos
Os algoritmos otimizam o engajamento. Engajamento significa resposta emocional. Tempo na plataforma. Cliques. Compartilhamentos. Comentários.
As mulheres respondem com mais intensidade ao conteúdo emocional em média; elas são mais empáticas e podem ser mais facilmente manipuladas com histórias tristes. Isso se deve, novamente, ao maior neuroticismo e à maior sensibilidade a estímulos negativos. A máquina aprendeu isso. O sistema fornecia conteúdo calibrado de acordo com os padrões de resposta de cada um. Medo. Indignação. Pânico moral. Histórias sobre perigo, injustiça, ameaças, guerras e "vítimas".
Os homens recebiam feeds diferentes porque respondiam a gatilhos diferentes. O algoritmo não tem uma agenda de gênero propriamente dita. Ele tem uma agenda de engajamento. Mas o engajamento se manifesta de forma diferente de acordo com o perfil demográfico, então os feeds divergiam.
As mulheres acabavam em ambientes de informação otimizados para a ativação emocional. Os homens encontravam alternativas: podcasts, fóruns, carros, guerras, manosfera etc.
A Ideologia
O feminismo dizia às mulheres que seus instintos e biologia eram opressão e errados. Querer filhos era lavagem cerebral. Querer um marido provedor era misoginia internalizada. Seus desejos naturais eram uma falsa consciência instalada pelo patriarcado.
Muitas acreditaram nisso. Construíram suas vidas em torno disso. Carreira em primeiro lugar. Independência. Liberdade das restrições tradicionais.
Agora elas têm 35 anos, estão solteiras, comparando a queda da fertilidade com as conquistas profissionais. E aqui está a armadilha: o custo irrecuperável de admitir que a ideologia falhou é enorme. Você teria que admitir que desperdiçou seus anos férteis com uma mentira. Que as mulheres que ignoraram a ideologia e se casaram jovens estavam certas. Que sua mãe estava certa.
Acho que é por isso que vemos tão pouca deserção. Não porque a ideologia seja verdadeira, mas porque o custo psicológico de sair é maior do que o custo de ficar. É mais fácil insistir. É mais fácil acreditar que o problema é que a sociedade ainda não mudou o suficiente.
A Outra Captura
Devo ser honesto sobre algo: os homens não eram imunes à captura. Eles foram capturados de maneiras diferentes.
As mulheres obtiveram conformidade ideológica. Os homens, isolamento. Pornografia. Videogames. Aplicativos de jogos de azar. Conteúdo indignado. A captura masculina não foi "acredite nisso ou enfrente a morte social". Foi "aqui está um suprimento infinito de dopamina para que você nunca precise construir nada real".
Máquinas diferentes, modos de falha diferentes. As mulheres obtiveram submissão. Os homens, passividade.
A linha masculina naquele gráfico, permanecendo plana até 2020, não significa necessariamente saúde. Pode ser apenas um tipo diferente de doença, os homens se desligando em vez de serem atraídos. Ou pode ser que todos e tudo tenham se movido mais para a esquerda e as mulheres ainda mais para a esquerda.
A linha está se movendo agora
Aqui está a atualização: a linha masculina não é mais plana.
Os dados pós-2024 mostram os homens jovens se deslocando para a direita. Pesquisas recentes mostram a mesma coisa. Os homens jovens estão agora se movendo ativamente para o conservadorismo.
Minha leitura: as mulheres foram capturadas primeiro porque eram mais suscetíveis à pressão do consenso. A captura foi rápida (2007-2020). Os homens resistiram por mais tempo porque eram menos suscetíveis e menos inseridos nas instituições capturadas. Mas à medida que a lacuna se tornou visível e culturalmente relevante, à medida que "os homens são o problema" se tornou uma mensagem explícita da corrente dominante, à medida que os homens começaram a ser excluídos da sociedade por causa de mentiras, à medida que a masculinidade, ou a própria coisa que faz os homens serem homens, se tornou tóxica, os homens tiveram que começar a se alinhar contra.
A passividade está se convertendo em oposição. O afastamento está se tornando rejeição ativa.
Isso não significa que os homens agora estão "certos" ou "livres". Pode apenas significar que eles estão sendo capturados por uma máquina diferente, uma otimizada para a queixa masculina em vez do consenso feminino. Andrew Tate não surgiu do nada. Nem a manosfera. Esses também são sistemas de captura, apenas direcionados a diferentes vulnerabilidades psicológicas.
O gráfico agora mostra duas linhas divergindo em direções opostas. Duas máquinas diferentes puxando dois grupos demográficos diferentes em direção a dois modos de falha diferentes.
Algumas pessoas dirão que isso se deve apenas à educação: as mulheres vão mais para a faculdade, a faculdade te torna liberal, simples assim. Há algo nisso. Mas isso não explica por que a diferença aumentou tanto depois de 2007, ou por que está acontecendo em países com sistemas educacionais muito diferentes.
Alguns dirão que é econômico: os jovens estão passando por dificuldades, o ressentimento te torna conservador. Também parcialmente verdade. Mas as dificuldades econômicas masculinas são anteriores à recente guinada à direita, e a guinada feminina à esquerda ocorreu durante um período de crescente sucesso econômico feminino.
Alguns apontarão para figuras culturais: Tate para os homens, Taylor Swift para as mulheres. Mas esses são sintomas, não causas. Eles preencheram nichos criados pelas máquinas. Eles não criaram as máquinas.
O modelo multicausal se encaixa melhor: substrato biológico (sensibilidade diferencial ao consenso) + gatilho tecnológico (smartphones, feeds algorítmicos) + amplificação institucional (universidades capturadas, campos dominados por mulheres) + incentivos econômicos (colapso do casamento, dependência do Estado) + aprisionamento ideológico (custos irrecuperáveis, punição social por deserção).
Não há uma única causa. Um sistema de causas interligadas que por acaso afetou um gênero mais rápida e intensamente do que o outro.
E daí?
Se este modelo estiver correto, algumas previsões se seguem.
A diferença deve ser menor em países com adoção mais tardia de smartphones ou menor penetração de mídias sociais. (Isso parece ser verdade: a divergência é menos extrema em partes da Europa Oriental e em grande parte da África, embora a Coreia do Sul seja uma grande exceção devido a outros fatores.)
A diferença deve diminuir entre as mulheres que têm filhos, já que a maternidade quebra o ciclo de feedback institucional e introduz prioridades concorrentes. (As pesquisas de boca de urna mostram isso consistentemente: mães votam de forma mais conservadora do que mulheres sem filhos.)
A diferença deve continuar aumentando até que as máquinas sejam interrompidas ou as gerações envelheçam e deixem de usá-las.
Eis a parte que não sei como resolver: esses sistemas são autorreforçadores. As instituições não vão se reformar sozinhas. Os algoritmos não vão parar de otimizar. A ideologia não vai admitir o fracasso. A contra-captura masculina também não vai produzir resultados saudáveis.
Algumas mulheres escaparão. As que têm filhos geralmente conseguem, já que a realidade é um poderoso solvente para a ideologia. As que constroem vidas fora da captura institucional às vezes conseguem. Alguns homens vão parar de se isolar ou de rolar a tela com raiva. Aqueles que encontrarem algo que valha a pena construir. Aqueles que se cansarem da simulação.
Mas os sistemas continuarão funcionando para todos os outros.
A Pergunta
Bill perguntou por quê.
A resposta não é "mulheres são emotivas" e não é "redes sociais são ruins". A resposta é que construímos mecanismos de consenso em escala global e os implantamos em uma espécie com psicologia sexualmente dimórfica. As máquinas capturaram a metade mais suscetível à pressão do consenso. Então, começaram a capturar a outra metade por meio de mecanismos diferentes.
Estamos observando os resultados em tempo real. Dois modos de falha. Um gráfico. Ambas as linhas se afastando uma da outra e de qualquer coisa saudável.
Não sei como isso termina. Acho que ninguém sabe. Acho que não vai terminar.
Ambas as máquinas ainda estão funcionando.
Mas os sistemas continuarão funcionando em todos os outros.









