sábado, 16 de julho de 2011

Qual Será o Efeito de um "Trinity Test" no Irã?

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Em 1943, Enrico Fermi e Robert Oppenheimer se juntaram para criar a bomba nuclear. Há 66 anos, no dia 16 de julho de 1945, a primeira bomba nuclear explodiu no deserto do estado do Novo México, com um poder de destruição maior que 20 mil toneladas de TNT.  Foi o chamado Trinity Test.

Menos de um mês depois, no dia 6 de agosto de 1945, quando a guerra contra a Alemanha já tinha acabado, a bomba nuclear foi usada na guerra contra o Japão. Esta bomba, feita com urânio, conhecida como Little Boy (rapazinho), foi jogada em Hiroshima. Três dias depois, outra bomba, conhecida como Fat Man (Homem Gordo) que usava plutônio foi jogada contra Nagasaki.

Vejam vídeo abaixo, que mostra reportagem feita quando o Trinity Test completou 65 anos.


Como diz Oppenheimer no vídeo acima, depois do teste o mundo não foi o mesmo.

Hoje muitos países possuem bomba nuclear. Além dos Estados Unidos e Rússia, Reino Unido, França, Israel, China, Paquistão, Índia, e Coréia do Norte possuem armar nucleares. E outros são suspeitos de ter essa arma devastadora, como o Irã.

No Irã, já se fala no dia seguinte após o primeiro teste nuclear no país. Farão o mesmo que aqueles que fizeram o primeiro teste no Novo México? Procurarão um alvo para jogar a bomba? Qual será o alvo dessa vez? Tem alguém em guerra declarada com o Irã? Precisa estar em guerra declarada para que o Irã e seus místicos do Décimo-Segundo Imã joguem a bomba? Ou o Irã se comportará como a Coréia do Norte que apenas usa a Bomba Nuclear para manter uma classe dominante no poder financiada por governos estrangeiros? Os países árabes querem um Irã Nuclear? Um Irã nuclear fará sunitas e xiitas se unirem ou os distanciará mais? Israel esperará ser atacado após o primeiro teste?

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Lei Sharia dentro de Londres

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O jornal CNS News diz hoje que um bairro de Londres  está sendo usado por um grupo de muçulmanos para adotar a Lei Sharia. Isto é, naquele bairro não vale a lei do município de Londres ou do Reino Unido ou mesmo qualquer comportamento que não seja permitido pela Lei Sharia. É o bairro Waltham Fores, que possui 15% de muçulmanos. Ao entrar no bairro, como diz a placa acima, você estaria entrando em uma zona da Lei Sharia, seriado como um país islâmico dentro de Londres.

O grupo radical que promove a adoção daa Sharia é chamado de Muslims Against Crusades (Muçulmanos Contra a Cruzada). Este Grupo é dominado por Anjem Choudary, que se define como professor de Sharia e chefe de uma corte de justiça da Sharia no Reino Unido.

O jornal diz que Choudary é ligado a outro "juiz" chamado Omar Bakri que foi extraditado do Reino Unido depois do atentado a bomba no metrô londrino em 2005, porque defendia a jihad contra os infiéis. Bakri mora agora no Líbano.

Citando o Corão e outros textos islâmicos,  o próprio Grupo explica as implicações da adoção da Sharia, que é baseada na vida do Profeta Maomé. A Lei Sharia em Londres, segundo panfleto do Grupo, faria com que:
- Democracia fosse rejeitada;
- Não se pudesse ter amigo não-muçulmano;
- Não fosse celebrado nenhuma festa cristã;
- Não fosse permitido o ingresso na polícia ou nas forças armadas do Reino Unido;
- Não ocorressem eleições para parlamentares no Reino Unido;
- Demandassem que todos os prisioneiros muçulmanos fosse libertados;
- Fosse rejeitado a integração com a sociedade não-islâmica;
- A única lei fosse a Sharia.

Além disso, o Grupo lembra que todos os muçulmanos acreditam que todos os cristãos e judeus estão destinados ao inferno e apenas muçulmanos vão para o paraíso. Qualquer muçulmano que rejeite as ordens do Grupo deve ser confrontado.

Olhem que beleza é o multiculturalismo.

Toda vez que converso com alguém que fala sobre tolerância, que diz que todas as religiões são "lindas", que todos pregam a paz, que todos devem seguir a religião que bem entendem,  eu lembro daqueles índios brasileiros que mataram as suas próprias crianças (lembram disso?) e da tolerância que pregam os muçulmanos.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Pílula do Aborto Matou 14 Mulheres

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A Administração para Drogas e Alimentos, a famosa FDA americana, divulgou um relatório que mostra que  o medicamento mifepristone, também, conhecido como RU486, usado para abortar,  provocou a morte de 14  mulheres e deixou problemas em 2.207, segundo registros,  desde a liberação do medicamento, em 2000, até abril de 2011. Pesquisa na Austrália mostrou que o remédio é mais perigoso do que a cirurgia abortiva. No Brasil, não tenho conhecimento se há alguma uma pesquisa sobre isso. Li que há contrabando de abortivos e venda pela internet no Brasil, mas não consegui identificar a posição da ANVISA sobre a droga.

Com a morte das próprias mães, a charge acima tem de ser alterada, a repórter tem de perguntar também a mãe se ela é contra ou a favor do RU486, pois além das sequelas psicológicas do aborto, a pílula pode matá-las.

Das mulheres que usaram a droga, 612 precisaram se hospitalizar, 339 perderam sangue em quantidade suficiente para requerer transfusão e 256 tiveram infecção. Infecções muito severas geralmente levam a morte no período de 2 a 3 dias.


A divulgação foi meio na surdina,  mas as organizações que lutam contra o aborto, estão divulgando desde ontem. E blogs que defendem a vida, como este aqui, também estão divulgando. Peguei essa notícia no blog Creative Minority Report. Os textos também estão lembrando que o governo Obama, que tem feito uma série de medidas judiciais contra os estados que agem contra o aborto, também não tem divulgado o fato.

Matthew Archbold conclui e eu concordo com ele (traduzo em azul):

Nobody's telling women because that might make women think twice about the safety of abortion pills and we can't have women questioning abortion. The right to kill babies is far more important to the powers that be which includes Big Abortion, feminists, and our federal government. (Ninguém está divulgando para as mulheres porque isto podem fazer com que elas pensem duas vezes sobre a segurança em tomar píulas abortivas e nós não podemos questionar o aborto. O direito de matar crianças é muito mais importante para os poderes que incluem clínicas de aborto, feministas, e o governo federal.)

quarta-feira, 13 de julho de 2011

"Mate os Infiéis Mesmo que eles se Covertam"

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No Corão há 109 versos pregando a violência contra os infiéis e muito poucos pregando a tolerância. Além disso, diferente da Bíblia, o Corão mostra a violência sem contextualização, isto é, não é em uma guerra contra os filisteus, por exemplo, que a violência é justificada. A violência é justificada no Islã pelo simples fato dos outros não serem islâmicos. A lógica é: faça guerra contra os infiéis até que a religião de todos seja o Islã.

Hoje, o blog Weasel Zippers divulgou um vídeo que vai além disso. Um  clérigo muçulmano do Egito diz que se deve matar os infiéis mesmo depois deles se arrepederem e adotarem o Islã. Vejam o vídeo abaixo. Traduzo em azul.


 

Qualquer um que insulte o Profeta (Maomé), se ele mais tarde pedir desculpas, e beije os sapatos dos chefes do Islã, e diga: "Eu quero que todos os muçulmanos, todos, voltem e pisem em mim com a sola dos seus pés", o líder tem o direito de aceitar essas desculpas?

Eu trago aqui essa questão, como ela que me foi perguntada. A resposta é que não é permitido para ninmguém aceitar isso. Então o que devemos fazer com ele? Nós devemos matá-lo! Mas ele nos diz que se arrependeu. Nós ainda devemos matá-lo, mesmo que ele se arrependa!

Então, basta um líder, político ou religioso, do Islã dizer que alguém ofendeu o Profeta, para que a morte dessa pessoa seja justificada.


A Verdade (Fraude) na Mudança Climática


Al Gore anunciou ontem que irá mostrar a verdade sobre mundaça climática em setembro, dentro do projeto Climate Reality Project.

Bom, para começar, como lembra o site Investors, não há aquecimento global acima da média desde 1998, então não sei qual é a verdade que Al Gore, irá dizer.  Será que ele vai falar agora não de aquecimento mais de variação do clima global, como é  a nova tática dos alarmistas do clima? Como irá culpa os homens por isso? Ainda usará o carbono, mesmo depois de muitos provarem a insignificância das emissões humanas?

Acho que os alarmistas estão preocupados, porque a crença popular nos Estados Unidos na mudança climática antropogênica (provocada pelo homem) nunca esteve tão baixa. Pesquisa de segunda-feira passada mostrou que a maioria não acredita que a emissão de carbono pelo homem esteja provocando problemas climáticos. Em 2007, a maioria acreditava no contrário.

Como diz Roy Spencer, climatologista, ex-cientista da Nasa, em seu site, ao mostrar que a mudança climática é natural e que o homem tem uma ação insignificante, mudança climática sempre ocorrerá, com o  ou sem o homem.

Um vídeo que peguei no blog American Catholic mostra por que a agenda da mudança climática de Al Gore e seus acólitos é errada. Ou em outras palavras, o vídeo mostra por que Al Gore e seus alarmistas são uma fraude para conseguir dinheiro público para seus projetos que têm impactos reais perniciosos nos mais pobres. Foi feito com base nas argumentações de Roy Spencer.





American Catholic ainda me dá o presente de citar Chesterton, depois de anunciar o vídeo.

Chesterton diz (traduzo em azul):

In these days we are accused of attacking science because we want it to be scientific. Surely there is not any undue disrespect to our doctor in saying that he is our doctor, not our priest, or our wife, or ourself. It is not the business of the doctor to say that we must go to a watering-place; it is his affair to say that certain results of health will follow if we do go to a watering-place. After that, obviously, it is for us to judge. Physical science is like simple addition: it is either infallible or it is false. To mix science up with philosophy is only to produce a philosophy that has lost all its ideal value and a science that has lost all its practical value. (Atualmente, nós somos acusados de atacar a ciência porque nós queremos que ela seja científica. Certamente não há nenhum desrespeito com nosso médico em dizer que ele é nosso médico, não nosso padre, ou nossa esposa ou nós mesmos. Não é da conta do médico dizer que nós devemos ir para uma estação de águas; é da conta dele dizer que certos resultados de saúde surgem se nós formos a uma estação de a´gua. Depois disso, obviamente, a gente decide. Ciência média é como simples conta de somar: ou é infalível ou é falsa. Misturar ciência com filoofia gera apenas filosofia que tem perdido seu valor ideal e ciência que tem perdido seu valor prático).

Às vezes, eu acho que Chesterton não morreu. Ele está por aí, pois há tantas citações tão atuais dele, que ele deve ter se escondido da morte e continua escrevendo em algum lugar.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Terrorismo na Ilha Margarita

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Uma comissão sobre contra-terrorismo do Congresso dos Estados Unidos analisou as evidências da presença do Hezbolah na América Latina na semana passada. Duas regiões se destacaram nessas evidências: Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai e a Ilha Margarita na Venezuela. A presença de grupos terroristas na Tríplice Fronteira não é novidade, a novidade é a Ilha Margarita.

Ilha Margarita é uma das principais atrações turísticas da Venezuela, assim como a área da Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguay e Argentina. O turismo parece facilitar a presença de grupos terroristas. Mapa abaixo da Ilha






O congresso americano ouviu quatro analistas: Roger Noriega, ex-secretário de estado do Governo Bush e atual membro do American Enterprise Institute, Douglas Farah, membro do International Assessement and Startegy Center, Ilan Berman do American Foreign Policy Council, e Melani Cammett, da Brown University.

Todos, com exceção da professora da Brown University que centrou sua análise nos riscos de ataque aos Estados Unidos, foram unânimes em considerar o crescente envolvimento do Hezbollah na América Latina, com presença do grupo no governo venezuelano, em treinamento para terroristas, envolvimento com nacortráfico, contrabado de armas e tráfico de pessoas.

Roger Noriega identifou 80 operações do Hezbollah na América Latina em 12 países, mas destacou a Triplice Fronteira e a Ilha de Margarita. Para ele, a Ilha está superando a Tríplice Fronteira como principal ponto de apoio terrorista na região da América Latina. Há treinamento para terrorista lá e reuniões entre grupos terroristas do Irã, da Síria e o governo venezuelano. Em 2009, ocorreu intercepção de um navio carregado de armamento que saiu da Venezuela para a Síria  e a empresa área Conviasa faz vôos regulares entre a Venezuela e Damasco e Teerã, que são usados por membros do Hezbollah. Com o risco de morte de Chávez, Noriega avalia que a Tríplice Fronteira pode retomar sua maior força em apoio ao terrorismo.


Atualmente, o governo da Venezuela tem um diplomata  libanês na Síria, chamado Ghazi Nassereddine Abu Ali, que é o principal articulador da relação entre grupos terroristas e a Venezuela. O irmão dele, Oday Nassereddine recruta pessoas para treinamento para terrorismo na Ilha. 

Outro nome de articulação é o de Mohsen Rabbani, acusado pela argentina de participação nos ataques a embaixada israelense em 1992 e a associação israeleita em 1994, na Argentina. Rabbani recruta terroristas oriundos do Brasil e da Venezuela,  já veio ao Brasil várias vezes, tem um filho que mora aqui, o sheik da mesquita de Guaralhos, Khaled Tak el-Din, é ligado ao Hezbollah, e ele frequentemente vai a Venezuela.

Douglas Farah centro sua análise na rede usada pelo Hezbollah para arrecadar fundos. Uma rede que passa pelo contrabando de de diamantes na África até os túneis usados pelos narcoterroristas para entrar nos Estados Unidos por meio do México. Para ele também, a presença do Hezbollah na América Latina tem aumentado e se sofisticado, especialmente após a chegada de Ahmadinejad e Chávez ao poder. Farah disse que o relacionamento entre os países bolivarianos (Venezuela, Equador, Bolívia e Nicarágua) e o Irã é central para entender a presença do Hezbollah. A ameaça aos Estados Unidos não é apenas o uso de contrabando de armas e drogas, mas a presença política do Irã e da Síria na região. 

Farah indicou até um livro suado por Chávez para seu apoio a grupos terroristas. É o livro La Guerra Periférica y el Islam Revolucionario do político espanho Jorge Verstrynge.

Ilan Berman inicialmente se mostra preocupado com um certo desprezo dos Estados Unidos ao avanço de terrorista na porta de casa, na América Latina. A presença do Hezbollah na região começou nos anos 80 na Tríplice Fronteira. há estimativas que o Hezbollah recolhe 2o milhões de dólares anualmente desta região. Na Colômbia, o Hezbollah usa a presença de população xiita e faz tráfico de drogas. Berman também ressalta a presença do grupo no México e na Venezuela. E ainda destaca a presença do grupo no Canadá e dentro do próprio Estados Unidos, em várias cidades.

Melaine Cammet centrou sua análise nos riscos de ataque aos Estados Unidos pelo Hezbollah que se financia na América Latina. Ela considera esse risco baixo, a região seria usada muito mais para arrecadar fundos para usar no proprio Oriente Médio. Ela destoou dos outros analistas. Infelizmente, não encontrei o texto que ela usou para testemunhar no Congresso americano para colocar aqui o link. Peguei as informações do depoimento dela apenas pela ata da reunião.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Agora, Crise na Itália




Depois da Grécia, Irlanda e Portugal, a crise chega à Itália. É a turma que os analistas chamam de PIIGS (quase pigs, porcos em inglês), que incluiria outro país na fila da crise, Espanha (Spain, em inglês).

Na semana passada, a agência de crédito Moody's rebaixou o grau de confiança de Portugal e a crise se moveu essa semana para a Itália, a terceira maior economia do continente europeu.

O retorno que o mercado exige para renovar a dívida italina chegou a 5,6% para um título de dez anos, como mostra Daniel Hannan. A Itália tem de rolar 69 bilhões de euros em Agosto e Setembro.

Belusoconi, primeiro-ministro italiano, também não ajudou, pois resolveu detonar o Ministro da Fazenda, Giulio Tremonti. Ele disse que o ministro "não era uma pessoa que jogava com o time e que se achava um gênio e o resto, cretinos". Não duvido que Berlusconi esteja certo. O ministro, inclusive, se envolveu em um escândalo de corrupção,  mas é uma estupidez detonar ministros da fazenda publicamente.

O crescimento do produto industrial na Itália está caindo, e o PIB não cresce há uma década. Não há inflação. Esse quadro de recessão impede que o Banco Central Europeu aumente os juros para manter o mercado de títulos na Europa atrativo, dado o aumento de risco nos PIIGS.

Ambrose Evans-Pichard do jornal The Telegraph argumenta que a crise não é de liquidez, nem de diferenças culturais enter o norte e o sul do continente europeu, mas um problema inerente a união monetária européia. Ele diz que se a economia mundial não voltar a crescer e se o Banco Central Europeu não aumentar a base moentária, para reduzir o valor do euro, só um milagre salvará a Itália e a Espanha.

As economias italiana e espanhola são bem maiores que as da Grécia ou Portugal, ultrapassam a capacidade de ajuda financeira do Banco Central Europeu, os riscos são bem maiories que o euro seja abandonado em alguns países, em especial no PIIGS.

O impacto mundial seria muito elevado, e pegará o mundo já em crise, especialmente na principal economia do mundo, Estados Unidos. Na qual o presidente Obama não consegue estabelecer uma política econômica que controle o aumento da dívida americana, pelo contrário, ele só tem aumentado a dívida.

Obama, atualmente, discute como aumentar ainda mais a dívida e ainda quer aumentar os impostos. 

sábado, 9 de julho de 2011

Por Que a Teologia da Libertação É uma Desgraça?

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A bandeira acima é do grupo guerrilheiro esquerdista da Argentina Montoneros. Este grupo foi fundado por radicais da Igreja Católica. O símbolo XP acima não deixa dúvida. XP é o símbolo de Cristo, só que obviamente não é feito com armas. XP são as duas primeiras letras da palavra Cristo em grego (Χριστός).

Mas a ação dos Montoneros não foi nada cristã, como as armas na bandeira indicam. Os Montoneros mataram dezenas de pessoas durante sua existência, incluindo o ex-presidente da Argentina Pedro Aramburu, o ex-ministro das Relações Exteriores Arturo Roig, executivos de multinacionais e sindicatlistas.  Além de fazerem sequestros, roubos de armamento e explosões. Tudo pelo causa revolucionária identificada com Juan Perón, que na verdade nada tinha de esquerdista (tava mais para fascista), mas usava esses movimentos guerrilheiros de esquerda para voltar ao poder em 1973.

A raiz do movimento da Teologia da Libertação está aí.

Essa teologia surgiu no início dos anos 70 e lançou a idéia de pecado sistêmico, o pecado sai da órbita individual e vai para a ordem do sistema capitalista que oprimia os pobres. O homem deixa de ser o pecador. Abre-se a porta para que se mate supostos inimigos do povo. O povo seria um ente sagrado no seu todo, não há pecado nele, pois ele é oprimido pelo sistema.

Além disso, a Teologia da Libertação prega o fim da hierarquia católica, essa hierarquia supostamente oprimia também os desvalidos e colaborava com o sistema. Lucifer, o diabo, concordaria com isso. 

Por que eu lembrei disso hoje? Porque hoje eu li um texto ótimo de William Oddie sobre Teologia da Libertação no jornal inglês Catholic Herald.

É um texto técnico que mostra que a Teologia da Libertação elimina a transcendência de Deus. Deus passa a estar presente nas coisas materiais do mundo (teoria do inmanentismo). Ele não é algo a ser adorado, o que importa é a vida terrena, são as coisas materiais. Perde-se a lógica da vida eterna, da outra vida, do encontro com Deus. O que sobra é apenas o que é humano.

Oddie diz (traduzo em azul):

The Church, it was believed by these Marxist-inclined theologians, should address the problems of the world on the world’s own terms, and its analysis was that the sinfulness the Church should oppose was in the structures of society rather than in the nature of man. (A Igreja, como imaginada por esses teólogos com inclinações marxistas, deveria procurar resolver os problemas do mundo usando as métodos do próprio mundo, a análise deles considera que o pecado que a Igreja deveria se opor era aquele que está na estrutura da sociedade e não na natureza do homem).


O próprio papa expôs o problema da Teologia da Libertação nesta semana, quando disse (traduzo em azul): 

"We must begin from this truth, always and anew, in order to achieve a more intense understanding and experience of being Church: 'People of God. 'Body of Christ', 'Communion'. Otherwise we [can] run the risk of reducing things to a horizontal dimension which perverts the identity of the Church and the announcement of the faith. The Church is not a social or philanthropic organisation, like many others that exist: she is the Community of God, she is a community which believes and loves, which adores the Lord Jesus and opens her ‘veils’ at the breath of the Holy Spirit; thus she is a community capable of evangelisation. 

Many men and women of our time need to encounter the Lord, or to rediscover the beauty of the God Who is close, the God Who in Jesus Christ reveals His face as Father and calls us to recognise the meaning and value of life. … [Underlying the current disorientation] is the negation of the transcendent dimension of man and of the basic relationship with God. For this reason it is vital for Christian communities to promote valid and compelling itineraries of faith.

 (Nós devemos começar desta verdade sempre e nova, para que alcancemos o mais intenso entendimento da experiência de pertencer a Igreja: "Povo de Deus, Corpo de Cristo, Comunhão".  Se não, nós corremos o risco de reduzir as coisas para a dimensão horizontal que pervete a identidade da Igreja e o anúncio da fé. A Igreja não é uma organização social ou filantrópica, como muitas outras que existem: ela é a Comunidade de Cristo, ela é a comunidade que acredita e ama, que adora Jesus Cristo e abre seu véu ao sopro do Espírito Santo, assim ela é a comunidade capaz de evangelizar.  Muitos homens e mulheres de nosso tempo precisam encontrar o Senhor, ou redescobrir a beleza de Deus que está próximo, o Deus em Jesus Cristo que revela sua face como Pai e nos chama para reconhecer o significado do valor da vida...A atual desorientação  é a negação da dimensão transcendental do homem e da relação básica dele com Deus. Por esta razão é vital que a comunidade cristã promova válidos e convincentes caminhos para a fé.)

Oddie complementa:

All the same, I think that “structures” is a word best avoided. It’s not structures or systems that are the problem. It’s the individuals who create them. (Em geral, eu acho que "estruturas" (da sociedade) é uma palavra que o melhor seria evitá-la. Não é a estrutura ou sistemas que são o problema. É o indivíduo que as cria.)

Em suma, Teologia da Libertação não é Igreja Católica, não venera ao mesmo Deus, não define o homem como a Igreja conhece, nem mesmo usa o mesmos mandamentos.

Por que esees caras que tanto permeiam a América Latina não deixam a Igreja? Porque eles sabem que eles seriam nada sem ela. A Igreja precisa estar atenta a todos que defendem essa desgraça dentro da própria hierarquia.

No Brasil, o grande propagador dessa idiotice é o ex-frei franciscano Leonardo Boff. Boff chegou a chamar o papa de terrorista religioso, porque o papa quando dirigia a Congregação para a Doutrina da Fé mandou que Boff silenciasse por causa do seu livro Igreja: Carisma e Poder. O papa Bento XVI lutou duas décadas contra a Teologia da Libertação e continua lutando.

O padre brasileiro Paulo Ricardo  falou da desgraça que é o livro Igreja: Carisma e Poder de Boff lançado 30 anos atrás. No vídeo abaixo, o padre mostra que a Teologia da Libertação está no poder no Brasil.



O vídeo do Padre Paulo Ricardo tem duas partes. Para ver a Parte 2 clique aqui.