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Vejam essa charge acima genial de Steve Breen sobre os indicadores econômicos do governo Obama. Ele tem outra também genial sobre o crescente domínio do Al-Shabaab (grupo radical islâmico com ligações com a al-Qaeda) na Somália, que tem provocado fome em milhões de pessoas . A criança diz para um terrorista do Al-Shabaab que está em cima do prato de comida dela que já teve bastante da violência do grupo.
Mas vou falar aqui da primeira charge.
Vou mostrar que as campanhas publicitárias daqueles que querem enfrentar o Obama nas eleições presidenciais do proximo ano pelo Partido Republicano têm se concentrado no desemprego.
Vejam abaixo as campanhas de Rick Perry, que lançou sua candidatura no sábado, e Michelle Bachmann que ganhou uma eleição (straw poll) entre os candidatos no Estado de Iowa. A mensagem de Rick Perry é Time to Get America Working Again (É Hora dos Estados Unidos Voltarem a Trabalhar). A da Michelle Bachmann é Believe It (Acredite). A campanha dela centra sua análise na questão do aumento do teto da dívida, assunto que foi discutido na última semana de julho e que ela votou contra este aumento.
Mas também há campanhas publicitárias diferentes.
Rick Santorum também têm um anúncio que mostra o quanto as políticas econômicas do Obama não funcionaram nos Estados Unidos. Mas ontem ele apresentou um vídeo que mostra como ele está agindo com o pouco dinheiro que tem para levar sua mensagem. Pegou duas minivans encheu com a família (ele tem sete filhos) e foi para o Estado de Iowa para competir na eleição entre candidatos.
A estratégia funcionou demais. E ele mandou muito bem no debate, como mostrei aqui. Ele ficou em quarto na eleição (entre oito votados) , mas o segundo lugar não tem a menor chance por ser completamente louco em matéria de política externa e o terceiro (Tim Pawlenty) já desistiu da campanha pois levou uma surra de Michelle Bachmann no debate (ela tirou o primeiro lugar). Santorum sem dinheiro hoje se tornou um assunto obrigatório da imprensa. O lema de Santorum é Courage to Fight for America (Coragem para Lutar pelos Esatdos Unidos).
Como ele aparece apenas rapidamente no vídeo, aqui vai a foto de Santorum.
Vejam o vídeo em que ele conta como foi fazer campanha em Iowa.
Além de todos procurarem mostrar propostas para a crise econômica, praticamente todos os candidatos que disputarão contra Obama são contra o aborto e o casamento gay (Obama defende o aborto na justiça americana e é a favor do casamento gay). A exceção é John Huntsman, que foi embaixador do Obama e votou pelo casamento gay certa vez, mas ele não tem a menor chance de ser o escolhido pelo Partido Republicano. No debate, ele meio que disse que está repensando seu voto hoje, dado que ficou isolado.
São Tomás de Aquino, o "Doutor Angélico", certa vez, diante de um crucifixo em Nápoles, ouviu estas palavras de Jesus: “Bem tem você escrito sobre Mim, Tomás, o que devo te dar em recompensa?" São Tomás respondeu: “Nada senão a Ti mesmo, meu Senhor". Em latim, São Tomás disse: Nil, Nisi Te, Domine. Em inglês: Naught save Thyself, O Lord.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
O Milagre da Vida
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12) A Bíblia diz que Deus é o criador da vida:
Escolha a Vida!
(Agradeço o achado do vídeo ao blog Aggie Catholics)
Achei o vídeo abaixo fantástico. Espero que gostem. O vídeo mostra onde a vida começa e pergunta se você conhece o milagre da vida? Impressionante, a criança faz escolhas antes de nascer. Traduzo em azul as informações dadas.
1) No momento da concepção um único DNA humano é criado, este DNA nunca existiu antes nem nunca mais vai se repetir.
2) No momento da concepção, sexo, cor dos olhos e cabelo são determinados;
3) O coração da criança começa a bater depois de 22 dias, quando a maioria das mães nem sabe que está grávida;
4) Na terceira semana, já se pode ver os olhos e os ouvidos;
5) Na sexta semana, a criança já tem dedos dos pés e das mãos;
6) Na 11a semana, a criança já sorri, faz caretas e mexe seus dedos;
7) Na 11a semana também começa a chupar o dedo polegar. E até escolhe qual o melhor polegar para chupar, o direito ou o esquerdo;
8) Na 13a semana consegue ouvir vibrações e se acalma com os batimentos cardíacos da mãe;
9) Ultra-sons têm mostrado que as crianças têm sonos profundos com movimentos dos olhos (sono do tipo R.E.M) o que mostra que elas possivelmente já sonham;
10) Depois de 6 meses a criança está completamente desenvolvida e reagindo como se fosse completamente independente da mãe;
11) Entre a 38a e a 42a, a criança nasce;
12) A Bíblia diz que Deus é o criador da vida:
Jeremias (1:5): "Antes de te formar no ventre de tua mãe, Eu te conheci; antes que fosses dado à luz, Eu te consagrei, para fazer de ti profeta das nações".
Salmos (139:16): "os teus olhos viam as minhas acções e eram todas escritas no teu livro. Os meus dias já estavam calculados, antes mesmo que chegasse o primeiro".
Salmos (127:3): "Os filhos são herança do Senhor, é graça sua o fruto do ventre".
(Agradeço o achado do vídeo ao blog Aggie Catholics)
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
O Que é a Homossexualidade na Bíblia - Padre Jean-Baptiste Edart
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O padre francês Jean-Baptiste Edart (foto abaixo) é co-autor do livro "Clarifications sur l'homosexualité dans la Bible" (Clarificações sobre a Homossexualidade na Bíblia). Ele deu uma entrevista nos Estados Unidos explicando o assunto. Traduzo aqui em azul a entrevista dele que encontrei no blog Vivicat. Se quiserem ler a entrevista no original, cliquem aqui.
Em resumo, ele explica que a Bíblia mostra claramente sua condenação ao ato homossexual e que o pecado grave do homossexualismo está contido no ato e não na orientação sexual. Leiam a entrevista abaixo.
O padre francês Jean-Baptiste Edart (foto abaixo) é co-autor do livro "Clarifications sur l'homosexualité dans la Bible" (Clarificações sobre a Homossexualidade na Bíblia). Ele deu uma entrevista nos Estados Unidos explicando o assunto. Traduzo aqui em azul a entrevista dele que encontrei no blog Vivicat. Se quiserem ler a entrevista no original, cliquem aqui.
Em resumo, ele explica que a Bíblia mostra claramente sua condenação ao ato homossexual e que o pecado grave do homossexualismo está contido no ato e não na orientação sexual. Leiam a entrevista abaixo.
Q: Quais são as referências a homossexualidade na Bíblia?
Este assunto tem muito pouca cobertura na Bíblia. Isto está relacionado com a ausência de visibilidade do fenômeno, que é uma consequência lógica da proibição do comportamento.
Os textos bíblicos que falam sobre homossexualidade direta ou indiretamente são:
No Velho Testamento:
Gênesis 19:7-8: "Vede! Eu tenho duas filhas que ainda são virgens; eu vo-las trarei: fazei com elas o que achardes melhor. Mas não façais nada a estes homens, porque eles estão hospedados em minha casa".
Juízes 19:23-24: "O dono da casa saiu e pediu: «Por favor, irmãos, não cometais esse crime. Ele é meu hóspede, não façais essa infâmia. Vede, tenho uma filha solteira: vou trazê-la para que façais o que quiserdes. Não façais, porém, uma infâmia contra este homem".
Levítico 18:22: "Não te deites com um homem, como se fosse com uma mulher: é uma abominação."
No Novo Testamento:
1 Coríntios 6:9-10: "Não sabeis que os injustos não herdarão o Reino de Deus? Não vos iludais! Nem os imorais, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os depravados, em os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os caluniadores irão herdar o Reino de Deus."
1 Timóteo 1:8-10: "Sabemos que a Lei é boa, contanto que a tomemos como uma lei. Ela não é destinada ao justo, mas aos iníquos e rebeldes, ímpios e pecadores, sacrílegos e profanadores, parricidas e matricidas, homicidas, impudicos, pederastas, mercadores de escravos, mentirosos, para os que juram falso, e para tudo o que se oponha à sã doutrina,"
Romanos 1:25-27: "Trocaram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram a criatura em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amén. Por isso, Deus entregou os homens a paixões vergonhosas: suas mulheres mudaram a relação natural em relação contra a natureza. Os homens fizeram o mesmo: deixaram a relação natural com a mulher e arderam de paixão uns com os outros, cometendo atos torpes entre si, recebendo dessa maneira em si próprios a paga pela sua aberração."
Q: Você citou 1 Coríntios 6:9-10 e 1 Timóteo 1:8-10. Como estes textos devem ser entendidos?
Estes textos contém uma lista de vícios que são apresentados como inaceitáveis para que se alcance o Reino de Deus.
Em 1 Coríntios, duas palavras gregas fazem referência a homossexualidade: "malakos", traduzido aqui como homossexuais, e "arsenokoites", traduzido como sodomitas.
Estes termos são muito raros: 'Malakos" aparece apenas em São Paulo, enquanto "arsenokoites" é a primeira referência em toda a literatura grega.
"Malakos" significa literalmente, "calmo, sedoso, delicado". Em uma relação homossexual, designa o parceiro passivo, mas ele pode se referir a homossexuais prostitutos ou homens afeminados.
O estudo do significado de "arsenokoites" e o contexto sexual claro da lista de proibições invalidam as duas últimas interpretações.
"Arsenokoites" significa literalmente "deitar-se com um homem". Formada pela associação de duas palavras presentes no Levítico 18:22 e 20:13, e que aparece muito provalvelmente no contexto judeu-helenístico. Rabinos usavam a expressão "deitar-se com um homem" tirado do texto Hebreu do Levítico 18:22 e 20:13 para expressar relação homossexual.
Eles não se limitam a pederastia. Todos os elementos parecem suficiente para que a gente afirme que a teoria mais plausível é que o termo se refira a homens que têm uma relação ativa no ato homossexual. O significado de "arsenokoites" permite-nos limitar o sgnificado de "malakos" para o parceiro passivo.
Atos homossexuais, portanto, são considerados extremamente graves, que ofendem diretamente a lei divina. O ensinamento é perfeitamente consistente com o judaísmo da época.
Nenhuma distinção é feita para a questão de orientação sexual, ou a circunstância do ato, nem é indicado. É o ato em si que é condenado.
Q: E Romanos 1:18-32?
São Paulo mostra o ato homossexual no homem e também na mulher como consequência da ira de Deus. Pesquisas estão sendo feitas sobre a natureza precisa desta homossexualidade e da interpretação que deve ser dada a esta passagem.
O apóstolo desejava ilustrar a natureza da falta de Deus. Ele usava a homossexualidade para isso, vício característico de pagãos na tradição judaica.
Baseado em Gênesis 1 e em Deuteronômio 4, ele estabelecia a relação entre homossexualidade e idolatria. Em idolatria, o homem é dominado pelas criaturas que ele adora, assim ele não voltava sua idolatria unicamente ao Criador.
O que ocorre é uma inversão do inicial, plano divino manifestado, entre outras coisas, na diferença sexual. No ato de natureza homossexual, esta diferenciação não é levada em consideração. Isto mostra por que São Paulo considerava que homossexualidade constitui uma ilustração da falta de Deus.
Outra dificuldade de interpretação do texto é o significado de "contra a natureza". Na cultura romana, o adjetivo "natural" caracterizava atos de acordo com convenções sociais.
Assim na cultura greco-romana, além da estrutura masculino-feminino - masculino é a relação dominante - ela governava quem estabelecia a regra moral no relacionamento amoroso.
A alusão a Gênesis 1 em Romanos 1:19:23 convida-nos a ver na "natureza" a ordem desejada por Deus e identificável na criação. Isto é mostrado, entre outras coisas, pela diferença sexual entre homem e mulher, estrutura fundamental desejada por Deus como expressão do ser em comunhão.
Deus desejava a união sexual entre o homem e a mulher, e isto é um desejo divino, ou Lei divina, inscrita na natureza e perceptível pela razão. Homem pode observar isto através de todos os elementos que caracterizam a identidade sexual, sendo a genitália uma dessas coisas.
Se nós desejamos levar em consideração o significado romano do termo, nós podemos dizer que o ato contra a natureza não respeita as convenções sociais estabelecidas por Deus na criação.
A referência a Gênesis 1 permite-nos entender que a proibição não é de jeito nenhum invalidada por questões de "tendências" ou orientação. Todo ato homossexual é na sua materialidade que é contrário ao desejo divino manifestado, se imposto ou consentido.
Atenção literal ao sentido dos textos do Novo Testamento mostra claramente que atos homossexuais são considerados gravemente contrários à Lei divina. É importante entender que esta qualificação moral negativa é a consequência lógica de um coisa mais positiva.
Deus desejava criar o homem para ser uma aliança com ele. Isto é manifestado na diferença sexual. A comunhão entre homem e mulher é a primeira revelação do amor de Deus pelo homem.
A diferença permite a expressão da complementaridade, assim tornando possível o dom das pessoas. O corpo sexuado manifesta isto. O ensinamento da Igreja está em perfeita continuidade com o que a Escritura diz sobre o assunto.
Q: Há aqueles que dizem que há exemplos de relações homossexuais no Velho Testamento. Alguns dizem que Davi e Jonathan tiveram uma relação deste tipo.
O texto em 1 Samuel 18:1-5 mostra gestos e palavras que expressam um profundo relacionamento entre Jonathan e Davi.
Embora os termos usados descrevem uma ligação afetiva real, o uso comum deles no Velho Testamento de maneira alguma permite que vejamos uma relação homossexual. Por exemplo, você pode ver Jacó e seu filho Benjamin no Gênesis 44:30-31. A expressão "amar como a si mesmo" - como a sua alma - é frequente - Levítico 19:18:34.
O verbo amar, no contexto da aliança, tem uma dimensão política, o beneficiário considerado como sócio ou superior. Mais ainda, o presente que Jonathan faz para Davi de suas armas ilustra a transferência de suas prerrogativas, entre as quais estava o direito de sucessão do trono de seu pai. É um gesto político. No texto, no entanto, Davi acaba tomando o lugar de Jonathan - 1 Samuel 23:17.
Outras passagens, elaboradas por Innocent Himbaza em nosso livro, ilustra a amizade entre Jonathan e Davi. Todos os gestos que foram relatados entre estes dois homens, entretanto, podem ser feitos entre pais e crianças - Jacó e Benjamin; entre irmãos - José e seus irmãos; entre padrasto e afilhado : Jethro e Moisés; entre amigos próximos - Jonathan e Davi; entre guerreiros - Saul e Davi, Jonathan e Davi; entre irmãos e irmãs na fé - Paulo e os Efésios. Nós nos arriscamos em interpretar o último de forma equivocada aqui, mas estes são gestos usuais e normais entre pessoas que são próximas.
Nós podemos afirmar que nada nos textos que nós nos debruçamos permite ver qualquer homossexualidade entre Davi e Jonathan, nem mesmo implicitamente. Se em algumas épocas uma expressão é ambígua pelo espírito moderno, lendo no contexto remove qualquer possibilidade.
Q: A Igreja prega o amor ao próximo, mas por vezess é recriminada por colocar barreiras ao amor, uma vez que não entende a necessidade de amor de todo ser-humano. Se a Igreja não aprova a homossexualidade, qual a mensagem de esperança que ela pode dar para uma pessoa que encontra na homossexualidade o meio de se entregar ao amor?
O sofrimento de um homossexual pode ser muito grande e não entendido por pessoas que não experimentam esta situação.
De fato, nosso mundo é marcado pelo amor heterossexual. Mesmo a civilização chinesa, que dificilmente é suscetível a cultura judeu-cristã, também vive esta realidade. Naquela civilização, homossexualidade também é percebida como fora da norma.
A pessoa homossexual experimenta um sofrimento interno atestado por estudos psicológicos, mas ela também sofre do confronto com o mundo que muitas vezes a julga e condena.
Esta rejeição é por vezes violenta. De fato, todo mundo passa uma fase no seu desenvolvimento psicológico de ambiguidade no plano sexual na adolescência. Uma pessoa pode ser, por algum tempo, atraída por pessoas do mesmo sexo, sem ser homossexual! Se este estágio de crescimento é mal vivido e não terminado, ele resulta em sofrimento psíquico.
Subsequentemente, cada confrontação com homossexualidade provocará este sofrimento, o qual será traduzido em comportamento violento. Aprender a considerar uma pessoa homossexual sem reduzi-la a sua orientação sexual pode ser difícil e levar a reconhecer a pobreza pessoal de cada um.
Em face da situação, a Igreja, na fidelidade da Bíblia, reconhecendo que a homossexualidade ativa não é bom para a pessoa, forçosamente afirma, na mesma fidelidade com a palavra de Deus, que toda pessoa, seja qual for sua orientação sexual, tem a mesma dignidade e de maneira alguma deve ser objeto de discriminação injusta. Como cada pessoa batizada, homossexuais são chamados a santidade e a viver aqui e agora no relacionamento vivo com Cristo na Igreja.
A mensagem do Evangelho é a fonte de esperança para estas pessoas e a Igreja testemunha isto. Comunidades cristãs podem ser lugares onde pessoas vêem seus sofrimentos aceitos e entendidos. Assim elas serão então hábeis, com o apoio dessas comunidades, para procurar responder ao chamado de Deus.
Nós temos um magnífico exemplo disto na amizade entre Julien Green e Jacques e Raissa Maritain. Pessoas homossexuais assim testemunham hoje que eles têm sido hábeis para caminhar com o apoio de outros cristãos e construir uma vida feliz. O desenvolvimento de relações amigáveis e fraternais em castidade é um importante passo na cura espiritual e psicológica.
A amizade com Cristo é certamente o principal apoio e guia no caminho. Ele é o melhor dos amigos. Esta amizade é nutrida na vida de fé, oração e sacramentos. O homossexual desejoso na busca de Cristo encontrará um apoio indispensável. Ele quer ser uma aliança com cada um, encontrando a pessoa do jeito que ela é, conduzindo a pessoa para Ele mesmo com o contínuo apoio da misericórdia divina.
É uma longa e difícil trajetória, mas possível. O desenvolvmento da homosexualidade no Ocidente é um apelo para os cristãos criarem novos lugares para ajudar aqueles que estão feridos na sua sexualidade.
Debate Entre Republicanos nos EUA
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Neste momento, enquanto escrevo, o debate (foto acima) entre os candidatos a candidato para competir com Obama no próximo ano ainda não acabou. Está na última parte. Não li nenhuma análise do debate. Vou fazer minha análise e depois vou comparar com os analistas que gosto. Vamos ver.
Bom, reuniram-se oito candidatos: os ex-governaodores Mitt Romney, John Huntsman e Tim Pawlenty, os congressistas Michele Bachmann e Ron Paul, o ex-senador Rick Santorum, o ex-deputado Newt Gingrich, e ex-analista de banco estadual Herman Cain.
Quem ganhou o debate?
Todos foram meio iguais, todos são bastante inteligentes. Com políticas econômicas parecidas, todos querem reduzir os gastos e não querem aumentar impostos. Mas Tim Pawlenty, Newt Gingrich não foram bem. Tim Pawlenty foi destruído pela Michelle Bachmann e Gingrich disse mais do mesmo e ainda discutiu com os jornalistas. Ron Paul é carta fora do baralho, é muito idiota em questões sociais e de guerra, jamais ganhará a nomeação dentro do partido. Ele quer por exemplo permitir que o Irã tenha bomba nuclear. John Huntsman também é carta fora do baralho, foi embaixador do Obama e agora tenta se apresentar como conservador, não convence, nem convenceu ontem.
Então sobram quatro possíveis ganhadores: Rick Santorum, Herman Cain, Michelle Bachmann e Mitt Romeny.
Romeny está frente nas pesquisas mas sua participação no debate foi muito apagada. As atenções saíram dela. A atuação de Herman Cain foi boa, ele é inteligente nas respostas, mas apenas repetiu o que já vinha dizendo. Não teve muito apelo no debate.
Para mim, o melhor do debate foi o esquecido Rick Santorum. Os jornalistas nos Estados Unidos não têm a obrigação de perguntar a todos e dar o mesmo tempo a todos, o interesse é em ouvir respostas para questões mais controversas. Mas Rick Santorum reagiu quando viu que os jornalistas esqueceram dele. E essa reação levou os jornalistas a pergutarem a ele, ele falou mesmo sem ser perguntado, e ainda levou uma discussão muito boa com Ron Paul que tomou toda a atenção do debate.
Michelle Bachmann mandou muito bem, destruiu Tim Pawlenty, deu respostas boas, mas simples e parecia nervosa. No final, ela ainda teve um pequeno debate com Santorum sobre questões da dívida e achou que ela perdeu. No entanto, como ela está próximo de Romeny nas pesquisas, talvez ela avance depois do debate.
Santorum não tem chances de ganhar a nomeação, pois está fora do Congresso e não tem dinheiro para competir. Mas ele tem as melhores respostas para questões sociais e econômicas, e ainda mostrou sinceridade além do que é comum de se ver em políticos. Enfrentou o libertário Ron Paul e a suposta líder do Tea Party Michelle Bachmann.
Na comparação com os analistas, dificilmente verei esta defesa de Santorum, simplesmente porque ele não tem chances. Eles vão se concentrar em Bachmann e Romney. Talvez falem mais do governador Rick Perry, que ainda nem se lançou, mas tem bem mais chances que Santorum. Vamos ver.
PS 1: Atualizando o que li sobre o debate, há muita controvérsia sobre quem ganhou, como ocorre geralmente. Mas alguns concordam comigo, como o grande Glenn Beck, por exemplo, que defendeu Bachmann e Santorum como seus candidatos.
PS 2: Bom, acho que posso me orgulhar de minha análise, o comentarista político Dick Morris acaba de dizer no programa do Bill O'Reilly que Romney, Bachmann e Santorum foram os vencedores do debate e citou especificamente as respostas de Santorum. Dick Morris é muito conhecido nos Estados Unidos como avaliador de chances políticas.
PS3: Acho que acertei em cheio na análise sobre Tim Pawlenty. Ele chegou em terceiro lugar na eleição (straw poll) de Iowa, mas por causa da surra no debate e da expectativa que ficasse melhor posicionado que Bachmann (ela ficou em primeiro lugar), ele desistiu da camapanha.
PS4: Também acertei no fato que Santorum mandou muito bem no debate, sem dinheiro, ele chegou em quarto lugar, surpreendendo a todos. Hoje, ele é assunto obrigatório na imprensa.
Neste momento, enquanto escrevo, o debate (foto acima) entre os candidatos a candidato para competir com Obama no próximo ano ainda não acabou. Está na última parte. Não li nenhuma análise do debate. Vou fazer minha análise e depois vou comparar com os analistas que gosto. Vamos ver.
Bom, reuniram-se oito candidatos: os ex-governaodores Mitt Romney, John Huntsman e Tim Pawlenty, os congressistas Michele Bachmann e Ron Paul, o ex-senador Rick Santorum, o ex-deputado Newt Gingrich, e ex-analista de banco estadual Herman Cain.
Quem ganhou o debate?
Todos foram meio iguais, todos são bastante inteligentes. Com políticas econômicas parecidas, todos querem reduzir os gastos e não querem aumentar impostos. Mas Tim Pawlenty, Newt Gingrich não foram bem. Tim Pawlenty foi destruído pela Michelle Bachmann e Gingrich disse mais do mesmo e ainda discutiu com os jornalistas. Ron Paul é carta fora do baralho, é muito idiota em questões sociais e de guerra, jamais ganhará a nomeação dentro do partido. Ele quer por exemplo permitir que o Irã tenha bomba nuclear. John Huntsman também é carta fora do baralho, foi embaixador do Obama e agora tenta se apresentar como conservador, não convence, nem convenceu ontem.
Então sobram quatro possíveis ganhadores: Rick Santorum, Herman Cain, Michelle Bachmann e Mitt Romeny.
Romeny está frente nas pesquisas mas sua participação no debate foi muito apagada. As atenções saíram dela. A atuação de Herman Cain foi boa, ele é inteligente nas respostas, mas apenas repetiu o que já vinha dizendo. Não teve muito apelo no debate.
Para mim, o melhor do debate foi o esquecido Rick Santorum. Os jornalistas nos Estados Unidos não têm a obrigação de perguntar a todos e dar o mesmo tempo a todos, o interesse é em ouvir respostas para questões mais controversas. Mas Rick Santorum reagiu quando viu que os jornalistas esqueceram dele. E essa reação levou os jornalistas a pergutarem a ele, ele falou mesmo sem ser perguntado, e ainda levou uma discussão muito boa com Ron Paul que tomou toda a atenção do debate.
Michelle Bachmann mandou muito bem, destruiu Tim Pawlenty, deu respostas boas, mas simples e parecia nervosa. No final, ela ainda teve um pequeno debate com Santorum sobre questões da dívida e achou que ela perdeu. No entanto, como ela está próximo de Romeny nas pesquisas, talvez ela avance depois do debate.
Santorum não tem chances de ganhar a nomeação, pois está fora do Congresso e não tem dinheiro para competir. Mas ele tem as melhores respostas para questões sociais e econômicas, e ainda mostrou sinceridade além do que é comum de se ver em políticos. Enfrentou o libertário Ron Paul e a suposta líder do Tea Party Michelle Bachmann.
Na comparação com os analistas, dificilmente verei esta defesa de Santorum, simplesmente porque ele não tem chances. Eles vão se concentrar em Bachmann e Romney. Talvez falem mais do governador Rick Perry, que ainda nem se lançou, mas tem bem mais chances que Santorum. Vamos ver.
PS 1: Atualizando o que li sobre o debate, há muita controvérsia sobre quem ganhou, como ocorre geralmente. Mas alguns concordam comigo, como o grande Glenn Beck, por exemplo, que defendeu Bachmann e Santorum como seus candidatos.
PS 2: Bom, acho que posso me orgulhar de minha análise, o comentarista político Dick Morris acaba de dizer no programa do Bill O'Reilly que Romney, Bachmann e Santorum foram os vencedores do debate e citou especificamente as respostas de Santorum. Dick Morris é muito conhecido nos Estados Unidos como avaliador de chances políticas.
PS3: Acho que acertei em cheio na análise sobre Tim Pawlenty. Ele chegou em terceiro lugar na eleição (straw poll) de Iowa, mas por causa da surra no debate e da expectativa que ficasse melhor posicionado que Bachmann (ela ficou em primeiro lugar), ele desistiu da camapanha.
PS4: Também acertei no fato que Santorum mandou muito bem no debate, sem dinheiro, ele chegou em quarto lugar, surpreendendo a todos. Hoje, ele é assunto obrigatório na imprensa.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Sociedade Sem Pais - Os Ataques no Reino Unido
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Vejam a foto deste menino, que acabou de saquear uma loja durante os ataques no Reino Unido. Ele está muito bem vestido, usando Adidas deste a blusa até a calça, isto não é barato. Por que ele está saqueando sendo capaz de comprar o que rouba?
Como muito bem escreve Phillips: "We are not up against merely feral children. We are up against feral parents" (Nós não estamos lutando simplesmente contra crianças marginais, mas contra pais marginas).
Phillips fala especificamente do aumento absurdo de famílias de mães solteiras. Ela diz: "As I have been writing for more than twenty years, a society that embraces mass fatherlessness is a society that is going off the edge of a cliff". (Como eu tenho escrito por mais de vinte anos, uma sociedade sem o pai é uma sociedade na eminência de um desastre).
A conclusão dela é a seguinte:
The result is fatherless boys who are suffused by an existential rage and desperate psychic need, who take out the damage done to them by lashing out from infancy at the world around them. And all this is effectively condoned, rewarded and encouraged by the welfare state which conceives of need solely in terms of absence of money, and which accordingly subsidises lone parenthood and the destructive behaviour that welfare fatherlessness brings in its train. (O resultado é meninos órfãos de pais cheios de raiva e de necessidade psíquica, que retribuem o dano feito a eles atacando o mundo ao seu redor. E tudo isso é perdoado, recompensado e encorajado pelo estado de bem-estar social que concebe a necessidade apenas em termos de ausência de dinheiro, e por isso financia pais solteiros e o comportamento destrutivo que a falta de pais traz para a sociedade).
Da mesma forma, a jornalista e escritora Ann Coulter analisa os saques no Reino Unido. Coulter observa que mesmo meninas e pessoas com necessidade especiais participam dos saques. E joga a culpa no subsídio do Estado ao mal comportamento na sociedade.
Ela diz: Congratulations, Britain! You've barbarized your citizenry, without regard to race, gender or physical handicap! (Parabéns, Inglaterra! Você tem barbarizado sua cidadania, em todas as raças, gêneros or dificulades físicas!).
Coulter conta vários casos aberrantes de mulheres com vários filhos de diferentes homens para obter benesses do Estado por isso.
E pergunta: Is Father's Day celebrated in England? If so, how? (O dia dos pais ainda é celebrado na Inglaterra? Se é, como?).
Lembro também um fato que nem uma das duas autoras lembrou: o Reino Unido tem a maior taxa de aborto entre adolescentes de toda a Europa, já falei disso aqui no blog quando discuti um texto de Gerald Warner, que ironizava a preocupação britânica com a matança de touros na Espanha enquanto matava milhões de fetos. Isto ajuda a excluir aqueles que pensam que a solução é eliminar a vida.
Próximo domingo é Dia dos Pais no Brasil, vamos lembrar da importância deles!
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Popularidade como Medida da Verdade.
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Caros, já falei e recomendei aqui o Satan's Blog. Não deixo de ler nenhum post dele. Ele assume o ponto de vista de Satã, para mostrar o pensamento demoníaco nas mais pequenas coisas e defender o Cristianismo. Hoje, ele postou um dos seus melhores textos. Então, resolvi repassar aqui para vocês, acrescentando alguns argumentos.
Satan discute uma reportagem da BBC, que mostra que alguns pastores protestantes na Holanda, mesmo sendo líderes cristãos, estão dizendo que talvez não exista esse negócio de vida após a morte e que Jesus Cristo foi apenas um homem que pregava o amor. Mesmo indo de encontro ao que pensa a própria igreja a que pertecem, eles não são expulsos pois conseguiram arregimentar várias pessoas para a igreja e a igreja não quer perder fiéis. Então, classifica-os como "cristãos não-tradicionais", mas cristãos.
Depois de relatar o caso, Satan satiriza quatro idéias demoníacas:
1) Deus deixa de existir simplesmente porque uma grande parte de pessoas deixa de acreditar Nele;
2) Algo passa a ser verdade se se torna mais popular;
3) Nós somos apenas um conglomerado de matéria, sem nenhuma alma;
4) A verdade está naquilo que você "sente" que é verdade.
Satan definiu esse pensamento como "ortodoxia (cristã) definida pela popularidade". Sensacional.
Acho que podemos fazer um claro relacionamento entre o que discute Satan com a idéia de "ditadura do relativismo" do Papa Bento XVI que falei ontem aqui (ver post abaixo).
Um coisa que me perturba muito hoje em dia é a busca por popularidade. Isto está presente em tudo. A Igreja Católica no Brasil, por exemplo, procurou seguir o movimento protestante porque viu que estava perdendo fiéis, muitas vezes deixou de lado a doutrina católica para fazer isso.
De forma mais popular, todos do twitter, facebook, e blogueiros discutem quantos "seguidores" e quantos acessos têm por dia.
Mas quantos "seguidores" teria o blogueiro Jesus Cristo? Certamente não seria popular na Holanda, nem em Hollywood, nem na Ásia, nem mesmo no Ocidente. O mundo gosta é da MTV.
Aqui vão algumas mensagens do blogueiro Jesus Cristo sobre o mundo:
(São João 7,7)
(São Marcos 4,18-19)
Caros, já falei e recomendei aqui o Satan's Blog. Não deixo de ler nenhum post dele. Ele assume o ponto de vista de Satã, para mostrar o pensamento demoníaco nas mais pequenas coisas e defender o Cristianismo. Hoje, ele postou um dos seus melhores textos. Então, resolvi repassar aqui para vocês, acrescentando alguns argumentos.
Satan discute uma reportagem da BBC, que mostra que alguns pastores protestantes na Holanda, mesmo sendo líderes cristãos, estão dizendo que talvez não exista esse negócio de vida após a morte e que Jesus Cristo foi apenas um homem que pregava o amor. Mesmo indo de encontro ao que pensa a própria igreja a que pertecem, eles não são expulsos pois conseguiram arregimentar várias pessoas para a igreja e a igreja não quer perder fiéis. Então, classifica-os como "cristãos não-tradicionais", mas cristãos.
Depois de relatar o caso, Satan satiriza quatro idéias demoníacas:
1) Deus deixa de existir simplesmente porque uma grande parte de pessoas deixa de acreditar Nele;
2) Algo passa a ser verdade se se torna mais popular;
3) Nós somos apenas um conglomerado de matéria, sem nenhuma alma;
4) A verdade está naquilo que você "sente" que é verdade.
Satan definiu esse pensamento como "ortodoxia (cristã) definida pela popularidade". Sensacional.
Acho que podemos fazer um claro relacionamento entre o que discute Satan com a idéia de "ditadura do relativismo" do Papa Bento XVI que falei ontem aqui (ver post abaixo).
Um coisa que me perturba muito hoje em dia é a busca por popularidade. Isto está presente em tudo. A Igreja Católica no Brasil, por exemplo, procurou seguir o movimento protestante porque viu que estava perdendo fiéis, muitas vezes deixou de lado a doutrina católica para fazer isso.
De forma mais popular, todos do twitter, facebook, e blogueiros discutem quantos "seguidores" e quantos acessos têm por dia.
Mas quantos "seguidores" teria o blogueiro Jesus Cristo? Certamente não seria popular na Holanda, nem em Hollywood, nem na Ásia, nem mesmo no Ocidente. O mundo gosta é da MTV.
Aqui vão algumas mensagens do blogueiro Jesus Cristo sobre o mundo:
(São João 7,7)
O mundo não tem motivo para vos odiar. Mas o mundo odeia-Me, porque Eu dou testemunho de que as suas ações são más.
(São Marcos 4,18-19)
Outros recebem a semente entre os espinhos: são aqueles que ouvem a Palavra, mas surgem as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e todos os outros desejos, que sufocam a Palavra, e ela fica sem dar fruto.
(São João 6,51)
E Jesus continuou: «Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem come deste pão viverá para sempre. E o pão que Eu vou dar é a minha própria carne, para que o mundo tenha a vida».
(São João 12,25)
Quem tem apego à sua vida vai perdê-la; quem despreza a sua vida neste mundo vai conservá-la para a vida eterna.
(São João 14,27)
«Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. A paz que vos dou não é a paz que o mundo dá. Não fiqueis perturbados nem tenhais medo.
(São João 14,30)
Já não tenho muito tempo para falar convosco, pois o príncipe deste mundo vai chegar. Ele não tem poder sobre Mim.
(São Mateus 13,22)
A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a Palavra, mas a preocupação do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a Palavra e ela fica sem dar fruto.
(São João 15,19)
Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que é dele. Mas o mundo odiar-vos-á, porque não sois do mundo, pois Eu escolhi-vos e tirei-vos do mundo.
(São João 16,20)
Eu garanto-vos: ides gemer e lamentar-vos, enquanto o mundo vai alegrar-se. Ficareis angustiados, mas a vossa angústia transformar-se-á em alegria.
(São Lucas 9,25)
De fato, que adianta um homem ganhar o mundo inteiro, perdendo-se e destruindo-se a si mesmo?
(São João 18,36)
Jesus respondeu: «O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue às autoridades dos judeus. Mas agora o meu reino não é daqui».
terça-feira, 9 de agosto de 2011
O Mundo está à beira de um Apocalipse como a Segunda Guerra?
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O opinião de o mundo está à beira do caos vem de dois respeitados jornalistas do The Telegraph. O mundo estaria passando atualmente pela fase do início da Segunda Guerra conhecida como Phoney War, que ocorreu de setembro de 1939 a abril de 1940, na qual está tudo mais ou menos pacífico depois que todos declararam guerra contra todos na Europa. A Phoney War foi quebrada com a invasão e conquista em duas semanas da França pelas forças alemãs.
Matthew Norman diz exatamente isso, o mundo está como a Inglaterra depois que Chamberlain declarou guerra a Alemanha em setembro de 1939. Tudo mundo sabe que vai acontecer um desastre mais na frente, mas todos continuam seu dia-a-dia como se nada fosse acontecer. Eu comprei o jornal histórico deste período quando morei na Inglaterra. Via-se a calma dos ingleses, mas também a apreensão e preocupação daqueles mais bem informados, como Churchill, que no jornal tenho tinha sido chamado para o governo (depois assumiria o comando).
James Delingpole recomenda o artigo de Norman e apresenta 10 "idéias estúpidas" que levaram à crise mundial. O foco dele são questões econômicas. Eu acho que é uma crise muito mais moral do que econômica, mas aqui vão as 10 idéias idiotas que ele mostra:
A Europa, berço da civilização cristã, não defende mais sua fé. Como disse Hilaire Belloc: "A Europa é a Fé, e a Fé é a Europa". Sem isso, não existe Europa.
Vivemos o que o Papa Bento XVI chama de Ditadura do Relativismo. Tudo é relativo, a começar pela vida, não há certeza, não há princípios a serem defendidos. Vejamos o que disse o Papa (traduzo em azul):
How many winds of doctrine we have known in recent decades, how many ideological currents, how many ways of thinking… The small boat of thought of many Christians has often been tossed about by these waves – thrown from one extreme to the other: from Marxism to liberalism, even to libertinism; from collectivism to radical individualism; from atheism to a vague religious mysticism; from agnosticism to syncretism, and so forth. Every day new sects are created and what Saint Paul says about human trickery comes true, with cunning which tries to draw those into error (cf Eph 4, 14). Having a clear faith, based on the Creed of the Church, is often labeled today as a fundamentalism. Whereas, relativism, which is letting oneself be tossed and “swept along by every wind of teaching”, looks like the only attitude (acceptable) to today’s standards. We are moving towards a dictatorship of relativism which does not recognize anything as for certain and which has as its highest goal one’s own ego and one’s own desires. (Quantos ventos de doutrina nós temos conhecido nas últimas décadas, quantas correntes ideológicas, quantas maneiras de pensar...O pequeno barco de pensamento de muitos Cristãos tem sido sacudido por essas ondas - jogado de um extremo a outro: do Marxismo para o liberalismo, mesmo para o libertinismo; do coletivismo para o individualismo radical; do ateísmo para um misticismo vago; do agnosticismo para o sincretismo, e assim por diante. Todo dia novas seitas são criadas e o que São Paulo disse sobre as artimanhas humanas se torna realidade, com astúcia elas nos conduzem ao erro (Éfesios 4, 14). Tendo a fé clara, baseada no Credo da Igreja é por vezes hoje rotulado de fundamentalismo. Enquanto, relativismo, que é deixar você mesmo ser conduzido pelas correntes e "jogado por todos os ventos de ensinamento" aparece como a única atitude (aceitável) dos padrões de hoje. Nós estamos nos movendo para a ditadura do relativismo o qual não reconhece nada como certo e qual seu maior objetivo é elevar o próprio ego e alcançar os próprios desejos)
Matthew Norman diz exatamente isso, o mundo está como a Inglaterra depois que Chamberlain declarou guerra a Alemanha em setembro de 1939. Tudo mundo sabe que vai acontecer um desastre mais na frente, mas todos continuam seu dia-a-dia como se nada fosse acontecer. Eu comprei o jornal histórico deste período quando morei na Inglaterra. Via-se a calma dos ingleses, mas também a apreensão e preocupação daqueles mais bem informados, como Churchill, que no jornal tenho tinha sido chamado para o governo (depois assumiria o comando).
James Delingpole recomenda o artigo de Norman e apresenta 10 "idéias estúpidas" que levaram à crise mundial. O foco dele são questões econômicas. Eu acho que é uma crise muito mais moral do que econômica, mas aqui vão as 10 idéias idiotas que ele mostra:
- Guerras de intervenção sem sentido, como a invasão da Líbia, na qual quem ganhar será péssimo para o Ocidente;
- A idéia de mudança climática provocada pelo homem que é um erro científico e que provocou leis que prejudicam o desenvolvimento econômico;
- A idéia de que é preciso limitar o crescimento econômico para conter o uso de recursos naturais;
- A União Européia que prejudica a economia dos países membros com extensas limitações;
- Cientistas que são ativistas políticos, que usam a ciência para enriquecer, deturpando a atividade de um pesquisador;
- A idéia de administrador político que gerencia as crises, mas não lidera na busca de soluções reais;
- A noção de que um debate científico pode diagnosticado e resolvido para sempre, sem que haja questionamentos;
- Energia eólica, que consome muito dinheiro público, sem gerar energia e ainda enfeia a paisagem;
- A ideía de recursos escassos que precisam ser controlados para a próxima geração sem que se observe a capacidade tecnológica humana;
- O Estado do bem-estar social. As pessoas passaram a depender e a se escorar no estado, que não consegue suprir as demandas.
A Europa, berço da civilização cristã, não defende mais sua fé. Como disse Hilaire Belloc: "A Europa é a Fé, e a Fé é a Europa". Sem isso, não existe Europa.
Vivemos o que o Papa Bento XVI chama de Ditadura do Relativismo. Tudo é relativo, a começar pela vida, não há certeza, não há princípios a serem defendidos. Vejamos o que disse o Papa (traduzo em azul):
How many winds of doctrine we have known in recent decades, how many ideological currents, how many ways of thinking… The small boat of thought of many Christians has often been tossed about by these waves – thrown from one extreme to the other: from Marxism to liberalism, even to libertinism; from collectivism to radical individualism; from atheism to a vague religious mysticism; from agnosticism to syncretism, and so forth. Every day new sects are created and what Saint Paul says about human trickery comes true, with cunning which tries to draw those into error (cf Eph 4, 14). Having a clear faith, based on the Creed of the Church, is often labeled today as a fundamentalism. Whereas, relativism, which is letting oneself be tossed and “swept along by every wind of teaching”, looks like the only attitude (acceptable) to today’s standards. We are moving towards a dictatorship of relativism which does not recognize anything as for certain and which has as its highest goal one’s own ego and one’s own desires. (Quantos ventos de doutrina nós temos conhecido nas últimas décadas, quantas correntes ideológicas, quantas maneiras de pensar...O pequeno barco de pensamento de muitos Cristãos tem sido sacudido por essas ondas - jogado de um extremo a outro: do Marxismo para o liberalismo, mesmo para o libertinismo; do coletivismo para o individualismo radical; do ateísmo para um misticismo vago; do agnosticismo para o sincretismo, e assim por diante. Todo dia novas seitas são criadas e o que São Paulo disse sobre as artimanhas humanas se torna realidade, com astúcia elas nos conduzem ao erro (Éfesios 4, 14). Tendo a fé clara, baseada no Credo da Igreja é por vezes hoje rotulado de fundamentalismo. Enquanto, relativismo, que é deixar você mesmo ser conduzido pelas correntes e "jogado por todos os ventos de ensinamento" aparece como a única atitude (aceitável) dos padrões de hoje. Nós estamos nos movendo para a ditadura do relativismo o qual não reconhece nada como certo e qual seu maior objetivo é elevar o próprio ego e alcançar os próprios desejos)
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Como Recuperar o AAA - Robert Barro e Krauthammer
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Um dos economistas mais respeitados mundialmente é Robert Barro, autor de dezenas de artigos publicados nas mais respeitadas revistas acadêmicas. Ele faz uma análise hoje no Wall Street Journal sobre como os Estados Unidos podem recuperar o AAA que perdeu na última sexta-feira.
No incío, Barro faz uma comparação entre Reagan e Obama. Reagan pegou o país de Jimmy Carter com desemprego acima de 10% e inflação elevada. Não ficou culpando o predecessor, mas estabelecu uma política de médio e longo prazo que, ao fim dos oito anos de mandato, conseguiu uma média de crescimento econômico de 4,6% e inflação controlada. Obama, além de insistir na "herança maldita" de Bush, estabeleceu políticas keynesianas de elevados gastos públicos que foram um fracasso total e resultaram no downgrade da semana passada.Obama pegou o país com desemprego de 7,3% na mais alta crise de 2008, e hoje esta taxa está acima de 9%.
Barro sugere um plano de médio e longo prazo assim como fez Reagan para que o país recupere o AAA. Este plano teria 5 pontos:
1) Reforma dos gastos sociais vinculados (sistema de saúde, de previdência, etc.);
2) Redução da alíquota marginal do imposto de renda individual;
3) Reforma Tributária, gradualmente eliminando gastos tributário (redução de alíquotas), incluindo juros preferenciais para hipotecas, tributos sobre a renda nos estados, benefícios e redução de subsídios (como do etanol);
4) Eliminação de alguns tributos que são ineficientes e rendem poucos recursos;
5) Introdução de um tipo de ICMS com alíquota por volta de 10%, isentando alimentos e habitação.
Outra sugestão veio de Charles Krauthammer (foto abaixo), que eu considero o melhor analista político dos Estados Unidos (não quer dizer que eu concorde em 100% com ele).
O plano de Krauthammer envolve três estágios:
1) Reforma tributária que elimine os buracos na legislação que permitem evasão fiscal e ao mesmo tempo reduza os impostos;
2) Busca da neutralidade tributária, cada dólar que é recebido com a eliminação de buracos volta como redução de impostos;
3) Depois de resolvida a questão tributária, passa-se para a reforma nos gastos sociais fixos (saúde, seguridade social, etc.)
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A sugestão de Barro é bem mais inteligente que a de Krauthammer, e era de se esperar uma vez que o economista aqui é Barro. Na verdade, eu até achei a proposta de Krauthammer bem frágil, para o nível de exigência que se espera dele. Mas nenhuma das duas sugestões têm a menor chance ocorrer com Obama no poder.
E Barro sabe disso, por isso ao fim do texto sugere inclusive que o Obama entregue o cargo!
Um dos economistas mais respeitados mundialmente é Robert Barro, autor de dezenas de artigos publicados nas mais respeitadas revistas acadêmicas. Ele faz uma análise hoje no Wall Street Journal sobre como os Estados Unidos podem recuperar o AAA que perdeu na última sexta-feira.
No incío, Barro faz uma comparação entre Reagan e Obama. Reagan pegou o país de Jimmy Carter com desemprego acima de 10% e inflação elevada. Não ficou culpando o predecessor, mas estabelecu uma política de médio e longo prazo que, ao fim dos oito anos de mandato, conseguiu uma média de crescimento econômico de 4,6% e inflação controlada. Obama, além de insistir na "herança maldita" de Bush, estabeleceu políticas keynesianas de elevados gastos públicos que foram um fracasso total e resultaram no downgrade da semana passada.Obama pegou o país com desemprego de 7,3% na mais alta crise de 2008, e hoje esta taxa está acima de 9%.
Barro sugere um plano de médio e longo prazo assim como fez Reagan para que o país recupere o AAA. Este plano teria 5 pontos:
1) Reforma dos gastos sociais vinculados (sistema de saúde, de previdência, etc.);
2) Redução da alíquota marginal do imposto de renda individual;
3) Reforma Tributária, gradualmente eliminando gastos tributário (redução de alíquotas), incluindo juros preferenciais para hipotecas, tributos sobre a renda nos estados, benefícios e redução de subsídios (como do etanol);
4) Eliminação de alguns tributos que são ineficientes e rendem poucos recursos;
5) Introdução de um tipo de ICMS com alíquota por volta de 10%, isentando alimentos e habitação.
Outra sugestão veio de Charles Krauthammer (foto abaixo), que eu considero o melhor analista político dos Estados Unidos (não quer dizer que eu concorde em 100% com ele).
O plano de Krauthammer envolve três estágios:
1) Reforma tributária que elimine os buracos na legislação que permitem evasão fiscal e ao mesmo tempo reduza os impostos;
2) Busca da neutralidade tributária, cada dólar que é recebido com a eliminação de buracos volta como redução de impostos;
3) Depois de resolvida a questão tributária, passa-se para a reforma nos gastos sociais fixos (saúde, seguridade social, etc.)
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A sugestão de Barro é bem mais inteligente que a de Krauthammer, e era de se esperar uma vez que o economista aqui é Barro. Na verdade, eu até achei a proposta de Krauthammer bem frágil, para o nível de exigência que se espera dele. Mas nenhuma das duas sugestões têm a menor chance ocorrer com Obama no poder.
E Barro sabe disso, por isso ao fim do texto sugere inclusive que o Obama entregue o cargo!
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