sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Bispo Decide Não Encaminhar Canonização de Chesterton.


Isso é realmente terrível. Qualquer um que tenha lido a vida de Chesterton saberia responder ao bispo.

Mas o bispo de Northampton, Peter Doyle, que estava responsável por encaminhar o processo de canonização de Chesterton para o Vaticano decidiu não fazê-lo por três razões. Segundo ele:  1) não haveria um culto local para Chesterton; 2) não distinguiu nehuma "espiritualidade" em Chesterton; 3) por acusações de anti-semitismo.

Sobre a primeira, é muito fácil, não há um culto local a Chesterton, há um culto global. Quantos no mundo se converteram ao cristianismo lendo Chesterton?. Em conheço muitos no Brasil e fora do Brasil.

Sobre a segunda, o autor simplesmente desprezou a profundidade do pensamento de Chesterton, aquele que escreveu como ninguém sobre a vida de São Francisco de Assis e de São Tomás de Aquino e ainda sobre Cristo.

Sobre a terceira, o bispo deve estar se apegando a um problema com o irmão Cecil Chesterton e esquecendo as amizades que Chesterton tinha com os judeus e como ele os defendeu frente a Alemanha nazista.

A decisão dos bispo é uma grande decepção para o padre John Udris que era o responsável pela causa de canonização e para isso estudou profundamente toda a vida de Chesterton e também estudou o que os inimigos dele disseram dele em vida.

Além disso, o padre Benedict Kiely disse que sua mãe foi curada por intercessão de Chesterton. Ele disse que a decisão do bispo  é um exemplo clássico da obediência da desafortunada hierarquia à cultura dominante do politicamente correto.

Vejam o texto do The Catholic Herald.

Chesterton’s Cause will not be opened
 2 August, 2019


The Cause for GK Chesterton will not be opened, the Bishop of Northampton has said.
Bishop Peter Doyle said he took the decision due to the lack of a local cult, the lack of any “pattern of personal spirituality” in the life of the author, and “the issue of anti-Semitism”.
In a letter that was read out at the opening session of the American GK Chesterton Society conference, the bishop wrote that he “recognise[d] Chesterton’s goodness and his ability to evangelise” but could not support the Cause any further.
“I am very conscious of the devotion to GK Chesterton in many parts of the world and of his inspiring influence on so many people, and this makes it difficult to communicate the conclusion to which I have come,” the bishop said.
“That conclusion is that I am unable to promote the cause of GK Chesterton for three reasons. Firstly, and most importantly, there is no local cult. Secondly, I have been unable to tease out a pattern of personal spirituality. And, thirdly, even allowing for the context of G K Chesterton’s time, the issue of anti-Semitism is a real obstacle particularly at this time in the United Kingdom.”
The investigator for Chesterton’s Cause, Fr John Udris, confirmed the decision to the Catholic Herald. “I don’t envy Bishop Peter having to make a decision with such huge implications,” he said.
“Of course it’s a disappointment. But the investigation was an enormous privilege. Getting to know Chesterton better has certainly changed me for good (I hope in both senses!).”
Fr Benedict Kiely, who believes that Chesterton’s intercession personally helped his mother, expressed regret at the decision.
He said: “Writing to Evelyn Waugh, Hilaire Belloc described the English Catholic hierarchy in the 1930s as ‘a fog of mediocrity’. The decision of the current Bishop of Northampton not to pursue the cause of GK Chesterton’s canonisation indicates the fog has yet to clear.
“The decision is a textbook example of the obeisance of the hapless hierarchy to the dominant PC culture.

“I asked the help of GKC six years ago when my mother was in extremis from sepsis – within one day of the novena (Chesterton’s biographer Joseph Pearce joined me in prayer) her poison level dropped dramatically."


quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Trump Descobriu que China Mente com Papel Assinado.


Hehehe, papel assinado, sorrisos para foto, promessas de futuro com chineses...eu já vi essa história. Trump descobriu que tudo isso com chineses não vale nada. Alguns podem achar que ninguém conhece direito a estrutura do partido e as relações de poder na China por isso as decisões são difíceis de entender, outros dizem que a cultura da China mesmo. Devem ser as duas coisas.

No texto acima, Trump diz que a China tinha acordado em comprar produtos agrícolas dos Estados Unidos e não cumpriu o acordo, que o presidente da China, que ele chama de "amigo" ironicamente tinha acordado em parar de vender Fentanyl (opioide), mas não cumpriu e os americanos continuam a morrer por conta desse opioide.

Trump que não é bobo, avisou aos chineses que as tarifas extras que ele impôs sobre a China vão continuar e que mais tarifas para produtos chineses vão ocorrer a partir de 1 de setembro.

Aprendam Vaticano e Brasil e latino-americanos e todos, com chineses, acho que nem se ver acredite.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Contos sobre a Escola Moderna e Alunos Cristãos


Caros, tenho imenso prazer de divulgar a publicação de meu livro de contos: "Contos sobre a Escola Moderna e Alunos Cristãos", pela Editora Appris. Vídeo promocional acima.

São 12 contos para fortalecer os cristãos, sejam eles os alunos, os pais ou professores, diante do mundo escolar conturbado que vivemos.

Aqui vai o índice dos contos:




O livro pode ser adquirido no site da editora, clicando aqui.

Divulguem, meus amigos, por favor.




quarta-feira, 24 de julho de 2019

Revista de Jesuítas dos EUA Defende Comunismo


Em um artigo chamado Defesa Católica do Comunismo (The Catholic Case for Communism), a revista America, que é dos jesuítas (artigo de Dean Dettloff) defendeu o comunismo. A imagem acima está no artigo o que acaba relacionando o Papa com o comunismo. Eu apenas reproduzi a imagem do artigo.

O artigo usou como base de crítica ao comunismo a americana Dorothy Day, ex ativista militante comunista que se converteu ao catolicismo sem abandonar muito seus apreços pelo comunismo ou por Cuba. Em suma, o contraponto do artigo é muito falho.

O pior é fundamentar seu artigo dizendo que o comunismo surge do coração bom das pessoas. Coisa que até o pessoal da direita repete. O comunismo sai da ignorância estúpida e do pecado original, propensão ao mal.

Outro erro básico e histórico do artigo é insistir em dizer que o comunismo só quer distribuir o dinheiro dos ricos, não ataca o dinheiro dos pobres.

Sem falar, que a revista foi escrita no país mais capitalista e rico do mundo onde a imensa maioria das pessoas vivem muito bem e sem ditadura

O comunismo e o catolicismo são como o diabo e a água benta. Como disse o site The American Catholic, o grande precursor do comunismo é Judas Iscariotes, que queria distribuir aos pobres.

Muitos sites católicos estão denunciando a revista e o autor do artigo.

Eu sei, jesuíta comunista não é novidade pra ninguém há décadas ( ver Papa Francisco?). Mas cabe a reação.

Se quiserem ler um artigo tremendamente estúpido e diabólico sobre comunismo cliquem aqui .




terça-feira, 23 de julho de 2019

Vídeo - Boris Johnson - "É Mais Fácil Encontrar Elvis Presley em Marte do que Eu ser Primeiro Ministro"



O vídeo acima coleciona as vezes em que Boris Johnson disse que ele não teria nenhuma chance ser primeiro ministro.

Disse que era mais fácil encontrar Elvis Presly em Marte ou ser decapitado por um frisbee ou de reincarnar como uma oliveira ou dele ser o cantor de uma banda de rock.

Hehehe. Ele tem ótimo senso de humor, e eu aprecio muito o humor britânico.

Hoje, ele não aconteceu nada disso, mas ele se tornou primeiro-ministro britânico.

Espero que entregue o Brexit. Não será nada fácil. Mas ele é uma boa notícia para o Reino Unido e para a Europa.

Abaixo seu discurso de posse, uma mistura de honra e relaxamento com humor. É Boris Johnson.






sábado, 20 de julho de 2019

A "Posição Fracote e Vergonhosa" do Papa sobre a Venezuela


No dia 11 de julho passado, a Conferência dos Bispos da Venezuela pediu o "imediato fim do governo ilegítimo de Nicolas Maduro na Venezuela" e ainda pediu a dissolução da Assembleia Nacional Constituinte por também considerar esta ilegítima.

A ONU já denunciou as mortes e os crimes  da ditadura de Maduro. A ditadura de já Maduro matou bem mais gente que as ditaduras passadas da Argentina e do Chile. A ONU já contabilizou 6.856 mortes suspeitas da ditadura!!!!

O próprio Papa Francisco já declarou que foi enganado pelo governo Maduro quando tentou mediar o conflito.

Mas que com isso tudo isso o Papa ainda pede diálogo entre as partes. Isso na prática significa apoiar a ditadura.

O jornal Miami Herald chamou isso de "vergonhoso".

Vejam partes do texto abaixo.

Pope Francis’ wimpy statement on crisis in Venezuela is shameful | Opinion


Venezuela’s Conference of Bishops has released a bombshell statement demanding an immediate end of dictator Nicolás Maduro’s “illegitimate and failed government.” So why isn’t Pope Francis saying anything even close to that?

Before we get into the pope’s failure to openly denounce Maduro’s crimes against humanity, here’s what the Venezuelan bishops said in their July 11 statement:

“Facing an illegitimate and failed government, Venezuela craves for a change,” it said. “That change requires the departure of who holds power in an illegitimate way, and the election as soon as possible of a new president.”

Furthermore, the bishops said that, “In order for (the election) to be truly free and reflect the people’s sovereign will, it requires some essential conditions, such as a new and impartial National Electoral Council, an updated electoral registry and the supervision of international organizations such as the United Nations, the Organization of American States and the European Union.”

It added that another key condition for a free election should be the “closing of the National Constituent Assembly,” Maduro’s hand-picked Congress that he created after the opposition won the 2015 legislative elections for the National Assembly by a landslide.

So what did the pope say after the bishops’ statement? Instead of echoing their demand that Maduro leave office, Pope Francis made an incredibly bland statement in his July 14 homily asking God to “inspire and illuminate both sides” so that they can “reach an agreement” to solve the Venezuelan crisis.

Far from putting pressure on Maduro, the pope’s statement played right into the Venezuelan dictator’s hands. Maduro has often called for a dialogue with the opposition in the past, but has always used such talks to win time and defuse national protests against his dictatorship. Time and again, he later clamped down on the opposition as soon as international attention shifted away from Venezuela.

Why is the pope such a wimp when it comes to Venezuela’s humanitarian crisis? Until recently, one could have speculated that his failure to denounce Maduro’s crimes was because the Vatican hoped to play a helpful role as a mediator in the situation.

But after several Vatican-brokered negotiations, the pope learned the hard way that Maduro was just playing games with the talks. Francis admitted that much in a Feb. 7 letter to Maduro that was leaked to the Italian newspaper Corriere della Sera. In that letter, the pontiff reportedly wrote that every previous attempt to reach an agreement had failed “because what had been agreed in the meetings was not followed by concrete gestures to implement the agreements.”
Furthermore, Pope Francis’ July 14 statement about Venezuela was even more reprehensible because, in addition to the Venezuelan Conference of Bishops’ declaration, it came after a devastating report by the U.N. High Commissioner for Human Rights Michelle Bachelet on Venezuela’s mass killings.

The U.N. report said that here have been at least 6.856 suspicious deaths of government opponents between January 2018 and May 2019, most of which were extra-judicial executions. As a native of Argentina, the pope should know well that this figure is bigger than any number of political killings in the region since the days of Argentina and Chile’s military dictatorships in the 1970s.
To put things in context, the number of political killings in the 17-month period cited by the U.N. report is far bigger than the total number of extrajudicial executions and forced disappearances caused by late Chilean dictator Augusto Pinochet during his 17-year regime.

  

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Vídeo: Peterson para Bispo Barron - "Igreja Que Só Usa Misericórdia Não Ama, Nem Cuida de Ninguém."



No vídeo acima o bispo Robert Barron, bispo extremamente famoso nos Estados Unidos, e o mundialmente conhecido psicólogo canadense Jordan Peterson discutem a relação misericórdia com a Igreja.

É um vídeo realmente elucidativo e Peterson expõe a idiotice da extrema misericórdia que domina a Igreja sob o Papa Francisco. Barron concorda com ele mas em um momento contrapõe que a ideia do Papa Francisco de  que a Igreja é "hospital de campanha" acompanhando os feridos é uma analogia boa. Mas Peterson clarifica dizendo:

"Amar é uma coisa terrível. É doloroso". "Se você realmente ama uma pessoa você não aceita que a pessoa dê menos do que ela pode dar", isto é amar é curar, é expor os erros e acertos ao máximo para que sejam resolvidos.

Se você ama seu filho, você não deixa que ele se destrua, que ele destrua sua alma. Peterson conta uma história com seu próprio filho. Um dia ele sentiu que seu filho de 4 anos estava mentindo para ele. Ele não podia o filho escapar com aquela mentira. Daí ele falou: "Filho, veja, eu acho que você está mentindo para mim. Eu não aceito isso. Se você não está mentindo quero que você me prove isso, eu não vou aceitar enquanto não ver que seja verdade."

Se você ama alguém você não pode tolerar que a pessoa seja menos do que ele pode ser. Exige a que a pessoa seja o mais nobre possível.

Ele, em poucas palavras, disse: "a Igreja que não afasta as pessoas do mal, apenas usa misericórdia, não se importa com as pessoas".

Isso é óbvio para todo aquele que é pai e mãe desde sempre na história da humanidade.

Mas, em tempos de Francisco, falar esse óbvio parece ser revolucionário e novo. Putz.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

A Igreja Católica do Xingu


O bispo Erwin Krautler (foto acima, acredite ele é bispo) passou 33 anos no Xingu (área que fica no norte do Mato Grosso). Ele participou da documento sobre o Sínodo da Amazônia que já foi condenado como herético, apóstata e mesmo "estúpido" por pelo menos dois cardeais (Brandmuller e Muller) e por inúmeros teólogos.

Krautler se aposentou em 2015. Ele deu uma entrevista na Áustria (ele é austríaco).

Nessa entrevista ele defendeu que no Sínodo da Amazônia a Igreja permita que as mulheres sejam ordenadas padres, porque na região do Xingu não tem padre, e ele não conseguia ordenar muitos padres quando estava lá por conta do celibato. 

Ele ainda disse que o Papa não precisa autorizar isso, basta que ele permita que as conferências de bispos (uma espécie de sindicato, e como em geral todo sindicato tem viés esquerdista) decidam.

Krautler deu a senha do Sínodo da Amazônia. A culpá é do celibato. Os padres precisam casar e as mulheres podem ser padres. Ele propõem que esqueçamos que disse e fez Cristo. 

Para ele, a Igreja deve adotar o Xingu como modelo. É a Igreja Católica do Xingu.

O que farão os católicos, clérigos e leigos, se isso acontecer?

Se ele falasse não em termos de Xingu, mas em termos do Brasil, eu já condenaria, o catolicismo no Brasil é ignorante da fé, imagina o catolicismo do Xingu.

Vejam texto do The American Catholic.

PopeWatch: Krautler


The Argentinian-German axis spins along:
Bishop Erwin Kräutler – a member of the preparatory council of the upcoming Amazon synod and a key author of the synod’s controversial working document – said he has “hope” the synod will approve the ordination of female deacons along with the priestly ordination of married men. 
Kräutler made it clear in his July 14 interview with the Austrian TV channel ORF, as well as in a recent talk in Austria, that allowing women to become deacons would be the “first degree of Holy Orders” and could ultimately lead to women becoming priests within the Catholic Church. 
“The fact is that our 800 parishes [in his Diocese of Xingu, Brazil, where he is the retired bishop] are led by laymen, and two thirds even by women,” he said. The priest “comes by only two or three times a year, and this I consider to be a scandal.” These parishes have the Liturgy of the Word, but not the Holy Eucharist.
“When two-thirds of these parishes are led by women,” he continued, “why can they then not also obtain ordination and preside on Sundays over the Holy Eucharist? Does one then have a man [priest] who comes and pushes the woman away, even though she led the parish for years and with competence and with much empathy? And then a man comes and pushes her away. I cannot imagine this.”
When asked which ordination he is thinking of, Kräutler answered: “at least the female diaconate, that is what we hope for at the Amazon synod. The first degree of Holy Orders. And then we can see.” 
When asked if he thinks such a move is “realistic,” the bishop answered: “Yes I do.”
Kräutler suggested regarding the ordination of women that the Pope could leave the decision up to individual bishops or bishops’ conferences. 
When asked by the journalist as to why, during his work as a bishop in Xingu, there were so few vocations in his diocese, the Austrian prelate responded that “the real reason is celibacy.” He explained that he did ordain “a few priests,” but half of them later left the priesthood because of celibacy.
This is a completely manufactured “crisis”.