quarta-feira, 6 de abril de 2022

Os Não Julgados na Corrupção do Vaticano: Francisco e Arcebispo Pena Barra

 


O ex-chefe da autoridade financeira independente do Vaticano, Rene Bruelhart,  depôs ontem no caso de corrupção do Vaticano que envolve a compra de um imóvel luxuoso em Londres.  Bruelhart era pago para fiscalizar as movimentações financeiras do Vaticano.  Por isso, ele se tornou réu, pois eie supostamente deveria ter parado o escandaloso negócio em Londres. 

Mas Bruelhart deixou claro que não pode fazer nada pois o negócio tinha aval do papa Francisco e da Secretaria de Estado do Vaticano. 

Bruelhart diz que em todo caso avisou pessoalmente ao Papa Francisco sobre o negócio.  E que depois o manteve informado. 

Mas nada foi feito nem pelo papa, nem pelo arcebispo Pena Barra que estava a frente da Secretaria de Estado. 

Bom que se diga que nem Francisco, nem Pena Barra, estão sendo jujgados no caso. 

A notícia do depoimento foi dada pela Associated Press que agregou informações importantes ao relato.

O texto diz que Francisco ficou tão feliz com o desfecho do negócio que pagou por uma festa.

 Traduzo essas informações adicionais abaixo:

"Várias testemunhas afirmaram anteriormente que Francisco aprovou o pagamento ao acusado  Torzi, com uma dizendo que o papa estava tão satisfeito com o resultado do acordo que pagou por um jantar comemorativo em 2 de maio de 2019 para as autoridades do Vaticano que o negociaram.

Bruelhart testemunhou na terça-feira.  que a agência não tinha autoridade para supervisionar a Secretaria de Estado, muito menos impedi-la de pagar Torzi.  Mas ele disse que a agência prontamente fez seu trabalho quando a Secretaria de Estado apresentou um relatório de transação suspeito sobre o acordo em 22 de março de 2019.

 Ele disse que no mesmo dia em que soube de Pena Parra sobre o acordo em 7 de março de 2019, se encontrou com Francisco e o papa “confirmou a necessidade de ajudar a Secretaria de Estado”.  Ele disse que informou a Francisco sobre o progresso da investigação de inteligência da agência depois que ela foi lançada no final daquele mês.

 Mais tarde, em abril daquele ano, o escritório de advocacia do Vaticano com sede em Londres avisou a Santa Sé sobre os riscos se quisesse continuar negociando um acordo de saída com Torzi.  Mas Bruelhart disse ao tribunal do Vaticano: “A decisão foi clara e exclusivamente com a Secretaria de Estado.  A AIF não tinha supervisão sobre a Secretaria de Estado.”

 E disse que em suas reuniões com Pena Parra em 16 de abril de 2019, percebeu “que a secretaria de estado queria proceder em qualquer circunstância”.


2 comentários:

Jefferson disse...

Caro professor Pedro, conheci o senhor através de uma Live com o Gustavo Abadie. Venho acompanhando seu trabalho desde então. Nossa Senhora traga forças para o senhor continue com o apostolado.
Não deixe de gravar mais vídeos para o YouTube.
Grande abraço,
Jefferson

Pedro Erik disse...

Muito obrigado, caríssimo Jefferson. Gustavo Abadie é um grande amigo. Geralmente faço lives a pedido de alguns católicos. Sempre estou a disposição.

Grande abraço,

Pedro Erik