terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Contra o Cristianismo Efeminado, Bonzinho e Covarde - Filósofo Ed Feser


O filósofo católico Edward Feser escreveu um artigo chamado "against candy-ass christianity". É dificil traduzir "candy-ass", para o português, mas seria uma pessoa com tendência efeminadas, uma bunda mole, boazinha e covarde. Do tipo que diz coisas como: "todo mundo é bom"; "nunca condenemos ninguém"; "nunca tenha ódio, o ódio só traz desgraça"; "guerras não servem para nada"; "nunca tenha raivas das pessoas, elas só buscam a felicidade delas".  Coisas que, infelizmente, você já viu muito padre e até Francisco dizer. Esses padres sempre querem nos provar que Cristo era assim, um candy-ass.

O ponto de partida da argumentação de Feser é um filme estrelado por Tom Hanks, mas isso é irrelevante para o tema.

Feser vai criticar são argumentos dos candy-ass.

Ele lembra que Cristo agiu agressivamente no templo e com raiva, que Cristo ensinou um código moral mais austero do que o ensinado pelos fariseus; e que Cristo ameaça os pecadores impenitentes com a fogueira e o ranger de dentes do inferno.

Além disso, Feser lembra o que disse São Tomás de Aquino sobre a raiva e sobre os efeminados na Summa Teologica.

Aqui vão as passagens da Summa Teologica de São Tomás citadas por Feser:

Passagem II-II 158.1, que nos mostra que a ira e a vingança podem ser para o bem e vim de Deus:

"Como diz Crisóstomo: Quem se ira sem causa será réu, quem o fizer com causa não será réu – pois, sem a ira não aproveita a doutrina, a justiça não triunfa nem se reprimem os crimes. Logo, irar–se nem sempre é mau. SOLUÇÃO. – A ira, propriamente falando, é uma paixão do apetite sensitivo, e dela é que tira a sua denominação o apetite irascível, como dissemos quando tratamos das paixões. Ora, devemos considerar, em matéria de paixões. da alma, que de dois modos elas podem implicar o mal. – Primeiro, pela espécie mesma da paixão; e essa espécie é considerada segundo o objeto da paixão. Assim, a inveja, pela sua espécie mesma, implica um certo mal, pois, é a tristeza causada pelo bem de outrem, o que por si repugna a razão. Por isso, a inveja basta nomeá–la para despertar a ideia do mal, como diz o Filósofo. Ora, tal não se dá com a ira, que é o desejo da vingança; pois a vindicta podemos desejá–la como um bem ou como um mal. – De outro modo, há mal numa paixão, quantitativamente, isto é, por excesso ou defeito da mesma. E assim, a ira pode ser má, quando alguém se ira mais ou menos do que o exigiria a razão reta. Mas, o irar–se de acordo com a razão reta é meritório. 

Desejar a vingança como um mal daquele a quem infligimos um castigo, é ilícito. Mas, desejar a vingança, para corrigir um vício e salvar o bem da justiça, é meritório. Ora, tal pode ser o fim do apetite sensitivo, enquanto movido pela razão. E quando a vindicta se realiza segundo a ordem racional, ela vem de Deus, de quem é ministro o poder de castigar, como diz o Apóstolo." 


Passagem II-II 158.8, que nos diz que a falta de raiva pode ser pecado e significar ausência do julgamento da  razão:

"Como diz Crisóstomo: Quem se ira sem causa peca. Pois, a paciência irracional semeia vícios, nutre a negligência e excita ao mal não só os maus, mas também os bons. SOLUÇÃO. – A ira pode ser compreendida em dois sentidos. – Primeiro, como um simples movimento da vontade, que leva o irado a infligir uma pena, não por paixão mas, por um juízo racional. Por onde, a falta de ira sem dúvida é pecado. E neste sentido é que Crisóstomo a considera, quando diz: A iracúndia que tem uma causa não é iracúndia mais juízo. Pois, por iracúndia propriamente se entende a comoção da paixão. Ora, a ira de quem se encoleriza com causa não nasce da paixão. Por isso, diz–se que julga e não, que está irado. – Noutro sentido, a ira é tomada pelo movimento do apetite sensitivo, que é acompanhado de paixão, em virtude de uma alteração do corpo. E esse movimento resulta necessariamente no homem de um simples movimento da vontade; porque naturalmente o apetite inferior segue o movimento do apetite superior, se não houver nenhuma repugnância. Por onde, não pode totalmente deixar de existir o movimento da ira no apetite sensitivo, salvo por eliminação, ou fraqueza do movimento voluntário. Portanto e consequentemente, também a falta da paixão da ira é viciosa; como o é a ausência do movimento voluntário que nos leva a punir, segundo o juízo da razão.

A paixão da ira, como todos os movimentos sensitivos, são úteis para nos fazerem executar mais prontamente o que a razão nos dita. Do contrário o apetite sensitivo nos seria inútil; e contudo a natureza nada faz em vão."


Passagem II.II 114.1, sobre afabilidade com os outros. Aquino nos diz que não devemos ser todo sorrisos para com os pecadores, para ficarmos bem com eles, pois assim estaríamos consentindo com o pecado:

"por conseguir um bem ou excluir algum mal, não evitará o virtuoso contristar aqueles com quem convive, como adverte o Filósofo. Por isso, diz o Apóstolo: Ainda que vos entristeci com a minha carta, não me arrependo disso. E em seguida: Folgo, não de vos haver entristecido, mas de que a Vossa tristeza vos trouxe à penitência. Por onde, aos que são propensos ao pecado não lhes devemos fazer rosto agradável para o agradar não pareça que lhes consentimos no pecado e de certo modo lhes insuflemos a audácia no pecar. Donde o dizer da Escritura: Tens filhas? Conserva a pureza dos seus corpos e não mostres para elas o teu rosto risonho."


Passagem II.II 115.1, contra fazermos adulações aos pecadores:

"Como dissemos a amizade referida, ou afabilidade, embora tenha como fim principal causar prazer aqueles com quem convivemos, contudo, quando é necessário, para conseguir um bem ou evitar um mal, não teme contristar. Por onde, quem quer de todos os modos falar a outrem para lhe causar prazer, excede o modo devido de fazer e portanto peca por excesso. E se o fizer com a só intenção de causar prazer, chama–se complacente, segundo o Filósofo; se porém tirar algum proveito, chama–se lisonjeiro ou adulador. Mas, comumente a palavra adulação costuma ser aplicada só aqueles que, excedendo o modo devido da virtude, querem agradar aos outros, na convivência ordinária, com palavras e obras."

Passagem II.II.138.1, onde São Tomás de Aquino fala do ato de ser efeminado, pecado daqueles que facilmente abandonam o bem que deviam realizar porque isso os tiraria da zona de conforto, dos seus prazeres  mundanos:

"Como dissemos a perseverança é digna de louvores por nos fazer não abandonar um bem que exige soframos dificuldades e trabalhos diuturnos. Ao que diretamente se opõe quem facilmente abandona um bem por causa das dificuldades sobrevenientes, que não pode arrostar. O que constitui por essência a efeminação; pois, efeminado se chama quem facilmente cede ao obstáculo. Ao contrário, não é julgado tal quem cede ao que fortemente o contraria; pois, até os muros cedem à máquina que os percute. Por isso, não se considera efeminado quem cede a obstáculos que se lhe contrapõem com desusada violência. Donde o dizer o Filósofo: O deixar–se alguém vencer de prazeres intensos e extraordinários ou de grande sofrimento, longe de provocar o nosso espanto, despertará a nossa indulgência, contanto que tenha feito esforços para resistir. Ora, é manifesto que a ameaça dos perigos se nos contrapõe mais gravemente do que o desejo dos prazeres. Por isso, diz Túlio: Não é admissível que quem não foi vencido pelo medo o seja pelo prazer; nem que seja vencido pelo prazer quem não se deixou vencer ao sofrimento. Pois, o prazer, por natureza, nos atrai mais fortemente do que nos afasta da ação o sofrimento resultante da privação do prazer, porque, estar privado do prazer é uma deficiência. Por isso, segundo o Filósofo, efeminado propriamente se chama quem abandona o bem por causa dos sofrimentos causados pela privação dos prazeres, como quem cede a um pequeno impulso."

Feser também menciona o papa Leão XIII que condenou aqueles que dizem que a Igreja deve se sujeitar aos espírito dos tempos para atrair mais adeptos, justamente o que o Vaticano II tentou fazer e obviamente não conseguiu.

Por fim, Feser lembra uma passagem da Bíblia em Ezequiel 33: 8-9, no qual Deus alerta àqueles que devem guiar os fiéis (os padres, hoje em dia):

"Quando eu disser ao ímpio: "Ó ímpio, certamente hás de morrer" e tu não o desviares do seu caminho ímpio, o ímpio morrerá por causa da sua iniqüidade, mas o seu sangue o requererei de ti. Por outra parte, se procurares desviar o ímpio do seu caminho, para que se converta, e ele não se converter do seu caminho, ele morrerá por sua iniqüidade, mas tu terás salvo a tua vida."

Ei padres, prestem atenção na responsabilidade disso que vai acima, vocês são responsáveis pelas almas dos seus fiéis até para salvar a alma de vocês.




4 comentários:

Adilson disse...

PARTE 1:

Papa Francisco é aquele carinha com uma pá de cal acelerando o enterro da grandeza e da espiritualidade rigorosa e profunda do Catolicismo: ele faz isso com tanta vontade e tanta obstinação que só aqueles que amam a Igreja ficam horrorizados. Mas não é com esse papa que se fica horrorizado: é com a facilidade e a ausência de resistência com que ele age e faz: parece até que o cara tá debochando da Igreja; e ainda sobra-lhe coragem para atacar os conservadores e compará-los com nazistas.

Tirando-se aquele bispo lá do Pará que denunciou em homilia pública o paganismo do Sínodo, eu mesmo já nem espero mais nada de sacerdotes no Brasil: a covardia chega ser nojenta e vergonhosa.

Só vejo padres sendo CORAJOSOS pra vomitar e remoer os pecados e erros de Lutero e do protestantismo, como que chutando cachorro morto, enquanto os verdadeiros BANDIDOS e DESTRUIDORES agem à solta. "É Lutero isso"; "Lutero aquilo"; "É porque Lutero aqui e ali"; "É por causa de Lutero", e blá-blá-blá.

Puxa! É muito fácil e confortável jogar tudo nas costas do Lutero (aliás, quando ele se rebelou ele era um monge e, portanto, um católico, o que equivale a dizer que quem forjou o protestantismo foi um católico). E a historia se repete neste exato momento; papa Francisco deitando e rolando, cuspindo na cara dos conservadores e nos entregando de mão beijada para nossos inimigos.

É muito fácil ser CORAJOSO pra chutar Lutero e chamá-lo de toda sorte de coisa ruim. De fato ele merece, pois plantou o mal. Todavia, não SÃO OS MORTOS e NÃO OS PROTESTANTES que nesse momento, e agora, estão abrindo as portas da Igreja para que ela seja destruída da forma mais fácil e torturante. Não é Lutero nem os protestantes que estão introduzindo o PAGANISMO e HERESIAS diante de todo o mundo e com a maior facilidade. Mas os padres e bispos "corajosos" NÃO SE SENTEM tão empolgados e tão apologetas para denunciar e citar os nomes dos atuais inimigos de Cristo que, aliás, não estão mortos; estão vivinhos e entre nós: há sempre desculpas para isso.

Adilson disse...

PARTE 2:


São Paulo intimou São Pedro, e o intimou publicamente sobre a questão dos gentios; tá lá cartas. Mas os sacerdotes de nossos dias, vivendo numa época confortável, luxuosa (em comparação ao mundo antigo) e com um mundo inteiro vendo tudo, preferem viver sob uma espécie de "zelo" falso e preferem nada dizer publicamente. Preferem ficar ilustrando homilias com a vida dos santos, e ainda colocam os dedos nos nossos narizes para nos exortar a sermos santos e obedecer a Igreja. Só que há um problema: os tais sacerdotes não têm coragem para nos exortar a DESOBEDECER A IGREJA DE FRANCISCO. Pior: O que aconteceria se alguém, mesmo sendo pessoa humilde, perguntasse aos tais sacerdotes se os eventos recentes no Vaticano estão de acordo com os Céus, uma vez que foi sob a autorização do papa Francisco e, portanto, herdeiro das chaves entregues a São Pedro??? Certamente seria chutado e escorraçado pelos sacerdotes que chutam e apontam Lutero e os protestantes. NÃO teriam coragem de dizer "papa Francisco está errado". São Paulo teve coragem de dizer que São Pedro estava errado, mas os sacerdotes atuais com síndrome de protestantismo NÃO podem dizer nada, pois certamente devem ser mais "sábios" e mais "prudentes".

Pra eles é preferível que a LOUCURA e a CONFUSÃO se instale e se aprofunde, pois o que está em jogo é preservar suas "virtudes" de não apontar o dedo para o "ungido de Deus". Isso é engraçado porque esse mesmo comportamento acontece entre os protestantes: pastores são flagrados roubando ou cantando a mulher alheia, e enquanto surgem poucos corajosos para exigir a remoção do pastor do cargo, surge logo um exercito para se apoiar na bíblia e gritar que não se deve "tocar no ungido de Deus". A diferença é que no seio protestante, usa-se os textos bíblicos, e no seio católico usando não sei quantos documentos e o clamor às virtudes e uma tal prudência e obediência suicidas, como bem disse Mons. Lefebvre.

Dizem que é para não criar confusão: ora, todos os santos dias o Vaticano de FRANCISCO e centenas de sacerdotes traidores produzem uma MONTANHA DE CONFUSÕES e sacrilégios contra a Igreja, mas o que vemos é um BOM MOCISMO contraditório e covarde.

Ganhamos bem mais rezando pela Santa Igreja que ouvindo sermões e homilias de "encorajamento". A coisa tá tão feia que até esses sacerdotes, sem perceber, nos adoecem espiritualmente.

Pedro Erik disse...

Obrigado, pelos comentários, meu amigo. E também por sua fortaleza na fé. Deus lhe abençoe.

Abraço,
Pedro Erik

Anônimo disse...

Adilson. Lucido, objetivo e oportuno comentário. Marco Túlio Cícero afirmou que um dos motivos da decadência do império romano foi a feminização do homens e a promiscuidade espiritual, isto é, moral e intelectual. Precisamos de virilidade espiritual, exatamente como Jesus nos ensinou pelo exemplo.