domingo, 31 de janeiro de 2021

Viganò Responde a Padre. Podemos Julgar um Papa?

Bom, acho que o tema: respeito à autoridade civil de Romanos 13 já foi debatido por inúmeros teólogos na história, e a própria passagem de Romanos 13:3 esclarece que a autoridade deve estar do lado do bem, os que são do mal devem temê-la. Se for o contrário, se são os do bem que estão temendo a autoridade, Romanos 13 não serve como princípio de atuação, deve-se buscar outros ensinamentos bíblicos. Por isso mesmo, renomados teólogos da Igreja defenderam a pena de morte para tiranos.

E quando se trata de autoridade eclesiástica? Deve-se usar Romanos 13?

Não. Basta lembrar que foi o próprio São Paulo quem primeiro repreendeu a um papa. Deve-se buscar outras passagens de São Paulo.

Em todo caso, claro, a autoridade eclesiástica deve estar do lado do bem, assim como a autoridade civil.

E o que é o bem? Pergunta que muitos filósofos da ética rodopiam sem resposta. Ora, o bem é Cristo. E Cristo é Deus. Sendo assim é o sumo do bem, Cristo não se submete ao humano, o humano é que deve se submeter a Ele, se quiser ser...humano em plenitude.

Um Papa pode prescrever uma vacina como se fosse Doutrina da Fé? Não, a própria Doutrina diz que não, Cristo disse que não, e também Romanos 13. Em tese, isso é coisa do mundo, não de Deus.

Mas e se a vacina usa fetos abortados?

Bom, aí apoiar a vacina seria contra a Doutrina. E o que fez o Vaticano sob Francisco? Rasgou a Doutrina se ajoelhou para o mundo. 

Vejamos o que Viganò respondeu ao padre. Traduzo parte da carta publicada no site Stilum Curiae.

Carta de Viganò a um Padre - Covid 19: Santa Sé Cúmplice de uma conspiração contra Deus e o homem.

Reverendo e querido sacerdote de Cristo,

Recebi a sua carta, na qual me apresenta algumas questões sérias sobre a crise de autoridade na Igreja, crise que se tem intensificado nos últimos anos e em particular durante a "emergência pandêmica", por ocasião da qual a glória de Deus e a salvação das almas foram postos de lado em benefício de uma alegada saúde do corpo. Se tenciono tornar pública a minha resposta detalhada à sua carta, é porque ela responde aos numerosos fiéis e sacerdotes que me escrevem de todo o lado, expondo-me a interrogações e tormentos de consciência sobre essas mesmas questões graves.

O problema de uma autoridade pervertida - isto é, que não atua dentro de seus próprios limites ou que se deu autonomamente um fim oposto àquele que a legitima - é abordado pelas Sagradas Escrituras para nos lembrar que omnis potestas a Deo ( Rm 13: 1) e que aqui resistit potestati, Dei ordinationi resistit (ibidem., 2) (O poder vem de Deus, quem resiste à autoridade resiste à Deus). E se São Paulo nos diz para obedecer à autoridade civil, com mais razão estamos obrigados a obedecer à autoridade eclesiástica, pelo primado que as questões espirituais têm sobre as temporais.

A passagem observa que não cabe a nós julgar a autoridade, porque o Filho do homem voltará para fazer justiça no fim dos tempos. Mas se tivéssemos que esperar o dia do Juízo para ver os ímpios punidos, com que propósito a divina Majestade teria estabelecido uma autoridade temporal e espiritual na terra? Não é seu trabalho, como vigários de Cristo, o Rei e Sumo Sacerdote, governar e governar seus súditos nesta terra, administrando justiça e punindo os ímpios? Que sentido teriam as leis se não houvesse aqueles que as aplicam, sancionando aqueles que as violam? Se a arbitrariedade dos que têm autoridade não fosse punida por quem tem autoridade sobre eles, como poderiam os súditos - civis e eclesiásticos - esperar obter justiça na terra? 

Temo que sua objeção, segundo a qual os eclesiásticos que detêm um poder derivado da autoridade do cargo exercido só podem ser julgados no final dos tempos, leva por um lado ao fatalismo e resignação nos súditos, e por outro lado constitui uma espécie de estímulo para abuso do poder por parte dos Superiores.

A obediência a uma autoridade pervertida não pode ser considerada zelosa, nem moralmente boa, só porque em Seu retorno o Filho do Homem voltará para fazer justiça no fim dos tempos. A Escritura nos exorta a ser obedientes, moderando nossa obediência com paciência e um espírito de penitência, mas ela absolutamente não nos exorta a obedecer ordens intrinsecamente más, simplesmente porque aqueles que as comunicam a nós são constituídos em autoridade. Essa autoridade, de facto, precisamente no momento em que é exercida contra o fim para o qual existe, priva-se da legitimidade que a justifica e, embora não extinga por si mesma, requer, no entanto, dos sujeitos um apoio que deve ser avaliado e julgado de tempos em tempos.

Com a Revolução, a ordem cristã, que reconhecia a Autoridade constituída como procedente de Deus, foi derrubada para dar lugar às chamadas democracias em nome do Estado laico e sua separação da Igreja. Com o Concílio Vaticano II, essa subversão do princípio de autoridade se infiltrou na própria Hierarquia, fazendo com que a ordem desejada por Deus não apenas fosse cancelada da sociedade civil, mas até mesmo prejudicada na Igreja. Obviamente, quando a obra de Deus é adulterada e Sua autoridade negada, o poder fica irremediavelmente comprometido e as condições para a tirania ou anarquia são criadas. Nem a Igreja é uma exceção, como podemos ver dolorosamente: o poder é muitas vezes exercido para punir os bons e recompensar os maus; as sanções canônicas quase sempre servem para excomungar aqueles que permanecem fiéis ao Evangelho; os Dicastérios e órgãos da Santa Sé apóiam o erro e impedem a difusão da Verdade. O próprio Bergoglio, que deveria representar a mais alta autoridade na terra, usa o poder das Chaves Sagradas para apoiar a agenda globalista e promover doutrinas heterodoxas, ciente de que Prima Sedes é um nemine judicatur que lhe permite agir sem ser perturbado. 

Esta situação é obviamente anômala, porque na ordem estabelecida por Deus a obediência é devida a quem representa a autoridade. Mas neste kosmos maravilhoso Satanás insinua o caos, mexendo com o elemento frágil e pecador: o homem. Ela o destaca bem em sua carta, caro Sacerdote: “Agora, a coisa mais diabólica que nosso inimigo conseguiu realizar, é usar justamente aqueles que se apresentam ao mundo investidos da autoridade conferida por Jesus Cristo à Sua Igreja, para fazer o mal, e com isto: por um lado envolver alguns dos bons no mal, por outro lado escandalizar os bons que o realizam ", e a seguir contextualiza esta situação no presente caso:" A autoridade de Jesus foi abusivamente usado para justificar e apoiar uma operação terrível, que se apresenta sob o nome falso de vacinação ».

Concordo com você sobre as avaliações de imoralidade objetiva da chamada vacina contra a Covid-19, devido ao uso de material proveniente de fetos abortados. Concordo igualmente com a absoluta inadequação - científica, bem como filosófica e doutrinal - do documento promulgado pela Congregação da Doutrina da Fé (CDF), cujo Prefeito apenas executa supinamente mais do que questionáveis ​​ordens dadas de cima: a obediência do réprobo é emblemática, nestas situações, porque sabe ignorar casualmente a autoridade de Deus e da Igreja, em nome de uma escravidão cortesã ao autoritarismo do superior imediato.

No entanto, gostaria de precisar que o documento da Santa Sé é particularmente insidioso não só por ter analisado apenas um aspecto remoto, por assim dizer, da composição da droga (independentemente da legitimidade moral de uma ação que não perde gravidade com a passagem do tempo); mas por ter deliberadamente ignorado que, para "refrescar" o material fetal original, é necessário adicionar periodicamente novos fetos, obtidos de abortos do terceiro mês induzidos ad hoc, e que os tecidos devem ser retirados de criaturas ainda vivas com um coração batendo . Dada a importância do tema e a denúncia da comunidade científica católica, a omissão de um elemento integrante da produção da vacina em um pronunciamento oficial confirma, na hipótese mais generosa, uma incompetência escandalosa e, na mais realista, a vontade deliberada de passar as vacinas produzidas com abortos induzidos como moralmente aceitáveis. Este tipo de sacrifício humano, em sua forma mais abjeta e sangrenta, é, portanto, considerado desprezível por um Dicastério da Santa Sé em nome da nova religião da saúde, da qual Bergoglio é um forte defensor.

Concordo com você na omissão das avaliações a respeito da manipulação genética induzida por algumas vacinas que atuam no nível celular, com propósitos que as empresas farmacêuticas não ousam confessar, mas que a comunidade científica tem amplamente denunciado e de que são. ainda não são conhecidas as consequências a longo prazo. Mas a CDF evita escrupulosamente se expressar também sobre a moralidade da experimentação em humanos, admitida pelos próprios fabricantes de vacinas, que se reservam o direito de fornecer dados sobre essa experimentação em massa apenas em alguns anos, quando será possível entender se o medicamento é eficaz e à custa de quais efeitos colaterais permanentes. Assim como o CDF silencia sobre a moralidade de especular vergonhosamente sobre um produto que é apresentado como a única defesa contra um vírus da gripe que ainda não foi isolado, mas apenas sequenciado. Na ausência de isolamento viral, não é cientificamente possível produzir o antígeno da vacina, de modo que toda a operação da Covid se mostra - que não é cegada pelo preconceito ou má-fé - em toda sua falsidade criminosa e imoralidade intrínseca. Uma falsidade confirmada não só pela ênfase quase religiosa com que se apresenta o papel salvífico da chamada vacina, mas também pela teimosa recusa das autoridades sanitárias mundiais em reconhecer a validade, eficácia e baixo custo dos tratamentos existentes, a partir do plasma hiperimune à hidroxicloroquina e ivermectina, desde a ingestão de vitaminas C e D para aumentar as defesas imunológicas até o tratamento oportuno dos primeiros sintomas. Não vamos esquecer que, se houver pessoas idosas ou debilitadas na saúde que morreram com Covid, é porque a OMS indicou atendimento hospitalar absolutamente inadequado para aqueles com complicações e prejudiciais a eles. Também nestes aspectos a Santa Sé se cala, evidente cúmplice de uma conspiração contra Deus e contra o homem.

Voltemos agora à autoridade. Ela escreve: «Portanto, quem se encontra diante de pessoas investidas pela Autoridade de Jesus que, evidentemente, agem em oposição ao seu mandato, encontra-se em condições de se perguntar se pode ou não obedecer à sua Autoridade, quando em situações terríveis como esta, quem exerce autoridade em nome de Jesus é claramente contra os seus mandatos. " 

A resposta vem até nós da doutrina católica, que estabelece limites de ação muito claros para a autoridade dos Prelados e a autoridade suprema do Papa. Neste caso, parece-me claro que não compete à Santa Sé exprimir apreciações que, pela forma como são apresentadas e analisadas e pelas omissões evidentes em que incorrem, não podem de forma alguma cair. no âmbito determinado pelo Magistério. O problema, em uma inspeção mais próxima, é lógico e filosófico, antes mesmo de teológico ou moral, porque os termos do quæstio são incompletos e errôneos e, portanto, a resposta será errônea e incompleta.

Isso não diminui a seriedade do comportamento da CDF, mas ao mesmo tempo é justamente ultrapassando os limites próprios da autoridade eclesiástica que se confirma o princípio geral da doutrina e com ele também a infalibilidade que o Senhor garante aos seus. Se não há verdade para ensinar; se esta verdade nada tem a ver com fé e moral; se quem promulga este ensino não pretende fazê-lo com a Autoridade Apostólica; se a intenção de transmitir aos fiéis esta doutrina como uma verdade a ser sustentada e acreditada não for explícita, a assistência do Paráclito não está garantida e a autoridade que a promulga pode ser - e em alguns casos deve ser - ignorada. Portanto, é possível ao fiel resistir ao exercício ilegítimo de uma autoridade legítima, ao exercício de uma autoridade ilegítima ou ao exercício ilegítimo de uma autoridade ilegítima.

...

O que não percebemos, tanto na esfera política e social quanto na esfera eclesiástica, é que a nossa aceitação inicial de um alegado direito do nosso adversário de praticar o mal, com base em um conceito errôneo de liberdade (moral, doutrinal, religiosa), agora está se transformando em uma tolerância forçada do bem, pois o pecado e o vício se tornaram a norma. O que ontem foi admitido como nosso gesto de indulgência, hoje reclama plena legitimidade e nos confina às margens da sociedade como uma minoria moribunda. Em breve, em consonância com a ideologia anticristo que rege esta mudança inexorável de valores e princípios, a virtude será proibida e quem a pratica será condenado, em nome de uma intolerância ao Bem apontada como divisora, fundamentalista , fanático. Nossa tolerância para com aqueles que, hoje, promovem as demandas da Nova Ordem Mundial e sua assimilação ao corpo eclesial, conduzirá infalivelmente ao estabelecimento do reino do Anticristo, no qual os fiéis católicos serão perseguidos como inimigos públicos, assim como em vezes os hereges cristãos eram considerados inimigos públicos. Em suma, o inimigo copiou, derrubando e pervertendo-o, o sistema de proteção da sociedade implantado pela Igreja nas nações católicas.

Creio, caro reverendo, que suas observações sobre a crise de autoridade logo serão complementadas, pelo menos a julgar pela rapidez com que Bergoglio e sua corte desferem golpes contra a Igreja. De minha parte, oro para que o Senhor traga à luz a verdade até então oculta, permitindo-nos reconhecer o Vigário de Cristo na terra não tanto pelo manto que veste, mas pelas palavras que saem de sua boca e pela exemplo de suas obras.

Recebe a minha Bênção ao confiar-me com confiança à sua oração.

+ Carlo Maria, arcebispo


sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

A Questão Moral para Destruir Hedge Funds.

 


Sim, hedge funds são poderosos, possuem tentáculos com o poder politico (inclusive com agentes públicos que deviam vigia-los. Por vezes o agente público e o cara do hedge fund são a mesma pessoa), correm de acordo com a ideologia do momento, não possuem fundamento moral e podem destruir financeiramente uma pessoa, uma empresa ou mesmo um país  Tudo isso é verdade e até normal e corriqueiro para o capitalismo, não apenas para hedge funds. No meu livro sobre ética católica para economia, eu mostrei o caso da indústria de brinquedo.

A solução é o comunismo ou socialismo? Claro que não.  O comunismo faz tudo de ruim que faz o hedge fund e  ainda exige a infidelidade a Deus, a família e a própria liberdade. 

Agora, com o caso do GameStop, apareceram milhares (ou milhões) de gente querendo destruir os hedge funds usando questões morais.

Mas para destruir, eles usam o mesmo método maligno dos hedge fund. 

Não é porque mais gente faz uma coisa que a coisa se torna certa (falácia ad populum). Não é necessariamente certo  matar uma pessoa porque essa pessoa quer matar você.  A circunstância é um fator importante na lei moral.

Cristo disse para oferecer outra face, mas em outro momento quando Ele foi esbofeteado, ao invés de dar outra face, Ele questionou o agressor. 

O site Zero Hedge mostrou pessoas querendo destruir os hedge funds até a custa da própria destruição financeira. 

Vejamos o caso mostrado:

This is for you, Dad.

I remember when the housing collapse sent a torpedo through my family. My father's concrete company collapsed almost overnight. My father lost his home. My uncle lost his home. I remember my brother helping my father count pocket change on our kitchen table. That was all the money he had left in the world. While this was happening in my home, I saw hedge funders literally drinking champagne as they looked down on the Occupy Wall Street protestors. I will never forget that.

My Father never recovered from that blow. He fell deeper and deeper into alcoholism and exists now as a shell of his former self, waiting for death.

This is all the money I have and I'd rather lose it all than give them what they need to destroy me. Taking money from me won't hurt me, because i don't value it at all. I'll burn it all down just to spite them.

This is for you, Dad.


.....


Não quero dizer com isso que não foi muito importante e significativo a questão do GameStop. 

Foi significativo e até bom demais. 

Mostrou o jogo do mercado financeiro diário que não é  condenado por ninguém por conta do poder econômico e dos tentáculos da elite.

Mas ética é ética, não se submete a vontades. 

Há um jeito moral claro de inibir as ações malignas de hedge funds. A principal é ter um fundamento ético sólido e persistente por parte dos fundos e do governo. Mesmo que custe se perder dinheiro. O ganho econômico não serve de critério. 

E nenhuma lei sozinha é suficiente. 


quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Fim do Jogo (GameStop)- Robin Hood do Mercado Financeiro


Eu considero o mercado financeiro, seja brasileiro ou global, simplesmente um jogo, não tem fundamentos, nem me venham com essa de investidores em busca de melhores negócios. O que há é um jogo de rolagem de dinheiro em busca de retorno rápido, ponto final, period, no qual os grandes investidores manipulam e os pequenos se sujeitam.

Então, é muito interessante ver que o uma empresa chamada GameStop (PareJogo) está exibindo claramente a falácia dos fundamentos do mercado e ainda mostrando que os políticos só se importam com a elite.

As ações da empresa GameStop sofreu ataque dos hedge funds nos Estados Unidos (hedge funds são fundos que gerenciam dinheiro de ricaços), daí pequenos investidores do site social Reddit dentro do fórum "WallStreetBets" resolveram sair comprando ações do GameStop, e o valor das ações da empresas explodiram, e isso está quebrando financeiramente os investimentos dos grandões. 

E o que fez o "mercado"? Diz em voz uníssona que era preciso conter esses pequenos investidores que manipulam o mercado, pois isso é ilegal. 

Ilegal? Mas o que é que fazem os hedge funds diariamente, não é manipular o mercado?

Como a agência de mercado financeira (SEC) não fez nada, por enquanto, o "mercado" passou então a punir os pequenos investidores, cobrando margens mais altas (dinheiro que se cobra supostamente de garantia para realizar a operação financeira), restringindo acesso e bloqueando operações. 

E que o fez a administração Biden? Ora, prometeu atacar os pequenos investidores, o importante é manter a elite ganhando dinheiro.

O problema é que o modelo GameStop se espalhou pela Europa e pela Austrália. Um empresa australiana que por sorte tem os mesmo "ticket" do GameStop, GME, se valorizou 60%. Por que? Por nada, só porque confundiram com o GameStop. É o chamado "mercado eficiente".

Tem gente grande com dinheiro aproveitando para ganhar dinheiro apostando do lado dos pequenos investidores? You bet.

E como realmente está a empresa GameStop? Isso não importava, nem importa agora, nem para os hedge fund, nem para os pequenos investidores. É tudo só um jogo, que deveria acabar.

Sabem os "sportingbet" da vida, que aposta em resultados e coisas do esporte? Pois é, é isso o mercado financeiro, piorado, porque se manipula mais, bem mais.

Se você quiser saber mais sobre como se deu o investimento dos hedge fund e a reação do mercado, clique aqui. 


quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Educação e Religião - Brague, Chesterton vs Francisco


Acho que já contei aqui no blog, mas aqui vai de novo. Em 2015, eu tive a graça de conversar e mesmo debater com dois ilustres pensadores católicos Michael Novak (infelizmente já falecido) e Rocco Buttiglione, na Universidade Franciscana de Steubenville (Estados Unidos). Em um desses debates surgiu a questão da catolicidade de Francisco (nesta oportunidade só Buttiglione estava presente). O debate foi quente, Buttiglione que conhece muito bem o Vaticano e é conhecido ter sido muito próximo de João Paulo II, estava defendendo a catolicidade de Francisco. 

Eu tomei a palavra e falei de minhas enormes desconfianças e relatei um fato: a primeira entrevista que Francisco deu como papa foi para o Fantástico, programa brasileiro, ele estava no Brasil, para a jornada da juventude. Na oportunidade, Francisco disse com orgulho que não se importava qual religião tinha a escola, o que preocupava a ele era que a criança fosse educada. 

Daí, eu falei aos presentes no debate, que Francisco, mesmo sendo essencialmente um líder religioso, estava simplesmente desprezando o valor da religião na educação do ser humano e estava jogando no lixo da mediocridade todas as escolas católicas do mundo.

Ao ouvir isso, Buttiglione não conseguiu defender Francisco e concordou comigo. Fez-se um silêncio na sala.

Eu sou economista, trabalho no Ministério da Fazenda, mas sou também professor e tenho filhos em escolas católicas. Tenho interesse natural sobre o tema educação. Além disso, planejo trabalhar mais com o tema.

Recentemente, eu comecei a tentar ler todos os livros de Rémi Brague, ilustre pensador católico francês. Em um desses livros, Brague argumentou que hoje em dia não se tem educação, o que se tem é "instrução". Não se educa mais as pessoas, de forma ampla, no sentido cultural, o que se tem é instrução para o "mercado" e para o pensamento globalizado irreligioso.

Hoje, li um artigo de Joseph Pearce sobre a educação do ponto de vista de outro ilustríssimo pensador católico: Chesterton.

Um artigo sobre o pensamento de Chesterton delineado por Joseph Peace é sempre imperdível.

Vou traduzir algumas passagens do artigo, mas podem ler tudo clicando aqui.

Aqui vão algumas partes do texto traduzida:

Chesterton e o significado da educação

por Joseph Pearce

“ É típico de nosso tempo ”, escreveu Chesterton, “ que quanto mais duvidosos temos sobre o valor da filosofia, mais certos temos sobre o valor da educação. Ou seja, quanto mais duvidosos temos sobre se temos alguma verdade, mais certos estamos (aparentemente) de que podemos ensiná-la às crianças. Quanto menor for nossa fé na doutrina, maior será nossa fé nos pensadores... ” [1]

A ausência de teologia e filosofia do cerne da academia moderna leva inevitavelmente, na visão de Chesterton, a dois conceitos educacionais mutuamente incompatíveis tentando coexistir, e isso, por sua vez, constitui um cisma ou esquizofrenia no próprio coração da academia. em si: 

“A verdade é que o mundo moderno se comprometeu com duas concepções totalmente diferentes e inconsistentes sobre educação. Está sempre tentando expandir o escopo da educação; e sempre tentando excluir de tudo religião e filosofia. Mas isso é um absurdo completo. Você pode ter uma educação que ensine o ateísmo porque o ateísmo é verdadeiro, e pode ser, do seu próprio ponto de vista, uma educação completa. Mas você não pode ter uma educação afirmando ensinar toda a verdade, e então se recusar a discutir se o ateísmo é verdadeiro.” [2]

O absurdo da tentativa da academia moderna de construir uma universidade na ausência dos universais filosóficos era um tópico ao qual Chesterton voltava com frequência. “Tire o sobrenatural”, diz Chesterton, “e o que resta é o não natural.” [3] “A educação é apenas a verdade em um estado de transmissão”, escreveu ele em outra ocasião, “e como podemos transmitir a verdade se nunca chegou às nossas mãos? ”[4]

Uma consequência dessa falta de veracidade na academia foi o que Chesterton chamou de "padronização por um padrão baixo", uma redução dos padrões a um denominador comum mais baixo da mediocridade prescrita. [5] Na ausência de um currículo integrado no qual cada disciplina informa a outra, cada parte fazendo sentido à luz do todo, a academia moderna literalmente se desintegrou em uma infinidade de partículas fragmentadas, nenhuma das quais está em comunicação com as outras partes . “Tudo foi separado de tudo e tudo esfriou. Em breve, ouviremos falar de especialistas que separam a melodia da letra de uma música, alegando que eles estragam um ao outro ... Este mundo é todo um tribunal de divórcio selvagem. ”[6]

Ironicamente, ao exorcizar o espírito unificador da teologia e da filosofia do currículo básico, a academia moderna se condenou à fragmentação fragmentada, na qual cada disciplina se exilou de todas as outras. Ao excomungar a teologia e a filosofia, a academia moderna paradoxalmente excomungou-se de si mesma! “Porque a escola primária não ensina teologia”, escreveu Chesterton, “ela deve ser dispensada quando não ensina nada. O preconceito do mundo moderno é tão grande que permitirá que algo seja ineficiente, desde que também seja irreligioso. ”[7]

O espírito anti-religioso da modernidade é tão antagônico à ideia de uma verdade unificadora que prefere uma educação sem sentido a uma educação informada pelo significado subjacente inerente às reivindicações de verdade da religião ou filosofia. E isso, de acordo com Chesterton, não é realmente educação: “Toda educação ensina uma filosofia; se não por dogma, então por sugestão, por implicação, por atmosfera. Cada parte dessa educação tem uma conexão com todas as outras partes. Se não se combinam para transmitir alguma visão geral da vida, não é uma educação. ”[8] Esta visão integrada de uma educação em artes liberais é contrastada com a educação desintegrada do relativista:“ Há algo para ser dito para ensinar tudo a alguém, em comparação com a noção moderna de não ensinar nada, e o mesmo tipo de nada, a todos ”. [9] Enquanto o primeiro transmite uma filosofia pela qual se pode entender o cosmos, o último“ não é uma filosofia, mas a arte de ler e escrever não filosoficamente. ”[10] A primeira ensina seu destinatário a pensar; o último impede a vítima de pensar. 

Essa ausência de pensamento e da capacidade de pensar é a tragédia da educação moderna, não podemos compreender as outras disciplinas do currículo se não podemos compreender filosofia e teologia. Considere o estudo da história, por exemplo. Se os historiadores nunca aprenderam filosofia e teologia, eles foram excomungados do passado. Eles não entendem quem faz a história, o que faz a história e por que a história é feita. Eles não entendem. Mais uma vez, a Chesterton diagnostica o problema com precisão infalível:

“Cerca de metade da história agora ensinada em escolas e faculdades é tornada ventosa e estéril pela noção estreita de deixar de fora as teorias teológicas ... Os historiadores parecem ter esquecido completamente dois fatos - primeiro, que os homens agem a partir de idéias; e em segundo lugar, que pode ser bom, portanto, descobrir quais ideias.” [11]

...

[1] G.K. Chesterton, Illustrated London News, Jan. 12, 1907.

[2] G.K. Chesterton, The Common Man, New York: Sheed & Ward, 1950, p. 168-9.

[3] G.K. Chesterton, Collected Works, Vol. 1, San Francisco: Ignatius Press, p. 88.

[4] G.K. Chesterton, What’s Wrong with the World, New York: Dodd, Mead and Company, 1910, pp. 192-3.

[5] G.K. Chesterton, Culture and the Coming Peril, being the text of a speech delivered by Chesterton at the University of London in 1928; reprinted in the Chesterton Review, Vol. 18, No. 2, August 1992.

[6] G.K. Chesterton, What’s Wrong with the World, p. 152.

[7] G.K. Chesterton, Illustrated London News, July 18, 1914.

[8] G.K. Chesterton, The Common Man, p. 166.

[9] G.K. Chesterton, All I Survey, London: Methuen, 1933, p. 50.

[10] Ibid.

[11] G.K. Chesterton, Illustrated London News, May 13, 1911.

 

terça-feira, 26 de janeiro de 2021

15 Padres Cubanos Pedem FIM do Comunismo. Será que Não Estão Atrasados Demais?

Padres abertamente contra o comunismo dentro de um país comunista? Mas não passou da hora? 

Os padres cubanos falam o que tem de ser dito contra o regime comunista, mas lembram a destruição da família e da educação e também lembram a corrupção generalizada ("tudo é no mercado negro"). Sem família, sem educação, e com corrupção as chances de se tirar um ditador e colocar outro aumenta consideravelmente. Deixaram imensamente o mal entrar, inclusive com apoio de padres, mesmo tendo regime comunista matado muitos padres no paredão. Eles estão muito atrasados, mas...

Eu sempre discordei de uma premissa que foi colocada dentro da teoria da guerra justa e que não foi originalmente defendida nem por Santo Agostinho, nem por São Tomás de Aquino, a premissa de que se avalie a chance de sucesso para se fazer guerra (falei disso no meu livro sobre guerra justa). Devemos fazer o que é certo, mesmo que as chances de sucesso sejam quase nulas (aliás, essa é a ideia dentro do livro Senhor dos Anéis de Tolkien também).

By the way, podem precisar de apoio militar estrangeiro. Quem dará hoje em dia? Do lado deles, acho que ninguém.

Em todo caso, espero que os cubanos enfrentem o desafio, mesmo sabendo que escorrerá sangue de alguns ou muitos. Não adianta palavras bonitas, elas não derrubam ditadores. E estejam sempre prontos contra novos ditadores. Em suma, só confiem plenamente em Deus e não em políticos.

Vejam a carta dos padres abaixo. Fiz imagens da carta, para lerem podem clicar aqui também.









sábado, 23 de janeiro de 2021

O Primeiro Presidente Anti-Católico Católico e o Papa Anti-Católico Católico


Na primeira foto como presidente, Joe Biden, se senta na mesa presidencial e atrás dele mostra uma foto do encontro dele com Francisco. Você acha que John Kennedy faria isso com João XXIII? Você acha que os protestantes evangélicos, luteranos ou calvinistas americanos permitiriam que Kennedy fizesse isso? Por que silenciam com Joe Biden?

Será por que Francisco não é religioso mas apenas político e todo mundo sabe disso? Francisco não é uma pessoa que leva a fé apenas política e essa política é do tipo anti-católica como é a política de Joe Biden?

O teólogo Taylor Marshall teceu comentários no vídeo abaixo sobre a relação entre Biden e Francisco



E o renomado escritor católico Robert Royal escreveu um artigo cujo título é justamente "O Primeiro Presidente Anti-Católico Católico".




sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Tempos Sombrios: Globohomo. Turma de Biden e Francisco


Acima, um padre jesuíta apoia se colocar a bandeira gay nas auréolas de Nossa Senhora e do próprio Cristo. O que vai acontecer com ele? Nada. Segue sendo apoiado pelo Vaticano (abaixo uma das fotos do padre com Francisco).

Hoje, li um texto de William Briggs que fala do avanço do que ele chamou de Globohomo. Globalismo Homossexual. É a agenda global gay que avança em muito com Biden, que sempre teve apoio entusiasmado de Francisco.

Biden não tem dois dias de governo, mas já saiu do grupo de países contra o aborto, já declarou apoio às decisões legais em pró-aborto dos EUA, já prometeu selecionar juízes pró-aborto, já mostrou apoio a banheiros sem definição de sexo (mesmo entre crianças), já declarou apoio a LGBT nas forças armadas dos EUA, já declarou apoio a que homens que se digam mulheres compitam em esportes de mulheres, já colocou um "transgênero" pais de dois filhos que se diz mulher como membro do governo e já sinalizou que vai mudar as definições de sexo, para ele, não há mais apenas dois sexos, há inúmeros, e as pessoas do governo devem evitar chamar mulher de ela e homem de ele.

O inimigo do Globohomo é claro: família cristã.

O texto de Briggs coloca em pratos limpos todo esse avanço do Globohomo.

Leiam todo texto clicando aqui.



quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

O Que Move o Mundo? O Amor e o Ódio a Cristo

A imagem acima mostra Biden como se fosse Cristo, é da revista socialista Jacobin.

Sou economista  e sempre achei idiota quando políticos, jornalistas, sociólogos, juristas e cientistas políticos, acham que o que interessa é a economia. Não é verdade. O que interessa é Deus. E é o amor e o ódio a Deus que está na decisão das pessoas, sejam simples ou autoridades. Achar que o que interessa é a economia une comunistas e libertarianos, duas ideologias do anticristo. 

Não foi para salvar as finanças do Vaticano que elegeram Francisco e sim para implantar o liberalismo herético na Igreja. No país de Francisco, não foi para salvar economia que elegeram Fernandez-Kirchner na Argentina (todo mundo sabia que o plano de governo deles era lixo) foi para implantar agenda de ódio a Deus de apoio ao aborto e ao casamento gay. Não foi para salvar a economia ou a política internacional que elegeram (por meio de fraudes) Biden (todo mundo sabe que China e Irã não são amigos dos EUA e Biden não tem nem plano econômico minimamente de destaque) foi para instalar o ódio a Deus nos EUA, com ódio a família tradicional, aprovação de abortos, e ódio ao ser humano nas políticas ambientais. Por vezes, se comete erros crassos. O Brasil elegeu Bolsonaro achando que ele estaria do lado de Cristo e não da mentira. Errou feio. Acertaram com a eleição de Trump, elegeram Trump não para salvar a economia, mas como represália às ações anticristo de Obama, mesmo sendo Trump cheio de defeitos e com risco de ser um grande fiasco.

Logo que elegem representantes do ódio a Cristo, começam a colocá-los no lugar de Cristo, como fez a revista Jacobin, Fizeram muito isso com Obama, que era chamado de "messias" e tinha muito de suas fotos enquadradas para que aparecesse como uma auréola na sua cabeça. E fazem regularmente com Francisco, especialmente quando fala e age contra a doutrina da Igreja.

Como dizia Chesterton, toda ação é uma ação teológica. E ele também dizia que quem não ama a Deus o substitui muitas vezes pelo amor ao Estado (ao político). Gente que idolatra políticos não falta, idolatrar políticos é uma decisão teológica.