domingo, 4 de abril de 2021

Fé é Escolha, não é Sentimento. Santos que Sentiram a Perda da Fé.

Como continuar na fé, quando não se sente Deus dentro de si, não se consegue ver valor na doutrinas, nem nos dogmas e os próprio clero parece ateu? 

Alguns santos passaram por isso, e, com muita dificuldade, persistiram, e assim construíram o caminho de Deus para muitos, salvando muitas almas. Eles venceram o mundo.

Continuar no caminho de Deus mesmo na escuridão demonstra que a fé não é sentimento é uma escolha.

Muitas pessoas acham que fé é o que sai do coração das pessoas, mas fé é cabeça e coração. Precisamos de conscientemente escolher Deus, mesmo passando por períodos extremamente difíceis em que não vemos a mão Dele em nossas vidas.

Hoje em dia em que a escuridão da fé vem do próprio clero e do Vaticano, muitos cristãos se sentem mais perdidos. Precisamos nos inspirar nestes santos, eles estavam na escuridão, mas persistiram, não estavam agarrados ao que os clérigos faziam para decidir pela fé. Estavam sentido até a falta de Deus, mas persistiram.  

Meg-Hunter Kilmer mostrou uma relação de santos que passaram por essa escuridão na fé. Há muitos mais. Faltou muita gente.

Feliz Páscoa.

Vejamos a lista de santos da relação dela:

St. Teresa of Calcutta (1910-1997) famously found no consolation in prayer for 50 years. Though in her youth she had known the sensation of joy in the Lord, for decades her joy was not a feeling but a decision, the choice to believe in the power of the resurrection when all within her felt dead. “There is such a deep loneliness in my heart that I cannot express it,” she wrote. “How long will our Lord stay away?” And again, “Sometimes the pain is so great that I feel as if everything will break. The smile is a big cloak which covers a multitude of pains.” We have hundreds of saints who served the poor as devotedly as Mother Teresa; were that her only attribute, devotion to her would likely wane over the next few decades. But a saint who served with such palpable joy while enduring decades of desolation will console and strengthen the faithful for centuries to come.

Bl. Carlos Manuel Rodriguez (1918-1963) was a chronically ill Puerto Rican man who shared his deep love of the liturgy through the newsletters he produced, the talks he gave, the study groups he organized, and the retreats he ran. During his last months, Carlos felt abandoned by God, living the darkness of Good Friday and Holy Saturday, but before he died the light of Easter came back into his life and with it the joy of being loved by God. But even in his darkness, he had loved so beautifully that after his death, the staff at the hospital refused payment from his family, insisting that in his many months of agony he had given them far more than they had given him.

St. Faustina Kowalska (1905-1938) is most famous for her visions of Jesus when he gave her the devotion to Divine Mercy to share with the world. But the young Polish nun didn’t always see Jesus when she prayed. In fact, for two and a half years she struggled in prayer, later writing, “A darkness began to invade my soul, growing thicker and thicker. My spirit became dark, the truths of the faith seemed absurd to me. When someone spoke to me of God, my heart was like a stone, incapable of the slightest act of love! I found no consolation in prayer … Often during the entire Mass, I did nothing but struggle with blasphemies that rushed to my lips.” But Sr. Faustina persevered. Upon learning that her struggles were not sins but a trial to be endured, she prostrated herself before the Blessed Sacrament and declared, “Even if you kill me, I will have confidence in You!” After a time, she moved out of this period of desolation and eventually became a visionary whose prayer changed the world.

Bl. Luigi Maria Monti (1825-1900) was the Italian founder of an order of nursing Brothers. But even in his first flush of fervor, as he was founding his order, he struggled with profound darkness in prayer. Years later, he wrote “I would spend hours before Jesus in the Blessed Sacrament, but they were all hours without a drop of heavenly dew; my heart remained arid, cold, and unmoved.” He was on the point of giving up when he was granted a singular grace: an apparition in which Jesus and Mary encouraged him to persevere. After that, he worked tirelessly for the poor, the sick, and the orphaned for decades as he led his young religious order.

St. Thérèse of Lisieux (1873-1897) is often portrayed as a saccharine young thing whose heart was constantly filled with joy at the thought of Jesus. But while she loved God deeply, she also struggled mightily against the temptation to doubt, particularly as she suffered from tuberculosis at the end of her life. She wrote, “When I sing of heaven’s happiness, of what it is to possess God forever, I feel no joy; I simply sing of what I want to believe.” As she lay dying, she wrote that Jesus “allowed pitch black darkness to sweep over my soul … I suffered it for months and am still waiting for it to end.” But Thérèse knew that faith is not a feeling; it’s a choice. And so the woman called “the greatest saint of modern times” by Pope St. Pius X attained holiness in darkness and desolation because she never stopped choosing to love God.

6 comentários:

Horácio Ramalho disse...

Olá Professor. Desejo ao senhor, sua família e a todos que frequentam este blog uma feliz Páscoa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo!
Realmente, como demonstra o post, a fé é uma escolha, uma bem difícil na verdade. Sobre o sentimento, eu percebi isso depois de passar muito tempo longe de Deus e ao voltar, constatei como a sólida fé que forjou santos e mártires pelos séculos está sendo substituída por um sentimentalismo barato e frágil. O tipo de religião que prepara a pessoa para carregar a cruz com Nosso Senhor, mas antes empurra muitos para o desprezo da fé ou então para dois caminhos distintos: a depressão ou alguma "igreja" protestante. Eu também luto todos os dias contra as dificuldades da vida e às vezes me questionei sobre a vida após a morte; me perguntava, ao ler sobre as experiências sobrenaturais dos santos, porque eu não poderia ter uma dessas experiências que confirmariam minha fé. Mas aí encontrei a beleza da Sabedoria Divina, pois foi na falta de acontecimentos fantásticos que compreendi o significado das palavras do Pai Nosso: "seja feita a Vossa vontade". Se eu ainda não tive essas experiências, foi para aprender a humildade verdadeira e saber enxergar o Deus Infinito na criação, além do fato de Nosso Senhor estar presente na Santa Eucaristia: isso é infinitamente mais do que um pecador como eu merece. Hoje, eu escolhi manter a fé, por mais horrível que seja o mundo e por maior que seja a escuridão (incluindo a que possa tomar conta de mim), por mais difíceis que sejam os tempos e aparentemente ser o cumprimento de uma série de profecias, por mais que o clero e boa parte das pessoas causem abalos e escândalos, ninguém, nem eu mesmo, é capaz de me convencer que não faz sentido ter fé. Essa foi minha escolha e portanto estou disposto a arcar com as consequências dessa escolha. E sei que não serei confundido.

Emanoel Truta disse...

Feliz Páscoa!

Cristo vence, Cristo reina, Cristo impera!

Viva Cristo Rei!

Pedro Erik disse...

Obrigado, caríssimos Emanoel e Gustavo.

Cristo vive e vence (ICXC Nika).

Abraço

Isac disse...

O diabo também entra nessa: quer que descreiamos em Deus - mas nele, incorrendo na descrença, decorrendo disso as tentações nesse sentido, além de nosso dualismo bem e mal e mais propenso a esse!
Ajuntam-se o inútil com o desagradável e infelicitante!
Nada de cair em sentimentalismos ruins, porém, sermos firmes e inabaláveis na fé, dessa temos provas pessoais - e muitas positivas!
Feliz Páscoa, Dr. Pedro e extensiva à sua família!

Pedro Erik disse...

Obrigado, grande Isac. Feliz Páscoa a você e sua família também.

Abraço

Anônimo disse...

Da lista acima chama atenção Madre Teresa de Calcutá, que durante sua vida chegou a afirmar questões muito contrárias a fé e um excessivo ecumenismo diabólico. Faustina Kowalska que teve seus inscritos condenados por dois Papas diferentes, por último Carlos Manuel Rodriguez que lutou por uma "renovação" da liturgia e até a favor do uso do vernáculo, algo que foi condenado pela Igreja tantas vezes e inclusive matéria de "anátema" no Concílio de Trento pois trata-se de um fruto protestante.

O que todos tem em comum? Beatificados e Canonizados por um processo falho instituído pelo Papa João Paulo II onde sequer existe o processo de "advogado do diabo" justamente para buscar esses atos pouco católicos.