quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Fala como Marxista, Apoia Marxistas, Escreve como Marxista, é o Quê?


Nunca chamei o Papa Francisco de marxista, nem de adepto da teologia da libertação, mesmo depois de ler o Laudato Sí (leiam e verão toda a dicotomia marxista escrita lá). Mas ele certamente lembra aquela história do pato: se tem bico de pato, pena de pato, nada como pato e faz quack, então é..

O Papa escreveu o prefácio para o livro acima, patrocinado pela Comissão Pontifícia para América Latina.

O teólogo Clodovis Boff, irmão do marxista Leonardo Boff, que já foi adepto da teologia da libertação, mas a abandonou, deixou claro que a teologia da libertação substituía a adoração a Deus pela adoração aos pobres, ao povo, aos movimentos populares. O "povo" é um ente místico de uma revolução social. Esse "povo" nunca recebe uma explicação objetiva, é sempre colocado como algo esotérico, animado por um espírito próprio, imanente.

Aliás, porque toda vez que se pensa em Igreja Católica da América Latina se relaciona com o marxismo da teologia da libertação? É um pergunta que faço e respondo em um livro que devo lançar este ano.

O Vaticano do Papa Francisco, um latino americano, não tem ajudado na dissipação desse preconceito. Pelo contrário, ele tem o acentuado.

Bom, se você ler o prefácio que o Papa Francisco escreveu vai identificar justamente isso, uma igreja da América Latina animada por "movimentos populares" que salvariam o mundo. 

O Papa diz que esses "movimentos populares" são o "grão de mostarda para a transformação social contra o medo, a xenofobia, o racismo e o populismo, contra o neoliberalismo".  

Bom, que tipo de argumentação é essa? Cristã ou marxista?

Vários sites reportaram o prefácio do Papa.

Vou colocar aqui um site que não atacaria o Papa, o Vatican News, em espanhol, para vocês verem do que eu estou falando.


El Papa valora el poder de transformación social de los Movimientos Populares
Con un prefacio de su puño y letra, el Santo Padre presenta un libro editado por la LEV que recoge cinco años de reflexión sobre el trabajo de miles de asociaciones que luchan por un estilo de desarrollo justo e inclusivo.

Felipe Herrera-Espaliat – Ciudad del Vaticano

El profundo valor y los desafíos de cientos de asociaciones sociales que luchan contra la exclusión en el mundo es el tema central de la presentación que el Papa Francisco ha escrito para el libro “La irrupción de los Movimientos Populares: Rerum novarum de nuestro tiempo”. Esta publicación de la Libreria Editrice Vaticana, preparada por la Pontificia Comisión para América Latina, será presentada en septiembre. El texto recoge las principales exposiciones de los Encuentros Mundiales que desde 2014 han congregado a miles de representantes de Movimientos Populares en distintas partes del continente americano.

El Santo Padre comienza su reflexión afirmando que las personas que viven en las periferias territoriales y existenciales no son solo un sector de la población a la que hay que llegar como Iglesia, sino que son «una semilla, un renuevo que como el grano de mostaza dará mucho fruto», porque los concibe como «la palanca de una gran transformación social». Así, no son actores pasivos o meros receptores de asistencia social, que deben resignarse a contemplar cómo las élites administran el orden mundial, sino que son verdaderos protagonistas activos, agentes del futuro de la humanidad, cuya “rebelión pacífica”, a imagen de Jesús manso y humilde, cuenta con la solidaridad incondicional del Santo Padre.

Francisco reconoce en esta articulación de movimientos sociales de carácter transnacional y transcultural aquel “modelo poliédrico” al que hacía referencia en su exhortación apostólica Evangelii Gaudium (nº2), y que se constituye a partir de un paradigma social basado en la cultura del encuentro.

Para el Papa esta pluralidad de movimientos, cuyas experiencias de lucha por la justicia quedan plasmadas en el libro, «representan una gran alternativa social, un grito profundo, un signo de contradicción, una esperanza de que “todo puede cambiar”». Su modo de resistir al modelo imperante por medio de un testimonio de trabajo y sufrimiento los revela -según Francisco- como “centinelas” de un futuro mejor.

Reafirmando su convicción de que la humanidad enfrenta actualmente un cambio de época caracterizado por el miedo, la xenofobia y el racismo, el Santo Padre asegura que los «Movimientos Populares pueden representar una fuente de energía moral, para revitalizar nuestras democracias». De hecho, en medio de una sociedad global herida por una economía cada vez más alejada de la ética, afirma que estos agregados sociales pueden ejercer como un antídoto contra los populismos y la política del espectáculo, ya que ellos entrañan un sentido de la participación ciudadana con una conciencia más positiva del otro. Esto es la consecuencia de la promoción de una “fuerza del nosotros” que se opone a la “cultura del yo”.

Al finalizar sus palabras, el Santo Padre hace hincapié en el tema del trabajo humano como uno de aquellos derechos sagrados que debe custodiarse en cada persona. Frente a las concreciones prácticas de tesis neoliberales y neoestatales que sofocan y oprimen a las personas en sus experiencias laborales, Francisco clama por un «nuevo humanismo, que ponga fin al analfabetismo de la compasión y al progresivo eclipse de la cultura y de la noción de bien común».



3 comentários:

Rafael P disse...

Hoje, 21/08 dia de memória de São Pio X, vemos claramente o efeito que o modernismo trouxe à Santa Igreja. O povo como esse ser místico, e essas expressões de "elite", "rebelião pacífica", "novo humanismo", "bem comum".

A única referência a Jesus é retratando-O como manso e humilde.

...não poucos do clero que, fingindo amor à Igreja e sem nenhum sólido conhecimento de filosofia e teologia, mas, embebidos antes das teorias envenenadas dos inimigos da Igreja, blasonam, postergando todo o comedimento, de reformadores da mesma Igreja; e cerrando ousadamente fileiras se atiram sobre tudo o que há de mais santo na obra de Cristo, sem pouparem sequer a mesma pessoa do divino Redentor que, com audácia sacrílega, rebaixam à craveira de um puro e simples homem. (PASCENDI DOMINICI GREGIS, São Pio X)

A mudança não ocorre através de uma sociedade mais próxima ao reinado social de Cristo, mas através de suas próprias forças contra a elite.

Obviamente, já espero muitos "veja bem" de pessoas que irão fazer as mais variadas manobras para dizer que "não é bem assim" sobre esse estudo de observação do pato.

Não tem aquela máxima que diz que somos a média das pessoas que mais convivemos?

Leonardo Boff e cia "apertaram o curtir" nesse prefácio.

Pedro Erik disse...

Rogai por nós, São Pio X, nestes tempos tão sombrios que tão bem previu.

Isac disse...

OS "MOVIMENTOS SOCIAIS", PAGÃOS, MATERIAL-ATEÍSTAS TRAVESTIDOS DE CRISTÃOS SÃO OS NOVOS DEUSES, SÃO OS "CATÓLICOS" e seriam da igreja "católica" do papa Francisco NO MUNDO, PELO CONTEÚDO DO POST - REAL, CRÉDIL!
IDEM, SIMPLESMENTE INSUPORTÁVEIS OS BANDOS DE DROGADOS DAS "UNE" DA VIDA UNINDO-SE AOS ACIMA!
Causa asco há anos uma ação contra o liberal sem medo da patrulha do politicamente correto dos esquerdistas, bandos de impostores e discriminadores de quem não comungar com eles, casos dos esquerdistas, embora acusem de muitas maneiras quem lhes passar pela frente em contrario, esses desequilibrados mentais, uns tarados!
Converso em diversos temas, mas sem dúvida a asfixia do pensamento livre e do debate civilizado de ideias, por conta da intolerância dos que se dizem tolerantes, são assuntos que aparecem quase diariamente de mentes que se submeteram às lavagens cerebrais, como nas "Federau"!
Vejo a postura pseudo “progressista” como uma das maiores pragas da era moderna, mas nem por isso deixo de as ferrar diariamente, esses psicopatas esquerdotarios!
É claro, não estou sozinho contra esses lulo peStistas, pois o povão e os novos jovens não se instruem mais nos JN da vida, mas nos portais independentes!
Há enorme demanda reprimida por quem fale certas verdades, à base do doa a quem doer. Um liberal clássico que entrevista gente da esquerda, por tantos fariseus entre eles desse regime falido martelo e foice e expõe o grau de absurdo a que a situação chegou!
"Seus" desmiolados, intolerantes com os discordantes, cucas cheias de fezes de Satã, nojentos, asquerosos, patifes, estelionatarios da verdade, vendedores e corretores de lotes na lua, de ilusões e pacotes de fim-de-semana em Marte!