segunda-feira, 19 de agosto de 2019

O Fogo de Cristo e o Fogo do Papa Francisco


Por vezes, eu acho que a pregação do Papa Francisco é o contrário do que disse Cristo. O exemplo mas claro veio ontem, sobre uma passagem muito conhecida da Bíblia.

Uma das coisas mais incompreendidas sobre Cristo é o amor Dele. Muitos acham que Cristo é mansinho, não faz mal a ninguém, só perdoa os pecados.

Passagens da Bíblia, como as:
- quando Cristo fez um chicote de cordas e surrou mercadores,
- quando Cristo chamou o próprio São Pedro de Demônio, 
- quando Cristo expulsou os demônios de pessoas e até de porcos, 
- quando Cristo disse que a primeira coisa que os apóstolos deveriam fazer é expulsar os demônios,
- quando Cristo desafiou os poderes e não deu a outra face, 
- quando Cristo chamou os fariseus de sepulcros caiados, 
- quando Cristo disse que não mudaria nenhum pingo no i do Velho Testamento, 
- quando Cristo disse que os discípulos carregassem espadas, 
- quando Cristo disse a Judas Iscariotes que olhasse para Ele e não para os pobres,
- quando Cristo disse na passagem do Sermão da Montanha que é melhor arrancar um olho a pecar por este olho (São Francisco usou essa contra o Islã);
- quando Cristo disse para a prostituta que não pecasse mais, ou 
- quando Cristo disse que a fé de um soldado era a maior fé de Israel (acima, então, até da fé dos discípulos), 

são todas esquecidas e abandonadas.

Uma dessas passagens também é quando Cristo disse que "veio lançar fogo à terra" e que Ele não veio trazer paz, mas divisão.

Foi justamente esta passagem o evangelho de ontem. Essa passagem está em Lucas 12:40-53. Vejamos abaixo:

"Estai, pois, preparados, porque, à hora em que não pensais, virá o Filho do Homem.” Disse-lhe Pedro: “Senhor, propões esta parábola só a nós ou também a todos?”. O Senhor replicou: “Qual é o administrador sábio e fiel que o senhor estabele­cerá sobre os seus operários para lhes dar a seu tempo a sua medida de trigo? Feliz daquele servo que o senhor achar procedendo assim, quando vier!
Em verdade vos digo: lhe confiará todos os seus bens. Mas, se o tal administrador imaginar consigo: Meu senhor tardará a vir, e começar a espancar os servos e as servas, a comer, a beber e a embriagar-se, o senhor daquele servo virá no dia em que não o esperar e na hora em que ele não pensar, e o despedirá e o mandará ao destino dos infiéis. O servo que, apesar de conhecer a vontade de seu senhor, nada preparou e lhe desobedeceu será açoitado com numerosos golpes. Mas aquele que, ignorando a vontade de seu senhor, fizer coisas repreensíveis, será açoitado com poucos golpes. Porque, a quem muito se deu, muito se exigirá. Quanto mais se confiar a alguém, dele mais se há de exigir.  Eu vim lançar fogo à terra, e que tenho eu a desejar se ele já está aceso? 50.Mas devo ser batizado num batismo; e quanto anseio até que ele se cumpra!* Julgais que vim trazer paz à terra? Não, digo-vos, mas separação.* Pois de ora em dian­te haverá numa mesma casa cinco pessoas divididas, três contra duas, e duas contra três; estarão divididos: o pai contra o filho, e o filho contra o pai; a mãe contra a filha, e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora, e a nora con­tra a sogra.”" 

Essa passagem é meio óbvia e até imediata para todos que seguem Cristo, logo a pessoa se verá entre poucos. Logo verá que enfrentará demônios. Logo verá que perderá muitos amigos e ganhará poucos.

O que o Papa Francisco fez dessa passagem da Bíblia?

Em suma, ele falou que o amor de Deus supera todas as divisões e que Cristo tem preferência pelos excluídos.

Acho que é o contrário e uma aberração frente ao que Cristo disse.

Assim o site Vatican News descreveu as palavras do Papa :

Pope Francis said the Christian witness to the Gospel is like a beneficial fire, “overcoming every division among individuals, social categories, peoples, and nations. It burns all forms of particularism and keeps charity open to all,” he said, adding that it has “a single preference: that for the poorest and the excluded.”

Bom, claro que o fogo de Cristo é benéfico. É o melhor fogo que existe, o único que cura. Mas ele não supera as divisões, pelo contrário, ele mostra claramente as divisões.

Perdão, mas, para mim, o Papa errou de forma muito grosseira as palavras de Cristo. Tentando colocar ideologia dentro de umas das mais belas passagens do evangelho de Lucas.

Triste, rezemos pelo Papa e pela Igreja, nestes tempos terríveis.



16 comentários:

Isac disse...

DIVIDIR PARA CONFUNDIR, EIS O PAPEL DE ESQUERDISTAS!
15.08.2019.
O cardeal Raymond Burke disse que o documento de trabalho usado para o próximo Sínodo Pan-Amazônico, organizado pelo Vaticano a pedido do Papa Francisco, equivale de fato à “apostasia”.
O cardeal assim comentou quando inquirido numa entrevista no Youtube em 13/08 se o documento de trabalho conhecido como "Instrumentum Laboris" para o Sínodo de 6 a 27 de outubro pode se tornar definitivo para a Igreja Católica. O cardeal Burke respondeu:
“Não pode ser. O documento é uma apostasia.
Isso não pode se tornar o ensinamento da Igreja,
e se Deus quiser, todo o negócio será interrompido”.
D Burke fez este comentário em uma ampla entrevista com o apresentador católico Patrick Coffin. Os principais organizadores do Sínodo Amazônico foram criticados por usar o evento para pressionar por diáconos do sexo feminino e padres casados.
Idem, os cardeais Walter Brandmuller e Gerhard Muller também condenaram o documento de trabalho do Sínodo da Amazônia!
O cardeal Walter Brandmüller também criticou o documento de trabalho, chamando-o de “herético” e uma “apostasia” da Revelação Divina". Ele chamou a hierarquia para “rejeitá-la” com “toda determinação” e digo o mesmo, e eles com toda razão!

Anônimo disse...

Olá, Pedro!

Concordo que erram aqueles que compreendem Jesus como um cara puramente mansinho. Ele é por vezes amável, mas também assertivo quando necessário.

No entanto, ao que se refere a reflexão do Papa Francisco, ele aborda o trecho da "separação" ao final. O trecho que tu reportas é ainda parte da reflexão referente ao trecho anterior do "fogo". Veja o que relata o site VaticanNews em português:


"Assim se compreende outra afirmação de Jesus contida no trecho de Lucas, que numa primeira leitura pode chocar: «Cuidais vós que vim trazer paz à terra? Não, vos digo, mas antes dissensão».

Isso significa que Jesus veio para 'separar com o fogo' o bem do mal, o justo do injusto.

'Neste sentido, Jesus veio para 'dividir', para colocar 'em crise' – mas de modo saudável – a vida dos seus discípulos, desfazendo as fáceis ilusões daqueles que acreditam poder conjugar vida cristã e mundanidade, vida cristã e acordos de todo gênero, práticas religiosas e atitudes contra o próximo.' O Pontífice advertiu que recorrer à cartomante é superstição, 'não é de Deus'.

A adesão a este fogo requer deixar a hipocrisia de lado e estar dispostos a pagar o preço por escolhas coerentes com o Evangelho. 'Esta é a atitude que cada um deve buscar na vida: coerência', e pagar o preço por ela.

' É bom dizer-se cristãos, mas é preciso antes de tudo ser cristãos nas situações concretas, testemunhando o Evangelho, que é, essencialmente, amor por Deus e pelos irmãos. '

Francisco concluiu pedindo a Maria que 'nos ajude a deixar-nos purificar o coração pelo fogo trazido por Jesus, para propagá-lo com a nossa vida, mediante escolhas firmes e corajosas'."

Fonte - https://www.vaticannews.va/pt/papa/news/2019-08/angelus-papa-francisco-coerencia-cristao-evangelho.html#play



Li a reportagem em inglês e acho realmente que eles não deram a devida ênfase a essa parte importante da reflexão do Papa. Talvez por isso tenha gerado certa confusão. Acho que a reflexão de Francisco neste final vai ao encontro da tua reflexão.


Grande abraço,
Jonas R

Adilson disse...

QUe DEus guarde Sua Santa Igreja. Que Maria Santíssima cuide dos Seus filhos.

Pedro Erik disse...

Meu amigo, a versão que você trouxe em português é ainda pior.

Mostra ainda muito mais confusão.

O Papa fala desde "preocupação com excluídos" a "cartomante" passando por caridade. Além do que ele não conseguiu resolver a questão da divisão que Cristo traz. Uma bagunça só.

E a parte que destaquei está intacta, que diz:

"Foi o que aconteceu desde os primeiros tempos do Cristianismo: o testemunho do Evangelho se propagou como um “incêndio benéfico, superando toda divisão entre indivíduos, categorias sociais, povos e nações”.

Este testemunho queima toda forma de particularismo e mantém a caridade aberta a todos, com uma preferência pelos mais pobres e excluídos."

Um desastre de homilia.

Uma bagunça generalizada.

Abraço,
Pedro Erik

Anônimo disse...

Meu Deus, Pedro... Vocês tem muita má vontade com o Papa.

Sobre a preocupação com os excluídos, nada mais cristão do que isso. A caridade cristã é realmente aberta a todos, não ama só o amigo, mas o inimigo: ama todas as pessoas. E é bem verdade que no Evangelho há um lugar de excelência aos pobres e marginalizados.

Eu já trabalhei num comércio de cereais, carregava caminhões de feijão, descarregava soja e tal. No primeiro dia que trabalhei, a pele em cima da unha ficou em carne viva, uma dor horrível, e tive que carregar o caminhão todo sofrendo. Sem carteira assinada, sem hora extra, sem insalubridade, e tinha que estudar à noite pra terminar o Ensino Médio. Conheci muita gente pobre ali, eu ainda era um privilegiado pois meus pais eram professores e tinham um salário razoável, folgavam no domingo e podiam levar meus irmãos e eu pra Missa. Mas pra gente como os meus colegas, talvez não pra nós privilegiados, é muito importante um Papa que reforce a mensagem em favor do pobre e de seus direitos. Há pouco votaram uma MP que praticamente tira do domingo o status de dia de encontra familiar, de ir na Missa, pros mais pobres. Aí depois dizem que os católicos tem de ter mais filhos... Como, se os caras ganham pouco pra se sustentar (tendo que o casal trabalhar pra ter algum sustento) e não tem nem um dia pra poder ir com eles na Missa, almoçar juntos, etc. O "conservador cristão" no Brasil está mais preocupado com o direito do latifundiário manter sua terra improdutiva do que com o direito do pobre ter alguma propriedade privada para produzir ou ter alguma migalha pra sobreviver dignamente. Falta total de empatia com os pequeninos... e se o Papa diz algo, "é comunista!", "é peronista!" e tal. Ele é cristão, apenas isso. E quem não prega o apoio e o amor aos pequeninos - normalmente quem nunca fez trabalho pesado e nunca ganhou menos que 3 mil reais (é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha mesmo) - não é digno do nome cristão.

Sobre a cartomante, ele referiu que é superstição, não é coisa de Deus: corretíssimo.

Sobre a "divisão" ele falou bem: "Isso significa que Jesus veio para 'separar com o fogo' o bem do mal, o justo do injusto. Neste sentido, Jesus veio para 'dividir', para colocar 'em crise' – mas de modo saudável – a vida dos seus discípulos, desfazendo as fáceis ilusões daqueles que acreditam poder conjugar vida cristã e mundanidade, vida cristã e acordos de todo gênero, práticas religiosas e atitudes contra o próximo.'"

Óbvio que poderia desenvolver de outra forma e talvez não tenha sido a mais bela das homilias; é verdade que ele não se saiu tão bem quanto Santo Agostinho em seus melhores dias haha. Mas pra quem está aberto à mensagem, faz refletir profundamente.


Abraço,
Jonas R


Pedro Erik disse...

Meu amigo, eu acompanho o pontificado desde o começo, li livros sobre o Papa e escrevi um livro sobre ele.

Não tenho ma vontade com ele.

Fiz uma constatação, a homilia está uma bagunça generalizada e cheia de equívocos.

Não se pode refletir neste tipo de homilia.

Divisão em crise saudável?
Excluídos em evangelho sobre divisão? D
que reduz particularismo?
Cartomante em evangelho sobre divisão?
Caridade em evangelho que fala de filho contra pai e filha contra mãe?

Rezemos pelo Papa.

Ele não está lendo Cristo corretamente, infelizmente.

Abraço,
Pedro

JUSCELINO disse...

" quando Cristo disse a Judas Iscariotes que olhasse para Ele e não para os pobres" ESSA AQUI FOI NO CERNE DO CHICÃO... COM TODO RESPEITO QUE ELE MERECE. CONSPIRANDO PRÓ MAIOR PRAGA DA ARGENTINA, CHEGADO EM NINGUÉM MENDOS QUE MADURO, LHAMA DE FRANJA E CASTROS DA VIDA.

Anônimo disse...

Explico então:

Divisão em crise saudável: nem toda divisão e nem toda crise é ruim. Dividir o justo do injusto é saudável. Dividir o mundano do sacro é saudável. E etc.

Quanto à caridade, ela permeia todo o Evangelho. O fogo de Cristo acende no homem a caridade com os mais frágeis da sociedade. É muito comum em homilias, inclusive dos maiores santos, que a reflexão não se detenha somente ao que está escrito no trecho lido. Normalmente a reflexão é elevada para o espírito geral do Evangelho, até mesmo para contextualizar o trecho específico que se quer explicar - ou até mesmo meditar individualmente.

Quanto à "cartomante", ele aponta como essa divisão às vezes se concretiza. Se acredito em Deus, não acredito na cartomante. Se creio em Deus, me separo da crença na cartomante. É inclusive interessante citares esse trecho, porque normalmente criticam o Papa pela abertura a outras crenças e pela não condenação de crenças diferentes. Nesse momento em que ele critica uma crença alheia ao Evangelho, ele é criticado também hahaha.

Quanto à divisão entre pai, filho e mãe, ela é justamente consequência da caridade cristã. A caridade cristã não admite a vivência do erro... Se a tradição do meu pai me lega algo que vai contra o Evangelho, não me resta opção se não me separar do meu pai, ao menos nesse ponto específico. Amo meu pai, mas me separo dele neste ponto porque este ponto me separa do Amor a Deus.


Veja, eu acho que há críticas a se fazer a alguns pontos do Papa. Por exemplo, a questão de tornar a concepção de pecado subjetiva demais e tal. Também não tenho nada contra questionar se ele usa sapato preto quando deveria usar vermelho e etc. No entanto, tem muitas pautas cristãs que ele levanta que são atacadas muito mais por irem de encontro às pautas do Partido Republicano (que às vezes parece possuir a interpretação legítima da Bíblia e da Tradição cristãs) do que por serem anti-evangélicas. Por exemplo: a preservação da Amazônia, uma pauta consolidada na tradição brasileira, que é defendida pelo Papa; de repente, os "conservadores" brasileiros vão contra, influenciados justamente pela ideologia dos republicanos Trumpistas, ideologia que não tem nada a ver com o conservadorismo católico brasileiro. O Evangelho é deixado de lado para se levar o debate ao campo político polarizado norte-americano, deixando de lado a moderação, a prudência e o ceticismo característicos do conservador brasileiro. O Papa só erra; o Trump só acerta. Essa polarização política é bem exemplificado pelo comentário do Isac em outro post: quando discordou de mim, não explicou no que me argumento ia contra o Evangelho... me chamou de comunista (!), sendo que o meu ponto não tinha nada a ver com o Comunismo, antes pelo contrário.

No entanto, sobre o perda do status do Domingo na lei... não há post criticando a MP. Mesmo o Domingo sendo um dia importantíssimo pro católico. Poderíamos copiar mais os conservadores alemães que preservam na lei o Domingo como dia de descanso, de encontro familiar e de oração.

Sinceramente, às vezes me parece que querem derrubar o Francisco e colocar o Ted Cruz no lugar. Talvez esse último considerarias um bom Papa, mesmo não sendo católico hehehe. Acho que é importante olhar menos para os ditos dos States e olhar mais para a nossa tradição e os nossos costumes.


Grande abraço,
Jonas R

Pedro Erik disse...

Meu amigo, você misturou muito as coisas e de forma bagunçada.

Talvez, você devesse escrever também de forma mais sucinta.

Eu costumo colocar em pontos para ficar mais claro.

Vamos lá:

1) Você está salvando as palavras do Papa. Uma análise de um artigo ou de um discurso requer que a pessoa se detenha no que a pessoa escreveu ou no que a pessoa falou e da forma que a pessoa escreveu ou falou. Cristo era muito incisivo e direto, o exemplo perfeito. Não se pode emendar o discurso ou a fala de alguém. Caso contrário eu salvo até o demônio que usou as escrituras contra Cristo.

2) Não sei porque você levantou aqui a hipótese de "partido republicano", você não vai encontrar nenhum post meu defendendo o partido republicano. Eu defendo a Igreja Católica, ponto final. Claro que o partido republicano é muito mais cristão e pro-vida do que os democratas. Mas para por aí.

3) Defendo e apoio Trump ou o Salvini ou o Bolsonaro quando estão do lado de Cristo ou da vida, ponto final.

4) você falou de uma questão relacionada ao trabalho nos domingos. Não entendo a relação com o assunto em questão.

4) Ted Cruz? Não entendi isso. Acho que nem católico ele é. Mas não entendi a relação com o assunto. Acho que Cruz tem feito um trabalho bom em atacar Google. Mas nada mais do que isso.

Dessa vez, meu amigo, você foi longe demais.

Cuidado para não se transformar em um Mark Shea.

Abraço,
Pedro Erik

Anônimo disse...

Ok, vou tentar escrever por tópicos:

1- Não estou salvando as palavras do Papa, talvez sejam vocês que estejam apresentando elas de uma maneira distorcida... e depois negativando essa distorção.

2- A homilia não é uma repetição do texto escrito do Evangelho; caso fosse, era só lê-lo novamente.

3- As considerações que fazes sobre a Doutrina da Igreja estão muito atreladas a opiniões republicanas sobre o catolicismo. Provavelmente tenha feito cursos ou assistido muitos vídeos de teólogos norte-americanos com esse viés. Transparece nos seus posts e comentários; e nos pontos em que critica o Papa.

4- Pontos como a crítica da defesa da natureza pelo Papa são amplamente explorados pelo blog. No entanto, pontos importantes para um católico brasileiro, como a retirada da reserva do Domingo para a descanso, encontro e oração, não são citados. Isso revela um viés político na crítica.

5- Da mesma forma que pessoas da esquerda atacavam Bento XVI no que discordavam e pediam sua cabeça, assim agem os da direita, atacando Papa e distorcendo suas falas. Aqueles atacavam o primeiro porque alertava quanto ao uso de contraceptivos; estes atacam o segundo porque prega ajudar os pobres e excluídos.

6- Nem todas as críticas são sem fundamento; mas a maior parte delas é. No fundo, ambos querem um Papa a sua imagem e semelhança, que se curve aos seus anseios políticos.


Espero ter sido sucinto. Às vezes fico nervoso e saio um pouco da linha, mas é normal, acontece. Peço desculpas se faltei com o respeito em algum momento.


Abraço,
Jonas

Pedro Erik disse...

Ok, meu amigo.
Mas lembre que eu não sou de direita (muito menos liberal ou republicano), eu sou católico.

Permita-me discordar de você, acho que você tentou (sem sucesso) salvar ou emendar o discurso dele. Qualquer um que já assistiu uma homilia do Papa sabe que a confusão é a norma.

Por exemplo, leia o site que você me enviou e perceberá que o jornalista registrou partes entrecortadas por palavras em aspas do Papa. Isso ocorreu porque o próprio jornalista já estava emendando o que ele falou.

Além disso, qualquer um que já ouviu o Papa sabe do uso de muletas como "caridade", "misericórdia", "amor de Deus" em qualquer homilia, o que revela pobreza de teologia.

Veja, ele é o Papa, "a quem muito foi dado, muito será cobrado". Ele não pode falar como padre limitado latino-americano.

Abraço

Anônimo disse...

1- Vou dar um exemplo do viés de direita: Somos católicos e pró-vida. Apoiamos ambos toda atitude de Trump ou qualquer outro governante que seja pró-vida. Um post teu parabeniza acertadamente os atos de Trump na proteção dos pequenos. Outro post ataca uma possível colaboração do Papa com o adversário de Macri, valorando Macri como algo bom e o adversário como o algo mau. Eis o viés: Macri foi aquele que, para desviar o foco de uma crise política e econômica, quase permitiu a legalização do aborto na Argentina.

2- Li a homilia na íntegra em inglês. Está presente no site VativanNews. Na verdade, são as reportagens que são confusas, a homilia é bem estruturada. Obviamente Bento XVI, que me reconduziu a Igreja, produzia reflexões teológicas mais profundas; mas cada Papa tem seu estilo.

3- O amor, a caridade, a misericórdia, o Amor de Deus são muletas utilizadas por todos os teólogos, grandes pregadores e até mesmo pelo próprio Jesus. Da mesma forma o discurso em prol dos pobres: "Respondeu Jesus: 'Se queres ser perfeito, vai, vende teus bens, dá-os aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me!'. Ouvindo essas palavras, o jovem foi embora muito triste, porque possuía muitos bens." (São Mateus 19, 21-22)

4- Não te considero um homem de direita, foste teu blog que me apresentou ao distributismo, que não é bem aceito em meios de direita. Mas a maioria dos posts, talvez por influência dos teus atuais formadores, me parece que são.

5- Não há nenhum problema que o Papa seja latino-americano. Assim como nós podemos aprender com os europeus e os norte-americanos, eles também tem muito a aprender conosco. Uma parte do ranço com Francisco é exatamente por alguns de lá nos considerarem como um povo de "segunda categoria", parcialmente civilizado, não reconhecendo as riquezas e contribuições que também temos a oferecer ao Mundo e à Igreja enquanto instituição humana.

6- A nós também muito foi dado. Intelectualmente, financeiramente e espiritualmente. Também seremos julgados. Provavelmente muitos serão julgados por cometer adultério, por idolatria, por pregar heresias; mas muitos serão julgados também por não auxiliar e por silenciar sobre a situação dos pequeninos da nossa sociedade. "Também estes lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, peregrino, nu, enfermo, ou na prisão e não te socorremos?’E ele responderá: ‘Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes peque­ninos, foi a mim que o dei­xastes de fazer’. E estes irão para o castigo eterno, e os justos, para a vida eterna." (São Mateus 25,44ss)


Grande abraço,
Jonas R

Pedro Erik disse...

Meu amigo, muita calma. Você não está me entendendo, nem entende meus textos. Talvez seja uma questão de interpretação de textos.

Você está vendo coisa que não existe em meus posts.

Por exemplo, você não vai encontrar em nenhum momento um elogio meu a Macri, ele é um traidor da pauta pró-vida, e cometeu terríveis erros em questões econômicas. Em todo caso, frente aos Kirchners, uma verdadeira máfia, ele é preferível. Os argentinos estão mal com ambos, mas bem piores com Kirchner.

Aliás, você também não vai encontrar nenhum elogio a Bolsonaro, ele ainda não provou ser verdadeiramente católico no poder. E eu o critiquei fortemente quando da "consagração de Nossa Senhora".

Não há nenhum problema em um papa ser latino-americano, eu nunca disse que tinha. O problema é ele representar um tipo muito comum entre nós, padres que desprezam o magistério da Igreja. Aliás, esse tipo de padre é também bem comum na Alemanha (terra do Bento XVI) e na França, dois países que possuem muitos adeptos da teologia da libertação.

Calma, meu amigo. Tente me ler com mais cuidado.

Abraço,
Pedro

Anônimo disse...

Tentarei te ler com mais cuidado hahaha... talvez tenhas razão nesse ponto. Em minha defesa, digo que seria o mesmo argumento do Papa lendo a tua crítica (brincadeira :D)
De todo modo, sempre aprendo muito com tuas reflexões, mesmo quando não concordo. Conhecer Chesterton e o padre Kolbe já são enormes contribuições tuas para a minha história.

Grande abraço,
Jonas R

Pedro Erik disse...

Obrigado, meu caro.

Fique com Deus.

Abraço,
Pedro

Luiz disse...

Jonas, percebo que faz muito bem para o seu ego acreditar que o Francisco realmente a prega a ajuda aos “pobres e excluídos”. O que não é verdade, pois ele apoia o que que existe de pior na América latina e caribe, por exemplo. Apoio a “movimentos sociais”, a ditadores comunistas, ajuda a todos os governantes de esquerda, ou seja, ele respalda tudo o que existe de pior, ele defende uma ideologia, não defende as pessoas.
Rapaz, não existe em nenhum movimento por parte do papa a defesa da Amazônia, sim, o uso dessa pauta para implementação do eco terrorismo, do marxismo verde, da venda da Amazônia, da mudança de doutrina.
Vocês que adoram cegamente o papa, que são da teologia da libertação, não conseguem ver um palmo a frente dos olhos, não conseguem ver que vocês só trazem desgraça por onde vocês passam.